Questões de Concurso Para engenheiro agrônomo

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Q3899182 Português
Texto 01

Brasileiros na Finlândia desabafam sobre viver no país mais feliz do mundo: enfrentam solidão, desemprego, invernos escuros, frios, depressão e pensam até em voltar para casa mesmo com toda segurança, dinheiro e benefícios sociais garantidos

Há oito anos seguidos, a Finlândia ocupa o topo do ranking da ONU que mede a felicidade, combinando distribuição de renda, seguridade social, confiança nas instituições e serviços públicos robustos. Para muitos brasileiros na Finlândia, no entanto, o país mais feliz do mundo é também cenário de silêncio intenso, relações sociais raras, invernos longos e escuros e um tipo de solidão que se instala mesmo quando a conta bancária e a segurança parecem sob controle.

Desde 2022, por exemplo, Aim tenta se adaptar à vida em Tampere, no centro do país, enquanto enfrenta a falta de luz de novembro, o desemprego e a dependência de auxílios do Estado. Outros brasileiros na Finlândia, como Maria em Helsinque e Gabriela, que decidiu voltar ao Brasil após quatro anos e meio, relatam que a estabilidade material não impediu a chegada da tristeza, da depressão e da vontade de ir embora.

A narrativa oficial fala de um país com segurança, igualdade, saúde pública universal, educação gratuita e uma rede de proteção social forte, capaz de garantir uma vida simples, porém digna, em contato permanente com a natureza.

Os índices de felicidade medem essa satisfação média, baseada menos na euforia e mais na estabilidade emocional e social.

Para muitos brasileiros na Finlândia, contudo, essa base segura convive com um cotidiano de paisagens cinzentas, poucas pessoas na rua, silêncio quase absoluto e uma vida social contida, distante da sociabilidade ruidosa e espontânea do Brasil. O artista Rafael traduz esse contraste em telas de cores discretas, onde predominam branco, cinza e um pouco de azul, ao associar a beleza da natureza local à presença constante da solidão e da saudade de outras terras. A experiência do professor Babel, que chegou em 2016 com a família e se tornou referência para famílias brasileiras em Helsinque, ilustra o impacto do silêncio. Ele descreve percursos de um quilômetro encontrando apenas uma pessoa com cachorro, num ambiente frio, escuro e quase sem ruído, até perceber um zumbido interno, resultado de um nível de quietude ao qual não estava acostumado. Ao longo dos anos, Babel percebeu que a sociedade finlandesa parece exigir dos imigrantes uma espécie de versão suavizada de si mesmos, menos expansiva, menos ruidosa, mais contida. 

Muitos brasileiros na Finlândia relatam que passam a falar mais baixo, rir menos, evitar gestos que possam ser vistos como excessivos. Maria, que vive em Helsinque há três anos, teme perder justamente a sociabilidade que sempre considerou parte central de sua identidade, ao se ver rindo menos alto, fazendo menos piadas e calculando cada frase para não cometer gafes culturais. Essa adaptação constante, somada ao idioma difícil e ao clima, cria uma sensação de identidade em suspensão, como se uma parte da vida tivesse ficado congelada do lado de fora, no país de origem, enquanto o corpo tenta se encaixar em novas regras não ditas.

Apesar da boa fama do mercado de trabalho qualificado, o desemprego na Finlândia vive o maior patamar em 15 anos e atinge de forma mais dura os estrangeiros, segundo os relatos. Aim descobriu após a mudança que a ideia de conseguir emprego apenas com inglês não corresponde à realidade: mesmo na capital, Helsinque, encontrar um posto sem falar finlandês é muito difícil. Ela hoje está desempregada, vive com o auxílio estatal em torno de 500 a 600 euros, enquanto aprende o idioma e o marido cursa mestrado com uma bolsa menor que o benefício de desemprego. O casal consegue pagar as contas, mas vive com a perspectiva de que, se a sequência de trabalhos temporários e pedidos de auxílio se mantiver por dois, três ou cinco anos, talvez seja preciso deixar o país, mesmo gostando da segurança e da estrutura local.

Aos 42 anos, Maria também relata ter tido de se reinventar profissionalmente, voltando a estudar para poder trabalhar em outra área. Recomeçar a carreira após os 40, num mercado que valoriza a fluência em finlandês e exige requalificação completa, amplia a sensação de vulnerabilidade e de atraso de vida para alguns brasileiros na Finlândia.

