Questões de Concurso
Para letras
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Considerando as regras de concordância e regência e o emprego do acento indicativo de crase segundo a norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa correta.
Analise as afirmativas a seguir e a relação proposta entre elas.
I. A presença, em um texto oral, de hesitações, repetições, reformulações e marcas de interação não permite, isoladamente, classificá-lo como inadequado do ponto de vista linguístico.
PORQUE
II. A avaliação dos usos da língua deve considerar as condições de produção e circulação do discurso, uma vez que recursos linguísticos podem desempenhar funções distintas conforme a modalidade, o gênero textual e a situação comunicativa.
A respeito dessas afirmativas, assinale a alternativa correta.
As palavras “que” e “se” podem desempenhar diferentes funções morfológicas e sintáticas, determinadas pelas relações que estabelecem no contexto em que são empregadas.
Relacione as ocorrências destacadas na Coluna I às respectivas classificações apresentadas na Coluna II.
COLUNA I
1. A instituição contratou profissionais que compreendem as novas exigências do setor.
2. Os pesquisadores verificaram que os resultados divergiam daqueles obtidos anteriormente.
3. Embora se tenham identificado algumas inconsistências, o relatório foi considerado válido.
4. Os candidatos se cumprimentaram antes do início da entrevista.
COLUNA II
( ) Conjunção integrante, responsável por introduzir oração subordinada substantiva.
( ) Pronome relativo que retoma um antecedente e exerce função sintática na oração que introduz.
( ) Pronome apassivador, associado a verbo transitivo direto e à constituição da voz passiva sintética.
( ) Pronome reflexivo com valor recíproco, indicando que a ação é praticada mutuamente pelos integrantes do sujeito.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
O texto a seguir refere-se à questão.
Costuma-se atribuir à clareza de um texto uma espécie de transparência: quanto mais claro ele parece, menor teria sido o esforço necessário para produzi-lo. A impressão é enganosa. Em muitos casos, a simplicidade percebida pelo leitor resulta justamente de um trabalho complexo de seleção, organização e reescrita. Quem escreve precisa decidir não apenas o que dizer, mas também o que excluir, em que ordem apresentar as informações e quais relações deixar explícitas para que o leitor possa reconstruir o percurso proposto.
Isso não significa que todo texto deva antecipar cada dúvida possível. Se assim fosse, a tentativa de eliminar qualquer margem de interpretação produziria textos intermináveis e, paradoxalmente, menos eficientes. Há informações que podem permanecer implícitas porque o contexto permite recuperá-las; outras, porém, precisam ser formuladas de modo mais explícito, sobretudo quando sua omissão compromete a continuidade do sentido. Escrever com clareza, portanto, não consiste em dizer tudo, mas em avaliar o que o leitor necessita para estabelecer relações entre as partes do texto.
Essa avaliação revela uma característica frequentemente esquecida da escrita: embora o autor produza o texto em determinado momento, ele precisa imaginar um interlocutor que ainda não está diante dele para pedir esclarecimentos. Na conversa cotidiana, uma expressão ambígua pode ser reformulada imediatamente, um gesto pode complementar uma frase e uma pergunta pode revelar que determinada informação não foi compreendida. Na escrita, parte desses recursos desaparece ou se transforma. Por isso, cabe ao autor construir linguisticamente algumas das condições que, na interação face a face, poderiam ser negociadas durante o próprio diálogo.
Revisar um texto, nessa perspectiva, é mais do que corrigir desvios gramaticais. É retornar ao que foi escrito procurando lê-lo também a partir de uma posição diferente daquela de quem o produziu. Nem sempre se consegue fazê-lo plenamente, pois o autor conhece relações que talvez não tenham sido suficientemente marcadas no texto. Ainda assim, é esse deslocamento que permite perceber lacunas, ambiguidades e conexões que pareciam evidentes durante a escrita, mas que podem não sê-lo para quem lê.
No trecho “Nem sempre se consegue fazê-lo plenamente, pois o autor conhece relações que talvez não tenham sido suficientemente marcadas no texto. Ainda assim, é esse deslocamento que permite perceber lacunas...”, analise as afirmativas a seguir.
I - Em “fazê-lo”, o pronome átono retoma a ideia anteriormente expressa de ler o próprio texto também a partir de uma posição diferente daquela de quem o produziu.
