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Q4312298 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Reflexões críticas sobre o capacitismo recreativo no Brasil



    O capacitismo recreativo consiste em uma expressão tomada de empréstimo do racismo recreativo, mas que na prática não tem sido estudada ou abordada enquanto tal. O capacitismo recreativo sugere que pessoas com deficiência são coisificadas para o riso de outras pessoas. A Lei nº 14.532, de 2023, especifica a criminalização destas práticas, porém expressa termos muito genéricos para distinguir o preconceito, a fala desqualificante, ofensiva, do humor praticado por pessoas com deficiência em nome do seu próprio empoderamento, cuja fala expressa críticas às formas de discriminação que devem ser combatidas por uma sociedade inclusiva.

    Considerando esse cenário, é preciso examinar conceitualmente o significado do capacitismo recreativo para que seja possível identificar os casos em que a lei se aplica. Se nas Ciências Sociais termos como racismo, preconceito, exclusão e discriminação são debatidos e combatidos à exaustão, o mesmo não se pode afirmar quando o embate se dá na área jurídica.

    O capacitismo recreativo consiste em fazer uso de discursos visuais ou textuais para fazer rir, ofendendo, desumanizando, reificando pessoas com deficiência, de modo aproximado ao que acontece com o racismo recreativo. Nesse sentido, a compreensão do capacitismo recreativo também exige considerar os processos históricos e sociais de racialização, exclusão e subalternização que fundamentam práticas discriminatórias.

    A racialização e exclusão de grupos e indivíduos, determinada pela origem, etnia, características físicas e culturais, ocorrem quando determinadas construções, invenções supremacistas, que estabelecem o que é o belo, o civilizado, o desenvolvido, o legítimo, se estabelecem em determinado território. São práticas discriminatórias aquelas direcionadas contra negros, homossexuais, grupos religiosos minoritários, estrangeiros ou, dentro da mesma nacionalidade, grupos e indivíduos que ocupam o lugar da perda.

    O grupo relativo às pessoas com deficiência, ainda que não configure identidade, marca étnica ou cultural evidente, também se encontra entre essa miríade de subalternos e excluídos, em que características endêmicas justificam humilhações, segregações e, amiúde, a eliminação. Trata-se de eliminar em nome de uma suposta saúde do corpo do povo, conforme proposto pelo pensamento higienista, cuja força discursiva ganha ou perde poder, em razão direta da força de convencimento de discursos com caracteres fascistas e ultranacionalistas.

     A Lei nº 14.532, de 2023, foi sancionada em 12 de janeiro, tornando a injúria racial crime de racismo, portanto imprescritível e inafiançável. A injúria racial não foi apenas igualada ao racismo, mas reconhece o caráter recreativo, na sua prática, como um elemento discriminatório, com aumento da pena quando "ocorrerem em contexto ou com intuito de descontração, diversão ou recreação". Além disso, reconhece pena específica para os casos de utilização de elementos sobre a condição da pessoa idosa ou com deficiência.

    Para o pensamento jurídico, seria fácil considerar estas leis como vitórias anticapacitistas por reprimir severamente discursos contra a inclusão de pessoas por raça, idade, deficiência entre outras condições. Porém, a perspectiva da teoria social da deficiência, em contato com discursos de humor realizados por quem tem deficiência, torna possível atestar que não há medidas eficientes que se possam esperar como resposta social a partir da mudança legal realizada.



Fonte: SANTOS, S. C.; JÚNIOR W. L. M. Reflexões críticas sobre o capacitismo recreativo no Brasil: do palco ao litígio. Revista de Direitos Humanos Fundamentais, Osasco, v.21, n. 1, p.11-24, jan./jun.2021, publicado em 2024 (com adaptações). 

A organização argumentativa do texto constrói-se a partir de uma progressão temática bem delimitada. Ao analisar a estrutura global dos parágrafos, é CORRETO afirmar que o texto: 
Alternativas
Q4312297 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Reflexões críticas sobre o capacitismo recreativo no Brasil



    O capacitismo recreativo consiste em uma expressão tomada de empréstimo do racismo recreativo, mas que na prática não tem sido estudada ou abordada enquanto tal. O capacitismo recreativo sugere que pessoas com deficiência são coisificadas para o riso de outras pessoas. A Lei nº 14.532, de 2023, especifica a criminalização destas práticas, porém expressa termos muito genéricos para distinguir o preconceito, a fala desqualificante, ofensiva, do humor praticado por pessoas com deficiência em nome do seu próprio empoderamento, cuja fala expressa críticas às formas de discriminação que devem ser combatidas por uma sociedade inclusiva.

    Considerando esse cenário, é preciso examinar conceitualmente o significado do capacitismo recreativo para que seja possível identificar os casos em que a lei se aplica. Se nas Ciências Sociais termos como racismo, preconceito, exclusão e discriminação são debatidos e combatidos à exaustão, o mesmo não se pode afirmar quando o embate se dá na área jurídica.

    O capacitismo recreativo consiste em fazer uso de discursos visuais ou textuais para fazer rir, ofendendo, desumanizando, reificando pessoas com deficiência, de modo aproximado ao que acontece com o racismo recreativo. Nesse sentido, a compreensão do capacitismo recreativo também exige considerar os processos históricos e sociais de racialização, exclusão e subalternização que fundamentam práticas discriminatórias.

    A racialização e exclusão de grupos e indivíduos, determinada pela origem, etnia, características físicas e culturais, ocorrem quando determinadas construções, invenções supremacistas, que estabelecem o que é o belo, o civilizado, o desenvolvido, o legítimo, se estabelecem em determinado território. São práticas discriminatórias aquelas direcionadas contra negros, homossexuais, grupos religiosos minoritários, estrangeiros ou, dentro da mesma nacionalidade, grupos e indivíduos que ocupam o lugar da perda.

    O grupo relativo às pessoas com deficiência, ainda que não configure identidade, marca étnica ou cultural evidente, também se encontra entre essa miríade de subalternos e excluídos, em que características endêmicas justificam humilhações, segregações e, amiúde, a eliminação. Trata-se de eliminar em nome de uma suposta saúde do corpo do povo, conforme proposto pelo pensamento higienista, cuja força discursiva ganha ou perde poder, em razão direta da força de convencimento de discursos com caracteres fascistas e ultranacionalistas.

     A Lei nº 14.532, de 2023, foi sancionada em 12 de janeiro, tornando a injúria racial crime de racismo, portanto imprescritível e inafiançável. A injúria racial não foi apenas igualada ao racismo, mas reconhece o caráter recreativo, na sua prática, como um elemento discriminatório, com aumento da pena quando "ocorrerem em contexto ou com intuito de descontração, diversão ou recreação". Além disso, reconhece pena específica para os casos de utilização de elementos sobre a condição da pessoa idosa ou com deficiência.

