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Q4336909 Português
Os livros que passaram décadas encalhados e agora têm um misterioso comprador: a inteligência artificial



Algo misterioso vem acontecendo no mundo dos livros usados. Nos últimos meses, livreiros independentes têm observado um padrão estranho de compras, que resulta no envio de grandes quantidades de seus romances para armazéns distantes.

Em uma semana típica, Stuart Manley, da livraria Barter Books, em Northumberland, um condado no norte da Inglaterra, costumava vender entre dois e três mil livros. Mas um único pedido feito recentemente, por uma empresa canadense, igualou o volume que ele esperaria movimentar em sete dias.

Ele afirma que "nunca viu nada parecido em 30 anos no ramo de livros usados".

Manley não é o único. Livreiros de todo o mundo têm relatado megapedidos igualmente incomuns. Eles não sabem ao certo qual é o destino final de seus livros.

Mas a suspeita é que eles não estejam sendo comprados por leitores ávidos no exterior, e sim por algo mais com um apetite voraz por novas informações: a inteligência artificial (IA).

A ideia de que o aumento nas vendas de livros usados está sendo impulsionado pelo crescimento explosivo da IA remonta a uma decisão judicial nos Estados Unidos.

Em 2025, um juiz decidiu que o uso de livros adquiridos dessa maneira para treinar softwares de IA não constituía violação da lei de direitos autorais americana. A decisão foi resultado de um processo movido contra a empresa de IA Anthropic por três autores.

Em sua sentença, o juiz William Alsup afirmou que o uso dos livros dos autores pela Anthropic era "extremamente transformador" e, portanto, permitido pela legislação americana.

Quando os documentos judiciais foram tornados públicos no mês passado, revelou-se também que livros estavam sendo destruídos durante o processo de treinamento do chatbot de IA da Anthropic, o Claude.

"O Claude é treinado com uma combinação de dados da web disponíveis publicamente, conjuntos de dados adquiridos comercialmente e dados que nós mesmos geramos", disse um porta-voz.

Eles ressaltaram que a obtenção de livros para treinamento é uma prática amplamente utilizada em toda a indústria de IA. "Nenhum de nossos programas de aquisição de dados compra e destrói livros raros ou de antiquário", acrescentaram.

Ainda assim, a ideia de que livros estão sendo transformados em polpa de papel causa inquietação.

David Tobin, que administra a livraria Walden Books, no norte de Londres, também tem registrado vendas incomuns. "De certa forma, é muito bom vender alguns desses títulos que não eram comercializados há muitos anos, mas seria triste se eles acabassem sendo destruídos", diz ele.

Documentos judiciais relacionados ao caso da Anthropic revelaram que o projeto de ingestão de livros antigos era referido em comunicações internas da empresa como "Projeto Panamá".

Os documentos indicavam que o objetivo da empresa era "digitalizar de forma destrutiva todos os livros do mundo".

A digitalização destrutiva é o processo de enviar livros para locais onde possam ser digitalizados em escala industrial.

Isso inclui remover a lombada do livro para que todas as páginas possam ser digitalizadas rapidamente, e os restos, reciclados.

"Há muito mistério em torno do Projeto Panamá", diz Manley, da livraria Barter Books. "O nome é novidade para mim, mas a realidade do projeto não é. Ele tem sido objeto de muita discussão nos fóruns de livreiros."

Ele não sabe que seus livros estão sendo comprados para esse ou para projetos semelhantes de outras empresas de IA. Mas diz que também é difícil rastrear as vendas, que parecem aleatórias e "sem qualquer lógica aparente".

Elas variaram de textos obscuros em latim a romances de faroeste.

Especialistas afirmam que a diversidade de temas também aponta para a IA, uma vez que textos incomuns e raros poderiam fornecer material novo para aprimorar o treinamento de grandes modelos de linguagem, a tecnologia que sustenta ferramentas de IA generativa, como os chatbots.

A professora Emily Hudson, especialista em propriedade intelectual da Universidade de Oxford, afirma que as leis de direitos autorais no Reino Unido diferem das dos EUA.

"O ponto de partida no Reino Unido é que todos esses atos de cópia, criar a biblioteca de treinamento e realizar o treinamento, exigem a permissão do titular dos direitos autorais", diz ela.


