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Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Energias renováveis no contexto do
desenvolvimento de cidades sustentáveis
Atualmente, 61% da
população brasileira (lBGE, 2023) e 56% da mundial residem em áreas urbanas,
com previsão de aumento para 68% até 2050 (Un-Habitat, 2023). Nesse contexto,
as cidades tornam-se centrais no debate sobre o desenvolvimento sustentável,
envolvendo dimensões econômicas, sociais e ambientais.
A preocupação com o
desenvolvimento de cidades sustentáveis tem sido central nas discussões e
práticas gerenciais, especialmente nas políticas públicas. Gestores enfrentam
desafios complexos para promover a sustentabilidade urbana, sendo necessários
novos arranjos institucionais, políticos, tecnológicos e econômicos para
atender ao paradigma da sustentabilidade.
Uma cidade sustentável
possui um caráter utópico e multifacetado. É utópico, pois exige mudanças
profundas de comportamento na sociedade, exigindo grande esforço sem garantias
de resultado. É multifacetado, pois diferentes campos de conhecimento têm entendimentos
distintos sobre uma cidade sustentável.
Uma cidade sustentável
deve oferecer qualidade de vida aos seus habitantes, atendendo necessidades
tecnológicas, culturais, políticas e ambientais, sem comprometer o
desenvolvimento econômico no longo prazo. Assim, esse pode ser visto como um
processo contínuo, retroalimentado por seus habitantes, que integra objetivos
sociais, ambientais e econômicos da cidade.
A concepção de cidades
sustentáveis enfrenta diversos desafios. O primeiro é a conciliação entre a lógica
sustentável e o processo de urbanização. Embora a urbanização possa promover o
desenvolvimento sustentável por meio do crescimento econômico, melhorar a
moradia, o meio ambiente e diminuir a condição de pobreza, também pode
restringi-lo ao fomentar o consumo excessivo e gerar um distanciamento
socioecológico.
Nos países emergentes
do Sul Global, os desafios das cidades englobam a inclusão, especialmente de
grupos minoritários, além de questões básicas como moradia digna,
criminalidade, crescimento desordenado e transporte. Esse cenário contrasta com
as cidades do Norte Global, que se concentram mais nas questões ambientais.
Outro aspecto
conflituoso nessa discussão são as divergências entre as formulações teóricas e
a proposta de práticas de intervenção, tendo como dilema o compromisso dos
gestores públicos na formulação e implementação de políticas públicas adequadas
para a condução da sustentabilidade nas cidades, considerando o seu contexto.
Com o intuito de
elencar, de maneira ampla, algumas diretrizes para o desenvolvimento de cidades
sustentáveis, teóricos propuseram princípios para a cidade sustentável que
podem ser observados no planejamento e na gestão urbana, sem perder de vista o
apelo ao desenvolvimento sustentável: educação sustentável, energias
renováveis, eficiência energética, construções sustentáveis, transportes
sustentáveis, desperdício de alimentos, acomodação do crescimento populacional,
segurança da água, gestão dos recursos naturais e meio ambiente.
Os princípios indicados reforçam a multiplicidade de frentes para estabelecer uma cidade sustentável, evidenciando a inter-relação entre as dimensões tecnológicas e sociais, muitas vezes mediada pela gestão pública. Assim, o planejamento urbano assume um papel fundamental na delimitação e implementação de políticas e práticas voltadas à sustentabilidade, conciliando tecnologia e cenário social.
Adaptado de: BENVINDO, J. dos S. et.
al. Energias renováveis no contexto do desenvolvimento de cidades
sustentáveis: Uma análise do Plano Fortaleza 2040. Cad. Gest. Pública
Cid., São Paulo, v.31, n.2, 2026.
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Energias renováveis no contexto do
desenvolvimento de cidades sustentáveis
Atualmente, 61% da
população brasileira (lBGE, 2023) e 56% da mundial residem em áreas urbanas,
com previsão de aumento para 68% até 2050 (Un-Habitat, 2023). Nesse contexto,
as cidades tornam-se centrais no debate sobre o desenvolvimento sustentável,
envolvendo dimensões econômicas, sociais e ambientais.
A preocupação com o
desenvolvimento de cidades sustentáveis tem sido central nas discussões e
práticas gerenciais, especialmente nas políticas públicas. Gestores enfrentam
desafios complexos para promover a sustentabilidade urbana, sendo necessários
novos arranjos institucionais, políticos, tecnológicos e econômicos para
atender ao paradigma da sustentabilidade.
Uma cidade sustentável
possui um caráter utópico e multifacetado. É utópico, pois exige mudanças
profundas de comportamento na sociedade, exigindo grande esforço sem garantias
de resultado. É multifacetado, pois diferentes campos de conhecimento têm entendimentos
distintos sobre uma cidade sustentável.
Uma cidade sustentável
deve oferecer qualidade de vida aos seus habitantes, atendendo necessidades
tecnológicas, culturais, políticas e ambientais, sem comprometer o
desenvolvimento econômico no longo prazo. Assim, esse pode ser visto como um
processo contínuo, retroalimentado por seus habitantes, que integra objetivos
sociais, ambientais e econômicos da cidade.
A concepção de cidades
sustentáveis enfrenta diversos desafios. O primeiro é a conciliação entre a lógica
sustentável e o processo de urbanização. Embora a urbanização possa promover o
desenvolvimento sustentável por meio do crescimento econômico, melhorar a
moradia, o meio ambiente e diminuir a condição de pobreza, também pode
restringi-lo ao fomentar o consumo excessivo e gerar um distanciamento
socioecológico.
Nos países emergentes
do Sul Global, os desafios das cidades englobam a inclusão, especialmente de
grupos minoritários, além de questões básicas como moradia digna,
criminalidade, crescimento desordenado e transporte. Esse cenário contrasta com
as cidades do Norte Global, que se concentram mais nas questões ambientais.
Outro aspecto
conflituoso nessa discussão são as divergências entre as formulações teóricas e
a proposta de práticas de intervenção, tendo como dilema o compromisso dos
gestores públicos na formulação e implementação de políticas públicas adequadas
para a condução da sustentabilidade nas cidades, considerando o seu contexto.
Com o intuito de
elencar, de maneira ampla, algumas diretrizes para o desenvolvimento de cidades
sustentáveis, teóricos propuseram princípios para a cidade sustentável que
podem ser observados no planejamento e na gestão urbana, sem perder de vista o
apelo ao desenvolvimento sustentável: educação sustentável, energias
renováveis, eficiência energética, construções sustentáveis, transportes
sustentáveis, desperdício de alimentos, acomodação do crescimento populacional,
segurança da água, gestão dos recursos naturais e meio ambiente.
Os princípios indicados reforçam a multiplicidade de frentes para estabelecer uma cidade sustentável, evidenciando a inter-relação entre as dimensões tecnológicas e sociais, muitas vezes mediada pela gestão pública. Assim, o planejamento urbano assume um papel fundamental na delimitação e implementação de políticas e práticas voltadas à sustentabilidade, conciliando tecnologia e cenário social.
Adaptado de: BENVINDO, J. dos S. et.
al. Energias renováveis no contexto do desenvolvimento de cidades
sustentáveis: Uma análise do Plano Fortaleza 2040. Cad. Gest. Pública
Cid., São Paulo, v.31, n.2, 2026.
À luz das ideias desenvolvidas no texto sobre sustentabilidade urbana e do papel estratégico da gestão pública em sua operacionalização, analise as partes a seguir, considerando sua conformidade com os fundamentos teóricos e práticos que orientam o tema:
(1ª parte) A gestão pública é apresentada como instância mediadora na articulação entre dimensões sociais, tecnológicas e ambientais da sustentabilidade urbana.
(2ª parte): O processo de sustentabilidade urbana é descrito como linear, orientado por etapas previamente definidas e resultados previsíveis.
