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Q3863135 Medicina
A síndrome compartimental abdominal (SCA) é uma complicação devastadora em cirurgias de grande porte e trauma, definida por pressão intra-abdominal (PIA) sustentada > 20 mmHg associada a disfunção orgânica. Acerca do diagnóstico, fisiopatologia e tratamento desta entidade, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__) A medida da pressão vesical é o padrão-ouro para estimar a PIA, devendo ser aferida com o paciente em posição supina completa, ao final da expiração e com a musculatura abdominal relaxada.
(__) A oligúria na SCA é causada primariamente pela obstrução mecânica dos ureteres, não respondendo à melhora do débito cardíaco ou à reposição volêmica agressiva.
(__) A descompressão cirúrgica (peritoniostomia) é o tratamento definitivo e deve ser indicada imediatamente em casos de PIA > 25 mmHg com nova falência orgânica refratária às medidas clínicas.
(__) O bloqueio neuromuscular pode ser utilizado como medida terapêutica temporária para reduzir a PIA, ao diminuir o tônus da musculatura da parede abdominal, antes de indicar a cirurgia.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3863134 Medicina
Durante o estabelecimento do pneumoperitônio com agulha de Veress para uma colecistectomia laparoscópica, o anestesista relata súbita hipotensão, taquicardia, queda da oximetria de pulso e aumento abrupto do CO2 expirado (EtCO2), seguido de queda rápida do EtCO2. Ausculta cardíaca revela sopro em "roda de moinho". Assinale a alternativa correta sobre o diagnóstico e manejo imediato.
Alternativas
Q3863133 Medicina
O reconhecimento dos parâmetros hemodinâmicos avançados é essencial para diferenciar as etiologias do choque em pacientes cirúrgicos complexos. Considerando um paciente com cateter de artéria pulmonar (Swan-Ganz), analise as afirmativas a seguir:

I. No choque séptico hiperdinâmico, espera-se encontrar débito cardíaco elevado, resistência vascular sistêmica (RVS) reduzida e saturação venosa mista de oxigênio (SvO2) normal ou elevada.
II. O choque cardiogênico caracteriza-se por pressão de oclusão da artéria pulmonar (POAP) elevada, índice cardíaco reduzido e aumento da resistência vascular sistêmica como mecanismo compensatório.
III. No choque obstrutivo por tamponamento cardíaco, observa-se equalização das pressões diastólicas das câmaras cardíacas (PVC ≈ POAP diastólica) e pulso paradoxal na curva de pressão arterial.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3863132 Medicina
Paciente de 72 anos, submetido a gastrectomia total por adenocarcinoma gástrico, encontra-se no 5º dia pós-operatório na Unidade de Terapia Intensiva, em ventilação mecânica. Apresenta balanço hídrico acumulado positivo de 4.000 ml, edema generalizado e íleo adinâmico persistente. Considerando a fisiopatologia do terceiro espaço e a estratégia de reposição volêmica na fase de reabsorção, assinale a alternativa correta sobre o manejo ideal.
Alternativas
Q3863131 Medicina
O câncer de esôfago apresenta prognóstico reservado e seu tratamento depende do estadiamento preciso. Sobre o manejo do carcinoma epidermoide e do adenocarcinoma de esôfago, analise as afirmativas a seguir:

I. A ecoendoscopia (ultrassom endoscópico) é o método de escolha para avaliar a profundidade de invasão tumoral (T) e o acometimento de linfonodos regionais (N) no pré-operatório.
II. A terapia neoadjuvante (quimiorradioterapia) é recomendada para tumores localmente avançados (T3/T4 ou N+), visando o "downstaging" e aumentando a taxa de ressecção R0 (margens livres).
III. Em tumores situados no terço médio do esôfago com invasão da traqueia ou brônquio fonte esquerdo (fístula esofagorespiratória), a esofagectomia de resgate é a primeira opção para controle da sepse pulmonar.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3863130 Medicina
Mulher de 28 anos, em idade fértil, apresenta dor súbita em fossa ilíaca direita e hipogástrio, associada a lipotimia. Ao exame: descorada, PA 90/60 mmHg, FC 110 bpm, com defesa abdominal e descompressão brusca positiva no baixo ventre. Beta-HCG urinário positivo. Assinale a alternativa correta sobre o diagnóstico e conduta imediata. 
Alternativas
Q3863129 Medicina
Uma criança de 10 anos diagnosticada com Leucemia Linfoide Aguda (LLA) e em fase de quimioterapia intensiva desenvolve febre persistente por 4 dias, não responsiva a antibióticos de amplo espectro (piparacilina/tazobactam), tosse seca e dispneia progressiva. Ela está neutropênica (contagem absoluta de neutrófilos <500/µL) há 7 dias. Uma tomografia computadorizada de tórax de alta resolução (TCAR) revela múltiplos nódulos pulmonares, alguns com o característico “sinal do halo”. A equipe médica suspeita fortemente de uma infecção fúngica pulmonar invasiva. Diante da alta suspeita clínica e radiológica de micose pulmonar invasiva em um paciente neutropênico, qual é a conduta mais apropriada a ser instituída para otimizar o prognóstico? 