OS LIVROS que passaram décadas encalhados e agora têm um misterioso comprador — a inteligência artificial [fragmento]. BBC News Brasil, [S. l.], ago. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn9nnd20pv8o. Acesso em: 22 ago. 2026.
Com base no texto "Os livros que passaram décadas encalhados e agora têm um misterioso comprador: a inteligência artificial", analise as afirmativas a seguir.

I.Infere-se do texto que a fundamentação jurídica adotada pelo juiz William Alsup para autorizar o uso dos livros no treinamento de IA está relacionada ao conceito de transformação do material original, e não à forma como os exemplares físicos foram posteriormente processados.

II.Infere-se do texto que o volume incomum de pedidos observado por livreiros como Stuart Manley e David Tobin gera, ao mesmo tempo, um benefício comercial e uma preocupação de ordem ética quanto ao destino final dos livros.

III.Infere-se do texto que a Anthropic reconheceu a aquisição de livros para o treinamento de seus sistemas de inteligência artificial, mas negou que seus programas de obtenção de dados incluam a compra e a destruição de exemplares raros ou de antiquário

IV.Infere-se do texto que a decisão judicial favorável à Anthropic encerrou as controvérsias relacionadas à aquisição e ao uso de livros para treinamento de sistemas de inteligência artificial, afastando possíveis questionamentos futuros sobre direitos autorais.


É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4336908 Português
Os livros que passaram décadas encalhados e agora têm um misterioso comprador: a inteligência artificial



Algo misterioso vem acontecendo no mundo dos livros usados. Nos últimos meses, livreiros independentes têm observado um padrão estranho de compras, que resulta no envio de grandes quantidades de seus romances para armazéns distantes.

Em uma semana típica, Stuart Manley, da livraria Barter Books, em Northumberland, um condado no norte da Inglaterra, costumava vender entre dois e três mil livros. Mas um único pedido feito recentemente, por uma empresa canadense, igualou o volume que ele esperaria movimentar em sete dias.

Ele afirma que "nunca viu nada parecido em 30 anos no ramo de livros usados".

Manley não é o único. Livreiros de todo o mundo têm relatado megapedidos igualmente incomuns. Eles não sabem ao certo qual é o destino final de seus livros.

Mas a suspeita é que eles não estejam sendo comprados por leitores ávidos no exterior, e sim por algo mais com um apetite voraz por novas informações: a inteligência artificial (IA).

A ideia de que o aumento nas vendas de livros usados está sendo impulsionado pelo crescimento explosivo da IA remonta a uma decisão judicial nos Estados Unidos.

Em 2025, um juiz decidiu que o uso de livros adquiridos dessa maneira para treinar softwares de IA não constituía violação da lei de direitos autorais americana. A decisão foi resultado de um processo movido contra a empresa de IA Anthropic por três autores.

Em sua sentença, o juiz William Alsup afirmou que o uso dos livros dos autores pela Anthropic era "extremamente transformador" e, portanto, permitido pela legislação americana.

Quando os documentos judiciais foram tornados públicos no mês passado, revelou-se também que livros estavam sendo destruídos durante o processo de treinamento do chatbot de IA da Anthropic, o Claude.

"O Claude é treinado com uma combinação de dados da web disponíveis publicamente, conjuntos de dados adquiridos comercialmente e dados que nós mesmos geramos", disse um porta-voz.

Eles ressaltaram que a obtenção de livros para treinamento é uma prática amplamente utilizada em toda a indústria de IA. "Nenhum de nossos programas de aquisição de dados compra e destrói livros raros ou de antiquário", acrescentaram.

Ainda assim, a ideia de que livros estão sendo transformados em polpa de papel causa inquietação.

David Tobin, que administra a livraria Walden Books, no norte de Londres, também tem registrado vendas incomuns. "De certa forma, é muito bom vender alguns desses títulos que não eram comercializados há muitos anos, mas seria triste se eles acabassem sendo destruídos", diz ele.

Documentos judiciais relacionados ao caso da Anthropic revelaram que o projeto de ingestão de livros antigos era referido em comunicações internas da empresa como "Projeto Panamá".

Os documentos indicavam que o objetivo da empresa era "digitalizar de forma destrutiva todos os livros do mundo".

A digitalização destrutiva é o processo de enviar livros para locais onde possam ser digitalizados em escala industrial.

Isso inclui remover a lombada do livro para que todas as páginas possam ser digitalizadas rapidamente, e os restos, reciclados.

