Questões de Concurso Para filosofia

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Q3523507 Filosofia
Este século assistiu a transformações profundas nas atitudes morais. Uma grande parte dessas mudanças ainda é controversa. O aborto, proibido praticamente em todo o mundo há 30 anos, é hoje legal em muitos países (embora ainda conte com a oposição de sectores substanciais e respeitados da sociedade). O mesmo acontece no que respeita à mudança de atitude para com o sexo extramatrimonial, a homossexualidade, a pornografia, a eutanásia ou o suicídio. No caso da igualdade parece que as coisas são diferentes. A alteração de atitude em relação à desigualdade – em especial a desigualdade racial – foi não menos súbita e profunda que as mudanças de atitude em relação à sexualidade, mas foi mais completa (Singer, 2018. Adaptado).
Para Peter Singer, algumas das transformações profundas nas atitudes morais na contemporaneidade
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Q3523506 Filosofia
Tradicionalmente, a ligação mais importante entre algumas religiões e ética baseava-se na ideia de que a religião proporcionava uma razão para praticar o bem. A razão apresentada era a de que os virtuosos seriam recompensados com a bem-aventurança eterna enquanto os outros arderiam nas chamas do Inferno. Nem todos os pensadores religiosos aceitaram este argumento: Immanuel Kant, por exemplo, que era um cristão devoto, rejeitava tudo o que parecesse uma obediência às leis morais motivada pelo interesse pessoal (Singer, 2018. Adaptado).
Peter Singer (2018) ressalta que, para Kant,
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Q3523505 Filosofia
Algumas pessoas pensam que a moral está ultrapassada nos dias que correm. Encaram a moral como um sistema de proibições puritanas descabidas que se destinam, sobretudo, a evitar que as pessoas se divirtam. Apropriaram-se desta área a tal ponto que, quando um jornal anuncia “Liderança religiosa ataca a decadência dos padrões morais contemporâneos”, pensamos logo que se trata de mais um texto sobre promiscuidade, homossexualidade, pornografia etc., e não sobre as verbas insignificantes que países ricos concedem para a ajuda internacional às nações mais pobres nem sobre a nossa indiferença irresponsável para com o meio ambiente do nosso planeta (Singer, 2018. Adaptado).
No excerto, Peter Singer problematiza concepções que
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Q3523504 Filosofia
No caso do segundo Wittgenstein, pode-se dizer que na obra Investigações filosóficas a linguagem, entendida como tendo uma estrutura básica, uma forma lógica, desaparece, dissolve-se, fragmenta-se, dando lugar aos jogos de linguagem, múltiplos, multifacetados. Se adotamos a noção de jogo de linguagem, o significado não é mais estabelecido pela forma da proposição, nem pelo sentido de seus componentes, nem por sua relação com fatos, como ele defendia anteriormente (Marcondes, 2010).
Para o segundo Wittgenstein, o significado se estabeleceria
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Q3523503 Filosofia
Os filósofos da Escola de Frankfurt criticaram a concepção de ciência originária do positivismo lógico, postulando a necessidade de uma diferença radical entre a metodologia das ciências naturais e formais como a física e a matemática e a metodologia das ciências humanas e sociais, e questionando a adoção da lógica das ciências naturais como paradigma de cientificidade (Marcondes, 2010. Adaptado).
Para os filósofos da Escola de Frankfurt, a concepção de ciência do positivismo lógico teria como consequência
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Q3523502 Filosofia
“Nas obras de juventude de Marx, é tão evidente a crítica do idealismo hegeliano quanto a sombra das frustrações com a Revolução Francesa. As mesmas frustrações, aliás, que impulsionaram o pensamento socialista em vários países, a começar pela própria França. A crítica do idealismo filosófico traz de modo implícito – às vezes é bem mais do que isso – a crítica das revoluções burguesas e a necessidade de uma nova revolução” (Weffort, 2006).