II - Na formação de “fazê-lo”, a ligação do pronome -lo ao infinitivo fazer provoca a supressão do -r final e a correspondente adequação gráfica da forma verbal.
III - A expressão “Ainda assim” introduz uma relação conclusiva, indicando que a percepção de lacunas constitui consequência necessária da impossibilidade de o autor assumir plenamente a perspectiva do leitor.
IV - Em “que talvez não tenham sido suficientemente marcadas”, o advérbio “talvez” contribui para a construção de um sentido de possibilidade, evitando que a ausência de marcação das relações seja apresentada como fato categórico.
Está correto o que se afirma em:
O texto a seguir refere-se à questão.
Costuma-se atribuir à clareza de um texto uma espécie de transparência: quanto mais claro ele parece, menor teria sido o esforço necessário para produzi-lo. A impressão é enganosa. Em muitos casos, a simplicidade percebida pelo leitor resulta justamente de um trabalho complexo de seleção, organização e reescrita. Quem escreve precisa decidir não apenas o que dizer, mas também o que excluir, em que ordem apresentar as informações e quais relações deixar explícitas para que o leitor possa reconstruir o percurso proposto.
Isso não significa que todo texto deva antecipar cada dúvida possível. Se assim fosse, a tentativa de eliminar qualquer margem de interpretação produziria textos intermináveis e, paradoxalmente, menos eficientes. Há informações que podem permanecer implícitas porque o contexto permite recuperá-las; outras, porém, precisam ser formuladas de modo mais explícito, sobretudo quando sua omissão compromete a continuidade do sentido. Escrever com clareza, portanto, não consiste em dizer tudo, mas em avaliar o que o leitor necessita para estabelecer relações entre as partes do texto.
Essa avaliação revela uma característica frequentemente esquecida da escrita: embora o autor produza o texto em determinado momento, ele precisa imaginar um interlocutor que ainda não está diante dele para pedir esclarecimentos. Na conversa cotidiana, uma expressão ambígua pode ser reformulada imediatamente, um gesto pode complementar uma frase e uma pergunta pode revelar que determinada informação não foi compreendida. Na escrita, parte desses recursos desaparece ou se transforma. Por isso, cabe ao autor construir linguisticamente algumas das condições que, na interação face a face, poderiam ser negociadas durante o próprio diálogo.
Revisar um texto, nessa perspectiva, é mais do que corrigir desvios gramaticais. É retornar ao que foi escrito procurando lê-lo também a partir de uma posição diferente daquela de quem o produziu. Nem sempre se consegue fazê-lo plenamente, pois o autor conhece relações que talvez não tenham sido suficientemente marcadas no texto. Ainda assim, é esse deslocamento que permite perceber lacunas, ambiguidades e conexões que pareciam evidentes durante a escrita, mas que podem não sê-lo para quem lê.
Diferentes movimentos e manifestações artísticas contribuíram para a formação e a transformação da cultura brasileira, estabelecendo relações com os contextos históricos, sociais e culturais de suas épocas.
Relacione os movimentos ou manifestações apresentados na Coluna I às características indicadas na Coluna II.
COLUNA I
1. Modernismo brasileiro
2. Tropicalismo
3. Literatura de cordel
4. Bossa nova
COLUNA II
(_) Manifestação literária popular tradicionalmente difundida por meio de folhetos, marcada pela presença da poesia em versos e fortemente associada à cultura nordestina.
(_) Movimento cultural do final da década de 1960 que promoveu a combinação de referências brasileiras e estrangeiras e dialogou com diferentes linguagens artísticas e elementos da cultura de massa.
(_) Movimento artístico e literário que, especialmente a partir da década de 1920, questionou convenções estéticas anteriores e buscou novas formas de expressão relacionadas também à realidade e à identidade brasileiras.
(_) Expressão musical associada ao final da década de 1950 e à década seguinte, caracterizada por transformações na interpretação e na linguagem musical, com forte diálogo entre o samba e elementos do jazz.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
COLUNA I
1. Metonímia
2. Antítese
3. Prosopopeia
4. Eufemismo
COLUNA II
( ) Depois de meses enfrentando a doença, o velho professor finalmente descansou.
( ) Naquela manhã silenciosa, a cidade despertou apressada e engoliu seus moradores pelas ruas.
