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Q4016525 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


Resumo


Dualidade e fragmentação no ensino médio e na educação profissional devem ser compreendidas não apenas na sua expressão atual, mas também nas suas raízes sociais – a estrutura secular da sociedade de classes e de implantação do capitalismo. Uma visão da totalidade social evidencia o sentido da disputa do consenso na sociedade e dos recursos públicos para a educação profissional reduzida ao mercado ou à travessia acidentada para a educação unitária, omnilateral, politécnica, de formação integrada entre o ensino médio e a educação profissional como política pública.


Palavras-chave: Ensino médio. Educação profissional. Dualidade. Fragmentação.


CIAVATTA, M.; RAMOS, M. Ensino Médio e Educação Profissional no Brasil: dualidade e fragmentação. Retratos da Escola, [S. l.], v. 5, n. 8, p. 27–41, 2012. DOI: 10.22420/rde. v5i8.45. Disponível em: https://retratosdaescola.emnuvens. com.br/rde/article/view/45. Acesso em: 3 fev. 2026.

Com base nas convenções do gênero resumo científico (normatizado no Brasil pela ABNT NBR 6028) e na análise da organização retórico - discursiva do fragmento apresentado, assinale a alternativa que define CORRETAMENTE sua tipologia e funcionalidade:
Alternativas
Q4016524 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


"O garrafeiro"


o garrafeiro era apenas um homem

que sobrava das ruas

também sujo de terra e esquecido

como as garrafas e cacos no quintal


suas mãos de cuidado

tangiam aranhas, lagartixas

e vez por outra

um escorpião afiado


depois arrumava as garrafas

lado a lado

âmbares, azuis, verdes, transparentes,

num arco-íris pobre

"essas são de vinho tinto"

dizia-me ele embriagado de vazios

e as de fundo côncavo serviam

para pescar piabas no Poti


o mundo é duro e frágil, eu aprendia

mas nele lições pequenas eternizam

piabas prateadas nas garrafas

como rútilos presos nos cristais


VILHENA, Graça. PEDRA DE CANTARIA. Teresina: Nova

                                           Aliança e Entretextos, 2013. 

No verso “dizia-me ele embriagado de vazios”, o pronome oblíquo átono “me” aparece em posição enclítica. Com base nas normas da gramática tradicional sobre a colocação pronominal, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4016523 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


"O garrafeiro"


o garrafeiro era apenas um homem

que sobrava das ruas

também sujo de terra e esquecido

como as garrafas e cacos no quintal


suas mãos de cuidado

tangiam aranhas, lagartixas

e vez por outra

um escorpião afiado


depois arrumava as garrafas

lado a lado

âmbares, azuis, verdes, transparentes,

num arco-íris pobre

"essas são de vinho tinto"

dizia-me ele embriagado de vazios

e as de fundo côncavo serviam

para pescar piabas no Poti


o mundo é duro e frágil, eu aprendia

mas nele lições pequenas eternizam

piabas prateadas nas garrafas

como rútilos presos nos cristais


VILHENA, Graça. PEDRA DE CANTARIA. Teresina: Nova

                                           Aliança e Entretextos, 2013. 

Considerando os processos de formação de palavras na língua portuguesa, analise as afirmações abaixo sobre o vocábulo garrafeiro, assinalando V para as VERDADEIRAS e F para as FALSAS:
(  ) O vocábulo é formado por derivação sufixal, em que o sufixo -eiro é anexado ao radical nominal garraf-.
(  ) A palavra exemplifica um processo de parassíntese, uma vez que exige a presença simultânea de um prefixo e um sufixo para ter sentido.
(  ) O sufixo -eiro presente na palavra exerce a função semântica de indicar profissão, ocupação ou agente.
(  ) Trata-se de um caso de composição por justaposição, pois une dois radicais com autonomia de significado na língua.
(  ) Do ponto de vista morfológico, a palavra deriva de um substantivo (garrafa) para formar outro substantivo (garrafeiro).
A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4016522 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


