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Q3988784 Português
TEXTO: ESSENCIALISMO GENÉTICO


A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo

Natalia Pasternak


    Imagine que você tem olhos castanhos e ambos os seus pais têm olhos claros, azuis ou verdes. Quantas vezes você já teria ouvido que não pode ser filho biológico do casal? A crença de que cor dos olhos é uma herança determinada por um único gene, com alelo dominante (castanho) e alelo recessivo (azul ou verde), vem da maneira simplificada como abordamos genética no ensino fundamental e médio. Quem não se lembra do “Aa” e das tabelas de quadradinhos?


    Alguns autores estudam o ensino da genética mendeliana e sua influência na aceitação do chamado essencialismo, ou determinismo, genético. Essa ideia baseia-se no entendimento – enganoso – de que características fisiológicas e comportamentos são produtos lineares de um único gene. Ou seja, haveria um gene para cada característica: o gene da inteligência, por exemplo. O problema é que este tipo de herança é muito raro. A maioria das características humanas é poligênica, depende da interação de vários genes. Cor dos olhos, ao contrário do que sugerem os exercícios do ensino médio, é um bom exemplo. Por isso é falso dizer que uma criança de olhos castanhos não pode ter pais de olhos claros.

    O determinismo genético também desconsidera interações com o ambiente. Duas plantas da mesma espécie com o mesmo genoma podem ter alturas diferentes, por exemplo, dependendo do tipo de solo, quantidade de luz e nutrientes.

    E por que isto é um problema? Porque pode induzir a um “fatalismo” e crenças de que características como inteligência, aptidões, comportamentos e até mesmo suscetibilidade para doenças, são inatas, fixas e imutáveis. Estudos mostraram que o entendimento correto de como funciona a herança genética reduz a crença em ideias baseadas em essencialismo genético, como racismo e eugenia. Os autores de uma pesquisa mediram conhecimento básico de genética, nível de crença em determinismo genético, crenças em dominação social, e crenças em eugenia.

    Exemplos de afirmações utilizadas para fazer essas medições incluem “alcoolismo é primariamente causado por fatores genéticos”, “criminosos não deveriam ser autorizados a se reproduzir e deixar descendentes”, e “esterilizar pessoas com características indesejadas pode melhorar gerações futuras”. Os resultados mostraram que quanto maior o entendimento de genética, menor a crença em determinismo, essencialismo, racismo e dominação social de um grupo sobre outro.

    A boa notícia é que é fácil corrigir o essencialismo. Pesquisadores conduziram uma série de experimentos controlados com crianças e adolescentes, alterando a maneira como a hereditariedade era ensinada na escola. Perceberam que nos grupos onde a genética era ensinada do modo tradicional, os alunos desenvolviam crenças deterministas, e nos grupos onde o tema era introduzido com estudos sobre diferenças e semelhanças genéticas entre populações, as crenças eram reduzidas. Os autores ainda testaram uma intervenção para corrigir as crenças deterministas, e concluíram que basta uma série de cinco aulas mostrando a baixa diversidade genética entre indivíduos, e que existe maior diversidade entre grupos do mesmo continente do que comparando continentes diferentes.  

    Gregor Mendel, o monge católico do século 19 cujos experimentos com ervilhas deram origem ao modelo simplificado “Aa”, deve ser celebrado e ensinado nas escolas. Mas a genética mendeliana precisa ser ensinada como parte de um contexto maior, e não como a base de toda a genética e da hereditariedade.


Fonte: https://oglobo.globo.com/blogs/a-hora-daciencia/post/2025/07/essencialismo-genetico.ghtml. Acesso em 12/02/2026. Fragmento 


“[...] haveria um gene para cada característica: o gene da inteligência, por exemplo” (2º parágrafo). Do ponto de vista morfológico, as palavras destacadas são classificadas, respectivamente, como:
Alternativas
Q3988726 Português
Futuro das cidades depende da integração entre água, saneamento e ação climática 

        A América Latina detém quase um terço dos recursos de água doce no mundo, mas milhões de pessoas ainda não têm acesso seguro. O Brasil tem avançado, como com a criação do Marco Legal do Saneamento em 2020, que estabeleceu metas de universalização para 2033. Isso é particularmente importante considerando que, hoje, 32 milhões de pessoas no Brasil ainda não têm acesso à água potável e cerca de 90 milhões não contam com coleta de esgoto, segundo o Instituto Trata Brasil.

