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Q4041527 Português
Leia o texto para responder à próxima questão.

A vida é um rio. (Isaias Costa).

Quero deixar uma pequena reflexão de um filósofo e místico indiano que admiro muito, chamado Osho. Um pequeno texto em que ele fala sobre o fluxo natural na nossa vida, que se assemelha com um rio.
“O êxtase é a nossa verdadeira natureza, não ser extático é simplesmente desnecessário. Ser extático é natural, espontâneo. Não precisa de esforço para ser extático, precisa de grande esforço para ser miserável.
É por isso que você está tão cansado, porque a miséria é realmente um trabalho duro, mantê-la é muito difícil, porque você está fazendo algo contra a natureza. Você está indo corrente acima, isto é o que a miséria é.
E o que é felicidade? Ir com o rio – tanto assim que a distinção entre você e o rio seja simplesmente perdida. Você é o rio. Como pode ser difícil? Para ir com o rio, nenhum nado é necessário, você simplesmente flutua com o rio e o rio leva você para o oceano. O rio já está indo para o oceano.
A vida é um rio. Não o empurre e você não vai ser miserável.
Você está pronto. Este momento de confusão, este momento de caos em sua vida, pode abrir uma nova porta, pode virar uma nova folha. Não espere mais.”
Achei muito interessante quando ele fala sobre a miséria, que é algo contra a natureza. Realmente a miséria é algo contra a natureza. Você pode até me questionar: “Não é bem assim. Uma pessoa que vive na miséria. Que nunca teve oportunidade de crescer na vida. Como é que essa pessoa está fluindo contra a natureza?”. Este é um questionamento válido, porém, muito superficial, sabe por quê? Porque o destino da sua vida é só você que determina. O poder do seu pensamento é que vai determinar se você será alguém grande nessa vida. Uma coisa que acontece demais é que algumas pessoas que vem de origem extremamente humilde conseguem crescer na vida de uma maneira extraordinária. Como elas conseguem isso? Elas conseguem isso porque focam a sua mente e as suas ações somente no sucesso. A palavra miséria não existe nos seus dicionários, porque elas não permitem que exista. Entendem o que estou querendo dizer? Tudo que acontece na nossa vida acontece porque a gente permite que aconteça. Se você coloca na sua mente que é um sucesso, que todas as suas ações terão sucesso, que você é o melhor no que faz. O que vai acontecer? Você estará seguindo o fluxo natural do rio da sua vida, a natureza se encarregará de lhe dar o seu sucesso em tudo.
E as pessoas que “nadam contra a maré”? Estas são as pessoas que se sabotam o tempo todo. Que tem seus rios, mas que insistem em seguir contra a maré. É interessante notar que o gasto de energia dessas pessoas é infinitamente maior do que o das pessoas que seguem o fluxo natural do rio. Agora eu vou falar umas coisas que acho engraçadas e que escuto quase todos os dias. Muitos dizem: “O meu trabalho é pesado. Tenho que ter muita disposição para dar conta dele…”, “Amanhã será mais um longo dia de luta no meu trabalho…”, ou “Que merda! Hoje é segunda-feira!”, “Não vejo a hora de que chegue sexta-feira!” As pessoas que falam assim têm o seu trabalho como um fardo, algo pesado, quando na verdade o trabalho deveria ser um prazer. É triste dizer, mas um número enorme de pessoas tem o seu trabalho como algo pesado. Isso é horrível, porque elas não conseguem ser plenamente felizes. O dia tem 24 h, elas escolhem ter 16 h ou menos de felicidade fora do trabalho e 8 h de infelicidade no trabalho. Já pararam para pensar nisso? Não precisa ser assim. Você não só pode, como deve trabalhar com aquilo que ama. Saiba o que você ama e trabalhe com isso! Se você sente que o que você faz não é o que ama, tome uma atitude! Saia desse emprego atual e vá fazer o que ama! Sei que para muitos é arriscado simplesmente abandonar o trabalho e fazer o que ama. O que fazer nesse caso? Nas horas vagas, as “horas da felicidade”, desenvolva as suas ideias! Escreva! Coloque no papel o que quer, e veja passo a passo o que pode fazer! Diga assim: “O que eu posso fazer hoje para que o que eu quero comece a acontecer de verdade?”, sempre assim, vendo o que é palpável. Realizada esta etapa pergunte: “o próximo passo, quais as ferramentas para continuar?”, busque as ferramentas, até conseguir o que quer, e ser feliz trabalhando com o que ama fazer.
Enfim. Vamos seguir o fluxo natural do rio! E ser felizes em todos os momentos e em todas as circunstâncias. A felicidade é uma busca pessoal e incessante. Busque-a todos os dias, com todas as suas energias…

Fonte: https://www.google.com.br/search?q
Analise o texto e marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q4041466 Português

O machismo das ausências  







VALEK, Aline.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/.

Acesso em: 26/01/2026 (adaptado). 