( ) Durante as férias, decidiu reler Machado de Assis antes de conhecer outros autores brasileiros.
( ) Entre o desejo de partir e a vontade de permanecer, percebeu que nenhuma escolha lhe parecia simples.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
Considerando as regras de colocação dos pronomes oblíquos átonos segundo a norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa que preenche corretamente, e na ordem apresentada, as lacunas das frases a seguir.
I. Nunca ________ informaram os motivos da alteração do cronograma.
II. Os candidatos que ________ inscreveram no processo deverão apresentar os documentos originais.
III. ________ imediatamente aos responsáveis pelo setor.
IV. Quando ________ comunicarem a decisão, adotaremos as providências necessárias.
Leia o texto a seguir.
Embora a implantação do novo sistema tenha exigido um período de adaptação, os servidores perceberam que algumas tarefas, antes realizadas manualmente, passaram a ser concluídas com maior rapidez. Isso não eliminou todos os problemas, mas permitiu que a equipe concentrasse esforços em atividades que exigiam análise mais cuidadosa.
Considerando os aspectos morfológicos, sintáticos e semânticos do texto, assinale a alternativa incorreta.
Considerando as regras de acentuação gráfica vigentes na língua portuguesa, analise as afirmativas a seguir e assinale V, para as verdadeiras, e F, para as falsas.
(_) As palavras fácil, caráter e tórax são acentuadas por serem paroxítonas terminadas, respectivamente, em -l, -r e -x; portanto, toda palavra paroxítona terminada em consoante deve receber acento gráfico.
(_) As palavras herói, chapéu e anéis recebem acento gráfico por apresentarem ditongos abertos tônicos em palavras oxítonas.
(_) O acento diferencial empregado na forma verbal pôde, correspondente ao pretérito perfeito do indicativo, tornou-se facultativo após o Acordo Ortográfico, podendo ser omitido quando o contexto permite distingui-la de pode, forma do presente do indicativo.
(_) As formas verbais tem e têm distinguem-se graficamente quanto ao número: tem corresponde à terceira pessoa do singular do presente do indicativo, enquanto têm corresponde à terceira pessoa do plural.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
I. Na oração “Mais de um candidato apresentou recurso contra o resultado preliminar”, o emprego do verbo apresentar no singular está de acordo com a norma-padrão.
PORQUE
II. Na oração “A maioria dos candidatos apresentou recurso contra o resultado preliminar”, admite-se também, de acordo com a norma-padrão, a concordância do verbo no plural — “A maioria dos candidatos apresentaram recurso contra o resultado preliminar” — em razão da presença do especificador plural ligado ao núcleo coletivo.
A respeito dessas afirmativas, assinale a alternativa correta.
A formação de palavras em língua portuguesa ocorre por diferentes processos, entre os quais se destacam a derivação e a composição. Considerando a estrutura e os processos de formação das palavras, analise as afirmativas a seguir.
I - Em infelizmente, ocorre derivação prefixal e sufixal, pois os afixos in- e -mente podem ser acrescentados em etapas distintas, sendo possível reconhecer na língua as formas infeliz e felizmente.
II - Em entristecer, ocorre derivação parassintética, uma vez que a formação do verbo depende do acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo à base triste, não se reconhecendo, com o mesmo sentido e categoria pretendidos, as formas tristecer e entriste.
III - Em passatempo, ocorre composição por justaposição, pois os elementos que constituem a palavra mantêm sua integridade fonética, sem perda de sons.
IV - Em planalto, ocorre composição por justaposição, já que as palavras plano e alto permanecem foneticamente inalteradas após a formação do novo vocábulo.
Está correto o que se afirma em:
O texto a seguir refere-se à questão.
Nunca foi tão simples encontrar uma informação. Em poucos segundos, uma dúvida pode conduzir a dezenas de páginas, vídeos, comentários e explicações. Essa facilidade costuma ser associada à ideia de que vivemos em uma sociedade mais bem informada. A associação parece lógica: se a informação está disponível em quantidade inédita, seria razoável imaginar que também compreendemos melhor o mundo. No entanto, disponibilidade de informação e construção de conhecimento não são processos equivalentes.
