Questões de Concurso Para letras

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Q3964546 Português

Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.



(Adaptado de: Bárbara Primavera. Praia anoitecendo. Disponivel em: https://florescerpoesia.blogspot.com/2025/03/prala-anoitecendo.html)

A virgula em “Foi sempre pequeno, e eu com tanto sentir" indica uma
Alternativas
Q3964545 Português

Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.



(Adaptado de: Bárbara Primavera. Praia anoitecendo. Disponivel em: https://florescerpoesia.blogspot.com/2025/03/prala-anoitecendo.html)

Nos versos “espero mesmo /que a gente continue se desencontrando" a correlação verbal expressa
Alternativas
Q3964544 Português

Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.



(Adaptado de: Bárbara Primavera. Praia anoitecendo. Disponivel em: https://florescerpoesia.blogspot.com/2025/03/prala-anoitecendo.html)

O sentido geral do poema se constitui predominantemente em torno de
Alternativas
Q3964543 Português

Atenção: Para responder à questão, leia o texto abaixo.



(Adaptado de: Bárbara Primavera. Praia anoitecendo. Disponivel em: https://florescerpoesia.blogspot.com/2025/03/prala-anoitecendo.html)

A oposição entre “oceano" e barco pequeno" articula-se por meio de
Alternativas
Q3964487 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


[Em busca da origem da desigualdade social]


    A pesquisa que culminou na escrita deste livro - O despertar de tudo -começou quase uma década atrás, basicamente como uma forma de brincadeira. No princípio, nós nos lançamos a isso, cabe reconhecer, num espírito de ligeiro desvio das nossas responsabilidades acadêmicas mais "sérias". Acima de tudo, estávamos curiosos para ver como as novas evidências arqueológicas que se acumularam nas três últimas décadas poderiam modificar nossas concepções dos primórdios da história humana, sobretudo os aspectos associados às discussões sobre as origens da desigualdade social.

    Não demorou, contudo, para se tornar óbvia a potencial relevância do que estávamos empreendendo, pois quase ninguém mais em nossas disciplinas parece dedicado a esse trabalho de síntese. Com frequência ficamos surpresos ao buscar em vão por livros que supúnhamos existir, mas que na verdade sequer haviam sido escritos -por exemplo, compêndios das cidades primitivas desprovidas de governos fortes, exercidos de cima para baixo, ou relatos de processos democráticos de tomada de decisão na Africa ou na América.

    No final, concluímos que essa relutância em sintetizar informações básicas não se devia apenas a uma reticência por parte de pesquisadores: tratava-se apenas da inexistência de uma linguagem apropriada para dar conta de determinadas estruturas sociais. Como, por exemplo, nos referirmos a uma "cidade desprovida de estruturas de governo de cima para baixo"?

    No momento, ainda não há um termo de aceitação geral. Nos arriscaríamos a chamar isso de "democracia"? Ou 'república"? Caberia dizer "cidade igualitária"? Mas isso implicaria o ônus de provar que a cidade era "de fato" igualitária -o que significaria, na prática, demonstrar que nenhum elemento de desigualdade estrutural estava presente em qualquer aspecto da vida de seus habitantes, incluindo grupos familiares e práticas religiosas. Dada a raridade, ou mesmo inexistência de tais evidências, seria inevitável a conclusão de que afinal essas cidades não tinham nada de igualitário. Trata-se, enfim, de considerar que a existência de civilizações originalmente não marcadas pela desigualdade social pode não ser mais do que um mito a ser desmontado. 


(Adaptado de: GRAEBER, David, e WENGROW, David. O despertar de tudo. São Paulo: Companhia das Letras, 2022, p. 552)
As formas verbais estão corretamente flexionadas e há presença de voz passiva na frase:
Alternativas
Q3964486 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


[Em busca da origem da desigualdade social]


    A pesquisa que culminou na escrita deste livro - O despertar de tudo -começou quase uma década atrás, basicamente como uma forma de brincadeira. No princípio, nós nos lançamos a isso, cabe reconhecer, num espírito de ligeiro desvio das nossas responsabilidades acadêmicas mais "sérias". Acima de tudo, estávamos curiosos para ver como as novas evidências arqueológicas que se acumularam nas três últimas décadas poderiam modificar nossas concepções dos primórdios da história humana, sobretudo os aspectos associados às discussões sobre as origens da desigualdade social.