Alternativas
Q3863128 Medicina
Uma lactente de 6 meses de idade com histórico de prematuridade (nascida com 32 semanas) e uma hospitalização prévia por bronquiolite viral aos 3 meses está em acompanhamento. Ela recebeu apenas a primeira dose da vacina contra influenza há 3 semanas. Recentemente, sua mãe foi diagnosticada com influenza A, confirmada por teste rápido, e iniciou tratamento antiviral. A lactente está afebril e assintomática, mas a família está muito apreensiva com o risco de a bebê desenvolver influenza devido ao seu histórico de vulnerabilidade. Considerando a alta probabilidade de exposição à influenza e a maior vulnerabilidade dessa lactente a complicações graves, qual é a conduta mais apropriada para prevenir a infecção nesse momento, de acordo com as diretrizes pediátricas?
Alternativas
Q3863127 Medicina
Um recém-nascido a termo, de 20 dias de vida, está em acompanhamento domiciliar. A mãe está preocupada com a alta incidência de casos de coqueluche (pertússis) na comunidade. A mãe recebeu vacina para pertússis na gestação. O recém-nascido ainda não recebeu a primeira dose da vacina DTPa, prevista para os 2 meses de idade. Considerando a alta vulnerabilidade do recém-nascido à coqueluche e a potencial exposição familiar, qual é a estratégia de prevenção mais eficaz e recomendada para proteger o bebê nessa situação? 
Alternativas
Q3863126 Medicina
Uma adolescente de 15 anos com anemia falciforme (HbSC) é acompanhada no ambulatório devido a queixas progressivas de dispneia aos esforços, fadiga acentuada e palpitações. Ela nega histórico de crises vaso-oclusivas recentes, e o controle da dor crônica está estável. Ao exame físico, apresenta desdobramento fixo de segunda bulha (P2 hiperfonético) e um sopro sistólico tricuspídeo. O ecocardiograma Doppler demonstra velocidade de regurgitação tricúspide elevada e estimativa de pressão sistólica da artéria pulmonar em 48 mmHg. Considerando as complicações pulmonares crônicas da anemia falciforme, qual é o diagnóstico que melhor se alinha com a apresentação clínica e os achados ecocardiográficos dessa paciente?
Alternativas
Q3863125 Medicina
Um menino de 7 anos com diagnóstico conhecido de anemia falciforme (HbSS) é levado à emergência com febre (38,8 °C), dor torácica pleurítica intensa no hemitórax direito, tosse produtiva e dispneia súbita há aproximadamente 18 horas. Ele apresenta saturação de oxigênio de 89% em ar ambiente. A radiografia de tórax revela um novo infiltrado pulmonar em lobo médio direito, que não estava presente em um exame anterior há 2 dias. Diante desse quadro clínico agudo em um paciente com anemia falciforme, qual é o diagnóstico mais provável e a principal complicação respiratória que exige manejo imediato?
Alternativas
Q3863124 Medicina
Um lactente de 10 meses, previamente hígido, apresenta um quadro de início súbito de tosse intensa e dispneia enquanto brincava no chão da sala. A mãe o levou imediatamente ao pronto-socorro. Ao exame, a criança está em desconforto respiratório moderado, afebril, com saturação de O2 de 88% em ar ambiente. A ausculta pulmonar revela sibilância e diminuição do murmúrio vesicular acentuadamente no hemitórax direito. Considerando a história e a ausculta pulmonar, qual diagnóstico diferencial deve ser priorizado em detrimento de uma bronquiolite viral típica? 
Alternativas
Q3863123 Medicina
Um lactente de 6 semanas de vida, nascido a termo, é levado ao pronto-socorro com história de “cansaço para mamar” e irritabilidade há 3 dias, associados a taquipneia progressiva. A mãe nega febre, mas relata que o filho apresenta sudorese profusa na cabeça durante as mamadas. Ao exame, o lactente está pálido, taquipneico (70 irpm), taquicárdico (180 bpm), com hepatomegalia (fígado a 3 cm do rebordo costal direito) e ausculta pulmonar com crepitações finas bibasais e alguns sibilos esparsos. Diante desse quadro em um lactente muito jovem, qual é o principal diagnóstico diferencial para bronquiolite viral que deve ser investigado com máxima urgência?
