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Em relação ao diagnóstico fúngico, avalie as afirmações a seguir.
I. Em suspeita de infecção por fungos dimórficos é imprescindível a conversão de formas micélio/levedura, em cultura, para a correta identificação do agente etiológico. São exemplos de fungos dimórficos: Paracoccidioides brasiliensis, Coccidioides immitis, Histoplasma capsulatum, Blastomyces dermatitidis e Candida albicans.
II. Para auxiliar no diagnóstico preciso de vários fungos foi desenvolvido protocolos para o uso da espectrometria de massa MALDI-TOF, uma metodologia que permite a identificação de gênero e espécie correta do agente etiológico em apenas 10 minutos.
III. As amostras de escarro ou lavado brônquico e/ou de lavado broncoalveolar (LBA) são úteis no diagnóstico de infecções pulmonares causadas por patógenos primários, especialmente em infecções primárias; no caso de infecção por fungos oportunistas, deve ser requerida biópsia, hemocultura ou exames sorológicos para confirmação.
IV. O exame direto consiste em avaliar a amostra clínica microscopicamente, o que, na maioria das vezes, torna-o conclusivo para o diagnóstico das micoses pulmonares, sendo suficiente para a identificação do agente etiológico.
É correto o que se afirma em
I. O genoma viral, formado por duas moléculas de RNA fita simples polaridade negativa, é transcrito em uma dupla fita de cDNA integrativo.
II. A transcrição é realizada por uma enzima viral chamada transcriptase reversa.
III. São vírus não envelopados onde a integração do cDNA viral é feita por uma enzima humana chamada integrase.
IV. Apresentam genoma diploide, 2 cópias de RNA genômico por partícula viral, codificam pelo menos três genes: gag, pol e env, e constitui-se de um RNA mensageiro associado a um tRNA.
V. As LTRs (“Long terminal repeat”) permitem que o cDNA de dupla fita viral seja inserido no genoma celular em pontos aleatórios pela ação da enzima integrase, gerando o que é chamado de DNA pró-viral.
Dos itens apresentados, verifica-se que estão corretos:
As bactérias, exemplificadas por gêneros como Escherichia coli, Staphylococcus aureus e Bacillus subtilis, são microrganismos unicelulares que se distinguem pela presença de uma única célula, onde se destaca a ausência de um núcleo definido, bem como a dispersão do material genético no citoplasma, características típicas dos procariontes.
Na determinação dos níveis de glicose no sangue para o diagnóstico e monitoramento de pacientes com diabetes mellitus, são utilizados reagentes como as tiras reagentes de glicose e as soluções de reagentes enzimáticos. Esses reagentes permitem a detecção da glicose presente na amostra de sangue através de reações químicas específicas, fornecendo resultados precisos que auxiliam no gerenciamento da condição do paciente.
A rifampicina é um potente indutor do citocromo P450, reduzindo as concentrações plasmáticas de medicamentos que utilizam essa mesma via metabólica − no caso dos ARV, os IP e os ITRNN. Dessa maneira, a seleção de um esquema ARV com os medicamentos atualmente disponíveis implica poucas opções frente à oscilação dos níveis séricos de ITRNN e IP provocada pelo uso da rifampicina.
A fenotipagem de antígenos eritrocitários é indicada em alguns casos específicos. Para receptoras femininas em idade fértil com Pesquisa de Anticorpos Irregulares (PAI) negativa, recomenda-se transfundir concentrado de hemácias com antígeno Kell (K) negativo. Para receptores com PAI positiva, deve-se realizar a transfusão de concentrado de hemácias com antígeno negativo correspondente ao anticorpo detectado. A fenotipagem é recomendada para os antígenos mais imunogênicos, como os dos sistemas Rh (C, c, E, e) e Kell (K). Além disso, é indicada para pacientes que necessitarão de transfusões crônicas para fins terapêuticos.
No sistema ABO, os indivíduos podem ter glóbulos vermelhos com antígenos do tipo A, do tipo B, ambos (tipo AB) ou nenhum (tipo O). Se uma pessoa com sangue tipo A receber uma transfusão de sangue tipo B, os anticorpos anti-A presentes em seu plasma reagirão com os glóbulos vermelhos do doador, desencadeando uma reação de aglutinação que pode levar a complicações sérias, como a hemólise.
As superfícies das bancadas de trabalho devem ser limpas e descontaminadas com álcool etílico a 50%, no mínimo, antes e após os trabalhos e sempre após algum respingo ou derramamento, sobretudo no caso de material biológico potencialmente contaminado e substâncias químicas.
Se a autoclave for do tipo vaporizadora, a remoção do ar é o principal fator de sucesso do processo de esterilização, uma vez que sua presença acarretará pontos frios no interior da massa a ser esterilizada.
Os equipamentos de proteção coletiva (EPC) têm a função de proteger o ambiente e a saúde dos laboratoristas. Um exemplo é o chuveiro de emergência, que serve para eliminar ou minimizar danos causados por acidentes nos olhos e/ou face. Esse tipo de chuveiro, com aproximadamente 30 cm de diâmetro, é acionado por alavancas de mão, cotovelos ou joelhos e deve estar localizado em um local de fácil acesso.
O principal marcador sorológico da hepatite C é o anti-HCB, detectado, aproximadamente, 70 dias após a infecção. A medida de ALT é variável ao longo do tempo. Dessa forma, apenas utilizando-se métodos de biologia molecular que permitam a identificação do DNA viral é possível detectar mais precocemente a infecção.