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Q4047479 Biomedicina - Análises Clínicas
Qual a forma do ciclo de vida do Toxoplasma gondii, que é responsável pela manutenção de títulos sorológicos que podem durar toda a vida do hospedeiro? 
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Q4047478 Farmácia
Os fármacos antimicrobianos, conhecidos como antibióticos, são substâncias que, na sua ampla maioria, são produzidas por microorganismos, os quais podem fazer a síntese total ou parcial destas moléculas, que irão agir sobre outros micro-organismos, promovendo a sua inibição ou mesmo a sua destruição. Dentre os mecanismos de ação dos antibióticos, NÃO podemos citar:
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Q4047477 Técnicas em Laboratório
O processo de esterilização é definido como o processo de eliminação completa de todas as formas de vida microbiana, com uma -6 probabilidade de sobrevivência dos micro-organismos menor que 1:1.000.000 (10-6), ou seja, a chance de um material estar contaminado após o processo de esterilização física ou química é igual ou menor que 1 em 1 milhão. Dentre os processos de esterilização física, temos a estilização por calor, sendo este calor úmido ou seco. Em ambientes hospitalares e serviços de saúde, é utilizada de preferência e por recomendação da ANVISAa esterilização por calor úmido, devido ao: 
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Q4047476 Técnicas em Laboratório
Os meios de cultura são materiais que possuem muitos nutrientes em diferentes quantidades, que são preparados com a finalidade de promover o crescimento de micro-organismos dentro de laboratórios, isto é, em ambiente controlado. De acordo com a classificação dos meios, existem os meios de cultura seletivos. Dentro deste contexto, qual a definição adequada para se caracterizar meios de cultura seletivos?
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Q4047475 Química
A técnica da espectrofotometria UV e da luz visível reproduz resultados quantitativos para se mensurar resultados relacionados principalmente às concentrações de soluções. Geralmente utilizamos, para isso, cubetas, nas quais as amostras são colocadas para análise. É de conhecimento que este tipo de aparato gera limitações durante as leituras no equipamento. Com relação às limitações derivadas de cubetas, podemos citar:
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Q4047474 Biomedicina - Análises Clínicas
A Lei de Lambert-Beer é uma relação empírica que associa a absorção da luz às propriedades do material que é atravessado por um feixe de luminoso. Esse princípio afirma que a absorbância é diretamente proporcional à concentração. Para o entendimento desse processo de absorção e quantificação da concentração é necessário se obter duas grandezas, quais? 
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Q4046173 Raciocínio Lógico
Considere a sequência 2, 5, 8, x, 14, y, 20. Neste caso, y e x são, respectivamente, iguais a:
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Q4046172 Raciocínio Lógico
Qual é a soma dos próximos três termos da sequência 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, ...?
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Q4046171 Raciocínio Lógico
Considere a sequência 2, 4, 8, 16, 32,… Qual dos itens a seguir contém termos pertencentes a essa sequência?
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Q4046170 Raciocínio Lógico
Larissa, Letícia e Lívia têm uma banda. Uma delas é vocalista, outra toca guitarra e outra toca baixo. No próximo ano, as três amigas vão concluir seus cursos universitários, que são, em alguma ordem, Jornalismo, Matemática e Arquitetura. A arquiteta toca guitarra.
Lívia vai concluir Jornalismo e não toca baixo. Larissa não se formará em Arquitetura. Com base nessas informações, quem são, nesta ordem, a vocalista, a baixista e a guitarrista?
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Q4046169 Raciocínio Lógico
João, Luísa, Manoel e Nívea pediram refeições em um aplicativo de entregas. Os valores dos pedidos foram 40, 50, 60 e 70 reais. Luísa gastou menos do que João. Se o pedido de Manoel não foi o de 60 reais, então o de João foi o de R$70,00. O pedido que custou R$70,00 foi feito por Nívea. Qual dos itens abaixo apresenta as pessoas que fizeram os pedidos em ordem decrescente de valor?
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Q4046168 Raciocínio Lógico
Maria Alice, Maria Beatriz, Maria Carolina e Maria Fernanda gostam de atividades físicas. Cada uma delas pratica exatamente um dos seguintes esportes: natação, tênis, basquete e futebol. Se Maria Alice não pratica basquete; Maria Beatriz pratica natação ou Maria Carolina pratica basquete e Maria Fernanda pratica natação, então é CORRETO afirmar que: 
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Q4046167 Raciocínio Lógico
Considere a proposição “é ruim da cabeça ou doente do pé”, que é uma frase da música “O samba da minha terra”, de Dorival Caymmi. Qual seria sua negação?
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Q4046166 Raciocínio Lógico
Considere as proposições:

f: hoje é feriado.
t: hoje eu vou trabalhar.