Os relatos convergem em um ponto: o inverno. Meses com pouquíssima luz solar, temperaturas negativas, neve persistente e ruas vazias formam o cenário que muitos brasileiros associam à pior fase do ano. Em cidades pequenas no interior, como Kajaani, a paisagem é composta por florestas, poucos espaços urbanizados e uma sensação permanente de isolamento, com ruas vazias às 10h30 da manhã sob neve e sensação térmica abaixo de zero.

Gabriela, que viveu quatro anos e meio na Finlândia com o marido e a filha, decidiu voltar ao Brasil antes do Natal. Ela conta que nunca havia tido depressão no Brasil e entrou em um quadro depressivo profundo logo no primeiro inverno, repetido ano após ano com a combinação de frio intenso, escuridão prolongada e sensação de solidão extrema. Ao final, concluiu que insistir em ficar já não fazia sentido, apesar da boa qualidade de vida e da segurança. A mesma lógica aparece na fala de outra brasileira que migrou com duas filhas pequenas para uma cidade de 36 mil habitantes no centro do país. A principal preocupação, diz ela, era como garantir o básico para as crianças, mas a ausência de comunidade pesa: entre uma cidade e outra, na paisagem de floresta, as relações de vizinhança são escassas e muitos moradores evitam até cruzar com o vizinho no corredor para não ter de trocar cumprimentos, o oposto do que o brasileiro aprende desde cedo.

A experiência dos brasileiros na Finlândia se entrelaça a um fenômeno global. A Organização Mundial da Saúde classifica a solidão como um problema de saúde pública, estimando que uma em cada seis pessoas no mundo se considera solitária, com impactos diretos sobre doenças cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais e declínio cognitivo. Calcula-se cerca de 100 mortes por hora associadas ao isolamento, além de prejuízos amplos à saúde mental. Reino Unido e Japão já criaram políticas específicas para enfrentar a solidão. Na Finlândia, quase 60 por cento da população afirma se sentir só, pelo menos de vez em quando, com relatos mais frequentes entre pessoas de menor renda. Quase 47 por cento dos domicílios do país são formados por pessoas que moram sozinhas, proporção muito maior que a do Brasil, onde os lares unipessoais não chegam a 20 por cento. Viver sozinho não é sinônimo automático de solidão, mas indica uma sociedade na qual a vida individualizada se tornou padrão.

Especialistas lembram que os finlandeses, em média, conseguem manter níveis de satisfação altos mesmo morando sozinhos, enquanto brasileiros podem estar habituados a outro patamar de vida social, com mais convivência e proximidade, o que torna a adaptação mais difícil. A solidão, explicam, é um sentimento que vai e vem, como fome ou sono, e pode aparecer até em ambientes cheios de gente, mas se torna mais aguda quando não há rede de apoio local.

Nem todos os brasileiros na Finlândia vivem o país da mesma forma. Alguns, que chegaram ainda no ensino médio ou na faculdade, dizem ter conseguido construir redes de amizade com finlandeses, colegas e famílias locais, sentindo-se acolhidos em bairros mais diversos e em cidades maiores como Helsinque. Para esses, a solidão aparece em momentos específicos, mas não domina o cotidiano.

Outros seguem em dúvida. Há quem, como Aim, aceite a proteção do Estado e o tempo para aprender o idioma, mas projete uma possível saída caso a instabilidade no trabalho persista por mais alguns anos. Há quem, como Gabriela, encerre o ciclo, organize malas e volte ao Brasil com a sensação de que a vida não cabe nos invernos longos e silenciosos. E há ainda quem permaneça, tentando equilibrar o conforto material, a natureza presente e o peso da saudade.

No fim, o país mais feliz do mundo pode ser, para diferentes brasileiros na Finlândia, tanto um laboratório de bem-estar social quanto um espelho ampliado das próprias fragilidades emocionais, expectativas de vida e necessidades de pertencimento, obrigando cada um a medir se a felicidade estatística compensa o custo íntimo da solidão.

(Texto de autoria de Bruno Teles. Coluna Economia do Site Click Petróleo e Gás. Publicado em 16/12/2025).