    Não demorou, contudo, para se tornar óbvia a potencial relevância do que estávamos empreendendo, pois quase ninguém mais em nossas disciplinas parece dedicado a esse trabalho de síntese. Com frequência ficamos surpresos ao buscar em vão por livros que supúnhamos existir, mas que na verdade sequer haviam sido escritos -por exemplo, compêndios das cidades primitivas desprovidas de governos fortes, exercidos de cima para baixo, ou relatos de processos democráticos de tomada de decisão na Africa ou na América.

    No final, concluímos que essa relutância em sintetizar informações básicas não se devia apenas a uma reticência por parte de pesquisadores: tratava-se apenas da inexistência de uma linguagem apropriada para dar conta de determinadas estruturas sociais. Como, por exemplo, nos referirmos a uma "cidade desprovida de estruturas de governo de cima para baixo"?

    No momento, ainda não há um termo de aceitação geral. Nos arriscaríamos a chamar isso de "democracia"? Ou 'república"? Caberia dizer "cidade igualitária"? Mas isso implicaria o ônus de provar que a cidade era "de fato" igualitária -o que significaria, na prática, demonstrar que nenhum elemento de desigualdade estrutural estava presente em qualquer aspecto da vida de seus habitantes, incluindo grupos familiares e práticas religiosas. Dada a raridade, ou mesmo inexistência de tais evidências, seria inevitável a conclusão de que afinal essas cidades não tinham nada de igualitário. Trata-se, enfim, de considerar que a existência de civilizações originalmente não marcadas pela desigualdade social pode não ser mais do que um mito a ser desmontado. 


(Adaptado de: GRAEBER, David, e WENGROW, David. O despertar de tudo. São Paulo: Companhia das Letras, 2022, p. 552)
Está inteiramente adequada a pontuação da seguinte frase:
Alternativas
Q3964485 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


[Em busca da origem da desigualdade social]


    A pesquisa que culminou na escrita deste livro - O despertar de tudo -começou quase uma década atrás, basicamente como uma forma de brincadeira. No princípio, nós nos lançamos a isso, cabe reconhecer, num espírito de ligeiro desvio das nossas responsabilidades acadêmicas mais "sérias". Acima de tudo, estávamos curiosos para ver como as novas evidências arqueológicas que se acumularam nas três últimas décadas poderiam modificar nossas concepções dos primórdios da história humana, sobretudo os aspectos associados às discussões sobre as origens da desigualdade social.

    Não demorou, contudo, para se tornar óbvia a potencial relevância do que estávamos empreendendo, pois quase ninguém mais em nossas disciplinas parece dedicado a esse trabalho de síntese. Com frequência ficamos surpresos ao buscar em vão por livros que supúnhamos existir, mas que na verdade sequer haviam sido escritos -por exemplo, compêndios das cidades primitivas desprovidas de governos fortes, exercidos de cima para baixo, ou relatos de processos democráticos de tomada de decisão na Africa ou na América.

    No final, concluímos que essa relutância em sintetizar informações básicas não se devia apenas a uma reticência por parte de pesquisadores: tratava-se apenas da inexistência de uma linguagem apropriada para dar conta de determinadas estruturas sociais. Como, por exemplo, nos referirmos a uma "cidade desprovida de estruturas de governo de cima para baixo"?

    No momento, ainda não há um termo de aceitação geral. Nos arriscaríamos a chamar isso de "democracia"? Ou 'república"? Caberia dizer "cidade igualitária"? Mas isso implicaria o ônus de provar que a cidade era "de fato" igualitária -o que significaria, na prática, demonstrar que nenhum elemento de desigualdade estrutural estava presente em qualquer aspecto da vida de seus habitantes, incluindo grupos familiares e práticas religiosas. Dada a raridade, ou mesmo inexistência de tais evidências, seria inevitável a conclusão de que afinal essas cidades não tinham nada de igualitário. Trata-se, enfim, de considerar que a existência de civilizações originalmente não marcadas pela desigualdade social pode não ser mais do que um mito a ser desmontado. 


(Adaptado de: GRAEBER, David, e WENGROW, David. O despertar de tudo. São Paulo: Companhia das Letras, 2022, p. 552)
Há utilização de linguagem figurada neste comentário sobre o texto:
Alternativas
Q3964482 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


[Em busca da origem da desigualdade social]


    A pesquisa que culminou na escrita deste livro - O despertar de tudo -começou quase uma década atrás, basicamente como uma forma de brincadeira. No princípio, nós nos lançamos a isso, cabe reconhecer, num espírito de ligeiro desvio das nossas responsabilidades acadêmicas mais "sérias". Acima de tudo, estávamos curiosos para ver como as novas evidências arqueológicas que se acumularam nas três últimas décadas poderiam modificar nossas concepções dos primórdios da história humana, sobretudo os aspectos associados às discussões sobre as origens da desigualdade social.

