Questões de Concurso Para letras

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Q4027041 Português
Um professor solicita que os alunos produzam um conto para participar de um concurso literário da escola. Na orientação, ele destaca a necessidade de construir personagens com profundidade psicológica, ambientar a narrativa em um espaço significativo e criar um conflito que leve a um desfecho surpreendente.
Essa orientação privilegia, respectivamente, os seguintes elementos da narrativa:
Alternativas
Q4027040 Português
Uma proposta de produção textual que considera a escrita como processo deve contemplar, necessariamente:
Alternativas
Q4027039 Português
Um professor propõe que os alunos analisem comparativamente duas notícias sobre o mesmo fato: uma publicada em um portal de grande circulação e outra compartilhada nas redes sociais sem identificação de autoria.
O objetivo central dessa atividade, alinhada ao letramento midiático, é desenvolver a capacidade de: 
Alternativas
Q4027038 Português
Durante a leitura de um artigo de opinião, um aluno do 9º ano encontra a seguinte passagem:
"Enquanto os defensores do projeto apontam geração de empregos, os críticos alertam para os danos ambientais. Diante desse impasse, cabe à sociedade civil organizada pressionar por audiências públicas que garantam transparência ao debate."
Para compreender adequadamente o posicionamento do autor, o leitor precisa acionar, predominantemente, a estratégia de:
Alternativas
Q4027036 Português
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) organiza o componente Língua Portuguesa em práticas de linguagem (leitura, produção de textos, oralidade e análise linguística/semiótica) articuladas a campos de atuação social.
Analise a habilidade a seguir, pertencente ao Ensino Fundamental:

“(EF69LP36) "Produzir, revisar e editar textos voltados para a divulgação do conhecimento e de dados e resultados de pesquisas, tais como artigos de divulgação científica, verbete de enciclopédia, infográfico, infográfico animado, podcast ou vlog científico, relato de experimento, relatório, relatório multimidiático de campo, dentre outros, considerando o contexto de produção e as regularidades dos gêneros em termos de suas construções composicionais e estilos."
Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_20d ez_site.pdf. Acesso em 16 fev. de 2026


Considerando a estrutura da BNCC, é CORRETO afirmar que essa habilidade está inserida, prioritariamente, no campo de atuação social: 
Alternativas
Q4027021 Português

No treinamento de cães-guia, a correta interpretação da comunicação canina é importante para a tomada de decisão e para a eficiência do manejo comportamental. A respeito da comunicação canina, analise as assertivas a seguir:


I. Embora os cães utilizem múltiplos sentidos de comunicação, como sinais olfativos, auditivos, visuais e táteis, no treinamento de cães-guia a ênfase operacional recai predominantemente sobre os comandos verbais, sendo os demais pouco significativos para o treinamento.

II. A comunicação canina envolve sinais voluntários e involuntários, devendo ser interpretada de forma integrada e contextualizada, sob risco de inferências equivocadas acerca do estado emocional do animal.

III. A identificação adequada dos sinais comunicativos permite inferir o estado emocional do cão, contribuindo para a antecipação de respostas e para a seleção de estratégias de manejo mais eficazes.

IV. O reconhecimento da interpretação dos comportamentos é irrelevante para a aplicação de técnicas de reforçamento, uma vez que o condicionamento operante independe da interpretação dos estados emocionais do cão.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q4027018 Português

A respeito do processo de formação de dupla usuário e cão-guia, relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os tipos de caminhada às suas respectivas descrições.


Coluna 1

1. Domiciliar.

2. Com guia auxiliar.

3. Solo.

4. Semi-solo.

5. Assistida.


Coluna 2

( ) O instrutor orienta o usuário a respeito dos comandos que deve empregar.

( ) O usuário demonstra mais autonomia, e o cão-guia atende melhor o novo condutor.

( ) O usuário retorna para sua rotina diária com o cão-guia.

( ) O usuário tem total autonomia, mobilidade e condução do cão-guia.

