Questões de Concurso Para nutricionista

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Ano: 2024 Banca: IVIN Órgão: Prefeitura de Conceição do Canindé - PI Provas: IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Procurador | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Assistente Social | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Engenheiro Civil | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor Português | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Matemática | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Inglês | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - História | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Geografia | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Educação Física | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Educação Infantil | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - 1° ao 5° Ano | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Pedagogo - Educação Infantil | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Pedagogo - Anos Iniciais (1° ao 5° ano) | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Nutricionista | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Médico Veterinário | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Médico - PSF | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Fisioterapeuta | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Cirurgião Dentista |
Q2527046 Português
Razão, intuição e um sentido para existir


1 A racionalidade humana é um tema recorrente nas coisas que escrevo, especialmente porque lendo os autores que mais gosto, vejo que a maioria deles concorda com o fato de que a razão não é algo que nos torna melhores do que qualquer outra coisa no universo. Na maior parte do tempo, cada um deles me diz, à sua maneira, que somos tapeados com a sensação de que a racionalidade nos mantém no controle de tudo.

2 Esses dias voltei para a leitura de “Rápido e devagar: duas formas de pensar”, do psicólogo e economista Daniel Kahneman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia por seus estudos sobre a tomada de decisões humanas. Ganhei esse livro faz um tempo, mas abandonei a leitura no começo – e nem lembro agora o motivo. Nesse livro, o autor explica que existem dois sistemas de pensamento que operam em nossa mente: o Sistema 1, que é rápido, intuitivo e emocional, e o Sistema 2, que é lento, racional e lógico.

3 O Sistema 1 é responsável por gerar impressões, intuições e sentimentos que influenciam nossas escolhas, mas também está sujeito a vários vieses e erros de julgamento. É com ele que lidamos com a maior parte das coisas. E, ao contrário do que o senso comum pressupõe, é com a intuição que fazemos muitas coisas na nossa vida, desde escovar os dentes até perceber que alguém que conhecemos está triste. O Sistema 2, por outro lado, é capaz de analisar criticamente as informações, fazer cálculos e planejar ações, mas requer mais esforço e atenção. Fazer uma conta complicada, pensar em melhorar um parágrafo num texto ou analisar um argumento complexo são coisas que se encontram nesse campo. Kahneman mostra como podemos usar o Sistema 2 para corrigir ou moderar as ilusões do Sistema 1, mas também reconhece os limites da racionalidade humana.

4 No começo do texto eu disse que a maioria dos autores que admiro questionam a centralidade da razão. E um deles, sobre o qual eu falo sempre, é o filósofo alemão Arthur Schopenhauer. Ele desenvolveu uma metafísica pessimista baseada na ideia de que a essência de todas as coisas é a Vontade. A Vontade é uma força cega, irracional e insaciável que impulsiona todos os seres vivos a existir e se afirmar, mas também os condena ao sofrimento, à frustração. E isso é ainda mais forte no ser humano, pois, apesar da vida não possuir nenhum objetivo ou finalidade maior, geramos para nós mesmos a sensação de que esse objetivo existe, e assim sofremos muito tentando justificar nossas ações e decisões. Schopenhauer considerava que o ser humano é menos racional do que imagina, pois está submetido à Vontade de viver, que o domina e o engana. Mas existem algumas válvulas de escape.

5 Schopenhauer afirmava que a única forma de escapar do sofrimento causado pela Vontade era negá-la. Isso poderia ser feito de duas maneiras: pela via ascética, que consiste em renunciar aos desejos, às paixões e aos prazeres mundanos, buscando uma vida simples e contemplativa – o que, na prática, é para pouquíssimas pessoas; ou pela via estética, que consiste em se libertar temporariamente da Vontade através da apreciação da arte, que expressa a essência do mundo. No momento da criação ou da fruição da arte suspendemos provisoriamente o desejo, e a Vontade deixa de agir sobre nós. Mas essa trégua é breve, e logo depois retornamos ao estágio de sofrimento.

6 Relacionando o pensamento de Kahneman e a proposta de Schopenhauer dá pra dizer que o Sistema 1 de Kahneman corresponderia à manifestação da Vontade de Schopenhauer na mente humana, pois é ele que nos faz agir impulsivamente, emocionalmente e irracionalmente, buscando satisfazer nossos desejos e evitar nossas perdas, mas também nos levando a cometer erros e sofrer as consequências. Já o Sistema 2 de Kahneman corresponderia à tentativa de superar ou controlar a Vontade apresentada por Schopenhauer, sendo que esse processo se daria, curiosamente, pela razão humana, pois é ela que nos permite avaliar criticamente as situações, fazer escolhas mais racionais e planejar nossas ações (requerendo, claro, mais esforço e atenção). Uma contradição nessa tentativa de aproximação se daria justamente por Schopenhauer considerar que a razão, na maior parte do tempo, potencializa a Vontade. Para ele, muitas decisões racionais tem, na verdade, fundamento no desejo, no querer, e não na necessidade real daquilo que acreditamos que é importante para nós. 

7 Esse é um tema que me intriga e me desafia, porque essas perguntas (que derivam da discussão) me parecem sempre sem resposta satisfatória: será que somos capazes de usar nossa racionalidade para nos libertarmos do sofrimento? Será que existe alguma esperança para a humanidade? Ou será que estamos fadados a viver em um ciclo de ilusão e dor?

8 Se você adotar a postura pessimista de Schopenhauer, vai concluir que as respostas serão sempre negativas. E vai entender que a nossa missão nessa vida não é a felicidade, mas sim fazer com que a existência, a nossa e a dos outros, seja mais suportável. Por outro lado, se estiver do lado de Kahneman, que parece bem mais otimista (o que, aliás, não é difícil, considerando o autor que coloquei ao lado dele), você vai acreditar que é possível utilizar a razão não para sermos ainda mais racionais, mas sim para aprendermos a lidar melhor com as nossas intuições e sentimentos. Com isso, podemos refletir melhor, sofrer menos e viver a felicidade possível, a partir do autoconhecimento e do reconhecimento de quem somos.

