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Q4383269 Português
A palavra separada em sílabas de forma CORRETA é:
Alternativas
Q4383268 Português

Utilize o texto a seguir para responder a questão.


Papagaios é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Papagaios está localizada há 151 km da capital do estado de Minas Gerais, Belo Horizonte. 

Escolha e marque com X a palavra que está no plural:
Alternativas
Q4383267 Português

Utilize o texto a seguir para responder a questão.


Papagaios é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Papagaios está localizada há 151 km da capital do estado de Minas Gerais, Belo Horizonte. 

Observe as palavras retiradas do texto: Papagaios, Minas Gerais e Belo Horizonte. São escritas com letras maiúsculas porque são: 
Alternativas
Q4383266 Português

Observe as palavras do quadro e responda a questão.


Escolha e marque com X a palavra que contém o maior número de letras:
Alternativas
Q4383265 Português

Observe as palavras do quadro e responda a questão.


Todas as palavras abaixo são verbos, EXCETO:
Alternativas
Q4383264 Português

Observe as palavras do quadro e responda a questão.


Se tivéssemos que colocar as palavras em ordem alfabética, a ordem CORRETA seria:
Alternativas
Q4383251 Português
Dadas as orações a seguir, assinale aquela em que a concordância NÃO condiz com a norma culta da língua. 
Alternativas
Q4383250 Português

Leia a anedota a seguir para responder a questão.


Um pai disse ao filho:


— Se você tirar nota baixa na prova de amanhã, me esqueça!  


No dia seguinte quando ele voltou da escola o pai perguntou:


— E aí, como foi na prova?


O filho responde: 


—  Quem é você?

De acordo com a resposta do filho, infere-se que: 
Alternativas
Q4383249 Português

Leia a anedota a seguir para responder a questão.


Um pai disse ao filho:


— Se você tirar nota baixa na prova de amanhã, me esqueça!  


No dia seguinte quando ele voltou da escola o pai perguntou:


— E aí, como foi na prova?


O filho responde: 


—  Quem é você?

“Se você tirar nota baixa na prova de amanhã [...]” Essa oração estabelece em relação à posterior uma:
Alternativas
Q4383247 Português
O emprego da vírgula está INADEQUADO em:
Alternativas
Q4383246 Português
Todas as palavras destacadas nos trechos abaixo são paroxítonas, EXCETO:
Alternativas
Q4383245 Português
Em relação à acentuação gráfica, todas as palavras proparoxítonas devem receber acento.
Observa-se essa regra em: 
Alternativas
Q4383243 Português
A palavra destacada está como adjetivo em: 
Alternativas
Q4383242 Português
O emprego da crase está INDEVIDO em: 
Alternativas
Q4383240 Português
Há verbos derivados de outras palavras que são formados pelo acréscimo de “isar” ou “izar”. Assinale a alternativa em que a ortografia está INADEQUADA. 
Alternativas
Q4383239 Português
Assinale a alternativa em que a palavra “você” esteja exercendo função de sujeito. 
Alternativas
Q4383238 Português

Medo da Eternidade


    Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.  


    Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. 


    Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou: 


    — Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira. 


    — Como não acaba? — Parei um instante na rua, perplexa. 


    — Não acaba nunca, e pronto. 


    Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta. 


    Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca. 


    — E agora que é que eu faço? — Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.


    — Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.


    Perder a eternidade? Nunca.


    O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola. 


    — Acabou-se o docinho. E agora?


    — Agora mastigue para sempre.


    Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito. 


    Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.


    Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.


    — Olha só o que me aconteceu! — Disse eu em fingidos espanto e tristeza. — Agora não posso mastigar mais! A bala acabou! 


    — Já lhe disse —  repetiu minha irmã —  que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.


    Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso. 


    Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.


Clarice Lispector  

“E aí mastiga a vida inteira.” Em relação ao termo destacado é CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q4383237 Português

Medo da Eternidade


    Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.  


    Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. 


    Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou: 


    — Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira. 


    — Como não acaba? — Parei um instante na rua, perplexa. 


    — Não acaba nunca, e pronto. 


    Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta. 


    Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca. 


    — E agora que é que eu faço? — Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.


    — Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.


    Perder a eternidade? Nunca.


    O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola. 


    — Acabou-se o docinho. E agora?


    — Agora mastigue para sempre.


    Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito. 


    Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.


    Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.


    — Olha só o que me aconteceu! — Disse eu em fingidos espanto e tristeza. — Agora não posso mastigar mais! A bala acabou! 


    — Já lhe disse —  repetiu minha irmã —  que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.


    Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso. 


    Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.


Clarice Lispector  

Observe este trecho:


“Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso. Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.” 


Que relação se estabelece entre esses sentimentos expressos pela narradora nesse trecho?

Alternativas
Q4383236 Português

Medo da Eternidade


    Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.  


    Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. 


    Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou: 


    — Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira. 


    — Como não acaba? — Parei um instante na rua, perplexa. 


    — Não acaba nunca, e pronto. 


    Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta. 


    Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca. 


    — E agora que é que eu faço? — Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.


    — Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.


    Perder a eternidade? Nunca.


    O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola. 


    — Acabou-se o docinho. E agora?


    — Agora mastigue para sempre.


    Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito. 


    Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.


    Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.


    — Olha só o que me aconteceu! — Disse eu em fingidos espanto e tristeza. — Agora não posso mastigar mais! A bala acabou! 


    — Já lhe disse —  repetiu minha irmã —  que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.


    Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso. 


    Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.


Clarice Lispector  

“Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.” A conjunção destacada PODE ser substituída por outra SEM alteração de sentido por: 
Alternativas
Q4383235 Português

Medo da Eternidade


    Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.  


    Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas. 


    Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou: 


    — Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira. 


    — Como não acaba? — Parei um instante na rua, perplexa. 


    — Não acaba nunca, e pronto. 


    Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta. 


    Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca. 


    — E agora que é que eu faço? — Perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.


    — Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.


    Perder a eternidade? Nunca.


    O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola. 


    — Acabou-se o docinho. E agora?


    — Agora mastigue para sempre.


    Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito. 


    Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.


    Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.


    — Olha só o que me aconteceu! — Disse eu em fingidos espanto e tristeza. — Agora não posso mastigar mais! A bala acabou! 


    — Já lhe disse —  repetiu minha irmã —  que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.


    Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso. 


    Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.


Clarice Lispector  

Na crônica, a narradora vive um momento de “revelação”: uma experiência banal acaba conduzindo-a à percepção de algo profundo, existencial. Ela deixa subentendido que: 
Alternativas
Respostas
221: B
222: D
223: C
224: A
225: C
226: B
227: C
228: A
229: B
230: A
231: C
232: A
233: B
234: D
235: D
236: A
237: D
238: A
239: C
240: B