        Esses déficits estruturais se tornam ainda mais urgentes à medida que as mudanças climáticas avançam, trazendo enchentes devastadoras, secas prolongadas e eventos extremos cada vez mais imprevisíveis. A resposta para essa questão exige abandonar soluções fragmentadas, em silos, e adotar uma abordagem integrada, na qual água, saneamento e ação climática sejam tratados como partes inseparáveis do mesmo desafio.

        A formulação de políticas em silos significa que estratégias de adaptação climática são desenvolvidas sem considerar a infraestrutura de água e saneamento, enquanto projetos de saneamento são implementados sem levar em conta vulnerabilidades climáticas. Sistemas de saneamento construídos sem resiliência são destruídos por enchentes, e comunidades sem acesso à água potável não conseguem se recuperar de secas prolongadas.

        Essa fragmentação desperdiça recursos, atrasa respostas a crises e aprofunda desigualdades. Populações vulneráveis são as primeiras a sofrer e as últimas a se recuperar. Ao mesmo tempo, o acesso à água potável e ao saneamento protege a saúde pública. Um relatório da Unicef mostra que, na América Latina e no Caribe, 4,8 milhões de pessoas enfrentam a dupla carga de alta escassez de água e baixos níveis de serviço de água potável. Este é um dos principais fatores de mortalidade entre crianças de 5 anos por doenças evitáveis. Serviços confiáveis atuam como primeira linha de defesa contra enfermidades agravadas pelas mudanças climáticas, incluindo dengue, cólera e leptospirose. A inação agora resultará em maiores custos hospitalares, perdas de produtividade e mortes evitáveis no futuro.

        Integrar água, saneamento e ação climática gera benefícios concretos. Cidades que adotam pavimentos permeáveis, redes de esgoto eficientes ou programas de restauração de bacias melhoram a gestão das águas, a produtividade agrícola e reduzem os impactos de enchentes urbanas. A integração também fortalece a segurança alimentar e energética, pois proteger bacias hidrográficas e expandir o reuso de água é essencial para a agricultura e a geração hidrelétrica – responsável por 60% da eletricidade na América Latina, segundo a IEA. Além dos números, soluções integradas aumentam a confiança social, já que comunidades que experimentam água segura, saneamento confiável e proteção contra desastres tendem a apoiar políticas climáticas mais amplas.

        Para avançar, governos devem definir metas claras e mensuráveis para integrar água, saneamento e clima, apoiadas por investimentos estratégicos e monitoramento eficiente. Além disso, a sociedade civil deve ser empoderada como voz ativa na construção de soluções que impactam suas comunidades.

(Por Muyatwa Sitali. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
Analise o seguinte excerto: “Cidades que adotam pavimentos permeáveis, redes de esgoto eficientes ou programas de restauração de bacias melhoram a gestão das águas, [...]” (5º§). Em relação aos termos destacados, assinale a alternativa que apresenta a análise morfossintática correta.
Alternativas
Q3988725 Português
Futuro das cidades depende da integração entre água, saneamento e ação climática 

        A América Latina detém quase um terço dos recursos de água doce no mundo, mas milhões de pessoas ainda não têm acesso seguro. O Brasil tem avançado, como com a criação do Marco Legal do Saneamento em 2020, que estabeleceu metas de universalização para 2033. Isso é particularmente importante considerando que, hoje, 32 milhões de pessoas no Brasil ainda não têm acesso à água potável e cerca de 90 milhões não contam com coleta de esgoto, segundo o Instituto Trata Brasil.

