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Q4052546 Português
O Censo do Inep sobre o ensino superior no Brasil e a encruzilhada histórica da juventude diante dos desafios da educação brasileira

Dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, segunda-feira (22), os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil. Um simples olhar para os resultados aponta para as profundas desigualdades ainda existentes no sistema educacional brasileiro e os desafios colocados no âmbito do debate sobre a educação superior no nosso país.

Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária. As transformações do ensino superior, objetivadas nos dados divulgados pelo Inep, demonstram a persistência do caráter alienante do sistema educacional brasileiro, da concentração das matrículas na rede privada, da necessidade de qualificarmos políticas de inclusão e permanência, sobretudo, na graduação continuada e o abismo entre as universidades e construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior. [...]

Alguns dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior. [...] O crescimento exponencial do ensino à distância [...] é um ponto alarmante. Pela primeira vez na história, a concentração de matrículas no ensino à distância é maior do que as matrículas no ensino presencial, sendo equivalente a 50,75% do número total de matrículas no ensino superior. Mesmo com a conquista do marco regulatório do EAD, que estipula marcadores importantes no sentido de coibir o avanço desenfreado do modelo, principalmente nas instituições presenciais de ensino, os resultados do Censo demonstram que o ensino à distância tem se tornado a principal porta de entrada do ensino superior, ainda que os índices de permanência neste modelo de ensino sejam exíguos diante do número de matrículas. Além dos impactos concretos do crescimento das matrículas no Ensino à Distância (EAD), a dimensão da sociabilidade e a desumanização do ambiente de ensino e aprendizagem também devem nos preocupar, afinal, a vivência universitária é também parte  processo formativo.

Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior.
Diante deste cenário, temos a tarefa de formular e construir um projeto de educação a serviço da superação dos desafios do ensino superior no Brasil e conectado com as reais necessidades do povo brasileiro, no centro de um projeto de desenvolvimento. Este projeto deve passar, fundamentalmente, pelo fortalecimento e expansão da educação e das universidades públicas, pela luta pelo orçamento da educação pública e das políticas de assistência e permanência estudantil.

As contradições do ensino superior são reflexo das contradições da sociedade em que vivemos e, mais uma vez, a juventude brasileira é a mais impactada. Vivemos uma encruzilhada histórica, em que o futuro da juventude brasileira está em disputa; mas para nós, ser jovem é acessar direitos e a educação é um direito fundamental. Por isso, defendemos um projeto popular para educação, com a juventude sendo protagonista das transformações sociais!


(Camila Moraes. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/09/26/o-censo-do-inep-sobre-o-e nsino-superior-no-brasil-e-a-encruzilhada-historica-da-juventude-diantedos-desafios-da-educacao-brasileira/. Acesso em: 18 mar. 2026. Adaptado.)

Leia o excerto a seguir:
"Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior."
O pronome relativo que , no contexto em que ele aparece, tem uma função sintática clara: ser sujeito da oração que o segue − expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior . Nesse caso, por se tratar de um período composto, o pronome substitui o verdadeiro sujeito, evitando sua repetição desnecessária. Analise todo o contexto e assinale a alternativa que indica corretamente o sujeito do verbo "expulsar", o qual é substituído pelo pronome relativo que:
Alternativas
Q4052545 Português
O Censo do Inep sobre o ensino superior no Brasil e a encruzilhada histórica da juventude diante dos desafios da educação brasileira

Dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, segunda-feira (22), os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil. Um simples olhar para os resultados aponta para as profundas desigualdades ainda existentes no sistema educacional brasileiro e os desafios colocados no âmbito do debate sobre a educação superior no nosso país.

Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária. As transformações do ensino superior, objetivadas nos dados divulgados pelo Inep, demonstram a persistência do caráter alienante do sistema educacional brasileiro, da concentração das matrículas na rede privada, da necessidade de qualificarmos políticas de inclusão e permanência, sobretudo, na graduação continuada e o abismo entre as universidades e construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior. [...]

Alguns dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior. [...] O crescimento exponencial do ensino à distância [...] é um ponto alarmante. Pela primeira vez na história, a concentração de matrículas no ensino à distância é maior do que as matrículas no ensino presencial, sendo equivalente a 50,75% do número total de matrículas no ensino superior. Mesmo com a conquista do marco regulatório do EAD, que estipula marcadores importantes no sentido de coibir o avanço desenfreado do modelo, principalmente nas instituições presenciais de ensino, os resultados do Censo demonstram que o ensino à distância tem se tornado a principal porta de entrada do ensino superior, ainda que os índices de permanência neste modelo de ensino sejam exíguos diante do número de matrículas. Além dos impactos concretos do crescimento das matrículas no Ensino à Distância (EAD), a dimensão da sociabilidade e a desumanização do ambiente de ensino e aprendizagem também devem nos preocupar, afinal, a vivência universitária é também parte  processo formativo.

Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior.
Diante deste cenário, temos a tarefa de formular e construir um projeto de educação a serviço da superação dos desafios do ensino superior no Brasil e conectado com as reais necessidades do povo brasileiro, no centro de um projeto de desenvolvimento. Este projeto deve passar, fundamentalmente, pelo fortalecimento e expansão da educação e das universidades públicas, pela luta pelo orçamento da educação pública e das políticas de assistência e permanência estudantil.

