Questões de Concurso
Para filosofia
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I. A filosofia foi essencial na formação do pensamento geográfico, oferecendo um embasamento conceitual para as ciências, por meio da reflexão abstrata e geral sobre o conhecimento.
II. A consolidação da geografia como disciplina científica se deu a partir do século XVIII, quando houve um aumento na quantidade de conhecimento e no número de instrumentos técnicos disponíveis.
III. As teorias geográficas são independentes das demais áreas do saber e não utilizam conceitos emprestados de outras ciências.
IV. Os pensadores pré-socráticos, principalmente das escolas Jônica, Itálica e Eleata, influenciaram a base filosófica da geografia ao proporem reflexões sobre a natureza.
Estão CORRETAS:
REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia: Antiguidade e Idade Média. 5. ed. São Paulo: Paulus, 2003. p. 16
A partir do excerto, avalie as afirmações a seguir e assinale a opção correta que melhor distingue senso comum de filosofia:
MARCONDES, Danilo. Iniciação à história da filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro: Zahar, 2002. p. 47.
A partir da passagem acima, avalie os itens abaixo em verdadeiro (V) ou falso (F).
( ) O método socrático da maiêutica tem como objetivo principal a exposição do conhecimento acumulado pelo filósofo, que deve ser transmitido aos discípulos.
( ) A maiêutica é uma metáfora para explicar que o conhecimento verdadeiro nasce do próprio interlocutor, com auxílio do diálogo.
( ) A mãe de Sócrates era parteira, assim se compara seu papel de filósofo ao de alguém que auxilia no nascimento de ideias.
( ) O diálogo e a discussão são ferramentas essenciais no método socrático, pois permitem ao interlocutor desenvolver o próprio pensamento.
A opção que representa corretamente a sequência das afirmações é:
Texto I
O mito pretendia narrar como as coisas eram ou tinham sido no passado imemorial, longínquo e fabuloso, voltando-se para o que era antes que tudo existisse tal como existe no presente. A Filosofia, ao contrário, se preocupa em explicar como e por que, no passado, no presente e no futuro (isto é, na totalidade do tempo), as coisas são como são.
Texto II
O mito narrava a origem por meio de genealogias e rivalidades ou alianças entre forças divinas sobrenaturais e personalizadas, enquanto a Filosofia, ao contrário, explica a produção natural das coisas por elementos naturais primordiais [...] por meio de causas naturais e impessoais [...].
CHAUI, Marilena de Souza. Convite à filosofia. 13. ed. São Paulo: Ática, 2004. p. 36.
Comparando os dois textos é possível afirmar que
KANT, Immanuel. Crítica da razão pura. 3. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983. (Coleção Os Pensadores). p. 407-408.
A partir do excerto acima é correto afirmar que
HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. Princípios da filosofia do direito. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
Da mesma forma, partindo da afirmação hegeliana, pode-se dizer que é possível superar outra dicotomia, qual seja: a separação entre mundo virtual e mundo real.
Ao compreender a afirmação de Hegel, comparando com a dicotomia real x virtual, pode-se dizer que
Texto I
Se considerasse somente a força e o efeito que dela resulta, diria: quando um povo é obrigado a obedecer e o faz, age acertadamente; assim que pode sacudir esse jugo e o faz, age melhor ainda, porque, recuperando a liberdade pelo mesmo direito por que lha [sic] arrebataram, ou tem ele o direito de retomá-la ou não o tinham de subtraí-la. A ordem social, porém, é um direito sagrado que serve de base para todos os outros. Tal direito, no entanto, não se origina da natureza: funda-se, portanto, em convenções.
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Do contrato social. São Paulo: Nova Cultural, 1999. (Coleção Os Pensadores). p. 53-54.
Texto II
Para bem compreender o poder político e derivá-lo de sua origem, devemos considerar em que estado todos os homens se acham naturalmente, sendo este um estado de perfeita liberdade para ordenar-lhes as ações e regular-lhes as posses e as pessoas conforme acharem conveniente, dentro dos limites da lei da natureza, sem pedir permissão ou depender da vontade de qualquer outro homem.
(LOCKE, John. Segundo tratado sobre o governo. 3. Ed. São Paulo: Abril Cultural, 1983. [Coleção os Pensadores]. p. 35.)
Com base nos textos apresentados e nos fundamentos teóricos de seus autores, assinale a alternativa correta.
