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Q4320962 Português
Santos Brasil inaugura escritório em Caxias do Sul e amplia atuação logística no Sul do Brasil


A Santos Brasil, que possui um dos maiores terminais de contêineres da América Latina, inaugurou um escritório em Caxias do Sul (RS) a fim de facilitar o contato com embarcadores gaúchos e reforçar a importância da região para a companhia. Além do novo escritório, a empresa também opera o terminal de contêineres do Porto de Imbituba, o Tecon Imbituba (SC), localizado a cerca de 350 quilômetros da cidade gaúcha.

De acordo com a empresa, a nova representação, localizada no W Tower Mall, visa aprofundar o relacionamento com empresários da região, buscando soluções para suas demandas e superando gargalos logísticos.

Em março deste ano, o Tecon Imbituba atingiu sua maior movimentação, com 17.459 TEUs. Esse recorde histórico é resultado de investimentos voltados ao aumento da capacidade operacional, incluindo a modernização da infraestrutura e o aumento do quadro de funcionários. Entre 2024 e 2025, a Santos Brasil destinou R$ 75 milhões para aquisição de equipamentos e implantação de novos sistemas operacionais, tornando possível a oferta de três serviços marítimos semanais.

A empresa também destacou a integração do Tecon Imbituba com o Tecon Santos, que conecta as cargas movimentadas em Imbituba à rede de rotas internacionais a partir do terminal paulista, também operado pela companhia.

Além disso, ressaltou a localização estratégica do terminal, que fica entre Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS), próximo de Florianópolis, com acesso pelos modais rodoviário e ferroviário. A unidade catarinense está situada em um porto de águas profundas e abrigado, capaz de receber sem restrições os maiores navios que chegam à costa brasileira, independentemente do calado ou das condições climáticas.

Este movimento da Santos Brasil fortalece a importância do Sul do Brasil no mercado de logística e transporte de cargas, com destaque para o papel do setor de aço, que depende da eficiência dos terminais portuários para escoamento e distribuição.

Para Danilo Ramos, diretor comercial de operações portuárias da Santos Brasil, a empresa está preparada para absorver a demanda do Sul. "Acreditamos que essa aproximação trará soluções comerciais mais competitivas, fortalecendo a confiança dos embarcadores e facilitando o desenvolvimento de novos negócios a partir de Imbituba", afirma.



https://jornalportuario.com.br/noticia/2744/santos-brasil-inaugura-escrito rio-em-caxias-do-sul-e-amplia-atuacao-logistica-no
"Esse recorde histórico é resultado de investimentos voltados ao aumento da capacidade operacional, incluindo a modernização da infraestrutura e o aumento do quadro de funcionários."
Assinale a alternativa em que os vocábulos retirados do trecho e do texto-base pertencem a uma mesma classificação quanto à posição da sílaba tônica.
Alternativas
Q4320961 Português
Santos Brasil inaugura escritório em Caxias do Sul e amplia atuação logística no Sul do Brasil


A Santos Brasil, que possui um dos maiores terminais de contêineres da América Latina, inaugurou um escritório em Caxias do Sul (RS) a fim de facilitar o contato com embarcadores gaúchos e reforçar a importância da região para a companhia. Além do novo escritório, a empresa também opera o terminal de contêineres do Porto de Imbituba, o Tecon Imbituba (SC), localizado a cerca de 350 quilômetros da cidade gaúcha.

De acordo com a empresa, a nova representação, localizada no W Tower Mall, visa aprofundar o relacionamento com empresários da região, buscando soluções para suas demandas e superando gargalos logísticos.

Em março deste ano, o Tecon Imbituba atingiu sua maior movimentação, com 17.459 TEUs. Esse recorde histórico é resultado de investimentos voltados ao aumento da capacidade operacional, incluindo a modernização da infraestrutura e o aumento do quadro de funcionários. Entre 2024 e 2025, a Santos Brasil destinou R$ 75 milhões para aquisição de equipamentos e implantação de novos sistemas operacionais, tornando possível a oferta de três serviços marítimos semanais.

A empresa também destacou a integração do Tecon Imbituba com o Tecon Santos, que conecta as cargas movimentadas em Imbituba à rede de rotas internacionais a partir do terminal paulista, também operado pela companhia.

Além disso, ressaltou a localização estratégica do terminal, que fica entre Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS), próximo de Florianópolis, com acesso pelos modais rodoviário e ferroviário. A unidade catarinense está situada em um porto de águas profundas e abrigado, capaz de receber sem restrições os maiores navios que chegam à costa brasileira, independentemente do calado ou das condições climáticas.

Este movimento da Santos Brasil fortalece a importância do Sul do Brasil no mercado de logística e transporte de cargas, com destaque para o papel do setor de aço, que depende da eficiência dos terminais portuários para escoamento e distribuição.

Para Danilo Ramos, diretor comercial de operações portuárias da Santos Brasil, a empresa está preparada para absorver a demanda do Sul. "Acreditamos que essa aproximação trará soluções comerciais mais competitivas, fortalecendo a confiança dos embarcadores e facilitando o desenvolvimento de novos negócios a partir de Imbituba", afirma.



https://jornalportuario.com.br/noticia/2744/santos-brasil-inaugura-escrito rio-em-caxias-do-sul-e-amplia-atuacao-logistica-no
Após a leitura do texto, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4320960 Português
Santos Brasil inaugura escritório em Caxias do Sul e amplia atuação logística no Sul do Brasil


A Santos Brasil, que possui um dos maiores terminais de contêineres da América Latina, inaugurou um escritório em Caxias do Sul (RS) a fim de facilitar o contato com embarcadores gaúchos e reforçar a importância da região para a companhia. Além do novo escritório, a empresa também opera o terminal de contêineres do Porto de Imbituba, o Tecon Imbituba (SC), localizado a cerca de 350 quilômetros da cidade gaúcha.

De acordo com a empresa, a nova representação, localizada no W Tower Mall, visa aprofundar o relacionamento com empresários da região, buscando soluções para suas demandas e superando gargalos logísticos.

