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Q3484525 Português
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


Em forma de pomba


    Talvez você ache esquisito eu estar te escrevendo hoje; talvez não: no fundo o surpreendente sempre foi habitual para você. Em todo caso, eu é que estou achando, pois nunca te escrevi antes, e só estivemos juntas uma vez. Lembra-se? Foi há quase dois anos, em abril de 76, quando você veio a Buenos Aires para o encerramento da Feira do Livro. Essas coisas: eu sempre admirando tanto você, lendo os seus livros, distribuindo os seus contos entre os meus alunos, e ao mesmo tempo com aquele receio de te conhecer, de você não corresponder à figura um pouco irreal que eu imaginava (às vezes, são os escritores cuja obra mais frequentamos os que mais nos decepcionam em carne e osso), de tomar o seu tempo, de você me achar muito professora de português, com mania de virgular direitinho e obedecer à sintaxe – o contrário do que você tão magnificamente sempre foi. Sei lá. E com tantos amigos em comum... Marly de Oliveira era uma que falava em você o tempo todo, estava sempre contando as conversas que tinham tido e um famoso passeio que fizeram a Friburgo. O fato é que os anos passavam e não nos reuniam.


    Então você chegou aqui. Pensei: “Vou vê-la? O pessoal já deve andar atrás dela, exigindo autógrafos e declarações – melhor deixá-la em paz”. Pois foi você quem me telefonou uma manhã: identifiquei logo sua voz, de “erres” carregados, que eu conhecia de ouvir contar. Ah, você nem imagina com que emoção aceitei o convite para almoçarmos juntas no dia seguinte. Caprichei no vestidinho verde e azul – que depois você elogiou com espontaneidade – e cheguei pontualmente ao hotel, pois você me recomendara com certa aflição que não me atrasasse. Que susto quando soube que você já havia saído, sem deixar recado. Foi um boy da portaria, que por acaso tinha visto você entrar no cabeleireiro da calçada em frente, que me salvou. Atravessei a rua e encontrei você lá, de terninho bege, esperando tranquilamente ser atendida. Você me abraçou com alegria: parecia a coisa mais natural do mundo eu te descobrir num lugar diferente do combinado. Como você insistisse em levar alguma encomenda minha para o Rio, e como o salão estava cheíssimo e você aparentemente iria demorar bastante, aproveitei para ir até a Harrods, buscar umas pastilhas de hortelã e chocolate, que o meu povinho adora. Quando voltei, 15 minutos depois, você já estava à minha espera, penteadíssima, enquanto Olga, seu anjo da guarda, pagava a conta. Não havia dúvida – concluí – que a lógica vulgar de todos nós nada tinha que ver com a sua, mágica por excelência.


    E as surpresas não terminaram aí, porque o almoço não foi num restaurante, como havíamos decidido na véspera, mas na casa de uma senhora argentina, praticamente desconhecida, que na noite anterior fora comprar um livro seu na Feira e ficara fascinada por você. Numa época em que aqui só se falava em sequestros, você, com a perfeita intuição de sempre, achou normalíssima a gentileza com que a moça nos levou de táxi a um apartamento de luxo, repleto de aços e acrílicos, onde um marido grego, que vendia tapetes, e uma gata siamesa, batizada Lou Salomé, nos aguardavam. Você adorou a bichinha, e contou que o seu cachorro, Ulisses, fumava muito. Que coincidência: há mil anos atrás, outro cão, de uma novelinha adolescente que cometi a imprudência de escrever, também se chamava Ulisses; e ainda tínhamos, cada uma, um filho de nome Pedro. Falar em filhos, e você retomou o tema que tanto te emocionava naquela tarde: o casamento do outro garoto, Paulo, acontecido poucos dias antes. Como você se iluminava toda ao descrever a festa em torno da piscina...


    O casal seguia suas palavras com tamanho interesse, que acabou entendendo o português, que você insistia em falar, e dispensando qualquer tradução. Como primeiro prato serviram uma quiche Lorraine, que você apreciou e repetiu, mas na hora da carne assada você pediu licença e saiu da mesa para descansar. Todos te seguimos sem estranheza, como se de repente o almoço tivesse terminado; fomos até o quarto e tomamos café sentados na cama gigantesca (a maior que já vi), coberta por uma colcha azul. Havia uma pombinha de cerâmica sobre a mesa de cabeceira; ao notar seu interesse pela peça, a dona da casa exultou: Te la regalo, e você agradeceu com ar sonhador.


    Saímos apressadas, porque você ainda tinha que gravar uma entrevista e receber vários repórteres. Já na rua, enquanto Olga procurava um táxi, você descobriu outra pomba, esta de verdade, pousada junto à porta do edifício. É tão frequente encontrar essas aves nas ruas da cidade, que nem me detive, mas você parou e olhou-a longamente, como se se tratasse de um milagre único e insubstituível. Senti que você estava vivendo um instante poético e não me aproximei, para não perturbar o silencioso diálogo. Você então me chamou, segurou-me pela mão, fitou-me seriamente e me pediu: “Quer me fazer um favor? Escreva uma história sobre esta pomba”. Concordei, meio sem jeito, com a secreta convicção que não manteria a palavra. Não sei inventar casos, como você; acho que, se pudesse, teria escrito, mas não deu.


    Depois você voltou para o Brasil, nós nos perdemos de vista e tudo continuou mais ou menos como antes. Só que de repente você partiu, e não pude nem me despedir. Já tem quase um mês: como é que passou depressa, hein? Você que nunca se perturbou com a mesquinha dimensão do nosso tempo, deve estar se divertindo com essa mania que a gente tem de fazer as coisas sempre na hora (in)certa. Fiquei com a sensação incômoda de não haver cumprido a promessa. Sei que você sempre pairou acima de tudo isso – e agora nem se fala – mas eu ainda estou, sempre estive presa às pequenas contingências. Deve ser por isso que aqui estou para te pedir desculpas por não haver escrito a história. E te dizer que estamos sentindo muito a sua falta, mas fique tranquila: seus livros nos fazem companhia. E para te mandar este beijo, Clarice, em forma de pomba.


(Coleção Melhores Crônicas: Maria Julieta Drummond de Andrade. Seleção e prefácio de Marcos Pasche, Global, 2012, pp. 45-48. Publicada no livro: Um buquê de alcachofras, 1980.)
Maria Julieta revela em sua crônica o receio que tinha de que o(a) destinatário(a) a achasse “muito professora de português, com mania de virgular direitinho e obedecer à sintaxe [...]” (1º§), e então começa o parágrafo seguinte dizendo que “Então você chegou aqui.” De modo a interpretar adequadamente a sintaxe dessa última frase como faz a autora, é correto afirmar que a função sintática de “você” pode ser corretamente identificada como: 
Alternativas
Q3484524 Português
O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


Em forma de pomba


    Talvez você ache esquisito eu estar te escrevendo hoje; talvez não: no fundo o surpreendente sempre foi habitual para você. Em todo caso, eu é que estou achando, pois nunca te escrevi antes, e só estivemos juntas uma vez. Lembra-se? Foi há quase dois anos, em abril de 76, quando você veio a Buenos Aires para o encerramento da Feira do Livro. Essas coisas: eu sempre admirando tanto você, lendo os seus livros, distribuindo os seus contos entre os meus alunos, e ao mesmo tempo com aquele receio de te conhecer, de você não corresponder à figura um pouco irreal que eu imaginava (às vezes, são os escritores cuja obra mais frequentamos os que mais nos decepcionam em carne e osso), de tomar o seu tempo, de você me achar muito professora de português, com mania de virgular direitinho e obedecer à sintaxe – o contrário do que você tão magnificamente sempre foi. Sei lá. E com tantos amigos em comum... Marly de Oliveira era uma que falava em você o tempo todo, estava sempre contando as conversas que tinham tido e um famoso passeio que fizeram a Friburgo. O fato é que os anos passavam e não nos reuniam.


    Então você chegou aqui. Pensei: “Vou vê-la? O pessoal já deve andar atrás dela, exigindo autógrafos e declarações – melhor deixá-la em paz”. Pois foi você quem me telefonou uma manhã: identifiquei logo sua voz, de “erres” carregados, que eu conhecia de ouvir contar. Ah, você nem imagina com que emoção aceitei o convite para almoçarmos juntas no dia seguinte. Caprichei no vestidinho verde e azul – que depois você elogiou com espontaneidade – e cheguei pontualmente ao hotel, pois você me recomendara com certa aflição que não me atrasasse. Que susto quando soube que você já havia saído, sem deixar recado. Foi um boy da portaria, que por acaso tinha visto você entrar no cabeleireiro da calçada em frente, que me salvou. Atravessei a rua e encontrei você lá, de terninho bege, esperando tranquilamente ser atendida. Você me abraçou com alegria: parecia a coisa mais natural do mundo eu te descobrir num lugar diferente do combinado. Como você insistisse em levar alguma encomenda minha para o Rio, e como o salão estava cheíssimo e você aparentemente iria demorar bastante, aproveitei para ir até a Harrods, buscar umas pastilhas de hortelã e chocolate, que o meu povinho adora. Quando voltei, 15 minutos depois, você já estava à minha espera, penteadíssima, enquanto Olga, seu anjo da guarda, pagava a conta. Não havia dúvida – concluí – que a lógica vulgar de todos nós nada tinha que ver com a sua, mágica por excelência.


    E as surpresas não terminaram aí, porque o almoço não foi num restaurante, como havíamos decidido na véspera, mas na casa de uma senhora argentina, praticamente desconhecida, que na noite anterior fora comprar um livro seu na Feira e ficara fascinada por você. Numa época em que aqui só se falava em sequestros, você, com a perfeita intuição de sempre, achou normalíssima a gentileza com que a moça nos levou de táxi a um apartamento de luxo, repleto de aços e acrílicos, onde um marido grego, que vendia tapetes, e uma gata siamesa, batizada Lou Salomé, nos aguardavam. Você adorou a bichinha, e contou que o seu cachorro, Ulisses, fumava muito. Que coincidência: há mil anos atrás, outro cão, de uma novelinha adolescente que cometi a imprudência de escrever, também se chamava Ulisses; e ainda tínhamos, cada uma, um filho de nome Pedro. Falar em filhos, e você retomou o tema que tanto te emocionava naquela tarde: o casamento do outro garoto, Paulo, acontecido poucos dias antes. Como você se iluminava toda ao descrever a festa em torno da piscina...


    O casal seguia suas palavras com tamanho interesse, que acabou entendendo o português, que você insistia em falar, e dispensando qualquer tradução. Como primeiro prato serviram uma quiche Lorraine, que você apreciou e repetiu, mas na hora da carne assada você pediu licença e saiu da mesa para descansar. Todos te seguimos sem estranheza, como se de repente o almoço tivesse terminado; fomos até o quarto e tomamos café sentados na cama gigantesca (a maior que já vi), coberta por uma colcha azul. Havia uma pombinha de cerâmica sobre a mesa de cabeceira; ao notar seu interesse pela peça, a dona da casa exultou: Te la regalo, e você agradeceu com ar sonhador.


    Saímos apressadas, porque você ainda tinha que gravar uma entrevista e receber vários repórteres. Já na rua, enquanto Olga procurava um táxi, você descobriu outra pomba, esta de verdade, pousada junto à porta do edifício. É tão frequente encontrar essas aves nas ruas da cidade, que nem me detive, mas você parou e olhou-a longamente, como se se tratasse de um milagre único e insubstituível. Senti que você estava vivendo um instante poético e não me aproximei, para não perturbar o silencioso diálogo. Você então me chamou, segurou-me pela mão, fitou-me seriamente e me pediu: “Quer me fazer um favor? Escreva uma história sobre esta pomba”. Concordei, meio sem jeito, com a secreta convicção que não manteria a palavra. Não sei inventar casos, como você; acho que, se pudesse, teria escrito, mas não deu.


    Depois você voltou para o Brasil, nós nos perdemos de vista e tudo continuou mais ou menos como antes. Só que de repente você partiu, e não pude nem me despedir. Já tem quase um mês: como é que passou depressa, hein? Você que nunca se perturbou com a mesquinha dimensão do nosso tempo, deve estar se divertindo com essa mania que a gente tem de fazer as coisas sempre na hora (in)certa. Fiquei com a sensação incômoda de não haver cumprido a promessa. Sei que você sempre pairou acima de tudo isso – e agora nem se fala – mas eu ainda estou, sempre estive presa às pequenas contingências. Deve ser por isso que aqui estou para te pedir desculpas por não haver escrito a história. E te dizer que estamos sentindo muito a sua falta, mas fique tranquila: seus livros nos fazem companhia. E para te mandar este beijo, Clarice, em forma de pomba.


(Coleção Melhores Crônicas: Maria Julieta Drummond de Andrade. Seleção e prefácio de Marcos Pasche, Global, 2012, pp. 45-48. Publicada no livro: Um buquê de alcachofras, 1980.)
Ao redigir sua crônica em forma de carta, Maria Julieta Drummond de Andrade demonstra sua admiração pelo(a) destinatário(a) e relata as experiências que passaram juntos(as). Após a leitura do texto, é correto afirmar que o(a) destinatário(a) pode ser corretamente identificado(a) como:
Alternativas
Q3450938 Saúde Pública
No que diz respeito a Atenção Básica de saúde, registre V, para verdadeiro, e F, para falso as afirmativas abaixo:

(__) A Atenção Básica é o conjunto de ações de saúde desenvolvida por meio de práticas de cuidado integrado e gestão qualificada, realizada com equipe multiprofissional e dirigida à população em território definido, sobre as quais as equipes assumem responsabilidade sanitária.

(__) A Atenção Básica será a principal porta de entrada e centro de comunicação da Rede de Atenção à Saúde (RAS), coordenadora do cuidado e ordenadora das ações e serviços disponibilizados na rede.

(__) A Atenção Básica será ofertada integralmente e gratuitamente a todas as pessoas, de acordo com suas necessidades e demandas do território, considerando os determinantes e condicionantes de saúde.
Fonte: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/ 2017/prt2436_22_09_2017.html


Assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
Alternativas
Q3450937 Direito Sanitário
Em conformidade com a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, a cargo das comissões intersetoriais, a articulação das políticas e programas abrangerá algumas atividades, em especial, entre elas, incluem-se:
I. Alimentação e nutrição.  II. Saúde do trabalhador. III. Transporte e moradia.   É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3450936 Direito Sanitário
Em conformidade com Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3450935 Saúde Pública
As Doenças de Notificação Compulsória (DNCs) são assim designadas por constarem na Lista de Doenças e Agravos de Notificação Compulsória. São doenças cuja gravidade, magnitude, transcendência, capacidade de disseminação do agente causador e potencial de causar surtos e epidemias exigem medidas eficazes para sua prevenção e controle.
Fonte: https://www.redalyc.org/pdf/5704/570463832007.pdf
São consideradas Doenças de Notificação  Compulsória:
I. Meningites. II. Mieloma. III. Hanseníase.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3450934 Saúde Pública
O processo saúde-doença constitui-se das etapas pelas quais passa o indivíduo, ou a população, durante o processo de adoecimento, levando-se em consideração todas as variáveis que influenciam a saúde e as doenças, bem como seus desfechos, a cura ou a morte.
Fonte: GOMES, Elainne Christine de Souza. Conceitos e ferramentas deepidemiologia. Recife: UFPE, 2015.

Sobre o processo saúde-doença, registre V, para verdadeiro, e F, para falso as afirmativas abaixo.

(__) O período de patogênese inicia-se com a interação agente agressor-susceptível, provocando alterações bioquímicas, fisioquímicas, fisiológicas, histológicas, imunológicas, etc.

(__) O período de desenlace representa a recuperação da saúde (de forma parcial ou completa) ou a morte.

(__) O período de cura pode ser representado por três momentos: a remoção dos fatores causais, a convalescença e a recuperação da saúde.

Assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
Alternativas
Q3450933 Saúde Pública
Associe as colunas abaixo, relacionando os princípios da Atenção Básica as suas respectivas descrições.
Coluna 1
1. Universalidade. 2. Equidade. 3. Integralidade.
Coluna 2
(__) Oferta o cuidado, reconhecendo as diferenças nas condições de vida e saúde e de acordo com as necessidades das pessoas, considerando que o direito à saúde passa pelas diferenciações sociais e deve atender à diversidade.

(__) Possibilita acesso contínuo a serviços de saúde de qualidade e resolutivos, caracterizados como a porta de entrada aberta e preferencial da RAS (primeiro contato), acolhendo as pessoas e promovendo a vinculação e corresponsabilização pela atenção às suas necessidades de saúde.

(__) Conjunto de serviços executados pela equipe de saúde que atendam às necessidades da população adscrita nos campos do cuidado, da promoção e manutenção da saúde, da prevenção de doenças e agravos, da cura, da reabilitação, redução de danos e dos cuidados paliativos.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
Alternativas
Q3450932 Saúde Pública
No que se refere aos conceitos básicos aplicados na epidemiologia, assinale a alternativa que corresponde a medida da gravidade da doença, calculada dividindo-se o número de óbitos por determinada doença pelo número de casos da mesma doença.
Alternativas
Q3450931 Direito Sanitário
Conforme estabelecido na Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990 a representação dos usuários nos Conselhos de Saúde e Conferências em relação ao conjunto dos demais segmentos, será:
Alternativas
Q3450930 Saúde Pública
Um bom atendimento ao público é fundamental para o agente comunitário de saúde possa promover a educação em saúde, identificar as necessidades da comunidade e fortalecer a confiança no sistema de saúde. Diante disso, analise as afirmativas abaixo:

I. O agente comunitário de saúde não precisa se preocupar com a comunicação empática durante o atendimento ao público.
II. O agente comunitário de saúde deve se adaptar às necessidades específicas da comunidade durante o atendimento ao público.
III. O agente comunitário de saúde deve ignorar as preocupações sociais e emocionais dos pacientes é uma prática aceitável durante o atendimento ao público.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3450929 Saúde Pública
O cadastramento consiste na coleta de dados das pessoas que residem no território de uma Unidade Básica de Saúde. Após a etapa de territorialização, mapeamento e divisão das microáreas, cabe à Equipe de Saúde da Família (ESF), especialmente ao Agente Comunitário de Saúde (ACS), a responsabilidade de cadastrar todas as pessoas que residem em sua área de abrangência. Nesse contexto, registre V, para verdadeiro, e F, para falso as afirmativas abaixo.

(__) O cadastramento é consiste em um instrumento utilizado para conhecer as pessoas, com a finalidade de compreender um diagnóstico de saúde da comunidade.

(__) O cadastramento deve ser realizado na primeira abordagem do ACS.

(__) O cadastramento não deve ser realizado dentro do domicílio.

Assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
Alternativas
Q3450928 Direito Sanitário
De acordo com a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, para o estabelecimento de valores dos recursos financeiros do Sistema Único de Saúde (SUS) a serem transferidos a Estados, Distrito Federal e Municípios será utilizada a combinação de alguns critérios, dentre eles, encontram-se:

I. Perfil demográfico da região. II. Desempenho técnico, econômico e financeiro no período anterior. III. Ressarcimento do atendimento a serviços prestados para outras esferas de governo.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3450927 Saúde Pública
Dentre as opções citadas abaixo, assinale a alternativa que corresponde ao espaço geográfico delimitado onde residem até 750 pessoas e que corresponde à área de atuação de um Agente Comunitário de Saúde (ACS).
Fonte: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/sas /2006/prt0750_26_10_2006.html 
Alternativas
Q3450926 Saúde Pública
A vigilância em saúde tem por objetivo a observação e análise permanentes da situação de saúde da população, articulando-se em um conjunto de ações destinadas a controlar determinantes, riscos e danos à saúde de populações que vivem em determinados territórios, garantindo-se a integralidade da atenção, o que inclui tanto a abordagem individual como coletiva dos problemas de saúde.
Fonte: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes _nacionais_vigilancia_saude.pdf

Registre V, para verdadeiro, e F, para falso as afirmativas abaixo, no que diz respeito a vigilância em saúde.

(__) O conceito de vigilância em saúde inclui: a vigilância e o controle das doenças transmissíveis; a vigilância das doenças e agravos não transmissíveis; a vigilância da situação de saúde, vigilância ambiental em saúde, vigilância da saúde do trabalhador e a vigilância sanitária.

(__) A vigilância em saúde deve estar cotidianamente inserida em todos os níveis de atenção da saúde.

(__) A integração entre a Vigilância em Saúde e a Atenção Primária à Saúde é condição obrigatória para a construção da integralidade na atenção e para o alcance dos resultados, com desenvolvimento de um processo de trabalho condizente com a realidade local, que preserve as especificidades dos setores e compartilhe suas tecnologias.


Assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
Alternativas
Q3450925 Saúde Pública
No Brasil, existem inúmeros sistemas de informação em saúde, cada um criado com o objetivo de atender a uma demanda dos serviços de saúde no que tange à vigilância em saúde e ao gerenciamento dos serviços de saúde.
Fonte: GOMES, Elainne Christine de Souza. Conceitos e ferramentas de epidemiologia. Recife: UFPE, 2015.

No que se refere ao Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB), registre V, para verdadeiro, e F, para falso as afirmativas abaixo.

(__) O SIAB foi criado com o objetivo de coletar informações sobre a saúde da população assistida pelo Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS) e pelo Programa Saúde da Família (PSF).

(__) O SIAB serve como mecanismo de controle para o monitoramento dos serviços de saúde prestados à população, através do preenchimento de vários instrumentos de coleta de dados, os quais estavam relacionados ao repasse de verba para os municípios pelo Ministério da Saúde.

(__) O SIAB tendo como finalidade a Vigilância Epidemiológica de determinados agravos.

Assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
Alternativas
Q3450924 Saúde Pública
Dentre as opções citadas abaixo, assinale a alternativa que corresponde ao Sistema de Informação que fornece as autoridades sanitárias, informações sobre a ocorrência de determinadas doenças e determinados agravos, sendo pré-condição para o planejamento e para a execução de ações de vigilância em saúde
Alternativas
Q3450923 Saúde Pública
De acordo com a Lei nº 13.595, de 5 de janeiro de 2018, são consideradas atividades típicas do Agente Comunitário de Saúde, em sua área geográfica de atuação, a realização de visitas domiciliares regulares e periódicas para identificação e acompanhamento de grupos de risco com maior vulnerabilidade social, por meio de ações:

I. De promoção da saúde. II. De prevenção de doenças. III. De educação em saúde.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3450922 Direito Sanitário
De acordo com a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, no âmbito dos Estados e do Distrito Federal, a direção do Sistema Único de Saúde (SUS) será exercida(o) pela(o):
Alternativas
Q3450921 Saúde Pública
Equipe de Saúde da Família (eSF) é uma estratégia para organizar e aumentar a oferta dos serviços da Atenção Primária. A eSF deverá ser composta por, EXCETO:
Alternativas
Respostas
1781: B
1782: B
1783: A
1784: C
1785: C
1786: A
1787: D
1788: A
1789: A
1790: B
1791: D
1792: C
1793: D
1794: B
1795: A
1796: A
1797: B
1798: A
1799: A
1800: D