"Há muito mistério em torno do Projeto Panamá", diz Manley, da livraria Barter Books. "O nome é novidade para mim, mas a realidade do projeto não é. Ele tem sido objeto de muita discussão nos fóruns de livreiros."

Ele não sabe que seus livros estão sendo comprados para esse ou para projetos semelhantes de outras empresas de IA. Mas diz que também é difícil rastrear as vendas, que parecem aleatórias e "sem qualquer lógica aparente".

Elas variaram de textos obscuros em latim a romances de faroeste.

Especialistas afirmam que a diversidade de temas também aponta para a IA, uma vez que textos incomuns e raros poderiam fornecer material novo para aprimorar o treinamento de grandes modelos de linguagem, a tecnologia que sustenta ferramentas de IA generativa, como os chatbots.

A professora Emily Hudson, especialista em propriedade intelectual da Universidade de Oxford, afirma que as leis de direitos autorais no Reino Unido diferem das dos EUA.

"O ponto de partida no Reino Unido é que todos esses atos de cópia, criar a biblioteca de treinamento e realizar o treinamento, exigem a permissão do titular dos direitos autorais", diz ela.


OS LIVROS que passaram décadas encalhados e agora têm um misterioso comprador — a inteligência artificial [fragmento]. BBC News Brasil, [S. l.], ago. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn9nnd20pv8o. Acesso em: 22 ago. 2026.
Analise as frases a seguir, formuladas a partir de situações hipotéticas relacionadas ao texto, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.

I.Stuart Manley ficou face a face com um comprador de livros.
II.Representantes de empresas de IA foram à bibliotecas e sebos em busca de acervos raros para treinar seus modelos de linguagem.
III.O documentário estreiou às 20h em um canal de streaming.
IV.Entreguei os livros as empresas que fizeram os pedidos, sem saber exatamente qual seria o destino final deles.


Assinale a alternativa que apresenta os itens CORRETOS quanto à norma-padrão.
Alternativas
Q4336907 Português
Os livros que passaram décadas encalhados e agora têm um misterioso comprador: a inteligência artificial



Algo misterioso vem acontecendo no mundo dos livros usados. Nos últimos meses, livreiros independentes têm observado um padrão estranho de compras, que resulta no envio de grandes quantidades de seus romances para armazéns distantes.

Em uma semana típica, Stuart Manley, da livraria Barter Books, em Northumberland, um condado no norte da Inglaterra, costumava vender entre dois e três mil livros. Mas um único pedido feito recentemente, por uma empresa canadense, igualou o volume que ele esperaria movimentar em sete dias.

Ele afirma que "nunca viu nada parecido em 30 anos no ramo de livros usados".

Manley não é o único. Livreiros de todo o mundo têm relatado megapedidos igualmente incomuns. Eles não sabem ao certo qual é o destino final de seus livros.

Mas a suspeita é que eles não estejam sendo comprados por leitores ávidos no exterior, e sim por algo mais com um apetite voraz por novas informações: a inteligência artificial (IA).

A ideia de que o aumento nas vendas de livros usados está sendo impulsionado pelo crescimento explosivo da IA remonta a uma decisão judicial nos Estados Unidos.

Em 2025, um juiz decidiu que o uso de livros adquiridos dessa maneira para treinar softwares de IA não constituía violação da lei de direitos autorais americana. A decisão foi resultado de um processo movido contra a empresa de IA Anthropic por três autores.

Em sua sentença, o juiz William Alsup afirmou que o uso dos livros dos autores pela Anthropic era "extremamente transformador" e, portanto, permitido pela legislação americana.

Quando os documentos judiciais foram tornados públicos no mês passado, revelou-se também que livros estavam sendo destruídos durante o processo de treinamento do chatbot de IA da Anthropic, o Claude.

"O Claude é treinado com uma combinação de dados da web disponíveis publicamente, conjuntos de dados adquiridos comercialmente e dados que nós mesmos geramos", disse um porta-voz.

Eles ressaltaram que a obtenção de livros para treinamento é uma prática amplamente utilizada em toda a indústria de IA. "Nenhum de nossos programas de aquisição de dados compra e destrói livros raros ou de antiquário", acrescentaram.

Ainda assim, a ideia de que livros estão sendo transformados em polpa de papel causa inquietação.