(3ª parte): A sustentabilidade urbana é concebida como um processo dinâmico, continuamente influenciado pela atuação dos próprios habitantes.
Pode-se afirmar que:
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Energias renováveis no contexto do
desenvolvimento de cidades sustentáveis
Atualmente, 61% da
população brasileira (lBGE, 2023) e 56% da mundial residem em áreas urbanas,
com previsão de aumento para 68% até 2050 (Un-Habitat, 2023). Nesse contexto,
as cidades tornam-se centrais no debate sobre o desenvolvimento sustentável,
envolvendo dimensões econômicas, sociais e ambientais.
A preocupação com o
desenvolvimento de cidades sustentáveis tem sido central nas discussões e
práticas gerenciais, especialmente nas políticas públicas. Gestores enfrentam
desafios complexos para promover a sustentabilidade urbana, sendo necessários
novos arranjos institucionais, políticos, tecnológicos e econômicos para
atender ao paradigma da sustentabilidade.
Uma cidade sustentável
possui um caráter utópico e multifacetado. É utópico, pois exige mudanças
profundas de comportamento na sociedade, exigindo grande esforço sem garantias
de resultado. É multifacetado, pois diferentes campos de conhecimento têm entendimentos
distintos sobre uma cidade sustentável.
Uma cidade sustentável
deve oferecer qualidade de vida aos seus habitantes, atendendo necessidades
tecnológicas, culturais, políticas e ambientais, sem comprometer o
desenvolvimento econômico no longo prazo. Assim, esse pode ser visto como um
processo contínuo, retroalimentado por seus habitantes, que integra objetivos
sociais, ambientais e econômicos da cidade.
A concepção de cidades
sustentáveis enfrenta diversos desafios. O primeiro é a conciliação entre a lógica
sustentável e o processo de urbanização. Embora a urbanização possa promover o
desenvolvimento sustentável por meio do crescimento econômico, melhorar a
moradia, o meio ambiente e diminuir a condição de pobreza, também pode
restringi-lo ao fomentar o consumo excessivo e gerar um distanciamento
socioecológico.
Nos países emergentes
do Sul Global, os desafios das cidades englobam a inclusão, especialmente de
grupos minoritários, além de questões básicas como moradia digna,
criminalidade, crescimento desordenado e transporte. Esse cenário contrasta com
as cidades do Norte Global, que se concentram mais nas questões ambientais.
Outro aspecto
conflituoso nessa discussão são as divergências entre as formulações teóricas e
a proposta de práticas de intervenção, tendo como dilema o compromisso dos
gestores públicos na formulação e implementação de políticas públicas adequadas
para a condução da sustentabilidade nas cidades, considerando o seu contexto.
Com o intuito de
elencar, de maneira ampla, algumas diretrizes para o desenvolvimento de cidades
sustentáveis, teóricos propuseram princípios para a cidade sustentável que
podem ser observados no planejamento e na gestão urbana, sem perder de vista o
apelo ao desenvolvimento sustentável: educação sustentável, energias
renováveis, eficiência energética, construções sustentáveis, transportes
sustentáveis, desperdício de alimentos, acomodação do crescimento populacional,
segurança da água, gestão dos recursos naturais e meio ambiente.
Os princípios indicados reforçam a multiplicidade de frentes para estabelecer uma cidade sustentável, evidenciando a inter-relação entre as dimensões tecnológicas e sociais, muitas vezes mediada pela gestão pública. Assim, o planejamento urbano assume um papel fundamental na delimitação e implementação de políticas e práticas voltadas à sustentabilidade, conciliando tecnologia e cenário social.
Adaptado de: BENVINDO, J. dos S. et.
al. Energias renováveis no contexto do desenvolvimento de cidades
sustentáveis: Uma análise do Plano Fortaleza 2040. Cad. Gest. Pública
Cid., São Paulo, v.31, n.2, 2026.
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Energias renováveis no contexto do
desenvolvimento de cidades sustentáveis
Atualmente, 61% da
população brasileira (lBGE, 2023) e 56% da mundial residem em áreas urbanas,
com previsão de aumento para 68% até 2050 (Un-Habitat, 2023). Nesse contexto,
as cidades tornam-se centrais no debate sobre o desenvolvimento sustentável,
envolvendo dimensões econômicas, sociais e ambientais.
A preocupação com o
desenvolvimento de cidades sustentáveis tem sido central nas discussões e
práticas gerenciais, especialmente nas políticas públicas. Gestores enfrentam
desafios complexos para promover a sustentabilidade urbana, sendo necessários
novos arranjos institucionais, políticos, tecnológicos e econômicos para
atender ao paradigma da sustentabilidade.
Uma cidade sustentável
possui um caráter utópico e multifacetado. É utópico, pois exige mudanças
profundas de comportamento na sociedade, exigindo grande esforço sem garantias
de resultado. É multifacetado, pois diferentes campos de conhecimento têm entendimentos
distintos sobre uma cidade sustentável.
Uma cidade sustentável
deve oferecer qualidade de vida aos seus habitantes, atendendo necessidades
tecnológicas, culturais, políticas e ambientais, sem comprometer o
desenvolvimento econômico no longo prazo. Assim, esse pode ser visto como um
processo contínuo, retroalimentado por seus habitantes, que integra objetivos
sociais, ambientais e econômicos da cidade.
A concepção de cidades
sustentáveis enfrenta diversos desafios. O primeiro é a conciliação entre a lógica
sustentável e o processo de urbanização. Embora a urbanização possa promover o
desenvolvimento sustentável por meio do crescimento econômico, melhorar a
moradia, o meio ambiente e diminuir a condição de pobreza, também pode
restringi-lo ao fomentar o consumo excessivo e gerar um distanciamento
socioecológico.
Nos países emergentes
do Sul Global, os desafios das cidades englobam a inclusão, especialmente de
grupos minoritários, além de questões básicas como moradia digna,
criminalidade, crescimento desordenado e transporte. Esse cenário contrasta com
as cidades do Norte Global, que se concentram mais nas questões ambientais.
Outro aspecto
conflituoso nessa discussão são as divergências entre as formulações teóricas e
a proposta de práticas de intervenção, tendo como dilema o compromisso dos
gestores públicos na formulação e implementação de políticas públicas adequadas
para a condução da sustentabilidade nas cidades, considerando o seu contexto.
Com o intuito de
elencar, de maneira ampla, algumas diretrizes para o desenvolvimento de cidades
sustentáveis, teóricos propuseram princípios para a cidade sustentável que
podem ser observados no planejamento e na gestão urbana, sem perder de vista o
apelo ao desenvolvimento sustentável: educação sustentável, energias
renováveis, eficiência energética, construções sustentáveis, transportes
sustentáveis, desperdício de alimentos, acomodação do crescimento populacional,
segurança da água, gestão dos recursos naturais e meio ambiente.
Os princípios indicados reforçam a multiplicidade de frentes para estabelecer uma cidade sustentável, evidenciando a inter-relação entre as dimensões tecnológicas e sociais, muitas vezes mediada pela gestão pública. Assim, o planejamento urbano assume um papel fundamental na delimitação e implementação de políticas e práticas voltadas à sustentabilidade, conciliando tecnologia e cenário social.
Adaptado de: BENVINDO, J. dos S. et.
al. Energias renováveis no contexto do desenvolvimento de cidades
sustentáveis: Uma análise do Plano Fortaleza 2040. Cad. Gest. Pública
Cid., São Paulo, v.31, n.2, 2026.
Com base nas ideias e nas estratégias argumentativas desenvolvidas no texto, analise as assertivas:
I. No texto, as cidades sustentáveis são apresentadas como uma construção teórica consolidada, cuja aplicação depende apenas de vontade política.
II. A menção ao crescimento da população urbana mundial cumpre, no texto, a função de justificar a centralidade das cidades no debate sobre sustentabilidade.
