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Os resultados dos exames toxicológicos de um indivíduo estão associados ao tipo de substância pesquisada, à frequência de uso e à quantidade e pureza da droga consumida.
A coleta de urina para detecção do uso de substâncias psicoativas deve ser supervisionada para evitar adulterações. A amostra deve ser mantida refrigerada por, no máximo, vinte e quatro horas, até ser encaminhada ao laboratório competente para a pesquisa adequada.
Para a avaliação da dosagem de álcool no sangue de vítima de morte violenta, principalmente aquela ocasionada por acidente de trânsito, recomenda-se a punção da veia femoral; entretanto, decorridas quarenta e oito horas da morte, o sangue deverá ser colhido da câmara esquerda do coração.
A depender do grau de intoxicação, o indivíduo ébrio é mais propenso a cometer delitos em razão das modificações do seu estado mental que um indivíduo sóbrio.
A embriaguez patológica ocorre quando o indivíduo ingere grandes quantidades de álcool, resultando em um estado de embriaguez cujas características são graves.
Na embriaguez acidental ou embriaguez por força maior,o indivíduo ingere a substância sem conhecer o seu coeficiente tóxico.
Cocaína, anfetaminas e ecstasy são exemplos de drogas que excitam a atividade nervosa e aumentam o ritmo das funções corporais.
As drogas psicoanalépticas, como o álcool e a heroína, são consideradas depressoras, pois tornam a atividade nervosa lenta e diminuem o ritmo das funções corporais.
Flashbacks são transtornos de percepção pós-alucinógena, caracterizados por recorrências fragmentadas de efeitos alucinógenos, como, por exemplo, distorções visuais, intensificação visual de uma cor, aparente movimento de um objeto fixo, confusão entre um objeto e outro e perda do limite do ego ou emoção intensa.
As drogas alucinógenas, também denominadas psicolépticas, como o ácido lisérgico (LSD), a maconha e a cocaína, deformam a percepção e evocam imagens sensoriais mesmo sem haver estímulos externos.
Os cáusticos coagulantes, como a soda potassa, o cloreto de zinco e o sulfato de cobre, desidratam os tecidos, provocando escaras endurecidas.
Os cáusticos são capazes de desorganizar e destruir os tecidos, sendo classificados, conforme atuam nos tecidos, em coagulantes e liquefacientes.
Os cáusticos liquefacientes, como o nitrato de prata e a amônia, produzem escaras úmidas e moles.
Em casos de suspeita de intoxicação, fatores como anamnese incompleta, material biológico inadequado, síndrome de abstinência e presença de vários agentes tóxicos e de outras patologias dificultam o estabelecimento da correlação entre os resultados laboratoriais e a referida suspeita
O uso crônico de uma substância pode provocar alterações na conformação, no ritmo de síntese e na localização dos receptores. Essas alterações justificam vários fenômenos observados no uso crônico de drogas, como tolerância, taquifilaxia, desensibilização, resistência e hipersensibilidade.
Em caso de estrangulamento, a presença de lesão da artéria carótida envolvendo a camada íntima pode ser constatada pela existência dos sinais de Amussat e Lesser.
Os sinais de Ponsold, Azevedo Neves e Thoinot são comumente encontrados em vítimas de afogamento.
O quadro de asfixia mecânica pela ação de meio físico-químico pode ser provocado por acidentes com soterramento.
Considere que, a uma temperatura ambiente de 38 ºC, um jovem tenha mergulhado, de forma súbita, em uma piscina de água fria que havia sido coberta durante a noite e que, apesar de saber nadar, tenha-se afogado. Considere, ainda, que, durante a necropsia, tenha sido verificada a presença de líquido nas vias respiratórias da vítima. Nessa situação, configura-se o quadro do afogado branco de Parrot.
Considerando-se que, durante uma perícia médico-legal, tenha sido verificado, no corpo de uma mulher morta, sulco único com profundidade variável e direção oblíqua ao eixo do pescoço, é correto afirmar que a vítima sofreu asfixia por estrangulamento.