David Tobin, que administra a livraria Walden Books, no norte de Londres, também tem registrado vendas incomuns. "De certa forma, é muito bom vender alguns desses títulos que não eram comercializados há muitos anos, mas seria triste se eles acabassem sendo destruídos", diz ele.

Documentos judiciais relacionados ao caso da Anthropic revelaram que o projeto de ingestão de livros antigos era referido em comunicações internas da empresa como "Projeto Panamá".

Os documentos indicavam que o objetivo da empresa era "digitalizar de forma destrutiva todos os livros do mundo".

A digitalização destrutiva é o processo de enviar livros para locais onde possam ser digitalizados em escala industrial.

Isso inclui remover a lombada do livro para que todas as páginas possam ser digitalizadas rapidamente, e os restos, reciclados.

"Há muito mistério em torno do Projeto Panamá", diz Manley, da livraria Barter Books. "O nome é novidade para mim, mas a realidade do projeto não é. Ele tem sido objeto de muita discussão nos fóruns de livreiros."

Ele não sabe que seus livros estão sendo comprados para esse ou para projetos semelhantes de outras empresas de IA. Mas diz que também é difícil rastrear as vendas, que parecem aleatórias e "sem qualquer lógica aparente".

Elas variaram de textos obscuros em latim a romances de faroeste.

Especialistas afirmam que a diversidade de temas também aponta para a IA, uma vez que textos incomuns e raros poderiam fornecer material novo para aprimorar o treinamento de grandes modelos de linguagem, a tecnologia que sustenta ferramentas de IA generativa, como os chatbots.

A professora Emily Hudson, especialista em propriedade intelectual da Universidade de Oxford, afirma que as leis de direitos autorais no Reino Unido diferem das dos EUA.

"O ponto de partida no Reino Unido é que todos esses atos de cópia, criar a biblioteca de treinamento e realizar o treinamento, exigem a permissão do titular dos direitos autorais", diz ela.


OS LIVROS que passaram décadas encalhados e agora têm um misterioso comprador — a inteligência artificial [fragmento]. BBC News Brasil, [S. l.], ago. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn9nnd20pv8o. Acesso em: 22 ago. 2026.
"Os documentos indicavam que o objetivo da empresa era 'digitalizar de forma destrutiva todos os livros do mundo'. A digitalização destrutiva é o processo de enviar livros para locais onde possam ser digitalizados em escala industrial. Isso inclui remover a lombada do livro para que todas as páginas possam ser digitalizadas rapidamente, e os restos, reciclados."
Assinale a alternativa CORRETA quanto ao emprego do pronome 'isso' no trecho.
Alternativas
Q4336906 Português
Os livros que passaram décadas encalhados e agora têm um misterioso comprador: a inteligência artificial



Algo misterioso vem acontecendo no mundo dos livros usados. Nos últimos meses, livreiros independentes têm observado um padrão estranho de compras, que resulta no envio de grandes quantidades de seus romances para armazéns distantes.

Em uma semana típica, Stuart Manley, da livraria Barter Books, em Northumberland, um condado no norte da Inglaterra, costumava vender entre dois e três mil livros. Mas um único pedido feito recentemente, por uma empresa canadense, igualou o volume que ele esperaria movimentar em sete dias.

Ele afirma que "nunca viu nada parecido em 30 anos no ramo de livros usados".

Manley não é o único. Livreiros de todo o mundo têm relatado megapedidos igualmente incomuns. Eles não sabem ao certo qual é o destino final de seus livros.

Mas a suspeita é que eles não estejam sendo comprados por leitores ávidos no exterior, e sim por algo mais com um apetite voraz por novas informações: a inteligência artificial (IA).

A ideia de que o aumento nas vendas de livros usados está sendo impulsionado pelo crescimento explosivo da IA remonta a uma decisão judicial nos Estados Unidos.

Em 2025, um juiz decidiu que o uso de livros adquiridos dessa maneira para treinar softwares de IA não constituía violação da lei de direitos autorais americana. A decisão foi resultado de um processo movido contra a empresa de IA Anthropic por três autores.

Em sua sentença, o juiz William Alsup afirmou que o uso dos livros dos autores pela Anthropic era "extremamente transformador" e, portanto, permitido pela legislação americana.

Quando os documentos judiciais foram tornados públicos no mês passado, revelou-se também que livros estavam sendo destruídos durante o processo de treinamento do chatbot de IA da Anthropic, o Claude.