As contradições do ensino superior são reflexo das contradições da sociedade em que vivemos e, mais uma vez, a juventude brasileira é a mais impactada. Vivemos uma encruzilhada histórica, em que o futuro da juventude brasileira está em disputa; mas para nós, ser jovem é acessar direitos e a educação é um direito fundamental. Por isso, defendemos um projeto popular para educação, com a juventude sendo protagonista das transformações sociais!


(Camila Moraes. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/09/26/o-censo-do-inep-sobre-o-e nsino-superior-no-brasil-e-a-encruzilhada-historica-da-juventude-diantedos-desafios-da-educacao-brasileira/. Acesso em: 18 mar. 2026. Adaptado.)

Leia o excerto a seguir:
"É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior."
A respeito da pontuação nesse excerto, analise as sentenças:
I.O travessão duplo foi usado para indicar uma expressão intercalada. Ele poderia ser substituído, nesse contexto, por parênteses, sem comprometer o sentido.
II.Em nenhuma situação, independente do contexto, o travessão pode ser substituído por vírgulas.
III.Após "progressistas" falta uma vírgula, conferindo mais clareza a um trecho extenso.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4052544 Português
O Censo do Inep sobre o ensino superior no Brasil e a encruzilhada histórica da juventude diante dos desafios da educação brasileira

Dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, segunda-feira (22), os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil. Um simples olhar para os resultados aponta para as profundas desigualdades ainda existentes no sistema educacional brasileiro e os desafios colocados no âmbito do debate sobre a educação superior no nosso país.

Com mais de 10 milhões de matrículas, as instituições de ensino superior no Brasil ainda seguem refletindo a necessidade de construir uma reforma universitária. As transformações do ensino superior, objetivadas nos dados divulgados pelo Inep, demonstram a persistência do caráter alienante do sistema educacional brasileiro, da concentração das matrículas na rede privada, da necessidade de qualificarmos políticas de inclusão e permanência, sobretudo, na graduação continuada e o abismo entre as universidades e construção de um projeto nacional de desenvolvimento.

É certo que a expansão do ensino superior público e as políticas públicas de acesso e permanência no ensino superior implementadas nos ciclos de governos democráticos e progressistas alteraram qualitativamente o perfil das universidades brasileiras — essencialmente, as universidades públicas —, com a democratização das instituições de ensino e uma crescente entrada da juventude da classe trabalhadora brasileira no ensino superior. [...]

Alguns dados do Censo 2024 demonstram a necessidade de construirmos um olhar crítico para o atual cenário da educação superior. [...] O crescimento exponencial do ensino à distância [...] é um ponto alarmante. Pela primeira vez na história, a concentração de matrículas no ensino à distância é maior do que as matrículas no ensino presencial, sendo equivalente a 50,75% do número total de matrículas no ensino superior. Mesmo com a conquista do marco regulatório do EAD, que estipula marcadores importantes no sentido de coibir o avanço desenfreado do modelo, principalmente nas instituições presenciais de ensino, os resultados do Censo demonstram que o ensino à distância tem se tornado a principal porta de entrada do ensino superior, ainda que os índices de permanência neste modelo de ensino sejam exíguos diante do número de matrículas. Além dos impactos concretos do crescimento das matrículas no Ensino à Distância (EAD), a dimensão da sociabilidade e a desumanização do ambiente de ensino e aprendizagem também devem nos preocupar, afinal, a vivência universitária é também parte  processo formativo.

Por fim, os resultados também expressam as estruturas desiguais da sociedade brasileira. Apenas 21,5% das pessoas entre 18 e 24 anos conseguem acessar o ensino superior, mesmo com a existência de políticas públicas como o FIES, o Prouni e a Lei de Cotas. Quando olhamos para os índices de evasão, o cenário é ainda mais preocupante: do último Censo para o de 2024, a taxa de evasão subiu de 11% para 17%, decorrência de diversos fatores como a ausência de políticas robustas de assistência e permanência estudantil (nas universidades públicas e privadas), a desconexão dos currículos com a realidade das e dos estudantes, as opressões dentro e fora das universidade e, em especial, o acirramento das contradições do mundo do trabalho e da precarização da vida da classe trabalhadora, que expulsa cotidianamente milhares de jovens do ensino superior.
Diante deste cenário, temos a tarefa de formular e construir um projeto de educação a serviço da superação dos desafios do ensino superior no Brasil e conectado com as reais necessidades do povo brasileiro, no centro de um projeto de desenvolvimento. Este projeto deve passar, fundamentalmente, pelo fortalecimento e expansão da educação e das universidades públicas, pela luta pelo orçamento da educação pública e das políticas de assistência e permanência estudantil.

As contradições do ensino superior são reflexo das contradições da sociedade em que vivemos e, mais uma vez, a juventude brasileira é a mais impactada. Vivemos uma encruzilhada histórica, em que o futuro da juventude brasileira está em disputa; mas para nós, ser jovem é acessar direitos e a educação é um direito fundamental. Por isso, defendemos um projeto popular para educação, com a juventude sendo protagonista das transformações sociais!


(Camila Moraes. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/09/26/o-censo-do-inep-sobre-o-e nsino-superior-no-brasil-e-a-encruzilhada-historica-da-juventude-diantedos-desafios-da-educacao-brasileira/. Acesso em: 18 mar. 2026. Adaptado.)