III. A comparação entre cidades do Sul Global e do Norte Global revela que o Norte Global ignora questões sociais em prol do crescimento econômico.
Está CORRETO o que se afirma em:
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Energias renováveis no contexto do
desenvolvimento de cidades sustentáveis
Atualmente, 61% da
população brasileira (lBGE, 2023) e 56% da mundial residem em áreas urbanas,
com previsão de aumento para 68% até 2050 (Un-Habitat, 2023). Nesse contexto,
as cidades tornam-se centrais no debate sobre o desenvolvimento sustentável,
envolvendo dimensões econômicas, sociais e ambientais.
A preocupação com o
desenvolvimento de cidades sustentáveis tem sido central nas discussões e
práticas gerenciais, especialmente nas políticas públicas. Gestores enfrentam
desafios complexos para promover a sustentabilidade urbana, sendo necessários
novos arranjos institucionais, políticos, tecnológicos e econômicos para
atender ao paradigma da sustentabilidade.
Uma cidade sustentável
possui um caráter utópico e multifacetado. É utópico, pois exige mudanças
profundas de comportamento na sociedade, exigindo grande esforço sem garantias
de resultado. É multifacetado, pois diferentes campos de conhecimento têm entendimentos
distintos sobre uma cidade sustentável.
Uma cidade sustentável
deve oferecer qualidade de vida aos seus habitantes, atendendo necessidades
tecnológicas, culturais, políticas e ambientais, sem comprometer o
desenvolvimento econômico no longo prazo. Assim, esse pode ser visto como um
processo contínuo, retroalimentado por seus habitantes, que integra objetivos
sociais, ambientais e econômicos da cidade.
A concepção de cidades
sustentáveis enfrenta diversos desafios. O primeiro é a conciliação entre a lógica
sustentável e o processo de urbanização. Embora a urbanização possa promover o
desenvolvimento sustentável por meio do crescimento econômico, melhorar a
moradia, o meio ambiente e diminuir a condição de pobreza, também pode
restringi-lo ao fomentar o consumo excessivo e gerar um distanciamento
socioecológico.
Nos países emergentes
do Sul Global, os desafios das cidades englobam a inclusão, especialmente de
grupos minoritários, além de questões básicas como moradia digna,
criminalidade, crescimento desordenado e transporte. Esse cenário contrasta com
as cidades do Norte Global, que se concentram mais nas questões ambientais.
Outro aspecto
conflituoso nessa discussão são as divergências entre as formulações teóricas e
a proposta de práticas de intervenção, tendo como dilema o compromisso dos
gestores públicos na formulação e implementação de políticas públicas adequadas
para a condução da sustentabilidade nas cidades, considerando o seu contexto.
Com o intuito de
elencar, de maneira ampla, algumas diretrizes para o desenvolvimento de cidades
sustentáveis, teóricos propuseram princípios para a cidade sustentável que
podem ser observados no planejamento e na gestão urbana, sem perder de vista o
apelo ao desenvolvimento sustentável: educação sustentável, energias
renováveis, eficiência energética, construções sustentáveis, transportes
sustentáveis, desperdício de alimentos, acomodação do crescimento populacional,
segurança da água, gestão dos recursos naturais e meio ambiente.
Os princípios indicados reforçam a multiplicidade de frentes para estabelecer uma cidade sustentável, evidenciando a inter-relação entre as dimensões tecnológicas e sociais, muitas vezes mediada pela gestão pública. Assim, o planejamento urbano assume um papel fundamental na delimitação e implementação de políticas e práticas voltadas à sustentabilidade, conciliando tecnologia e cenário social.
Adaptado de: BENVINDO, J. dos S. et.
al. Energias renováveis no contexto do desenvolvimento de cidades
sustentáveis: Uma análise do Plano Fortaleza 2040. Cad. Gest. Pública
Cid., São Paulo, v.31, n.2, 2026.
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Energias renováveis no contexto do
desenvolvimento de cidades sustentáveis
Atualmente, 61% da
população brasileira (lBGE, 2023) e 56% da mundial residem em áreas urbanas,
com previsão de aumento para 68% até 2050 (Un-Habitat, 2023). Nesse contexto,
as cidades tornam-se centrais no debate sobre o desenvolvimento sustentável,
envolvendo dimensões econômicas, sociais e ambientais.
A preocupação com o
desenvolvimento de cidades sustentáveis tem sido central nas discussões e
práticas gerenciais, especialmente nas políticas públicas. Gestores enfrentam
desafios complexos para promover a sustentabilidade urbana, sendo necessários
novos arranjos institucionais, políticos, tecnológicos e econômicos para
atender ao paradigma da sustentabilidade.
Uma cidade sustentável
possui um caráter utópico e multifacetado. É utópico, pois exige mudanças
profundas de comportamento na sociedade, exigindo grande esforço sem garantias
de resultado. É multifacetado, pois diferentes campos de conhecimento têm entendimentos
distintos sobre uma cidade sustentável.
Uma cidade sustentável
deve oferecer qualidade de vida aos seus habitantes, atendendo necessidades
tecnológicas, culturais, políticas e ambientais, sem comprometer o
desenvolvimento econômico no longo prazo. Assim, esse pode ser visto como um
processo contínuo, retroalimentado por seus habitantes, que integra objetivos
sociais, ambientais e econômicos da cidade.
A concepção de cidades
sustentáveis enfrenta diversos desafios. O primeiro é a conciliação entre a lógica
sustentável e o processo de urbanização. Embora a urbanização possa promover o
desenvolvimento sustentável por meio do crescimento econômico, melhorar a
moradia, o meio ambiente e diminuir a condição de pobreza, também pode
restringi-lo ao fomentar o consumo excessivo e gerar um distanciamento
socioecológico.
Nos países emergentes
do Sul Global, os desafios das cidades englobam a inclusão, especialmente de
grupos minoritários, além de questões básicas como moradia digna,
criminalidade, crescimento desordenado e transporte. Esse cenário contrasta com
as cidades do Norte Global, que se concentram mais nas questões ambientais.
Outro aspecto
conflituoso nessa discussão são as divergências entre as formulações teóricas e
a proposta de práticas de intervenção, tendo como dilema o compromisso dos
gestores públicos na formulação e implementação de políticas públicas adequadas
para a condução da sustentabilidade nas cidades, considerando o seu contexto.
Com o intuito de
elencar, de maneira ampla, algumas diretrizes para o desenvolvimento de cidades
sustentáveis, teóricos propuseram princípios para a cidade sustentável que
podem ser observados no planejamento e na gestão urbana, sem perder de vista o
apelo ao desenvolvimento sustentável: educação sustentável, energias
renováveis, eficiência energética, construções sustentáveis, transportes
sustentáveis, desperdício de alimentos, acomodação do crescimento populacional,
segurança da água, gestão dos recursos naturais e meio ambiente.
Os princípios indicados reforçam a multiplicidade de frentes para estabelecer uma cidade sustentável, evidenciando a inter-relação entre as dimensões tecnológicas e sociais, muitas vezes mediada pela gestão pública. Assim, o planejamento urbano assume um papel fundamental na delimitação e implementação de políticas e práticas voltadas à sustentabilidade, conciliando tecnologia e cenário social.
Adaptado de: BENVINDO, J. dos S. et.
al. Energias renováveis no contexto do desenvolvimento de cidades
sustentáveis: Uma análise do Plano Fortaleza 2040. Cad. Gest. Pública
Cid., São Paulo, v.31, n.2, 2026.
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Da renda à ciência, desigualdade racial segue moldando o Brasil
Olhar para a desigualdade no Brasil é, inevitavelmente, olhar para o que persiste. Não apenas nos indicadores, mas nas estruturas que atravessam o tempo e organizam silenciosamente a vida social.