A pontuação muitas vezes é empregada para além das regras gramaticais, de forma expressiva, com o objetivo de atender à determinada intenção do autor. No texto, o trecho que faz uso de pontuação expressiva, construindo um sentido de ênfase, é:  
Alternativas
Q4041465 Português

O machismo das ausências  







VALEK, Aline.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/.

Acesso em: 26/01/2026 (adaptado). 


 O período que, reescrito, apresenta o mesmo sentido de “é um machismo que se manifesta de forma sutil, empurrando as autoras para as margens” (l. 30-31) é:  
Alternativas
Q4041464 Português

O machismo das ausências  







VALEK, Aline.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/.

Acesso em: 26/01/2026 (adaptado). 


Em “Dessa forma, mesmo que rompamos uma série de barreiras para poder chegar a ser escritoras, mesmo quando conseguimos, ainda seremos barradas em algum momento” (l. 35-36), a conjunção que pode substituir a locução conjuntiva em destaque, sem alteração do sentido do trecho, é:
Alternativas
Q4041462 Português

O machismo das ausências  







VALEK, Aline.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/.

Acesso em: 26/01/2026 (adaptado). 


Ambiguidade é o fenômeno que permite interpretações distintas e plausíveis de uma mesma frase, palavra, expressão. Entre as frases a seguir, aquela que não apresenta ambiguidades, construindo uma única possibilidade de interpretação, é: 
Alternativas
Q4041461 Português

O machismo das ausências  







VALEK, Aline.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/.

Acesso em: 26/01/2026 (adaptado). 


As figuras de linguagem são recursos empregados para dar mais expressividade às ideias no texto; entre elas, a metáfora. O trecho que se configura como metafórico é: 
Alternativas
Q4041460 Português

O machismo das ausências  







VALEK, Aline.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/.

Acesso em: 26/01/2026 (adaptado). 


Como estratégia persuasiva, a autora busca uma aproximação maior com o leitor por meio da interlocução direta. No texto, essa estratégia se constrói pelo emprego do(a): 
Alternativas
Q4041459 Português

O machismo das ausências  







VALEK, Aline.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/.

Acesso em: 26/01/2026 (adaptado). 


 O título “O machismo das ausências” refere-se à(ao):  
Alternativas
Q4041458 Português

O machismo das ausências  







VALEK, Aline.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/.

Acesso em: 26/01/2026 (adaptado). 


A autora busca convencer o leitor de que existe machismo na literatura, apresentando fatos e opiniões. O trecho que apresenta uma avaliação pessoal explícita da autora, configurando-se como opinião, é: 
Alternativas
Q4041457 Português

O machismo das ausências  







VALEK, Aline.

Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-machismo-das-ausencias/.

Acesso em: 26/01/2026 (adaptado). 


De acordo com o texto, o machismo na literatura manifesta-se bem antes do mercado editorial, pois as mulheres: 
Alternativas
Q4041432 Português
O aumento de diagnósticos de neurodiversidade no ambiente escolar tornou a figura do Acompanhante Terapêutico indispensável. Esse profissional atua para viabilizar a inclusão, promovendo diretamente a autonomia, a socialização e o aprendizado do aluno. Diante disso, analise o trecho abaixo:
O papel do Acompanhante Terapêutico no ambiente escolar é de extrema importância para garantir o apoio e _______________necessários às crianças neurodiversas durante seu processo educacional. Assim, o AT atua como um profissional capacitado que acompanha a criança no ambiente escolar, auxiliando-a em suas necessidades _______________, promovendo sua inclusão e maximizando seu desenvolvimento acadêmico, social e emocional.
Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:
Alternativas
Q4041426 Português




Disponível em: https://www.humorcomciencia.com/wpcontent/uploads/2024/02/Ancestrais.jpg

O texto intitulado “Ancestrais” apresenta diferentes aparelhos tecnológicos (relógio, calculadora, câmera, rádio, guia, envelope de carta e telefone celular) representados com braços, pernas e expressões faciais, interagindo entre si. Esse recurso visual constitui um exemplo de personificação, estratégia comum em textos multissemióticos para produzir efeitos de sentido.
Considerando a relação entre linguagem verbal e não verbal, assinale a alternativa que melhor explica o efeito da personificação dos aparelhos na construção do sentido do texto.
Alternativas
Q4041425 Português




Disponível em: https://www.humorcomciencia.com/wpcontent/uploads/2024/02/Ancestrais.jpg

Após a leitura do texto, analise as afirmações a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F).

( ) O efeito de humor do texto decorre da polissemia da palavra “ligação”, que pode significar tanto chamada telefônica quanto relação de vínculo ou origem entre os objetos representados.

( ) O smartphone sugere possuir relação com os demais objetos porque integra, em um único dispositivo, funções anteriormente desempenhadas por eles.

( ) O texto apresenta uma crítica direta à inutilidade completa dos aparelhos antigos, defendendo que eles não têm mais qualquer relevância tecnológica.