"O Claude é treinado com uma combinação de dados da web disponíveis publicamente, conjuntos de dados adquiridos comercialmente e dados que nós mesmos geramos", disse um porta-voz.

Eles ressaltaram que a obtenção de livros para treinamento é uma prática amplamente utilizada em toda a indústria de IA. "Nenhum de nossos programas de aquisição de dados compra e destrói livros raros ou de antiquário", acrescentaram.

Ainda assim, a ideia de que livros estão sendo transformados em polpa de papel causa inquietação.

David Tobin, que administra a livraria Walden Books, no norte de Londres, também tem registrado vendas incomuns. "De certa forma, é muito bom vender alguns desses títulos que não eram comercializados há muitos anos, mas seria triste se eles acabassem sendo destruídos", diz ele.

Documentos judiciais relacionados ao caso da Anthropic revelaram que o projeto de ingestão de livros antigos era referido em comunicações internas da empresa como "Projeto Panamá".

Os documentos indicavam que o objetivo da empresa era "digitalizar de forma destrutiva todos os livros do mundo".

A digitalização destrutiva é o processo de enviar livros para locais onde possam ser digitalizados em escala industrial.

Isso inclui remover a lombada do livro para que todas as páginas possam ser digitalizadas rapidamente, e os restos, reciclados.

"Há muito mistério em torno do Projeto Panamá", diz Manley, da livraria Barter Books. "O nome é novidade para mim, mas a realidade do projeto não é. Ele tem sido objeto de muita discussão nos fóruns de livreiros."

Ele não sabe que seus livros estão sendo comprados para esse ou para projetos semelhantes de outras empresas de IA. Mas diz que também é difícil rastrear as vendas, que parecem aleatórias e "sem qualquer lógica aparente".

Elas variaram de textos obscuros em latim a romances de faroeste.

Especialistas afirmam que a diversidade de temas também aponta para a IA, uma vez que textos incomuns e raros poderiam fornecer material novo para aprimorar o treinamento de grandes modelos de linguagem, a tecnologia que sustenta ferramentas de IA generativa, como os chatbots.

A professora Emily Hudson, especialista em propriedade intelectual da Universidade de Oxford, afirma que as leis de direitos autorais no Reino Unido diferem das dos EUA.

"O ponto de partida no Reino Unido é que todos esses atos de cópia, criar a biblioteca de treinamento e realizar o treinamento, exigem a permissão do titular dos direitos autorais", diz ela.


OS LIVROS que passaram décadas encalhados e agora têm um misterioso comprador — a inteligência artificial [fragmento]. BBC News Brasil, [S. l.], ago. 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn9nnd20pv8o. Acesso em: 22 ago. 2026.
"David Tobin, que administra a livraria Walden Books, no norte de Londres, também tem registrado vendas incomuns. De certa forma, é muito bom vender alguns desses títulos que não eram comercializados há muitos anos, mas seria triste se eles acabassem sendo destruídos, diz ele."

Considerando a função sintática dos termos 'comercializados' e 'destruídos', analise as asserções a seguir:
I.O particípio 'comercializados' exerce a função sintática de predicativo do objeto, enquanto 'destruídos' exerce a função de predicativo do sujeito.
PORQUE
II.Ambos os particípios integram predicados nominais formados por verbos de ligação, atribuindo características ao objeto direto do verbo 'vender' e ao sujeito 'eles', respectivamente.


A respeito das asserções, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4336427 Português

Em Filosofia da Crise, Mário Ferreira dos Santos assim diz:


É a desesperança que cava abismos. E o homem desesperado, quando não mais espera o que esperava, precisa encontrar o que não tem. E o desespero, que está virtualizado no crente fiel, atualiza-se no homem que duvida. Cavam abismos os que duvidam.


Marque a única afirmação correta sobre o texto

Alternativas
Q4336426 Português

Ao longo das comemorações de aniversário do município de Abaré, no sertão baiano, a população foi convulsa em festa. As solenidades oficiais deram início ___ programação festiva, que contou com alvorada, missa em ação de graças e shows em praça pública. A prefeitura dedicou homenagens ___ personalidades locais que contribuem para o desenvolvimento da cidade e reafirmou seu compromisso de prestar serviços de qualidade ___ toda a comunidade abareense, estendendo as comemorações ___ diversas regiões do interior do município.


Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas do texto quanto ao emprego ou não do sinal indicativo de crase: 

Alternativas
Q4336425 Português
Assinale a única frase em conformidade com a norma-padrão.
Alternativas
Q4336424 Português

Leia o conhecido trecho de Ricardo Reis (heterônimo do poeta Fernando Pessoa) e aponte a única análise incorreta.


Para ser grande, sê inteiro: nada

Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

No mínimo que fazes. 

Alternativas
Q4336423 Português

Analise o enunciado abaixo:


Imagem associada para resolução da questão


Fonte: https://www.crp03.org.br/crp-03-publica-nota-em-defesa-dos-instrumentos-privativos-da-psicologia-contra-parecer-n-28-2026/  


Conselho Regional de Psicologia – CRP 3ª Região – Bahia.


“CRP- 03 publica nota em defesa pela indispensabilidade da Psicologia na avaliação em Saúde Mental, mediante Parecer N° 28/2026 do COFEN.”


Assinale a alternativa que foi acentuada pela mesma regra gráfica da palavra destacada acima: Saúde.

Alternativas
Q4336422 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma reescritura do verso “São Francisco se espraia gentil” que preserva a correção gramatical e o sentido original do trecho do Hino de Abaré - BA.
Alternativas
Q4336421 Português

Considere a estrutura sintática dos seguintes trechos extraídos do Hino de Abaré - BA:


I. "Abaré, linda flor do sertão,"


II. "São Francisco se espraia gentil,"


III. "Que festiva, teu hino te entoa,"


As expressões destacadas exercem, respectivamente, as funções sintáticas de: 

Alternativas
Q4336020 Português
Assinale a alternativa em que a concordância verbal está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa. 
Alternativas
Q4336019 Português
Assinale a alternativa em que o emprego do acento indicativo de crase está CORRETO.
Alternativas
Q4336018 Português
No trecho:

“A região de Sumy, localizada na fronteira com a Rússia, vem sofrendo bombardeios frequentes e intensos...”

As palavras destacadas pertencem, respectivamente, às classes gramaticais:
Alternativas
Q4336017 Português
Considere o seguinte trecho da notícia:

“A investida provocou um incêndio e destruiu gravemente o edifício, mobilizando equipes de resgate.”

Assinale a alternativa em que a justificativa para o emprego da vírgula está correta.
Alternativas
Q4336016 Português
Leia o trecho apresentado:

“Um ataque com drone russo atingiu um shopping center em Sumy, no norte da Ucrânia, matando três pessoas e ferindo duas, informou o governador regional, Oleh Hryhorov. A investida provocou um incêndio e destruiu gravemente o edifício, mobilizando equipes de resgate.”

Fonte: https://www.terra.com.br/noticias/mundo/ataque-russo-ashopping-center-no-norte-da-ucrania-mata-tres-pessoas-dizgovernador,beb6e7f46c0920687b581a9665abb9701ctiq41q.html

Com base no texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4335864 Português


(BROWNE, Dik. Hagar o horrível. Disponível em <https://www.instagram.com/p/DYCpd8WiSVD/>.

Assinale a alternativa que apresenta uma análise correta da palavra empregada nos quadrinhos acima.
Alternativas
Q4335861 Português
Assinale a alternativa em que qualquer uma das formas verbais apresentadas nos parênteses preenche corretamente a lacuna da frase.
Alternativas
Q4335550 Português
“A linha que separa o autobiográfico do ficcional é muito tênue”, afirma Falero

    De servente de pedreiro, porteiro, José Falero se fez escritor, e apesar do reconhecimento que sua literatura venha tendo, afirma que sua vida é perrengue desde sempre e não há perspectiva de mudança. Falero conta que a leitura entrou tardiamente na sua vida, apesar de ela estar presente intrinsecamente no gosto que tem por narrativas, filmes, história em quadrinhos e até mesmo jogos de videogame. “Gostava de prestar atenção de como as histórias são contadas.”

    O hábito e o gosto pelas letras de forma concreta veio através de sua irmã, Caroline Falero, diretora, atriz, educadora e artesã. “A escrita está muito associada à leitura, ao hábito de ler, e eu comecei a ler muito tarde, com 20, 21 anos. Minha irmã que me convenceu a ler. Não acreditava que pudesse ser legal.”

    Desde então, nunca mais parou de ler. “Não foi só o livro, fui me encantando com coisas que eu percebi que eram daquele suporte, daquela plataforma. Sensações que não teria como experimentar vendo um filme, jogando videogame, era uma coisa do livro. E eu fiquei encantado com o que aquilo me provocava.”