( ) O instrutor direciona o trabalho e garante a segurança do trabalho da dupla.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:



Alternativas
Q4026924 Português
Sobre a palavra “bem”, usada na fala do último quadro, é CORRETO afirmar que se trata de um 
Alternativas
Q4026923 Português
No último quadro da tira, a palavra “peso” foi usada no sentido 
Alternativas
Q4026922 Português
Assinale a alternativa CORRETA, tendo em vista as ideias que se podem inferir do texto 02. 
Alternativas
Q4026921 Português
Texto 01


Fazer nada


    A manhã está do jeito que eu gosto. Céu azul, ventinho frio. Logo bem cedinho convidou-me a fazer nada. Dar uma caminhada – não por razões de saúde, mas por puro prazer. Os ipês-rosa floriram antes do tempo – vocês já notaram? E não existe coisa mais linda que uma copa de ipê contra o céu azul. Cessam todos os pensamentos ansiosos e a gente fica possuído por pura gratidão de que a vida seja tão generosa em coisas belas. Ali, debaixo do ipê, não há nada que eu possa fazer. Não há nada que eu deva fazer. Qualquer ação minha seria supérflua. Pois como poderia eu melhorar o que já é perfeito?
    Lembro-me das minhas primeiras lições de filosofia, de como eu me ri quando li que, para o Taoísmo, a felicidade suprema é aquilo a que dão o nome de Wu-Wei, fazer nada. Achei que eram doidos. Porque, naqueles tempos, eu era um ser ético que julgava que a ação era a coisa mais importante. Ainda não havia aprendido as lições do Paraíso – que quando se está diante da beleza só nos resta...fazer nada, gozar a felicidade que nos é oferecida.
    Queria perguntar aos ipês das razões do seu equívoco. Será que, por acaso, não possuíam uma agenda? Pois, se possuíssem, saberiam que floração de ipê está agendada somente para o mês de julho. Qualquer um que preste atenção nos tempos da natureza sabe disto. Mas antes que fizesse minha pergunta tola ouvi, dentro de mim, a resposta que me dariam. Responderiam citando o místico medieval Ângelus Silésius, que dizia que as flores não têm porquês; florescem porque florescem. Pensei que seria bom se também nós fôssemos como as plantas, que nossas ações fossem um puro transbordar de vitalidade, uma pura explosão de uma beleza que cresceu por dentro e não mais por ser guardada. Sem razões, por puro prazer.
      Mas aí olho para a mesa e um livro de capa verde me lembra que não vivo no Paraíso, que não tenho o direito de viver pelo prazer. Há deveres que me esperam. O que todos pedem de mim não é que eu floresça, como os ipês, mas que eu cumpra os meus deveres – muito embora eles me levem para bem longe da minha felicidade. Pois dever é isto: aquela voz que grita mais alto que minhas flores não nascidas – os meus desejos – e me obriga a fazer o que não quero. Pois, se eu quisesse, ela não precisaria gritar. Eu faria por puro prazer. E se grita, para me obrigar à obediência, é porque o que o dever ordena não é aquilo que a alma pede. Daí a sabedoria de dois versos de Fernando Pessoa. Primeiro, aquele em que diz: Ah, a frescura na face de não cumprir um dever! Desavergonhado, irresponsável, corruptor da juventude, deveria ser obrigado a tomar cicuta, como Sócrates! Não é nada disto. Ele só diz a verdade: só podemos ser felizes quando formos como os ipês; quando florescemos porque florescemos; quando ninguém nos ordena o que fazer, e o que fazemos é só um filho do prazer. E o outro verso, aquele em que diz que somos o intervalo entre o nosso desejo e aquilo que o desejo dos outros fez de nós. [...]


Fonte: ALVES, Rubem. Fazer nada. Disponível em: https://rubemalvesdois.wordpress.com/. Acesso em: 14 mar. 2026. 
Sobre a passagem “Há deveres que me esperam.”, analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a sua estrutura linguística de composição. 