( ) A personificação dos objetos tecnológicos contribui para a construção do sentido do texto, ao permitir que eles sejam representados como participantes de uma interação discursiva.


Após análise, conclui-se que a sequência correta é: 
Alternativas
Q4041424 Português





Disponível em:https://blogdoaftm.com.br/wpcontent/uploads/2024/06/5303.jpg Acesso em 06/03/ 2026.

Após a observação das características do texto, assinale a alternativa que identifica corretamente o gênero textual e explica de forma adequada seu funcionamento semânticodiscursivo.
Alternativas
Q4041423 Português





Disponível em:https://blogdoaftm.com.br/wpcontent/uploads/2024/06/5303.jpg Acesso em 06/03/ 2026.

Considere o texto apresentado, analise as características de sua organização discursiva e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4041422 Português





Disponível em:https://blogdoaftm.com.br/wpcontent/uploads/2024/06/5303.jpg Acesso em 06/03/ 2026.

Considere o enunciado “Eu sou uma criança do mundo atual, sou criado por celulares e tablets!”. A partir da análise das classes de palavras e de seu funcionamento textualdiscursivo, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4041421 Português
ECA Digital: entenda a nova lei que protege crianças e adolescentes no ambiente online





Você já ouviu falar no ECA Digital? Em agosto de 2025, um vídeo do influenciador Felca viralizou nas redes sociais ao denunciar a crescente adultização de crianças e adolescentes em plataformas digitais. Ele expôs a quantidade de conteúdos em que meninas e meninos eram retratados com comportamentos, roupas e linguagens tipicamente adultos, muitas vezes com incentivo de algoritmos e monetização. A repercussão foi imediata e acendeu um alerta sobre os limites entre a liberdade de expressão e a exploração infantil nas redes.
     O episódio trouxe à tona um problema antigo que ganhou novas formas no ambiente virtual: o uso da imagem de crianças e adolescentes como meio de gerar engajamento e lucro. Entre discussões sobre responsabilidade das plataformas, papel das famílias e necessidade de políticas públicas, cresceu o consenso de que o Estatuto da Criança e do Adolescente, criado em 1990, precisava oferecer respostas aos desafios do mundo digital.
     Foi nesse contexto que nasceu o ECA Digital, uma atualização legislativa que amplia a proteção integral da infância e da adolescência para o ambiente online, acompanhando as transformações tecnológicas e sociais dos últimos anos.
     Sancionada em setembro de 2025, a Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, representa uma ampliação do Estatuto da Criança e do Adolescente para o universo das tecnologias da informação e comunicação. Ela estabelece regras específicas para redes sociais, aplicativos, jogos eletrônicos e plataformas de streaming, definindo obrigações para empresas e reforçando a responsabilidade do Estado e da sociedade na proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
     O objetivo central da nova legislação é assegurar que os direitos fundamentais à dignidade, à privacidade, à segurança e ao desenvolvimento saudável sejam preservados também no mundo online. Assim como o ECA de 1990 trouxe avanços para o mundo físico, o ECA Digital busca garantir que o princípio da prioridade absoluta à infância e à adolescência se estenda para o espaço virtual.


PRINCIPAIS MUDANÇAS CAUSADAS PELO ECA DIGITAL

Verificação de idade e supervisão parental

    Uma das mudanças mais significativas do ECA Digital é a exigência de mecanismos confiáveis de verificação de idade. As plataformas não poderão mais se basear apenas na autodeclaração do usuário para permitir o acesso de menores de idade.
    Além disso, contas de crianças e adolescentes de até 16 anos deverão ser vinculadas a um responsável legal, com ferramentas de controle que permitam limitar tempo de uso, restringir contatos e aprovar compras em aplicativos e jogos. A medida pretende reduzir a exposição precoce e coibir práticas que contribuem para a adultização digital.

Design de segurança e restrições à monetização

    O ECA Digital determina que os serviços voltados ao público infantojuvenil sejam desenvolvidos seguindo os princípios de privacidade desde a concepção e proteção por padrão. Isso significa que a segurança e a privacidade devem estar integradas ao projeto desde o início, e não ser apenas um recurso adicional.
     Outra inovação proveniente do ECA Digital é a proibição da monetização e da publicidade direcionada a crianças e adolescentes com base em perfilamento comportamental. Ficam vedadas práticas como o uso de dados pessoais para manipular emoções, promover conteúdos inadequados ou estimular o consumo exagerado por meio de recompensas digitais e jogos com microtransações.

Transparência e responsabilidade das plataformas

    Empresas com mais de um milhão de usuários menores de 18 anos precisam publicar relatórios periódicos de transparência, apresentando dados sobre denúncias, remoção de conteúdos, medidas de proteção e uso de ferramentas de controle parental.
    As plataformas também devem agir rapidamente na remoção de conteúdos que representem risco, como exploração sexual, assédio, cyberbullying, discurso de ódio ou  incentivo a desafios perigosos. Em casos de descumprimento, poderão ser aplicadas sanções como multas, advertências, suspensão de serviços e até proibição de funcionamento no país.

Abrangência nacional e cooperação internacional

    A lei vale para qualquer serviço digital acessado por crianças e adolescentes no Brasil, mesmo que a empresa esteja sediada em outro país.
    A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi designada como órgão responsável pela fiscalização, atuando em conjunto com outras instituições, como o Ministério Público, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e a Anatel.

ECA Digital e o papel das famílias, escolas e empresas

    Para as crianças e os adolescentes, o ECA Digital significa um ambiente virtual mais seguro e adequado à sua faixa etária, com menos exposição a conteúdos nocivos e maior controle sobre o uso de suas informações pessoais.
    Para as famílias, a lei oferece instrumentos mais claros de supervisão, fortalecendo o papel dos responsáveis na mediação do uso das telas. Não se trata de restringir o acesso à tecnologia, mas de garantir que ela seja utilizada de forma saudável, educativa e protetiva.
      As escolas também passam a ter um papel mais ativo na educação digital, orientando alunos sobre privacidade, cidadania e respeito no ambiente virtual. Já as organizações da sociedade civil, como a Fundação Abrinq, ganham uma nova frente de atuação para promover campanhas de conscientização e advocacy voltadas à infância conectada.
      Do lado das empresas de tecnologia, a lei impõe ajustes profundos. Será necessário rever políticas de privacidade, sistemas de autenticação, moderação de conteúdo e modelos de negócio baseados em publicidade infantil. A partir do ECA Digital, a lógica de “autorregulação” deixa de ser suficiente, uma vez que as empresas  passam a ter responsabilidades legais e éticas mais transparentes.

Desafios e próximos passos para aplicar o ECA Digital

    Apesar dos avanços, a implementação do ECA Digital apresenta desafios. O primeiro é tecnológico: desenvolver sistemas de verificação de idade que sejam eficazes sem comprometer a privacidade dos usuários. O segundo é institucional: garantir que os órgãos responsáveis tenham estrutura e recursos para fiscalizar e aplicar as sanções previstas.
     Há também um desafio cultural: promover uma mudança de mentalidade em relação à presença das crianças na internet. É preciso equilibrar liberdade, aprendizado e proteção, evitando tanto a exposição excessiva quanto o isolamento digital.
    O sucesso do ECA Digital depende, portanto, da cooperação entre governo, empresas, famílias e sociedade civil. Nenhuma dessas partes, sozinha, conseguirá garantir um ambiente online verdadeiramente seguro para as crianças e os adolescentes.

Disponível em: https://www.fadc.org.br/sites/default/files/inline images/ECA%20Digital%20pilares.pn
Considere o fragmento a seguir:
“Outra inovação proveniente do ECA Digital é a proibição da monetização e da publicidade direcionada a crianças e adolescentes com base em perfilamento comportamental.”
Com base no contexto do enunciado, assinale a alternativa correta sobre o funcionamento das classes de palavras presentes no trecho.
Alternativas
Q4041420 Português
ECA Digital: entenda a nova lei que protege crianças e adolescentes no ambiente online





Você já ouviu falar no ECA Digital? Em agosto de 2025, um vídeo do influenciador Felca viralizou nas redes sociais ao denunciar a crescente adultização de crianças e adolescentes em plataformas digitais. Ele expôs a quantidade de conteúdos em que meninas e meninos eram retratados com comportamentos, roupas e linguagens tipicamente adultos, muitas vezes com incentivo de algoritmos e monetização. A repercussão foi imediata e acendeu um alerta sobre os limites entre a liberdade de expressão e a exploração infantil nas redes.
     O episódio trouxe à tona um problema antigo que ganhou novas formas no ambiente virtual: o uso da imagem de crianças e adolescentes como meio de gerar engajamento e lucro. Entre discussões sobre responsabilidade das plataformas, papel das famílias e necessidade de políticas públicas, cresceu o consenso de que o Estatuto da Criança e do Adolescente, criado em 1990, precisava oferecer respostas aos desafios do mundo digital.
     Foi nesse contexto que nasceu o ECA Digital, uma atualização legislativa que amplia a proteção integral da infância e da adolescência para o ambiente online, acompanhando as transformações tecnológicas e sociais dos últimos anos.
     Sancionada em setembro de 2025, a Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, representa uma ampliação do Estatuto da Criança e do Adolescente para o universo das tecnologias da informação e comunicação. Ela estabelece regras específicas para redes sociais, aplicativos, jogos eletrônicos e plataformas de streaming, definindo obrigações para empresas e reforçando a responsabilidade do Estado e da sociedade na proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
     O objetivo central da nova legislação é assegurar que os direitos fundamentais à dignidade, à privacidade, à segurança e ao desenvolvimento saudável sejam preservados também no mundo online. Assim como o ECA de 1990 trouxe avanços para o mundo físico, o ECA Digital busca garantir que o princípio da prioridade absoluta à infância e à adolescência se estenda para o espaço virtual.


PRINCIPAIS MUDANÇAS CAUSADAS PELO ECA DIGITAL

Verificação de idade e supervisão parental

    Uma das mudanças mais significativas do ECA Digital é a exigência de mecanismos confiáveis de verificação de idade. As plataformas não poderão mais se basear apenas na autodeclaração do usuário para permitir o acesso de menores de idade.
    Além disso, contas de crianças e adolescentes de até 16 anos deverão ser vinculadas a um responsável legal, com ferramentas de controle que permitam limitar tempo de uso, restringir contatos e aprovar compras em aplicativos e jogos. A medida pretende reduzir a exposição precoce e coibir práticas que contribuem para a adultização digital.

Design de segurança e restrições à monetização

    O ECA Digital determina que os serviços voltados ao público infantojuvenil sejam desenvolvidos seguindo os princípios de privacidade desde a concepção e proteção por padrão. Isso significa que a segurança e a privacidade devem estar integradas ao projeto desde o início, e não ser apenas um recurso adicional.
     Outra inovação proveniente do ECA Digital é a proibição da monetização e da publicidade direcionada a crianças e adolescentes com base em perfilamento comportamental. Ficam vedadas práticas como o uso de dados pessoais para manipular emoções, promover conteúdos inadequados ou estimular o consumo exagerado por meio de recompensas digitais e jogos com microtransações.

Transparência e responsabilidade das plataformas

    Empresas com mais de um milhão de usuários menores de 18 anos precisam publicar relatórios periódicos de transparência, apresentando dados sobre denúncias, remoção de conteúdos, medidas de proteção e uso de ferramentas de controle parental.
    As plataformas também devem agir rapidamente na remoção de conteúdos que representem risco, como exploração sexual, assédio, cyberbullying, discurso de ódio ou  incentivo a desafios perigosos. Em casos de descumprimento, poderão ser aplicadas sanções como multas, advertências, suspensão de serviços e até proibição de funcionamento no país.

Abrangência nacional e cooperação internacional

    A lei vale para qualquer serviço digital acessado por crianças e adolescentes no Brasil, mesmo que a empresa esteja sediada em outro país.
    A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi designada como órgão responsável pela fiscalização, atuando em conjunto com outras instituições, como o Ministério Público, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e a Anatel.

ECA Digital e o papel das famílias, escolas e empresas

    Para as crianças e os adolescentes, o ECA Digital significa um ambiente virtual mais seguro e adequado à sua faixa etária, com menos exposição a conteúdos nocivos e maior controle sobre o uso de suas informações pessoais.
    Para as famílias, a lei oferece instrumentos mais claros de supervisão, fortalecendo o papel dos responsáveis na mediação do uso das telas. Não se trata de restringir o acesso à tecnologia, mas de garantir que ela seja utilizada de forma saudável, educativa e protetiva.
      As escolas também passam a ter um papel mais ativo na educação digital, orientando alunos sobre privacidade, cidadania e respeito no ambiente virtual. Já as organizações da sociedade civil, como a Fundação Abrinq, ganham uma nova frente de atuação para promover campanhas de conscientização e advocacy voltadas à infância conectada.
      Do lado das empresas de tecnologia, a lei impõe ajustes profundos. Será necessário rever políticas de privacidade, sistemas de autenticação, moderação de conteúdo e modelos de negócio baseados em publicidade infantil. A partir do ECA Digital, a lógica de “autorregulação” deixa de ser suficiente, uma vez que as empresas  passam a ter responsabilidades legais e éticas mais transparentes.

Desafios e próximos passos para aplicar o ECA Digital

    Apesar dos avanços, a implementação do ECA Digital apresenta desafios. O primeiro é tecnológico: desenvolver sistemas de verificação de idade que sejam eficazes sem comprometer a privacidade dos usuários. O segundo é institucional: garantir que os órgãos responsáveis tenham estrutura e recursos para fiscalizar e aplicar as sanções previstas.
     Há também um desafio cultural: promover uma mudança de mentalidade em relação à presença das crianças na internet. É preciso equilibrar liberdade, aprendizado e proteção, evitando tanto a exposição excessiva quanto o isolamento digital.
    O sucesso do ECA Digital depende, portanto, da cooperação entre governo, empresas, famílias e sociedade civil. Nenhuma dessas partes, sozinha, conseguirá garantir um ambiente online verdadeiramente seguro para as crianças e os adolescentes.

Disponível em: https://www.fadc.org.br/sites/default/files/inline images/ECA%20Digital%20pilares.pn
Leia o trecho a seguir:
“As escolas também passam a ter um papel mais ativo na educação digital, orientando alunos sobre privacidade, cidadania e respeito no ambiente virtual. já as organizações da sociedade civil, como a fundação abrinq, ganham uma nova frente de atuação para promover campanhas de conscientização e advocacy voltadas à infância conectada.”
Considerando os efeitos de sentido produzidos no texto, assinale a alternativa que apresenta uma pressuposição associada ao uso da palavra “advocacy”.
Alternativas
Q4041419 Português
ECA Digital: entenda a nova lei que protege crianças e adolescentes no ambiente online





Você já ouviu falar no ECA Digital? Em agosto de 2025, um vídeo do influenciador Felca viralizou nas redes sociais ao denunciar a crescente adultização de crianças e adolescentes em plataformas digitais. Ele expôs a quantidade de conteúdos em que meninas e meninos eram retratados com comportamentos, roupas e linguagens tipicamente adultos, muitas vezes com incentivo de algoritmos e monetização. A repercussão foi imediata e acendeu um alerta sobre os limites entre a liberdade de expressão e a exploração infantil nas redes.
     O episódio trouxe à tona um problema antigo que ganhou novas formas no ambiente virtual: o uso da imagem de crianças e adolescentes como meio de gerar engajamento e lucro. Entre discussões sobre responsabilidade das plataformas, papel das famílias e necessidade de políticas públicas, cresceu o consenso de que o Estatuto da Criança e do Adolescente, criado em 1990, precisava oferecer respostas aos desafios do mundo digital.
     Foi nesse contexto que nasceu o ECA Digital, uma atualização legislativa que amplia a proteção integral da infância e da adolescência para o ambiente online, acompanhando as transformações tecnológicas e sociais dos últimos anos.
     Sancionada em setembro de 2025, a Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, representa uma ampliação do Estatuto da Criança e do Adolescente para o universo das tecnologias da informação e comunicação. Ela estabelece regras específicas para redes sociais, aplicativos, jogos eletrônicos e plataformas de streaming, definindo obrigações para empresas e reforçando a responsabilidade do Estado e da sociedade na proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
     O objetivo central da nova legislação é assegurar que os direitos fundamentais à dignidade, à privacidade, à segurança e ao desenvolvimento saudável sejam preservados também no mundo online. Assim como o ECA de 1990 trouxe avanços para o mundo físico, o ECA Digital busca garantir que o princípio da prioridade absoluta à infância e à adolescência se estenda para o espaço virtual.


PRINCIPAIS MUDANÇAS CAUSADAS PELO ECA DIGITAL

Verificação de idade e supervisão parental

    Uma das mudanças mais significativas do ECA Digital é a exigência de mecanismos confiáveis de verificação de idade. As plataformas não poderão mais se basear apenas na autodeclaração do usuário para permitir o acesso de menores de idade.
    Além disso, contas de crianças e adolescentes de até 16 anos deverão ser vinculadas a um responsável legal, com ferramentas de controle que permitam limitar tempo de uso, restringir contatos e aprovar compras em aplicativos e jogos. A medida pretende reduzir a exposição precoce e coibir práticas que contribuem para a adultização digital.

Design de segurança e restrições à monetização

    O ECA Digital determina que os serviços voltados ao público infantojuvenil sejam desenvolvidos seguindo os princípios de privacidade desde a concepção e proteção por padrão. Isso significa que a segurança e a privacidade devem estar integradas ao projeto desde o início, e não ser apenas um recurso adicional.
     Outra inovação proveniente do ECA Digital é a proibição da monetização e da publicidade direcionada a crianças e adolescentes com base em perfilamento comportamental. Ficam vedadas práticas como o uso de dados pessoais para manipular emoções, promover conteúdos inadequados ou estimular o consumo exagerado por meio de recompensas digitais e jogos com microtransações.

Transparência e responsabilidade das plataformas

    Empresas com mais de um milhão de usuários menores de 18 anos precisam publicar relatórios periódicos de transparência, apresentando dados sobre denúncias, remoção de conteúdos, medidas de proteção e uso de ferramentas de controle parental.
    As plataformas também devem agir rapidamente na remoção de conteúdos que representem risco, como exploração sexual, assédio, cyberbullying, discurso de ódio ou  incentivo a desafios perigosos. Em casos de descumprimento, poderão ser aplicadas sanções como multas, advertências, suspensão de serviços e até proibição de funcionamento no país.

Abrangência nacional e cooperação internacional

    A lei vale para qualquer serviço digital acessado por crianças e adolescentes no Brasil, mesmo que a empresa esteja sediada em outro país.
    A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi designada como órgão responsável pela fiscalização, atuando em conjunto com outras instituições, como o Ministério Público, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e a Anatel.

ECA Digital e o papel das famílias, escolas e empresas

    Para as crianças e os adolescentes, o ECA Digital significa um ambiente virtual mais seguro e adequado à sua faixa etária, com menos exposição a conteúdos nocivos e maior controle sobre o uso de suas informações pessoais.
    Para as famílias, a lei oferece instrumentos mais claros de supervisão, fortalecendo o papel dos responsáveis na mediação do uso das telas. Não se trata de restringir o acesso à tecnologia, mas de garantir que ela seja utilizada de forma saudável, educativa e protetiva.
      As escolas também passam a ter um papel mais ativo na educação digital, orientando alunos sobre privacidade, cidadania e respeito no ambiente virtual. Já as organizações da sociedade civil, como a Fundação Abrinq, ganham uma nova frente de atuação para promover campanhas de conscientização e advocacy voltadas à infância conectada.
      Do lado das empresas de tecnologia, a lei impõe ajustes profundos. Será necessário rever políticas de privacidade, sistemas de autenticação, moderação de conteúdo e modelos de negócio baseados em publicidade infantil. A partir do ECA Digital, a lógica de “autorregulação” deixa de ser suficiente, uma vez que as empresas  passam a ter responsabilidades legais e éticas mais transparentes.

Desafios e próximos passos para aplicar o ECA Digital

    Apesar dos avanços, a implementação do ECA Digital apresenta desafios. O primeiro é tecnológico: desenvolver sistemas de verificação de idade que sejam eficazes sem comprometer a privacidade dos usuários. O segundo é institucional: garantir que os órgãos responsáveis tenham estrutura e recursos para fiscalizar e aplicar as sanções previstas.
     Há também um desafio cultural: promover uma mudança de mentalidade em relação à presença das crianças na internet. É preciso equilibrar liberdade, aprendizado e proteção, evitando tanto a exposição excessiva quanto o isolamento digital.
    O sucesso do ECA Digital depende, portanto, da cooperação entre governo, empresas, famílias e sociedade civil. Nenhuma dessas partes, sozinha, conseguirá garantir um ambiente online verdadeiramente seguro para as crianças e os adolescentes.

Disponível em: https://www.fadc.org.br/sites/default/files/inline images/ECA%20Digital%20pilares.pn
Leia o excerto a seguir.
“O episódio trouxe à tona um problema antigo que ganhou novas formas no ambiente virtual: o uso da imagem de crianças e adolescentes como meio de gerar engajamento e lucro.”
Considerando as regras de uso da crase na língua portuguesa, assinale a alternativa que explica corretamente o emprego do acento indicativo de crase na expressão destacada.
Alternativas
Q4041418 Português
ECA Digital: entenda a nova lei que protege crianças e adolescentes no ambiente online





Você já ouviu falar no ECA Digital? Em agosto de 2025, um vídeo do influenciador Felca viralizou nas redes sociais ao denunciar a crescente adultização de crianças e adolescentes em plataformas digitais. Ele expôs a quantidade de conteúdos em que meninas e meninos eram retratados com comportamentos, roupas e linguagens tipicamente adultos, muitas vezes com incentivo de algoritmos e monetização. A repercussão foi imediata e acendeu um alerta sobre os limites entre a liberdade de expressão e a exploração infantil nas redes.
     O episódio trouxe à tona um problema antigo que ganhou novas formas no ambiente virtual: o uso da imagem de crianças e adolescentes como meio de gerar engajamento e lucro. Entre discussões sobre responsabilidade das plataformas, papel das famílias e necessidade de políticas públicas, cresceu o consenso de que o Estatuto da Criança e do Adolescente, criado em 1990, precisava oferecer respostas aos desafios do mundo digital.
     Foi nesse contexto que nasceu o ECA Digital, uma atualização legislativa que amplia a proteção integral da infância e da adolescência para o ambiente online, acompanhando as transformações tecnológicas e sociais dos últimos anos.
     Sancionada em setembro de 2025, a Lei nº 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, representa uma ampliação do Estatuto da Criança e do Adolescente para o universo das tecnologias da informação e comunicação. Ela estabelece regras específicas para redes sociais, aplicativos, jogos eletrônicos e plataformas de streaming, definindo obrigações para empresas e reforçando a responsabilidade do Estado e da sociedade na proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
     O objetivo central da nova legislação é assegurar que os direitos fundamentais à dignidade, à privacidade, à segurança e ao desenvolvimento saudável sejam preservados também no mundo online. Assim como o ECA de 1990 trouxe avanços para o mundo físico, o ECA Digital busca garantir que o princípio da prioridade absoluta à infância e à adolescência se estenda para o espaço virtual.


PRINCIPAIS MUDANÇAS CAUSADAS PELO ECA DIGITAL

Verificação de idade e supervisão parental

    Uma das mudanças mais significativas do ECA Digital é a exigência de mecanismos confiáveis de verificação de idade. As plataformas não poderão mais se basear apenas na autodeclaração do usuário para permitir o acesso de menores de idade.
    Além disso, contas de crianças e adolescentes de até 16 anos deverão ser vinculadas a um responsável legal, com ferramentas de controle que permitam limitar tempo de uso, restringir contatos e aprovar compras em aplicativos e jogos. A medida pretende reduzir a exposição precoce e coibir práticas que contribuem para a adultização digital.

