Questões de Concurso
Para psicologia
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I. Existe uma abordagem focada no problema, que atua na causa do sofrimento.
II. Há uma abordagem focada nas emoções, que visa reduzir as emoções negativas associadas ao problema.
III. Há uma abordagem focada no significado e em quais estratégias cognitivas o indivíduo utiliza para derivar a situação.
IV. A busca de apoio emocional em seu meio social é uma estratégia de enfrentamento social.
É(São) verdadeira(s) a(s) afirmativa(s)
I. A eficácia do manejo depende da prevenção da progressão da fase de exaustão.
II. Orientar a pessoa para que tenha conversas com amigos é uma boa estratégia para o gerenciamento de estresse.
III. A SGA não é diretamente reconhecida por uma legislação trabalhista específica como uma condição médica a ser diagnosticada ou tratada isoladamente.
IV. Suporte social, técnicas de relaxamento, dieta balanceada e atividade física são estratégias de manejo do estresse.
É(São) verdadeira(s) a(s) afirmativa(s)
I- Encontrar sentido para a vida.
II- Sair dos padrões habituais.
III- Proteger-se do sofrimento.
IV- Viver com intensidade.
V- Evitar a frustração.
Estão CORRETOS os comportamentos apresentados em
A vida em “fogo baixo”
Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.
Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.
Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”
No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]
BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado.
Analise os comportamentos a seguir, tendo em vista aqueles que vão de encontro à anestesia emocional.
I- Encontrar sentido para a vida.
II- Sair dos padrões habituais.
III- Proteger-se do sofrimento.
IV- Viver com intensidade.
V- Evitar a frustração.
Estão CORRETOS os comportamentos apresentados em
A vida em “fogo baixo”
Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.
Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.
Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”
No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]
BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado.
Rogers deparou-se com o experienciar da angústia em sua prática clínica, haja vista que sua abordagem psicoterapêutica se apropria de questões tipicamente humanas, apoiada em uma visão de homem que escolhe, avalia e decide, atravessado pela capacidade que ele tem de se atualizar (Rogers; Kinget, 1977, p. 39). Com base na concepção rogeriana, analise as afirmativas a seguir acerca da angústia no processo psicoterapêutico:
I- A angústia está associada ao estado de incongruência entre o “Eu Real” e o “Eu Ideal”.
II- A angústia é compreendida como fenômeno externo ao indivíduo, decorrente exclusivamente de pressões ambientais objetivas.
III- A redução da angústia favorece a diminuição das defesas e possibilita maior integração das experiências.
IV- A angústia, embora dolorosa, pode sinalizar um movimento de reorganização do autoconceito.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas
Apesar de o processo terapêutico estar bem expresso didaticamente nas obras de Carl Ransom Rogers, seu olhar é permeado por uma conotação existencial que se pode inferir da angústia: a pessoa, diante da abertura à experiência, sente, pensa e inevitavelmente se mobiliza a escolher, percebendo que “[...] a ‘vida plena’ é um processo, não um estado de ser. É uma direção, não um destino”.
Assinale a alternativa que expressa corretamente um dos fundamentos centrais da abordagem centrada na pessoa, proposta por Rogers.
No texto “Seleção por consequências”, Burrhus Frederic Skinner propõe três níveis de seleção que explicam o comportamento humano. Com base no referencial analítico-comportamental, analise as afirmativas a seguir:
I- A seleção natural explica a evolução das espécies a partir de contingências de sobrevivência.
II- O condicionamento operante constitui um segundo tipo de seleção por consequências, responsável pela modelagem e manutenção de repertórios individuais por meio de contingências de reforçamento.
III- A evolução das culturas depende exclusivamente das consequências reforçadoras imediatas para os indivíduos que compõem o grupo.
IV- O comportamento humano é produto conjunto de contingências de sobrevivência, contingências de reforçamento e contingências psíquicas.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas
Com base nas discussões apresentadas na obra “Referências técnicas para atuação de psicólogas(os) no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS)” do CFP e nas contribuições de Paulo Amarante, analise as afirmativas a seguir:
I- A saúde mental não pode ser reduzida à psicopatologia, ao diagnóstico ou à medicação, pois exige abordagem interdisciplinar e intersetorial.
II- A Reforma Psiquiátrica limita-se à substituição dos manicômios por novos serviços, mantendo inalteradas as bases conceituais do cuidado.
III- A atenção psicossocial propõe a construção de redes de relações entre profissionais, usuários, familiares e sociedade.
IV- O cuidado no CAPS situa-se no limite entre o individual e o coletivo, exigindo ampliação do olhar profissional para além do sujeito isolado.
Estão CORRETAS as afirmativas
A publicação do CFP intitulada “Referências técnicas para atuação de psicólogas(os) no atendimento às mulheres em situação de violência” analisa criticamente a trajetória histórica da Psicologia na construção das noções de feminino e normalidade.
Com base nesse trecho apresentado, analise as afirmativas:
I- A Psicologia, em determinados momentos históricos, contribuiu para sustentar ideias de inferioridade feminina por meio da reiteração de diferenças sexuais.
II- O saber psicológico foi utilizado, no Brasil do século XX, para justificar a internação de mulheres consideradas “anormais”.
III- A crítica feminista questionou quem define a normalidade do ser feminino e tensionou teorias psicológicas dominantes.
IV- A Psicologia brasileira manteve-se historicamente afastada dos movimentos sociais, evitando diálogo com suas contribuições.
Estão CORRETAS as afirmativas