     E por não parar mais de ler, logo começou a escrever suas próprias histórias. Outro empurrão para a escrita tem ligação com as histórias em quadrinhos, as quais desenhava. “Eu não conseguia desenhar as coisas que eu queria, às vezes. Eu aprendi a desenhar muitas coisas, mas de repente eu queria fazer uma história que se passasse na cidade. Eu não sabia desenhar um monte de prédios, carro estacionado, o ambiente urbano. E toda vez que tu vai contar uma nova história no desenho é uma curva de aprendizado enorme, e na escrita eu me sentia mais livre, concebia as histórias e conseguia dar formas a elas, uma curva de aprendizado um pouco menor.”

    Construindo a sua própria didática, indo atrás das ferramentas para desenvolver a escrita, sem a figura do mestre para apontar os caminhos, acabou se apaixonando pela gramática e tudo relacionado com a produção de textos.

     Dos livros lidos na primeira fase do gosto pela leitura, Falero cita Edgar Wallace e Agatha Christie. “Quase tudo que parava na minha mão era estrangeiro, e era clássico. O primeiro livro nacional que li era um clássico também, do Machado de Assis, Quincas Borba e Memórias Póstumas. Me apaixonei por Machado, é um dos autores que eu fui atrás quando pude trabalhar e comprar meus próprios livros.” O escritor cita também o escritor japonês Eiji Yoshikawa, autor do romance Musashi. Segundo aponta Falero, Machado de Assis e o escritor japonês influenciaram sua literatura. “O fato de eu ter experimentado e gostado dos dois foi importante para mim porque me fez entender que não existe caminho certo, caminho errado, existem possibilidades.”

     “Durante muito tempo me deixei levar por um pensamento preconceituoso que muita gente tem até hoje, que é de tu pensar que existe o jeito certo de escrever, e o jeito errado de escrever. Eu pensava assim. E durante muito tempo as coisas que eu escrevia era levando em conta a gramática normativa, não havia nada no meu texto da oralidade.”

    Foi com uma conversa com o linguista baiano Marcos Oliveira que essa percepção mudou. “Foi como tirar uma venda dos meus olhos. Eu comecei a perceber a linguagem como uma ferramenta de dominação. Eu comecei a perceber que não é à toa que essa norma dita culta, que diz o que é correto, não vem do nada. E comecei a perceber que o que dizem que é errado, que falar assim é errado, que escrever assim é errado, é de uma população específica, que é tido como errado. E comecei a perceber que era violento comigo mesmo, inclusive o jeito que escrevia. E decidi experimentar trazer o modo como eu me expresso, como meus vizinhos se expressam, minha mãe, minha família, para as coisas que eu escrevo.”

    O escritor conta que o retorno dessa experimentação foi positiva. Segundo recorda Falero, as pessoas comentaram que não tinham o hábito de ler, mas que lendo os seus textos não conseguiram parar. “Eu comecei a pensar nisso, o quanto as linguagens que são utilizadas na literatura não afugentam as pessoas. A gente vive em um país que toda vez que vão fazer as estatísticas, se chega à conclusão de que se lê pouco, de que poucas pessoas leem, e os que leem não leem muito. Fico pensando até que ponto o fato da linguagem muitas vezes ser afastada da vivência dessas pessoas contribui para isso.”

(Por: Fabiana Reinholz. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br. Acesso: em abril de 2026. Fragmento.)
As escolhas por elementos e estruturas linguísticas nos textos não são aleatórias. Considerando tal informação, pode-se dizer que, caso as aspas utilizadas para a função estabelecida no texto fossem empregadas em um outro gênero textual, especificamente pertencente à tipologia narrativa, poderiam ser substituídas por:
Alternativas
Q4335549 Português
“A linha que separa o autobiográfico do ficcional é muito tênue”, afirma Falero

    De servente de pedreiro, porteiro, José Falero se fez escritor, e apesar do reconhecimento que sua literatura venha tendo, afirma que sua vida é perrengue desde sempre e não há perspectiva de mudança. Falero conta que a leitura entrou tardiamente na sua vida, apesar de ela estar presente intrinsecamente no gosto que tem por narrativas, filmes, história em quadrinhos e até mesmo jogos de videogame. “Gostava de prestar atenção de como as histórias são contadas.”