    Para o pensamento jurídico, seria fácil considerar estas leis como vitórias anticapacitistas por reprimir severamente discursos contra a inclusão de pessoas por raça, idade, deficiência entre outras condições. Porém, a perspectiva da teoria social da deficiência, em contato com discursos de humor realizados por quem tem deficiência, torna possível atestar que não há medidas eficientes que se possam esperar como resposta social a partir da mudança legal realizada.



Fonte: SANTOS, S. C.; JÚNIOR W. L. M. Reflexões críticas sobre o capacitismo recreativo no Brasil: do palco ao litígio. Revista de Direitos Humanos Fundamentais, Osasco, v.21, n. 1, p.11-24, jan./jun.2021, publicado em 2024 (com adaptações). 

O texto aponta um impasse na aplicação da Lei nº 14.532/2023 no que tange ao combate ao capacitismo recreativo. De acordo com os autores, essa dificuldade decorre do fato de a legislação: 
Alternativas
Q4312296 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Reflexões críticas sobre o capacitismo recreativo no Brasil



    O capacitismo recreativo consiste em uma expressão tomada de empréstimo do racismo recreativo, mas que na prática não tem sido estudada ou abordada enquanto tal. O capacitismo recreativo sugere que pessoas com deficiência são coisificadas para o riso de outras pessoas. A Lei nº 14.532, de 2023, especifica a criminalização destas práticas, porém expressa termos muito genéricos para distinguir o preconceito, a fala desqualificante, ofensiva, do humor praticado por pessoas com deficiência em nome do seu próprio empoderamento, cuja fala expressa críticas às formas de discriminação que devem ser combatidas por uma sociedade inclusiva.

    Considerando esse cenário, é preciso examinar conceitualmente o significado do capacitismo recreativo para que seja possível identificar os casos em que a lei se aplica. Se nas Ciências Sociais termos como racismo, preconceito, exclusão e discriminação são debatidos e combatidos à exaustão, o mesmo não se pode afirmar quando o embate se dá na área jurídica.

    O capacitismo recreativo consiste em fazer uso de discursos visuais ou textuais para fazer rir, ofendendo, desumanizando, reificando pessoas com deficiência, de modo aproximado ao que acontece com o racismo recreativo. Nesse sentido, a compreensão do capacitismo recreativo também exige considerar os processos históricos e sociais de racialização, exclusão e subalternização que fundamentam práticas discriminatórias.

    A racialização e exclusão de grupos e indivíduos, determinada pela origem, etnia, características físicas e culturais, ocorrem quando determinadas construções, invenções supremacistas, que estabelecem o que é o belo, o civilizado, o desenvolvido, o legítimo, se estabelecem em determinado território. São práticas discriminatórias aquelas direcionadas contra negros, homossexuais, grupos religiosos minoritários, estrangeiros ou, dentro da mesma nacionalidade, grupos e indivíduos que ocupam o lugar da perda.

    O grupo relativo às pessoas com deficiência, ainda que não configure identidade, marca étnica ou cultural evidente, também se encontra entre essa miríade de subalternos e excluídos, em que características endêmicas justificam humilhações, segregações e, amiúde, a eliminação. Trata-se de eliminar em nome de uma suposta saúde do corpo do povo, conforme proposto pelo pensamento higienista, cuja força discursiva ganha ou perde poder, em razão direta da força de convencimento de discursos com caracteres fascistas e ultranacionalistas.

     A Lei nº 14.532, de 2023, foi sancionada em 12 de janeiro, tornando a injúria racial crime de racismo, portanto imprescritível e inafiançável. A injúria racial não foi apenas igualada ao racismo, mas reconhece o caráter recreativo, na sua prática, como um elemento discriminatório, com aumento da pena quando "ocorrerem em contexto ou com intuito de descontração, diversão ou recreação". Além disso, reconhece pena específica para os casos de utilização de elementos sobre a condição da pessoa idosa ou com deficiência.

    Para o pensamento jurídico, seria fácil considerar estas leis como vitórias anticapacitistas por reprimir severamente discursos contra a inclusão de pessoas por raça, idade, deficiência entre outras condições. Porém, a perspectiva da teoria social da deficiência, em contato com discursos de humor realizados por quem tem deficiência, torna possível atestar que não há medidas eficientes que se possam esperar como resposta social a partir da mudança legal realizada.



Fonte: SANTOS, S. C.; JÚNIOR W. L. M. Reflexões críticas sobre o capacitismo recreativo no Brasil: do palco ao litígio. Revista de Direitos Humanos Fundamentais, Osasco, v.21, n. 1, p.11-24, jan./jun.2021, publicado em 2024 (com adaptações). 

No último período do segundo parágrafo, o conectivo Se atua no estabelecimento de um contraste entre as Ciências Sociais e o Direito, e não como uma condição hipotética propriamente dita. Considerando isso, assinale a alternativa que apresenta o conectivo que substitui adequadamente a palavra Se, preservando a relação de contraste e a correção gramatical do texto sem necessidade de alterar as formas verbais.
Alternativas
Q4312295 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Reflexões críticas sobre o capacitismo recreativo no Brasil



    O capacitismo recreativo consiste em uma expressão tomada de empréstimo do racismo recreativo, mas que na prática não tem sido estudada ou abordada enquanto tal. O capacitismo recreativo sugere que pessoas com deficiência são coisificadas para o riso de outras pessoas. A Lei nº 14.532, de 2023, especifica a criminalização destas práticas, porém expressa termos muito genéricos para distinguir o preconceito, a fala desqualificante, ofensiva, do humor praticado por pessoas com deficiência em nome do seu próprio empoderamento, cuja fala expressa críticas às formas de discriminação que devem ser combatidas por uma sociedade inclusiva.

    Considerando esse cenário, é preciso examinar conceitualmente o significado do capacitismo recreativo para que seja possível identificar os casos em que a lei se aplica. Se nas Ciências Sociais termos como racismo, preconceito, exclusão e discriminação são debatidos e combatidos à exaustão, o mesmo não se pode afirmar quando o embate se dá na área jurídica.

    O capacitismo recreativo consiste em fazer uso de discursos visuais ou textuais para fazer rir, ofendendo, desumanizando, reificando pessoas com deficiência, de modo aproximado ao que acontece com o racismo recreativo. Nesse sentido, a compreensão do capacitismo recreativo também exige considerar os processos históricos e sociais de racialização, exclusão e subalternização que fundamentam práticas discriminatórias.