Diante do lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” da Revolução Francesa, um exemplo que ilustra as frustrações de Marx mencionadas no texto é
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Q3523501 Filosofia
“A soberania não pode ser representada pela mesma razão por que não pode ser alienada; consiste essencialmente na vontade geral, e a vontade de forma alguma se representa: ou é ela mesma, ou é outra, não há meio-termo. Desta forma, os deputados do povo não são, e nem podem ser, seus representantes: não passam de seus comissários, nada podendo concluir definitivamente. E nula toda lei que o povo diretamente não ratificar e, em absoluto, não é lei” (Rousseau, J.-J., Do contrato social, apud WEFFORT, Francisco C. (org.). Os clássicos da política. São Paulo: Ática, 2006. v. 1).
O excerto refere-se a uma tese central do pensamento político de Rousseau. Tal tese consiste em defender a
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Q3523500 Filosofia
“Concedo de bom grado que o governo civil é o remédio acertado para os inconvenientes do estado de natureza, os quais certamente devem ser grandes onde os homens podem ser juízes em causa própria, já que é fácil imaginar que quem foi tão injusto a ponto de causar dano a um irmão, raramente será tão justo a ponto de condenar a si mesmo por isso” (Locke, J. Two Treatises of Government. London: Every Man’s Library, 1966. Tradução de Cid Knipell Moreira, apud Wefort, F. C. (org.). Os clássicos da política. São Paulo: Ática, 2006. v. 1.)
John Locke propõe uma teoria na qual 
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Q3523499 Filosofia
Como indica Renato Janine Ribeiro no capítulo dedicado ao pensamento político de Thomas Hobbes, para este filósofo, os homens seriam tão iguais, inclusive quanto a suas forças e desejos, que nenhum homem consegue triunfar definitivamente sobre o outro, o que levaria, segundo Hobbes, a permanentes conflitos entre eles (Weffort, 2006).
Para Renato Janine Ribeiro, essa tese hobbesiana teria chocado a comunidade filosófica europeia porque
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Q3523498 Filosofia
É mais ou menos consensual entre os filósofos que nossas maneiras de raciocinar incluem diferentes tipos de raciocínios. Um deles guia-nos para sermos sensíveis a certos sinais aparentemente não relacionados, levando-nos a conclusões que fazem sentido, por exemplo, como age um detetive ou como age o cientista no momento em que “cria” novas hipóteses (Savian Filho, 2010. Adaptado).
O tipo de raciocínio descrito no excerto é denominado
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Q3523497 Filosofia
Sempre que desejamos expor nosso pensamento, nossa visão de mundo ou um assunto que conhecemos bem, procuramos convencer nossos interlocutores. Afinal, se não quiséssemos convencer, não teríamos motivo para expor nossas ideias; seríamos indiferentes. Ao contrário, se nos exprimimos, é porque pensamos ter razão, ou, ao menos, consideramos razoáveis nossas ideias (Savian Filho, 2010).
O excerto destaca a importância filosófica da argumentação. No entanto, a “arte de convencer” também era ensinada pelos sofistas. Assim, a especificidade do convencimento filosófico é
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Q3523496 Filosofia
Nas considerações finais de seu artigo, Silva, Bonin e Garrote (2023) perguntam: “Quais são os elementos da cultura digital que contribuem para a reflexão e criticidade dos estudantes no ensino da Filosofia no Ensino Médio?” Acrescentando que, segundo várias pesquisas analisadas, [...] “os recursos digitais são potencializados para engajar os estudantes do ensino médio e promover reflexão crítica na disciplina de Filosofia”.
Além dos recursos digitais, o artigo aponta a relevância de
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Q3523494 Filosofia
Numa perspectiva analítica, Mario Bunge entende por técnica o controle ou a transformação da natureza pelo ser humano, o qual faz uso de conhecimentos pré-científicos. A tecnologia, por sua vez, consiste na técnica de base científica (Cupani, 2004. Adaptado).
Segundo Alberto Cupani, para Mario Bunge, a técnica e a tecnologia
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Q3523493 Filosofia
“Para compreender as relações que se estabelecem entre as proposições, foram definidos os primeiros princípios da lógica, assim chamados por serem anteriores a qualquer raciocínio e servirem de base a todos os argumentos. Por serem princípios, são de conhecimento imediato e, portanto, indemonstráveis” (Aranha; Martins, 2009).
Dentre os princípios da lógica a que se referem as autoras, encontra-se o princípio
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Q3523492 Filosofia
A filosofia analítica considera que o tratamento e a solução de problemas filosóficos devem se dar por meio da análise lógica da linguagem. Não se trata evidentemente da língua empírica, o português, o inglês, o francês etc., mas da linguagem como estrutura lógica subjacente a todas as formas de representação, linguísticas e mentais. A questão fundamental é, portanto, como um juízo, algo que afirmo ou nego sobre a realidade, pode ter significado e como podemos estabelecer critérios de verdade e falsidade desses juízos. A possibilidade de paralelismo entre a linguagem e a realidade supõe assim um isomorfismo, i.e., uma forma ou estrutura comum entre a lógica e a ontologia, entre a proposição e o fato que a proposição descreve e representa (Marcondes, 2020. Adaptado).
A corrente filosófica mencionada defende que 
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Q3523491 Filosofia
O marxismo procura explicar a realidade a partir da estrutura material de uma determinada sociedade. A questão central da análise de Marx passa a ser o trabalho, questão, aliás, praticamente ausente da análise dos filósofos desde a Antiguidade. O trabalho é uma relação invariante entre a espécie humana e seu ambiente natural, uma perpétua necessidade natural da vida humana (Marcondes, 2010).
Segundo a perspectiva teórica mencionada
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Q3523490 Filosofia
Hegel introduz em sua filosofia uma noção nova, a de que a razão é histórica, ou seja, a verdade é construída no tempo. Partindo da noção kantiana de que a consciência (ou o sujeito) interfere ativamente na construção da realidade, propõe o que se chama filosofia do devir, do ser como processo, como movimento, como vir-a-ser. Desse ponto de vista, o ser está em constante transformação, donde surge a necessidade de fundar uma nova lógica (Aranha e Martins, 2009).
Considerando teses centrais do pensamento de Hegel, cabe afirmar que, para ele,
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Q3523489 Filosofia
A doutrina positivista, cujo principal representante foi o francês Augusto Comte (1798-1857), nasceu no ambiente cientificista, que se caracteriza pela valorização do conhecimento científico, que o próprio filósofo ajudou a exacerbar. Em sua obra Curso de filosofia positiva, propôs-se a examinar como ocorreu o desenvolvimento da inteligência humana desde os primórdios, a fim de dar as diretrizes de como seria melhor pensar a partir do progresso da ciência. Nessa obra, encontra-se a célebre Lei dos três estados (Aranha e Martins, 2009. Adaptado).
A Lei dos três estados estabelece que
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Q3523488 Filosofia
O século XVIII europeu é o período conhecido como Iluminismo, Século das Luzes, Ilustração ou Esclarecimento em contraposição ao então denominado período das trevas da idade média. Como as designações sugerem, trata-se do otimismo em reorganizar o mundo humano por meio das luzes da razão (Aranha e Martins, 2009. Adaptado).
Um pressuposto central do Iluminismo era
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Q3523487 Filosofia
Rousseau parece demonstrar extrema nostalgia do estado feliz em que viveria o “bom selvagem”, antes de ser introduzida a desigualdade, a diferenciação entre rico e pobre, poderoso e fraco, senhor e escravo e a predominância da lei do mais forte. O indivíduo que surge da desigualdade é corrompido pela sociedade e esmagado pela violência. Trata-se de um falso pacto social, esse que coloca as pessoas sob grilhões. Há que se considerar a possibilidade de outro contrato verdadeiro e legítimo, pelo qual o povo esteja reunido sob uma só vontade (Aranha e Martins, 2009. Adaptado).
Para Rousseau, a desigualdade entre os seres humanos decorre
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Respostas
901: B
902: A
903: D
904: B
905: E
906: A
907: D
908: C
909: E
910: C
911: B
912: A
913: B
914: D
915: C
916: A
917: A
918: E
919: A
920: A