        Esses déficits estruturais se tornam ainda mais urgentes à medida que as mudanças climáticas avançam, trazendo enchentes devastadoras, secas prolongadas e eventos extremos cada vez mais imprevisíveis. A resposta para essa questão exige abandonar soluções fragmentadas, em silos, e adotar uma abordagem integrada, na qual água, saneamento e ação climática sejam tratados como partes inseparáveis do mesmo desafio.

        A formulação de políticas em silos significa que estratégias de adaptação climática são desenvolvidas sem considerar a infraestrutura de água e saneamento, enquanto projetos de saneamento são implementados sem levar em conta vulnerabilidades climáticas. Sistemas de saneamento construídos sem resiliência são destruídos por enchentes, e comunidades sem acesso à água potável não conseguem se recuperar de secas prolongadas.

        Essa fragmentação desperdiça recursos, atrasa respostas a crises e aprofunda desigualdades. Populações vulneráveis são as primeiras a sofrer e as últimas a se recuperar. Ao mesmo tempo, o acesso à água potável e ao saneamento protege a saúde pública. Um relatório da Unicef mostra que, na América Latina e no Caribe, 4,8 milhões de pessoas enfrentam a dupla carga de alta escassez de água e baixos níveis de serviço de água potável. Este é um dos principais fatores de mortalidade entre crianças de 5 anos por doenças evitáveis. Serviços confiáveis atuam como primeira linha de defesa contra enfermidades agravadas pelas mudanças climáticas, incluindo dengue, cólera e leptospirose. A inação agora resultará em maiores custos hospitalares, perdas de produtividade e mortes evitáveis no futuro.

        Integrar água, saneamento e ação climática gera benefícios concretos. Cidades que adotam pavimentos permeáveis, redes de esgoto eficientes ou programas de restauração de bacias melhoram a gestão das águas, a produtividade agrícola e reduzem os impactos de enchentes urbanas. A integração também fortalece a segurança alimentar e energética, pois proteger bacias hidrográficas e expandir o reuso de água é essencial para a agricultura e a geração hidrelétrica – responsável por 60% da eletricidade na América Latina, segundo a IEA. Além dos números, soluções integradas aumentam a confiança social, já que comunidades que experimentam água segura, saneamento confiável e proteção contra desastres tendem a apoiar políticas climáticas mais amplas.

        Para avançar, governos devem definir metas claras e mensuráveis para integrar água, saneamento e clima, apoiadas por investimentos estratégicos e monitoramento eficiente. Além disso, a sociedade civil deve ser empoderada como voz ativa na construção de soluções que impactam suas comunidades.

(Por Muyatwa Sitali. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
No trecho “[...] mortalidade entre crianças de 5 anos por doenças evitáveis.” (4º§), a preposição em destaque estabelece uma relação semântica de: 
Alternativas
Q3988724 Português
Futuro das cidades depende da integração entre água, saneamento e ação climática 

        A América Latina detém quase um terço dos recursos de água doce no mundo, mas milhões de pessoas ainda não têm acesso seguro. O Brasil tem avançado, como com a criação do Marco Legal do Saneamento em 2020, que estabeleceu metas de universalização para 2033. Isso é particularmente importante considerando que, hoje, 32 milhões de pessoas no Brasil ainda não têm acesso à água potável e cerca de 90 milhões não contam com coleta de esgoto, segundo o Instituto Trata Brasil.

        Esses déficits estruturais se tornam ainda mais urgentes à medida que as mudanças climáticas avançam, trazendo enchentes devastadoras, secas prolongadas e eventos extremos cada vez mais imprevisíveis. A resposta para essa questão exige abandonar soluções fragmentadas, em silos, e adotar uma abordagem integrada, na qual água, saneamento e ação climática sejam tratados como partes inseparáveis do mesmo desafio.