Os dados mais recentes do Ipea não deixam espaço para dúvida: mesmo diante de avanços importantes nas políticas públicas, a desigualdade racial permanece como uma presença constante. Ela não se limita a um campo específico — infiltra-se na renda, atravessa o acesso a serviços, delimita trajetórias e chega, inclusive, à forma como o país produz e organiza seus próprios dados.
Mais do que um desvio ou uma exceção, trata-se de um padrão que se repete. Uma engrenagem que se ajusta ao tempo, mas não se desfaz, e que segue desafiando tanto a ação do Estado quanto a capacidade de compreender, em profundidade, o Brasil que se constrói todos os dias.
O estudo Desigualdade de raça e gênero e impactos distributivos dos gastos públicos com saúde e educação no Brasil mostra que as políticas públicas têm, sim, potência transformadora. Ao incorporar serviços de saúde e educação ao cálculo da renda ampliada, a desigualdade diminui de forma expressiva — o índice de Theil (medida estatística de desigualdade econômica e concentração de renda) recua de 0,62 para 0,38, sinalizando o efeito redistributivo do Estado.
Mas há camadas que resistem. Entre 11% e 12% da desigualdade total ainda se explica por fatores como raça e gênero, revelando que essas dimensões continuam a organizar o acesso a oportunidades. Mesmo quando o Estado atua, as marcas da desigualdade não desaparecem por completo — elas se reconfiguram.
Essa distância se amplia quando se observa o gasto privado: entre as famílias de maior renda no país, por exemplo, as chefiadas por homens brancos chegam a investir em saúde até 150% do que é gasto por famílias negras. Em um mesmo país, convivem realidades profundamente distintas, separadas por barreiras que nem sempre são visíveis, mas são persistentemente eficazes.
E quando raça e gênero se cruzam, o cenário se torna ainda mais complexo. As desigualdades não apenas se somam — elas se aprofundam, revelando um tecido social onde as diferenças se entrelaçam e se reforçam mutuamente.
A desigualdade racial também se inscreve nos espaços onde o conhecimento é produzido. O estudo Fronteiras desiguais: um exame crítico da participação negra interseccionada com sexo na liderança científica brasileira revela um dado que vai além da representatividade: ele diz respeito à própria construção do saber.
Pessoas negras — especialmente mulheres negras — permanecem sub-representadas em posições de liderança na pesquisa científica. E isso não é apenas uma questão de presença, mas de perspectiva.
Quando determinados grupos ficam à margem, determinadas perguntas deixam de ser feitas. Certas experiências deixam de ser consideradas. E, pouco a pouco, o conhecimento produzido passa a refletir apenas uma parte da realidade — nunca o todo. Assim, a desigualdade não apenas limita trajetórias individuais. Ela também molda aquilo que o país escolhe, ou deixa de escolher, compreender sobre si mesmo.
Quando reunidos, os estudos apontam para uma mesma direção: a desigualdade racial no Brasil não é episódica. Não é um resíduo do passado. É uma presença ativa, que se reorganiza e se mantém ao longo do tempo.
Ela atravessa a renda, o acesso a serviços, os espaços de poder e até os instrumentos que deveriam revelá-la. Está nas trajetórias individuais, mas também nas estruturas que as condicionam. E é justamente essa persistência que torna o desafio mais complexo — e mais urgente.
Fonte: https://www.ipea.gov.brl/portal/categorias/ 45-todas-as-
noticias/noticias/16302-da-renda-a-ciencia-desigualdade-racial-segue-
moldando-o-brasil (adaptado).
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Da renda à ciência, desigualdade racial segue moldando o Brasil
Olhar para a desigualdade no Brasil é, inevitavelmente, olhar para o que persiste. Não apenas nos indicadores, mas nas estruturas que atravessam o tempo e organizam silenciosamente a vida social.
Os dados mais recentes do Ipea não deixam espaço para dúvida: mesmo diante de avanços importantes nas políticas públicas, a desigualdade racial permanece como uma presença constante. Ela não se limita a um campo específico — infiltra-se na renda, atravessa o acesso a serviços, delimita trajetórias e chega, inclusive, à forma como o país produz e organiza seus próprios dados.
Mais do que um desvio ou uma exceção, trata-se de um padrão que se repete. Uma engrenagem que se ajusta ao tempo, mas não se desfaz, e que segue desafiando tanto a ação do Estado quanto a capacidade de compreender, em profundidade, o Brasil que se constrói todos os dias.
O estudo Desigualdade de raça e gênero e impactos distributivos dos gastos públicos com saúde e educação no Brasil mostra que as políticas públicas têm, sim, potência transformadora. Ao incorporar serviços de saúde e educação ao cálculo da renda ampliada, a desigualdade diminui de forma expressiva — o índice de Theil (medida estatística de desigualdade econômica e concentração de renda) recua de 0,62 para 0,38, sinalizando o efeito redistributivo do Estado.
Mas há camadas que resistem. Entre 11% e 12% da desigualdade total ainda se explica por fatores como raça e gênero, revelando que essas dimensões continuam a organizar o acesso a oportunidades. Mesmo quando o Estado atua, as marcas da desigualdade não desaparecem por completo — elas se reconfiguram.
Essa distância se amplia quando se observa o gasto privado: entre as famílias de maior renda no país, por exemplo, as chefiadas por homens brancos chegam a investir em saúde até 150% do que é gasto por famílias negras. Em um mesmo país, convivem realidades profundamente distintas, separadas por barreiras que nem sempre são visíveis, mas são persistentemente eficazes.
E quando raça e gênero se cruzam, o cenário se torna ainda mais complexo. As desigualdades não apenas se somam — elas se aprofundam, revelando um tecido social onde as diferenças se entrelaçam e se reforçam mutuamente.
A desigualdade racial também se inscreve nos espaços onde o conhecimento é produzido. O estudo Fronteiras desiguais: um exame crítico da participação negra interseccionada com sexo na liderança científica brasileira revela um dado que vai além da representatividade: ele diz respeito à própria construção do saber.
Pessoas negras — especialmente mulheres negras — permanecem sub-representadas em posições de liderança na pesquisa científica. E isso não é apenas uma questão de presença, mas de perspectiva.
Quando determinados grupos ficam à margem, determinadas perguntas deixam de ser feitas. Certas experiências deixam de ser consideradas. E, pouco a pouco, o conhecimento produzido passa a refletir apenas uma parte da realidade — nunca o todo. Assim, a desigualdade não apenas limita trajetórias individuais. Ela também molda aquilo que o país escolhe, ou deixa de escolher, compreender sobre si mesmo.
Quando reunidos, os estudos apontam para uma mesma direção: a desigualdade racial no Brasil não é episódica. Não é um resíduo do passado. É uma presença ativa, que se reorganiza e se mantém ao longo do tempo.
Ela atravessa a renda, o acesso a serviços, os espaços de poder e até os instrumentos que deveriam revelá-la. Está nas trajetórias individuais, mas também nas estruturas que as condicionam. E é justamente essa persistência que torna o desafio mais complexo — e mais urgente.
Fonte: https://www.ipea.gov.brl/portal/categorias/ 45-todas-as-
noticias/noticias/16302-da-renda-a-ciencia-desigualdade-racial-segue-
moldando-o-brasil (adaptado).
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Da renda à ciência, desigualdade racial segue moldando o Brasil
Olhar para a desigualdade no Brasil é, inevitavelmente, olhar para o que persiste. Não apenas nos indicadores, mas nas estruturas que atravessam o tempo e organizam silenciosamente a vida social.
Os dados mais recentes do Ipea não deixam espaço para dúvida: mesmo diante de avanços importantes nas políticas públicas, a desigualdade racial permanece como uma presença constante. Ela não se limita a um campo específico — infiltra-se na renda, atravessa o acesso a serviços, delimita trajetórias e chega, inclusive, à forma como o país produz e organiza seus próprios dados.