9 Se você me perguntar, vou dizer que sempre pensei mais ou menos como Schopenhauer, mas que quero acreditar na segunda opção; quero pensar que a razão não é uma outra forma de prisão, disfarçada de conhecimento, mas sim uma forma de ver e entender a realidade com uma postura crítica que pode nos ajudar a viver melhor. Não seria bom se fosse mesmo assim?


Extraído de https://marcosramon.net/posts/razao-intuicao/
De acordo com autor do texto para Schopenhauer a essência de todas as coisas é:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: IVIN Órgão: Prefeitura de Conceição do Canindé - PI Provas: IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Procurador | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Assistente Social | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Engenheiro Civil | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor Português | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Matemática | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Inglês | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - História | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Geografia | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Educação Física | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Educação Infantil | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - 1° ao 5° Ano | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Pedagogo - Educação Infantil | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Pedagogo - Anos Iniciais (1° ao 5° ano) | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Nutricionista | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Médico Veterinário | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Médico - PSF | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Fisioterapeuta | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Cirurgião Dentista |
Q2527045 Português
Razão, intuição e um sentido para existir


1 A racionalidade humana é um tema recorrente nas coisas que escrevo, especialmente porque lendo os autores que mais gosto, vejo que a maioria deles concorda com o fato de que a razão não é algo que nos torna melhores do que qualquer outra coisa no universo. Na maior parte do tempo, cada um deles me diz, à sua maneira, que somos tapeados com a sensação de que a racionalidade nos mantém no controle de tudo.

2 Esses dias voltei para a leitura de “Rápido e devagar: duas formas de pensar”, do psicólogo e economista Daniel Kahneman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia por seus estudos sobre a tomada de decisões humanas. Ganhei esse livro faz um tempo, mas abandonei a leitura no começo – e nem lembro agora o motivo. Nesse livro, o autor explica que existem dois sistemas de pensamento que operam em nossa mente: o Sistema 1, que é rápido, intuitivo e emocional, e o Sistema 2, que é lento, racional e lógico.

3 O Sistema 1 é responsável por gerar impressões, intuições e sentimentos que influenciam nossas escolhas, mas também está sujeito a vários vieses e erros de julgamento. É com ele que lidamos com a maior parte das coisas. E, ao contrário do que o senso comum pressupõe, é com a intuição que fazemos muitas coisas na nossa vida, desde escovar os dentes até perceber que alguém que conhecemos está triste. O Sistema 2, por outro lado, é capaz de analisar criticamente as informações, fazer cálculos e planejar ações, mas requer mais esforço e atenção. Fazer uma conta complicada, pensar em melhorar um parágrafo num texto ou analisar um argumento complexo são coisas que se encontram nesse campo. Kahneman mostra como podemos usar o Sistema 2 para corrigir ou moderar as ilusões do Sistema 1, mas também reconhece os limites da racionalidade humana.

4 No começo do texto eu disse que a maioria dos autores que admiro questionam a centralidade da razão. E um deles, sobre o qual eu falo sempre, é o filósofo alemão Arthur Schopenhauer. Ele desenvolveu uma metafísica pessimista baseada na ideia de que a essência de todas as coisas é a Vontade. A Vontade é uma força cega, irracional e insaciável que impulsiona todos os seres vivos a existir e se afirmar, mas também os condena ao sofrimento, à frustração. E isso é ainda mais forte no ser humano, pois, apesar da vida não possuir nenhum objetivo ou finalidade maior, geramos para nós mesmos a sensação de que esse objetivo existe, e assim sofremos muito tentando justificar nossas ações e decisões. Schopenhauer considerava que o ser humano é menos racional do que imagina, pois está submetido à Vontade de viver, que o domina e o engana. Mas existem algumas válvulas de escape.

5 Schopenhauer afirmava que a única forma de escapar do sofrimento causado pela Vontade era negá-la. Isso poderia ser feito de duas maneiras: pela via ascética, que consiste em renunciar aos desejos, às paixões e aos prazeres mundanos, buscando uma vida simples e contemplativa – o que, na prática, é para pouquíssimas pessoas; ou pela via estética, que consiste em se libertar temporariamente da Vontade através da apreciação da arte, que expressa a essência do mundo. No momento da criação ou da fruição da arte suspendemos provisoriamente o desejo, e a Vontade deixa de agir sobre nós. Mas essa trégua é breve, e logo depois retornamos ao estágio de sofrimento.

6 Relacionando o pensamento de Kahneman e a proposta de Schopenhauer dá pra dizer que o Sistema 1 de Kahneman corresponderia à manifestação da Vontade de Schopenhauer na mente humana, pois é ele que nos faz agir impulsivamente, emocionalmente e irracionalmente, buscando satisfazer nossos desejos e evitar nossas perdas, mas também nos levando a cometer erros e sofrer as consequências. Já o Sistema 2 de Kahneman corresponderia à tentativa de superar ou controlar a Vontade apresentada por Schopenhauer, sendo que esse processo se daria, curiosamente, pela razão humana, pois é ela que nos permite avaliar criticamente as situações, fazer escolhas mais racionais e planejar nossas ações (requerendo, claro, mais esforço e atenção). Uma contradição nessa tentativa de aproximação se daria justamente por Schopenhauer considerar que a razão, na maior parte do tempo, potencializa a Vontade. Para ele, muitas decisões racionais tem, na verdade, fundamento no desejo, no querer, e não na necessidade real daquilo que acreditamos que é importante para nós. 

7 Esse é um tema que me intriga e me desafia, porque essas perguntas (que derivam da discussão) me parecem sempre sem resposta satisfatória: será que somos capazes de usar nossa racionalidade para nos libertarmos do sofrimento? Será que existe alguma esperança para a humanidade? Ou será que estamos fadados a viver em um ciclo de ilusão e dor?

8 Se você adotar a postura pessimista de Schopenhauer, vai concluir que as respostas serão sempre negativas. E vai entender que a nossa missão nessa vida não é a felicidade, mas sim fazer com que a existência, a nossa e a dos outros, seja mais suportável. Por outro lado, se estiver do lado de Kahneman, que parece bem mais otimista (o que, aliás, não é difícil, considerando o autor que coloquei ao lado dele), você vai acreditar que é possível utilizar a razão não para sermos ainda mais racionais, mas sim para aprendermos a lidar melhor com as nossas intuições e sentimentos. Com isso, podemos refletir melhor, sofrer menos e viver a felicidade possível, a partir do autoconhecimento e do reconhecimento de quem somos.