Em março deste ano, o Tecon Imbituba atingiu sua maior movimentação, com 17.459 TEUs. Esse recorde histórico é resultado de investimentos voltados ao aumento da capacidade operacional, incluindo a modernização da infraestrutura e o aumento do quadro de funcionários. Entre 2024 e 2025, a Santos Brasil destinou R$ 75 milhões para aquisição de equipamentos e implantação de novos sistemas operacionais, tornando possível a oferta de três serviços marítimos semanais.

A empresa também destacou a integração do Tecon Imbituba com o Tecon Santos, que conecta as cargas movimentadas em Imbituba à rede de rotas internacionais a partir do terminal paulista, também operado pela companhia.

Além disso, ressaltou a localização estratégica do terminal, que fica entre Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS), próximo de Florianópolis, com acesso pelos modais rodoviário e ferroviário. A unidade catarinense está situada em um porto de águas profundas e abrigado, capaz de receber sem restrições os maiores navios que chegam à costa brasileira, independentemente do calado ou das condições climáticas.

Este movimento da Santos Brasil fortalece a importância do Sul do Brasil no mercado de logística e transporte de cargas, com destaque para o papel do setor de aço, que depende da eficiência dos terminais portuários para escoamento e distribuição.

Para Danilo Ramos, diretor comercial de operações portuárias da Santos Brasil, a empresa está preparada para absorver a demanda do Sul. "Acreditamos que essa aproximação trará soluções comerciais mais competitivas, fortalecendo a confiança dos embarcadores e facilitando o desenvolvimento de novos negócios a partir de Imbituba", afirma.



https://jornalportuario.com.br/noticia/2744/santos-brasil-inaugura-escrito rio-em-caxias-do-sul-e-amplia-atuacao-logistica-no
"Para Danilo Ramos, diretor comercial de operações portuárias da Santos Brasil, a empresa está preparada para absorver a demanda do Sul."
Assinale a alternativa em que a vírgula foi empregada com a mesma função exercida no trecho acima.
Alternativas
Q4320959 Português
Santos Brasil inaugura escritório em Caxias do Sul e amplia atuação logística no Sul do Brasil


A Santos Brasil, que possui um dos maiores terminais de contêineres da América Latina, inaugurou um escritório em Caxias do Sul (RS) a fim de facilitar o contato com embarcadores gaúchos e reforçar a importância da região para a companhia. Além do novo escritório, a empresa também opera o terminal de contêineres do Porto de Imbituba, o Tecon Imbituba (SC), localizado a cerca de 350 quilômetros da cidade gaúcha.

De acordo com a empresa, a nova representação, localizada no W Tower Mall, visa aprofundar o relacionamento com empresários da região, buscando soluções para suas demandas e superando gargalos logísticos.

Em março deste ano, o Tecon Imbituba atingiu sua maior movimentação, com 17.459 TEUs. Esse recorde histórico é resultado de investimentos voltados ao aumento da capacidade operacional, incluindo a modernização da infraestrutura e o aumento do quadro de funcionários. Entre 2024 e 2025, a Santos Brasil destinou R$ 75 milhões para aquisição de equipamentos e implantação de novos sistemas operacionais, tornando possível a oferta de três serviços marítimos semanais.

A empresa também destacou a integração do Tecon Imbituba com o Tecon Santos, que conecta as cargas movimentadas em Imbituba à rede de rotas internacionais a partir do terminal paulista, também operado pela companhia.

Além disso, ressaltou a localização estratégica do terminal, que fica entre Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS), próximo de Florianópolis, com acesso pelos modais rodoviário e ferroviário. A unidade catarinense está situada em um porto de águas profundas e abrigado, capaz de receber sem restrições os maiores navios que chegam à costa brasileira, independentemente do calado ou das condições climáticas.

Este movimento da Santos Brasil fortalece a importância do Sul do Brasil no mercado de logística e transporte de cargas, com destaque para o papel do setor de aço, que depende da eficiência dos terminais portuários para escoamento e distribuição.

Para Danilo Ramos, diretor comercial de operações portuárias da Santos Brasil, a empresa está preparada para absorver a demanda do Sul. "Acreditamos que essa aproximação trará soluções comerciais mais competitivas, fortalecendo a confiança dos embarcadores e facilitando o desenvolvimento de novos negócios a partir de Imbituba", afirma.



https://jornalportuario.com.br/noticia/2744/santos-brasil-inaugura-escrito rio-em-caxias-do-sul-e-amplia-atuacao-logistica-no
"Este movimento da Santos Brasil fortalece a importância do Sul do Brasil no mercado de logística e transporte de cargas, com destaque para o papel do setor de aço, que depende da eficiência dos terminais portuários para escoamento e distribuição."
Com base nas regras de concordância verbal, analise as reescritas, com adaptações:

I.Estes movimentos da Santos Brasil fortalecem a importância do Sul do Brasil no mercado de logística e transporte de cargas.

II.Os terminais portuários são eficientes e garantem o escoamento e a distribuição das cargas.

III.O setor de aço, assim como os demais setores, depende da eficiência dos terminais portuários para escoamento e distribuição.

IV.O setor de aço e logística depende da eficiência dos terminais portuários para escoamento e distribuição.


Assinale a alternativa que apresenta a reescrita em que a concordância verbal está empregada a concordância verbal está empregada corretamente.
Alternativas
Q4320958 Português
Santos Brasil inaugura escritório em Caxias do Sul e amplia atuação logística no Sul do Brasil


A Santos Brasil, que possui um dos maiores terminais de contêineres da América Latina, inaugurou um escritório em Caxias do Sul (RS) a fim de facilitar o contato com embarcadores gaúchos e reforçar a importância da região para a companhia. Além do novo escritório, a empresa também opera o terminal de contêineres do Porto de Imbituba, o Tecon Imbituba (SC), localizado a cerca de 350 quilômetros da cidade gaúcha.

De acordo com a empresa, a nova representação, localizada no W Tower Mall, visa aprofundar o relacionamento com empresários da região, buscando soluções para suas demandas e superando gargalos logísticos.