        A formulação de políticas em silos significa que estratégias de adaptação climática são desenvolvidas sem considerar a infraestrutura de água e saneamento, enquanto projetos de saneamento são implementados sem levar em conta vulnerabilidades climáticas. Sistemas de saneamento construídos sem resiliência são destruídos por enchentes, e comunidades sem acesso à água potável não conseguem se recuperar de secas prolongadas.

        Essa fragmentação desperdiça recursos, atrasa respostas a crises e aprofunda desigualdades. Populações vulneráveis são as primeiras a sofrer e as últimas a se recuperar. Ao mesmo tempo, o acesso à água potável e ao saneamento protege a saúde pública. Um relatório da Unicef mostra que, na América Latina e no Caribe, 4,8 milhões de pessoas enfrentam a dupla carga de alta escassez de água e baixos níveis de serviço de água potável. Este é um dos principais fatores de mortalidade entre crianças de 5 anos por doenças evitáveis. Serviços confiáveis atuam como primeira linha de defesa contra enfermidades agravadas pelas mudanças climáticas, incluindo dengue, cólera e leptospirose. A inação agora resultará em maiores custos hospitalares, perdas de produtividade e mortes evitáveis no futuro.

        Integrar água, saneamento e ação climática gera benefícios concretos. Cidades que adotam pavimentos permeáveis, redes de esgoto eficientes ou programas de restauração de bacias melhoram a gestão das águas, a produtividade agrícola e reduzem os impactos de enchentes urbanas. A integração também fortalece a segurança alimentar e energética, pois proteger bacias hidrográficas e expandir o reuso de água é essencial para a agricultura e a geração hidrelétrica – responsável por 60% da eletricidade na América Latina, segundo a IEA. Além dos números, soluções integradas aumentam a confiança social, já que comunidades que experimentam água segura, saneamento confiável e proteção contra desastres tendem a apoiar políticas climáticas mais amplas.

        Para avançar, governos devem definir metas claras e mensuráveis para integrar água, saneamento e clima, apoiadas por investimentos estratégicos e monitoramento eficiente. Além disso, a sociedade civil deve ser empoderada como voz ativa na construção de soluções que impactam suas comunidades.

(Por Muyatwa Sitali. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
Sobre os termos destacados em: “Além disso, a sociedade civil deve ser empoderada como voz ativa na construção de soluções que impactam suas comunidades.” (6º§), assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q3988723 Português
Futuro das cidades depende da integração entre água, saneamento e ação climática 

        A América Latina detém quase um terço dos recursos de água doce no mundo, mas milhões de pessoas ainda não têm acesso seguro. O Brasil tem avançado, como com a criação do Marco Legal do Saneamento em 2020, que estabeleceu metas de universalização para 2033. Isso é particularmente importante considerando que, hoje, 32 milhões de pessoas no Brasil ainda não têm acesso à água potável e cerca de 90 milhões não contam com coleta de esgoto, segundo o Instituto Trata Brasil.

        Esses déficits estruturais se tornam ainda mais urgentes à medida que as mudanças climáticas avançam, trazendo enchentes devastadoras, secas prolongadas e eventos extremos cada vez mais imprevisíveis. A resposta para essa questão exige abandonar soluções fragmentadas, em silos, e adotar uma abordagem integrada, na qual água, saneamento e ação climática sejam tratados como partes inseparáveis do mesmo desafio.

        A formulação de políticas em silos significa que estratégias de adaptação climática são desenvolvidas sem considerar a infraestrutura de água e saneamento, enquanto projetos de saneamento são implementados sem levar em conta vulnerabilidades climáticas. Sistemas de saneamento construídos sem resiliência são destruídos por enchentes, e comunidades sem acesso à água potável não conseguem se recuperar de secas prolongadas.