9 Se você me perguntar, vou dizer que sempre pensei mais ou menos como Schopenhauer, mas que quero acreditar na segunda opção; quero pensar que a razão não é uma outra forma de prisão, disfarçada de conhecimento, mas sim uma forma de ver e entender a realidade com uma postura crítica que pode nos ajudar a viver melhor. Não seria bom se fosse mesmo assim?


Extraído de https://marcosramon.net/posts/razao-intuicao/
A estratégia do autor para defender seu ponto de vista é:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: IVIN Órgão: Prefeitura de Conceição do Canindé - PI Provas: IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Procurador | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Assistente Social | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Engenheiro Civil | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor Português | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Matemática | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Inglês | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - História | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Geografia | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Educação Física | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Educação Infantil | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - 1° ao 5° Ano | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Pedagogo - Educação Infantil | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Pedagogo - Anos Iniciais (1° ao 5° ano) | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Nutricionista | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Médico Veterinário | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Médico - PSF | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Fisioterapeuta | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Cirurgião Dentista |
Q2527044 Português
Razão, intuição e um sentido para existir


1 A racionalidade humana é um tema recorrente nas coisas que escrevo, especialmente porque lendo os autores que mais gosto, vejo que a maioria deles concorda com o fato de que a razão não é algo que nos torna melhores do que qualquer outra coisa no universo. Na maior parte do tempo, cada um deles me diz, à sua maneira, que somos tapeados com a sensação de que a racionalidade nos mantém no controle de tudo.

2 Esses dias voltei para a leitura de “Rápido e devagar: duas formas de pensar”, do psicólogo e economista Daniel Kahneman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia por seus estudos sobre a tomada de decisões humanas. Ganhei esse livro faz um tempo, mas abandonei a leitura no começo – e nem lembro agora o motivo. Nesse livro, o autor explica que existem dois sistemas de pensamento que operam em nossa mente: o Sistema 1, que é rápido, intuitivo e emocional, e o Sistema 2, que é lento, racional e lógico.

3 O Sistema 1 é responsável por gerar impressões, intuições e sentimentos que influenciam nossas escolhas, mas também está sujeito a vários vieses e erros de julgamento. É com ele que lidamos com a maior parte das coisas. E, ao contrário do que o senso comum pressupõe, é com a intuição que fazemos muitas coisas na nossa vida, desde escovar os dentes até perceber que alguém que conhecemos está triste. O Sistema 2, por outro lado, é capaz de analisar criticamente as informações, fazer cálculos e planejar ações, mas requer mais esforço e atenção. Fazer uma conta complicada, pensar em melhorar um parágrafo num texto ou analisar um argumento complexo são coisas que se encontram nesse campo. Kahneman mostra como podemos usar o Sistema 2 para corrigir ou moderar as ilusões do Sistema 1, mas também reconhece os limites da racionalidade humana.

4 No começo do texto eu disse que a maioria dos autores que admiro questionam a centralidade da razão. E um deles, sobre o qual eu falo sempre, é o filósofo alemão Arthur Schopenhauer. Ele desenvolveu uma metafísica pessimista baseada na ideia de que a essência de todas as coisas é a Vontade. A Vontade é uma força cega, irracional e insaciável que impulsiona todos os seres vivos a existir e se afirmar, mas também os condena ao sofrimento, à frustração. E isso é ainda mais forte no ser humano, pois, apesar da vida não possuir nenhum objetivo ou finalidade maior, geramos para nós mesmos a sensação de que esse objetivo existe, e assim sofremos muito tentando justificar nossas ações e decisões. Schopenhauer considerava que o ser humano é menos racional do que imagina, pois está submetido à Vontade de viver, que o domina e o engana. Mas existem algumas válvulas de escape.

5 Schopenhauer afirmava que a única forma de escapar do sofrimento causado pela Vontade era negá-la. Isso poderia ser feito de duas maneiras: pela via ascética, que consiste em renunciar aos desejos, às paixões e aos prazeres mundanos, buscando uma vida simples e contemplativa – o que, na prática, é para pouquíssimas pessoas; ou pela via estética, que consiste em se libertar temporariamente da Vontade através da apreciação da arte, que expressa a essência do mundo. No momento da criação ou da fruição da arte suspendemos provisoriamente o desejo, e a Vontade deixa de agir sobre nós. Mas essa trégua é breve, e logo depois retornamos ao estágio de sofrimento.

6 Relacionando o pensamento de Kahneman e a proposta de Schopenhauer dá pra dizer que o Sistema 1 de Kahneman corresponderia à manifestação da Vontade de Schopenhauer na mente humana, pois é ele que nos faz agir impulsivamente, emocionalmente e irracionalmente, buscando satisfazer nossos desejos e evitar nossas perdas, mas também nos levando a cometer erros e sofrer as consequências. Já o Sistema 2 de Kahneman corresponderia à tentativa de superar ou controlar a Vontade apresentada por Schopenhauer, sendo que esse processo se daria, curiosamente, pela razão humana, pois é ela que nos permite avaliar criticamente as situações, fazer escolhas mais racionais e planejar nossas ações (requerendo, claro, mais esforço e atenção). Uma contradição nessa tentativa de aproximação se daria justamente por Schopenhauer considerar que a razão, na maior parte do tempo, potencializa a Vontade. Para ele, muitas decisões racionais tem, na verdade, fundamento no desejo, no querer, e não na necessidade real daquilo que acreditamos que é importante para nós. 

7 Esse é um tema que me intriga e me desafia, porque essas perguntas (que derivam da discussão) me parecem sempre sem resposta satisfatória: será que somos capazes de usar nossa racionalidade para nos libertarmos do sofrimento? Será que existe alguma esperança para a humanidade? Ou será que estamos fadados a viver em um ciclo de ilusão e dor?