    A racialização e exclusão de grupos e indivíduos, determinada pela origem, etnia, características físicas e culturais, ocorrem quando determinadas construções, invenções supremacistas, que estabelecem o que é o belo, o civilizado, o desenvolvido, o legítimo, se estabelecem em determinado território. São práticas discriminatórias aquelas direcionadas contra negros, homossexuais, grupos religiosos minoritários, estrangeiros ou, dentro da mesma nacionalidade, grupos e indivíduos que ocupam o lugar da perda.

    O grupo relativo às pessoas com deficiência, ainda que não configure identidade, marca étnica ou cultural evidente, também se encontra entre essa miríade de subalternos e excluídos, em que características endêmicas justificam humilhações, segregações e, amiúde, a eliminação. Trata-se de eliminar em nome de uma suposta saúde do corpo do povo, conforme proposto pelo pensamento higienista, cuja força discursiva ganha ou perde poder, em razão direta da força de convencimento de discursos com caracteres fascistas e ultranacionalistas.

     A Lei nº 14.532, de 2023, foi sancionada em 12 de janeiro, tornando a injúria racial crime de racismo, portanto imprescritível e inafiançável. A injúria racial não foi apenas igualada ao racismo, mas reconhece o caráter recreativo, na sua prática, como um elemento discriminatório, com aumento da pena quando "ocorrerem em contexto ou com intuito de descontração, diversão ou recreação". Além disso, reconhece pena específica para os casos de utilização de elementos sobre a condição da pessoa idosa ou com deficiência.

    Para o pensamento jurídico, seria fácil considerar estas leis como vitórias anticapacitistas por reprimir severamente discursos contra a inclusão de pessoas por raça, idade, deficiência entre outras condições. Porém, a perspectiva da teoria social da deficiência, em contato com discursos de humor realizados por quem tem deficiência, torna possível atestar que não há medidas eficientes que se possam esperar como resposta social a partir da mudança legal realizada.



Fonte: SANTOS, S. C.; JÚNIOR W. L. M. Reflexões críticas sobre o capacitismo recreativo no Brasil: do palco ao litígio. Revista de Direitos Humanos Fundamentais, Osasco, v.21, n. 1, p.11-24, jan./jun.2021, publicado em 2024 (com adaptações). 

Considerando as reflexões teóricas trazidas pelos autores do texto sobre o capacitismo recreativo, analise as três partes que seguem: 



(1ª parte): Por apresentarem marcas étnicas e culturais evidentes as pessoas com deficiência diferem radicalmente das demais minorias marginalizadas na sociedade.


(2ª parte): A definição de capacitismo recreativo mencionada no texto fundamenta-se conceitualmente nas discussões sobre o racismo recreativo.


(3ª parte): O capacítismo recreativo é apresentado no texto como um conceito exaustivamente estudado pelas Ciências Sociais e pelo Direito desde a promulgação do pensamento higienista.



Pode-se afirmar que: 

Alternativas
Q4312183 Português

Para responder à questão, Ieia o texto abaixo

Brasil reduz pobreza, mas amplia desigualdades, mostra estudo

 

O Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2026 aponta que o Brasil avançou, no ano de 2025, em 34 (71o/o) dos 48 indicadores estudados para análise do processo de enfrentamento das desigualdades. Os avanços apontados pelo estudo são relativos, principalmente, à melhoria de renda média, ao aumento do mercado de trabalho, à redução da pobreza, além de maior segurança alimentar e acesso aos serviços básicos.

Índices de saúde – como redução da desnutrição infantil e de idosos; educação - como queda do analfabetismo; e segurança – como redução da taxa de homicídios registrados de jovens de 15 a 29 anos, também melhoraram. Do total de indicadores analisados, oito pioraram e seis se mantiveram estáveis. Entre as pioras estão: ampliação do número de mulheres que recebem remuneração inferior à dos homens; agravamento da concentração da renda; tributação menor conforme a renda é maior; condições mais desfavoráveis à população negra; aumento da concentração dos piores indicadores sociais no Norte e Nordeste.

Para os responsáveis pelo relatório, os indicadores que apresentaram piora revelam que os principais mecanismos de reprodução das desigualdades permanecem ativos.

“O crescimento econômico beneficiou diferentes grupos sociais, mas não foi suficiente para reduzir as disparidades históricas de renda, gênero, raça e território”, destaca o relatório.

O relatório publicado neste ano é a quarta edição. O primeiro foi publicado em 2023. A última publicação traz análises atuais sobre indicadores de 2025, com exceção de algumas bases de dados não atualizadas anualmente. Um exemplo são os indicadores derivados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), que analisam gastos com transporte e carga tributária a cada dois anos. Outro caso é o Indicador de Analfabetismo Funcional (lnaf), divulgado em 2024, após seis anos da pesquisa anterior.

Na avaliação da diretora técnica do Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades, Adriana Marcolino, a indisponibilidade desses indicadores atualizados em 2025 não interfere no comparativo com as edições anteriores do relatório.

“Nesses casos, a gente olha o dado em comparação com o mesmo dado do ano anterior, então isso não cria um viés de tempo. Os indicadores que a gente acompanha já indicam tendências pelo fato de já termos quatro anos de relatórios”.

No prefácio da publicação, Betina Ferraz Barbosa, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasil e economista-chefe do Pnud Brasil, avalia que a análise dos indicadores contribui para um aprofundamento de índices divulgados por diversas organizações e vão além do conceito de desenvolvimento humano com base exclusivamente em indicadores econômicos de saúde e educação.

“Os números médios escondem uma realidade mais complexa: os avanços foram reais e, ao mesmo tempo, profundamente desiguais”, destaca.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/familias-brasileiras-perderam-r-625-bilhoes-para-bets-em-2025 (adaptado)

As palavras podem ser formadas por diferentes processos de combinação de radicais e afixos. Diante disso, analise a estrutura morfológica dos vocábulos indisponibilidade (6º parágrafo) e enfrentamento (1º parágrafo) e avalie as seguintes assertivas:
I. O termo indisponibilidade é formado pelo processo de derivação prefixal e sufixal, a partir da junção independente dos afixos in- e -idade ao radical de base.
II. O vocábulo enfrentamento constitui um caso de derivação parassintética, pois a remoção do prefixo en- ou do sufixo -mento gera palavras inexistentes.
III. Ambos os termos são substantivos formados a partir de bases verbais ou adjetivas na evolução histórica do léxico da Língua Portuguesa.
Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q4312180 Português

Para responder à questão, Ieia o texto abaixo

Brasil reduz pobreza, mas amplia desigualdades, mostra estudo

 

O Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2026 aponta que o Brasil avançou, no ano de 2025, em 34 (71o/o) dos 48 indicadores estudados para análise do processo de enfrentamento das desigualdades. Os avanços apontados pelo estudo são relativos, principalmente, à melhoria de renda média, ao aumento do mercado de trabalho, à redução da pobreza, além de maior segurança alimentar e acesso aos serviços básicos.