Qual das alternativas representa f → ~t?
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Q4046165 Raciocínio Lógico
Considere três amigas, Ana, Bianca e Carolina, e as seguintes proposições:

a: Ana toma café;
b: Bianca toma café;
c: Carolina toma café.

Neste caso, assinale a alternativa que representa a proposição: Carolina toma café se, e somente se, pelo menos uma das suas duas amigas tomar café também.
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Q4046164 Raciocínio Lógico
Considere as proposições simples p e q, uma sentença composta c e a seguinte tabela-verdade.

Captura_de tela 2026-05-08 122228.png (413×104)

Considere agora as seguintes afirmações:

I- c é p→ q
II- c é (~p) Ʌ q
III- c é (~p)Vq

Neste caso:
Alternativas
Q4046163 Português
Feita a leitura do texto, responda à questão:

Rica e pobre campanha

    Na campanha eleitoral deste ano há uma coisa da qual os partidos e os candidatos não poderão se queixar, porque, além de ser farta a coleção de temas que estão a exigir discussões sérias e profundas, quem for aos palanques vai contar com a generosidade do Fundo Eleitoral, que ampliou suas reservas de R$ 2 bi para R$ 6 bi, violência praticada pelos deputados contra a seriedade, depois de obterem sanção presidencial com a lógica da extorsão. Aporte-se a esse tesouro o Fundo Partidário, mesmo que bem mais modesto, com R$ 1 bi, mas longe de estar na indigência. Obra do Congresso ao avançar no dinheiro que sai suado do bolso do povo. Acho que já reproduzi aqui o que, certa vez, disse o senador americano John Randolph: o mais delicioso dos privilégios é mesmo gastar o dinheiro dos outros… Sem dúvida.
    Não será, portanto, por falta de dinheiro que a campanha teria de se empobrecer quanto ao conteúdo, nem abrir mão de um alto nível, para se empenhar apenas no destino dos candidatos; mas, acima de tudo, que se transformasse numa eficiente jornada cívica, ajudando a instruir a natureza e a responsabilidade do voto.
    Feitas algumas comparações com o resto do mundo, algumas já conhecidas, observa-se que o Brasil pode ser incluído entre os que mais produzem maldades nas campanhas eleitorais, porque, na leva das verbas vultosas dos fundos, elegem-se poucos bem intencionados e muitos com ideias e planos perversos, valendo-se do dinheiro da população para trabalhar exatamente contra os interesses dela.
    Um ponto de observação, a partir dessa terrível realidade, recomenda que o eleitor deve se tornar mais exigente com o voto. Adotar extremo cuidado com os lobos que se vestem com pele de cordeiro, os que balem falsamente, dificultando a fácil identificação dos maus. Porque se os indesejados não trazem estrela na testa e não há como adivinhá-los, tudo concorre para que o voto se acautele cada vez mais, e não afunde no pântano da política armada pelos maus caracteres, que são muitos e nenhum pudor.
    Se a realidade política dos nossos dias revela o mundo de armadilhas e tramas contra os interesses nacionais, maior é a insegurança de grande parcela da população; e exatamente por isso não se pode abrir mão da guarda. Portanto, desconfiar das promessas vãs, seguidas de falsos sorrisos e agrados fáceis. Que assim seja neste 2022, para que o brasileiro não continue sendo criticado como gente que não sabe votar. Há anos, disse Pelé, num intervalo de suas habilidades com a bola, que o brasileiro precisava aprender a votar, referindo-se à pobreza da representação nas casas dos poderes. Hoje, o professor Daniel Ibrahim Marun, que vai publicar ensaio sobre eleições em países que visitou, como México, Canadá e Espanha, chega a conclusão muito próxima do atleta, garantindo que todos os males brotam e prosperam do descuido dos eleitores, principalmente quando votam com excesso de paixão ou ódio exagerado. Estejam eles na terra de Pelé ou em qualquer lugar do mundo (Wilson Cid – Jornal do Brasil, 01/02/ 2022).
Observe o uso da partícula “OS” nos fragmentos textuais abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a CORRETA classificação morfológica do item nas três ocorrências, respectivamente:

“[...] Adotar extremo cuidado com os lobos que se vestem com pele de cordeiro, OS que balem falsamente, dificultando a fácil identificação dos maus. Porque se OS indesejados não trazem estrela na testa e não há como adivinhá-lOS, tudo concorre para que o voto se acautele cada vez mais [...]”
Alternativas
Q4046162 Português
Feita a leitura do texto, responda à questão:

Rica e pobre campanha

    Na campanha eleitoral deste ano há uma coisa da qual os partidos e os candidatos não poderão se queixar, porque, além de ser farta a coleção de temas que estão a exigir discussões sérias e profundas, quem for aos palanques vai contar com a generosidade do Fundo Eleitoral, que ampliou suas reservas de R$ 2 bi para R$ 6 bi, violência praticada pelos deputados contra a seriedade, depois de obterem sanção presidencial com a lógica da extorsão. Aporte-se a esse tesouro o Fundo Partidário, mesmo que bem mais modesto, com R$ 1 bi, mas longe de estar na indigência. Obra do Congresso ao avançar no dinheiro que sai suado do bolso do povo. Acho que já reproduzi aqui o que, certa vez, disse o senador americano John Randolph: o mais delicioso dos privilégios é mesmo gastar o dinheiro dos outros… Sem dúvida.
    Não será, portanto, por falta de dinheiro que a campanha teria de se empobrecer quanto ao conteúdo, nem abrir mão de um alto nível, para se empenhar apenas no destino dos candidatos; mas, acima de tudo, que se transformasse numa eficiente jornada cívica, ajudando a instruir a natureza e a responsabilidade do voto.
    Feitas algumas comparações com o resto do mundo, algumas já conhecidas, observa-se que o Brasil pode ser incluído entre os que mais produzem maldades nas campanhas eleitorais, porque, na leva das verbas vultosas dos fundos, elegem-se poucos bem intencionados e muitos com ideias e planos perversos, valendo-se do dinheiro da população para trabalhar exatamente contra os interesses dela.
    Um ponto de observação, a partir dessa terrível realidade, recomenda que o eleitor deve se tornar mais exigente com o voto. Adotar extremo cuidado com os lobos que se vestem com pele de cordeiro, os que balem falsamente, dificultando a fácil identificação dos maus. Porque se os indesejados não trazem estrela na testa e não há como adivinhá-los, tudo concorre para que o voto se acautele cada vez mais, e não afunde no pântano da política armada pelos maus caracteres, que são muitos e nenhum pudor.
    Se a realidade política dos nossos dias revela o mundo de armadilhas e tramas contra os interesses nacionais, maior é a insegurança de grande parcela da população; e exatamente por isso não se pode abrir mão da guarda. Portanto, desconfiar das promessas vãs, seguidas de falsos sorrisos e agrados fáceis. Que assim seja neste 2022, para que o brasileiro não continue sendo criticado como gente que não sabe votar. Há anos, disse Pelé, num intervalo de suas habilidades com a bola, que o brasileiro precisava aprender a votar, referindo-se à pobreza da representação nas casas dos poderes. Hoje, o professor Daniel Ibrahim Marun, que vai publicar ensaio sobre eleições em países que visitou, como México, Canadá e Espanha, chega a conclusão muito próxima do atleta, garantindo que todos os males brotam e prosperam do descuido dos eleitores, principalmente quando votam com excesso de paixão ou ódio exagerado. Estejam eles na terra de Pelé ou em qualquer lugar do mundo (Wilson Cid – Jornal do Brasil, 01/02/ 2022).
Na frase “Elegem-se poucos bem intencionados e muitos com ideias e planos perversos”, a partícula SE caracteriza-se, gramaticalmente, como: 
Alternativas
Q4046161 Português
Feita a leitura do texto, responda à questão:

Rica e pobre campanha

    Na campanha eleitoral deste ano há uma coisa da qual os partidos e os candidatos não poderão se queixar, porque, além de ser farta a coleção de temas que estão a exigir discussões sérias e profundas, quem for aos palanques vai contar com a generosidade do Fundo Eleitoral, que ampliou suas reservas de R$ 2 bi para R$ 6 bi, violência praticada pelos deputados contra a seriedade, depois de obterem sanção presidencial com a lógica da extorsão. Aporte-se a esse tesouro o Fundo Partidário, mesmo que bem mais modesto, com R$ 1 bi, mas longe de estar na indigência. Obra do Congresso ao avançar no dinheiro que sai suado do bolso do povo. Acho que já reproduzi aqui o que, certa vez, disse o senador americano John Randolph: o mais delicioso dos privilégios é mesmo gastar o dinheiro dos outros… Sem dúvida.
    Não será, portanto, por falta de dinheiro que a campanha teria de se empobrecer quanto ao conteúdo, nem abrir mão de um alto nível, para se empenhar apenas no destino dos candidatos; mas, acima de tudo, que se transformasse numa eficiente jornada cívica, ajudando a instruir a natureza e a responsabilidade do voto.
    Feitas algumas comparações com o resto do mundo, algumas já conhecidas, observa-se que o Brasil pode ser incluído entre os que mais produzem maldades nas campanhas eleitorais, porque, na leva das verbas vultosas dos fundos, elegem-se poucos bem intencionados e muitos com ideias e planos perversos, valendo-se do dinheiro da população para trabalhar exatamente contra os interesses dela.
    Um ponto de observação, a partir dessa terrível realidade, recomenda que o eleitor deve se tornar mais exigente com o voto. Adotar extremo cuidado com os lobos que se vestem com pele de cordeiro, os que balem falsamente, dificultando a fácil identificação dos maus. Porque se os indesejados não trazem estrela na testa e não há como adivinhá-los, tudo concorre para que o voto se acautele cada vez mais, e não afunde no pântano da política armada pelos maus caracteres, que são muitos e nenhum pudor.
    Se a realidade política dos nossos dias revela o mundo de armadilhas e tramas contra os interesses nacionais, maior é a insegurança de grande parcela da população; e exatamente por isso não se pode abrir mão da guarda. Portanto, desconfiar das promessas vãs, seguidas de falsos sorrisos e agrados fáceis. Que assim seja neste 2022, para que o brasileiro não continue sendo criticado como gente que não sabe votar. Há anos, disse Pelé, num intervalo de suas habilidades com a bola, que o brasileiro precisava aprender a votar, referindo-se à pobreza da representação nas casas dos poderes. Hoje, o professor Daniel Ibrahim Marun, que vai publicar ensaio sobre eleições em países que visitou, como México, Canadá e Espanha, chega a conclusão muito próxima do atleta, garantindo que todos os males brotam e prosperam do descuido dos eleitores, principalmente quando votam com excesso de paixão ou ódio exagerado. Estejam eles na terra de Pelé ou em qualquer lugar do mundo (Wilson Cid – Jornal do Brasil, 01/02/ 2022).
Avalie a veracidade das proposições abaixo elencadas, referente ao conteúdo abordado na sequência do texto.

I. Ariqueza da campanha de 2022 a que faz alusão o título diz respeito à abundância não só de temas que requerem discussão, como também de verbas provenientes do Fundo Eleitoral.
II. A pobreza da campanha de 2022 a que o título alude consiste no mau aproveitamento das verbas, pois não se investe na conscientização dos eleitores quanto ao voto, os debates não são de alto nível, recaindo o interesse apenas no destino dos candidatos.
III. O autor faz um alerta quanto à necessidade de o eleitor ser cauteloso ao escolher seus candidatos, não se deixando levar por discursos vazios, falsas promessas, ou seja, pelas aparências.
IV. O autor atribui a precária representatividade dos poderes à ignorância do eleitor brasileiro, que ainda não aprendeu a votar.
V. Conforme o texto, o voto motivado por excesso de paixão ou ódio exagerado é o fator determinante para a inclusão do Brasil entre os países em que há mais maldade nas campanhas.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q4046160 Português
Leia o texto abaixo e, em seguida, responda à questão.

