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Para artes
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No texto a seguir, Elliot Eisner descreve a prática do ensino de artes desenvolvidas em Escolas Progressivas.
“Quando se sugeriam atividades criativas em arte, estas vinham quase sempre sob a forma de projetos de arte correlacionados ou integrados. O professor era frequentemente solicitado a usar a arte em conjunção com seu trabalho em estudos sociais etc. [...] A arte integrada se afigurou aos professores como uma hóspede dos assuntos a serem ensinados. Além disso, os projetos de arte poderiam aclarar os conceitos abstratos que os professores estivessem tentando fazer as crianças aprenderem.”
EISNER, Elliot. apud BARBOSA, Ana Mae. John Dewey e o ensino da arte no Brasil. 8ªedição – São Paulo: Cortez, 2015.
A prática de ensino de arte acima descrita é assim entendida:
A essa técnica dá-se o nome de
“A proposta inicial foi tecer uma série de debates sobre o Funk, e demais questões que surgiram nesse processo, visando fomentar a futura criação dos documentários. Num primeiro momento houve uma sondagem do que os alunos pensavam sobre o assunto, com o uso de imagens que remetiam ao surgimento do Funk, na cultura norte-americana para disparar tal discussão. Os alunos revelaram um desconhecimento da história do Funk, mas um forte engajamento e interesse nas questões de gênero presentes nas letras das músicas, o que, com isso, tornou-se um foco do projeto nas aulas seguintes.”.
DIAS. Taís Ritter. Documentando o Funk: cultura visual, cinema e gênero no ensino de artes visuais. Anais do XXV CONFAEB. Fortaleza – CE, 2015. Disponível em: <http://confaeb2015.ifce.edu.br/ANAIS/artigos/GT%20Artes%20Visuais/149710.pdf> Acesso: 24 out. de 2016.
Considerando a importância da contextualização e a inserção de temáticas contemporâneas no ensino de artes, a experiência pedagógica apresentada enfatiza que:
“A perspectiva da cultura visual permite, então, incorporar a problemática que esteve fora da esfera da arte na educação. E o faz a partir do questionamento de noções como originalidade, autoria, recepção, representação, intensão do artista, linguagem visual centrada no formal, contexto de produção, de expressão, a criança como artista e, de maneira especial, o relato salvador da educação pela arte. O que introduz a perspectiva da cultura visual, a qual provisoriamente me vinculo – pois não se deve esquecer que não existe uma opção do que é denominado como cultura visual – é a consideração das práticas artísticas como práticas discursivas – culturais – que têm efeitos na maneira de ver e de ver-se.”
HERNÁNDEZ. F. A cultura visual como um convite à deslocalização do olhar e ao reposicionamento do sujeito. p. 43. In: MARTIZ, R.; TOURINHO, I. (org.) Educação da cultura visual: conceitos e contextos. Santa Maria: Ed da UFSM, 2011.
Para HERNÁNDEZ, a cultura visual
“Com efeito, a representação da negritude pode ser vista como uma questão que caracteriza o processo de modernização artística e uma para qual as divisões em arte acadêmica, moderna, popular e contemporânea, tão cristalizadas na história da arte no Brasil, constituem diferenças, mas não no sentido evolutivo, nem hierárquico. O que implica observar a diversidade de interesses e olhares cruzando autores, temas, tempos e lugares.”.
CONDURU, R. Arte afro-brasileira, 2007. p. 51 -52.

Observe as proposições relativas às FIGURAS 1, 2, 3 e 4.
I. A FIGURA 1, Libertação dos escravos, ressalta o processo de abolição da escravidão como uma benesse dada aos negros, desconsiderando todo o processo de luta e resistência desse grupo social.
II. A FIGURA 4, Roda de Samba, destaca de maneira pejorativa a contribuição dos afrodescendentes para a cultura brasileira. Esse menosprezo racial marca a representação da negritude na arte moderna brasileira.
III. A FIGURA 3, de Cândido Portinari, faz alusão aos malefícios da mistura racial que se deu no Brasil.
IV. A FIGURA 2, A redenção de cã, de Modesto Brocos, pode ser encarada como uma alegoria do desejo de purificação racial difundido à época, um emblema da libertação dos estigmas vinculados à condição social do negro.
V. As FIGURAS 3 e 4 ressaltam a importância da cultura afrodescendente para a formação da identidade nacional.
Diante do exposto, está(ão) correta(s), apenas:
“Vivemos a era “inter”. Estamos vivendo um tempo em que a atenção está voltada para a internet, a interculturalidade, a interdisciplinaridade e a integração das artes e dos meios como modos de produção de significados desafiadores de limites, fronteiras e territórios. Entretanto, os arte-educadores têm dificuldades de entender a arte “inter” produzida hoje.”.
BARBOSA, A. M. Interterritorialidade na Arte/Educação e na Arte. p. 23. In: BARBOSA, A. M.; AMARAL, L. (org.). Interterritorialidade: mídias, contextos e educação. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2008.
Ao estabelecer uma relação entre o termo “inter” e arte, BARBOSA enfatiza a dificuldade que
os "arte-educadores" têm de entender a(s)
“Quem examinar com atenção as artes dos dias atuais será confrontado com uma desconcertante profusão de estilos, formas, plásticas e programas. De início, parece que quanto mais olhamos, menos certeza podemos ter quanto àquilo, afinal, permita que as obras sejam qualificadas como ‘arte’, pelo menos de um ponto de vista tradicional. Por outro lado, não parece mais haver nenhum material particular que desfrute do privilégio de ser imediatamente reconhecível como material da arte. A arte recente tem utilizado não somente tinta, metal e pedra, mas também ar, luz, som, palavras, pessoas, comida e muitas outras coisas.”.
ARCHER, M. Arte contemporânea: uma história concisa. Ed. Martins Fontes. São Paulo, 2012. Prefácio.

A partir do texto e das imagens acima, é possível perceber alguns caminhos que marcaram
a história das artes visuais e, consequentemente, o modo de produção delas. Essas
transformações e permanências estão indicadas em:
Embora os compositores franco-flamengos estivessem espalhados por toda a Europa Ocidental no início do século XVI e o seu idioma constituísse uma linguagem musical internacional, cada país tinha também sua música própria, que era mais conhecida, e provavelmente mais apreciada, pela maioria das pessoas do que a arte erudita dos compositores do norte europeu.
Donald Grout e Claude Palisca. História da música ocidental. Lisboa: Gradiva, 1994, p. 224 (com adaptações).
Considerando as informações apresentadas nesse texto, julgue o próximo item, relativo aos movimentos musicais dos séculos XV e XVI.
Johannes Ockeghem e Josquin des Prez são representantes dos
compositores do norte europeu daquela época.
Embora os compositores franco-flamengos estivessem espalhados por toda a Europa Ocidental no início do século XVI e o seu idioma constituísse uma linguagem musical internacional, cada país tinha também sua música própria, que era mais conhecida, e provavelmente mais apreciada, pela maioria das pessoas do que a arte erudita dos compositores do norte europeu.
Donald Grout e Claude Palisca. História da música ocidental. Lisboa: Gradiva, 1994, p. 224 (com adaptações).
Considerando as informações apresentadas nesse texto, julgue o próximo item, relativo aos movimentos musicais dos séculos XV e XVI.
Na Itália, a influência franco-flamenga contribuiu para a evolução do madrigal, gênero que se consolidou como um dos mais importantes da música profana italiana.Embora os compositores franco-flamengos estivessem espalhados por toda a Europa Ocidental no início do século XVI e o seu idioma constituísse uma linguagem musical internacional, cada país tinha também sua música própria, que era mais conhecida, e provavelmente mais apreciada, pela maioria das pessoas do que a arte erudita dos compositores do norte europeu.
Donald Grout e Claude Palisca. História da música ocidental. Lisboa: Gradiva, 1994, p. 224 (com adaptações).
Considerando as informações apresentadas nesse texto, julgue o próximo item, relativo aos movimentos musicais dos séculos XV e XVI.
A linguagem musical dos compositores franco-flamengos a que o texto se refere era caracterizada pelo contraponto e pela imitação.Acerca das manifestações polifônicas da Idade Média, julgue o item subsequente.
Os compositores de ópera Gioachino Rossini e Giuseppe Verdi destacaram-se durante o período conhecido como trecento italiano.Acerca das manifestações polifônicas da Idade Média, julgue o item subsequente.
Leonin e Perotin foram representantes do movimento de Notre Dame, que surgiu no norte da França e foi disseminado por outros países europeus, como Inglaterra, Espanha e Itália.Com relação às manifestações musicais e à notação musical na Idade Média, julgue o próximo item.
Antes da adoção do pentagrama, utilizava-se o tetragrama
como referência para a fixação das alturas e do contorno
melódico.
A ideia grega de que a música se ligava indissociavelmente à “palavra falada” ressurgiu, sob diversas formas, ao longo de toda a história da música: com a invenção do recitativo, por volta de 1600, por exemplo, ou com as teorias de Wagner acerca do teatro musical, no século XIX.
Donald Grout e Claude Palisca. História da música ocidental. Lisboa: Gradiva, 1994, p. 20 (com adaptações).
Julgue o seguinte item, que trata de assuntos relacionados às informações do texto precedente.
Recitativo é um trecho da ópera usado principalmente para musicar longos diálogos ou monólogos.A aplicação da tecnologia à educação musical parte de uma discussão sobre os objetivos que podem nortear este processo, a começar pela explicitação do próprio adjetivo empregado: musical. O que se entende e o que se pretende com esta educação musical são aspectos decisivos do tipo de tecnologia a ser utilizada. Os processos de ensinar e aprender música se debatem entre focos como:
I. Performance (habilidade de tocar, compor, cantar, improvisar) versus consumo ou apreciação (conhecer e compreender sobre música).
II. Ludicidade versus cognição versus formação do caráter.
III. Modalidade presencial versus modalidade a distância e fase ideal na infância versus formação tardia e continuada.
Estão corretas as alternativas