Índices de saúde – como redução da desnutrição infantil e de idosos; educação - como queda do analfabetismo; e segurança – como redução da taxa de homicídios registrados de jovens de 15 a 29 anos, também melhoraram. Do total de indicadores analisados, oito pioraram e seis se mantiveram estáveis. Entre as pioras estão: ampliação do número de mulheres que recebem remuneração inferior à dos homens; agravamento da concentração da renda; tributação menor conforme a renda é maior; condições mais desfavoráveis à população negra; aumento da concentração dos piores indicadores sociais no Norte e Nordeste.

Para os responsáveis pelo relatório, os indicadores que apresentaram piora revelam que os principais mecanismos de reprodução das desigualdades permanecem ativos.

“O crescimento econômico beneficiou diferentes grupos sociais, mas não foi suficiente para reduzir as disparidades históricas de renda, gênero, raça e território”, destaca o relatório.

O relatório publicado neste ano é a quarta edição. O primeiro foi publicado em 2023. A última publicação traz análises atuais sobre indicadores de 2025, com exceção de algumas bases de dados não atualizadas anualmente. Um exemplo são os indicadores derivados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), que analisam gastos com transporte e carga tributária a cada dois anos. Outro caso é o Indicador de Analfabetismo Funcional (lnaf), divulgado em 2024, após seis anos da pesquisa anterior.

Na avaliação da diretora técnica do Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades, Adriana Marcolino, a indisponibilidade desses indicadores atualizados em 2025 não interfere no comparativo com as edições anteriores do relatório.

“Nesses casos, a gente olha o dado em comparação com o mesmo dado do ano anterior, então isso não cria um viés de tempo. Os indicadores que a gente acompanha já indicam tendências pelo fato de já termos quatro anos de relatórios”.

No prefácio da publicação, Betina Ferraz Barbosa, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasil e economista-chefe do Pnud Brasil, avalia que a análise dos indicadores contribui para um aprofundamento de índices divulgados por diversas organizações e vão além do conceito de desenvolvimento humano com base exclusivamente em indicadores econômicos de saúde e educação.

“Os números médios escondem uma realidade mais complexa: os avanços foram reais e, ao mesmo tempo, profundamente desiguais”, destaca.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/familias-brasileiras-perderam-r-625-bilhoes-para-bets-em-2025 (adaptado)

Considere a seguinte frase adaptada do quarto parágrafo:
Se o crescimento econômico ________ de forma mais equilibrada, as disparidades históricas de renda e gênero ________ ser reduzidas com maíor velocldade.
Para manter a CORRETA correlação entre tempos e modos verbais no período hipotético acima, preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas: 
Alternativas
Q4312179 Português

Para responder à questão, Ieia o texto abaixo

Brasil reduz pobreza, mas amplia desigualdades, mostra estudo

 

O Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2026 aponta que o Brasil avançou, no ano de 2025, em 34 (71o/o) dos 48 indicadores estudados para análise do processo de enfrentamento das desigualdades. Os avanços apontados pelo estudo são relativos, principalmente, à melhoria de renda média, ao aumento do mercado de trabalho, à redução da pobreza, além de maior segurança alimentar e acesso aos serviços básicos.

Índices de saúde – como redução da desnutrição infantil e de idosos; educação - como queda do analfabetismo; e segurança – como redução da taxa de homicídios registrados de jovens de 15 a 29 anos, também melhoraram. Do total de indicadores analisados, oito pioraram e seis se mantiveram estáveis. Entre as pioras estão: ampliação do número de mulheres que recebem remuneração inferior à dos homens; agravamento da concentração da renda; tributação menor conforme a renda é maior; condições mais desfavoráveis à população negra; aumento da concentração dos piores indicadores sociais no Norte e Nordeste.

Para os responsáveis pelo relatório, os indicadores que apresentaram piora revelam que os principais mecanismos de reprodução das desigualdades permanecem ativos.

“O crescimento econômico beneficiou diferentes grupos sociais, mas não foi suficiente para reduzir as disparidades históricas de renda, gênero, raça e território”, destaca o relatório.

O relatório publicado neste ano é a quarta edição. O primeiro foi publicado em 2023. A última publicação traz análises atuais sobre indicadores de 2025, com exceção de algumas bases de dados não atualizadas anualmente. Um exemplo são os indicadores derivados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), que analisam gastos com transporte e carga tributária a cada dois anos. Outro caso é o Indicador de Analfabetismo Funcional (lnaf), divulgado em 2024, após seis anos da pesquisa anterior.

Na avaliação da diretora técnica do Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades, Adriana Marcolino, a indisponibilidade desses indicadores atualizados em 2025 não interfere no comparativo com as edições anteriores do relatório.

“Nesses casos, a gente olha o dado em comparação com o mesmo dado do ano anterior, então isso não cria um viés de tempo. Os indicadores que a gente acompanha já indicam tendências pelo fato de já termos quatro anos de relatórios”.

No prefácio da publicação, Betina Ferraz Barbosa, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasil e economista-chefe do Pnud Brasil, avalia que a análise dos indicadores contribui para um aprofundamento de índices divulgados por diversas organizações e vão além do conceito de desenvolvimento humano com base exclusivamente em indicadores econômicos de saúde e educação.

“Os números médios escondem uma realidade mais complexa: os avanços foram reais e, ao mesmo tempo, profundamente desiguais”, destaca.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-08/familias-brasileiras-perderam-r-625-bilhoes-para-bets-em-2025 (adaptado)

Considere a frase a partir da ideia do texto: As análises sobre a desigualdade são fundamentais para o país. Se convertermos essa oração para a voz passiva analítica com agente expresso, a írase correspondente será: 
Alternativas
Q4312088 Redação Oficial
No que se refere à comunicação interna e externa e à redação oficial de documentos nas organizações públicas, julgue o item seguinte.

No início de ofício direcionado ao reitor de universidade pública federal, o servidor de conselho federal de profissão regulamentada deve empregar o vocativo formal “Magnífico Reitor” para abrir a comunicação.
Alternativas
Q4312087 Redação Oficial
No que se refere à comunicação interna e externa e à redação oficial de documentos nas organizações públicas, julgue o item seguinte.

O servidor melhora a concisão de um relatório ao substituir a construção “o engenheiro responsável atestou a segurança” pela expressão mais concisa “atestou‑se a segurança”.
Alternativas
Q4312020 Português
Texto para o item.