8 Se você adotar a postura pessimista de Schopenhauer, vai concluir que as respostas serão sempre negativas. E vai entender que a nossa missão nessa vida não é a felicidade, mas sim fazer com que a existência, a nossa e a dos outros, seja mais suportável. Por outro lado, se estiver do lado de Kahneman, que parece bem mais otimista (o que, aliás, não é difícil, considerando o autor que coloquei ao lado dele), você vai acreditar que é possível utilizar a razão não para sermos ainda mais racionais, mas sim para aprendermos a lidar melhor com as nossas intuições e sentimentos. Com isso, podemos refletir melhor, sofrer menos e viver a felicidade possível, a partir do autoconhecimento e do reconhecimento de quem somos.

9 Se você me perguntar, vou dizer que sempre pensei mais ou menos como Schopenhauer, mas que quero acreditar na segunda opção; quero pensar que a razão não é uma outra forma de prisão, disfarçada de conhecimento, mas sim uma forma de ver e entender a realidade com uma postura crítica que pode nos ajudar a viver melhor. Não seria bom se fosse mesmo assim?


Extraído de https://marcosramon.net/posts/razao-intuicao/
Segundo o autor do texto, para Kahneman:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: IVIN Órgão: Prefeitura de Conceição do Canindé - PI Provas: IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Procurador | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Assistente Social | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Engenheiro Civil | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor Português | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Matemática | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Inglês | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - História | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Geografia | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Educação Física | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Educação Infantil | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - 1° ao 5° Ano | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Pedagogo - Educação Infantil | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Pedagogo - Anos Iniciais (1° ao 5° ano) | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Nutricionista | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Médico Veterinário | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Médico - PSF | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Fisioterapeuta | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Cirurgião Dentista |
Q2527043 Português
Razão, intuição e um sentido para existir


1 A racionalidade humana é um tema recorrente nas coisas que escrevo, especialmente porque lendo os autores que mais gosto, vejo que a maioria deles concorda com o fato de que a razão não é algo que nos torna melhores do que qualquer outra coisa no universo. Na maior parte do tempo, cada um deles me diz, à sua maneira, que somos tapeados com a sensação de que a racionalidade nos mantém no controle de tudo.

2 Esses dias voltei para a leitura de “Rápido e devagar: duas formas de pensar”, do psicólogo e economista Daniel Kahneman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia por seus estudos sobre a tomada de decisões humanas. Ganhei esse livro faz um tempo, mas abandonei a leitura no começo – e nem lembro agora o motivo. Nesse livro, o autor explica que existem dois sistemas de pensamento que operam em nossa mente: o Sistema 1, que é rápido, intuitivo e emocional, e o Sistema 2, que é lento, racional e lógico.

3 O Sistema 1 é responsável por gerar impressões, intuições e sentimentos que influenciam nossas escolhas, mas também está sujeito a vários vieses e erros de julgamento. É com ele que lidamos com a maior parte das coisas. E, ao contrário do que o senso comum pressupõe, é com a intuição que fazemos muitas coisas na nossa vida, desde escovar os dentes até perceber que alguém que conhecemos está triste. O Sistema 2, por outro lado, é capaz de analisar criticamente as informações, fazer cálculos e planejar ações, mas requer mais esforço e atenção. Fazer uma conta complicada, pensar em melhorar um parágrafo num texto ou analisar um argumento complexo são coisas que se encontram nesse campo. Kahneman mostra como podemos usar o Sistema 2 para corrigir ou moderar as ilusões do Sistema 1, mas também reconhece os limites da racionalidade humana.

4 No começo do texto eu disse que a maioria dos autores que admiro questionam a centralidade da razão. E um deles, sobre o qual eu falo sempre, é o filósofo alemão Arthur Schopenhauer. Ele desenvolveu uma metafísica pessimista baseada na ideia de que a essência de todas as coisas é a Vontade. A Vontade é uma força cega, irracional e insaciável que impulsiona todos os seres vivos a existir e se afirmar, mas também os condena ao sofrimento, à frustração. E isso é ainda mais forte no ser humano, pois, apesar da vida não possuir nenhum objetivo ou finalidade maior, geramos para nós mesmos a sensação de que esse objetivo existe, e assim sofremos muito tentando justificar nossas ações e decisões. Schopenhauer considerava que o ser humano é menos racional do que imagina, pois está submetido à Vontade de viver, que o domina e o engana. Mas existem algumas válvulas de escape.

5 Schopenhauer afirmava que a única forma de escapar do sofrimento causado pela Vontade era negá-la. Isso poderia ser feito de duas maneiras: pela via ascética, que consiste em renunciar aos desejos, às paixões e aos prazeres mundanos, buscando uma vida simples e contemplativa – o que, na prática, é para pouquíssimas pessoas; ou pela via estética, que consiste em se libertar temporariamente da Vontade através da apreciação da arte, que expressa a essência do mundo. No momento da criação ou da fruição da arte suspendemos provisoriamente o desejo, e a Vontade deixa de agir sobre nós. Mas essa trégua é breve, e logo depois retornamos ao estágio de sofrimento.

6 Relacionando o pensamento de Kahneman e a proposta de Schopenhauer dá pra dizer que o Sistema 1 de Kahneman corresponderia à manifestação da Vontade de Schopenhauer na mente humana, pois é ele que nos faz agir impulsivamente, emocionalmente e irracionalmente, buscando satisfazer nossos desejos e evitar nossas perdas, mas também nos levando a cometer erros e sofrer as consequências. Já o Sistema 2 de Kahneman corresponderia à tentativa de superar ou controlar a Vontade apresentada por Schopenhauer, sendo que esse processo se daria, curiosamente, pela razão humana, pois é ela que nos permite avaliar criticamente as situações, fazer escolhas mais racionais e planejar nossas ações (requerendo, claro, mais esforço e atenção). Uma contradição nessa tentativa de aproximação se daria justamente por Schopenhauer considerar que a razão, na maior parte do tempo, potencializa a Vontade. Para ele, muitas decisões racionais tem, na verdade, fundamento no desejo, no querer, e não na necessidade real daquilo que acreditamos que é importante para nós. 

7 Esse é um tema que me intriga e me desafia, porque essas perguntas (que derivam da discussão) me parecem sempre sem resposta satisfatória: será que somos capazes de usar nossa racionalidade para nos libertarmos do sofrimento? Será que existe alguma esperança para a humanidade? Ou será que estamos fadados a viver em um ciclo de ilusão e dor?

8 Se você adotar a postura pessimista de Schopenhauer, vai concluir que as respostas serão sempre negativas. E vai entender que a nossa missão nessa vida não é a felicidade, mas sim fazer com que a existência, a nossa e a dos outros, seja mais suportável. Por outro lado, se estiver do lado de Kahneman, que parece bem mais otimista (o que, aliás, não é difícil, considerando o autor que coloquei ao lado dele), você vai acreditar que é possível utilizar a razão não para sermos ainda mais racionais, mas sim para aprendermos a lidar melhor com as nossas intuições e sentimentos. Com isso, podemos refletir melhor, sofrer menos e viver a felicidade possível, a partir do autoconhecimento e do reconhecimento de quem somos.

9 Se você me perguntar, vou dizer que sempre pensei mais ou menos como Schopenhauer, mas que quero acreditar na segunda opção; quero pensar que a razão não é uma outra forma de prisão, disfarçada de conhecimento, mas sim uma forma de ver e entender a realidade com uma postura crítica que pode nos ajudar a viver melhor. Não seria bom se fosse mesmo assim?


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Os autores estimados pelo escritor do texto têm em comum o fato de:
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Ano: 2024 Banca: IVIN Órgão: Prefeitura de Conceição do Canindé - PI Provas: IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Procurador | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Assistente Social | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Engenheiro Civil | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor Português | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Matemática | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Inglês | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - História | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Geografia | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Educação Física | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Educação Infantil | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - 1° ao 5° Ano | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Pedagogo - Educação Infantil | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Pedagogo - Anos Iniciais (1° ao 5° ano) | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Nutricionista | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Médico Veterinário | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Médico - PSF | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Fisioterapeuta | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Cirurgião Dentista |
Q2527042 Português
Razão, intuição e um sentido para existir


1 A racionalidade humana é um tema recorrente nas coisas que escrevo, especialmente porque lendo os autores que mais gosto, vejo que a maioria deles concorda com o fato de que a razão não é algo que nos torna melhores do que qualquer outra coisa no universo. Na maior parte do tempo, cada um deles me diz, à sua maneira, que somos tapeados com a sensação de que a racionalidade nos mantém no controle de tudo.

2 Esses dias voltei para a leitura de “Rápido e devagar: duas formas de pensar”, do psicólogo e economista Daniel Kahneman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia por seus estudos sobre a tomada de decisões humanas. Ganhei esse livro faz um tempo, mas abandonei a leitura no começo – e nem lembro agora o motivo. Nesse livro, o autor explica que existem dois sistemas de pensamento que operam em nossa mente: o Sistema 1, que é rápido, intuitivo e emocional, e o Sistema 2, que é lento, racional e lógico.

3 O Sistema 1 é responsável por gerar impressões, intuições e sentimentos que influenciam nossas escolhas, mas também está sujeito a vários vieses e erros de julgamento. É com ele que lidamos com a maior parte das coisas. E, ao contrário do que o senso comum pressupõe, é com a intuição que fazemos muitas coisas na nossa vida, desde escovar os dentes até perceber que alguém que conhecemos está triste. O Sistema 2, por outro lado, é capaz de analisar criticamente as informações, fazer cálculos e planejar ações, mas requer mais esforço e atenção. Fazer uma conta complicada, pensar em melhorar um parágrafo num texto ou analisar um argumento complexo são coisas que se encontram nesse campo. Kahneman mostra como podemos usar o Sistema 2 para corrigir ou moderar as ilusões do Sistema 1, mas também reconhece os limites da racionalidade humana.

4 No começo do texto eu disse que a maioria dos autores que admiro questionam a centralidade da razão. E um deles, sobre o qual eu falo sempre, é o filósofo alemão Arthur Schopenhauer. Ele desenvolveu uma metafísica pessimista baseada na ideia de que a essência de todas as coisas é a Vontade. A Vontade é uma força cega, irracional e insaciável que impulsiona todos os seres vivos a existir e se afirmar, mas também os condena ao sofrimento, à frustração. E isso é ainda mais forte no ser humano, pois, apesar da vida não possuir nenhum objetivo ou finalidade maior, geramos para nós mesmos a sensação de que esse objetivo existe, e assim sofremos muito tentando justificar nossas ações e decisões. Schopenhauer considerava que o ser humano é menos racional do que imagina, pois está submetido à Vontade de viver, que o domina e o engana. Mas existem algumas válvulas de escape.

5 Schopenhauer afirmava que a única forma de escapar do sofrimento causado pela Vontade era negá-la. Isso poderia ser feito de duas maneiras: pela via ascética, que consiste em renunciar aos desejos, às paixões e aos prazeres mundanos, buscando uma vida simples e contemplativa – o que, na prática, é para pouquíssimas pessoas; ou pela via estética, que consiste em se libertar temporariamente da Vontade através da apreciação da arte, que expressa a essência do mundo. No momento da criação ou da fruição da arte suspendemos provisoriamente o desejo, e a Vontade deixa de agir sobre nós. Mas essa trégua é breve, e logo depois retornamos ao estágio de sofrimento.

6 Relacionando o pensamento de Kahneman e a proposta de Schopenhauer dá pra dizer que o Sistema 1 de Kahneman corresponderia à manifestação da Vontade de Schopenhauer na mente humana, pois é ele que nos faz agir impulsivamente, emocionalmente e irracionalmente, buscando satisfazer nossos desejos e evitar nossas perdas, mas também nos levando a cometer erros e sofrer as consequências. Já o Sistema 2 de Kahneman corresponderia à tentativa de superar ou controlar a Vontade apresentada por Schopenhauer, sendo que esse processo se daria, curiosamente, pela razão humana, pois é ela que nos permite avaliar criticamente as situações, fazer escolhas mais racionais e planejar nossas ações (requerendo, claro, mais esforço e atenção). Uma contradição nessa tentativa de aproximação se daria justamente por Schopenhauer considerar que a razão, na maior parte do tempo, potencializa a Vontade. Para ele, muitas decisões racionais tem, na verdade, fundamento no desejo, no querer, e não na necessidade real daquilo que acreditamos que é importante para nós. 

7 Esse é um tema que me intriga e me desafia, porque essas perguntas (que derivam da discussão) me parecem sempre sem resposta satisfatória: será que somos capazes de usar nossa racionalidade para nos libertarmos do sofrimento? Será que existe alguma esperança para a humanidade? Ou será que estamos fadados a viver em um ciclo de ilusão e dor?

8 Se você adotar a postura pessimista de Schopenhauer, vai concluir que as respostas serão sempre negativas. E vai entender que a nossa missão nessa vida não é a felicidade, mas sim fazer com que a existência, a nossa e a dos outros, seja mais suportável. Por outro lado, se estiver do lado de Kahneman, que parece bem mais otimista (o que, aliás, não é difícil, considerando o autor que coloquei ao lado dele), você vai acreditar que é possível utilizar a razão não para sermos ainda mais racionais, mas sim para aprendermos a lidar melhor com as nossas intuições e sentimentos. Com isso, podemos refletir melhor, sofrer menos e viver a felicidade possível, a partir do autoconhecimento e do reconhecimento de quem somos.

9 Se você me perguntar, vou dizer que sempre pensei mais ou menos como Schopenhauer, mas que quero acreditar na segunda opção; quero pensar que a razão não é uma outra forma de prisão, disfarçada de conhecimento, mas sim uma forma de ver e entender a realidade com uma postura crítica que pode nos ajudar a viver melhor. Não seria bom se fosse mesmo assim?


Extraído de https://marcosramon.net/posts/razao-intuicao/
O texto é um artigo de opinião que trata explicitamente de uma temática:
Alternativas
Ano: 2024 Banca: IVIN Órgão: Prefeitura de Conceição do Canindé - PI Provas: IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Procurador | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Assistente Social | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Engenheiro Civil | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor Português | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Matemática | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Inglês | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - História | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Geografia | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Educação Física | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - Educação Infantil | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Professor - 1° ao 5° Ano | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Pedagogo - Educação Infantil | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Pedagogo - Anos Iniciais (1° ao 5° ano) | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Nutricionista | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Médico Veterinário | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Médico - PSF | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Fisioterapeuta | IVIN - 2024 - Prefeitura de Conceição do Canindé - PI - Cirurgião Dentista |
Q2527041 Português
Razão, intuição e um sentido para existir


1 A racionalidade humana é um tema recorrente nas coisas que escrevo, especialmente porque lendo os autores que mais gosto, vejo que a maioria deles concorda com o fato de que a razão não é algo que nos torna melhores do que qualquer outra coisa no universo. Na maior parte do tempo, cada um deles me diz, à sua maneira, que somos tapeados com a sensação de que a racionalidade nos mantém no controle de tudo.

2 Esses dias voltei para a leitura de “Rápido e devagar: duas formas de pensar”, do psicólogo e economista Daniel Kahneman, ganhador do Prêmio Nobel de Economia por seus estudos sobre a tomada de decisões humanas. Ganhei esse livro faz um tempo, mas abandonei a leitura no começo – e nem lembro agora o motivo. Nesse livro, o autor explica que existem dois sistemas de pensamento que operam em nossa mente: o Sistema 1, que é rápido, intuitivo e emocional, e o Sistema 2, que é lento, racional e lógico.

3 O Sistema 1 é responsável por gerar impressões, intuições e sentimentos que influenciam nossas escolhas, mas também está sujeito a vários vieses e erros de julgamento. É com ele que lidamos com a maior parte das coisas. E, ao contrário do que o senso comum pressupõe, é com a intuição que fazemos muitas coisas na nossa vida, desde escovar os dentes até perceber que alguém que conhecemos está triste. O Sistema 2, por outro lado, é capaz de analisar criticamente as informações, fazer cálculos e planejar ações, mas requer mais esforço e atenção. Fazer uma conta complicada, pensar em melhorar um parágrafo num texto ou analisar um argumento complexo são coisas que se encontram nesse campo. Kahneman mostra como podemos usar o Sistema 2 para corrigir ou moderar as ilusões do Sistema 1, mas também reconhece os limites da racionalidade humana.

4 No começo do texto eu disse que a maioria dos autores que admiro questionam a centralidade da razão. E um deles, sobre o qual eu falo sempre, é o filósofo alemão Arthur Schopenhauer. Ele desenvolveu uma metafísica pessimista baseada na ideia de que a essência de todas as coisas é a Vontade. A Vontade é uma força cega, irracional e insaciável que impulsiona todos os seres vivos a existir e se afirmar, mas também os condena ao sofrimento, à frustração. E isso é ainda mais forte no ser humano, pois, apesar da vida não possuir nenhum objetivo ou finalidade maior, geramos para nós mesmos a sensação de que esse objetivo existe, e assim sofremos muito tentando justificar nossas ações e decisões. Schopenhauer considerava que o ser humano é menos racional do que imagina, pois está submetido à Vontade de viver, que o domina e o engana. Mas existem algumas válvulas de escape.

5 Schopenhauer afirmava que a única forma de escapar do sofrimento causado pela Vontade era negá-la. Isso poderia ser feito de duas maneiras: pela via ascética, que consiste em renunciar aos desejos, às paixões e aos prazeres mundanos, buscando uma vida simples e contemplativa – o que, na prática, é para pouquíssimas pessoas; ou pela via estética, que consiste em se libertar temporariamente da Vontade através da apreciação da arte, que expressa a essência do mundo. No momento da criação ou da fruição da arte suspendemos provisoriamente o desejo, e a Vontade deixa de agir sobre nós. Mas essa trégua é breve, e logo depois retornamos ao estágio de sofrimento.

6 Relacionando o pensamento de Kahneman e a proposta de Schopenhauer dá pra dizer que o Sistema 1 de Kahneman corresponderia à manifestação da Vontade de Schopenhauer na mente humana, pois é ele que nos faz agir impulsivamente, emocionalmente e irracionalmente, buscando satisfazer nossos desejos e evitar nossas perdas, mas também nos levando a cometer erros e sofrer as consequências. Já o Sistema 2 de Kahneman corresponderia à tentativa de superar ou controlar a Vontade apresentada por Schopenhauer, sendo que esse processo se daria, curiosamente, pela razão humana, pois é ela que nos permite avaliar criticamente as situações, fazer escolhas mais racionais e planejar nossas ações (requerendo, claro, mais esforço e atenção). Uma contradição nessa tentativa de aproximação se daria justamente por Schopenhauer considerar que a razão, na maior parte do tempo, potencializa a Vontade. Para ele, muitas decisões racionais tem, na verdade, fundamento no desejo, no querer, e não na necessidade real daquilo que acreditamos que é importante para nós. 

7 Esse é um tema que me intriga e me desafia, porque essas perguntas (que derivam da discussão) me parecem sempre sem resposta satisfatória: será que somos capazes de usar nossa racionalidade para nos libertarmos do sofrimento? Será que existe alguma esperança para a humanidade? Ou será que estamos fadados a viver em um ciclo de ilusão e dor?

8 Se você adotar a postura pessimista de Schopenhauer, vai concluir que as respostas serão sempre negativas. E vai entender que a nossa missão nessa vida não é a felicidade, mas sim fazer com que a existência, a nossa e a dos outros, seja mais suportável. Por outro lado, se estiver do lado de Kahneman, que parece bem mais otimista (o que, aliás, não é difícil, considerando o autor que coloquei ao lado dele), você vai acreditar que é possível utilizar a razão não para sermos ainda mais racionais, mas sim para aprendermos a lidar melhor com as nossas intuições e sentimentos. Com isso, podemos refletir melhor, sofrer menos e viver a felicidade possível, a partir do autoconhecimento e do reconhecimento de quem somos.

9 Se você me perguntar, vou dizer que sempre pensei mais ou menos como Schopenhauer, mas que quero acreditar na segunda opção; quero pensar que a razão não é uma outra forma de prisão, disfarçada de conhecimento, mas sim uma forma de ver e entender a realidade com uma postura crítica que pode nos ajudar a viver melhor. Não seria bom se fosse mesmo assim?


Extraído de https://marcosramon.net/posts/razao-intuicao/
De acordo com o autor e com base no primeiro parágrafo é correto afirmar que:
Alternativas
Q2526625 Nutrição
Em todo o mundo, há preocupação com o excesso de peso de crianças, pois há grandes chances de elas permanecerem com excesso de peso quando adultas e também desenvolverem outras doenças crônicas não transmissíveis. No gráfico apresentado abaixo estão disponíveis dados de 297 crianças entre 20 e 48 meses de idade, usuárias de unidades de saúde ou escolas de educação infantil de uma metrópole brasileira. O IMC/idade dessas crianças foi avaliado e comparado com a curva de crescimento da população de referência da Organização Mundial de Saúde (OMS). 

Imagem associada para resolução da questão


Fonte: SANTOS, D.F.B.; STRAPASSON, G.C.; GOLIN, S.D.P.; GOMES, E.C.; WILLE, G.M.F.C.; BARREIRA, S.M.W. Implicações da pouca preocupação e percepção familiar no sobrepeso infantil no município de Curitiba, PR, Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 2017 (adaptado).

Diante do exposto, é correto dizer que a maioria das crianças se encontra
Alternativas
Q2526624 Nutrição
No Brasil, no contexto do controle e regulação dos alimentos, importante diretriz da Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou, em 2020, um modelo de Rotulagem Nutricional Frontal (RNF) em formato retangular preto com lupa. Por sua vez, existem outros modelos de RNF sendo implementados pelo mundo, a exemplo da utilização do octógono, triângulo, círculo, lupa e semáforo. Para conhecer o modelo de RNF mais adequado para comunicação do conteúdo nutricional dos alimentos junto à população, Bandeira et al. (2021) testaram a compreensão da população sobre o conteúdo nutricional de diferentes alimentos segundo os modelos de RNF disponíveis: lupa, círculo, octógono, semáforo e triângulo, além da ausência da RNF, que os autores chamaram de grupo “controle”. Na tabela abaixo, estão descritos os principais resultados do estudo de Bandeira et al. (2021).

Imagem associada para resolução da questão


Notas:
a - Percentual médio de acertos para os nove produtos (0 a 100%);
b - Percentual médio de acertos para cada produto;
c - Média da percepção de saudabilidade dos participantes para o conjunto de nove produtos: 1 - “nada saudável a 5 - muito saudável”.

Fonte: BANDEIRA, L.M.; PEDROSO, J.; TORAL, N.; GUBERT, M.B. Desempenho e percepção sobre modelos de rotulagem nutricional frontal no Brasil. Revista Saúde Publica, 2021.

Considerando a RNF e os resultados do estudo de Bandeira et al. (2021) descritos na Tabela 3, assinale a afirmação verdadeira.
Alternativas
Q2526623 Nutrição
O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) pode ser considerado uma das principais estratégias para garantia da Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) dos estudantes da rede pública brasileira. Quando apoia questões relacionadas à sustentabilidade, o PNAE incentiva a aquisição de alimentos da agricultura familiar local e privilegia as minorias de comunidades tradicionais. A Lei Nº 11.947/2009 define que no mínimo 30% do recurso financeiro do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) repassado à alimentação escolar deve ser destinado para aquisição de alimentos oriundos da agricultura familiar (BARALDI, BICALHO & SLATER, 2021). Na Tabela abaixo está descrita a evolução dos gastos médios com alimentos da agricultura familiar, segundo cada Região do Brasil.

Imagem associada para resolução da questão


Adaptado de Baraldi, Bicalho & Slater (2021).

Fonte: BARALDI, L.G.; BICALHO, D.; SLATER, B. Trajetória nacional da aquisição de alimentos produzidos por agricultores familiares para o Programa Nacional de Alimentação Escolar. Agricultura Familiar: Pesquisa, Formação e Desenvolvimento, v.15, nº1, p. 15-34, 2021.