        Essa fragmentação desperdiça recursos, atrasa respostas a crises e aprofunda desigualdades. Populações vulneráveis são as primeiras a sofrer e as últimas a se recuperar. Ao mesmo tempo, o acesso à água potável e ao saneamento protege a saúde pública. Um relatório da Unicef mostra que, na América Latina e no Caribe, 4,8 milhões de pessoas enfrentam a dupla carga de alta escassez de água e baixos níveis de serviço de água potável. Este é um dos principais fatores de mortalidade entre crianças de 5 anos por doenças evitáveis. Serviços confiáveis atuam como primeira linha de defesa contra enfermidades agravadas pelas mudanças climáticas, incluindo dengue, cólera e leptospirose. A inação agora resultará em maiores custos hospitalares, perdas de produtividade e mortes evitáveis no futuro.

        Integrar água, saneamento e ação climática gera benefícios concretos. Cidades que adotam pavimentos permeáveis, redes de esgoto eficientes ou programas de restauração de bacias melhoram a gestão das águas, a produtividade agrícola e reduzem os impactos de enchentes urbanas. A integração também fortalece a segurança alimentar e energética, pois proteger bacias hidrográficas e expandir o reuso de água é essencial para a agricultura e a geração hidrelétrica – responsável por 60% da eletricidade na América Latina, segundo a IEA. Além dos números, soluções integradas aumentam a confiança social, já que comunidades que experimentam água segura, saneamento confiável e proteção contra desastres tendem a apoiar políticas climáticas mais amplas.

        Para avançar, governos devem definir metas claras e mensuráveis para integrar água, saneamento e clima, apoiadas por investimentos estratégicos e monitoramento eficiente. Além disso, a sociedade civil deve ser empoderada como voz ativa na construção de soluções que impactam suas comunidades.

(Por Muyatwa Sitali. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
Analise o emprego do sinal indicativo de crase nos seguintes trechos do texto:
I. “[...] 32 milhões de pessoas no Brasil ainda não têm acesso à água potável [...]” (1º§).
II. “Esses déficits estruturais se tornam ainda mais urgentes à medida que as mudanças climáticas avançam, [...]” (2º§).
Quanto ao uso do acento grave nos trechos anteriores, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3988722 Português
Futuro das cidades depende da integração entre água, saneamento e ação climática 

        A América Latina detém quase um terço dos recursos de água doce no mundo, mas milhões de pessoas ainda não têm acesso seguro. O Brasil tem avançado, como com a criação do Marco Legal do Saneamento em 2020, que estabeleceu metas de universalização para 2033. Isso é particularmente importante considerando que, hoje, 32 milhões de pessoas no Brasil ainda não têm acesso à água potável e cerca de 90 milhões não contam com coleta de esgoto, segundo o Instituto Trata Brasil.

        Esses déficits estruturais se tornam ainda mais urgentes à medida que as mudanças climáticas avançam, trazendo enchentes devastadoras, secas prolongadas e eventos extremos cada vez mais imprevisíveis. A resposta para essa questão exige abandonar soluções fragmentadas, em silos, e adotar uma abordagem integrada, na qual água, saneamento e ação climática sejam tratados como partes inseparáveis do mesmo desafio.

        A formulação de políticas em silos significa que estratégias de adaptação climática são desenvolvidas sem considerar a infraestrutura de água e saneamento, enquanto projetos de saneamento são implementados sem levar em conta vulnerabilidades climáticas. Sistemas de saneamento construídos sem resiliência são destruídos por enchentes, e comunidades sem acesso à água potável não conseguem se recuperar de secas prolongadas.

        Essa fragmentação desperdiça recursos, atrasa respostas a crises e aprofunda desigualdades. Populações vulneráveis são as primeiras a sofrer e as últimas a se recuperar. Ao mesmo tempo, o acesso à água potável e ao saneamento protege a saúde pública. Um relatório da Unicef mostra que, na América Latina e no Caribe, 4,8 milhões de pessoas enfrentam a dupla carga de alta escassez de água e baixos níveis de serviço de água potável. Este é um dos principais fatores de mortalidade entre crianças de 5 anos por doenças evitáveis. Serviços confiáveis atuam como primeira linha de defesa contra enfermidades agravadas pelas mudanças climáticas, incluindo dengue, cólera e leptospirose. A inação agora resultará em maiores custos hospitalares, perdas de produtividade e mortes evitáveis no futuro.