    Não demorou, contudo, para se tornar óbvia a potencial relevância do que estávamos empreendendo, pois quase ninguém mais em nossas disciplinas parece dedicado a esse trabalho de síntese. Com frequência ficamos surpresos ao buscar em vão por livros que supúnhamos existir, mas que na verdade sequer haviam sido escritos -por exemplo, compêndios das cidades primitivas desprovidas de governos fortes, exercidos de cima para baixo, ou relatos de processos democráticos de tomada de decisão na Africa ou na América.

    No final, concluímos que essa relutância em sintetizar informações básicas não se devia apenas a uma reticência por parte de pesquisadores: tratava-se apenas da inexistência de uma linguagem apropriada para dar conta de determinadas estruturas sociais. Como, por exemplo, nos referirmos a uma "cidade desprovida de estruturas de governo de cima para baixo"?

    No momento, ainda não há um termo de aceitação geral. Nos arriscaríamos a chamar isso de "democracia"? Ou 'república"? Caberia dizer "cidade igualitária"? Mas isso implicaria o ônus de provar que a cidade era "de fato" igualitária -o que significaria, na prática, demonstrar que nenhum elemento de desigualdade estrutural estava presente em qualquer aspecto da vida de seus habitantes, incluindo grupos familiares e práticas religiosas. Dada a raridade, ou mesmo inexistência de tais evidências, seria inevitável a conclusão de que afinal essas cidades não tinham nada de igualitário. Trata-se, enfim, de considerar que a existência de civilizações originalmente não marcadas pela desigualdade social pode não ser mais do que um mito a ser desmontado. 


(Adaptado de: GRAEBER, David, e WENGROW, David. O despertar de tudo. São Paulo: Companhia das Letras, 2022, p. 552)
A relutância em sintetizar informações básicas (3º parágrafo) com que se depararam os autores do texto em sua pesquisa deveu-se, sobretudo,
Alternativas
Q3964481 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


[Em busca da origem da desigualdade social]


    A pesquisa que culminou na escrita deste livro - O despertar de tudo -começou quase uma década atrás, basicamente como uma forma de brincadeira. No princípio, nós nos lançamos a isso, cabe reconhecer, num espírito de ligeiro desvio das nossas responsabilidades acadêmicas mais "sérias". Acima de tudo, estávamos curiosos para ver como as novas evidências arqueológicas que se acumularam nas três últimas décadas poderiam modificar nossas concepções dos primórdios da história humana, sobretudo os aspectos associados às discussões sobre as origens da desigualdade social.

    Não demorou, contudo, para se tornar óbvia a potencial relevância do que estávamos empreendendo, pois quase ninguém mais em nossas disciplinas parece dedicado a esse trabalho de síntese. Com frequência ficamos surpresos ao buscar em vão por livros que supúnhamos existir, mas que na verdade sequer haviam sido escritos -por exemplo, compêndios das cidades primitivas desprovidas de governos fortes, exercidos de cima para baixo, ou relatos de processos democráticos de tomada de decisão na Africa ou na América.

    No final, concluímos que essa relutância em sintetizar informações básicas não se devia apenas a uma reticência por parte de pesquisadores: tratava-se apenas da inexistência de uma linguagem apropriada para dar conta de determinadas estruturas sociais. Como, por exemplo, nos referirmos a uma "cidade desprovida de estruturas de governo de cima para baixo"?

    No momento, ainda não há um termo de aceitação geral. Nos arriscaríamos a chamar isso de "democracia"? Ou 'república"? Caberia dizer "cidade igualitária"? Mas isso implicaria o ônus de provar que a cidade era "de fato" igualitária -o que significaria, na prática, demonstrar que nenhum elemento de desigualdade estrutural estava presente em qualquer aspecto da vida de seus habitantes, incluindo grupos familiares e práticas religiosas. Dada a raridade, ou mesmo inexistência de tais evidências, seria inevitável a conclusão de que afinal essas cidades não tinham nada de igualitário. Trata-se, enfim, de considerar que a existência de civilizações originalmente não marcadas pela desigualdade social pode não ser mais do que um mito a ser desmontado. 