Partindo dessa concepção da origem das ideias e do conhecimento, Hume, o mais radical dos empiristas, chegará a negar validade universal ao princípio de causalidade e à noção de necessidade a ele associada. A causalidade não seria, assim, uma propriedade do real, mas simplesmente o resultado de nossa forma habitual de perceber fenômenos, relacionando-os como causa e efeito, a partir de sua repetição constante.
MARCONDES, Danilo. O empirismo inglês. In: REZENDE, Antonio (Org.). Curso de Filosofia: para professores e estudantes dos cursos de ensino médio e de graduação. Rio de Janeiro: Zahar, 1986. p. 120-121.
Avalie as afirmações abaixo e julgue se elas são Verdadeiras (V) ou Falsas (F) em relação ao que se afirma no trecho.
( ) Podemos definir uma causa como um objeto seguido de outro de tal forma que todos os objetos semelhantes ao primeiro são seguidos de objetos semelhantes ao segundo.
( ) Objetos semelhantes sempre se encontram em conexão com outros objetos semelhantes.
( ) Um objeto seguido de outro, e cuja aparição sempre conduz o pensamento à ideia desse outro objeto.
( ) A relação de causa e efeito é obtida e fundamentada racionalmente sem relação direta com a experiência
A sequência correta está descrita em:
ROHDEN, Valério. O criticismo kantiano. In: REZENDE, Antonio (Org.). Curso de Filosofia: para professores e estudantes dos cursos de ensino médio e de graduação. Rio de Janeiro: Zahar, 1986. p. 131.
Com base nesse trecho, assinale a alternativa correta.
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Tenha, more, gaste, viva
Pense, fale, compre, beba
Leia, vote, não se esqueça
Use, seja, ouça, diga
Não, senhor, sim, senhor
Não, senhor, sim, senhor
PITTY. Admirável chip novo. [S.l.]: Deckdisc, 2003. 1 CD (3 min 38 s), estéreo. Faixa do álbum Admirável Chip Novo.
As frases no imperativo indicam
Girotti, Marcio Tadeu. Todo virtual é real e todo real é virtual: a virtualidade do real e a complexidade do existir pensando. Revista Contemplação, v. 32, p.1-20, 2023. Disponível em: https://revista.fajopa.com/index.php/contemplacao/article/view/385/42 1. Acesso em: 2 abr. 2025.
A partir do questionamento acima, podemos compreender que:
I – A partir do Cogito cartesiano, “Penso, logo existo”, utilizar a IA, como o ChatGPT, é deixar de existir.
II – Estamos deixando de existir porque estamos deixando de pensar, quando usamos recursos da IA.
III – A tecnologia não nos leva a pensar, mas sim nos dá o conforto da informação pronta e de acesso rápido.
IV – Os recursos da IA aprimoram nossa forma de pensar e endossa o Cogito cartesiano “Penso, logo existo”.
É correto o que se afirma em:
KUHN, Thomas S. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Editora Perspectiva, 1998.
Com base na concepção de ciência normal proposta por Thomas Kuhn, o progresso científico se dá quando
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
No excerto, Ailton Krenak articula uma crítica que pode ser compreendida, do ponto de vista filosófico, como parte do esforço de descolonização epistêmica, pois
RUSSEL, Bertrand. História da filosofia ocidental – livro primeiro. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1957.
Diante da diferenciação apresentada por Russell, caracteriza-se como um princípio cético:
RACHELS, James; RACHELS, Stuart. Os elementos da filosofia moral. Porto Alegre: AMGH, 2013. Adaptado.
Com base no excerto, a natureza do filosofar está relacionada
FRENCH, Steven. Ciência: conceitos-chave em filosofia. Porto Alegre: Artmed, 2009.
O grupo mencionado no excerto tinha por objetivo o desenvolvimento de uma filosofia que
COELHO, Teixeira. O que é indústria cultural. São Paulo: Brasiliense, 2001.
No excerto, a crítica à indústria cultural implica, para a dinâmica do indivíduo em sociedade, a ocorrência de:
TOMÁS DE AQUINO. Suma Teológica. Vol. 1. 9. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2009.
Na primeira via, Tomás de Aquino explica o movimento com base em um princípio da filosofia clássica, qual seja:
COMPARINI, Julio de Souza; NUNES, Silvio Gabriel Serrano; TOMELIN, Georghio Alessandro. Democracia e opinião pública em Platão. Cadernos de Ética e Filosofia Política, São Paulo, v. 42, n. 2, p. 40–54, 2º sem. 2023.
Segundo o texto, o fundamento da crítica de Platão à democracia está na