A respeito da reflexão que a autora propõe sobre o ensino à distância, registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Essa modalidade de ensino, de acordo com os dados do Censo 2024 da Educação Superior no Brasil, apresentou um crescimento de grande importância, ao ponto de acender um alerta.
(__)O número de matrículas no ensino à distância foi maior que o total de matrículas no ensino superior presencial, impulsionado pelo marco regulatório do EAD.
(__)Dois pontos merecem atenção: a permanência do estudante matriculado no EAD e a vivência universitária, problematizando o fato de que não basta viabilizar a entrada no ensino superior via EAD.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4052513 Português
A trajetória pública da tecnologia nas últimas décadas pode ser descrita como uma transição entre três momentos distintos. No primeiro, predominou a tecnoutopia: a crença de que a internet e as plataformas digitais seriam intrinsecamente democratizantes, capazes de distribuir conhecimento, reduzir desigualdades e ampliar a liberdade individual. Esse otimismo estava ancorado na chamada "ideologia californiana" − conceito elaborado por pesquisadores de mídia britânicos em meados dos anos 1990 −, que combinava o espírito rebelde e inventivo dos pioneiros da tecnologia com os valores do capitalismo liberal, resultando na crença de que o mercado privado, livre de intervenção estatal, seria o melhor administrador da vida social. No segundo momento, emergiu o capitalismo de vigilância, descrito pela pesquisadora Shoshana Zuboff como um modelo econômico que reivindica unilateralmente a experiência humana como matéria-prima gratuita, convertendo comportamentos, preferências e emoções dos usuários em dados comercializáveis. No terceiro momento, consolidou-se o tecnoniilismo: um ceticismo crescente em relação às promessas da tecnologia, alimentado por escândalos envolvendo uso indevido de dados, disseminação de desinformação e inação das plataformas diante de discursos de ódio. Críticos do tecnoniilismo, porém, alertam que o ceticismo, por si só, é insuficiente − sendo necessário apresentar soluções e retomar a capacidade coletiva de imaginar uma outra relação com a tecnologia. Com base no contexto apresentado, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4052503 Português
Analise as sentenças a seguir quanto à concordância verbal:
I.Vinha pela trilha ela, o irmão e eu. Sozinhos e com medo.
II.Tanto ela quanto o irmão estavam exaustos, mas não havia o que fazer. Era preciso seguir adiante.
III.Cada uma das pessoas inscritas deve cuidar de seus pertences durante a trilha.
IV.Mais de uma pessoa tem defendido nossas atividades. São importantes para elas.

Está correta a concordância dos verbos destacados em: 
Alternativas
Q4052502 Português
Esta questão é composta por dois textos. Leia-os e analise-os conjuntamente:
Texto 1:
Imagem associada para resolução da questão (Edição 235, abril 2026. Disponível em: https://piaui.uol.com.br/edicao/235/. Acesso em: 06 abr. 2026.)
Texto 2:
A Organização das Nações Unidas (ONU) é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente, em 1945, para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais. 
Erguida sobre os escombros da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a ONU é o pilar da cooperação pela paz, justiça e o desenvolvimento sustentável, unindo 193 países para buscar soluções comuns para nossos desafios compartilhados.
A ONU é o lugar onde as nações do mundo podem se reunir, discutir problemas comuns e encontrar soluções compartilhadas.
(https://brasil.un.org/pt-br/279573-sobre-onu. Acesso em: 06 abr. 2026.)

A partir da leitura e análise dos dois textos, percebe-se o uso de uma figura de linguagem na construção da capa da revista, composta por texto verbal e não verbal. Assinale a alternativa que indica corretamente essa figura de linguagem:
Alternativas
Q4052501 Português
Analise as concordâncias nominais feitas nas construções a seguir:
I.Nem uma nem outra justificativa é válida porque você sempre mente.
II.Elas próprias fizeram o roteiro da viagem e planejaram a travessia de barco da costa brasileira à costa africana.
III.Dado a circunstância meteorológica, adiaram a saída do porto por dois dias.

Está correta a concordância nominal em:
Alternativas
Q4052500 Português
Analise os termos destacados nas sentenças, verificando se a ortografia deles está correta:
I.A literatura afro-brasileira é muito rica e variada e deveria ser lida por mais pessoas.
II.A produção literária de afrodescendentes tem crescido no Brasil à medida em que aumenta o número de leitores.
III.O recém-nascido livro foi publicado só após anos de pesquisa e revisões.
IV.A autora recém-chegou à livraria e já foi acolhida por todos que a aguardavam ansiosamente.