Em março deste ano, o Tecon Imbituba atingiu sua maior movimentação, com 17.459 TEUs. Esse recorde histórico é resultado de investimentos voltados ao aumento da capacidade operacional, incluindo a modernização da infraestrutura e o aumento do quadro de funcionários. Entre 2024 e 2025, a Santos Brasil destinou R$ 75 milhões para aquisição de equipamentos e implantação de novos sistemas operacionais, tornando possível a oferta de três serviços marítimos semanais.

A empresa também destacou a integração do Tecon Imbituba com o Tecon Santos, que conecta as cargas movimentadas em Imbituba à rede de rotas internacionais a partir do terminal paulista, também operado pela companhia.

Além disso, ressaltou a localização estratégica do terminal, que fica entre Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS), próximo de Florianópolis, com acesso pelos modais rodoviário e ferroviário. A unidade catarinense está situada em um porto de águas profundas e abrigado, capaz de receber sem restrições os maiores navios que chegam à costa brasileira, independentemente do calado ou das condições climáticas.

Este movimento da Santos Brasil fortalece a importância do Sul do Brasil no mercado de logística e transporte de cargas, com destaque para o papel do setor de aço, que depende da eficiência dos terminais portuários para escoamento e distribuição.

Para Danilo Ramos, diretor comercial de operações portuárias da Santos Brasil, a empresa está preparada para absorver a demanda do Sul. "Acreditamos que essa aproximação trará soluções comerciais mais competitivas, fortalecendo a confiança dos embarcadores e facilitando o desenvolvimento de novos negócios a partir de Imbituba", afirma.



https://jornalportuario.com.br/noticia/2744/santos-brasil-inaugura-escrito rio-em-caxias-do-sul-e-amplia-atuacao-logistica-no

"Acreditamos que essa aproximação trará soluções comerciais mais competitivas."

Com base na análise sintática, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q4320907 Português
Assinale a alternativa em que o emprego da vírgula atende à norma-padrão e contribui para a clareza do enunciado.
Alternativas
Q4320906 Português
Leia o período abaixo:
O candidato estudou exaustivamente; _______, não conseguiu ser aprovado, _______ não dominava os tópicos de raciocínio lógico.
Assinale a alternativa cujos conectivos preenchem correta e respectivamente as lacunas, estabelecendo relações de sentido adequadas. 
Alternativas
Q4320905 Português
Assinale a alternativa em que a concordância verbal está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q4320904 Português
Leia o TEXTO e responda a questão:

A linguagem não é um espelho do mundo; é uma lente. E, como toda lente, ela pode ampliar, distorcer, clarear ou obscurecer aquilo que se propõe a mostrar. Essa metáfora ajuda a compreender por que textos que tratam do mesmo assunto podem produzir efeitos de sentido tão diversos: não se trata apenas do "o que" se diz, mas, sobretudo, do "como" se diz.

Tomemos como exemplo duas notícias hipotéticas sobre um mesmo evento: um aumento de 2% na tarifa de ônibus. O primeiro jornal estampa: "Tarifa de ônibus sofre reajuste de 2%". O segundo: "Passageiros são surpreendidos com novo aumento de 2% na tarifa". Embora o dado objetivo seja idêntico, a escolha lexical — "sofre reajuste" versus "são surpreendidos com novo aumento" — projeta enquadramentos distintos: no primeiro, o reajuste é apresentado como um fato técnico e neutro; no segundo, o passageiro é colocado como vítima de uma ação arbitrária. A diferença não está nos números, mas na construção discursiva.

Compreender esse mecanismo é essencial para o leitor crítico: significa reconhecer que todo texto é orientado por escolhas — e que escolhas revelam pontos de vista.

Fonte: Texto adaptado e reelaborado a partir dos conceitos de enquadramento discursivo discutidos em CHARAUDEAU, Patrick. Linguagem e discurso: modos de organização. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2014; e de KOCH, Ingedore V.; ELIAS, Vanda M. Ler e compreender: os sentidos do texto. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2015.
Considerando as duas manchetes, o emprego da expressão “são surpreendidos” na segunda contribui para:
Alternativas
Q4320903 Português
Leia o TEXTO e responda a questão:

A linguagem não é um espelho do mundo; é uma lente. E, como toda lente, ela pode ampliar, distorcer, clarear ou obscurecer aquilo que se propõe a mostrar. Essa metáfora ajuda a compreender por que textos que tratam do mesmo assunto podem produzir efeitos de sentido tão diversos: não se trata apenas do "o que" se diz, mas, sobretudo, do "como" se diz.

Tomemos como exemplo duas notícias hipotéticas sobre um mesmo evento: um aumento de 2% na tarifa de ônibus. O primeiro jornal estampa: "Tarifa de ônibus sofre reajuste de 2%". O segundo: "Passageiros são surpreendidos com novo aumento de 2% na tarifa". Embora o dado objetivo seja idêntico, a escolha lexical — "sofre reajuste" versus "são surpreendidos com novo aumento" — projeta enquadramentos distintos: no primeiro, o reajuste é apresentado como um fato técnico e neutro; no segundo, o passageiro é colocado como vítima de uma ação arbitrária. A diferença não está nos números, mas na construção discursiva.

Compreender esse mecanismo é essencial para o leitor crítico: significa reconhecer que todo texto é orientado por escolhas — e que escolhas revelam pontos de vista.