        Integrar água, saneamento e ação climática gera benefícios concretos. Cidades que adotam pavimentos permeáveis, redes de esgoto eficientes ou programas de restauração de bacias melhoram a gestão das águas, a produtividade agrícola e reduzem os impactos de enchentes urbanas. A integração também fortalece a segurança alimentar e energética, pois proteger bacias hidrográficas e expandir o reuso de água é essencial para a agricultura e a geração hidrelétrica – responsável por 60% da eletricidade na América Latina, segundo a IEA. Além dos números, soluções integradas aumentam a confiança social, já que comunidades que experimentam água segura, saneamento confiável e proteção contra desastres tendem a apoiar políticas climáticas mais amplas.

        Para avançar, governos devem definir metas claras e mensuráveis para integrar água, saneamento e clima, apoiadas por investimentos estratégicos e monitoramento eficiente. Além disso, a sociedade civil deve ser empoderada como voz ativa na construção de soluções que impactam suas comunidades.

(Por Muyatwa Sitali. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
Assinale a alternativa cujo emprego das vírgulas justifica-se devido ao adjunto adverbial deslocado e de longa extensão. 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FSA Órgão: FSA-SP Prova: FSA - 2026 - FSA-SP - Bibliotecário |
Q3988669 Português
Texto 1

Radical
Autor: Jéssica Iancoski


só há terra indígena

tudo é do índio


palavras são do índio

terra é do índio

canto é do índio

brasil é do índio


ídios- não há

só há índios


indioleto indioma

indílios indiovidual

indiolatria indiotipo


: tudo é índio- 

Observe o verso:


“tudo é do índio”.


Analise as afirmativas sobre regência verbal e nominal:


I. O verbo “ser” exige, nesse contexto, a preposição “de”, indicando posse ou pertencimento.


II. A expressão “do índio” resulta da contração da preposição “de” com o artigo indefinido “o”.


III. Caso se utilizasse “para o índio”, haveria alteração semântica, indicando destinação em vez de posse.


IV. A regência nominal de “pertencente” seria equivalente à do verbo “ser” nesse contexto: “pertencente ao índio”.


É correto apenas o que se afirma em:

 

Alternativas
Ano: 2026 Banca: FSA Órgão: FSA-SP Prova: FSA - 2026 - FSA-SP - Bibliotecário |
Q3988668 Português
Texto 1

Radical
Autor: Jéssica Iancoski


só há terra indígena

tudo é do índio


palavras são do índio

terra é do índio

canto é do índio

brasil é do índio


ídios- não há

só há índios


indioleto indioma

indílios indiovidual

indiolatria indiotipo


: tudo é índio- 

Leia o trecho do poema:


“palavras são do índio / terra é do índio / canto é do índio”.


Sobre a concordância verbal e nominal nesse trecho, analise as afirmativas. 


I. Em “palavras são do índio”, o verbo concorda corretamente com o sujeito plural.


II. Em “terra é do índio”, o verbo concorda com o sujeito singular, mantendo a norma culta.


III. Em “canto é do índio”, há concordância nominal incorreta, pois o adjetivo deveria estar no plural.


IV. O uso de “são” e “é” demonstra adequação às regras de concordância verbal da língua portuguesa.


É correto apenas o que se afirma em:

 

Alternativas
Ano: 2026 Banca: FSA Órgão: FSA-SP Prova: FSA - 2026 - FSA-SP - Bibliotecário |
Q3988667 Português
Texto 1

Radical
Autor: Jéssica Iancoski


só há terra indígena

tudo é do índio


palavras são do índio

terra é do índio

canto é do índio

brasil é do índio


ídios- não há

só há índios


indioleto indioma

indílios indiovidual

indiolatria indiotipo


: tudo é índio- 
O poema Radical apresenta uma construção marcada pela repetição e pela criação de neologismos, como “indioma” e “indiolatria”. Essa estratégia reforça uma ideia central do texto.