Está correta a escrita dos termos destacados em:
Alternativas
Q4052499 Português
Mobilizando conhecimentos prévios, analise o excerto e as sentenças. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
[...] A gente cresce ouvindo que precisa ter um plano. Plano de carreira. Plano financeiro. Plano de Saúde. Plano A, B e, se possível, um C para garantir. A vida adulta parece um grande projeto estratégico em que prever é sinônimo de segurança. Mas e quando o imprevisto chega antes de a planilha fechar?
Aceitar a incerteza, talvez, seja o maior exercício da maturidade. Não porque gostamos do caos, mas porque finalmente entendemos que a vida não cabe inteira no nosso planejamento. Ainda bem, porque as informações que temos são insuficientes para elaborarmos todas as possibilidades que só surgem quando algo desvia do planejado. [...]
Aceitar a incerteza não significa cruzar os braços diante da vida e, sim, continuar fazendo planos, mas com a consciência de que ajustes fazem parte do percurso. Quando entendemos isso, algo se suaviza. A pressão diminui. O erro deixa de ser catástrofe e passa a ser um dado . O "não era o que eu queria" se transforma em "o que posso fazer com isso?" [...].
(Alexandre Coimbra Amaral. https://vidasimples.co/colunista/o-que-posso-fazer-com-isso-agora/. Acesso em: 06 abr. 2026. Adaptado.)
(__)De acordo com o autor, incerteza e maturidade caminham juntas, uma vez que, ainda que o sujeito planeje sua vida, desvios e imprevistos são possíveis. A maturidade é demonstrada na forma como se lida com os imprevistos, com as incertezas.
(__)No terceiro parágrafo, a palavra "quando" funciona como uma conjunção, introduzindo a oração subordinada "Quando entendemos isso". Ela estabelece um sentido de concomitância de fatos entre a oração subordinada e a principal e assume o valor semântico das conjunções proporcionais: À medida que entendemos isso, algo se suaviza.
(__)O trecho sublinhado poderia também ser estruturado assim: "Quando entendemos isso, algo se suaviza, a pressão diminui, o erro deixa de ser catástrofe e passa a ser um dado".

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4052498 Português
Leia o texto a seguir:
Desigualdade racial nas universidades ainda persiste
Apesar dos avanços proporcionados pela Lei de Cotas, a equiparação educacional entre negros e brancos está longe de se concretizar, de acordo com um estudo do Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais (Cedra), lançado em novembro de 2025.
Baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estudo revelou que apenas 14,9% das mulheres negras acima de 25 anos concluíram o ensino superior. Em contraste, a proporção de mulheres brancas com diploma é o dobro, 30,3% em 2023.
As cotas, entretanto, estão ajudando a virar esse jogo: os estudantes negros passam de minoria em 2014 para maioria no ensino superior em 2019, é o que mostra o Censo da Educação Superior de 2019.
(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2026/03/31/movimentos-populares-se-r eunem-em-sp-para-defender-ampliacao-das-cotas-raciais-nas-universid ades/. Acesso em: 06 abr. 2026. Adaptado.)
Analise o texto e as sentenças a seguir:
I.No texto, há a expressão "esse jogo". O pronome demonstrativo e o substantivo têm como referente informações já apresentadas, possibilitando, na articulação das ideias, tanto retomar algo já posto (localizando o leitor), quando introduzir uma ideia nova (ampliando as informações). A expressão "esse jogo" refere-se à "equiparação educacional entre negros e brancos está longe de se concretizar", apresentada no primeiro parágrafo. É desse jogo que se trata.
II.O primeiro parágrafo inicia-se com a locução prepositiva "apesar de", introduzindo uma oração subordinada concessiva, isto é, introduz uma ideia em que se exprime um fato contrário à ideia da oração principal, mas incapaz de impedi-la.
III.A partir da leitura do texto e analisando as construções textuais, é correto afirmar que o sistema de cotas trouxe avanços para combater a desigualdade entre pessoas negras e brancas no ensino superior, porém, esses avanços são insuficientes e comprovam a ineficácia da Lei de Cotas.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4052497 Português
Unicef alerta para prejuízos da falta de acesso à água nas escolas

Situação melhorou em 2025, mas ainda afeta 75 mil estudantes

O número de escolas públicas ativas sem acesso à água caiu pela metade de 2024 para 2025, segundo dados divulgados em fevereiro pelo Censo Escolar, mas ainda restaram 1.203 escolas em que cerca de 75 mil estudantes não têm a garantia desse direito.

Às vésperas do Dia Mundial da Água, celebrado no próximo domingo (22), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) defende apoio institucional às localidades para superar esse problema, destacando os impactos à higiene, à saúde, à qualidade da merenda escolar, à dignidade menstrual e a outros pontos essenciais para um bom aprendizado.

O Unicef ressalta que a situação é mais grave nas zonas rurais, onde estão localizadas 96% das escolas desabastecidas. De acordo com o oficial de Água, Saneamento e Higiene do fundo das Nações Unidas (ONU) no Brasil, Rodrigo Resende, esse é um déficit histórico que reflete os desafios para a implementação de políticas públicas nos municípios, especialmente na Amazônia e no Semiárido.

Resende recomenda que, para resolver o problema, é preciso uma soma de esforços de entes federativos e instituições para apoiar os territórios, ampliando os investimentos e fortalecendo a capacitação de técnicos e lideranças locais.

O engajamento e a participação ativa das comunidades são essenciais, complementa o oficial do Unicef, que também defendeu soluções que respeitem as especificidades locais e priorizem fontes renováveis de energia. 

Disparidades

Com o avanço no fornecimento de água no ano passado, mais de 100 mil estudantes passaram a acessar esse direito. Em 2024, 179 mil não tinham acesso à água em 2.512 escolas públicas, número que caiu para 75 mil no ano passado.

O perfil dos que continuam sem acesso a esse direito mostra disparidades sociais e raciais. Alunos negros são maioria nas escolas sem acesso à água, e havia também uma proporção relevante de crianças e adolescentes indígenas.

Resende também pontua que as mulheres e as meninas estão mais vulneráveis à falta ou precariedade do acesso à água, especialmente durante o período menstrual. O Fundo das Nações Unidas acredita que a falta de água acaba afastando as meninas da sala de aula nesses dias, ou obrigando as alunas a saírem do ambiente escolar em busca de um banheiro adequado, o que atrapalha seu aprendizado e aumenta a exposição a violências.