I- O verbo “há” foi usado como impessoal, por isso se encontra no singular. II- O pronome relativo “que” foi usado para retomar o termo anterior “deveres” III- O verbo “esperam” foi usado no plural para concordar com o termo “deveres”. IV- O pronome “me” foi usado em posição proclítica porque a palavra “que” é atrativa. V- O pronome oblíquo átono “me” foi usado como complemento do verbo “esperam”.

Estão CORRETAS as afirmativas 
Alternativas
Q4026920 Português
Texto 01


Fazer nada


    A manhã está do jeito que eu gosto. Céu azul, ventinho frio. Logo bem cedinho convidou-me a fazer nada. Dar uma caminhada – não por razões de saúde, mas por puro prazer. Os ipês-rosa floriram antes do tempo – vocês já notaram? E não existe coisa mais linda que uma copa de ipê contra o céu azul. Cessam todos os pensamentos ansiosos e a gente fica possuído por pura gratidão de que a vida seja tão generosa em coisas belas. Ali, debaixo do ipê, não há nada que eu possa fazer. Não há nada que eu deva fazer. Qualquer ação minha seria supérflua. Pois como poderia eu melhorar o que já é perfeito?
    Lembro-me das minhas primeiras lições de filosofia, de como eu me ri quando li que, para o Taoísmo, a felicidade suprema é aquilo a que dão o nome de Wu-Wei, fazer nada. Achei que eram doidos. Porque, naqueles tempos, eu era um ser ético que julgava que a ação era a coisa mais importante. Ainda não havia aprendido as lições do Paraíso – que quando se está diante da beleza só nos resta...fazer nada, gozar a felicidade que nos é oferecida.
    Queria perguntar aos ipês das razões do seu equívoco. Será que, por acaso, não possuíam uma agenda? Pois, se possuíssem, saberiam que floração de ipê está agendada somente para o mês de julho. Qualquer um que preste atenção nos tempos da natureza sabe disto. Mas antes que fizesse minha pergunta tola ouvi, dentro de mim, a resposta que me dariam. Responderiam citando o místico medieval Ângelus Silésius, que dizia que as flores não têm porquês; florescem porque florescem. Pensei que seria bom se também nós fôssemos como as plantas, que nossas ações fossem um puro transbordar de vitalidade, uma pura explosão de uma beleza que cresceu por dentro e não mais por ser guardada. Sem razões, por puro prazer.
      Mas aí olho para a mesa e um livro de capa verde me lembra que não vivo no Paraíso, que não tenho o direito de viver pelo prazer. Há deveres que me esperam. O que todos pedem de mim não é que eu floresça, como os ipês, mas que eu cumpra os meus deveres – muito embora eles me levem para bem longe da minha felicidade. Pois dever é isto: aquela voz que grita mais alto que minhas flores não nascidas – os meus desejos – e me obriga a fazer o que não quero. Pois, se eu quisesse, ela não precisaria gritar. Eu faria por puro prazer. E se grita, para me obrigar à obediência, é porque o que o dever ordena não é aquilo que a alma pede. Daí a sabedoria de dois versos de Fernando Pessoa. Primeiro, aquele em que diz: Ah, a frescura na face de não cumprir um dever! Desavergonhado, irresponsável, corruptor da juventude, deveria ser obrigado a tomar cicuta, como Sócrates! Não é nada disto. Ele só diz a verdade: só podemos ser felizes quando formos como os ipês; quando florescemos porque florescemos; quando ninguém nos ordena o que fazer, e o que fazemos é só um filho do prazer. E o outro verso, aquele em que diz que somos o intervalo entre o nosso desejo e aquilo que o desejo dos outros fez de nós. [...]


Fonte: ALVES, Rubem. Fazer nada. Disponível em: https://rubemalvesdois.wordpress.com/. Acesso em: 14 mar. 2026. 
Considere a passagem “A manhã está do jeito que eu gosto. Céu azul, ventinho frio. Logo bem cedinho convidou-me a fazer nada.”
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista o sufixo “-inho” presente na formação das palavras “ventinho” e “cedinho”. 