    O hábito e o gosto pelas letras de forma concreta veio através de sua irmã, Caroline Falero, diretora, atriz, educadora e artesã. “A escrita está muito associada à leitura, ao hábito de ler, e eu comecei a ler muito tarde, com 20, 21 anos. Minha irmã que me convenceu a ler. Não acreditava que pudesse ser legal.”

    Desde então, nunca mais parou de ler. “Não foi só o livro, fui me encantando com coisas que eu percebi que eram daquele suporte, daquela plataforma. Sensações que não teria como experimentar vendo um filme, jogando videogame, era uma coisa do livro. E eu fiquei encantado com o que aquilo me provocava.”

     E por não parar mais de ler, logo começou a escrever suas próprias histórias. Outro empurrão para a escrita tem ligação com as histórias em quadrinhos, as quais desenhava. “Eu não conseguia desenhar as coisas que eu queria, às vezes. Eu aprendi a desenhar muitas coisas, mas de repente eu queria fazer uma história que se passasse na cidade. Eu não sabia desenhar um monte de prédios, carro estacionado, o ambiente urbano. E toda vez que tu vai contar uma nova história no desenho é uma curva de aprendizado enorme, e na escrita eu me sentia mais livre, concebia as histórias e conseguia dar formas a elas, uma curva de aprendizado um pouco menor.”

    Construindo a sua própria didática, indo atrás das ferramentas para desenvolver a escrita, sem a figura do mestre para apontar os caminhos, acabou se apaixonando pela gramática e tudo relacionado com a produção de textos.

     Dos livros lidos na primeira fase do gosto pela leitura, Falero cita Edgar Wallace e Agatha Christie. “Quase tudo que parava na minha mão era estrangeiro, e era clássico. O primeiro livro nacional que li era um clássico também, do Machado de Assis, Quincas Borba e Memórias Póstumas. Me apaixonei por Machado, é um dos autores que eu fui atrás quando pude trabalhar e comprar meus próprios livros.” O escritor cita também o escritor japonês Eiji Yoshikawa, autor do romance Musashi. Segundo aponta Falero, Machado de Assis e o escritor japonês influenciaram sua literatura. “O fato de eu ter experimentado e gostado dos dois foi importante para mim porque me fez entender que não existe caminho certo, caminho errado, existem possibilidades.”

     “Durante muito tempo me deixei levar por um pensamento preconceituoso que muita gente tem até hoje, que é de tu pensar que existe o jeito certo de escrever, e o jeito errado de escrever. Eu pensava assim. E durante muito tempo as coisas que eu escrevia era levando em conta a gramática normativa, não havia nada no meu texto da oralidade.”

    Foi com uma conversa com o linguista baiano Marcos Oliveira que essa percepção mudou. “Foi como tirar uma venda dos meus olhos. Eu comecei a perceber a linguagem como uma ferramenta de dominação. Eu comecei a perceber que não é à toa que essa norma dita culta, que diz o que é correto, não vem do nada. E comecei a perceber que o que dizem que é errado, que falar assim é errado, que escrever assim é errado, é de uma população específica, que é tido como errado. E comecei a perceber que era violento comigo mesmo, inclusive o jeito que escrevia. E decidi experimentar trazer o modo como eu me expresso, como meus vizinhos se expressam, minha mãe, minha família, para as coisas que eu escrevo.”

    O escritor conta que o retorno dessa experimentação foi positiva. Segundo recorda Falero, as pessoas comentaram que não tinham o hábito de ler, mas que lendo os seus textos não conseguiram parar. “Eu comecei a pensar nisso, o quanto as linguagens que são utilizadas na literatura não afugentam as pessoas. A gente vive em um país que toda vez que vão fazer as estatísticas, se chega à conclusão de que se lê pouco, de que poucas pessoas leem, e os que leem não leem muito. Fico pensando até que ponto o fato da linguagem muitas vezes ser afastada da vivência dessas pessoas contribui para isso.”

(Por: Fabiana Reinholz. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br. Acesso: em abril de 2026. Fragmento.)
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que: 
Alternativas
Respostas
2341: C
2342: C
2343: C
2344: A
2345: A
2346: C
2347: A
2348: D
2349: B
2350: C
2351: B
2352: C
2353: B
2354: B
2355: D
2356: C
2357: C
2358: C
2359: C
2360: A