Fonte: Texto adaptado e reelaborado a partir dos conceitos de enquadramento discursivo discutidos em CHARAUDEAU, Patrick. Linguagem e discurso: modos de organização. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2014; e de KOCH, Ingedore V.; ELIAS, Vanda M. Ler e compreender: os sentidos do texto. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2015.
O Texto utiliza a metáfora da "lente" para explicar o funcionamento da linguagem. Assinale a alternativa que melhor analisa essa estratégia argumentativa.
Alternativas
Q4320902 Português
4-5.jpg (311×208)

Fonte: Charge criada especialmente para esta prova. Ilustração baseada no estilo gráfico de charges de vestibular e concurso público, com referência temática ao universo de QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2010.
Na frase "Se a sorte é um acaso, prefiro que ela me encontre estudando", presente na charge, a oração introduzida por "Se" estabelece, no contexto, uma relação semântica de: 
Alternativas
Q4320901 Português
4-5.jpg (311×208)

Fonte: Charge criada especialmente para esta prova. Ilustração baseada no estilo gráfico de charges de vestibular e concurso público, com referência temática ao universo de QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2010.
A charge articula linguagem verbal e não verbal para construir sua crítica. Assinale a alternativa que melhor interpreta os recursos utilizados.
Alternativas
Q4320900 Português
Leia o TEXTO 1 e responda a questão:

Há quem diga que a memória é um arquivo morto, um depósito de fotografias amareladas onde guardamos o que já não serve. Nada mais enganoso. A memória é viva, lateja, reorganiza-se a cada instante. Não somos nós que recordamos o passado; é o passado que nos recorda, que nos convoca para um diálogo incessante entre o que fomos e o que estamos por vir. O ato de lembrar é sempre um ato de criação: ao revisitar uma lembrança, inevitavelmente a recriamos, acrescentamos novos matizes, suprimimos arestas que doem. Por isso, dois irmãos que cresceram na mesma casa, sob o mesmo teto, podem narrar a infância de maneiras tão diversas que um observador externo juraria tratar-se de famílias distintas. A memória, afinal, não reproduz o real — ela o significa. 

Nesse sentido, a literatura sempre compreendeu o que a ciência demorou séculos para confirmar: a narrativa não é um ornamento da experiência, mas sua matéria-prima. Quando Proust mergulha na madeleine, não está apenas evocando um sabor; está demonstrando que o sentido da vida não está nos acontecimentos em si, mas na tessitura que criamos entre eles. Somos, antes de tudo, contadores de histórias — e a primeira história que contamos é a de quem fomos.

Fonte: Texto adaptado e reelaborado a partir das ideias de PROUST, Marcel. Em busca do tempo perdido. Trad. de Fernando Py. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2016; e de ECO, Umberto. Seis passeios pelos bosques da ficção. Trad. de Hildegard Feist. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
Sobre os mecanismos de coesão textual empregados no Texto 1, analise as afirmativas:
I. Em “Não somos nós que recordamos o passado; é o passado que nos recorda”, os pronomes “nós” e “nos” fazem referência aos mesmos participantes do discurso.
II. A expressão “Nesse sentido” retoma o raciocínio desenvolvido anteriormente e estabelece continuidade entre os parágrafos.
III. Em “a narrativa não é um ornamento da experiência, mas sua matéria-prima”, o pronome possessivo “sua” retoma o termo “experiência”.
IV. No trecho “A memória, afinal, não reproduz o real — ela o significa”, o termo “afinal” reforça e justifica a conclusão apresentada pelo autor.
Estão corretas apenas as afirmativas:
Alternativas
Q4320899 Português
Leia o TEXTO 1 e responda a questão:

Há quem diga que a memória é um arquivo morto, um depósito de fotografias amareladas onde guardamos o que já não serve. Nada mais enganoso. A memória é viva, lateja, reorganiza-se a cada instante. Não somos nós que recordamos o passado; é o passado que nos recorda, que nos convoca para um diálogo incessante entre o que fomos e o que estamos por vir. O ato de lembrar é sempre um ato de criação: ao revisitar uma lembrança, inevitavelmente a recriamos, acrescentamos novos matizes, suprimimos arestas que doem. Por isso, dois irmãos que cresceram na mesma casa, sob o mesmo teto, podem narrar a infância de maneiras tão diversas que um observador externo juraria tratar-se de famílias distintas. A memória, afinal, não reproduz o real — ela o significa. 

Nesse sentido, a literatura sempre compreendeu o que a ciência demorou séculos para confirmar: a narrativa não é um ornamento da experiência, mas sua matéria-prima. Quando Proust mergulha na madeleine, não está apenas evocando um sabor; está demonstrando que o sentido da vida não está nos acontecimentos em si, mas na tessitura que criamos entre eles. Somos, antes de tudo, contadores de histórias — e a primeira história que contamos é a de quem fomos.

Fonte: Texto adaptado e reelaborado a partir das ideias de PROUST, Marcel. Em busca do tempo perdido. Trad. de Fernando Py. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2016; e de ECO, Umberto. Seis passeios pelos bosques da ficção. Trad. de Hildegard Feist. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
No trecho "A memória é viva, lateja, reorganiza-se a cada instante", observa-se o emprego de uma sequência de verbos que produz um efeito de sentido específico. Assinale a alternativa que melhor analisa esse recurso.
Alternativas
Q4320898 Português
Leia o TEXTO 1 e responda a questão:

Há quem diga que a memória é um arquivo morto, um depósito de fotografias amareladas onde guardamos o que já não serve. Nada mais enganoso. A memória é viva, lateja, reorganiza-se a cada instante. Não somos nós que recordamos o passado; é o passado que nos recorda, que nos convoca para um diálogo incessante entre o que fomos e o que estamos por vir. O ato de lembrar é sempre um ato de criação: ao revisitar uma lembrança, inevitavelmente a recriamos, acrescentamos novos matizes, suprimimos arestas que doem. Por isso, dois irmãos que cresceram na mesma casa, sob o mesmo teto, podem narrar a infância de maneiras tão diversas que um observador externo juraria tratar-se de famílias distintas. A memória, afinal, não reproduz o real — ela o significa. 

Nesse sentido, a literatura sempre compreendeu o que a ciência demorou séculos para confirmar: a narrativa não é um ornamento da experiência, mas sua matéria-prima. Quando Proust mergulha na madeleine, não está apenas evocando um sabor; está demonstrando que o sentido da vida não está nos acontecimentos em si, mas na tessitura que criamos entre eles. Somos, antes de tudo, contadores de histórias — e a primeira história que contamos é a de quem fomos.