Além de dificultar o consumo de água e a higiene dos alunos, o desabastecimento também impacta a preparação dos alimentos para a merenda escolar. Esses três pontos são considerados fundamentais pelo Unicef para promover a saúde e o bem-estar de crianças e adolescentes na escola.

No ano passado, a organização desenvolveu ações como a instalação de sistemas de abastecimento de água movidos à energia solar no Amazonas e a ampliação dos sistemas que atendem ao território Yanomami, em Roraima. Mas a principal atuação do Fundo é o apoio a gestores, para fortalecer políticas públicas.


(https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-03/unicef-alert a-para-prejuizos-da-falta-de-acesso-agua-nas-escolas. Acesso em: 02 abr. 2026.)
Leia o excerto a seguir:
"Às vésperas do Dia Mundial da Água, celebrado no próximo domingo (22), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) defende apoio institucional às localidades para superar esse problema, destacando os impactos à higiene, à saúde, à qualidade da merenda escolar, à dignidade menstrual e a outros pontos essenciais para um bom aprendizado."
Analise as seguintes sentenças:
I.Em "Às vésperas", o uso do acento grave está correto e acontece porque se trata de uma locução adverbial constituída por substantivo feminino.
II.O verbo "defender", no contexto do excerto, tem o sentido de "defender métodos, atos e medidas", pedindo tanto complemento direto ("apoio institucional"), como complemento indireto ("às localidades"). Assim, o uso do acento grave em "às localidades" está correto porque o verbo é regido pelas preposições "para" ou "a".
III.Na enumeração, todas as crases estão corretamente usadas porque o substantivo "impactos", nesse contexto, é regido por preposição. Caberia também usar a preposição "em", fazendo a correta contração com o artigo, sem provocar mudança que comprometa o sentido dado no texto: "destacando os impactos na higiene, na saúde, na qualidade da merenda escolar, na dignidade menstrual e em outros pontos essenciais".

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4052496 Português
Unicef alerta para prejuízos da falta de acesso à água nas escolas

Situação melhorou em 2025, mas ainda afeta 75 mil estudantes

O número de escolas públicas ativas sem acesso à água caiu pela metade de 2024 para 2025, segundo dados divulgados em fevereiro pelo Censo Escolar, mas ainda restaram 1.203 escolas em que cerca de 75 mil estudantes não têm a garantia desse direito.

Às vésperas do Dia Mundial da Água, celebrado no próximo domingo (22), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) defende apoio institucional às localidades para superar esse problema, destacando os impactos à higiene, à saúde, à qualidade da merenda escolar, à dignidade menstrual e a outros pontos essenciais para um bom aprendizado.

O Unicef ressalta que a situação é mais grave nas zonas rurais, onde estão localizadas 96% das escolas desabastecidas. De acordo com o oficial de Água, Saneamento e Higiene do fundo das Nações Unidas (ONU) no Brasil, Rodrigo Resende, esse é um déficit histórico que reflete os desafios para a implementação de políticas públicas nos municípios, especialmente na Amazônia e no Semiárido.

Resende recomenda que, para resolver o problema, é preciso uma soma de esforços de entes federativos e instituições para apoiar os territórios, ampliando os investimentos e fortalecendo a capacitação de técnicos e lideranças locais.

O engajamento e a participação ativa das comunidades são essenciais, complementa o oficial do Unicef, que também defendeu soluções que respeitem as especificidades locais e priorizem fontes renováveis de energia. 

Disparidades

Com o avanço no fornecimento de água no ano passado, mais de 100 mil estudantes passaram a acessar esse direito. Em 2024, 179 mil não tinham acesso à água em 2.512 escolas públicas, número que caiu para 75 mil no ano passado.

O perfil dos que continuam sem acesso a esse direito mostra disparidades sociais e raciais. Alunos negros são maioria nas escolas sem acesso à água, e havia também uma proporção relevante de crianças e adolescentes indígenas.

Resende também pontua que as mulheres e as meninas estão mais vulneráveis à falta ou precariedade do acesso à água, especialmente durante o período menstrual. O Fundo das Nações Unidas acredita que a falta de água acaba afastando as meninas da sala de aula nesses dias, ou obrigando as alunas a saírem do ambiente escolar em busca de um banheiro adequado, o que atrapalha seu aprendizado e aumenta a exposição a violências.

Além de dificultar o consumo de água e a higiene dos alunos, o desabastecimento também impacta a preparação dos alimentos para a merenda escolar. Esses três pontos são considerados fundamentais pelo Unicef para promover a saúde e o bem-estar de crianças e adolescentes na escola.

No ano passado, a organização desenvolveu ações como a instalação de sistemas de abastecimento de água movidos à energia solar no Amazonas e a ampliação dos sistemas que atendem ao território Yanomami, em Roraima. Mas a principal atuação do Fundo é o apoio a gestores, para fortalecer políticas públicas.