(Adaptado de: GRAEBER, David, e WENGROW, David. O despertar de tudo. São Paulo: Companhia das Letras, 2022, p. 552)
Ao se lançarem, anos atrás, nas suas pesquisas sobre alguns aspectos dos primórdios das origens humanas, os autores do texto
Alternativas
Q3964480 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


A não-festa dos meus oito anos



    - Quer dizer que não vai ter meu aniversário?

    Não me lembro de ter feito a pergunta. Fiz o que pude para abafar essa lembrança - e quando muitos anos mais tarde me contaram o caso, como quem conta um episódio inocente, quis nada menos que morrer também. Eu já era um adolescente quando essa história me foi lembrada - a mim, que a havia sepultado no fundo do meu inconsciente.

    Eu já ia fazer oito anos, mas minha mãe, recostada na cabeceira da cama, estava cercada de tias, primas, sobrinhas, amigas, e mamãe repetindo que Papai do Céu tinha levado nossa irmã. Foi então que perguntei se não ia ter meu aniversário. Ouvindo essa história, adolescente, me senti um monstro. Vergado sob a culpa tardia e envergonhado do papelão de ter pensado em bolo, salgadinhos e presentes numa hora daquelas, nossa mãe sofrendo, papelão ainda mais horrendo quando comparado ao papel bonito dos meus irmãos. O mais velho, olhos cheios de lagrimas, correu ao quarto da irmã, abriu o armário e acariciou os vestidinhos pendurados. O outro irmão compôs uma pulseirinha delicada com pequenos grampos de cabelo. Eu não pensei em nada, pois aquela morte havia destroçado o meu aniversário.

    Diante da minha frustração, devem ter dito: vamos dar alguma coisa pra esse menino, coitado -e então fomos para o centro da cidade, tia Nathalia e eu, comprar na loja alguma coisa para mim, qual coisa? -e a coisa resultou ser uma sanfoninha que quase seis décadas depois ainda está aqui, ali no alto dessa estante na minha casa de homem velho, capaz ainda de produzir música, intocada, mas tocável. 

    Só não garanto que o dono dê conta de extrair dali o "Parabéns pra você", o parabéns-para-mim que o menino de oito anos tirou sozinho, sentado na escada de uma casa onde os pais chorosos cuidavam do granito preto para o túmulo da menina que partira. А cada vez que me entrego a tais rememorações, é difícil para mim metabolizar a verdade rude dos sentimentos daquele menino que não se conformou ao ver sabotada a festa de seus oito anos.


(Adaptado de: WERNECK, Humberto. Esse inferno vai acabar. Porto Alegre, Arquipélago, 2011, p. 65-66)
Os tempos e modos verbais estão adequadamente articulados na frase:
Alternativas
Q3964479 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


A não-festa dos meus oito anos



    - Quer dizer que não vai ter meu aniversário?

    Não me lembro de ter feito a pergunta. Fiz o que pude para abafar essa lembrança - e quando muitos anos mais tarde me contaram o caso, como quem conta um episódio inocente, quis nada menos que morrer também. Eu já era um adolescente quando essa história me foi lembrada - a mim, que a havia sepultado no fundo do meu inconsciente.

    Eu já ia fazer oito anos, mas minha mãe, recostada na cabeceira da cama, estava cercada de tias, primas, sobrinhas, amigas, e mamãe repetindo que Papai do Céu tinha levado nossa irmã. Foi então que perguntei se não ia ter meu aniversário. Ouvindo essa história, adolescente, me senti um monstro. Vergado sob a culpa tardia e envergonhado do papelão de ter pensado em bolo, salgadinhos e presentes numa hora daquelas, nossa mãe sofrendo, papelão ainda mais horrendo quando comparado ao papel bonito dos meus irmãos. O mais velho, olhos cheios de lagrimas, correu ao quarto da irmã, abriu o armário e acariciou os vestidinhos pendurados. O outro irmão compôs uma pulseirinha delicada com pequenos grampos de cabelo. Eu não pensei em nada, pois aquela morte havia destroçado o meu aniversário.

    Diante da minha frustração, devem ter dito: vamos dar alguma coisa pra esse menino, coitado -e então fomos para o centro da cidade, tia Nathalia e eu, comprar na loja alguma coisa para mim, qual coisa? -e a coisa resultou ser uma sanfoninha que quase seis décadas depois ainda está aqui, ali no alto dessa estante na minha casa de homem velho, capaz ainda de produzir música, intocada, mas tocável. 