Fonte: Texto adaptado e reelaborado a partir das ideias de PROUST, Marcel. Em busca do tempo perdido. Trad. de Fernando Py. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2016; e de ECO, Umberto. Seis passeios pelos bosques da ficção. Trad. de Hildegard Feist. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
Considerando as estratégias argumentativas empregadas no Texto 1, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4320502 Português
Saúde mental e os limites do trabalho contemporâneo


   No último ano, transtornos mentais e comportamentais motivaram mais de meio milhão de benefícios previdenciários. Foram 546 mil, um crescimento de 15,66% em relação a 2024. Os dados do Ministério da Previdência Social, por si só, dimensionam um problema que o país já não consegue ignorar – e ajudam a compreender por que a atualização da NR-1, norma regulamentadora do Ministério do Trabalho sobre Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, chega em momento oportuno.

  Cansaço permanente, conexão sem pausa, medo de errar, metas abusivas e a sensação de que o trabalho perdeu propósito não são custos normais da eficiência. Transformadas em rotina, essas situações revelam a necessidade de repensar a própria forma de organizar o trabalho.

  Durante décadas, a proteção à saúde do trabalhador foi associada aos perigos físicos mais evidentes: máquinas, quedas, ruídos, agentes químicos e acidentes. Esses riscos seguem presentes e exigem atenção rigorosa. Mas o trabalho tornou-se mais complexo. O desgaste já não decorre apenas do esforço corporal. Nasce da pressão por desempenho, da hiperconectividade, da instabilidade, do monitoramento digital e de outros fatores contemporâneos.

  A inclusão expressa dos fatores de risco psicossociais na lógica preventiva da NR-1 deve ser compreendida nesse contexto. A ideia não é tratar todo desconforto profissional como risco ocupacional, nem reduzir a legitimidade da cobrança responsável por resultados, mas reconhecer que certas formas de organização podem afetar a saúde mental de quem trabalha.

  Produtividade, inovação, responsabilidade e cobrança legítima fazem parte da vida profissional. O trabalho envolve tarefas, objetivos e compromissos. Mas a busca por eficiência não pode transformar a organização do trabalho em um mecanismo de desgaste das pessoas que o realizam.

   Esses fatores não dizem respeito a meras sensibilidades individuais. Dizem respeito ao modo como o trabalho é distribuído, cobrado, supervisionado e sustentado ao longo do tempo. Quando sobrecarga, insegurança, assédio, avaliação algorítmica de desempenho e jornadas que se estendem por mensagens de celular passam a compor a rotina, o problema deixa de ser apenas pessoal e passa a envolver a estrutura da organização.

   A comparação com uma construção ajuda a tornar isso mais claro. Uma obra pode parecer correta no papel, mas apresenta problemas quando sua execução ignora o peso suportado, o uso contínuo, a qualidade dos materiais ou as condições reais do terreno. Nem sempre o problema aparece de uma vez; nem tudo desmorona no primeiro sinal de desgaste. Algo semelhante ocorre no trabalho: bons resultados imediatos podem esconder desgaste, perda de confiança e adoecimento entre aqueles que dão vida à organização.

  Por isso, a NR-1 reforça uma passagem importante: da reação ao dano já consumado para a prevenção das condições que podem produzi-lo. A pergunta deixa de ser apenas “quem adoeceu?” e “como compensar isso?” e passa a incluir “como o trabalho está sendo estruturado?”. Essa mudança desloca o sofrimento psíquico do campo exclusivamente particular para a responsabilidade coletiva pelas condições reais de trabalho.

   O tema interessa aos trabalhadores porque dignidade não se resume à ausência de acidente físico. Interessa às organizações, porque nenhum modelo produtivo se mantém por muito tempo sobre afastamentos, rotatividade, medo e perda de confiança. Interessa ao país, porque desenvolvimento econômico e proteção social devem caminhar juntos.

   Nenhuma norma resolve, sozinha, os desafios do trabalho contemporâneo. A NR-1 não é exceção. Seu mérito é abrir caminho para que a saúde mental seja tratada com o mesmo rigor preventivo historicamente dirigido aos riscos físicos.

   A Justiça do Trabalho, por vocação e experiência histórica, tem o preparo institucional para enfrentar os conflitos que essa nova agenda trará. Mas o ponto decisivo se dá antes, no modo como cada organização decide tratar quem dela faz parte.


(Por: Valdir Florindo. Saúde mental e os limites do trabalho contemporâneo. Folha de S. Paulo, 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/06/saude-mental. Acesso em: junho de 2026. Adaptado.)
No 6º§, o autor afirma: “Esses fatores não dizem respeito a meras sensibilidades individuais.” Considerando o contexto em que essa afirmação se insere e a estratégia argumentativa desenvolvida ao longo do texto, o emprego do vocábulo “meras” contribui para:
Alternativas
Q4320501 Português
Saúde mental e os limites do trabalho contemporâneo


   No último ano, transtornos mentais e comportamentais motivaram mais de meio milhão de benefícios previdenciários. Foram 546 mil, um crescimento de 15,66% em relação a 2024. Os dados do Ministério da Previdência Social, por si só, dimensionam um problema que o país já não consegue ignorar – e ajudam a compreender por que a atualização da NR-1, norma regulamentadora do Ministério do Trabalho sobre Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, chega em momento oportuno.

  Cansaço permanente, conexão sem pausa, medo de errar, metas abusivas e a sensação de que o trabalho perdeu propósito não são custos normais da eficiência. Transformadas em rotina, essas situações revelam a necessidade de repensar a própria forma de organizar o trabalho.

  Durante décadas, a proteção à saúde do trabalhador foi associada aos perigos físicos mais evidentes: máquinas, quedas, ruídos, agentes químicos e acidentes. Esses riscos seguem presentes e exigem atenção rigorosa. Mas o trabalho tornou-se mais complexo. O desgaste já não decorre apenas do esforço corporal. Nasce da pressão por desempenho, da hiperconectividade, da instabilidade, do monitoramento digital e de outros fatores contemporâneos.

