Questões de Concurso Para arquivologia

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Q2722035 Português

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Observe a charge ao lado e considere as seguintes afirmativas:


1. A relação entre a charge e o texto das questões 01 a 05 é que ambos tratam da importância do Museu do Amanhã.

2. Tanto o articulista do texto do El País quanto o chargista contrapõem a existência de um Museu do Amanhã com a falta de preservação do passado, diante do incêndio do Museu Nacional.

3. A crítica da charge adiciona o paradoxo das contas públicas que ora permite gastos elevados e ora alega falta de verba.


Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2722034 Português

O texto abaixo é referência para as questões 01 a 04.


Eu vim ao Rio para um evento no Museu do Amanhã. Então descobri que não tinha mais passado.

Diante de mim, o Museu Nacional do Rio queimava.

O crânio de Luzia, a “primeira brasileira”, entre 12.500 e 13 mil anos, queimava. Uma das mais completas coleções de pterossauros do mundo queimava. Objetos que sobreviveram à destruição de Pompeia queimavam. A múmia do antigo Egito queimava. Milhares de artefatos dos povos indígenas do Brasil queimavam.

Vinte milhões de memória de alguma coisa tentando ser um país queimavam.

O Brasil perdeu a possibilidade da metáfora. Isso já sabíamos. O excesso de realidade nos joga no não tempo. No sem tempo. No fora do tempo.

O Museu Nacional em chamas. Um bombeiro esguichando água com uma mangueira um pouco maior do que a que eu tenho na minha casa. O Museu Nacional queimando. Sem água em parte dos hidrantes, depois de quatro horas de incêndio ainda chegavam caminhões-pipa com água potável. O Museu Nacional queimando. Uma equipe tentava tirar água do lago da Quinta da Boa Vista. O Museu Nacional queimando. A PM impedia as pessoas de avançar para tentar salvar alguma coisa. O Museu Nacional queimando. Outras pessoas tentavam furtar o celular e a carteira de quem tentava entrar para ajudar ou só estava imóvel diante dos portões tentando compreender como viver sem metáforas. Brasil, é você. Não posso ser aquele que não é. O Museu Nacional queimando. […]

Quando soube que o museu queimava, eu dividi um táxi com um jornalista britânico e uma atriz brasileira com uma câmera na mão. “Não é só como se o British Museum estivesse queimando, é como se junto com ele estivesse também o Palácio de Buckingham”, disse Jonathan Watts. “Não há mais possibilidade de fazer documentário”, afirmou Gabriela Carneiro da Cunha. “A realidade é Science Fiction”.

Eu, que vivo com as palavras e das palavras, não consigo dizer. Sem passado, indo para o Museu do Amanhã, sou convertida em muda. Esvazio de memória como o Museu Nacional. Chamas dentro de todo ele, uma casca do lado de fora. Sou também eu. Uma casca que anda por um país sem país. Eu, sem Luzia, uma não mulher em lugar nenhum.

A frase ecoa em mim. E ecoa. Fere minhas paredes em carne viva. “O Brasil é um construtor de ruínas. O Brasil constrói ruínas em dimensões continentais”. […]

Ouço então um chefe de bombeiros dar uma coletiva diante do Museu Nacional, as labaredas lambem o cenário atrás dele. O bombeiro explica para as câmeras de TV que não tinha água, ele conta dos caminhões-pipa. E ele declara: “Está tudo sob controle”.

Eu quero gargalhar, me botar louca, queimar junto, ser aquela que ensandece para poder gritar para sempre a única frase lúcida que agora conheço: “O Museu Nacional está queimando! O Museu Nacional está queimando!”.

O Brasil está queimando.

E o meteoro estava dentro do museu.


(Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/03/opinion/1535975822_774583.html. Acesso em 04, set. 2018.)

No sexto parágrafo do texto, a expressão “O Museu Nacional queimando” é repetida inúmeras vezes. Ao fazer isso, o articulista:

Alternativas
Q2722033 Português

O texto abaixo é referência para as questões 01 a 04.