Brasileiros desconhecem países que falam português

    Há 30 anos, foi criada a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A organização internacional, agora com nove países integrantes, tem como missão usar o idioma comum para aproximar os países‑membros, incentivar a cooperação, aumentar a inserção mundial e beneficiar suas populações.
    Apesar das três décadas de existência, só agora se fez, pela primeira vez, uma ampla pesquisa de opinião abrangendo os países da CPLP. Trata‑se do Barômetro da Lusofonia, que ouviu 5,7 mil pessoas em oito dos países‑membros.
    O levantamento revelou que, embora os países de língua portuguesa estejam espalhados por quatro continentes, não façam fronteira entre si e estejam em diferentes níveis de desenvolvimento humano, os problemas que suas populações enxergam, em seus territórios, são muito parecidos.
  O Barômetro identificou que, de forma geral, os países que falam português conhecem consideravelmente bem uns aos outros. A exceção é o Brasil. Segundo o Barômetro, não se trata apenas de desconhecimento – também há desinteresse e distanciamento. Dos entrevistados brasileiros, 38% afirmam não ter nenhuma curiosidade por manifestações culturais de outras nações de língua portuguesa. 
    Virgílio Arraes, da UnB, explica que, se conhecesse melhor os países lusófonos da África, o Brasil passaria a compreender, com mais profundidade, sua própria história, já que a maior parte da população é negra e a escravidão de origem africana foi, por muito tempo, a base da economia brasileira. Ele ainda avalia que o isolamento é um “contrassenso”, pois o Brasil é o maior país da CPLP e, como tal, deveria ser o condutor do processo de integração. Para ele, trata‑se de uma falha estrutural do país.
    O Brasil precisa avançar no reconhecimento de diplomas, ampliar a cooperação entre universidades, incentivar pesquisas conjuntas e abrir mais espaço para empresas dentro da comunidade. Também é essencial conhecer melhor a produção cultural e científica dos demais países. Essa troca vai além da cultura e envolve pesquisa, formação de profissionais, inovação e experiências em áreas como saúde, educação e agricultura. Quanto mais os países trabalharem juntos, maior será o aprendizado coletivo. Afinal, já existe um recurso poderoso que facilita essa integração: a língua portuguesa.

Internet: <www12.senado.leg.br> (com adaptações).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

Os segmentos “Apesar das três décadas de existência” e “embora os países de língua portuguesa estejam espalhados por quatro continentes” exercem a mesma função sintática no texto, classificando‑se como orações subordinadas adverbiais concessivas.
Alternativas
Q4312019 Português
Texto para o item.

Brasileiros desconhecem países que falam português

    Há 30 anos, foi criada a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A organização internacional, agora com nove países integrantes, tem como missão usar o idioma comum para aproximar os países‑membros, incentivar a cooperação, aumentar a inserção mundial e beneficiar suas populações.
    Apesar das três décadas de existência, só agora se fez, pela primeira vez, uma ampla pesquisa de opinião abrangendo os países da CPLP. Trata‑se do Barômetro da Lusofonia, que ouviu 5,7 mil pessoas em oito dos países‑membros.
    O levantamento revelou que, embora os países de língua portuguesa estejam espalhados por quatro continentes, não façam fronteira entre si e estejam em diferentes níveis de desenvolvimento humano, os problemas que suas populações enxergam, em seus territórios, são muito parecidos.
  O Barômetro identificou que, de forma geral, os países que falam português conhecem consideravelmente bem uns aos outros. A exceção é o Brasil. Segundo o Barômetro, não se trata apenas de desconhecimento – também há desinteresse e distanciamento. Dos entrevistados brasileiros, 38% afirmam não ter nenhuma curiosidade por manifestações culturais de outras nações de língua portuguesa. 
    Virgílio Arraes, da UnB, explica que, se conhecesse melhor os países lusófonos da África, o Brasil passaria a compreender, com mais profundidade, sua própria história, já que a maior parte da população é negra e a escravidão de origem africana foi, por muito tempo, a base da economia brasileira. Ele ainda avalia que o isolamento é um “contrassenso”, pois o Brasil é o maior país da CPLP e, como tal, deveria ser o condutor do processo de integração. Para ele, trata‑se de uma falha estrutural do país.
    O Brasil precisa avançar no reconhecimento de diplomas, ampliar a cooperação entre universidades, incentivar pesquisas conjuntas e abrir mais espaço para empresas dentro da comunidade. Também é essencial conhecer melhor a produção cultural e científica dos demais países. Essa troca vai além da cultura e envolve pesquisa, formação de profissionais, inovação e experiências em áreas como saúde, educação e agricultura. Quanto mais os países trabalharem juntos, maior será o aprendizado coletivo. Afinal, já existe um recurso poderoso que facilita essa integração: a língua portuguesa.

Internet: <www12.senado.leg.br> (com adaptações).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

No período “O Brasil precisa avançar no reconhecimento de diplomas, ampliar a cooperação entre universidades, incentivar pesquisas conjuntas e abrir mais espaço para empresas dentro da comunidade.”, os trechos “de diplomas” e “pesquisas conjuntas” desempenham, respectivamente, as funções sintáticas de complemento nominal e de objeto direto, motivo pelo qual ambos são classificados como termos integrantes da oração.
Alternativas
Q4312018 Português
Texto para o item.

Brasileiros desconhecem países que falam português

    Há 30 anos, foi criada a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A organização internacional, agora com nove países integrantes, tem como missão usar o idioma comum para aproximar os países‑membros, incentivar a cooperação, aumentar a inserção mundial e beneficiar suas populações.
    Apesar das três décadas de existência, só agora se fez, pela primeira vez, uma ampla pesquisa de opinião abrangendo os países da CPLP. Trata‑se do Barômetro da Lusofonia, que ouviu 5,7 mil pessoas em oito dos países‑membros.
    O levantamento revelou que, embora os países de língua portuguesa estejam espalhados por quatro continentes, não façam fronteira entre si e estejam em diferentes níveis de desenvolvimento humano, os problemas que suas populações enxergam, em seus territórios, são muito parecidos.
  O Barômetro identificou que, de forma geral, os países que falam português conhecem consideravelmente bem uns aos outros. A exceção é o Brasil. Segundo o Barômetro, não se trata apenas de desconhecimento – também há desinteresse e distanciamento. Dos entrevistados brasileiros, 38% afirmam não ter nenhuma curiosidade por manifestações culturais de outras nações de língua portuguesa. 
    Virgílio Arraes, da UnB, explica que, se conhecesse melhor os países lusófonos da África, o Brasil passaria a compreender, com mais profundidade, sua própria história, já que a maior parte da população é negra e a escravidão de origem africana foi, por muito tempo, a base da economia brasileira. Ele ainda avalia que o isolamento é um “contrassenso”, pois o Brasil é o maior país da CPLP e, como tal, deveria ser o condutor do processo de integração. Para ele, trata‑se de uma falha estrutural do país.
    O Brasil precisa avançar no reconhecimento de diplomas, ampliar a cooperação entre universidades, incentivar pesquisas conjuntas e abrir mais espaço para empresas dentro da comunidade. Também é essencial conhecer melhor a produção cultural e científica dos demais países. Essa troca vai além da cultura e envolve pesquisa, formação de profissionais, inovação e experiências em áreas como saúde, educação e agricultura. Quanto mais os países trabalharem juntos, maior será o aprendizado coletivo. Afinal, já existe um recurso poderoso que facilita essa integração: a língua portuguesa.