Mais do que um desvio ou uma exceção, trata-se de um padrão que se repete. Uma engrenagem que se ajusta ao tempo, mas não se desfaz, e que segue desafiando tanto a ação do Estado quanto a capacidade de compreender, em profundidade, o Brasil que se constrói todos os dias.
O estudo Desigualdade de raça e gênero e impactos distributivos dos gastos públicos com saúde e educação no Brasil mostra que as políticas públicas têm, sim, potência transformadora. Ao incorporar serviços de saúde e educação ao cálculo da renda ampliada, a desigualdade diminui de forma expressiva — o índice de Theil (medida estatística de desigualdade econômica e concentração de renda) recua de 0,62 para 0,38, sinalizando o efeito redistributivo do Estado.
Mas há camadas que resistem. Entre 11% e 12% da desigualdade total ainda se explica por fatores como raça e gênero, revelando que essas dimensões continuam a organizar o acesso a oportunidades. Mesmo quando o Estado atua, as marcas da desigualdade não desaparecem por completo — elas se reconfiguram.
Essa distância se amplia quando se observa o gasto privado: entre as famílias de maior renda no país, por exemplo, as chefiadas por homens brancos chegam a investir em saúde até 150% do que é gasto por famílias negras. Em um mesmo país, convivem realidades profundamente distintas, separadas por barreiras que nem sempre são visíveis, mas são persistentemente eficazes.
E quando raça e gênero se cruzam, o cenário se torna ainda mais complexo. As desigualdades não apenas se somam — elas se aprofundam, revelando um tecido social onde as diferenças se entrelaçam e se reforçam mutuamente.
A desigualdade racial também se inscreve nos espaços onde o conhecimento é produzido. O estudo Fronteiras desiguais: um exame crítico da participação negra interseccionada com sexo na liderança científica brasileira revela um dado que vai além da representatividade: ele diz respeito à própria construção do saber.
Pessoas negras — especialmente mulheres negras — permanecem sub-representadas em posições de liderança na pesquisa científica. E isso não é apenas uma questão de presença, mas de perspectiva.
Quando determinados grupos ficam à margem, determinadas perguntas deixam de ser feitas. Certas experiências deixam de ser consideradas. E, pouco a pouco, o conhecimento produzido passa a refletir apenas uma parte da realidade — nunca o todo. Assim, a desigualdade não apenas limita trajetórias individuais. Ela também molda aquilo que o país escolhe, ou deixa de escolher, compreender sobre si mesmo.
Quando reunidos, os estudos apontam para uma mesma direção: a desigualdade racial no Brasil não é episódica. Não é um resíduo do passado. É uma presença ativa, que se reorganiza e se mantém ao longo do tempo.
Ela atravessa a renda, o acesso a serviços, os espaços de poder e até os instrumentos que deveriam revelá-la. Está nas trajetórias individuais, mas também nas estruturas que as condicionam. E é justamente essa persistência que torna o desafio mais complexo — e mais urgente.
Fonte: https://www.ipea.gov.brl/portal/categorias/ 45-todas-as-
noticias/noticias/16302-da-renda-a-ciencia-desigualdade-racial-segue-
moldando-o-brasil (adaptado).
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Da renda à ciência, desigualdade racial segue moldando o Brasil
Olhar para a desigualdade no Brasil é, inevitavelmente, olhar para o que persiste. Não apenas nos indicadores, mas nas estruturas que atravessam o tempo e organizam silenciosamente a vida social.
Os dados mais recentes do Ipea não deixam espaço para dúvida: mesmo diante de avanços importantes nas políticas públicas, a desigualdade racial permanece como uma presença constante. Ela não se limita a um campo específico — infiltra-se na renda, atravessa o acesso a serviços, delimita trajetórias e chega, inclusive, à forma como o país produz e organiza seus próprios dados.
Mais do que um desvio ou uma exceção, trata-se de um padrão que se repete. Uma engrenagem que se ajusta ao tempo, mas não se desfaz, e que segue desafiando tanto a ação do Estado quanto a capacidade de compreender, em profundidade, o Brasil que se constrói todos os dias.
O estudo Desigualdade de raça e gênero e impactos distributivos dos gastos públicos com saúde e educação no Brasil mostra que as políticas públicas têm, sim, potência transformadora. Ao incorporar serviços de saúde e educação ao cálculo da renda ampliada, a desigualdade diminui de forma expressiva — o índice de Theil (medida estatística de desigualdade econômica e concentração de renda) recua de 0,62 para 0,38, sinalizando o efeito redistributivo do Estado.
Mas há camadas que resistem. Entre 11% e 12% da desigualdade total ainda se explica por fatores como raça e gênero, revelando que essas dimensões continuam a organizar o acesso a oportunidades. Mesmo quando o Estado atua, as marcas da desigualdade não desaparecem por completo — elas se reconfiguram.
Essa distância se amplia quando se observa o gasto privado: entre as famílias de maior renda no país, por exemplo, as chefiadas por homens brancos chegam a investir em saúde até 150% do que é gasto por famílias negras. Em um mesmo país, convivem realidades profundamente distintas, separadas por barreiras que nem sempre são visíveis, mas são persistentemente eficazes.
E quando raça e gênero se cruzam, o cenário se torna ainda mais complexo. As desigualdades não apenas se somam — elas se aprofundam, revelando um tecido social onde as diferenças se entrelaçam e se reforçam mutuamente.
A desigualdade racial também se inscreve nos espaços onde o conhecimento é produzido. O estudo Fronteiras desiguais: um exame crítico da participação negra interseccionada com sexo na liderança científica brasileira revela um dado que vai além da representatividade: ele diz respeito à própria construção do saber.
Pessoas negras — especialmente mulheres negras — permanecem sub-representadas em posições de liderança na pesquisa científica. E isso não é apenas uma questão de presença, mas de perspectiva.
Quando determinados grupos ficam à margem, determinadas perguntas deixam de ser feitas. Certas experiências deixam de ser consideradas. E, pouco a pouco, o conhecimento produzido passa a refletir apenas uma parte da realidade — nunca o todo. Assim, a desigualdade não apenas limita trajetórias individuais. Ela também molda aquilo que o país escolhe, ou deixa de escolher, compreender sobre si mesmo.
Quando reunidos, os estudos apontam para uma mesma direção: a desigualdade racial no Brasil não é episódica. Não é um resíduo do passado. É uma presença ativa, que se reorganiza e se mantém ao longo do tempo.
Ela atravessa a renda, o acesso a serviços, os espaços de poder e até os instrumentos que deveriam revelá-la. Está nas trajetórias individuais, mas também nas estruturas que as condicionam. E é justamente essa persistência que torna o desafio mais complexo — e mais urgente.
Fonte: https://www.ipea.gov.brl/portal/categorias/ 45-todas-as-
noticias/noticias/16302-da-renda-a-ciencia-desigualdade-racial-segue-
moldando-o-brasil (adaptado).
Considerando aspectos sintáticos, semânticos e de pontuação empregados no primeiro parágrafo do texto, analise as assertivas que seguem, julgando-as V, se Verdadeiras, ou F, se Falsas:
( ) A conjunção e estabelece relação de coordenação conclusiva entre dois verbos de mesmo sujeito.
( ) O uso da vírgula antes de mas decorre da necessidade de separar o sujeito do predicado.
( ) A retirada do advérbio de modo silenciosamente não compromete a estrutura sintática da oração, mas altera seu efeito de sentido.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Da renda à ciência, desigualdade racial segue moldando o Brasil
Olhar para a desigualdade no Brasil é, inevitavelmente, olhar para o que persiste. Não apenas nos indicadores, mas nas estruturas que atravessam o tempo e organizam silenciosamente a vida social.
