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Meu amigo lusitano, Diniz, está traduzindo para o francês meus dois primeiros romances, Os Éguas e Moscow. Temos trocado e-mails muito interessantes, por conta de palavras e gírias comuns no meu Pará e absolutamente sem sentido para ele. Às vezes é bem difícil explicar, como na cena em que alguém empina papagaio e corta o adversário “no gasgo". Não sei se no universo das pipas, lá fora, ocorrem os mesmos e magníficos embates que se verificam aqui, “cortando e aparando" os adversários.adversários.
Outra situação: personagens estão jogando uma “pelada" enquanto outros estão “na grade". Quem está na grade aguarda o desfecho da partida, para jogar contra o vencedor, certamente porque espera fora do campo, demarcado por uma grade. Vai explicar…
E aqueles dois bebedores eméritos que “bebem de testa" até altas horas? Por aqui, beber de testa é quase um embate para saber quem vai desistir primeiro, empilhando as grades de cerveja ao lado da mesa.
Penso que o uso das gírias - palavras bem locais, quase dialeto, que funcionam na melodia do nosso texto - é parte da nossa criatividade, uma qualidade da literatura brasileira. Quanto a mim, uso pouco, aqui e ali, nossas palavras. Procuro ser econômico. Mesmo assim, vou respondendo aos e-mails. Ele me diz que, enfim, está tudo pronto.
(Edyr Augusto Proença, http://blogdaboitempo.com.br, 26.07.2013. Adaptado)
Meu amigo lusitano, Diniz, está traduzindo para o francês meus dois primeiros romances, Os Éguas e Moscow. Temos trocado e-mails muito interessantes, por conta de palavras e gírias comuns no meu Pará e absolutamente sem sentido para ele. Às vezes é bem difícil explicar, como na cena em que alguém empina papagaio e corta o adversário “no gasgo". Não sei se no universo das pipas, lá fora, ocorrem os mesmos e magníficos embates que se verificam aqui, “cortando e aparando" os adversários.adversários.
Outra situação: personagens estão jogando uma “pelada" enquanto outros estão “na grade". Quem está na grade aguarda o desfecho da partida, para jogar contra o vencedor, certamente porque espera fora do campo, demarcado por uma grade. Vai explicar…
E aqueles dois bebedores eméritos que “bebem de testa" até altas horas? Por aqui, beber de testa é quase um embate para saber quem vai desistir primeiro, empilhando as grades de cerveja ao lado da mesa.
Penso que o uso das gírias - palavras bem locais, quase dialeto, que funcionam na melodia do nosso texto - é parte da nossa criatividade, uma qualidade da literatura brasileira. Quanto a mim, uso pouco, aqui e ali, nossas palavras. Procuro ser econômico. Mesmo assim, vou respondendo aos e-mails. Ele me diz que, enfim, está tudo pronto.
(Edyr Augusto Proença, http://blogdaboitempo.com.br, 26.07.2013. Adaptado)
O tempo dirá se o Marco Civil da internet é bom ou ruim
Foi aprovado o Marco Civil da internet: aquilo a que chamam de “Constituição da internet" e que será capaz de afetar diretamente a vida de milhões de usuários que já não usam mais a internet apenas para se divertir, mas para trabalhar.
O Marco Civil garantirá a neutralidade da rede, segundo a qual todo o conteúdo que trafega pela internet será tratado de forma igual. As empresas de telecomunicações que fornecem acesso poderão continuar vendendo velocidades diferentes. Mas terão de oferecer a conexão contratada independentemente do conteúdo acessado pelo internauta e não poderão vender pacotes restritos.
O Marco Civil garante a inviolabilidade e o sigilo das comunicações. O conteúdo poderá ser acessado apenas mediante ordem judicial. Na prática, as conversas via Skype e as mensagens salvas na conta de e-mail não poderão ser violadas, a menos que o Judiciário determine.
Excluiu-se do texto aprovado um artigo que obrigava empresas estrangeiras a instalar no Brasil seus datacenters (centros de dados para armazenamento de informações). Por outro lado, o projeto aprovado reforçou dispositivo que determina o cumprimento das leis brasileiras por parte de companhias internacionais, mesmo que não estejam instaladas no Brasil.
Ressalte-se ainda que a exclusão de conteúdo só poderá ser ordenada pela Justiça. Assim, não ficará mais a cargo dos provedores a decisão de manter ou remover informações e notícias polêmicas. Portanto, o usuário que se sentir ofendido por algum conteúdo no ambiente virtual terá de procurar a Justiça, e não as empresas que disponibilizam os dados.
Este é o Marco Civil que temos. Se é o que pretendíamos ter, o tempo vai mostrar. Mas, sem dúvida, será menos pior do que não termos marco civil nenhum.
(O Liberal, Editorial de 24.04.2014. Adaptado)
A inviolabilidade e o sigilo das comunicações...
O tempo dirá se o Marco Civil da internet é bom ou ruim
Foi aprovado o Marco Civil da internet: aquilo a que chamam de “Constituição da internet" e que será capaz de afetar diretamente a vida de milhões de usuários que já não usam mais a internet apenas para se divertir, mas para trabalhar.
O Marco Civil garantirá a neutralidade da rede, segundo a qual todo o conteúdo que trafega pela internet será tratado de forma igual. As empresas de telecomunicações que fornecem acesso poderão continuar vendendo velocidades diferentes. Mas terão de oferecer a conexão contratada independentemente do conteúdo acessado pelo internauta e não poderão vender pacotes restritos.
O Marco Civil garante a inviolabilidade e o sigilo das comunicações. O conteúdo poderá ser acessado apenas mediante ordem judicial. Na prática, as conversas via Skype e as mensagens salvas na conta de e-mail não poderão ser violadas, a menos que o Judiciário determine.
Excluiu-se do texto aprovado um artigo que obrigava empresas estrangeiras a instalar no Brasil seus datacenters (centros de dados para armazenamento de informações). Por outro lado, o projeto aprovado reforçou dispositivo que determina o cumprimento das leis brasileiras por parte de companhias internacionais, mesmo que não estejam instaladas no Brasil.
Ressalte-se ainda que a exclusão de conteúdo só poderá ser ordenada pela Justiça. Assim, não ficará mais a cargo dos provedores a decisão de manter ou remover informações e notícias polêmicas. Portanto, o usuário que se sentir ofendido por algum conteúdo no ambiente virtual terá de procurar a Justiça, e não as empresas que disponibilizam os dados.
Este é o Marco Civil que temos. Se é o que pretendíamos ter, o tempo vai mostrar. Mas, sem dúvida, será menos pior do que não termos marco civil nenhum.
(O Liberal, Editorial de 24.04.2014. Adaptado)
Os eletricistas podem interromper suas tarefas e exercer o direito de recusa se forem constatadas evidências de riscos graves e iminentes para sua segurança.
Os critérios de queda de tensão e de capacidade de condução de corrente são suficientes para o dimensionamento de condutores elétricos
O projeto da reforma da parte elétrica deverá ser registrado junto ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), por meio da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).
Se a corrente de projeto calculada para dimensionamento da proteção resultar em valor intermediário entre dois valores nominais de disjuntores, deve-se selecionar o disjuntor que esteja mais próximo do valor da corrente de projeto.
Ambos os transformadores possuem o mesmo valor de resistência série, quando comparados os valores em ohms.
Se o primeiro transformador tiver o enrolamento primário ligado em delta e o secundário ligado em estrela, o segundo transformador deverá ter seu enrolamento primário ligado em estrela e seu secundário ligado em delta.
Se ambos os transformadores forem representados na base de potência do sistema por unidade de 500 kVA, é correto afirmar que, quando o transformador de 225 kVA estiver consumindo potência correspondente a 100% do valor de seu dado de placa, essa potência em por unidade corresponderá a 1 pu.
Se a tensão de linha da instalação elétrica for de 220 V, apenas o motor do fabricante A poderá utilizar o recurso denominado “partida estrela-triângulo”, visando reduzir a corrente de partida do motor.
Se o prédio for alimentado por tensão trifásica de linha de 380 V, a partir de um transformador com ligação “estrela aterrada” no secundário, com condutor neutro disponível, pode-se alimentar, de forma correta, o motor do fabricante A com os enrolamentos de armadura ligados em estrela, ou o motor do fabricante B com os enrolamentos de armadura ligados em triângulo.
Em regime permanente senoidal, o motor que tiver seus enrolamentos de armadura conectados em delta apresentará melhor fator de potência que o mesmo motor conectado em estrela, visto que a ligação delta não permite a passagem da componente de sequência zero da corrente.
Os para-raios do tipo óxido de zinco podem ser utilizados como substitutos dos para-raios do tipo Franklin.
O dimensionamento do para-raios instalado no telhado de um edifício comercial deve considerar o tipo de comércio que será realizado no edifício, especialmente em casos de armazenamento de materiais inflamáveis ou fogos de artifício.
Os para-raios instalados nos telhados de edifícios e os instalados nas linhas de transmissão que operam com tensão de 230 kV ou superior possuem o mesmo princípio de funcionamento.
Os para-raios que utilizam resistores não lineares, para proteger linhas de transmissão, são instalados em paralelo com a fase que deve ser protegida, e atuam ceifando a tensão que está acima de determinado valor.
No caso de o transformador ser removido para eventual manutenção, chaves secionadoras de abertura sem carga, tanto no primário quanto no secundário do transformador, deverão ser instaladas. No entanto, se essas chaves forem dotadas de um relé de impedância, não será necessário instalar um disjuntor na subestação, pois as chaves mais relé executarão a mesma função do disjuntor.
O arranjo do tipo disjuntor-e-meio é o mais indicado para ser utilizado na subestação de prédio comercial, por apresentar confiabilidade e baixo custo de equipamentos e instalação.