O outro

Atentos ao visual, candidatos usam roupas para disfarçar características durante programa eleitoral, como altura, peso e calvície. (Eleições, 21 ago. 2000)

    Ele queria muito ser eleito. Não: ele precisava muito ser eleito. Estava atrás de um emprego que lhe desse um bom salário, mordomias e verbas para gastar na contratação de assessores - além, claro, das múltiplas oportunidades que, como vereador, teria. O problema era arrumar votos. Não tinha amigos, não era conhecido, nem sequer recebera um apelido pitoresco que pudesse usar na propaganda. Mas o pior não era isso. O pior é que combinava um visual péssimo - baixinho, gordinho, careca- com uma congênita inabilidade para falar em público. Em desespero, resolveu procurar um marqueteiro. Estava disposto a gastar uma boa grana nisso, desde que pudesse adquirir uma nova imagem, uma imagem capaz de garantir a eleição.
    O marqueteiro, famoso, exigiu honorários salgados, mas garantiu resultados. Que, de fato, não se fizeram esperar. Em poucas semanas, o candidato era outro. Mais magro, mais alto (saltos especiais) com uma bela peruca, parecia agora um galã de novela. Além disso, transformara-se num fantástico orador, um orador capaz de galvanizar o público com uma única frase. Se foi eleito? Foi eleito com uma avalanche de votos. O que representou um duplo alívio: de um lado, conquistava o cargo tão sonhado. De outro, podia deixar de lado a peruca, os sapatos com saltos especiais e a dieta. E também podia falar normalmente, no tom meio fanhoso que o caracterizava.
    E aí começaram as surpresas desagradáveis. Quando foi tomar posse, ninguém o reconheceu. Mas como? Então era aquele o tipo charmoso, magnético, da tevê e dos cartazes? Era ele sim, como o comprovou, mostrando a identidade. Não foi a única contrariedade. Logo descobriu que, como vereador, era péssimo: não sabia falar, não convencia ninguém, sequer era procurado por lobistas. Bom mesmo, concluiu com amargura, era o Outro, aquele que o marqueteiro tinha inventado. Aquele, sim, podia fazer uma grande carreira, chegando quem sabe à Presidência.
    Mas onde estava o Outro? Só uma pessoa poderia ajudá-lo nessa busca, o marqueteiro. Só que o marqueteiro tinha sumido. Com o dinheiro ganho nas eleições, resolvera passar dois anos em alguma praia do Caribe. Todas as noites o vereador sonha com o Outro. Vê-o na Câmara, discursando, empolgando multidões.
    Mas não sabe o que fazer para encontrá-lo. Sabe, sim, o que dirá se isso um dia acontecer. E o que dirá, numa voz fanhosa e emocionada, será: o senhor pode contar com meu voto - para sempre.

(Moacyr Scliar - Folha de São Paulo, 28 de agosto de 2000). 
Analise o emprego dos elementos em destaque nos diferentes contextos estruturais e avalie as classificações fornecidas para cada item.

I. “Estava atrás de um emprego que lhe desse um bom salário, mordomias e verbas para gastar na contratação de assessores - além, claro, das múltiplas oportunidades que, como vereador, teria”. (Adjetivo com função de modalizador).
II. “O marqueteiro, famoso, exigiu honorários salgados, mas garantiu resultados. Que, de fato, não se fizeram esperar”. (Locução prepositiva com função de modalizador).
III. “Não tinha amigos, não era conhecido, nem sequer recebera um apelido pitoresco que pudesse usar na propaganda.”. (Advérbio de intensidade usado com valor de negação).
IV. Sabe, sim, o que dirá se isso um dia acontecer. (Advérbio de afirmação usado com valor de ênfase).
V. “E o que dirá, numa voz fanhosa e emocionada, será: o senhor pode contar com meu voto - para sempre. (Locução conjuntiva usado com valor enfático).

É CORRETO o que se afirma apenas em: 
Alternativas
Respostas
2381: D
2382: D
2383: E
2384: C
2385: E
2386: C
2387: A
2388: C
2389: D
2390: D
2391: B
2392: X
2393: A
2394: E
2395: B
2396: C
2397: E
2398: C
2399: B
2400: D