Internet: <www12.senado.leg.br> (com adaptações).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

No fragmento “Segundo o Barômetro, não se trata apenas de desconhecimento – também há desinteresse e distanciamento,”, a substituição da forma verbal “há” por existe manteria a correção gramatical e o sentido original do período.
Alternativas
Q4312017 Português
Texto para o item.

Brasileiros desconhecem países que falam português

    Há 30 anos, foi criada a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A organização internacional, agora com nove países integrantes, tem como missão usar o idioma comum para aproximar os países‑membros, incentivar a cooperação, aumentar a inserção mundial e beneficiar suas populações.
    Apesar das três décadas de existência, só agora se fez, pela primeira vez, uma ampla pesquisa de opinião abrangendo os países da CPLP. Trata‑se do Barômetro da Lusofonia, que ouviu 5,7 mil pessoas em oito dos países‑membros.
    O levantamento revelou que, embora os países de língua portuguesa estejam espalhados por quatro continentes, não façam fronteira entre si e estejam em diferentes níveis de desenvolvimento humano, os problemas que suas populações enxergam, em seus territórios, são muito parecidos.
  O Barômetro identificou que, de forma geral, os países que falam português conhecem consideravelmente bem uns aos outros. A exceção é o Brasil. Segundo o Barômetro, não se trata apenas de desconhecimento – também há desinteresse e distanciamento. Dos entrevistados brasileiros, 38% afirmam não ter nenhuma curiosidade por manifestações culturais de outras nações de língua portuguesa. 
    Virgílio Arraes, da UnB, explica que, se conhecesse melhor os países lusófonos da África, o Brasil passaria a compreender, com mais profundidade, sua própria história, já que a maior parte da população é negra e a escravidão de origem africana foi, por muito tempo, a base da economia brasileira. Ele ainda avalia que o isolamento é um “contrassenso”, pois o Brasil é o maior país da CPLP e, como tal, deveria ser o condutor do processo de integração. Para ele, trata‑se de uma falha estrutural do país.
    O Brasil precisa avançar no reconhecimento de diplomas, ampliar a cooperação entre universidades, incentivar pesquisas conjuntas e abrir mais espaço para empresas dentro da comunidade. Também é essencial conhecer melhor a produção cultural e científica dos demais países. Essa troca vai além da cultura e envolve pesquisa, formação de profissionais, inovação e experiências em áreas como saúde, educação e agricultura. Quanto mais os países trabalharem juntos, maior será o aprendizado coletivo. Afinal, já existe um recurso poderoso que facilita essa integração: a língua portuguesa.

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Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

Na construção “Virgílio Arraes, da UnB, explica que, se conhecesse melhor os países lusófonos da África, o Brasil passaria a compreender, com mais profundidade, sua própria história,”, a eliminação da vírgula empregada logo após a conjunção “que” preservaria a correção gramatical e o sentido original do período.
Alternativas
Q4312016 Português
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Brasileiros desconhecem países que falam português

    Há 30 anos, foi criada a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A organização internacional, agora com nove países integrantes, tem como missão usar o idioma comum para aproximar os países‑membros, incentivar a cooperação, aumentar a inserção mundial e beneficiar suas populações.
    Apesar das três décadas de existência, só agora se fez, pela primeira vez, uma ampla pesquisa de opinião abrangendo os países da CPLP. Trata‑se do Barômetro da Lusofonia, que ouviu 5,7 mil pessoas em oito dos países‑membros.
    O levantamento revelou que, embora os países de língua portuguesa estejam espalhados por quatro continentes, não façam fronteira entre si e estejam em diferentes níveis de desenvolvimento humano, os problemas que suas populações enxergam, em seus territórios, são muito parecidos.
  O Barômetro identificou que, de forma geral, os países que falam português conhecem consideravelmente bem uns aos outros. A exceção é o Brasil. Segundo o Barômetro, não se trata apenas de desconhecimento – também há desinteresse e distanciamento. Dos entrevistados brasileiros, 38% afirmam não ter nenhuma curiosidade por manifestações culturais de outras nações de língua portuguesa. 
    Virgílio Arraes, da UnB, explica que, se conhecesse melhor os países lusófonos da África, o Brasil passaria a compreender, com mais profundidade, sua própria história, já que a maior parte da população é negra e a escravidão de origem africana foi, por muito tempo, a base da economia brasileira. Ele ainda avalia que o isolamento é um “contrassenso”, pois o Brasil é o maior país da CPLP e, como tal, deveria ser o condutor do processo de integração. Para ele, trata‑se de uma falha estrutural do país.
    O Brasil precisa avançar no reconhecimento de diplomas, ampliar a cooperação entre universidades, incentivar pesquisas conjuntas e abrir mais espaço para empresas dentro da comunidade. Também é essencial conhecer melhor a produção cultural e científica dos demais países. Essa troca vai além da cultura e envolve pesquisa, formação de profissionais, inovação e experiências em áreas como saúde, educação e agricultura. Quanto mais os países trabalharem juntos, maior será o aprendizado coletivo. Afinal, já existe um recurso poderoso que facilita essa integração: a língua portuguesa.