Os dados mais recentes do Ipea não deixam espaço para dúvida: mesmo diante de avanços importantes nas políticas públicas, a desigualdade racial permanece como uma presença constante. Ela não se limita a um campo específico — infiltra-se na renda, atravessa o acesso a serviços, delimita trajetórias e chega, inclusive, à forma como o país produz e organiza seus próprios dados.
Mais do que um desvio ou uma exceção, trata-se de um padrão que se repete. Uma engrenagem que se ajusta ao tempo, mas não se desfaz, e que segue desafiando tanto a ação do Estado quanto a capacidade de compreender, em profundidade, o Brasil que se constrói todos os dias.
O estudo Desigualdade de raça e gênero e impactos distributivos dos gastos públicos com saúde e educação no Brasil mostra que as políticas públicas têm, sim, potência transformadora. Ao incorporar serviços de saúde e educação ao cálculo da renda ampliada, a desigualdade diminui de forma expressiva — o índice de Theil (medida estatística de desigualdade econômica e concentração de renda) recua de 0,62 para 0,38, sinalizando o efeito redistributivo do Estado.
Mas há camadas que resistem. Entre 11% e 12% da desigualdade total ainda se explica por fatores como raça e gênero, revelando que essas dimensões continuam a organizar o acesso a oportunidades. Mesmo quando o Estado atua, as marcas da desigualdade não desaparecem por completo — elas se reconfiguram.
Essa distância se amplia quando se observa o gasto privado: entre as famílias de maior renda no país, por exemplo, as chefiadas por homens brancos chegam a investir em saúde até 150% do que é gasto por famílias negras. Em um mesmo país, convivem realidades profundamente distintas, separadas por barreiras que nem sempre são visíveis, mas são persistentemente eficazes.
E quando raça e gênero se cruzam, o cenário se torna ainda mais complexo. As desigualdades não apenas se somam — elas se aprofundam, revelando um tecido social onde as diferenças se entrelaçam e se reforçam mutuamente.
A desigualdade racial também se inscreve nos espaços onde o conhecimento é produzido. O estudo Fronteiras desiguais: um exame crítico da participação negra interseccionada com sexo na liderança científica brasileira revela um dado que vai além da representatividade: ele diz respeito à própria construção do saber.
Pessoas negras — especialmente mulheres negras — permanecem sub-representadas em posições de liderança na pesquisa científica. E isso não é apenas uma questão de presença, mas de perspectiva.
Quando determinados grupos ficam à margem, determinadas perguntas deixam de ser feitas. Certas experiências deixam de ser consideradas. E, pouco a pouco, o conhecimento produzido passa a refletir apenas uma parte da realidade — nunca o todo. Assim, a desigualdade não apenas limita trajetórias individuais. Ela também molda aquilo que o país escolhe, ou deixa de escolher, compreender sobre si mesmo.
Quando reunidos, os estudos apontam para uma mesma direção: a desigualdade racial no Brasil não é episódica. Não é um resíduo do passado. É uma presença ativa, que se reorganiza e se mantém ao longo do tempo.
Ela atravessa a renda, o acesso a serviços, os espaços de poder e até os instrumentos que deveriam revelá-la. Está nas trajetórias individuais, mas também nas estruturas que as condicionam. E é justamente essa persistência que torna o desafio mais complexo — e mais urgente.
Fonte: https://www.ipea.gov.brl/portal/categorias/ 45-todas-as-
noticias/noticias/16302-da-renda-a-ciencia-desigualdade-racial-segue-
moldando-o-brasil (adaptado).
Considerando a tipologia, a organização argumentativa e a progressão temática do texto, analise as assertivas a seguir:
I. O texto apresenta estrutura descritiva, com predomínio de caracterizações estáticas da realidade social.
II. Os estudos mencionados desempenham função argumentativa ao fornecer evidências empíricas que corroboram e legitimam a tese central do texto.
III. O texto apresenta progressão em espiral, na medida em que retoma a tese sob diferentes ângulos ao longo do desenvolvimento.
Está CORRETO o que se afirma em:
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Da renda à ciência, desigualdade racial segue moldando o Brasil
Olhar para a desigualdade no Brasil é, inevitavelmente, olhar para o que persiste. Não apenas nos indicadores, mas nas estruturas que atravessam o tempo e organizam silenciosamente a vida social.
Os dados mais recentes do Ipea não deixam espaço para dúvida: mesmo diante de avanços importantes nas políticas públicas, a desigualdade racial permanece como uma presença constante. Ela não se limita a um campo específico — infiltra-se na renda, atravessa o acesso a serviços, delimita trajetórias e chega, inclusive, à forma como o país produz e organiza seus próprios dados.
Mais do que um desvio ou uma exceção, trata-se de um padrão que se repete. Uma engrenagem que se ajusta ao tempo, mas não se desfaz, e que segue desafiando tanto a ação do Estado quanto a capacidade de compreender, em profundidade, o Brasil que se constrói todos os dias.
O estudo Desigualdade de raça e gênero e impactos distributivos dos gastos públicos com saúde e educação no Brasil mostra que as políticas públicas têm, sim, potência transformadora. Ao incorporar serviços de saúde e educação ao cálculo da renda ampliada, a desigualdade diminui de forma expressiva — o índice de Theil (medida estatística de desigualdade econômica e concentração de renda) recua de 0,62 para 0,38, sinalizando o efeito redistributivo do Estado.
Mas há camadas que resistem. Entre 11% e 12% da desigualdade total ainda se explica por fatores como raça e gênero, revelando que essas dimensões continuam a organizar o acesso a oportunidades. Mesmo quando o Estado atua, as marcas da desigualdade não desaparecem por completo — elas se reconfiguram.
Essa distância se amplia quando se observa o gasto privado: entre as famílias de maior renda no país, por exemplo, as chefiadas por homens brancos chegam a investir em saúde até 150% do que é gasto por famílias negras. Em um mesmo país, convivem realidades profundamente distintas, separadas por barreiras que nem sempre são visíveis, mas são persistentemente eficazes.
E quando raça e gênero se cruzam, o cenário se torna ainda mais complexo. As desigualdades não apenas se somam — elas se aprofundam, revelando um tecido social onde as diferenças se entrelaçam e se reforçam mutuamente.
A desigualdade racial também se inscreve nos espaços onde o conhecimento é produzido. O estudo Fronteiras desiguais: um exame crítico da participação negra interseccionada com sexo na liderança científica brasileira revela um dado que vai além da representatividade: ele diz respeito à própria construção do saber.
Pessoas negras — especialmente mulheres negras — permanecem sub-representadas em posições de liderança na pesquisa científica. E isso não é apenas uma questão de presença, mas de perspectiva.
Quando determinados grupos ficam à margem, determinadas perguntas deixam de ser feitas. Certas experiências deixam de ser consideradas. E, pouco a pouco, o conhecimento produzido passa a refletir apenas uma parte da realidade — nunca o todo. Assim, a desigualdade não apenas limita trajetórias individuais. Ela também molda aquilo que o país escolhe, ou deixa de escolher, compreender sobre si mesmo.
Quando reunidos, os estudos apontam para uma mesma direção: a desigualdade racial no Brasil não é episódica. Não é um resíduo do passado. É uma presença ativa, que se reorganiza e se mantém ao longo do tempo.
Ela atravessa a renda, o acesso a serviços, os espaços de poder e até os instrumentos que deveriam revelá-la. Está nas trajetórias individuais, mas também nas estruturas que as condicionam. E é justamente essa persistência que torna o desafio mais complexo — e mais urgente.
Fonte: https://www.ipea.gov.brl/portal/categorias/ 45-todas-as-
noticias/noticias/16302-da-renda-a-ciencia-desigualdade-racial-segue-
moldando-o-brasil (adaptado).