    Só não garanto que o dono dê conta de extrair dali o "Parabéns pra você", o parabéns-para-mim que o menino de oito anos tirou sozinho, sentado na escada de uma casa onde os pais chorosos cuidavam do granito preto para o túmulo da menina que partira. А cada vez que me entrego a tais rememorações, é difícil para mim metabolizar a verdade rude dos sentimentos daquele menino que não se conformou ao ver sabotada a festa de seus oito anos.


(Adaptado de: WERNECK, Humberto. Esse inferno vai acabar. Porto Alegre, Arquipélago, 2011, p. 65-66)
Na frase a coisa resultou ser uma sanfoninha que quase seis décadas depois ainda está aqui, ali no alto dessa estante, os dois segmentos sublinhados
Alternativas
Q3964478 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


A não-festa dos meus oito anos



    - Quer dizer que não vai ter meu aniversário?

    Não me lembro de ter feito a pergunta. Fiz o que pude para abafar essa lembrança - e quando muitos anos mais tarde me contaram o caso, como quem conta um episódio inocente, quis nada menos que morrer também. Eu já era um adolescente quando essa história me foi lembrada - a mim, que a havia sepultado no fundo do meu inconsciente.

    Eu já ia fazer oito anos, mas minha mãe, recostada na cabeceira da cama, estava cercada de tias, primas, sobrinhas, amigas, e mamãe repetindo que Papai do Céu tinha levado nossa irmã. Foi então que perguntei se não ia ter meu aniversário. Ouvindo essa história, adolescente, me senti um monstro. Vergado sob a culpa tardia e envergonhado do papelão de ter pensado em bolo, salgadinhos e presentes numa hora daquelas, nossa mãe sofrendo, papelão ainda mais horrendo quando comparado ao papel bonito dos meus irmãos. O mais velho, olhos cheios de lagrimas, correu ao quarto da irmã, abriu o armário e acariciou os vestidinhos pendurados. O outro irmão compôs uma pulseirinha delicada com pequenos grampos de cabelo. Eu não pensei em nada, pois aquela morte havia destroçado o meu aniversário.

    Diante da minha frustração, devem ter dito: vamos dar alguma coisa pra esse menino, coitado -e então fomos para o centro da cidade, tia Nathalia e eu, comprar na loja alguma coisa para mim, qual coisa? -e a coisa resultou ser uma sanfoninha que quase seis décadas depois ainda está aqui, ali no alto dessa estante na minha casa de homem velho, capaz ainda de produzir música, intocada, mas tocável. 

    Só não garanto que o dono dê conta de extrair dali o "Parabéns pra você", o parabéns-para-mim que o menino de oito anos tirou sozinho, sentado na escada de uma casa onde os pais chorosos cuidavam do granito preto para o túmulo da menina que partira. А cada vez que me entrego a tais rememorações, é difícil para mim metabolizar a verdade rude dos sentimentos daquele menino que não se conformou ao ver sabotada a festa de seus oito anos.


(Adaptado de: WERNECK, Humberto. Esse inferno vai acabar. Porto Alegre, Arquipélago, 2011, p. 65-66)
As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
Alternativas
Q3964477 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


A não-festa dos meus oito anos



    - Quer dizer que não vai ter meu aniversário?

    Não me lembro de ter feito a pergunta. Fiz o que pude para abafar essa lembrança - e quando muitos anos mais tarde me contaram o caso, como quem conta um episódio inocente, quis nada menos que morrer também. Eu já era um adolescente quando essa história me foi lembrada - a mim, que a havia sepultado no fundo do meu inconsciente.

    Eu já ia fazer oito anos, mas minha mãe, recostada na cabeceira da cama, estava cercada de tias, primas, sobrinhas, amigas, e mamãe repetindo que Papai do Céu tinha levado nossa irmã. Foi então que perguntei se não ia ter meu aniversário. Ouvindo essa história, adolescente, me senti um monstro. Vergado sob a culpa tardia e envergonhado do papelão de ter pensado em bolo, salgadinhos e presentes numa hora daquelas, nossa mãe sofrendo, papelão ainda mais horrendo quando comparado ao papel bonito dos meus irmãos. O mais velho, olhos cheios de lagrimas, correu ao quarto da irmã, abriu o armário e acariciou os vestidinhos pendurados. O outro irmão compôs uma pulseirinha delicada com pequenos grampos de cabelo. Eu não pensei em nada, pois aquela morte havia destroçado o meu aniversário.