(https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-03/unicef-alert a-para-prejuizos-da-falta-de-acesso-agua-nas-escolas. Acesso em: 02 abr. 2026.)
Leia as assertivas e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas. De acordo com o texto:
(__)Entre as escolas públicas do Brasil, 50% ainda não tem acesso à água, atingindo cerca de 75 mil estudantes em todo o território nacional.
(__)A aprendizagem das estudantes fica comprometida em escolas com escassez ou falta de água porque a sua dignidade é afetada em dias de menstruação, inclusive colocando-as em mais risco de sofrerem violência.
(__)Para o Unicef, são aspectos fundamentais na promoção da saúde e do bem-estar dos estudantes no ambiente escolar o acesso à água para consumo, para a higiene dos estudantes e para a preparação das refeições.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4052495 Português
Unicef alerta para prejuízos da falta de acesso à água nas escolas

Situação melhorou em 2025, mas ainda afeta 75 mil estudantes

O número de escolas públicas ativas sem acesso à água caiu pela metade de 2024 para 2025, segundo dados divulgados em fevereiro pelo Censo Escolar, mas ainda restaram 1.203 escolas em que cerca de 75 mil estudantes não têm a garantia desse direito.

Às vésperas do Dia Mundial da Água, celebrado no próximo domingo (22), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) defende apoio institucional às localidades para superar esse problema, destacando os impactos à higiene, à saúde, à qualidade da merenda escolar, à dignidade menstrual e a outros pontos essenciais para um bom aprendizado.

O Unicef ressalta que a situação é mais grave nas zonas rurais, onde estão localizadas 96% das escolas desabastecidas. De acordo com o oficial de Água, Saneamento e Higiene do fundo das Nações Unidas (ONU) no Brasil, Rodrigo Resende, esse é um déficit histórico que reflete os desafios para a implementação de políticas públicas nos municípios, especialmente na Amazônia e no Semiárido.

Resende recomenda que, para resolver o problema, é preciso uma soma de esforços de entes federativos e instituições para apoiar os territórios, ampliando os investimentos e fortalecendo a capacitação de técnicos e lideranças locais.

O engajamento e a participação ativa das comunidades são essenciais, complementa o oficial do Unicef, que também defendeu soluções que respeitem as especificidades locais e priorizem fontes renováveis de energia. 

Disparidades

Com o avanço no fornecimento de água no ano passado, mais de 100 mil estudantes passaram a acessar esse direito. Em 2024, 179 mil não tinham acesso à água em 2.512 escolas públicas, número que caiu para 75 mil no ano passado.

O perfil dos que continuam sem acesso a esse direito mostra disparidades sociais e raciais. Alunos negros são maioria nas escolas sem acesso à água, e havia também uma proporção relevante de crianças e adolescentes indígenas.

Resende também pontua que as mulheres e as meninas estão mais vulneráveis à falta ou precariedade do acesso à água, especialmente durante o período menstrual. O Fundo das Nações Unidas acredita que a falta de água acaba afastando as meninas da sala de aula nesses dias, ou obrigando as alunas a saírem do ambiente escolar em busca de um banheiro adequado, o que atrapalha seu aprendizado e aumenta a exposição a violências.

Além de dificultar o consumo de água e a higiene dos alunos, o desabastecimento também impacta a preparação dos alimentos para a merenda escolar. Esses três pontos são considerados fundamentais pelo Unicef para promover a saúde e o bem-estar de crianças e adolescentes na escola.

No ano passado, a organização desenvolveu ações como a instalação de sistemas de abastecimento de água movidos à energia solar no Amazonas e a ampliação dos sistemas que atendem ao território Yanomami, em Roraima. Mas a principal atuação do Fundo é o apoio a gestores, para fortalecer políticas públicas.


(https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-03/unicef-alert a-para-prejuizos-da-falta-de-acesso-agua-nas-escolas. Acesso em: 02 abr. 2026.)
Considere o seguinte excerto:
"No ano passado, a organização desenvolveu ações como a instalação de sistemas de abastecimento de água movidos à energia solar no Amazonas e a ampliação dos sistemas que atendem ao território Yanomami, em Roraima. Mas a principal atuação do Fundo é o apoio a gestores, para fortalecer políticas públicas."
Certas conjunções coordenativas podem, no discurso, assumir variados matizes significativos de acordo com a relação que estabelecem entre os membros (palavras e orações) coordenados, isto é, elas podem estabelecer relações de sentido diferentes daquelas tradicionalmente conhecidas. É o caso da conjunção "mas" no excerto. Apesar de ser adversativa, ou seja, articular ideias com sentidos contrastivos, no excerto, essa conjunção estabelece outra relação de sentido.

Assinale a alternativa que indica corretamente a relação de sentido estabelecida pela conjunção "mas" no excerto:
Alternativas
Q4052494 Português
Unicef alerta para prejuízos da falta de acesso à água nas escolas

Situação melhorou em 2025, mas ainda afeta 75 mil estudantes

O número de escolas públicas ativas sem acesso à água caiu pela metade de 2024 para 2025, segundo dados divulgados em fevereiro pelo Censo Escolar, mas ainda restaram 1.203 escolas em que cerca de 75 mil estudantes não têm a garantia desse direito.

Às vésperas do Dia Mundial da Água, celebrado no próximo domingo (22), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) defende apoio institucional às localidades para superar esse problema, destacando os impactos à higiene, à saúde, à qualidade da merenda escolar, à dignidade menstrual e a outros pontos essenciais para um bom aprendizado.

O Unicef ressalta que a situação é mais grave nas zonas rurais, onde estão localizadas 96% das escolas desabastecidas. De acordo com o oficial de Água, Saneamento e Higiene do fundo das Nações Unidas (ONU) no Brasil, Rodrigo Resende, esse é um déficit histórico que reflete os desafios para a implementação de políticas públicas nos municípios, especialmente na Amazônia e no Semiárido.