"O garrafeiro"


o garrafeiro era apenas um homem

que sobrava das ruas

também sujo de terra e esquecido

como as garrafas e cacos no quintal


suas mãos de cuidado

tangiam aranhas, lagartixas

e vez por outra

um escorpião afiado


depois arrumava as garrafas

lado a lado

âmbares, azuis, verdes, transparentes,

num arco-íris pobre

"essas são de vinho tinto"

dizia-me ele embriagado de vazios

e as de fundo côncavo serviam

para pescar piabas no Poti


o mundo é duro e frágil, eu aprendia

mas nele lições pequenas eternizam

piabas prateadas nas garrafas

como rútilos presos nos cristais


VILHENA, Graça. PEDRA DE CANTARIA. Teresina: Nova

                                           Aliança e Entretextos, 2013. 

Mantendo o sentido original e a carga semântica do Texto, a palavra que melhor substitui o vocábulo rútilos do verso “como rútilos presos nos cristais” é:
Alternativas
Q4016521 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


"O garrafeiro"


o garrafeiro era apenas um homem

que sobrava das ruas

também sujo de terra e esquecido

como as garrafas e cacos no quintal


suas mãos de cuidado

tangiam aranhas, lagartixas

e vez por outra

um escorpião afiado


depois arrumava as garrafas

lado a lado

âmbares, azuis, verdes, transparentes,

num arco-íris pobre

"essas são de vinho tinto"

dizia-me ele embriagado de vazios

e as de fundo côncavo serviam

para pescar piabas no Poti


o mundo é duro e frágil, eu aprendia

mas nele lições pequenas eternizam

piabas prateadas nas garrafas

como rútilos presos nos cristais


VILHENA, Graça. PEDRA DE CANTARIA. Teresina: Nova

                                           Aliança e Entretextos, 2013. 

Embora seja um texto literário escrito em versos (gênero poema), o texto "O garrafeiro", da contista e poetisa piauiense Graça Vilhena, apresenta predominância de características da tipologia textual:
Alternativas
Q4016520 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


"O garrafeiro"


o garrafeiro era apenas um homem

que sobrava das ruas

também sujo de terra e esquecido

como as garrafas e cacos no quintal


suas mãos de cuidado

tangiam aranhas, lagartixas

e vez por outra

um escorpião afiado


depois arrumava as garrafas

lado a lado

âmbares, azuis, verdes, transparentes,

num arco-íris pobre

"essas são de vinho tinto"

dizia-me ele embriagado de vazios

e as de fundo côncavo serviam

para pescar piabas no Poti


o mundo é duro e frágil, eu aprendia

mas nele lições pequenas eternizam

piabas prateadas nas garrafas

como rútilos presos nos cristais


VILHENA, Graça. PEDRA DE CANTARIA. Teresina: Nova

                                           Aliança e Entretextos, 2013. 

No poema "O garrafeiro", de Graça Vilhena, a construção da imagem do personagem central e sua relação com o mundo circundante pauta-se por uma série de informações implícitas que orientam a interpretação do leitor. Ao analisar os pressupostos e subentendidos que sustentam a tessitura poética, depreende-se que:
Alternativas
Q4016519 Literatura

TEXTO PARA A QUESTÃO


"O garrafeiro"


o garrafeiro era apenas um homem

que sobrava das ruas

também sujo de terra e esquecido

como as garrafas e cacos no quintal


suas mãos de cuidado

tangiam aranhas, lagartixas

e vez por outra

um escorpião afiado


depois arrumava as garrafas

lado a lado

âmbares, azuis, verdes, transparentes,

num arco-íris pobre

"essas são de vinho tinto"

dizia-me ele embriagado de vazios

e as de fundo côncavo serviam

para pescar piabas no Poti


o mundo é duro e frágil, eu aprendia

mas nele lições pequenas eternizam

piabas prateadas nas garrafas

como rútilos presos nos cristais


VILHENA, Graça. PEDRA DE CANTARIA. Teresina: Nova

                                           Aliança e Entretextos, 2013. 