    Diante da minha frustração, devem ter dito: vamos dar alguma coisa pra esse menino, coitado -e então fomos para o centro da cidade, tia Nathalia e eu, comprar na loja alguma coisa para mim, qual coisa? -e a coisa resultou ser uma sanfoninha que quase seis décadas depois ainda está aqui, ali no alto dessa estante na minha casa de homem velho, capaz ainda de produzir música, intocada, mas tocável. 

    Só não garanto que o dono dê conta de extrair dali o "Parabéns pra você", o parabéns-para-mim que o menino de oito anos tirou sozinho, sentado na escada de uma casa onde os pais chorosos cuidavam do granito preto para o túmulo da menina que partira. А cada vez que me entrego a tais rememorações, é difícil para mim metabolizar a verdade rude dos sentimentos daquele menino que não se conformou ao ver sabotada a festa de seus oito anos.


(Adaptado de: WERNECK, Humberto. Esse inferno vai acabar. Porto Alegre, Arquipélago, 2011, p. 65-66)
Ouvindo essa história, adolescente, me senti um monstro.

No contexto da narrativa desenvolvida, o elemento sublinhado na frase acima deve ser entendido como uma forma reduzida da expressão
Alternativas
Q3964476 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


A não-festa dos meus oito anos



    - Quer dizer que não vai ter meu aniversário?

    Não me lembro de ter feito a pergunta. Fiz o que pude para abafar essa lembrança - e quando muitos anos mais tarde me contaram o caso, como quem conta um episódio inocente, quis nada menos que morrer também. Eu já era um adolescente quando essa história me foi lembrada - a mim, que a havia sepultado no fundo do meu inconsciente.

    Eu já ia fazer oito anos, mas minha mãe, recostada na cabeceira da cama, estava cercada de tias, primas, sobrinhas, amigas, e mamãe repetindo que Papai do Céu tinha levado nossa irmã. Foi então que perguntei se não ia ter meu aniversário. Ouvindo essa história, adolescente, me senti um monstro. Vergado sob a culpa tardia e envergonhado do papelão de ter pensado em bolo, salgadinhos e presentes numa hora daquelas, nossa mãe sofrendo, papelão ainda mais horrendo quando comparado ao papel bonito dos meus irmãos. O mais velho, olhos cheios de lagrimas, correu ao quarto da irmã, abriu o armário e acariciou os vestidinhos pendurados. O outro irmão compôs uma pulseirinha delicada com pequenos grampos de cabelo. Eu não pensei em nada, pois aquela morte havia destroçado o meu aniversário.

    Diante da minha frustração, devem ter dito: vamos dar alguma coisa pra esse menino, coitado -e então fomos para o centro da cidade, tia Nathalia e eu, comprar na loja alguma coisa para mim, qual coisa? -e a coisa resultou ser uma sanfoninha que quase seis décadas depois ainda está aqui, ali no alto dessa estante na minha casa de homem velho, capaz ainda de produzir música, intocada, mas tocável. 

    Só não garanto que o dono dê conta de extrair dali o "Parabéns pra você", o parabéns-para-mim que o menino de oito anos tirou sozinho, sentado na escada de uma casa onde os pais chorosos cuidavam do granito preto para o túmulo da menina que partira. А cada vez que me entrego a tais rememorações, é difícil para mim metabolizar a verdade rude dos sentimentos daquele menino que não se conformou ao ver sabotada a festa de seus oito anos.


(Adaptado de: WERNECK, Humberto. Esse inferno vai acabar. Porto Alegre, Arquipélago, 2011, p. 65-66)
Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de uma expressão do texto em: 
Alternativas
Q3964475 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


A não-festa dos meus oito anos



    - Quer dizer que não vai ter meu aniversário?

    Não me lembro de ter feito a pergunta. Fiz o que pude para abafar essa lembrança - e quando muitos anos mais tarde me contaram o caso, como quem conta um episódio inocente, quis nada menos que morrer também. Eu já era um adolescente quando essa história me foi lembrada - a mim, que a havia sepultado no fundo do meu inconsciente.