Acerca do texto, avalie as afirmações a seguir: 

I. O texto sugere que a identidade indígena é fundadora e inseparável da própria noção de Brasil.

II. A repetição da expressão “tudo é do índio” enfatiza a ideia de pertencimento e resistência cultural.

III. Os neologismos criados pela autora indicam uma tentativa de dissolver a língua portuguesa na língua indígena, apagando a primeira.

IV. O poema apresenta uma crítica à invisibilidade dos povos indígenas, ao afirmar “ídios – não há / só há índios”.

É correto apenas o que se afirma em:  
Alternativas
Q3988646 Inglês
“In many Brazilian public universities, English instruction has historically prioritized the development of strategic reading abilities, enabling learners to extract relevant information from academic texts in their fields, rather than pursuing full oral fluency.” (Excerpt adapted from: Celani [1988]; Ramos [2005]. “Brazilian ESP tradition”)
The pedagogical orientation described aligns most closely with:
Alternativas
Q3988645 Inglês
“An adequate theory of language pedagogy must extend beyond grammatical mastery and account for the sociocultural rules governing appropriateness, discourse cohesion, and strategic resourcefulness in real-life interaction.” (Excerpt adapted from: Hymes, 1972, On Communicative Competence; Canale & Swain, 1980, Theoretical Bases of Communicative Approaches to Second Language Teaching and Testing.)
The theoretical construct being operationalized in the excerpt is:
Alternativas
Q3988644 Inglês
“In structurally oriented classrooms influenced by audiolingual principles, language is conceptualized primarily as a system of habits to be formed through pattern drills, repetition, and controlled manipulation of grammatical structures, with minimal emphasis on spontaneous interaction.” (Excerpt adapted from: Richards & Rodgers [2001]. Approaches and Methods in Language Teaching)
The pedagogical orientation most accurately characterized in the excerpt corresponds to:
Alternativas
Q3988643 Inglês
During a policy symposium on digital governance in education, a senior advisor stated: “Teachers are navigating unprecedented epistemological shifts, and we must ensure that they receive sustained institutional support if AI is to enhance rather than erode pedagogical integrity.” (Excerpt adapted from: MIT Technology Review [2023].
“How Generative AI Is Reshaping Education”) In formally reporting the advisor’s statement within an academic article written after the event, the grammatically accurate and contextually appropriate transformation would be: 
Alternativas
Q3988642 Inglês
“In policy roundtables, numerous educators have articulated that they wish institutional investment in sustained AI training ______ more systematic, less episodic, and insulated from shifting political agendas.” (Excerpt adapted from: Harvard Graduate School of Education [2023]. “Preparing Teachers for an AI-Driven Future”) The verb form that correctly expresses present regret concerning an unreal state is:
Alternativas
Q3988641 Inglês
“Teachers, ______ professional discernment and pedagogical autonomy remain indispensable within AI-augmented classrooms, must be regarded not as peripheral implementers of policy but as central agents in shaping ethically responsible digital futures.” (Excerpt adapted from: The Conversation [2024]. “Teachers Are Key to Students’ AI Literacy”)
The correct relative determiner that completes the clause is:  
Alternativas
Q3988640 Inglês
“It has been widely acknowledged that, in the absence of robust regulatory oversight, vast repositories of student-generated data ______ in ways that neither educators nor families are able to scrutinize effectively.” (Excerpt adapted from: World Economic Forum [2020]. “Shaping the Future of Learning”)
The grammatically accurate passive construction expressing epistemic possibility is:  
Alternativas
Q3988639 Inglês
“Educational leaders must evaluate ______ the epistemological transformations prompted by AImediated instruction ______ the ethical, legal, and socio-economic ramifications that accompany its systemic integration into formal schooling structures.” (Excerpt adapted from: Brookings Institution [2022]. “AI in Education: Promise and Pitfalls”)
The correlative structure that ensures syntactic parallelism and semantic coordination between equivalent noun phrases is:
Alternativas
Q3988638 Inglês
“Over the past decade, adaptive AI-driven assessment models ______ at an unprecedented pace, progressively reshaping pedagogical methodologies, accountability metrics, and evaluative paradigms across diverse educational jurisdictions.” (Excerpt adapted from: OECD [2021]. “AI and the Future of Skills”)
The verbal phrase that most accurately foregrounds continuity to the present moment is:
Alternativas
Q3988637 Inglês
“If generative AI systems ______ implemented across public education systems without a concomitant expansion of teacher training frameworks and regulatory safeguards, the resulting asymmetries in access and digital literacy may well intensify pre-existing structural inequities rather than mitigate them.” (Excerpt adapted from: UNESCO [2023]. “Guidance for Generative AI in Education and Research”)
The conditional construction that most appropriately conveys formal contingency in institutional discourse is:
Alternativas
Q3988636 Inglês
     With the rapid advancement of generative artificial intelligence (GenAI), teachers have been thrust into a new and ever-shifting classroom reality. The public, including many students, now has widespread access to GenAI tools and large language models (LLMs). Students sometimes use these tools with schoolwork. School boards have taken different approaches to regulating or integrating tech in classrooms. Teachers, meanwhile, find themselves responding to these paradigm shifts while juggling student needs and wider expectations AI raises.