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Da renda à ciência, desigualdade racial segue moldando o Brasil
Olhar para a desigualdade no Brasil é, inevitavelmente, olhar para o que persiste. Não apenas nos indicadores, mas nas estruturas que atravessam o tempo e organizam silenciosamente a vida social.
Os dados mais recentes do Ipea não deixam espaço para dúvida: mesmo diante de avanços importantes nas políticas públicas, a desigualdade racial permanece como uma presença constante. Ela não se limita a um campo específico — infiltra-se na renda, atravessa o acesso a serviços, delimita trajetórias e chega, inclusive, à forma como o país produz e organiza seus próprios dados.
Mais do que um desvio ou uma exceção, trata-se de um padrão que se repete. Uma engrenagem que se ajusta ao tempo, mas não se desfaz, e que segue desafiando tanto a ação do Estado quanto a capacidade de compreender, em profundidade, o Brasil que se constrói todos os dias.
O estudo Desigualdade de raça e gênero e impactos distributivos dos gastos públicos com saúde e educação no Brasil mostra que as políticas públicas têm, sim, potência transformadora. Ao incorporar serviços de saúde e educação ao cálculo da renda ampliada, a desigualdade diminui de forma expressiva — o índice de Theil (medida estatística de desigualdade econômica e concentração de renda) recua de 0,62 para 0,38, sinalizando o efeito redistributivo do Estado.
Mas há camadas que resistem. Entre 11% e 12% da desigualdade total ainda se explica por fatores como raça e gênero, revelando que essas dimensões continuam a organizar o acesso a oportunidades. Mesmo quando o Estado atua, as marcas da desigualdade não desaparecem por completo — elas se reconfiguram.
Essa distância se amplia quando se observa o gasto privado: entre as famílias de maior renda no país, por exemplo, as chefiadas por homens brancos chegam a investir em saúde até 150% do que é gasto por famílias negras. Em um mesmo país, convivem realidades profundamente distintas, separadas por barreiras que nem sempre são visíveis, mas são persistentemente eficazes.
E quando raça e gênero se cruzam, o cenário se torna ainda mais complexo. As desigualdades não apenas se somam — elas se aprofundam, revelando um tecido social onde as diferenças se entrelaçam e se reforçam mutuamente.
A desigualdade racial também se inscreve nos espaços onde o conhecimento é produzido. O estudo Fronteiras desiguais: um exame crítico da participação negra interseccionada com sexo na liderança científica brasileira revela um dado que vai além da representatividade: ele diz respeito à própria construção do saber.
Pessoas negras — especialmente mulheres negras — permanecem sub-representadas em posições de liderança na pesquisa científica. E isso não é apenas uma questão de presença, mas de perspectiva.
Quando determinados grupos ficam à margem, determinadas perguntas deixam de ser feitas. Certas experiências deixam de ser consideradas. E, pouco a pouco, o conhecimento produzido passa a refletir apenas uma parte da realidade — nunca o todo. Assim, a desigualdade não apenas limita trajetórias individuais. Ela também molda aquilo que o país escolhe, ou deixa de escolher, compreender sobre si mesmo.
Quando reunidos, os estudos apontam para uma mesma direção: a desigualdade racial no Brasil não é episódica. Não é um resíduo do passado. É uma presença ativa, que se reorganiza e se mantém ao longo do tempo.
Ela atravessa a renda, o acesso a serviços, os espaços de poder e até os instrumentos que deveriam revelá-la. Está nas trajetórias individuais, mas também nas estruturas que as condicionam. E é justamente essa persistência que torna o desafio mais complexo — e mais urgente.
Fonte: https://www.ipea.gov.brl/portal/categorias/ 45-todas-as-
noticias/noticias/16302-da-renda-a-ciencia-desigualdade-racial-segue-
moldando-o-brasil (adaptado).
Com base nas ideias, nos argumentos e nas informações explicitadas no texto, analise as partes abaixo:
(1ª parte): A abordagem do cruzamento entre raça e gênero indica que as desigualdades se intensificam mutuamente, produzindo efeitos mais complexos.
(2ª parte): O texto reconhece que políticas públicas, especialmente nas áreas de infraestrutura e transporte, possuem potencial para reduzir desigualdades.
(3ª parte): A menção à redução do índice de Theil cumpre, no texto, a função de evidenciar a superioridade dos métodos estatísticos sobre análises sociais.
Pode-se afirmar que:
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Da renda à ciência, desigualdade racial segue moldando o Brasil
Olhar para a desigualdade no Brasil é, inevitavelmente, olhar para o que persiste. Não apenas nos indicadores, mas nas estruturas que atravessam o tempo e organizam silenciosamente a vida social.
Os dados mais recentes do Ipea não deixam espaço para dúvida: mesmo diante de avanços importantes nas políticas públicas, a desigualdade racial permanece como uma presença constante. Ela não se limita a um campo específico — infiltra-se na renda, atravessa o acesso a serviços, delimita trajetórias e chega, inclusive, à forma como o país produz e organiza seus próprios dados.
Mais do que um desvio ou uma exceção, trata-se de um padrão que se repete. Uma engrenagem que se ajusta ao tempo, mas não se desfaz, e que segue desafiando tanto a ação do Estado quanto a capacidade de compreender, em profundidade, o Brasil que se constrói todos os dias.
O estudo Desigualdade de raça e gênero e impactos distributivos dos gastos públicos com saúde e educação no Brasil mostra que as políticas públicas têm, sim, potência transformadora. Ao incorporar serviços de saúde e educação ao cálculo da renda ampliada, a desigualdade diminui de forma expressiva — o índice de Theil (medida estatística de desigualdade econômica e concentração de renda) recua de 0,62 para 0,38, sinalizando o efeito redistributivo do Estado.
Mas há camadas que resistem. Entre 11% e 12% da desigualdade total ainda se explica por fatores como raça e gênero, revelando que essas dimensões continuam a organizar o acesso a oportunidades. Mesmo quando o Estado atua, as marcas da desigualdade não desaparecem por completo — elas se reconfiguram.
Essa distância se amplia quando se observa o gasto privado: entre as famílias de maior renda no país, por exemplo, as chefiadas por homens brancos chegam a investir em saúde até 150% do que é gasto por famílias negras. Em um mesmo país, convivem realidades profundamente distintas, separadas por barreiras que nem sempre são visíveis, mas são persistentemente eficazes.
E quando raça e gênero se cruzam, o cenário se torna ainda mais complexo. As desigualdades não apenas se somam — elas se aprofundam, revelando um tecido social onde as diferenças se entrelaçam e se reforçam mutuamente.
A desigualdade racial também se inscreve nos espaços onde o conhecimento é produzido. O estudo Fronteiras desiguais: um exame crítico da participação negra interseccionada com sexo na liderança científica brasileira revela um dado que vai além da representatividade: ele diz respeito à própria construção do saber.
Pessoas negras — especialmente mulheres negras — permanecem sub-representadas em posições de liderança na pesquisa científica. E isso não é apenas uma questão de presença, mas de perspectiva.
Quando determinados grupos ficam à margem, determinadas perguntas deixam de ser feitas. Certas experiências deixam de ser consideradas. E, pouco a pouco, o conhecimento produzido passa a refletir apenas uma parte da realidade — nunca o todo. Assim, a desigualdade não apenas limita trajetórias individuais. Ela também molda aquilo que o país escolhe, ou deixa de escolher, compreender sobre si mesmo.
Quando reunidos, os estudos apontam para uma mesma direção: a desigualdade racial no Brasil não é episódica. Não é um resíduo do passado. É uma presença ativa, que se reorganiza e se mantém ao longo do tempo.
Ela atravessa a renda, o acesso a serviços, os espaços de poder e até os instrumentos que deveriam revelá-la. Está nas trajetórias individuais, mas também nas estruturas que as condicionam. E é justamente essa persistência que torna o desafio mais complexo — e mais urgente.