Design de segurança e restrições à monetização

    O ECA Digital determina que os serviços voltados ao público infantojuvenil sejam desenvolvidos seguindo os princípios de privacidade desde a concepção e proteção por padrão. Isso significa que a segurança e a privacidade devem estar integradas ao projeto desde o início, e não ser apenas um recurso adicional.
     Outra inovação proveniente do ECA Digital é a proibição da monetização e da publicidade direcionada a crianças e adolescentes com base em perfilamento comportamental. Ficam vedadas práticas como o uso de dados pessoais para manipular emoções, promover conteúdos inadequados ou estimular o consumo exagerado por meio de recompensas digitais e jogos com microtransações.

Transparência e responsabilidade das plataformas

    Empresas com mais de um milhão de usuários menores de 18 anos precisam publicar relatórios periódicos de transparência, apresentando dados sobre denúncias, remoção de conteúdos, medidas de proteção e uso de ferramentas de controle parental.
    As plataformas também devem agir rapidamente na remoção de conteúdos que representem risco, como exploração sexual, assédio, cyberbullying, discurso de ódio ou  incentivo a desafios perigosos. Em casos de descumprimento, poderão ser aplicadas sanções como multas, advertências, suspensão de serviços e até proibição de funcionamento no país.

Abrangência nacional e cooperação internacional

    A lei vale para qualquer serviço digital acessado por crianças e adolescentes no Brasil, mesmo que a empresa esteja sediada em outro país.
    A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi designada como órgão responsável pela fiscalização, atuando em conjunto com outras instituições, como o Ministério Público, o Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) e a Anatel.

ECA Digital e o papel das famílias, escolas e empresas

    Para as crianças e os adolescentes, o ECA Digital significa um ambiente virtual mais seguro e adequado à sua faixa etária, com menos exposição a conteúdos nocivos e maior controle sobre o uso de suas informações pessoais.
    Para as famílias, a lei oferece instrumentos mais claros de supervisão, fortalecendo o papel dos responsáveis na mediação do uso das telas. Não se trata de restringir o acesso à tecnologia, mas de garantir que ela seja utilizada de forma saudável, educativa e protetiva.
      As escolas também passam a ter um papel mais ativo na educação digital, orientando alunos sobre privacidade, cidadania e respeito no ambiente virtual. Já as organizações da sociedade civil, como a Fundação Abrinq, ganham uma nova frente de atuação para promover campanhas de conscientização e advocacy voltadas à infância conectada.
      Do lado das empresas de tecnologia, a lei impõe ajustes profundos. Será necessário rever políticas de privacidade, sistemas de autenticação, moderação de conteúdo e modelos de negócio baseados em publicidade infantil. A partir do ECA Digital, a lógica de “autorregulação” deixa de ser suficiente, uma vez que as empresas  passam a ter responsabilidades legais e éticas mais transparentes.

Desafios e próximos passos para aplicar o ECA Digital

    Apesar dos avanços, a implementação do ECA Digital apresenta desafios. O primeiro é tecnológico: desenvolver sistemas de verificação de idade que sejam eficazes sem comprometer a privacidade dos usuários. O segundo é institucional: garantir que os órgãos responsáveis tenham estrutura e recursos para fiscalizar e aplicar as sanções previstas.
     Há também um desafio cultural: promover uma mudança de mentalidade em relação à presença das crianças na internet. É preciso equilibrar liberdade, aprendizado e proteção, evitando tanto a exposição excessiva quanto o isolamento digital.
    O sucesso do ECA Digital depende, portanto, da cooperação entre governo, empresas, famílias e sociedade civil. Nenhuma dessas partes, sozinha, conseguirá garantir um ambiente online verdadeiramente seguro para as crianças e os adolescentes.

Disponível em: https://www.fadc.org.br/sites/default/files/inline images/ECA%20Digital%20pilares.pn
Leia o seguinte trecho retirado do texto: “O ECA Digital determina que os serviços voltados ao público infantojuvenil sejam desenvolvidos seguindo os princípios de privacidade desde a concepção e proteção por padrão. Isso significa que a segurança e a privacidade devem estar integradas ao projeto desde o início, e não ser apenas um recurso adicional.”
Após a leitura do trecho, analise as afirmativas a seguir.

I. O trecho apresenta coerência e coesão, pois a segunda frase retoma e explica o conteúdo da primeira por meio do pronome demonstrativo “Isso”, garantindo encadeamento lógico e continuidade temática.

II. O trecho carece de coesão, pois não há conectores que relacionem a primeira frase à segunda.

III. O uso de “Isso significa” compromete a coerência, pois apresenta uma informação desconectada da frase anterior.

IV. O texto apresenta apenas coesão lexical, sem estabelecer relações de sentido lógico entre segurança e privacidade.

V. O trecho é incoerente, pois mistura conceitos de desenvolvimento de serviços e proteção por padrão de forma confusa.


Após a análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas:
Alternativas
Respostas
7561: D
7562: B
7563: D
7564: A
7565: A
7566: C
7567: A
7568: B
7569: B
7570: D
7571: C
7572: D
7573: E
7574: C
7575: B
7576: D
7577: C
7578: A
7579: E
7580: A