    Eu já ia fazer oito anos, mas minha mãe, recostada na cabeceira da cama, estava cercada de tias, primas, sobrinhas, amigas, e mamãe repetindo que Papai do Céu tinha levado nossa irmã. Foi então que perguntei se não ia ter meu aniversário. Ouvindo essa história, adolescente, me senti um monstro. Vergado sob a culpa tardia e envergonhado do papelão de ter pensado em bolo, salgadinhos e presentes numa hora daquelas, nossa mãe sofrendo, papelão ainda mais horrendo quando comparado ao papel bonito dos meus irmãos. O mais velho, olhos cheios de lagrimas, correu ao quarto da irmã, abriu o armário e acariciou os vestidinhos pendurados. O outro irmão compôs uma pulseirinha delicada com pequenos grampos de cabelo. Eu não pensei em nada, pois aquela morte havia destroçado o meu aniversário.

    Diante da minha frustração, devem ter dito: vamos dar alguma coisa pra esse menino, coitado -e então fomos para o centro da cidade, tia Nathalia e eu, comprar na loja alguma coisa para mim, qual coisa? -e a coisa resultou ser uma sanfoninha que quase seis décadas depois ainda está aqui, ali no alto dessa estante na minha casa de homem velho, capaz ainda de produzir música, intocada, mas tocável. 

    Só não garanto que o dono dê conta de extrair dali o "Parabéns pra você", o parabéns-para-mim que o menino de oito anos tirou sozinho, sentado na escada de uma casa onde os pais chorosos cuidavam do granito preto para o túmulo da menina que partira. А cada vez que me entrego a tais rememorações, é difícil para mim metabolizar a verdade rude dos sentimentos daquele menino que não se conformou ao ver sabotada a festa de seus oito anos.


(Adaptado de: WERNECK, Humberto. Esse inferno vai acabar. Porto Alegre, Arquipélago, 2011, p. 65-66)
Ao se referir à sanfoninha no alto dessa estante na minha casa, o autor revela que
Alternativas
Q3964436 Português
Imagem associada para resolução da questão




Na charge, o presidente norte-americano tenta convencer a população da Groenlândia a ceder (I) aos Estados Unidos. Caso isso acontecesse, uma das consequências seria a (II) à população local, que poderia, assim, acessar o território continental dos Estados Unidos da América (III).
Assinale a alternativa que indica a forma correta de preencher os espaços indicados por (I), (II) e (III).



Alternativas
Q3964434 Português
Imagem associada para resolução da questão



A charge relaciona dois problemas atuais da sociedade mundial e brasileira. Assinale a alternativa que indica corretamente os problemas.
Alternativas
Q3964427 Inglês
Building Trustworthy AI in Government: Enablers, Guardrails, and Engagement 







    Governments are starting to use AI in areas like public services, tax work, and disaster response. When it works well, AI can help people get answers faster, spot problems earlier, and support better decisions. As a result, AI can improve productivity, responsiveness, and accountability in government.
    However, many public AI projects stay in small pilots. This happens because governments often lack skills, good data, modern digital systems, and clear ways to measure impact. These gaps can also increase risk aversion, so teams avoid innovation even when the potential benefits are high.
    The OECD proposes a simple way to understand “trustworthy AI in government”: a framework with three connected pillars. In the figure, the goal is in the centre. Around it, the three pillars explain what governments must build and do, so they can reach the public value goals shown on the outer ring (productivity, responsiveness and accountability).
     Enablers are the foundations. They include strong governance, quality data, and digital infrastructure, as well as skills and talent in the civil service. They also require purposeful investment, smart public procurement, and partnerships with non-government actors, so that AI systems can be built and used reliably.
    Guardrails are the safety systems that guide AI use. They include ethics and risk management, transparency duties, and monitoring and oversight bodies that can check results over time. They can also be non-binding guidance or binding laws and policies, along with enforcement measures. Tools like impact assessment and auditing help keep these guardrails practical. Still, guardrails should be proportionate: not every rule fits every use case, or progress may stop.
    Engagement means involving the people who are affected. This includes working across levels of government, across policy areas, and with the broader ecosystem (civil society, businesses and researchers). It also includes citizens and civil servants, and sometimes collaboration across borders. Engagement pushes governments to design user-centred systems, listen to concerns, and make necessary adjustments.
     The main message is that trust is “unlocked” by the right mix. If enablers are weak, AI cannot scale. If guardrails are missing, harms grow. If engagement is shallow, solutions may look efficient but feel unfair, and trust can fall.