Resende recomenda que, para resolver o problema, é preciso uma soma de esforços de entes federativos e instituições para apoiar os territórios, ampliando os investimentos e fortalecendo a capacitação de técnicos e lideranças locais.

O engajamento e a participação ativa das comunidades são essenciais, complementa o oficial do Unicef, que também defendeu soluções que respeitem as especificidades locais e priorizem fontes renováveis de energia. 

Disparidades

Com o avanço no fornecimento de água no ano passado, mais de 100 mil estudantes passaram a acessar esse direito. Em 2024, 179 mil não tinham acesso à água em 2.512 escolas públicas, número que caiu para 75 mil no ano passado.

O perfil dos que continuam sem acesso a esse direito mostra disparidades sociais e raciais. Alunos negros são maioria nas escolas sem acesso à água, e havia também uma proporção relevante de crianças e adolescentes indígenas.

Resende também pontua que as mulheres e as meninas estão mais vulneráveis à falta ou precariedade do acesso à água, especialmente durante o período menstrual. O Fundo das Nações Unidas acredita que a falta de água acaba afastando as meninas da sala de aula nesses dias, ou obrigando as alunas a saírem do ambiente escolar em busca de um banheiro adequado, o que atrapalha seu aprendizado e aumenta a exposição a violências.

Além de dificultar o consumo de água e a higiene dos alunos, o desabastecimento também impacta a preparação dos alimentos para a merenda escolar. Esses três pontos são considerados fundamentais pelo Unicef para promover a saúde e o bem-estar de crianças e adolescentes na escola.

No ano passado, a organização desenvolveu ações como a instalação de sistemas de abastecimento de água movidos à energia solar no Amazonas e a ampliação dos sistemas que atendem ao território Yanomami, em Roraima. Mas a principal atuação do Fundo é o apoio a gestores, para fortalecer políticas públicas.


(https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2026-03/unicef-alert a-para-prejuizos-da-falta-de-acesso-agua-nas-escolas. Acesso em: 02 abr. 2026.)
A vírgula é um sinal que marca pausas importantes no texto, contribuindo para a coesão textual. Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando os usos da vírgula com suas respectivas justificativas:
Primeira coluna: usos da vírgula
1."[...] destacando os impactos à higiene, à saúde, à qualidade da merenda escolar, à dignidade menstrual e a outros pontos essenciais para um bom aprendizado."
2."O número de escolas públicas ativas sem acesso à água caiu pela metade de 2024 para 2025, segundo dados divulgados em fevereiro pelo Censo Escolar, mas ainda restaram 1.203 escolas em que cerca de 75 mil estudantes não têm a garantia desse direito."
3."Resende também pontua que as mulheres e as meninas estão mais vulneráveis à falta ou precariedade do acesso à água, especialmente durante o período menstrual."
Segunda coluna: justificativas
(__)Separa elementos que exercem funções sintáticas diversas, geralmente com a finalidade de realçá-los. É o caso do aposto explicativo.
(__)Separa orações ou termos coordenados quando não há a utilização de conectivo.
(__)Separa oração subordinada adverbial quando está intercalada na oração principal, marcando a quebra da ordem natural da estrutura frasal.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Alternativas
Q4052459 Português
A trajetória pública da tecnologia nas últimas décadas pode ser descrita como uma transição entre três momentos distintos. No primeiro, predominou a tecnoutopia: a crença de que a internet e as plataformas digitais seriam intrinsecamente democratizantes, capazes de distribuir conhecimento, reduzir desigualdades e ampliar a liberdade individual. Esse otimismo estava ancorado na chamada "ideologia californiana" − conceito elaborado por pesquisadores de mídia britânicos em meados dos anos 1990 −, que combinava o espírito rebelde e inventivo dos pioneiros da tecnologia com os valores do capitalismo liberal, resultando na crença de que o mercado privado, livre de intervenção estatal, seria o melhor administrador da vida social. No segundo momento, emergiu o capitalismo de vigilância, descrito pela pesquisadora Shoshana Zuboff como um modelo econômico que reivindica unilateralmente a experiência humana como matéria-prima gratuita, convertendo comportamentos, preferências e emoções dos usuários em dados comercializáveis. No terceiro momento, consolidou-se o tecnoniilismo: um ceticismo crescente em relação às promessas da tecnologia, alimentado por escândalos envolvendo uso indevido de dados, disseminação de desinformação e inação das plataformas diante de discursos de ódio. Críticos do tecnoniilismo, porém, alertam que o ceticismo, por si só, é insuficiente − sendo necessário apresentar soluções e retomar a capacidade coletiva de imaginar uma outra relação com a tecnologia. Com base no contexto apresentado, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4052453 Português
Analise as sentenças a seguir quanto à concordância verbal:
I.Vinha pela trilha ela, o irmão e eu. Sozinhos e com medo.
II.Tanto ela quanto o irmão estavam exaustos, mas não havia o que fazer. Era preciso seguir adiante.
III.Cada uma das pessoas inscritas deve cuidar de seus pertences durante a trilha.
IV.Mais de uma pessoa tem defendido nossas atividades. São importantes para elas.