Fonte: https://www.ipea.gov.brl/portal/categorias/ 45-todas-as-
noticias/noticias/16302-da-renda-a-ciencia-desigualdade-racial-segue-
moldando-o-brasil (adaptado).
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Da renda à ciência, desigualdade racial segue moldando o Brasil
Olhar para a desigualdade no Brasil é, inevitavelmente, olhar para o que persiste. Não apenas nos indicadores, mas nas estruturas que atravessam o tempo e organizam silenciosamente a vida social.
Os dados mais recentes do Ipea não deixam espaço para dúvida: mesmo diante de avanços importantes nas políticas públicas, a desigualdade racial permanece como uma presença constante. Ela não se limita a um campo específico — infiltra-se na renda, atravessa o acesso a serviços, delimita trajetórias e chega, inclusive, à forma como o país produz e organiza seus próprios dados.
Mais do que um desvio ou uma exceção, trata-se de um padrão que se repete. Uma engrenagem que se ajusta ao tempo, mas não se desfaz, e que segue desafiando tanto a ação do Estado quanto a capacidade de compreender, em profundidade, o Brasil que se constrói todos os dias.
O estudo Desigualdade de raça e gênero e impactos distributivos dos gastos públicos com saúde e educação no Brasil mostra que as políticas públicas têm, sim, potência transformadora. Ao incorporar serviços de saúde e educação ao cálculo da renda ampliada, a desigualdade diminui de forma expressiva — o índice de Theil (medida estatística de desigualdade econômica e concentração de renda) recua de 0,62 para 0,38, sinalizando o efeito redistributivo do Estado.
Mas há camadas que resistem. Entre 11% e 12% da desigualdade total ainda se explica por fatores como raça e gênero, revelando que essas dimensões continuam a organizar o acesso a oportunidades. Mesmo quando o Estado atua, as marcas da desigualdade não desaparecem por completo — elas se reconfiguram.
Essa distância se amplia quando se observa o gasto privado: entre as famílias de maior renda no país, por exemplo, as chefiadas por homens brancos chegam a investir em saúde até 150% do que é gasto por famílias negras. Em um mesmo país, convivem realidades profundamente distintas, separadas por barreiras que nem sempre são visíveis, mas são persistentemente eficazes.
E quando raça e gênero se cruzam, o cenário se torna ainda mais complexo. As desigualdades não apenas se somam — elas se aprofundam, revelando um tecido social onde as diferenças se entrelaçam e se reforçam mutuamente.
A desigualdade racial também se inscreve nos espaços onde o conhecimento é produzido. O estudo Fronteiras desiguais: um exame crítico da participação negra interseccionada com sexo na liderança científica brasileira revela um dado que vai além da representatividade: ele diz respeito à própria construção do saber.
Pessoas negras — especialmente mulheres negras — permanecem sub-representadas em posições de liderança na pesquisa científica. E isso não é apenas uma questão de presença, mas de perspectiva.
Quando determinados grupos ficam à margem, determinadas perguntas deixam de ser feitas. Certas experiências deixam de ser consideradas. E, pouco a pouco, o conhecimento produzido passa a refletir apenas uma parte da realidade — nunca o todo. Assim, a desigualdade não apenas limita trajetórias individuais. Ela também molda aquilo que o país escolhe, ou deixa de escolher, compreender sobre si mesmo.
Quando reunidos, os estudos apontam para uma mesma direção: a desigualdade racial no Brasil não é episódica. Não é um resíduo do passado. É uma presença ativa, que se reorganiza e se mantém ao longo do tempo.
Ela atravessa a renda, o acesso a serviços, os espaços de poder e até os instrumentos que deveriam revelá-la. Está nas trajetórias individuais, mas também nas estruturas que as condicionam. E é justamente essa persistência que torna o desafio mais complexo — e mais urgente.
Fonte: https://www.ipea.gov.brl/portal/categorias/ 45-todas-as-
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moldando-o-brasil (adaptado).
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Da renda à ciência, desigualdade racial segue moldando o Brasil
Olhar para a desigualdade no Brasil é, inevitavelmente, olhar para o que persiste. Não apenas nos indicadores, mas nas estruturas que atravessam o tempo e organizam silenciosamente a vida social.
Os dados mais recentes do Ipea não deixam espaço para dúvida: mesmo diante de avanços importantes nas políticas públicas, a desigualdade racial permanece como uma presença constante. Ela não se limita a um campo específico — infiltra-se na renda, atravessa o acesso a serviços, delimita trajetórias e chega, inclusive, à forma como o país produz e organiza seus próprios dados.
Mais do que um desvio ou uma exceção, trata-se de um padrão que se repete. Uma engrenagem que se ajusta ao tempo, mas não se desfaz, e que segue desafiando tanto a ação do Estado quanto a capacidade de compreender, em profundidade, o Brasil que se constrói todos os dias.
O estudo Desigualdade de raça e gênero e impactos distributivos dos gastos públicos com saúde e educação no Brasil mostra que as políticas públicas têm, sim, potência transformadora. Ao incorporar serviços de saúde e educação ao cálculo da renda ampliada, a desigualdade diminui de forma expressiva — o índice de Theil (medida estatística de desigualdade econômica e concentração de renda) recua de 0,62 para 0,38, sinalizando o efeito redistributivo do Estado.
Mas há camadas que resistem. Entre 11% e 12% da desigualdade total ainda se explica por fatores como raça e gênero, revelando que essas dimensões continuam a organizar o acesso a oportunidades. Mesmo quando o Estado atua, as marcas da desigualdade não desaparecem por completo — elas se reconfiguram.
Essa distância se amplia quando se observa o gasto privado: entre as famílias de maior renda no país, por exemplo, as chefiadas por homens brancos chegam a investir em saúde até 150% do que é gasto por famílias negras. Em um mesmo país, convivem realidades profundamente distintas, separadas por barreiras que nem sempre são visíveis, mas são persistentemente eficazes.
E quando raça e gênero se cruzam, o cenário se torna ainda mais complexo. As desigualdades não apenas se somam — elas se aprofundam, revelando um tecido social onde as diferenças se entrelaçam e se reforçam mutuamente.
A desigualdade racial também se inscreve nos espaços onde o conhecimento é produzido. O estudo Fronteiras desiguais: um exame crítico da participação negra interseccionada com sexo na liderança científica brasileira revela um dado que vai além da representatividade: ele diz respeito à própria construção do saber.
Pessoas negras — especialmente mulheres negras — permanecem sub-representadas em posições de liderança na pesquisa científica. E isso não é apenas uma questão de presença, mas de perspectiva.
Quando determinados grupos ficam à margem, determinadas perguntas deixam de ser feitas. Certas experiências deixam de ser consideradas. E, pouco a pouco, o conhecimento produzido passa a refletir apenas uma parte da realidade — nunca o todo. Assim, a desigualdade não apenas limita trajetórias individuais. Ela também molda aquilo que o país escolhe, ou deixa de escolher, compreender sobre si mesmo.
Quando reunidos, os estudos apontam para uma mesma direção: a desigualdade racial no Brasil não é episódica. Não é um resíduo do passado. É uma presença ativa, que se reorganiza e se mantém ao longo do tempo.
Ela atravessa a renda, o acesso a serviços, os espaços de poder e até os instrumentos que deveriam revelá-la. Está nas trajetórias individuais, mas também nas estruturas que as condicionam. E é justamente essa persistência que torna o desafio mais complexo — e mais urgente.
Fonte: https://www.ipea.gov.brl/portal/categorias/ 45-todas-as-
noticias/noticias/16302-da-renda-a-ciencia-desigualdade-racial-segue-
moldando-o-brasil (adaptado).
“Ofício nº 18 – Secretaria Escolar – 26”
Considerando as regras de identificação do expediente no padrão ofício, conforme o Manual de Redação da Presidência da República (2018), assinale a alternativa correta.