     There are many questions about the purpose of education, including questions around academic integrity and how education can uphold fairness and equity. Questions include: How can students successfully navigate the use of these tools safely, effectively and ethically? How can schools prepare students for the future as organizations and institutions scramble to determine how to respond to or integrate aspects of AI? Will harnessing AI’s potential impact critical thinking and other cognitive skills? Teachers are uniquely positioned to help guide students as they grapple with the existential and social implications of AI alongside practical concerns for their own and students’ futures. Teachers cannot face this complex challenge alone — they need support and to feel skilled and empowered to fulfil this important role.

      There’s a growing international consensus echoed by calls to action that teachers are essential players as learners develop AI literacy. Despite growing resources, the development of AI technology continues to outpace implementation support and essential training for teachers. This widening gap between teacher competencies and the demands of an AI-infused classroom is unsustainable. This is not merely about keeping pace with technology; it’s about equipping teachers to guide the next generation in a world transformed by AI. By empowering teachers with skills and confidence in AI use, they can continue to guide students and shape students’ critical and responsible engagement with this technology.

      Teachers cannot do this alone. Successfully integrating AI into education requires a concerted and collaborative effort from all stakeholders within the educational ecosystem. Together, these partners can help establish clear, strategic mandates for AI integration and dedicate robust funding for essential tools and comprehensive training and research to foster innovative spaces where educators and researchers can experiment and study practices. Research is needed to assess the broader effects of AI use, for example, on critical thinking and cognitive offloading, to evaluate and understand the impacts of this technology in education. Supports are needed to ensure that AI adoption is not haphazard, but strategic and equitable across all jurisdictions.

    Implementation should also consider teacher burnout and the existing responsibilities that teachers carry. What can be removed, and what robust supports can be provided so teachers can take this on without compromising their wellbeing or effectiveness? It’s time for policymakers to recognize that investing in teachers is one of the most powerful ways we can invest in our students and in a better future for all of us.


Taken and adapted from:
https://theconversation.com/teachers-are-key-to
students-ai-literacy-and-need-support-260390
Throughout the text, the author progressively moves from describing the rapid expansion of generative AI in education (paragraph 1), to raising ethical and pedagogical concerns (paragraph 2), to identifying systemic gaps in training (paragraph 3), and finally to advocating coordinated policy investment (paragraphs 4 and 5). This progression indicates that the author’s primary argumentative strategy consists of:
Alternativas
Respostas
19601: D
19602: A
19603: B
19604: A
19605: C
19606: C
19607: D
19608: B
19609: C
19610: D
19611: A
19612: C
19613: B
19614: D
19615: C
19616: B
19617: B
19618: A
19619: C
19620: D