A informação pode ser recebida rapidamente; compreendê-la exige operações mais demoradas. É preciso selecionar o que é relevante, estabelecer relações entre ideias, confrontar fontes, reconhecer contradições e integrar o conteúdo novo àquilo que já se sabe. Quando essas etapas são substituídas pelo contato sucessivo com fragmentos de informação, pode surgir uma impressão de domínio que não corresponde necessariamente a uma compreensão efetiva. Reconhecer um assunto, afinal, não significa ser capaz de explicá-lo, analisá-lo ou utilizá-lo em uma situação diferente daquela em que foi apresentado.
Isso não significa que a abundância de informações seja, por si mesma, um problema. Ao contrário, a ampliação do acesso criou possibilidades de aprendizagem antes restritas a determinados espaços e grupos. O desafio está na maneira como lidamos com esse acesso. Se a quantidade disponível estimula apenas o consumo acelerado de novos conteúdos, a facilidade de encontrar respostas pode reduzir justamente o tempo dedicado à formulação de perguntas, à comparação de perspectivas e à elaboração das próprias conclusões.
Nesse sentido, talvez uma das competências mais importantes para o leitor contemporâneo seja saber interromper o fluxo. Diante de uma oferta praticamente inesgotável de conteúdos, selecionar também significa renunciar: deixar algumas informações de lado para examinar outras com maior profundidade. Tal escolha pode parecer contraditória em uma época que valoriza a atualização constante, mas é justamente ela que permite transformar o acesso à informação em uma experiência efetiva de aprendizagem.
O texto a seguir refere-se à questão.
Nunca foi tão simples encontrar uma informação. Em poucos segundos, uma dúvida pode conduzir a dezenas de páginas, vídeos, comentários e explicações. Essa facilidade costuma ser associada à ideia de que vivemos em uma sociedade mais bem informada. A associação parece lógica: se a informação está disponível em quantidade inédita, seria razoável imaginar que também compreendemos melhor o mundo. No entanto, disponibilidade de informação e construção de conhecimento não são processos equivalentes.
A informação pode ser recebida rapidamente; compreendê-la exige operações mais demoradas. É preciso selecionar o que é relevante, estabelecer relações entre ideias, confrontar fontes, reconhecer contradições e integrar o conteúdo novo àquilo que já se sabe. Quando essas etapas são substituídas pelo contato sucessivo com fragmentos de informação, pode surgir uma impressão de domínio que não corresponde necessariamente a uma compreensão efetiva. Reconhecer um assunto, afinal, não significa ser capaz de explicá-lo, analisá-lo ou utilizá-lo em uma situação diferente daquela em que foi apresentado.
Isso não significa que a abundância de informações seja, por si mesma, um problema. Ao contrário, a ampliação do acesso criou possibilidades de aprendizagem antes restritas a determinados espaços e grupos. O desafio está na maneira como lidamos com esse acesso. Se a quantidade disponível estimula apenas o consumo acelerado de novos conteúdos, a facilidade de encontrar respostas pode reduzir justamente o tempo dedicado à formulação de perguntas, à comparação de perspectivas e à elaboração das próprias conclusões.
Nesse sentido, talvez uma das competências mais importantes para o leitor contemporâneo seja saber interromper o fluxo. Diante de uma oferta praticamente inesgotável de conteúdos, selecionar também significa renunciar: deixar algumas informações de lado para examinar outras com maior profundidade. Tal escolha pode parecer contraditória em uma época que valoriza a atualização constante, mas é justamente ela que permite transformar o acesso à informação em uma experiência efetiva de aprendizagem.
Coluna 1
1. Formalidade.
2. Coesão e coerência.
3. Impessoalidade.
Coluna 2
( ) Favorece a conexão, a ligação, a harmonia entre os elementos de um texto.
( ) A redação oficial é elaborada sempre em nome do serviço público e sempre em atendimento ao interesse geral dos cidadãos.
( ) Não se trata somente do correto emprego deste ou daquele pronome de tratamento para uma autoridade de certo nível, mais do que isso: diz respeito à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a comunicação.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


Coluna 1
1. Adjunto adnominal.
2. Complemento nominal.
Coluna 2
( ) “o desenvolvimento da escrita e de assentamentos urbanos passou por um longo processo”.
( ) “ainda não tinham exatamente as características de uma cidade”.
( ) “essa forma de organização social surge como uma estratégia de sobrevivência”.
( ) “e a centralização do poder na figura dos reis e governantes”.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: