Questões de Concurso
Para agente de combate a endemias - médio
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Debaixo da casca
Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar?
Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido.
Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter.
Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue.
Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita.
Autor: Pedro Guerra (adaptado).
Debaixo da casca
Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar?
Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido.
Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter.
Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue.
Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita.
Autor: Pedro Guerra (adaptado).
Os principais exames para o esclarecimento diagnóstico de casos suspeitos de meningite são:
I- Exame quimiocitológico do líquor;
II- Bacterioscopia direta;
III- Cultura;
IV-Aglutinação pelo látex;
V- Reação em Cadeia da Polimerase em Tempo Real (qPCR).
Após a leitura dos exames listado, marque a alternativa correta:
Deve ser conferida importante atenção para os grupos de riscos associados ao quadro grave por SARS-CoV-2, sendo eles:
I- Idade acima de 60 anos (e o risco aumenta conforme a idade avança).
II- Presença de comorbidades: diabetes, hipertensão, doença cardíaca, doença pulmonar crônica, doença vascular, demência, transtornos mentais, doença renal crônica, imunossupressão (incluindo infecção pelo vírus da imunodeficiência humana - HIV), obesidade e câncer.
III- Na gestação (ou gestação recente): mulheres acima de 35 anos, obesas, com condições crônicas de saúde ou transtornos específicos da gravidez (por exemplo, diabetes gestacional e pré-eclâmpsia/eclâmpsia).
IV-Tabagistas.
V- Não vacinados contra a covid-19.
Estão corretos apenas os itens:
I- A política de vacinação é responsabilidade do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde;
II- Por meio do PNI, o governo federal disponibiliza gratuitamente no Sistema Único de Saúde - SUS 47 imunobiológicos: 30 vacinas, 13 soros е 4 imunoglobulinas;
III- As vacinas indicadas para grupos em condições clínicas especiais, como pessoas com HIV ou indivíduos em tratamento de algumas doenças (câncer, insuficiência renal, entre outras) não fazem parte do calendário nacional de vacinação.
I- Os Cerest são pólos irradiadores de ações, centros articuladores e organizadores das ações de saúde do trabalhador, no âmbito de seu território. Além disso. proporcionam conhecimento técnico especializado, que constitui um importante papel de apoio matricial;
II- Nos locais sem presença de Cerest, essa atividade deve ser realizada por profissional com autoridade sanitária que componha a equipe de vigilância em saúde;
III- Municípios sem cobertura de Cerest devem contar com a colaboração dos Cerest federais no sentido da orientação e capacitação da rede local para a atenção integral à saúde dos trabalhadores e para a realização de planejamento e inspeção de ambientes e processos de trabalho.
1- Hemograma completo; II- Proteínas totais e frações; III- Bilirrubinas; IV-Fosfatase alcalina; V- AST (TGO), ALT (TGP) e gama-GT; VI- Ureia e creatinina; VII- Glicemia de jejum; VIII- Sumário de urina; IX- Radiografia de tórax;
Estão corretos:
"Reaproveitamento de minerais no Pará é chave para transição energética." (Fonte: G1.com). Sobre o assunto, leia os itens a seguir e marque a alternativa correta:
I- A transição energética justa e sustentável depende da extração de minerais críticos e estratégicos, associada a cadeias produtivas de baixo carbono e, principalmente, ao reaproveitamento de recursos minerais.
II- A mineração circular e o reaproveitamento de rejeitos mostram potencial para minimizar impactos ambientais.
III- Segundo o governo federal, a COP 30 consolidou o Brasil, e o Pará, como protagonistas rumo a um futuro que concilia consumo e preservação ambiental.