  A inclusão expressa dos fatores de risco psicossociais na lógica preventiva da NR-1 deve ser compreendida nesse contexto. A ideia não é tratar todo desconforto profissional como risco ocupacional, nem reduzir a legitimidade da cobrança responsável por resultados, mas reconhecer que certas formas de organização podem afetar a saúde mental de quem trabalha.

  Produtividade, inovação, responsabilidade e cobrança legítima fazem parte da vida profissional. O trabalho envolve tarefas, objetivos e compromissos. Mas a busca por eficiência não pode transformar a organização do trabalho em um mecanismo de desgaste das pessoas que o realizam.

   Esses fatores não dizem respeito a meras sensibilidades individuais. Dizem respeito ao modo como o trabalho é distribuído, cobrado, supervisionado e sustentado ao longo do tempo. Quando sobrecarga, insegurança, assédio, avaliação algorítmica de desempenho e jornadas que se estendem por mensagens de celular passam a compor a rotina, o problema deixa de ser apenas pessoal e passa a envolver a estrutura da organização.

   A comparação com uma construção ajuda a tornar isso mais claro. Uma obra pode parecer correta no papel, mas apresenta problemas quando sua execução ignora o peso suportado, o uso contínuo, a qualidade dos materiais ou as condições reais do terreno. Nem sempre o problema aparece de uma vez; nem tudo desmorona no primeiro sinal de desgaste. Algo semelhante ocorre no trabalho: bons resultados imediatos podem esconder desgaste, perda de confiança e adoecimento entre aqueles que dão vida à organização.

  Por isso, a NR-1 reforça uma passagem importante: da reação ao dano já consumado para a prevenção das condições que podem produzi-lo. A pergunta deixa de ser apenas “quem adoeceu?” e “como compensar isso?” e passa a incluir “como o trabalho está sendo estruturado?”. Essa mudança desloca o sofrimento psíquico do campo exclusivamente particular para a responsabilidade coletiva pelas condições reais de trabalho.

   O tema interessa aos trabalhadores porque dignidade não se resume à ausência de acidente físico. Interessa às organizações, porque nenhum modelo produtivo se mantém por muito tempo sobre afastamentos, rotatividade, medo e perda de confiança. Interessa ao país, porque desenvolvimento econômico e proteção social devem caminhar juntos.

   Nenhuma norma resolve, sozinha, os desafios do trabalho contemporâneo. A NR-1 não é exceção. Seu mérito é abrir caminho para que a saúde mental seja tratada com o mesmo rigor preventivo historicamente dirigido aos riscos físicos.

   A Justiça do Trabalho, por vocação e experiência histórica, tem o preparo institucional para enfrentar os conflitos que essa nova agenda trará. Mas o ponto decisivo se dá antes, no modo como cada organização decide tratar quem dela faz parte.


(Por: Valdir Florindo. Saúde mental e os limites do trabalho contemporâneo. Folha de S. Paulo, 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/06/saude-mental. Acesso em: junho de 2026. Adaptado.)
No 7º§, o autor estabelece uma analogia entre uma obra civil e o trabalho contemporâneo para tornar mais clara a relação entre resultados aparentes e problemas que se desenvolvem ao longo do tempo. Considerando essa relação de correspondência, a expressão “bons resultados imediatos” equivale, na comparação construída pelo autor, a uma obra que:
Alternativas
Q4320500 Português
Saúde mental e os limites do trabalho contemporâneo


   No último ano, transtornos mentais e comportamentais motivaram mais de meio milhão de benefícios previdenciários. Foram 546 mil, um crescimento de 15,66% em relação a 2024. Os dados do Ministério da Previdência Social, por si só, dimensionam um problema que o país já não consegue ignorar – e ajudam a compreender por que a atualização da NR-1, norma regulamentadora do Ministério do Trabalho sobre Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, chega em momento oportuno.

  Cansaço permanente, conexão sem pausa, medo de errar, metas abusivas e a sensação de que o trabalho perdeu propósito não são custos normais da eficiência. Transformadas em rotina, essas situações revelam a necessidade de repensar a própria forma de organizar o trabalho.

  Durante décadas, a proteção à saúde do trabalhador foi associada aos perigos físicos mais evidentes: máquinas, quedas, ruídos, agentes químicos e acidentes. Esses riscos seguem presentes e exigem atenção rigorosa. Mas o trabalho tornou-se mais complexo. O desgaste já não decorre apenas do esforço corporal. Nasce da pressão por desempenho, da hiperconectividade, da instabilidade, do monitoramento digital e de outros fatores contemporâneos.

  A inclusão expressa dos fatores de risco psicossociais na lógica preventiva da NR-1 deve ser compreendida nesse contexto. A ideia não é tratar todo desconforto profissional como risco ocupacional, nem reduzir a legitimidade da cobrança responsável por resultados, mas reconhecer que certas formas de organização podem afetar a saúde mental de quem trabalha.

  Produtividade, inovação, responsabilidade e cobrança legítima fazem parte da vida profissional. O trabalho envolve tarefas, objetivos e compromissos. Mas a busca por eficiência não pode transformar a organização do trabalho em um mecanismo de desgaste das pessoas que o realizam.

   Esses fatores não dizem respeito a meras sensibilidades individuais. Dizem respeito ao modo como o trabalho é distribuído, cobrado, supervisionado e sustentado ao longo do tempo. Quando sobrecarga, insegurança, assédio, avaliação algorítmica de desempenho e jornadas que se estendem por mensagens de celular passam a compor a rotina, o problema deixa de ser apenas pessoal e passa a envolver a estrutura da organização.

   A comparação com uma construção ajuda a tornar isso mais claro. Uma obra pode parecer correta no papel, mas apresenta problemas quando sua execução ignora o peso suportado, o uso contínuo, a qualidade dos materiais ou as condições reais do terreno. Nem sempre o problema aparece de uma vez; nem tudo desmorona no primeiro sinal de desgaste. Algo semelhante ocorre no trabalho: bons resultados imediatos podem esconder desgaste, perda de confiança e adoecimento entre aqueles que dão vida à organização.

