Questões de Concurso
Para artes
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As aulas de música, no Ensino Médio, devem contemplar múltiplas possibilidades de interação com o fazer musical. Para isso, é importante que sejam dinâmicas, envolvendo momentos de apreciação, prática, criação e teoria musical. O plano de aula precisa ser dimensionado para abranger mais de uma atividade sobre o mesmo tema, podendo o tema ser selecionado por meio de uma conversa com os alunos sobre seus interesses. Nessas escolhas, é importante considerar as características sociocognitivas dos estudantes, a complexificação do tema, a motivação para a aprendizagem e a adequação ao contexto social do projeto curricular.
Murray Schafer, compositor e educador musical canadense, pautou-se na experiência da aprendizagem musical na perspectiva da consciência sonora. Para o autor, a música deve ser ouvida a partir da relação equilibrada entre o homem, o ambiente e as diversas possibilidades criativas do fazer musical. O desenvolvimento da paisagem sonora proposta por Schafer quanto ao ensino do contexto escolar deve ser proposto a fim de despertar nos alunos a consciência da coletividade sobre um fenômeno ubíquo e a compreensão das implicações do som na qualidade de vida em todo o planeta.
A avaliação nas aulas de música é um tema recorrente entre escola e direção: algumas instituições consideram que as avaliações só podem ser realizadas por escrito, uma vez que é necessário um registro documental. Outras instituições acreditam que a avaliação pode ser realizada em outros formatos, como gravações de áudios, vídeos e apresentações musicais, como resultado do trabalho desenvolvido em sala de aula. Além do formato do processo avaliativo, ao conceber a avaliação em música, o professor deve estar atento aos seguintes critérios: objetivos propostos na atividade; entendimento dos conteúdos propostos; desenvolvimento musical dos alunos em cada atividade e ao longo da disciplina; e a reflexão crítica da proposta musical por meio do produto musical gerado.
Autores como Keith Swanwick e Paul Haack apresentaram diferentes concepções de educação musical, evidenciando valores e funções específicas. Assim, a educação musical poderia ser entendida como educação musical estética ou como educação musical utilitária. Na visão tradicional de ensino, ambas as visões são enfocadas como excludentes, o que ocasionou uma série de debates sobre o tema educação estética versus educação utilitária da educação musical a partir dos anos 1960. Atualmente, os educadores musicais têm discutido uma visão de educação musical integradora, que soma ambas as concepções.
As Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) oportunizam uma série de ferramentas que possibilitam interagir pedagogicamente, criando um conjunto de possibilidades a serem exploradas em sala de aula. Contudo, elas não são suficientes para garantir inovação e uma efetiva aprendizagem. Assim, a tônica do professor de música deve estar na exploração e na compreensão de como a utilização das TDIC pode contribuir com os processos de ensino e aprendizagem musical: quais métodos, quais conteúdos, quais formas de avaliação e, principalmente, quais práticas pedagógicas o docente pode contemplar em sala de aula.
Considere-se que os alunos pré-adolescentes do primeiro ano do Ensino Médio de uma escola tenham reclamado de quase todas as atividades propostas nas aulas de música e que só quisessem cantar música sertaneja nas aulas de música. Considere-se, ainda, que, por mais que o professor tenha tentado justificar a importância de todas as atividades musicais, os estudantes tenham tido muita dificuldade em participar de outras atividades que não envolvessem a música sertaneja. Nesse caso, a fim de integrar todos os alunos, a melhor solução seria o professor de música trabalhar somente com música sertaneja, mesmo que o programa da disciplina envolva outros gêneros e outras práticas musicais, uma vez que a principal função do professor de música na escola é criar atividades que integrem todos os alunos, não sendo necessário o desenvolvimento dos conteúdos propostos pelo programa escolar.
A prática musical coletiva, seja ela vocal ou instrumental, pressupõe um processo de ensino-aprendizagem que parte essencialmente do fazer musical colaborativo. O professor, no papel de regente ou líder desse processo, deve contribuir com os seguintes aspectos: aperfeiçoar os elementos musicais de acordo com o nível de conhecimento musical de seus alunos; conduzir e dar subsídios para a interpretação do grupo, construindo a performance de acordo com o estilo/gênero e o grau de dificuldade da peça em estudo; e buscar a harmonia e a socialização entre seus integrantes, sendo que cada aluno tem compromisso com a musicalidade do todo.
A Lei n.º 11.769/2008 instituiu a música como um conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, dentro do componente curricular arte. A partir disso, todas as escolas de Educação Básica foram obrigadas a instituir a música em seus currículos. Anos depois, com a Lei n.º 13.278/2016, passou a vigorar o entendimento de que as artes visuais, a dança, a música e o teatro são as linguagens que constituirão o componente curricular de arte, o que significa que o ensino de arte deve ser ensinado pelo professor de forma polivalente.
As metodologias ativas no contexto da educação musical são baseadas na aprendizagem pela perspectiva e pelo protagonismo do aluno, transformando-os em agentes engajados e responsáveis pela sua própria educação. Assim, o papel central da aprendizagem está no aluno e nas relações que ele estabelece com o conhecimento e com a aprendizagem musical. Deixar o aluno ser o protagonista exime a responsabilidade do professor para com o processo formativo dos alunos e do grupo, o que reforça seu papel de observador do processo de aprendizagem, e o docente se torna um curioso das práticas musicais geradas em sala de aula. Para isso, ele se coloca à margem da responsabilidade pelo conhecimento dos alunos, que o desenvolvem por meio da pesquisa de forma autônoma e individualizada.
Uma das principais características do samba é o uso da síncope no acompanhamento rítmico. Essa foi uma das características apropriadas pela bossa nova. Todavia, enquanto no samba a síncopa está presente tanto no acompanhamento quanto na melodia, na bossa nova, o uso da síncopa restringe-se ao acompanhamento rítmico e harmônico, sendo que a melodia praticamente não utiliza a síncopa. Isso está claro desde a gravação da primeira música considerada bossa nova, Chega de Saudade, gravada por João Gilberto em 1956.
Tom Jobim, um dos criadores da bossa nova, estudou violão e piano desde muito cedo, e suas composições de bossa nova sofreram influência de compositores contemporâneos da música de concerto, tais como Arnold Schoenberg e Igor Strawinsky, como fruto de seu contato e de suas aulas com Hans-Joachim Koellreutter, introdutor da técnica dodecafônica no Brasil. Um exemplo dessa influência está na obra Insensatez, de Tom Jobim, que é similar ao Prelúdio N.°4 em Mi Menor, Opus 28, de Strawinsky.
Um dos principais compositores da música minimalista é Steve Reich; em suas obras minimalistas, ele desenvolveu a técnica de repetição com defasagem, na qual um trecho musical é repetido e sobreposto ao mesmo trecho que é progressiva e continuamente atrasado até retornar ao ponto de origem, no qual ambos os trechos tocam as mesmas ideias, ao mesmo tempo. Essa técnica foi aplicada à reprodução em loop de um mesmo trecho musical gravado, duplicado e com a execução do segundo trecho atrasado de forma mecânica na obra Violin Phase, além de também ter sido aplicada em uma partitura escrita na obra Clapping Music.
Em relação às metodologias do ensino do teatro, julgue o item.
O teatro pode ser considerado uma técnica catártica,
sendo, portanto, uma disciplina indicada no processo de
ensino-aprendizagem, como forma de tratar emoções e
facilitar o desenvolvimento escolar.
Em relação às metodologias do ensino do teatro, julgue o item.
A inserção da dramaturgia no processo escolar é uma
forma de tornar os adolescentes mais críticos, mais
espontâneos e mais sociáveis; no entanto, essa atividade
deve ser desenvolvida com parcimônia, pois a
interpretação de textos teatrais gera angústia e estresse,
o que compromete o convívio dos alunos no ambiente
escolar.
Em relação às metodologias do ensino do teatro, julgue o item.
O teatro pode auxiliar no processo de socialização
infantil — que, às vezes, é um desafio para algumas
crianças —, na medida em que pode promover a
comunicação e uma maior interação entre os colegas e
é um estímulo ao convívio social.
Em relação às metodologias do ensino do teatro, julgue o item.
Apesar de promover a sociabilidade, ajudar a vencer a
timidez e propiciar a melhora da comunicação verbal e
corporal, o teatro na escola normalmente gera nos
alunos uma autoestima exagerada, ocasionando a
formação de grupos elitizados.
Em relação às metodologias do ensino do teatro, julgue o item.
Uma das funções do teatro na escola é atuar como uma
forma de terapia, possibilitando que os adolescentes
entrem em contato com os seus sentimentos e, com
isso, controlem suas emoções.
Julgue o item, referentes a leitura, interpretação e crítica da arte.
Qualquer tipo de interpretação, análise e crítica de uma
obra de arte requer, necessariamente, um
conhecimento aprofundado do assunto em questão.
Julgue o item, referentes a leitura, interpretação e crítica da arte.
A leitura formal de uma obra de arte, seja ela um quadro,
uma peça ou uma música, implica uma interpretação dos
elementos da sintaxe compositiva da obra, de sua
organização e até mesmo de seu contexto histórico.
Julgue o item, referentes a leitura, interpretação e crítica da arte.
O crítico consegue perceber os pormenores da
encenação, salientando suas possíveis sutilezas ou
inconformidades.