I- Nas palavras “ventinho” e “cedinho”, o sufixo “-inho” indica diminutivo. II- Na palavra “ventinho”, o sufixo “-inho” sugere uma ideia de suavidade. III- Na palavra “cedinho”, o sufixo “-inho” insere uma ideia de intensidade. IV- Nas palavras “ventinho” e “cedinho”, o sufixo “-inho” indica depreciação. V- Nas palavras “ventinho” e “cedinho”, o sufixo “-inho” contrói uma ironia.

Estão CORRETAS apenas as afirmativas 
Alternativas
Q4026919 Português
Texto 01


Fazer nada


    A manhã está do jeito que eu gosto. Céu azul, ventinho frio. Logo bem cedinho convidou-me a fazer nada. Dar uma caminhada – não por razões de saúde, mas por puro prazer. Os ipês-rosa floriram antes do tempo – vocês já notaram? E não existe coisa mais linda que uma copa de ipê contra o céu azul. Cessam todos os pensamentos ansiosos e a gente fica possuído por pura gratidão de que a vida seja tão generosa em coisas belas. Ali, debaixo do ipê, não há nada que eu possa fazer. Não há nada que eu deva fazer. Qualquer ação minha seria supérflua. Pois como poderia eu melhorar o que já é perfeito?
    Lembro-me das minhas primeiras lições de filosofia, de como eu me ri quando li que, para o Taoísmo, a felicidade suprema é aquilo a que dão o nome de Wu-Wei, fazer nada. Achei que eram doidos. Porque, naqueles tempos, eu era um ser ético que julgava que a ação era a coisa mais importante. Ainda não havia aprendido as lições do Paraíso – que quando se está diante da beleza só nos resta...fazer nada, gozar a felicidade que nos é oferecida.
    Queria perguntar aos ipês das razões do seu equívoco. Será que, por acaso, não possuíam uma agenda? Pois, se possuíssem, saberiam que floração de ipê está agendada somente para o mês de julho. Qualquer um que preste atenção nos tempos da natureza sabe disto. Mas antes que fizesse minha pergunta tola ouvi, dentro de mim, a resposta que me dariam. Responderiam citando o místico medieval Ângelus Silésius, que dizia que as flores não têm porquês; florescem porque florescem. Pensei que seria bom se também nós fôssemos como as plantas, que nossas ações fossem um puro transbordar de vitalidade, uma pura explosão de uma beleza que cresceu por dentro e não mais por ser guardada. Sem razões, por puro prazer.
      Mas aí olho para a mesa e um livro de capa verde me lembra que não vivo no Paraíso, que não tenho o direito de viver pelo prazer. Há deveres que me esperam. O que todos pedem de mim não é que eu floresça, como os ipês, mas que eu cumpra os meus deveres – muito embora eles me levem para bem longe da minha felicidade. Pois dever é isto: aquela voz que grita mais alto que minhas flores não nascidas – os meus desejos – e me obriga a fazer o que não quero. Pois, se eu quisesse, ela não precisaria gritar. Eu faria por puro prazer. E se grita, para me obrigar à obediência, é porque o que o dever ordena não é aquilo que a alma pede. Daí a sabedoria de dois versos de Fernando Pessoa. Primeiro, aquele em que diz: Ah, a frescura na face de não cumprir um dever! Desavergonhado, irresponsável, corruptor da juventude, deveria ser obrigado a tomar cicuta, como Sócrates! Não é nada disto. Ele só diz a verdade: só podemos ser felizes quando formos como os ipês; quando florescemos porque florescemos; quando ninguém nos ordena o que fazer, e o que fazemos é só um filho do prazer. E o outro verso, aquele em que diz que somos o intervalo entre o nosso desejo e aquilo que o desejo dos outros fez de nós. [...]