  Por isso, a NR-1 reforça uma passagem importante: da reação ao dano já consumado para a prevenção das condições que podem produzi-lo. A pergunta deixa de ser apenas “quem adoeceu?” e “como compensar isso?” e passa a incluir “como o trabalho está sendo estruturado?”. Essa mudança desloca o sofrimento psíquico do campo exclusivamente particular para a responsabilidade coletiva pelas condições reais de trabalho.

   O tema interessa aos trabalhadores porque dignidade não se resume à ausência de acidente físico. Interessa às organizações, porque nenhum modelo produtivo se mantém por muito tempo sobre afastamentos, rotatividade, medo e perda de confiança. Interessa ao país, porque desenvolvimento econômico e proteção social devem caminhar juntos.

   Nenhuma norma resolve, sozinha, os desafios do trabalho contemporâneo. A NR-1 não é exceção. Seu mérito é abrir caminho para que a saúde mental seja tratada com o mesmo rigor preventivo historicamente dirigido aos riscos físicos.

   A Justiça do Trabalho, por vocação e experiência histórica, tem o preparo institucional para enfrentar os conflitos que essa nova agenda trará. Mas o ponto decisivo se dá antes, no modo como cada organização decide tratar quem dela faz parte.


(Por: Valdir Florindo. Saúde mental e os limites do trabalho contemporâneo. Folha de S. Paulo, 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/06/saude-mental. Acesso em: junho de 2026. Adaptado.)
Com base na leitura global do texto e na articulação dos argumentos desenvolvidos pelo autor, infere-se corretamente que a efetividade da atualização da NR-1 pressupõe, sobretudo:
Alternativas
Q4320499 Português
Saúde mental e os limites do trabalho contemporâneo


   No último ano, transtornos mentais e comportamentais motivaram mais de meio milhão de benefícios previdenciários. Foram 546 mil, um crescimento de 15,66% em relação a 2024. Os dados do Ministério da Previdência Social, por si só, dimensionam um problema que o país já não consegue ignorar – e ajudam a compreender por que a atualização da NR-1, norma regulamentadora do Ministério do Trabalho sobre Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, chega em momento oportuno.

  Cansaço permanente, conexão sem pausa, medo de errar, metas abusivas e a sensação de que o trabalho perdeu propósito não são custos normais da eficiência. Transformadas em rotina, essas situações revelam a necessidade de repensar a própria forma de organizar o trabalho.

  Durante décadas, a proteção à saúde do trabalhador foi associada aos perigos físicos mais evidentes: máquinas, quedas, ruídos, agentes químicos e acidentes. Esses riscos seguem presentes e exigem atenção rigorosa. Mas o trabalho tornou-se mais complexo. O desgaste já não decorre apenas do esforço corporal. Nasce da pressão por desempenho, da hiperconectividade, da instabilidade, do monitoramento digital e de outros fatores contemporâneos.

  A inclusão expressa dos fatores de risco psicossociais na lógica preventiva da NR-1 deve ser compreendida nesse contexto. A ideia não é tratar todo desconforto profissional como risco ocupacional, nem reduzir a legitimidade da cobrança responsável por resultados, mas reconhecer que certas formas de organização podem afetar a saúde mental de quem trabalha.

  Produtividade, inovação, responsabilidade e cobrança legítima fazem parte da vida profissional. O trabalho envolve tarefas, objetivos e compromissos. Mas a busca por eficiência não pode transformar a organização do trabalho em um mecanismo de desgaste das pessoas que o realizam.

   Esses fatores não dizem respeito a meras sensibilidades individuais. Dizem respeito ao modo como o trabalho é distribuído, cobrado, supervisionado e sustentado ao longo do tempo. Quando sobrecarga, insegurança, assédio, avaliação algorítmica de desempenho e jornadas que se estendem por mensagens de celular passam a compor a rotina, o problema deixa de ser apenas pessoal e passa a envolver a estrutura da organização.

   A comparação com uma construção ajuda a tornar isso mais claro. Uma obra pode parecer correta no papel, mas apresenta problemas quando sua execução ignora o peso suportado, o uso contínuo, a qualidade dos materiais ou as condições reais do terreno. Nem sempre o problema aparece de uma vez; nem tudo desmorona no primeiro sinal de desgaste. Algo semelhante ocorre no trabalho: bons resultados imediatos podem esconder desgaste, perda de confiança e adoecimento entre aqueles que dão vida à organização.

  Por isso, a NR-1 reforça uma passagem importante: da reação ao dano já consumado para a prevenção das condições que podem produzi-lo. A pergunta deixa de ser apenas “quem adoeceu?” e “como compensar isso?” e passa a incluir “como o trabalho está sendo estruturado?”. Essa mudança desloca o sofrimento psíquico do campo exclusivamente particular para a responsabilidade coletiva pelas condições reais de trabalho.

   O tema interessa aos trabalhadores porque dignidade não se resume à ausência de acidente físico. Interessa às organizações, porque nenhum modelo produtivo se mantém por muito tempo sobre afastamentos, rotatividade, medo e perda de confiança. Interessa ao país, porque desenvolvimento econômico e proteção social devem caminhar juntos.

   Nenhuma norma resolve, sozinha, os desafios do trabalho contemporâneo. A NR-1 não é exceção. Seu mérito é abrir caminho para que a saúde mental seja tratada com o mesmo rigor preventivo historicamente dirigido aos riscos físicos.

   A Justiça do Trabalho, por vocação e experiência histórica, tem o preparo institucional para enfrentar os conflitos que essa nova agenda trará. Mas o ponto decisivo se dá antes, no modo como cada organização decide tratar quem dela faz parte.


(Por: Valdir Florindo. Saúde mental e os limites do trabalho contemporâneo. Folha de S. Paulo, 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/06/saude-mental. Acesso em: junho de 2026. Adaptado.)
Considere o seguinte trecho hipotético, formulado a partir do 11º§ do texto:

“A Justiça do Trabalho manifestou-se favoravelmente ___ sua intervenção nos conflitos organizacionais, demonstrando apoio total ___ essa nova agenda preventiva.”
Tendo em vista a regência dos termos, a possibilidade de emprego do artigo feminino e as regras de ocorrência do sinal indicativo de crase, analise as afirmativas a seguir.