Em relação à aquisição de alimentos da agricultura familiar no PNAE, assinale a afirmação verdadeira. 
Alternativas
Q2526622 Nutrição
O Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil (VIGISAN) tem como objetivo manter o monitoramento ativo da Segurança Alimentar (SA) e dos níveis de Insegurança Alimentar (IA), com divulgação ampla de seus resultados, dando transparência e relevo à situação emergencial da fome. Trata-se de um inquérito representativo da população brasileira, com abrangência das 5 (cinco) macrorregiões (rural e urbana) e as 27 Unidades da Federação. A última edição do VIGISAN divulgou resultados do cenário de SA e IA no Brasil até 2022 (VIGISAN, 2022). A tabela abaixo ilustra as tendências de SA e IA no Brasil segundo diferentes inquéritos.

Imagem associada para resolução da questão


Adaptado de II VIGISAN – SA/IA e COVID-19, Brasil, 2021/2022.

*Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD); ** Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF); *** Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil

Fonte: VIGISAN. II Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da COVID-19 no Brasil [livro eletrônico]: II VIGISAN: relatório final/Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar – PENSSAN. São Paulo, SP: Fundação Friedrich Ebert: Rede PENSSAN, 2022.

Em relação ao comportamento da SA e da IA no Brasil, assinale a afirmação verdadeira.
Alternativas
Q2526621 Nutrição
O uso de indicadores antropométricos na avaliação do estado nutricional de indivíduo ou coletividades é, entre várias opções, a mais adequada e viável para ser adotada em serviços de saúde, considerando as suas vantagens como: baixo custo, simplicidade de realização, facilidade de aplicação e padronização, amplitude dos aspectos analisados, além de não ser invasiva. A avaliação antropométrica é um método de investigação em nutrição baseado na medição das variações físicas de alguns segmentos ou da composição corporal global. É aplicável em todas as fases do curso da vida e permite a classificação de indivíduos e grupos segundo o seu estado nutricional. Na alimentação escolar, a avaliação do estado nutricional dos 
Alternativas
Q2526620 Nutrição
O programa de análises de perigos e pontos críticos de controle (APPCC), conhecido internacionalmente pela sigla em inglês HACCP (Hazard Analysis and Critical Control Points), vai ao encontro da necessidade de produzir alimentos mais seguros, pois é uma maneira sistematizada de estabelecer pontos de monitoramento, em uma linha específica de produção, a fim de garantir a segurança do produto final. Sobre o ponto crítico de controle (PCC), é correto afirmar que
Alternativas
Q2526619 Nutrição
Nove diretrizes compõem a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (PNAN). Entre os desdobramentos da PNAN, está em curso no Brasil um acordo público-privado para redução gradual do teor de sódio adicionado a diferentes grupos de alimentos processados, entre os quais se encontram laticínios, embutidos, pães, bolos, biscoitos e cereais matinais. Além disso, recentemente entraram em vigor novas regras de rotulagem nutricional aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Considerando as diretrizes da PNAN, assinale a opção que corresponde à diretriz que orienta as ações supracitadas. 
Alternativas
Q2526618 Nutrição
De acordo com o Caderno de referência sobre alimentação escolar para estudantes com necessidades alimentares especiais do Programa Nacional de Alimentação Escolar, o diabetes mellitus (DM) se tornou um problema de saúde com números crescentes, apresentando uma proporção de um em cada onze pessoas no mundo, entre 20 e 79 anos. Apesar de o Tipo 1 (DM1) ser considerado uma das doenças crônicas da infância mais comuns, o Tipo 2 (DM2) também vem aumentando consideravelmente em crianças mais velhas e adolescentes, em virtude do sobrepeso e obesidade. Considerando tal situação, o(a) Nutricionista precisa atender as necessidades de crianças com DM na escola. Em relação ao consumo de carboidratos no cardápio da alimentação escolar destinado a crianças com DM, é correto dizer que o(a) Nutricionista
Alternativas
Q2526617 Nutrição
O Marco de Referência da Educação Alimentar e Nutricional (EAN) para as Políticas Públicas consolidou-se como importante referencial teórico de qualificação da agenda de alimentação e nutrição. Assinale a opção que apresenta corretamente os princípios para as ações de EAN.
Alternativas
Q2526616 Nutrição
A intolerância à lactose (IL) significa uma diminuição da capacidade de digestão do principal carboidrato do leite, a lactose, em função da deficiência ou ausência da enzima lactase, presente na mucosa do intestino delgado. No âmbito de execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), recomenda-se, nesses casos,
Alternativas
Q2526615 Nutrição
O Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) representa o mecanismo por meio do qual a implementação da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional é realizada em todo o território nacional. São princípios norteadores do SISAN:
Alternativas
Q2526614 Nutrição
Os principais índices antropométricos para avaliação nutricional de crianças e adolescentes adotados pelo Ministério da Saúde do Brasil foram propostos pela Organização Mundial de Saúde. As curvas referentes às crianças de 0 a 5 anos incompletos foram propostas em 2006 e para crianças e adolescentes de 5 a 19 anos, em 2007. Os valores para crianças menores de 5 anos foram produzidos com base em uma amostra de
Alternativas
Q2526613 Nutrição
De acordo com o “Caderno de Referência: Alimentação Escolar para Estudantes com Necessidades Alimentares Especiais” (BRASIL, 2016), recomenda-se que um fluxo para o atendimento a estudantes com necessidades alimentares especiais seja seguido pelas escolas. Considerando uma demanda espontânea surgida na Escola via pais e/ou responsáveis pelo estudante, assinale a opção que apresenta o fluxo adequado.

Fonte: BRASIL. Caderno de referência sobre alimentação escolar para estudantes com necessidades alimentares especiais / Programa Nacional de Alimentação Escolar. – Brasília: FNDE, 2016.
Alternativas
Q2526612 Nutrição
A Constituição Brasileira, promulgada em 1988, reconheceu a saúde como um direito social. Em seu artigo 3º (terceiro), a alimentação adequada foi considerada um fator determinante e condicionante da situação de saúde de indivíduos e coletividades. No que diz respeito ao processo de afirmação do campo da alimentação e nutrição no Sistema Único de Saúde (SUS), assinale a afirmação verdadeira.
Alternativas
Respostas
17441: C
17442: B
17443: D
17444: A
17445: E
17446: E
17447: A
17448: C
17449: D
17450: B
17451: C
17452: A
17453: D
17454: C
17455: A
17456: B
17457: A
17458: C
17459: D
17460: A