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Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

No período “se conhecesse melhor os países lusófonos da África, o Brasil passaria a compreender, com mais profundidade, sua própria história,”, a combinação entre o pretérito imperfeito do subjuntivo (“conhecesse”) e o futuro do pretérito do indicativo (“passaria”) estabelece uma correlação verbal adequada para exprimir uma hipótese e o seu resultado provável no plano condicional.
Alternativas
Q4312015 Português
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Brasileiros desconhecem países que falam português

    Há 30 anos, foi criada a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A organização internacional, agora com nove países integrantes, tem como missão usar o idioma comum para aproximar os países‑membros, incentivar a cooperação, aumentar a inserção mundial e beneficiar suas populações.
    Apesar das três décadas de existência, só agora se fez, pela primeira vez, uma ampla pesquisa de opinião abrangendo os países da CPLP. Trata‑se do Barômetro da Lusofonia, que ouviu 5,7 mil pessoas em oito dos países‑membros.
    O levantamento revelou que, embora os países de língua portuguesa estejam espalhados por quatro continentes, não façam fronteira entre si e estejam em diferentes níveis de desenvolvimento humano, os problemas que suas populações enxergam, em seus territórios, são muito parecidos.
  O Barômetro identificou que, de forma geral, os países que falam português conhecem consideravelmente bem uns aos outros. A exceção é o Brasil. Segundo o Barômetro, não se trata apenas de desconhecimento – também há desinteresse e distanciamento. Dos entrevistados brasileiros, 38% afirmam não ter nenhuma curiosidade por manifestações culturais de outras nações de língua portuguesa. 
    Virgílio Arraes, da UnB, explica que, se conhecesse melhor os países lusófonos da África, o Brasil passaria a compreender, com mais profundidade, sua própria história, já que a maior parte da população é negra e a escravidão de origem africana foi, por muito tempo, a base da economia brasileira. Ele ainda avalia que o isolamento é um “contrassenso”, pois o Brasil é o maior país da CPLP e, como tal, deveria ser o condutor do processo de integração. Para ele, trata‑se de uma falha estrutural do país.
    O Brasil precisa avançar no reconhecimento de diplomas, ampliar a cooperação entre universidades, incentivar pesquisas conjuntas e abrir mais espaço para empresas dentro da comunidade. Também é essencial conhecer melhor a produção cultural e científica dos demais países. Essa troca vai além da cultura e envolve pesquisa, formação de profissionais, inovação e experiências em áreas como saúde, educação e agricultura. Quanto mais os países trabalharem juntos, maior será o aprendizado coletivo. Afinal, já existe um recurso poderoso que facilita essa integração: a língua portuguesa.

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Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

No trecho “já que a maior parte da população é negra e a escravidão de origem africana foi, por muito tempo, a base da economia brasileira.”, o conectivo “já que” introduz uma oração de valor concessivo, a qual poderia ser substituída, sem prejuízo para a correção gramatical e para o sentido original do texto, por ainda que.
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Q4312014 Português
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Brasileiros desconhecem países que falam português

    Há 30 anos, foi criada a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A organização internacional, agora com nove países integrantes, tem como missão usar o idioma comum para aproximar os países‑membros, incentivar a cooperação, aumentar a inserção mundial e beneficiar suas populações.
    Apesar das três décadas de existência, só agora se fez, pela primeira vez, uma ampla pesquisa de opinião abrangendo os países da CPLP. Trata‑se do Barômetro da Lusofonia, que ouviu 5,7 mil pessoas em oito dos países‑membros.
    O levantamento revelou que, embora os países de língua portuguesa estejam espalhados por quatro continentes, não façam fronteira entre si e estejam em diferentes níveis de desenvolvimento humano, os problemas que suas populações enxergam, em seus territórios, são muito parecidos.
  O Barômetro identificou que, de forma geral, os países que falam português conhecem consideravelmente bem uns aos outros. A exceção é o Brasil. Segundo o Barômetro, não se trata apenas de desconhecimento – também há desinteresse e distanciamento. Dos entrevistados brasileiros, 38% afirmam não ter nenhuma curiosidade por manifestações culturais de outras nações de língua portuguesa. 
    Virgílio Arraes, da UnB, explica que, se conhecesse melhor os países lusófonos da África, o Brasil passaria a compreender, com mais profundidade, sua própria história, já que a maior parte da população é negra e a escravidão de origem africana foi, por muito tempo, a base da economia brasileira. Ele ainda avalia que o isolamento é um “contrassenso”, pois o Brasil é o maior país da CPLP e, como tal, deveria ser o condutor do processo de integração. Para ele, trata‑se de uma falha estrutural do país.
    O Brasil precisa avançar no reconhecimento de diplomas, ampliar a cooperação entre universidades, incentivar pesquisas conjuntas e abrir mais espaço para empresas dentro da comunidade. Também é essencial conhecer melhor a produção cultural e científica dos demais países. Essa troca vai além da cultura e envolve pesquisa, formação de profissionais, inovação e experiências em áreas como saúde, educação e agricultura. Quanto mais os países trabalharem juntos, maior será o aprendizado coletivo. Afinal, já existe um recurso poderoso que facilita essa integração: a língua portuguesa.

Internet: <www12.senado.leg.br> (com adaptações).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

Com base nos dados apresentados no texto, infere‑se que uma parcela superior a um terço dos entrevistados brasileiros declara não ter curiosidade por manifestações culturais provenientes de outros países que têm o português como língua oficial.
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Q4312013 Português
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Brasileiros desconhecem países que falam português

    Há 30 anos, foi criada a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A organização internacional, agora com nove países integrantes, tem como missão usar o idioma comum para aproximar os países‑membros, incentivar a cooperação, aumentar a inserção mundial e beneficiar suas populações.
    Apesar das três décadas de existência, só agora se fez, pela primeira vez, uma ampla pesquisa de opinião abrangendo os países da CPLP. Trata‑se do Barômetro da Lusofonia, que ouviu 5,7 mil pessoas em oito dos países‑membros.
    O levantamento revelou que, embora os países de língua portuguesa estejam espalhados por quatro continentes, não façam fronteira entre si e estejam em diferentes níveis de desenvolvimento humano, os problemas que suas populações enxergam, em seus territórios, são muito parecidos.
  O Barômetro identificou que, de forma geral, os países que falam português conhecem consideravelmente bem uns aos outros. A exceção é o Brasil. Segundo o Barômetro, não se trata apenas de desconhecimento – também há desinteresse e distanciamento. Dos entrevistados brasileiros, 38% afirmam não ter nenhuma curiosidade por manifestações culturais de outras nações de língua portuguesa. 
    Virgílio Arraes, da UnB, explica que, se conhecesse melhor os países lusófonos da África, o Brasil passaria a compreender, com mais profundidade, sua própria história, já que a maior parte da população é negra e a escravidão de origem africana foi, por muito tempo, a base da economia brasileira. Ele ainda avalia que o isolamento é um “contrassenso”, pois o Brasil é o maior país da CPLP e, como tal, deveria ser o condutor do processo de integração. Para ele, trata‑se de uma falha estrutural do país.
    O Brasil precisa avançar no reconhecimento de diplomas, ampliar a cooperação entre universidades, incentivar pesquisas conjuntas e abrir mais espaço para empresas dentro da comunidade. Também é essencial conhecer melhor a produção cultural e científica dos demais países. Essa troca vai além da cultura e envolve pesquisa, formação de profissionais, inovação e experiências em áreas como saúde, educação e agricultura. Quanto mais os países trabalharem juntos, maior será o aprendizado coletivo. Afinal, já existe um recurso poderoso que facilita essa integração: a língua portuguesa.