Fonte: ALVES, Rubem. Fazer nada. Disponível em: https://rubemalvesdois.wordpress.com/. Acesso em: 14 mar. 2026. 
Analise os itens a seguir, tendo em vista os recursos de argumentação usados na construção do texto.
I- Citação direta. II- Citação indireta. III- Coloquialidade. IV- Conotatividade. V- Denotatividade.
Estão CORRETOS os itens 
Alternativas
Q4026918 Português
Texto 01


Fazer nada


    A manhã está do jeito que eu gosto. Céu azul, ventinho frio. Logo bem cedinho convidou-me a fazer nada. Dar uma caminhada – não por razões de saúde, mas por puro prazer. Os ipês-rosa floriram antes do tempo – vocês já notaram? E não existe coisa mais linda que uma copa de ipê contra o céu azul. Cessam todos os pensamentos ansiosos e a gente fica possuído por pura gratidão de que a vida seja tão generosa em coisas belas. Ali, debaixo do ipê, não há nada que eu possa fazer. Não há nada que eu deva fazer. Qualquer ação minha seria supérflua. Pois como poderia eu melhorar o que já é perfeito?
    Lembro-me das minhas primeiras lições de filosofia, de como eu me ri quando li que, para o Taoísmo, a felicidade suprema é aquilo a que dão o nome de Wu-Wei, fazer nada. Achei que eram doidos. Porque, naqueles tempos, eu era um ser ético que julgava que a ação era a coisa mais importante. Ainda não havia aprendido as lições do Paraíso – que quando se está diante da beleza só nos resta...fazer nada, gozar a felicidade que nos é oferecida.
    Queria perguntar aos ipês das razões do seu equívoco. Será que, por acaso, não possuíam uma agenda? Pois, se possuíssem, saberiam que floração de ipê está agendada somente para o mês de julho. Qualquer um que preste atenção nos tempos da natureza sabe disto. Mas antes que fizesse minha pergunta tola ouvi, dentro de mim, a resposta que me dariam. Responderiam citando o místico medieval Ângelus Silésius, que dizia que as flores não têm porquês; florescem porque florescem. Pensei que seria bom se também nós fôssemos como as plantas, que nossas ações fossem um puro transbordar de vitalidade, uma pura explosão de uma beleza que cresceu por dentro e não mais por ser guardada. Sem razões, por puro prazer.
      Mas aí olho para a mesa e um livro de capa verde me lembra que não vivo no Paraíso, que não tenho o direito de viver pelo prazer. Há deveres que me esperam. O que todos pedem de mim não é que eu floresça, como os ipês, mas que eu cumpra os meus deveres – muito embora eles me levem para bem longe da minha felicidade. Pois dever é isto: aquela voz que grita mais alto que minhas flores não nascidas – os meus desejos – e me obriga a fazer o que não quero. Pois, se eu quisesse, ela não precisaria gritar. Eu faria por puro prazer. E se grita, para me obrigar à obediência, é porque o que o dever ordena não é aquilo que a alma pede. Daí a sabedoria de dois versos de Fernando Pessoa. Primeiro, aquele em que diz: Ah, a frescura na face de não cumprir um dever! Desavergonhado, irresponsável, corruptor da juventude, deveria ser obrigado a tomar cicuta, como Sócrates! Não é nada disto. Ele só diz a verdade: só podemos ser felizes quando formos como os ipês; quando florescemos porque florescemos; quando ninguém nos ordena o que fazer, e o que fazemos é só um filho do prazer. E o outro verso, aquele em que diz que somos o intervalo entre o nosso desejo e aquilo que o desejo dos outros fez de nós. [...]


Fonte: ALVES, Rubem. Fazer nada. Disponível em: https://rubemalvesdois.wordpress.com/. Acesso em: 14 mar. 2026. 
No texto, o “paraíso” está associado à/a
I- liberdade. II- juventude. III- ociosidade. IV- contentamento. V- discernimento.
Estão CORRETOS apenas os itens 
Alternativas
Q4026917 Português
Texto 01


Fazer nada


    A manhã está do jeito que eu gosto. Céu azul, ventinho frio. Logo bem cedinho convidou-me a fazer nada. Dar uma caminhada – não por razões de saúde, mas por puro prazer. Os ipês-rosa floriram antes do tempo – vocês já notaram? E não existe coisa mais linda que uma copa de ipê contra o céu azul. Cessam todos os pensamentos ansiosos e a gente fica possuído por pura gratidão de que a vida seja tão generosa em coisas belas. Ali, debaixo do ipê, não há nada que eu possa fazer. Não há nada que eu deva fazer. Qualquer ação minha seria supérflua. Pois como poderia eu melhorar o que já é perfeito?
    Lembro-me das minhas primeiras lições de filosofia, de como eu me ri quando li que, para o Taoísmo, a felicidade suprema é aquilo a que dão o nome de Wu-Wei, fazer nada. Achei que eram doidos. Porque, naqueles tempos, eu era um ser ético que julgava que a ação era a coisa mais importante. Ainda não havia aprendido as lições do Paraíso – que quando se está diante da beleza só nos resta...fazer nada, gozar a felicidade que nos é oferecida.
    Queria perguntar aos ipês das razões do seu equívoco. Será que, por acaso, não possuíam uma agenda? Pois, se possuíssem, saberiam que floração de ipê está agendada somente para o mês de julho. Qualquer um que preste atenção nos tempos da natureza sabe disto. Mas antes que fizesse minha pergunta tola ouvi, dentro de mim, a resposta que me dariam. Responderiam citando o místico medieval Ângelus Silésius, que dizia que as flores não têm porquês; florescem porque florescem. Pensei que seria bom se também nós fôssemos como as plantas, que nossas ações fossem um puro transbordar de vitalidade, uma pura explosão de uma beleza que cresceu por dentro e não mais por ser guardada. Sem razões, por puro prazer.
      Mas aí olho para a mesa e um livro de capa verde me lembra que não vivo no Paraíso, que não tenho o direito de viver pelo prazer. Há deveres que me esperam. O que todos pedem de mim não é que eu floresça, como os ipês, mas que eu cumpra os meus deveres – muito embora eles me levem para bem longe da minha felicidade. Pois dever é isto: aquela voz que grita mais alto que minhas flores não nascidas – os meus desejos – e me obriga a fazer o que não quero. Pois, se eu quisesse, ela não precisaria gritar. Eu faria por puro prazer. E se grita, para me obrigar à obediência, é porque o que o dever ordena não é aquilo que a alma pede. Daí a sabedoria de dois versos de Fernando Pessoa. Primeiro, aquele em que diz: Ah, a frescura na face de não cumprir um dever! Desavergonhado, irresponsável, corruptor da juventude, deveria ser obrigado a tomar cicuta, como Sócrates! Não é nada disto. Ele só diz a verdade: só podemos ser felizes quando formos como os ipês; quando florescemos porque florescemos; quando ninguém nos ordena o que fazer, e o que fazemos é só um filho do prazer. E o outro verso, aquele em que diz que somos o intervalo entre o nosso desejo e aquilo que o desejo dos outros fez de nós. [...]


Fonte: ALVES, Rubem. Fazer nada. Disponível em: https://rubemalvesdois.wordpress.com/. Acesso em: 14 mar. 2026. 
Assinale a passagem do texto em que se verifica o uso da ironia como recurso de expressão. 
Alternativas
Q4026916 Português
Texto 01


