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“O primeiro que, tendo cercado um terreno, arriscou-se a dizer: ‘isso é meu’, e encontrou pessoas bastante simples para acreditar nele, foi o verdadeiro fundador da sociedade civil.”
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre a Origem e a Desigualdade entre os Homens. São Paulo: Ática, 1989, p. 84.
O discurso apresentado no texto relata uma tese filosófica sobre a origem da propriedade privada, raiz da desigualdade social segundo este autor. Essa hipótese filosófica não possui corroboração da teoria sociológica, pois ela explica a origem da desigualdade social não por ato individual e ingenuidade alheia. Uma explicação sociológica sobre a origem da desigualdade remete para a(o)
A sociedade brasileira enfrenta diversos problemas raciais, incluindo o racismo e as várias formas de discriminação presentes no país e suas consequências para a população negra. Uma explicação para a manutenção do racismo após a abolição da escravidão é a de que
“Tudo aponta para o fato de que o Estado está se redefinindo, em função não só de seus problemas estruturais, herdados da tradição da dominação patrimonial e oligárquica. A propósito dessas mudanças, fala-se muito, condenando, em Estado mínimo no Brasil como se fosse o Estado da ideologia econômica neoliberal. No meu modo de ver, são coisas diferentes. O que está acontecendo no Brasil, com a reforma do Estado, é sobretudo a desoligarquização do Estado, ou seja, uma modernização do Estado.”
MARTINS, José de Sousa. A Sociedade vista do abismo. Novos estudos sobre exclusão, pobreza e classes sociais. Petrópolis: Vozes, 2002, p. 176.
O texto acima acaba se opondo a uma corrente interpretativa majoritária na sociologia brasileira a respeito dessa temática, que define o novo Estado brasileiro como “neoliberal”. A posição de Martins pode ser denominada “modernizadora” e a dos que ele contesta como sendo “neoliberal”. Essas duas posições expressam, respectivamente:
“Cultura é o conjunto de valores comuns, frequentemente uma característica adquirida, que ajuda as pessoas em um grupo, em uma organização ou na sociedade, a entender quais ações são consideradas aceitáveis e quais são totalmente inaceitáveis. _______________________ caracteriza-se por estruturas com fortes laços sociais, em que as pessoas tendem a basear sua identidade no grupo ou na organização a que pertencem”. Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.
“De um modo geral, o racismo é considerado uma ideologia que justifica a existência de supremacia de uma raça sob a/s outra/s e privilégios dela decorrentes.” (SANTOS, 2020, p. 70). O combate ao racismo constitui um Assistente Social 40 compromisso ético da categoria dos/as assistentes sociais, tema que tem estado presente em discussões, publicações e campanhas promovidas pelo Conselho Federal de Serviço Social.
Sobre o racismo é INCORRETO afirmar:
Com a aprovação da Lei nº 14.759, de 21 de dezembro de 2023, declara feriado nacional o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. Sobre o 1º art. desta Lei, assinale a alternativa CORRETA.
No 46° Encontro Nacional do Conjunto CFESS/CRESS, realizado na cidade de Brasília-DF, em 2017, aprovou-se a revisão e atualização do documento intitulado “Bandeiras de Luta do Serviço Social”, que condensa parte da pauta política construída coletivamente pela categoria profissional, norteado pela necessidade de consolidá-lo como um mecanismo de diálogo, expressando tanto o acúmulo teórico, as experiências das mobilizações sociais e os princípios ético políticos do Serviço Social. No que refere ao eixo da “Defesa dos Direitos Humanos”, assinale a alternativa CORRETA.
Na perspectiva crítico-dialética, nesse estudo, os dados quantitativos e qualitativos
Esse documento é denominado termo de
Isso mostra que o ciclo da pesquisa é um processo em espiral que tem início com uma
Essa compreensão expressa uma perspectiva
Essas técnicas de coleta de dados são, respectivamente,
Essas fases do ciclo da pesquisa correspondem, respectivamente, às fases
CASTEL, R. As metamorfoses da questão social: uma crônica do salário. Petrópolis: Vozes, 1998. p. 593. Adaptado.
A sociedade vem atravessando uma verdadeira metamorfose da questão social, caracterizada pelas mudanças da sociedade salarial entendida como um binômio trabalho-proteção social instituído no pós-Segunda Guerra Mundial.
Essa precarização é marcada pela
HARVEY, D. Condição pós-moderna. Edições Loyola: São Paulo, 1992. p. 124.
Para muitos estudiosos, o fordismo foi, de fato, um aprimoramento do taylorismo, motivo pelo qual é comum referir-se a ambos como um único sistema de organização produtiva: o taylorismo-fordismo.
A inovação de destaque desse sistema produtivo no primeiro quarto do século XX foi a
SANTOS, M. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Rio de Janeiro: Record, 2000. p. 23-24. Adaptado.
Essas técnicas da informação são apropriadas por alguns Estados e por algumas empresas transnacionais, aprofundando, assim, a desigualdade planetária.
No bojo das transformações do mundo do trabalho, tais mudanças em escala global provocaram a(o)
É importante chamar a atenção para isso, porque o texto, de modo geral, é a reprodução do preconceito de não haver preconceito, como disse o Florestan Fernandes, e de tomar sempre os Estados Unidos como modelo: nos Estados Unidos é que tem racismo; aqui não tem, os negros mesmo dizem isso, e, sabemos, existe aí de montão.
Portanto, essa cidadania a que estamos nos referindo aqui no decorrer destes debates, a cidadania do negro é uma cidadania estraçalhada, é uma cidadania dilacerada [...]
GONZALES, L. A cidadania e a questão étnica. In: RIOS, F.; LIMA, M. (org). Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Rio de Janeiro: Zahar, 2020. p. 232-241. Adaptado.
A crítica citada se refere à ideia de
[...] se deixa de querer prejulgar a eficácia do sujeito por títulos, diplomas, status, experiência acumulada, ou seja, a posição que ele ocupa numa classificação, porque passa-se a confiar na avaliação mais fina e regular de suas competências postas efetivamente em prática a todo instante. O sujeito não vale mais pelas qualidades estatutárias que lhe foram reconhecidas durante sua trajetória escolar e profissional, mas pelo valor de uso diretamente mensurável de sua força de trabalho.
LAVAL, C; DARDOT, P. A nova razão do mundo. São Paulo: Boitempo, 2016. p. 351. Adaptado.
A caracterização dos autores acompanha transformações importantes nos dispositivos de Estado e no modo de funcionamento da economia privada.
Nesse sentido, a política econômica mais alinhada à recente reestruturação produtiva e o requisito exigido do trabalhador são, respectivamente, o