Eu vim ao Rio para um evento no Museu do Amanhã. Então descobri que não tinha mais passado.

Diante de mim, o Museu Nacional do Rio queimava.

O crânio de Luzia, a “primeira brasileira”, entre 12.500 e 13 mil anos, queimava. Uma das mais completas coleções de pterossauros do mundo queimava. Objetos que sobreviveram à destruição de Pompeia queimavam. A múmia do antigo Egito queimava. Milhares de artefatos dos povos indígenas do Brasil queimavam.

Vinte milhões de memória de alguma coisa tentando ser um país queimavam.

O Brasil perdeu a possibilidade da metáfora. Isso já sabíamos. O excesso de realidade nos joga no não tempo. No sem tempo. No fora do tempo.

O Museu Nacional em chamas. Um bombeiro esguichando água com uma mangueira um pouco maior do que a que eu tenho na minha casa. O Museu Nacional queimando. Sem água em parte dos hidrantes, depois de quatro horas de incêndio ainda chegavam caminhões-pipa com água potável. O Museu Nacional queimando. Uma equipe tentava tirar água do lago da Quinta da Boa Vista. O Museu Nacional queimando. A PM impedia as pessoas de avançar para tentar salvar alguma coisa. O Museu Nacional queimando. Outras pessoas tentavam furtar o celular e a carteira de quem tentava entrar para ajudar ou só estava imóvel diante dos portões tentando compreender como viver sem metáforas. Brasil, é você. Não posso ser aquele que não é. O Museu Nacional queimando. […]

Quando soube que o museu queimava, eu dividi um táxi com um jornalista britânico e uma atriz brasileira com uma câmera na mão. “Não é só como se o British Museum estivesse queimando, é como se junto com ele estivesse também o Palácio de Buckingham”, disse Jonathan Watts. “Não há mais possibilidade de fazer documentário”, afirmou Gabriela Carneiro da Cunha. “A realidade é Science Fiction”.

Eu, que vivo com as palavras e das palavras, não consigo dizer. Sem passado, indo para o Museu do Amanhã, sou convertida em muda. Esvazio de memória como o Museu Nacional. Chamas dentro de todo ele, uma casca do lado de fora. Sou também eu. Uma casca que anda por um país sem país. Eu, sem Luzia, uma não mulher em lugar nenhum.

A frase ecoa em mim. E ecoa. Fere minhas paredes em carne viva. “O Brasil é um construtor de ruínas. O Brasil constrói ruínas em dimensões continentais”. […]

Ouço então um chefe de bombeiros dar uma coletiva diante do Museu Nacional, as labaredas lambem o cenário atrás dele. O bombeiro explica para as câmeras de TV que não tinha água, ele conta dos caminhões-pipa. E ele declara: “Está tudo sob controle”.

Eu quero gargalhar, me botar louca, queimar junto, ser aquela que ensandece para poder gritar para sempre a única frase lúcida que agora conheço: “O Museu Nacional está queimando! O Museu Nacional está queimando!”.

O Brasil está queimando.

E o meteoro estava dentro do museu.


(Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/03/opinion/1535975822_774583.html. Acesso em 04, set. 2018.)

No primeiro parágrafo do texto, o articulista afirma que “Eu vim ao Rio para um evento no Museu do Amanhã. Então descobri que não tinha mais passado”. O termo destacado conecta as sentenças em uma relação de:

Alternativas
Q2191766 Arquivologia
Atualmente os arquivos intermediários tornaram-se uma necessidade reconhecida por administradores e arquivistas. Sobre tais arquivos, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2191765 Arquivologia
Os documentos, após cumprirem as suas funções, devem ter o seu destino decidido, seja este a sua eliminação ou recolhimento. Esta etapa, dentro do protocolo, é conhecida por
Alternativas
Q2191764 Arquivologia
Ordenação é a disposição dos documentos de acordo com a classificação e a codificação dadas. A ordenação alfabética, em especial, pode gerar dúvidas em algumas situações específicas, sobretudo quando tiverem de ser ordenados nomes de pessoas físicas e jurídicas. Nestes casos, são seguidas as regras clássicas de alfabetação. Assinale a alternativa correta quanto ao procedimento para alfabetação. 
Alternativas
Q2191763 Arquivologia
A principal unidade de arranjo estrutural nos arquivos permanentes, constituída dos documentos provenientes de uma mesma fonte geradora de arquivos, denomina-se 
Alternativas
Q2191762 Arquivologia
A tabela de temporalidade é o instrumento de destinação que determina os prazos em que os documentos devem ser mantidos nos arquivos correntes e/ou intermediários, ou recolhidos aos arquivos permanentes, estabelecendo critérios para microfilmagem e eliminação. Sobre os critérios que regulam a eliminação de documentos, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q2191761 Arquivologia
Bibliotecas e arquivos possuem campos de atuação bem definidos. Sendo assim, quanto à aquisição e custódia dos documentos nos arquivos, é correto afirmar que 
Alternativas
Q2191760 Arquivologia
Sobre o Princípio da Proveniência, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q2191759 Arquivologia
A digitalização é o processo de escaneamento que permite a transformação dos documentos de papel ou microfilme para imagem digital. Assinale a alternativa que apresenta corretamente o seu processo básico. 
Alternativas
Q2191758 Arquivologia
O agente de deterioração de documentos de arquivos que, além de modificar a estética dos documentos, age de forma cortante, abrasiva e que também atua no interior da fibra do papel, pois é absorvido por meio de ligações químicas, se denomina
Alternativas
Q2191757 Arquivologia
Considere as afirmativas abaixo:
I. Os documentos de arquivos devem ser guardados em estantes, armários ou prateleiras apropriados exclusivamente ao seu suporte. II. As caixas de arquivos devem ser resistentes ao manuseio, ao peso dos documentos e à pressão, caso tenham de ser empilhadas. III. Em documentos que são juntados com frequência e para melhorar a preservação do papel, faz-se necessário o uso de clipe metálico.
É correto o que se afirma apenas em 
Alternativas
Q2062033 Arquivologia
Gestão de Documentos é um conjunto de procedimentos técnicos e operacionais referentes às atividades de produção, tramitação, classificação, avaliação e arquivamento dos documentos nas fases corrente e intermediária, visando a sua eliminação ou recolhimento ao Arquivo Permanente. Não representa um dos objetivos da Gestão de Documentos:
Alternativas
Q2059522 Arquivologia
São ações que propiciam a conservação dos documentos, exceto: 
Alternativas
Q2059520 Arquivologia
São vantagens do gerenciamento eletrônico de documentos, exceto:
Alternativas
Q2059518 Arquivologia
O seguinte método de arquivamento deve ser escolhido quando o principal elemento a ser considerado em um documento é a procedência do local:
Alternativas
Q2059515 Arquivologia
Representa um documento classificado como iconográfico:
Alternativas
Q2059513 Arquivologia
Um importante método de classificação de documentos foi desenvolvido por Mevil Dewey. Este método é utilizado nas bibliotecas, e, em grande parte também por instituições públicas e privadas.
A seguinte classificação não encontra-se de acordo com o método de Dewey:
Alternativas
Q2059511 Arquivologia
Analise as afirmativas abaixo sobre o método numérico de arquivamento:
I. O método numérico simples constitui-se na atribuição de um número a cada correspondente ou cliente, pessoa física ou jurídica, obedecendo-se à ordem de entrada ou de registro, sem qualquer preocupação com a ordenação alfabética, já que o método exige um índice alfabético remissivo. II. Dentro da classificação do método numérico, o cronológico e o dígito terminal são métodos menos utilizados. III. Quando o principal elemento a ser considerado em um documento é o número, a escolha deve recair sobre um dos seguintes métodos: simples, cronológico ou dígito-terminal
O número de afirmativas incorretas corresponde a:
Alternativas
Respostas
11841: D
11842: A
11843: C
11844: B
11845: E
11846: X
11847: D
11848: C
11849: D
11850: C
11851: E
11852: B
11853: B
11854: B
11855: C
11856: D
11857: B
11858: B
11859: C
11860: B