(Adapted from oecd.org on February 22, 2026)
Considere o trecho “Guardrails are the safety systems that guide AI use.” (5º parágrafo). Sem alterar o sentido original do texto, a palavra “guide” pode ser substituída por
Alternativas
Q3964426 Inglês
Building Trustworthy AI in Government: Enablers, Guardrails, and Engagement 







    Governments are starting to use AI in areas like public services, tax work, and disaster response. When it works well, AI can help people get answers faster, spot problems earlier, and support better decisions. As a result, AI can improve productivity, responsiveness, and accountability in government.
    However, many public AI projects stay in small pilots. This happens because governments often lack skills, good data, modern digital systems, and clear ways to measure impact. These gaps can also increase risk aversion, so teams avoid innovation even when the potential benefits are high.
    The OECD proposes a simple way to understand “trustworthy AI in government”: a framework with three connected pillars. In the figure, the goal is in the centre. Around it, the three pillars explain what governments must build and do, so they can reach the public value goals shown on the outer ring (productivity, responsiveness and accountability).
     Enablers are the foundations. They include strong governance, quality data, and digital infrastructure, as well as skills and talent in the civil service. They also require purposeful investment, smart public procurement, and partnerships with non-government actors, so that AI systems can be built and used reliably.
    Guardrails are the safety systems that guide AI use. They include ethics and risk management, transparency duties, and monitoring and oversight bodies that can check results over time. They can also be non-binding guidance or binding laws and policies, along with enforcement measures. Tools like impact assessment and auditing help keep these guardrails practical. Still, guardrails should be proportionate: not every rule fits every use case, or progress may stop.
    Engagement means involving the people who are affected. This includes working across levels of government, across policy areas, and with the broader ecosystem (civil society, businesses and researchers). It also includes citizens and civil servants, and sometimes collaboration across borders. Engagement pushes governments to design user-centred systems, listen to concerns, and make necessary adjustments.
     The main message is that trust is “unlocked” by the right mix. If enablers are weak, AI cannot scale. If guardrails are missing, harms grow. If engagement is shallow, solutions may look efficient but feel unfair, and trust can fall.


(Adapted from oecd.org on February 22, 2026)
Considere o trecho “These gaps can also increase risk aversion, so teams avoid innovation even when the potential benefits are high.” (2º parágrafo)
A expressão “risk aversion” pode ser corretamente compreendida como:¬
Alternativas
Q3964425 Inglês
Building Trustworthy AI in Government: Enablers, Guardrails, and Engagement 







    Governments are starting to use AI in areas like public services, tax work, and disaster response. When it works well, AI can help people get answers faster, spot problems earlier, and support better decisions. As a result, AI can improve productivity, responsiveness, and accountability in government.
    However, many public AI projects stay in small pilots. This happens because governments often lack skills, good data, modern digital systems, and clear ways to measure impact. These gaps can also increase risk aversion, so teams avoid innovation even when the potential benefits are high.
    The OECD proposes a simple way to understand “trustworthy AI in government”: a framework with three connected pillars. In the figure, the goal is in the centre. Around it, the three pillars explain what governments must build and do, so they can reach the public value goals shown on the outer ring (productivity, responsiveness and accountability).
     Enablers are the foundations. They include strong governance, quality data, and digital infrastructure, as well as skills and talent in the civil service. They also require purposeful investment, smart public procurement, and partnerships with non-government actors, so that AI systems can be built and used reliably.
    Guardrails are the safety systems that guide AI use. They include ethics and risk management, transparency duties, and monitoring and oversight bodies that can check results over time. They can also be non-binding guidance or binding laws and policies, along with enforcement measures. Tools like impact assessment and auditing help keep these guardrails practical. Still, guardrails should be proportionate: not every rule fits every use case, or progress may stop.
    Engagement means involving the people who are affected. This includes working across levels of government, across policy areas, and with the broader ecosystem (civil society, businesses and researchers). It also includes citizens and civil servants, and sometimes collaboration across borders. Engagement pushes governments to design user-centred systems, listen to concerns, and make necessary adjustments.
     The main message is that trust is “unlocked” by the right mix. If enablers are weak, AI cannot scale. If guardrails are missing, harms grow. If engagement is shallow, solutions may look efficient but feel unfair, and trust can fall.


(Adapted from oecd.org on February 22, 2026)
No 5º parágrafo, ao afirmar que “Still, guardrails should be proportionate: not every rule fits every use case, or progress may stop. ”, o texto defende que as regras para o uso da IA devem
Alternativas
Respostas
13361: C
13362: C
13363: D
13364: D
13365: D
13366: C
13367: E
13368: A
13369: C
13370: D
13371: B
13372: A
13373: C
13374: D
13375: E
13376: D
13377: E
13378: C
13379: B
13380: E