A questao refere-se ao texto 01
A leitura atenta do texto permite concluir que a classificação da Finlândia como “país mais feliz do mundo” não é negada pelo autor, mas submetida a uma problematização complexa. Considerando o conjunto dos relatos apresentados, os dados institucionais citados e a forma como o conceito de solidão é desenvolvido ao longo do texto, assinale a alternativa que melhor sintetiza a posição global do autor:
Alternativas
Q3897216 Legislação Federal
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3897215 Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei nº 13.146 de 2015
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3897214 Direito Administrativo
Assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3897213 Direitos Humanos
Assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q3897212 Direitos Humanos
Depois de uma reunião de especialistas, realizada na Universidade Gadjsh Mada, em Yogyakarta, na Indonésia, entre 6 e 9 de novembro de 2006, 29 eminentes especialistas de 25 países, com experiências diversas e conhecimento relevante das questões da legislação de direitos humanos, adotaram por unanimidade os Princípios de Yogyakarta sobre a Aplicação da Legislação Internacional de Direitos Humanos em relação a:
Alternativas
Q3897211 Administração Pública
Segundo o Regimento Geral da UFC, está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3897210 Administração Pública
Segundo o que determina o Estatuto da Universidade Federal do Ceará pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3897209 Ética na Administração Pública
Segundo o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3897205 Português


Adaptado de: BRUM, Eliane. A menina quebrada. Revista Época. 28/01/2013. Disponível em
<http://elianebrum.com/opiniao/colunas-na-epoca/a-menina-quebrada/>. Acesso em 18 jan.
2026.
Assinale a alternativa em que a expressão em destaque exerce a mesma função sintática que a destacada no trecho: “Catarina estava aterrorizada.” (linhas 10-11).
Alternativas
Q3897203 Português


Adaptado de: BRUM, Eliane. A menina quebrada. Revista Época. 28/01/2013. Disponível em
<http://elianebrum.com/opiniao/colunas-na-epoca/a-menina-quebrada/>. Acesso em 18 jan.
2026.
No início do texto, a autora nos revela uma grande descoberta que impacta sua afilhada. Entre os recursos utilizados para expressar a surpresa da menina com sua descoberta, pode ser apontado (a): 
Alternativas
Q3897201 Português


Adaptado de: BRUM, Eliane. A menina quebrada. Revista Época. 28/01/2013. Disponível em
<http://elianebrum.com/opiniao/colunas-na-epoca/a-menina-quebrada/>. Acesso em 18 jan.
2026.
Sobre a organização do segundo parágrafo do texto, é correto afirmar que ele se desenvolve preferencialmente a partir:
Alternativas
Q3897199 Português


Adaptado de: BRUM, Eliane. A menina quebrada. Revista Época. 28/01/2013. Disponível em
<http://elianebrum.com/opiniao/colunas-na-epoca/a-menina-quebrada/>. Acesso em 18 jan.
2026.
No trecho “Era mais uma denúncia” (linha 15), a palavra que, caso substituísse o termo destacado, melhor conservaria seu sentido seria: 
Alternativas
Q3897197 Português