Está correta a concordância dos verbos destacados em:
Alternativas
Q4052452 Português
Leia o texto a seguir:
Desigualdade racial nas universidades ainda persiste
Apesar dos avanços proporcionados pela Lei de Cotas, a equiparação educacional entre negros e brancos está longe de se concretizar, de acordo com um estudo do Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais (Cedra), lançado em novembro de 2025.
Baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estudo revelou que apenas 14,9% das mulheres negras acima de 25 anos concluíram o ensino superior. Em contraste, a proporção de mulheres brancas com diploma é o dobro, 30,3% em 2023.
As cotas, entretanto, estão ajudando a virar esse jogo: os estudantes negros passam de minoria em 2014 para maioria no ensino superior em 2019, é o que mostra o Censo da Educação Superior de 2019.
(Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2026/03/31/movimentos-populares-se-r eunem-em-sp-para-defender-ampliacao-das-cotas-raciais-nas-universid ades/. Acesso em: 06 abr. 2026. Adaptado.)
Analise o texto e as sentenças a seguir:
I.No texto, há a expressão "esse jogo". O pronome demonstrativo e o substantivo têm como referente informações já apresentadas, possibilitando, na articulação das ideias, tanto retomar algo já posto (localizando o leitor), quando introduzir uma ideia nova (ampliando as informações). A expressão "esse jogo" refere-se à "equiparação educacional entre negros e brancos está longe de se concretizar", apresentada no primeiro parágrafo. É desse jogo que se trata.
II.O primeiro parágrafo inicia-se com a locução prepositiva "apesar de", introduzindo uma oração subordinada concessiva, isto é, introduz uma ideia em que se exprime um fato contrário à ideia da oração principal, mas incapaz de impedi-la.
III.A partir da leitura do texto e analisando as construções textuais, é correto afirmar que o sistema de cotas trouxe avanços para combater a desigualdade entre pessoas negras e brancas no ensino superior, porém, esses avanços são insuficientes e comprovam a ineficácia da Lei de Cotas.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4052451 Português
Mobilizando conhecimentos prévios, analise o excerto e as sentenças. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
[...] A gente cresce ouvindo que precisa ter um plano. Plano de carreira. Plano financeiro. Plano de Saúde. Plano A, B e, se possível, um C para garantir. A vida adulta parece um grande projeto estratégico em que prever é sinônimo de segurança. Mas e quando o imprevisto chega antes de a planilha fechar?
Aceitar a incerteza, talvez, seja o maior exercício da maturidade. Não porque gostamos do caos, mas porque finalmente entendemos que a vida não cabe inteira no nosso planejamento. Ainda bem, porque as informações que temos são insuficientes para elaborarmos todas as possibilidades que só surgem quando algo desvia do planejado. [...]
Aceitar a incerteza não significa cruzar os braços diante da vida e, sim, continuar fazendo planos, mas com a consciência de que ajustes fazem parte do percurso. Quando entendemos isso, algo se suaviza. A pressão diminui. O erro deixa de ser catástrofe e passa a ser um dado . O "não era o que eu queria" se transforma em "o que posso fazer com isso?" [...].
(Alexandre Coimbra Amaral. https://vidasimples.co/colunista/o-que-posso-fazer-com-isso-agora/. Acesso em: 06 abr. 2026. Adaptado.)
(__)De acordo com o autor, incerteza e maturidade caminham juntas, uma vez que, ainda que o sujeito planeje sua vida, desvios e imprevistos são possíveis. A maturidade é demonstrada na forma como se lida com os imprevistos, com as incertezas.
(__)No terceiro parágrafo, a palavra "quando" funciona como uma conjunção, introduzindo a oração subordinada "Quando entendemos isso". Ela estabelece um sentido de concomitância de fatos entre a oração subordinada e a principal e assume o valor semântico das conjunções proporcionais: À medida que entendemos isso, algo se suaviza.
(__)O trecho sublinhado poderia também ser estruturado assim: "Quando entendemos isso, algo se suaviza, a pressão diminui, o erro deixa de ser catástrofe e passa a ser um dado".

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4052450 Português
Esta questão é composta por dois textos. Leia-os e analise-os conjuntamente:
Texto 1: Imagem associada para resolução da questão (Edição 235, abril 2026. Disponível em: https://piaui.uol.com.br/edicao/235/. Acesso em: 06 abr. 2026.)
Texto 2:
A Organização das Nações Unidas (ONU) é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente, em 1945, para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.
Erguida sobre os escombros da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a ONU é o pilar da cooperação pela paz, justiça e o desenvolvimento sustentável, unindo 193 países para buscar soluções comuns para nossos desafios compartilhados.
A ONU é o lugar onde as nações do mundo podem se reunir, discutir problemas comuns e encontrar soluções compartilhadas.
(https://brasil.un.org/pt-br/279573-sobre-onu. Acesso em: 06 abr. 2026.)
A partir da leitura e análise dos dois textos, percebe-se o uso de uma figura de linguagem na construção da capa da revista, composta por texto verbal e não verbal. Assinale a alternativa que indica corretamente essa figura de linguagem: 
Alternativas
Q4052449 Português
Analise as concordâncias nominais feitas nas construções a seguir:
I.Nem uma nem outra justificativa é válida porque você sempre mente.
II.Elas próprias fizeram o roteiro da viagem e planejaram a travessia de barco da costa brasileira à costa africana.
III.Dado a circunstância meteorológica, adiaram a saída do porto por dois dias.

Está correta a concordância nominal em:
Alternativas
Respostas
6621: B
6622: C
6623: E
6624: E
6625: B
6626: B
6627: C
6628: A
6629: E
6630: E
6631: X
6632: A
6633: C
6634: X
6635: E
6636: B
6637: E
6638: C
6639: E
6640: B