I. No primeiro espaço, o emprego do sinal indicativo de crase é facultativo, pois o advérbio “favoravelmente” rege a preposição “a”, e o pronome possessivo “sua” admite, na norma-padrão, a presença facultativa do artigo feminino.
II. No segundo espaço, emprega-se apenas a preposição “a”, pois o pronome demonstrativo “essa” ocorre sem artigo feminino, o que impede a formação da crase.
III. No primeiro espaço, a ausência do sinal indicativo de crase decorre da inexistência de artigo feminino diante do pronome possessivo “sua”, circunstância prevista como regra para esse contexto.
IV. O emprego ou a ausência do sinal indicativo de crase no primeiro espaço depende da possibilidade de ocorrência do artigo feminino diante do pronome possessivo, desde que seja mantida a regência exigida pelo termo antecedente.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q4320498 Português
Saúde mental e os limites do trabalho contemporâneo


   No último ano, transtornos mentais e comportamentais motivaram mais de meio milhão de benefícios previdenciários. Foram 546 mil, um crescimento de 15,66% em relação a 2024. Os dados do Ministério da Previdência Social, por si só, dimensionam um problema que o país já não consegue ignorar – e ajudam a compreender por que a atualização da NR-1, norma regulamentadora do Ministério do Trabalho sobre Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, chega em momento oportuno.

  Cansaço permanente, conexão sem pausa, medo de errar, metas abusivas e a sensação de que o trabalho perdeu propósito não são custos normais da eficiência. Transformadas em rotina, essas situações revelam a necessidade de repensar a própria forma de organizar o trabalho.

  Durante décadas, a proteção à saúde do trabalhador foi associada aos perigos físicos mais evidentes: máquinas, quedas, ruídos, agentes químicos e acidentes. Esses riscos seguem presentes e exigem atenção rigorosa. Mas o trabalho tornou-se mais complexo. O desgaste já não decorre apenas do esforço corporal. Nasce da pressão por desempenho, da hiperconectividade, da instabilidade, do monitoramento digital e de outros fatores contemporâneos.

  A inclusão expressa dos fatores de risco psicossociais na lógica preventiva da NR-1 deve ser compreendida nesse contexto. A ideia não é tratar todo desconforto profissional como risco ocupacional, nem reduzir a legitimidade da cobrança responsável por resultados, mas reconhecer que certas formas de organização podem afetar a saúde mental de quem trabalha.

  Produtividade, inovação, responsabilidade e cobrança legítima fazem parte da vida profissional. O trabalho envolve tarefas, objetivos e compromissos. Mas a busca por eficiência não pode transformar a organização do trabalho em um mecanismo de desgaste das pessoas que o realizam.

   Esses fatores não dizem respeito a meras sensibilidades individuais. Dizem respeito ao modo como o trabalho é distribuído, cobrado, supervisionado e sustentado ao longo do tempo. Quando sobrecarga, insegurança, assédio, avaliação algorítmica de desempenho e jornadas que se estendem por mensagens de celular passam a compor a rotina, o problema deixa de ser apenas pessoal e passa a envolver a estrutura da organização.

   A comparação com uma construção ajuda a tornar isso mais claro. Uma obra pode parecer correta no papel, mas apresenta problemas quando sua execução ignora o peso suportado, o uso contínuo, a qualidade dos materiais ou as condições reais do terreno. Nem sempre o problema aparece de uma vez; nem tudo desmorona no primeiro sinal de desgaste. Algo semelhante ocorre no trabalho: bons resultados imediatos podem esconder desgaste, perda de confiança e adoecimento entre aqueles que dão vida à organização.

  Por isso, a NR-1 reforça uma passagem importante: da reação ao dano já consumado para a prevenção das condições que podem produzi-lo. A pergunta deixa de ser apenas “quem adoeceu?” e “como compensar isso?” e passa a incluir “como o trabalho está sendo estruturado?”. Essa mudança desloca o sofrimento psíquico do campo exclusivamente particular para a responsabilidade coletiva pelas condições reais de trabalho.

   O tema interessa aos trabalhadores porque dignidade não se resume à ausência de acidente físico. Interessa às organizações, porque nenhum modelo produtivo se mantém por muito tempo sobre afastamentos, rotatividade, medo e perda de confiança. Interessa ao país, porque desenvolvimento econômico e proteção social devem caminhar juntos.

   Nenhuma norma resolve, sozinha, os desafios do trabalho contemporâneo. A NR-1 não é exceção. Seu mérito é abrir caminho para que a saúde mental seja tratada com o mesmo rigor preventivo historicamente dirigido aos riscos físicos.

   A Justiça do Trabalho, por vocação e experiência histórica, tem o preparo institucional para enfrentar os conflitos que essa nova agenda trará. Mas o ponto decisivo se dá antes, no modo como cada organização decide tratar quem dela faz parte.


(Por: Valdir Florindo. Saúde mental e os limites do trabalho contemporâneo. Folha de S. Paulo, 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/06/saude-mental. Acesso em: junho de 2026. Adaptado.)
No 7º§, o autor emprega a seguinte construção: “Algo semelhante ocorre no trabalho: bons resultados imediatos podem esconder desgaste, perda de confiança e adoecimento entre aqueles que dão vida à organização.” Considere a substituição dos dois-pontos por uma vírgula e a inserção de outra vírgula após o vocábulo “imediatos”, resultando na seguinte redação: “Algo semelhante ocorre no trabalho, bons resultados imediatos, podem esconder desgaste, perda de confiança e adoecimento entre aqueles que dão vida à organização.” À luz da norma-padrão da Língua Portuguesa e da organização sintática do período, é correto afirmar que a alteração proposta:
Alternativas
Respostas
3381: D
3382: C
3383: A
3384: A
3385: C
3386: C
3387: A
3388: E
3389: C
3390: B
3391: A
3392: E
3393: E
3394: C
3395: D
3396: C
3397: C
3398: B
3399: C
3400: D