Internet: <www12.senado.leg.br> (com adaptações).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

Considerando o que dispõe o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa vigente, os vocábulos “contrassenso”, “Lusofonia” e “países‑membros” foram empregados no texto em estrita conformidade com as regras ortográficas.
Alternativas
Q4312012 Português
Texto para o item.

Tecnologia sem regulação, ética e privacidade pode expor usuários a riscos graves

     Discutir ética no desenvolvimento tecnológico é essencial para garantir que a inovação respeite direitos fundamentais, como privacidade, segurança e autonomia. O professor Luli Radfahrer destaca que, sem princípios éticos e regulação adequada, a tecnologia pode reforçar desigualdades, manipular comportamentos e expor usuários a riscos graves. “A gente precisa garantir que o desenvolvimento tecnológico respeite direitos básicos, como privacidade, segurança e autonomia dos usuários, porque, senão, vira uma lei da selva, em que quem tiver mais força bate mais e quem for menor simplesmente se cala, e não reclama. Então, a gente precisa ter uma abordagem que priorize a privacidade, pois começa por ela”.
    Para o docente, leis como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) são fundamentais, mas precisam ser acompanhadas de educação digital para que as pessoas saibam se proteger e usar as ferramentas com consciência. As empresas devem assumir a responsabilidade pelos impactos de seus produtos e adotar a ética desde o início do desenvolvimento. “As pessoas estão usando um poder muito maior de acesso e de compartilhamento de informações. Portanto, é preciso saber proteger suas informações, reconhecer tentativas de golpe (principalmente de forma on‑line) e entender as configurações de privacidade”, salienta Radfahrer.
    A inteligência artificial (IA), assim como qualquer ferramenta, pode servir tanto para o bem quanto para o mal. Assim, cabe à sociedade orientar seu uso, cobrar transparência e colocar o ser humano no centro das decisões tecnológicas. Afinal, tecnologia sem ética não é avanço – é perigo.

Internet: <jornal.usp.br> (com adaptações).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

No trecho “A inteligência artificial (IA), assim como qualquer ferramenta, pode servir tanto para o bem quanto para o mal”, os vocábulos “bem” e “mal.” exercem, no período, o papel de adjetivos, caracterizando os efeitos da aplicação tecnológica.
Alternativas
Q4312011 Português
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Tecnologia sem regulação, ética e privacidade pode expor usuários a riscos graves

     Discutir ética no desenvolvimento tecnológico é essencial para garantir que a inovação respeite direitos fundamentais, como privacidade, segurança e autonomia. O professor Luli Radfahrer destaca que, sem princípios éticos e regulação adequada, a tecnologia pode reforçar desigualdades, manipular comportamentos e expor usuários a riscos graves. “A gente precisa garantir que o desenvolvimento tecnológico respeite direitos básicos, como privacidade, segurança e autonomia dos usuários, porque, senão, vira uma lei da selva, em que quem tiver mais força bate mais e quem for menor simplesmente se cala, e não reclama. Então, a gente precisa ter uma abordagem que priorize a privacidade, pois começa por ela”.
    Para o docente, leis como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) são fundamentais, mas precisam ser acompanhadas de educação digital para que as pessoas saibam se proteger e usar as ferramentas com consciência. As empresas devem assumir a responsabilidade pelos impactos de seus produtos e adotar a ética desde o início do desenvolvimento. “As pessoas estão usando um poder muito maior de acesso e de compartilhamento de informações. Portanto, é preciso saber proteger suas informações, reconhecer tentativas de golpe (principalmente de forma on‑line) e entender as configurações de privacidade”, salienta Radfahrer.
    A inteligência artificial (IA), assim como qualquer ferramenta, pode servir tanto para o bem quanto para o mal. Assim, cabe à sociedade orientar seu uso, cobrar transparência e colocar o ser humano no centro das decisões tecnológicas. Afinal, tecnologia sem ética não é avanço – é perigo.

Internet: <jornal.usp.br> (com adaptações).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

Considerando o emprego das palavras e a adequação vocabular no texto, a forma verbal utilizada no segmento “salienta Radfahrer” funciona como um verbo de elocução empregado como sinônimo perfeito de ratifica.
Alternativas
Q4312010 Português
Texto para o item.

Tecnologia sem regulação, ética e privacidade pode expor usuários a riscos graves

     Discutir ética no desenvolvimento tecnológico é essencial para garantir que a inovação respeite direitos fundamentais, como privacidade, segurança e autonomia. O professor Luli Radfahrer destaca que, sem princípios éticos e regulação adequada, a tecnologia pode reforçar desigualdades, manipular comportamentos e expor usuários a riscos graves. “A gente precisa garantir que o desenvolvimento tecnológico respeite direitos básicos, como privacidade, segurança e autonomia dos usuários, porque, senão, vira uma lei da selva, em que quem tiver mais força bate mais e quem for menor simplesmente se cala, e não reclama. Então, a gente precisa ter uma abordagem que priorize a privacidade, pois começa por ela”.
    Para o docente, leis como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) são fundamentais, mas precisam ser acompanhadas de educação digital para que as pessoas saibam se proteger e usar as ferramentas com consciência. As empresas devem assumir a responsabilidade pelos impactos de seus produtos e adotar a ética desde o início do desenvolvimento. “As pessoas estão usando um poder muito maior de acesso e de compartilhamento de informações. Portanto, é preciso saber proteger suas informações, reconhecer tentativas de golpe (principalmente de forma on‑line) e entender as configurações de privacidade”, salienta Radfahrer.
    A inteligência artificial (IA), assim como qualquer ferramenta, pode servir tanto para o bem quanto para o mal. Assim, cabe à sociedade orientar seu uso, cobrar transparência e colocar o ser humano no centro das decisões tecnológicas. Afinal, tecnologia sem ética não é avanço – é perigo.

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Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.

A correção gramatical seria mantida caso o trecho “sem princípios éticos e regulação adequada, a tecnologia pode reforçar desigualdades, manipular comportamentos e expor usuários a riscos graves.” fosse reescrito da seguinte maneira: caso não haja princípios éticos nem regulação adequada, a tecnologia poderá reforçar desigualdades, manipular comportamentos e expor usuários a riscos graves.
Alternativas
Respostas
3701: C
3702: B
3703: E
3704: B
3705: C
3706: C
3707: B
3708: E
3709: E
3710: E
3711: C
3712: E
3713: E
3714: C
3715: E
3716: C
3717: C
3718: E
3719: E
3720: C