No poema "O garrafeiro", a poetisa piauiense Graça Vilhena constrói um retrato lírico que ultrapassa a mera descrição de um ofício marginalizado. A análise da relação entre o eu lírico, a figura do garrafeiro e os objetos que compõem o cenário permite afirmar que a unidade de sentido do texto se fundamenta em:
Alternativas
Q4016518 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


                                                             

https://zinecultural.com/blog/melhores-tirinhas-da-mafalda. Acesso em jan. 2026.

Sob a óptica da gramática normativa e da análise sintática do período composto, a palavra em destaque do enunciado “Quando eu vejo um pobre fico com o coração apertado!”, da personagem Mafalda, no texto de Quino, é classificada como:
Alternativas
Q4016517 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


                                                             

https://zinecultural.com/blog/melhores-tirinhas-da-mafalda. Acesso em jan. 2026.

Na sentença do terceiro quadro — "Deviam dar casa, trabalho, proteção e bem-estar aos pobres!" — ocorre uma locução verbal. Do ponto de vista da sintaxe funcional e da predicação, assinale a alternativa que analisa CORRETAMENTE essa estrutura:
Alternativas
Q4016516 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


                                                             

https://zinecultural.com/blog/melhores-tirinhas-da-mafalda. Acesso em jan. 2026.

Considerando o fator de textualidade Informatividade, analise a construção discursiva do Texto e assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4016515 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


                                                             

https://zinecultural.com/blog/melhores-tirinhas-da-mafalda. Acesso em jan. 2026.

No que tange aos mecanismos de coesão textual empregados no Texto, a articulação entre os enunciados revela uma estruturação pautada na economia linguística e na manutenção da referência. Analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4016514 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


                                                             

https://zinecultural.com/blog/melhores-tirinhas-da-mafalda. Acesso em jan. 2026.

A coerência de um texto não reside apenas em sua estrutura linear, mas na capacidade do leitor de reconstruir o sentido a partir de inferências e do conhecimento de mundo. Sobre a construção da coerência no Texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4016513 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


                                                             

https://zinecultural.com/blog/melhores-tirinhas-da-mafalda. Acesso em jan. 2026.

Analise o projeto discursivo do texto de Quino, apresentado acima, considerando os fatores de textualidade, especificamente a intencionalidade, e assinale a alternativa CORRETA que apresenta o objetivo principal que orienta a construção do texto.
Alternativas
Q4015647 Redação Oficial
A comunicação administrativa evoluiu para modelos de simplificação e uniformidade, buscando eliminar distinções que não agregam valor à eficiência pública. Com base nas normas vigentes de Redação Oficial e na prática da gestão documental, assinale a alternativa que descreve corretamente a distinção técnica atual entre ofício e memorando:
Alternativas
Q4015622 Português
TEXTO DE APOIO

O Labirinto da Informação e a Erosão da Pragmática Ética

A contemporaneidade assiste a um fenômeno singular: a hipertrofia do acesso à informação concomitante a uma atrofia da capacidade analítica. Sob a égide de uma celeridade digital que não admite hiatos, as instituições — e os indivíduos que as operacionalizam — converteram a eficiência, outrora um meio operacional, em um fim teleológico absoluto. Vivemos a era do "entregável", onde a velocidade da resposta suplanta a densidade do conteúdo, e o pragmatismo rasteiro substitui a maturação necessária ao pensamento crítico. Esse cenário estabelece um paradoxo epistemológico: dispomos de um volume de dados sem precedentes, todavia, parecemos cada vez menos aptos a converter esse amálgama informativo em conhecimento estruturado e aplicado.

Nesse ecossistema de urgências, a exacerbação da produtividade muitas vezes atua como uma cortina de fumaça para uma estagnação reflexiva. Onde o olhar deveria deter-se para perscrutar as nuances e as contradições intrínsecas à realidade social e jurídica, impõe-se a lógica do algoritmo, que premia a obviedade replicável e pune a hesitação analítica. Não se trata, contudo, de um manifesto de resistência tecnofóbica; a tecnologia é ferramenta indispensável. O cerne da crise reside na submissão acrítica aos seus imperativos de velocidade, o que gera uma "miopia de gestão". Quando a rapidez se torna o único critério de excelência, negligenciam-se os fundamentos éticos e a visão de longo prazo, elementos que deveriam alicerçar a verdadeira liderança e a administração pública de alta performance. A consequência mais nefasta dessa dinâmica é a erosão da capacidade de síntese. Fragmentados por notificações e demandas simultâneas, os gestores perdem a habilidade de conectar pontos distantes, resultando em decisões paliativas que atacam sintomas, mas preservam as patologias estruturais. O conhecimento, que exige tempo de fermentação e confronto de ideias, é trocado pela conveniência da opinião pronta. Assim, o intelectual e o técnico são empurrados para as margens, enquanto o "operador de fluxos" assume o protagonismo. Reverter essa tendência exige mais do que novas métricas; demanda uma revalorização do ócio criativo e do rigor intelectual como pilares da competência profissional, sob pena de transformarmos nossas instituições em engrenagens perfeitas de um sistema vazio de propósito.
Assinale a alternativa que apresenta a concordância nominal CORRETA, conforme a norma-padrão: 
Alternativas
Q4015621 Português
TEXTO DE APOIO

O Labirinto da Informação e a Erosão da Pragmática Ética

A contemporaneidade assiste a um fenômeno singular: a hipertrofia do acesso à informação concomitante a uma atrofia da capacidade analítica. Sob a égide de uma celeridade digital que não admite hiatos, as instituições — e os indivíduos que as operacionalizam — converteram a eficiência, outrora um meio operacional, em um fim teleológico absoluto. Vivemos a era do "entregável", onde a velocidade da resposta suplanta a densidade do conteúdo, e o pragmatismo rasteiro substitui a maturação necessária ao pensamento crítico. Esse cenário estabelece um paradoxo epistemológico: dispomos de um volume de dados sem precedentes, todavia, parecemos cada vez menos aptos a converter esse amálgama informativo em conhecimento estruturado e aplicado.

Nesse ecossistema de urgências, a exacerbação da produtividade muitas vezes atua como uma cortina de fumaça para uma estagnação reflexiva. Onde o olhar deveria deter-se para perscrutar as nuances e as contradições intrínsecas à realidade social e jurídica, impõe-se a lógica do algoritmo, que premia a obviedade replicável e pune a hesitação analítica. Não se trata, contudo, de um manifesto de resistência tecnofóbica; a tecnologia é ferramenta indispensável. O cerne da crise reside na submissão acrítica aos seus imperativos de velocidade, o que gera uma "miopia de gestão". Quando a rapidez se torna o único critério de excelência, negligenciam-se os fundamentos éticos e a visão de longo prazo, elementos que deveriam alicerçar a verdadeira liderança e a administração pública de alta performance. A consequência mais nefasta dessa dinâmica é a erosão da capacidade de síntese. Fragmentados por notificações e demandas simultâneas, os gestores perdem a habilidade de conectar pontos distantes, resultando em decisões paliativas que atacam sintomas, mas preservam as patologias estruturais. O conhecimento, que exige tempo de fermentação e confronto de ideias, é trocado pela conveniência da opinião pronta. Assim, o intelectual e o técnico são empurrados para as margens, enquanto o "operador de fluxos" assume o protagonismo. Reverter essa tendência exige mais do que novas métricas; demanda uma revalorização do ócio criativo e do rigor intelectual como pilares da competência profissional, sob pena de transformarmos nossas instituições em engrenagens perfeitas de um sistema vazio de propósito.
A grafia correta dos vocábulos na língua portuguesa deve observar as normas estabelecidas pelo Acordo Ortográfico vigente e as orientações do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP).
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente:
Alternativas
Q4015620 Português
TEXTO DE APOIO

O Labirinto da Informação e a Erosão da Pragmática Ética

A contemporaneidade assiste a um fenômeno singular: a hipertrofia do acesso à informação concomitante a uma atrofia da capacidade analítica. Sob a égide de uma celeridade digital que não admite hiatos, as instituições — e os indivíduos que as operacionalizam — converteram a eficiência, outrora um meio operacional, em um fim teleológico absoluto. Vivemos a era do "entregável", onde a velocidade da resposta suplanta a densidade do conteúdo, e o pragmatismo rasteiro substitui a maturação necessária ao pensamento crítico. Esse cenário estabelece um paradoxo epistemológico: dispomos de um volume de dados sem precedentes, todavia, parecemos cada vez menos aptos a converter esse amálgama informativo em conhecimento estruturado e aplicado.

Nesse ecossistema de urgências, a exacerbação da produtividade muitas vezes atua como uma cortina de fumaça para uma estagnação reflexiva. Onde o olhar deveria deter-se para perscrutar as nuances e as contradições intrínsecas à realidade social e jurídica, impõe-se a lógica do algoritmo, que premia a obviedade replicável e pune a hesitação analítica. Não se trata, contudo, de um manifesto de resistência tecnofóbica; a tecnologia é ferramenta indispensável. O cerne da crise reside na submissão acrítica aos seus imperativos de velocidade, o que gera uma "miopia de gestão". Quando a rapidez se torna o único critério de excelência, negligenciam-se os fundamentos éticos e a visão de longo prazo, elementos que deveriam alicerçar a verdadeira liderança e a administração pública de alta performance. A consequência mais nefasta dessa dinâmica é a erosão da capacidade de síntese. Fragmentados por notificações e demandas simultâneas, os gestores perdem a habilidade de conectar pontos distantes, resultando em decisões paliativas que atacam sintomas, mas preservam as patologias estruturais. O conhecimento, que exige tempo de fermentação e confronto de ideias, é trocado pela conveniência da opinião pronta. Assim, o intelectual e o técnico são empurrados para as margens, enquanto o "operador de fluxos" assume o protagonismo. Reverter essa tendência exige mais do que novas métricas; demanda uma revalorização do ócio criativo e do rigor intelectual como pilares da competência profissional, sob pena de transformarmos nossas instituições em engrenagens perfeitas de um sistema vazio de propósito.
A correta correlação entre os tempos e modos verbais é condição essencial para a coesão e a precisão semântica de textos formais. O emprego de uma forma verbal deve harmonizar-se com a estrutura do enunciado, respeitando as noções de faticidade (Indicativo), hipótese (Subjuntivo) ou ordem (Imperativo).
Analise as proposições abaixo sob a ótica da normapadrão:
I. Se a auditoria DETIVESSE provas concretas de malversação, o processo seguiria para a corregedoria imediatamente.
II. É necessário que o gestor REVEJA os critérios de alocação de recursos antes que o semestre se encerre.
III. Caso o relator MANTIVESSE sua postura de isenção, a decisão não seria questionada pelas partes interessadas.
IV. Quando os diretores PROPOREM as novas cláusulas contratuais, haverá uma assembleia extraordinária.

Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições com a flexão verbal CORRETA:
Alternativas
Q4015619 Português
TEXTO DE APOIO

O Labirinto da Informação e a Erosão da Pragmática Ética

A contemporaneidade assiste a um fenômeno singular: a hipertrofia do acesso à informação concomitante a uma atrofia da capacidade analítica. Sob a égide de uma celeridade digital que não admite hiatos, as instituições — e os indivíduos que as operacionalizam — converteram a eficiência, outrora um meio operacional, em um fim teleológico absoluto. Vivemos a era do "entregável", onde a velocidade da resposta suplanta a densidade do conteúdo, e o pragmatismo rasteiro substitui a maturação necessária ao pensamento crítico. Esse cenário estabelece um paradoxo epistemológico: dispomos de um volume de dados sem precedentes, todavia, parecemos cada vez menos aptos a converter esse amálgama informativo em conhecimento estruturado e aplicado.

Nesse ecossistema de urgências, a exacerbação da produtividade muitas vezes atua como uma cortina de fumaça para uma estagnação reflexiva. Onde o olhar deveria deter-se para perscrutar as nuances e as contradições intrínsecas à realidade social e jurídica, impõe-se a lógica do algoritmo, que premia a obviedade replicável e pune a hesitação analítica. Não se trata, contudo, de um manifesto de resistência tecnofóbica; a tecnologia é ferramenta indispensável. O cerne da crise reside na submissão acrítica aos seus imperativos de velocidade, o que gera uma "miopia de gestão". Quando a rapidez se torna o único critério de excelência, negligenciam-se os fundamentos éticos e a visão de longo prazo, elementos que deveriam alicerçar a verdadeira liderança e a administração pública de alta performance. A consequência mais nefasta dessa dinâmica é a erosão da capacidade de síntese. Fragmentados por notificações e demandas simultâneas, os gestores perdem a habilidade de conectar pontos distantes, resultando em decisões paliativas que atacam sintomas, mas preservam as patologias estruturais. O conhecimento, que exige tempo de fermentação e confronto de ideias, é trocado pela conveniência da opinião pronta. Assim, o intelectual e o técnico são empurrados para as margens, enquanto o "operador de fluxos" assume o protagonismo. Reverter essa tendência exige mais do que novas métricas; demanda uma revalorização do ócio criativo e do rigor intelectual como pilares da competência profissional, sob pena de transformarmos nossas instituições em engrenagens perfeitas de um sistema vazio de propósito.
No processo de subordinação, a análise rigorosa exige a identificação da função sintática que a oração subordinada desempenha em relação à oração principal. As Substantivas integram o sentido da principal; as Adjetivas qualificam um substantivo; e as Adverbiais estabelecem o nexo circunstancial (lógico) do enunciado.
Analise as orações destacadas nas proposições abaixo:
I. Convém ao interesse público que todos os processos de licitação sejam transparentes.
II. Os servidores tinham a convicção de que as novas metas seriam atingidas até o final do ano.
III. O projeto é tão ambicioso que os investidores decidiram triplicar o aporte de capital.
IV. Os cidadãos, que buscam por justiça e celeridade, devem acompanhar os trâmites do processo.

Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta e respectiva das orações em destaque:
Alternativas
Q4015618 Português
TEXTO DE APOIO

O Labirinto da Informação e a Erosão da Pragmática Ética

A contemporaneidade assiste a um fenômeno singular: a hipertrofia do acesso à informação concomitante a uma atrofia da capacidade analítica. Sob a égide de uma celeridade digital que não admite hiatos, as instituições — e os indivíduos que as operacionalizam — converteram a eficiência, outrora um meio operacional, em um fim teleológico absoluto. Vivemos a era do "entregável", onde a velocidade da resposta suplanta a densidade do conteúdo, e o pragmatismo rasteiro substitui a maturação necessária ao pensamento crítico. Esse cenário estabelece um paradoxo epistemológico: dispomos de um volume de dados sem precedentes, todavia, parecemos cada vez menos aptos a converter esse amálgama informativo em conhecimento estruturado e aplicado.

Nesse ecossistema de urgências, a exacerbação da produtividade muitas vezes atua como uma cortina de fumaça para uma estagnação reflexiva. Onde o olhar deveria deter-se para perscrutar as nuances e as contradições intrínsecas à realidade social e jurídica, impõe-se a lógica do algoritmo, que premia a obviedade replicável e pune a hesitação analítica. Não se trata, contudo, de um manifesto de resistência tecnofóbica; a tecnologia é ferramenta indispensável. O cerne da crise reside na submissão acrítica aos seus imperativos de velocidade, o que gera uma "miopia de gestão". Quando a rapidez se torna o único critério de excelência, negligenciam-se os fundamentos éticos e a visão de longo prazo, elementos que deveriam alicerçar a verdadeira liderança e a administração pública de alta performance. A consequência mais nefasta dessa dinâmica é a erosão da capacidade de síntese. Fragmentados por notificações e demandas simultâneas, os gestores perdem a habilidade de conectar pontos distantes, resultando em decisões paliativas que atacam sintomas, mas preservam as patologias estruturais. O conhecimento, que exige tempo de fermentação e confronto de ideias, é trocado pela conveniência da opinião pronta. Assim, o intelectual e o técnico são empurrados para as margens, enquanto o "operador de fluxos" assume o protagonismo. Reverter essa tendência exige mais do que novas métricas; demanda uma revalorização do ócio criativo e do rigor intelectual como pilares da competência profissional, sob pena de transformarmos nossas instituições em engrenagens perfeitas de um sistema vazio de propósito.
A análise sintática exige a distinção rigorosa entre as unidades de estruturação do pensamento: a FRASE, como enunciado de sentido completo (nominal ou verbal); a ORAÇÃO, como unidade organizada obrigatoriamente em torno de um núcleo verbal; e o PERÍODO, como unidade iniciada por letra maiúscula e encerrada por pontuação final, podendo ser classificado como simples ou composto.
Analise as proposições abaixo sob a ótica da norma-padrão:
I. "Quanta perspicácia e retidão nas decisões do magistrado durante o julgamento!"
II. "Os auditores do tribunal pretendiam analisar detidamente os fluxos de caixa da autarquia."
III. "Houve, devido a inconsistências orçamentárias, sérios entraves ao prosseguimento da licitação."
IV. "O veredito foi proferido, os réus silenciaram e a sessão, por fim, encerrou-se."

Assinale a alternativa que apresenta a classificação correta e respectiva das estruturas acima: 
Alternativas
Q4015617 Português
TEXTO DE APOIO

O Labirinto da Informação e a Erosão da Pragmática Ética

A contemporaneidade assiste a um fenômeno singular: a hipertrofia do acesso à informação concomitante a uma atrofia da capacidade analítica. Sob a égide de uma celeridade digital que não admite hiatos, as instituições — e os indivíduos que as operacionalizam — converteram a eficiência, outrora um meio operacional, em um fim teleológico absoluto. Vivemos a era do "entregável", onde a velocidade da resposta suplanta a densidade do conteúdo, e o pragmatismo rasteiro substitui a maturação necessária ao pensamento crítico. Esse cenário estabelece um paradoxo epistemológico: dispomos de um volume de dados sem precedentes, todavia, parecemos cada vez menos aptos a converter esse amálgama informativo em conhecimento estruturado e aplicado.

Nesse ecossistema de urgências, a exacerbação da produtividade muitas vezes atua como uma cortina de fumaça para uma estagnação reflexiva. Onde o olhar deveria deter-se para perscrutar as nuances e as contradições intrínsecas à realidade social e jurídica, impõe-se a lógica do algoritmo, que premia a obviedade replicável e pune a hesitação analítica. Não se trata, contudo, de um manifesto de resistência tecnofóbica; a tecnologia é ferramenta indispensável. O cerne da crise reside na submissão acrítica aos seus imperativos de velocidade, o que gera uma "miopia de gestão". Quando a rapidez se torna o único critério de excelência, negligenciam-se os fundamentos éticos e a visão de longo prazo, elementos que deveriam alicerçar a verdadeira liderança e a administração pública de alta performance. A consequência mais nefasta dessa dinâmica é a erosão da capacidade de síntese. Fragmentados por notificações e demandas simultâneas, os gestores perdem a habilidade de conectar pontos distantes, resultando em decisões paliativas que atacam sintomas, mas preservam as patologias estruturais. O conhecimento, que exige tempo de fermentação e confronto de ideias, é trocado pela conveniência da opinião pronta. Assim, o intelectual e o técnico são empurrados para as margens, enquanto o "operador de fluxos" assume o protagonismo. Reverter essa tendência exige mais do que novas métricas; demanda uma revalorização do ócio criativo e do rigor intelectual como pilares da competência profissional, sob pena de transformarmos nossas instituições em engrenagens perfeitas de um sistema vazio de propósito.
A tese central defendida no texto converge para a necessidade premente de uma reforma na cultura institucional. De acordo com o fechamento do texto, a "engrenagem perfeita de um sistema vazio de propósito" seria evitada através da:
Alternativas
Respostas
18301: C
18302: A
18303: A
18304: C
18305: E
18306: B
18307: C
18308: E
18309: B
18310: D
18311: A
18312: C
18313: C
18314: D
18315: B
18316: C
18317: D
18318: A
18319: A
18320: C