Adaptado de: BRUM, Eliane. A menina quebrada. Revista Época. 28/01/2013. Disponível em
<http://elianebrum.com/opiniao/colunas-na-epoca/a-menina-quebrada/>. Acesso em 18 jan.
2026.
Da leitura do texto, é correto afirmar que: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IERR Órgão: IATER Prova: IERR - 2026 - IATER - Engenheiro Agrônomo |
Q3890926 Engenharia Agronômica (Agronomia)
O Estado de Roraima, dadas suas peculiaridades edafoclimatológicas, tem condições de produzir frutas de climas temperados, além das tropicais. Destacam-se como produtos de significante produção: abacaxi, banana, caju, manga, laranja e demais cítricos e maracujá. O Estado de Roraima possui uma área de 225.116,1 Km2, estando 17% desta sob ecossistema de cerrado, que permite a exploração de culturas como a manga e o caju, tendo a grande vantagem comparativa de coincidir a safra local com a entressafra das demais regiões produtoras do país. O desenvolvimento da fruticultura em Roraima envolve desafios e oportunidades associados às condições edafoclimáticas amazônicas, à logística regional, à organização da produção e à adoção de tecnologias adequadas ao contexto local. Com base em estudos técnicos sobre fruticultura, analise as afirmativas a seguir:
I. A viabilidade dos sistemas de produção frutícola em Roraima depende da adequação das espécies às condições climáticas locais, do manejo do solo e da água, da adoção de práticas fitossanitárias integradas e da eficiência nos processos de colheita e pós-colheita;
II. A fruticultura apresenta-se como uma das mais amplas opções de exploração econômica para o Estado de Roraima, por encontrar ótimas condições edafoclimáticas, bem como a privilegiada posição geográfica, fazendo fronteira com a Venezuela e Guiana;
III. Os aspectos socioeconômicos, como acesso à assistência técnica, organização dos produtores, infraestrutura de transporte e inserção em mercados regionais e institucionais, são fatores secundários para o sucesso da fruticultura, desde que o manejo agronômico seja tecnicamente correto;
IV. A adoção de sistemas de produção sustentáveis na fruticultura pressupõe a integração de práticas de manejo do solo, nutrição vegetal, controle fitossanitário e uso racional dos recursos naturais, respeitando as limitações ambientais e produtivas da região;
V. As perdas pós-colheita em frutíferas tropicais estão relacionadas exclusivamente às condições climáticas durante a colheita, sendo pouco influenciadas por práticas de manejo, transporte e armazenamento.
Assinale a alternativa que indica a sequência CORRETA de verdadeiro (V) ou falso (F): 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IERR Órgão: IATER Prova: IERR - 2026 - IATER - Engenheiro Agrônomo |
Q3890925 Veterinária
As doenças que acometem as aves podem ter diferentes agentes etiológicos, como vírus e bactérias. Considerando apenas as doenças bacterianas, marque a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IERR Órgão: IATER Prova: IERR - 2026 - IATER - Engenheiro Agrônomo |
Q3890924 Engenharia Agronômica (Agronomia)
Considerando as diretrizes gerais que orientam a agricultura orgânica no Brasil relacionadas ao desenvolvimento sustentável, à organização da produção, ao cumprimento da legislação e às práticas ambientalmente responsáveis, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IERR Órgão: IATER Prova: IERR - 2026 - IATER - Engenheiro Agrônomo |
Q3890923 Engenharia Agronômica (Agronomia)
Um produtor rural roraimense pretende implantar um sistema tecnificado de produção de milho em área anteriormente ocupada por pastagem degradada. O solo da área é classificado como Latossolo Amarelo, com textura média, de baixa fertilidade natural, com baixos valores de cátions trocáveis (Ca2+, Mg2+ e K+), com Al dominando o complexo de troca. O fósforo disponível é baixo. São solos que requerem adubações para produzir de forma satisfatória. O clima é quente e úmido, apresentando nítido período seco, a precipitação pluvial média anual é em torno de 1.600 mm, com distribuição irregular, com dois períodos bem definidos, chuvoso (abril a setembro), concentrando cerca de 70% da precipitação anual, e o período seco (outubro a março), com chuvas esporádicas, com média anual de umidade relativa variando de 70 a 80%. O produtor busca elevar a produtividade, reduzir riscos climáticos e garantir qualidade dos grãos na colheita e no armazenamento. Considerando as etapas de preparo do solo, a sequência de decisões técnicas mais adequada para esse sistema produtivo é:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IERR Órgão: IATER Prova: IERR - 2026 - IATER - Engenheiro Agrônomo |
Q3890922 Engenharia Agronômica (Agronomia)
De acordo com o Manual de Crédito Rural (MCR), Capítulo 10, podem ser considerados beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF): 
Alternativas
Ano: 2026 Banca: IERR Órgão: IATER Prova: IERR - 2026 - IATER - Engenheiro Agrônomo |
Q3890921 Engenharia Agronômica (Agronomia)
A alimentação dos suínos é baseada principalmente em rações balanceadas e formuladas predominantemente a partir de produtos de origem vegetal como milho e farelo de soja, incluindo outros ingredientes conforme a disponibilidade, além de minerais e vitaminas. Também podem ser utilizados produtos de origem animal, como soro de leite; farinhas de carne, sangue, peixes e ossos; plasma sanguíneo e sebo bovino. Em relação aos cuidados com os alimentos utilizados e considerando as orientações relativas à alimentação dos suínos, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Respostas
1221: C
1222: B
1223: C
1224: D
1225: C
1226: B
1227: C
1228: A
1229: B
1230: A
1231: A
1232: B
1233: D
1234: A
1235: A
1236: E
1237: D
1238: D
1239: C
1240: E