Fazer nada


    A manhã está do jeito que eu gosto. Céu azul, ventinho frio. Logo bem cedinho convidou-me a fazer nada. Dar uma caminhada – não por razões de saúde, mas por puro prazer. Os ipês-rosa floriram antes do tempo – vocês já notaram? E não existe coisa mais linda que uma copa de ipê contra o céu azul. Cessam todos os pensamentos ansiosos e a gente fica possuído por pura gratidão de que a vida seja tão generosa em coisas belas. Ali, debaixo do ipê, não há nada que eu possa fazer. Não há nada que eu deva fazer. Qualquer ação minha seria supérflua. Pois como poderia eu melhorar o que já é perfeito?
    Lembro-me das minhas primeiras lições de filosofia, de como eu me ri quando li que, para o Taoísmo, a felicidade suprema é aquilo a que dão o nome de Wu-Wei, fazer nada. Achei que eram doidos. Porque, naqueles tempos, eu era um ser ético que julgava que a ação era a coisa mais importante. Ainda não havia aprendido as lições do Paraíso – que quando se está diante da beleza só nos resta...fazer nada, gozar a felicidade que nos é oferecida.
    Queria perguntar aos ipês das razões do seu equívoco. Será que, por acaso, não possuíam uma agenda? Pois, se possuíssem, saberiam que floração de ipê está agendada somente para o mês de julho. Qualquer um que preste atenção nos tempos da natureza sabe disto. Mas antes que fizesse minha pergunta tola ouvi, dentro de mim, a resposta que me dariam. Responderiam citando o místico medieval Ângelus Silésius, que dizia que as flores não têm porquês; florescem porque florescem. Pensei que seria bom se também nós fôssemos como as plantas, que nossas ações fossem um puro transbordar de vitalidade, uma pura explosão de uma beleza que cresceu por dentro e não mais por ser guardada. Sem razões, por puro prazer.
      Mas aí olho para a mesa e um livro de capa verde me lembra que não vivo no Paraíso, que não tenho o direito de viver pelo prazer. Há deveres que me esperam. O que todos pedem de mim não é que eu floresça, como os ipês, mas que eu cumpra os meus deveres – muito embora eles me levem para bem longe da minha felicidade. Pois dever é isto: aquela voz que grita mais alto que minhas flores não nascidas – os meus desejos – e me obriga a fazer o que não quero. Pois, se eu quisesse, ela não precisaria gritar. Eu faria por puro prazer. E se grita, para me obrigar à obediência, é porque o que o dever ordena não é aquilo que a alma pede. Daí a sabedoria de dois versos de Fernando Pessoa. Primeiro, aquele em que diz: Ah, a frescura na face de não cumprir um dever! Desavergonhado, irresponsável, corruptor da juventude, deveria ser obrigado a tomar cicuta, como Sócrates! Não é nada disto. Ele só diz a verdade: só podemos ser felizes quando formos como os ipês; quando florescemos porque florescemos; quando ninguém nos ordena o que fazer, e o que fazemos é só um filho do prazer. E o outro verso, aquele em que diz que somos o intervalo entre o nosso desejo e aquilo que o desejo dos outros fez de nós. [...]


Fonte: ALVES, Rubem. Fazer nada. Disponível em: https://rubemalvesdois.wordpress.com/. Acesso em: 14 mar. 2026. 
Na passagem “Qualquer ação minha seria supérflua. Pois como poderia eu melhorar o que já é perfeito?”, a palavra “supérflua” foi usada no sentido de  
Alternativas
Q4026915 Português
Texto 01