Alternativas
Q3863122 Medicina
 Uma criança de 6 anos é encaminhada ao pneumologista pediátrico por tosse crônica, dispneia aos esforços e episódios de sibilância que não respondem a broncodilatadores. No histórico, consta uma internação prolongada em UTI aos 6 meses de vida por uma bronquiolite grave, com necessidade de ventilação mecânica por 15 dias. A espirometria mostra obstrução brônquica grave e fixa (sem resposta ao broncodilatador). A tomografia computadorizada de tórax de alta resolução revela um padrão de perfusão em mosaico com áreas de aprisionamento aéreo. Diante desse quadro clínico, do histórico infeccioso e dos achados de imagem, qual é o impacto ou sequela de longo prazo mais provável da bronquiolite inicial?
Alternativas
Q3863121 Medicina
Um lactente de 8 meses com diagnóstico prévio de Atrofia Muscular Espinhal (AME) Tipo 1 é internado com bronquiolite viral. Ele apresenta tosse fraca e ineficaz, e a aspiração de vias aéreas superiores revela secreções espessas e abundantes. O paciente está com desconforto respiratório moderado, sem instabilidade hemodinâmica. Um médico residente sugere iniciar VNI para reduzir o trabalho respiratório. Qual fator representa a principal contraindicação relativa-para-absoluta para o uso de VNI nesse paciente específico, tornando a terapia potencialmente perigosa?
Alternativas
Q3863120 Medicina
Uma lactente de 6 meses com diagnóstico de cardiopatia congênita complexa (ventrículo único) e em uso contínuo de cateter venoso central há 3 meses para acesso vascular e administração de medicações apresenta início súbito de irritabilidade, taquipneia progressiva e recusa alimentar. Não há febre. A gasometria arterial mostra hipoxemia e discreta hipercapnia. Qual é o principal fator de risco subjacente para o desenvolvimento de TEP nessa lactente, que deve ser prontamente investigado e manejado?
Alternativas
Q3863119 Medicina
Um adolescente de 16 anos com doença de Crohn em tratamento imunossupressor apresenta dor e edema no membro inferior direito há 3 dias. Procurou o pronto-socorro com início súbito de dispneia, taquicardia (FC 115 bpm) e tosse seca. Ele está hemodinamicamente estável. A ultrassonografia Doppler confirmou Trombose Venosa Profunda (TVP) extensa na perna direita. Diante da alta probabilidade clínica de tromboembolismo pulmonar (TEP) nesse adolescente, qual é o exame diagnóstico de imagem mais indicado para confirmar o TEP e guiar a conduta terapêutica?
Alternativas
Q3863118 Medicina
Uma menina de 4 anos, previamente hígida, é internada com pneumonia grave, evoluindo rapidamente para derrame pleural extenso e necrose pulmonar multilobar, necessitando de drenagem torácica. A tomografia de tórax revela consolidação extensa com múltiplas cavitações e derrame pleural loculado. A cultura do líquido pleural e o PCR identificam Streptococcus pneumoniae. Qual é o principal fator de virulência de Streptococcus pneumoniae mais associado a formas graves e complicadas de pneumonia em crianças, como a destruição tecidual e o empiema observados nesse caso? 
Alternativas
Q3863117 Medicina
Um adolescente de 14 anos com diagnóstico de asma persistente grave há 3 anos tem sido tratado com CI em dose alta, LAMA e LABA, além de doses frequentes de corticosteroide oral para exacerbações. Apresenta controle inadequado da asma, com VEF1 persistentemente abaixo do previsto e limitações importantes nas atividades diárias. O médico assistente suspeita de “asma grave”. Antes de considerar qualquer escalonamento terapêutico adicional ou tratamento biológico para essa “asma grave” em pediatria, qual é a ação inicial e mais crucial que o pediatra deve realizar? 
Alternativas
Q3863116 Medicina
Uma menina de 10 anos de idade é acompanhada no ambulatório de Pneumologia Pediátrica por asma grave. Apesar do uso regular e correto de Corticosteroide Inalatório (CI) em dose alta combinado com agonista beta-2 de longa ação (LABA) e de um Antagonista do Receptor de Leucotrienos (ARL), ela continua apresentando sintomas diurnos frequentes, despertares noturnos semanais e necessita de cursos repetidos de corticosteroide oral (mais de 2 vezes no último ano) devido a exacerbações. A adesão à medicação foi confirmada, a técnica inalatória revisada e fatores ambientais controlados. Testes alérgicos demonstraram sensibilização a ácaros da poeira domiciliar e epitélio de gato. De acordo com as diretrizes da GINA 2025 e da SBP para manejo de asma grave em crianças, qual é a próxima etapa terapêutica a ser considerada para otimizar o controle da asma nessa paciente? 
Alternativas
Respostas
14741: C
14742: C
14743: A
14744: B
14745: A
14746: D
14747: B
14748: B
14749: E
14750: D
14751: A
14752: D
14753: E
14754: D
14755: C
14756: C
14757: D
14758: E
14759: E
14760: E