Fazer nada


    A manhã está do jeito que eu gosto. Céu azul, ventinho frio. Logo bem cedinho convidou-me a fazer nada. Dar uma caminhada – não por razões de saúde, mas por puro prazer. Os ipês-rosa floriram antes do tempo – vocês já notaram? E não existe coisa mais linda que uma copa de ipê contra o céu azul. Cessam todos os pensamentos ansiosos e a gente fica possuído por pura gratidão de que a vida seja tão generosa em coisas belas. Ali, debaixo do ipê, não há nada que eu possa fazer. Não há nada que eu deva fazer. Qualquer ação minha seria supérflua. Pois como poderia eu melhorar o que já é perfeito?
    Lembro-me das minhas primeiras lições de filosofia, de como eu me ri quando li que, para o Taoísmo, a felicidade suprema é aquilo a que dão o nome de Wu-Wei, fazer nada. Achei que eram doidos. Porque, naqueles tempos, eu era um ser ético que julgava que a ação era a coisa mais importante. Ainda não havia aprendido as lições do Paraíso – que quando se está diante da beleza só nos resta...fazer nada, gozar a felicidade que nos é oferecida.
    Queria perguntar aos ipês das razões do seu equívoco. Será que, por acaso, não possuíam uma agenda? Pois, se possuíssem, saberiam que floração de ipê está agendada somente para o mês de julho. Qualquer um que preste atenção nos tempos da natureza sabe disto. Mas antes que fizesse minha pergunta tola ouvi, dentro de mim, a resposta que me dariam. Responderiam citando o místico medieval Ângelus Silésius, que dizia que as flores não têm porquês; florescem porque florescem. Pensei que seria bom se também nós fôssemos como as plantas, que nossas ações fossem um puro transbordar de vitalidade, uma pura explosão de uma beleza que cresceu por dentro e não mais por ser guardada. Sem razões, por puro prazer.
      Mas aí olho para a mesa e um livro de capa verde me lembra que não vivo no Paraíso, que não tenho o direito de viver pelo prazer. Há deveres que me esperam. O que todos pedem de mim não é que eu floresça, como os ipês, mas que eu cumpra os meus deveres – muito embora eles me levem para bem longe da minha felicidade. Pois dever é isto: aquela voz que grita mais alto que minhas flores não nascidas – os meus desejos – e me obriga a fazer o que não quero. Pois, se eu quisesse, ela não precisaria gritar. Eu faria por puro prazer. E se grita, para me obrigar à obediência, é porque o que o dever ordena não é aquilo que a alma pede. Daí a sabedoria de dois versos de Fernando Pessoa. Primeiro, aquele em que diz: Ah, a frescura na face de não cumprir um dever! Desavergonhado, irresponsável, corruptor da juventude, deveria ser obrigado a tomar cicuta, como Sócrates! Não é nada disto. Ele só diz a verdade: só podemos ser felizes quando formos como os ipês; quando florescemos porque florescemos; quando ninguém nos ordena o que fazer, e o que fazemos é só um filho do prazer. E o outro verso, aquele em que diz que somos o intervalo entre o nosso desejo e aquilo que o desejo dos outros fez de nós. [...]


Fonte: ALVES, Rubem. Fazer nada. Disponível em: https://rubemalvesdois.wordpress.com/. Acesso em: 14 mar. 2026. 
Assinale a alternativa CORRETA, de acordo com as ideias defendidas no texto. 
Alternativas
Q4026888 Português

Para responder à questão, leia a charge abaixo.


                                                              


Autor: Cazo

Na fala dita pelo terapeuta OU SERÁ QUE SÃO AS REDES SOCIAIS  QUE TE POSSUEM?, o uso do ponto de interrogação no final da frase cumpre o importante papel de:
Alternativas
Q4026887 Português

Para responder à questão, leia a charge abaixo.


                                                              


Autor: Cazo

Quando o rapaz deitado no divã tenta justificar o seu hábito afirmando EU PASSO A MAIOR PARTE DO MEU TEMPO LIVRE ONLINE, ele está indicando claramente que o seu momento de descanso e lazer é dedicado a:
Alternativas
Q4026886 Português

Para responder à questão, leia a charge abaixo.


                                                              


Autor: Cazo

No segundo balão, o terapeuta escuta o relato do jovem e faz um questionamento que inverte a lógica da situação. Ao perguntar OU SERÁ QUE SÃO AS REDES SOCIAIS QUE TE POSSUEM?, o sentido do trecho destacado sugere que a tecnologia passou a:
Alternativas
Respostas
8741: E
8742: B
8743: A
8744: D
8745: C
8746: A
8747: A
8748: B
8749: C
8750: A
8751: E
8752: C
8753: E
8754: B
8755: D
8756: A
8757: D
8758: D
8759: B
8760: C