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“____ quisesse se aproximar da garota, sentia que algo estava errado.”
Para que a oração inicial exprima concessão, o item gramatical que deve preencher a lacuna é:
I. Não parece uma boa ideia? (lhe)
II. O aluno pediu ajuda para finalizar a tarefa. (me)
III. Ela contaria o que está passando se estivesse segura. (te)
IV. Inclinou na beira da janela. (se)
V. Ainda queria bem. (a)
Em conformidade com a norma-padrão da língua portuguesa, a sentença em que o pronome oblíquo átono deve ocorrer obrigatoriamente em ênclise é:
Em um hospital de referência em doenças infectocontagiosas no Estado de Alagoas, a equipe de Terapia Intensiva recebeu Antônio de 43 anos, diagnosticado com tuberculose em estado avançado. O paciente encontra-se traqueostomizado e com sinais clínicos de disfagia. A equipe multiprofissional, seguindo diretrizes da Política Nacional de Humanização (PNH), conta com atuação ativa do fonoaudiólogo e de acordo com Silva et al. (2016), no Brasil, embora a presença da fonoaudiologia em UTIs seja relativamente recente, essa atuação tem se mostrado essencial, sobretudo em casos de desordens neurológicas, infecciosas e após intubação prolongada.
Fonte: SILVA, D.L.R.; LIRA, F.O.Q.; OLIVEIRA, J.C.C.; CANUTO, M.S.B.. Atuação da fonoaudiologia em unidade de terapia intensiva de um hospital de doenças infecciosas de Alagoas. CEFAC, São Paulo, v. 18, n. 1, p. 174-183, jan./fev. 2016
Com base na atuação fonoaudiológica hospitalar, visando oferecer segurança e eficiência no tratamento deste paciente, assinale a alternativa CORRETA.
Uma fonoaudióloga resolveu estruturar uma campanha escolar a partir do atendimento de Rafael, hoje com 7 anos, mas que desde os 3 anos e meio apresenta sinais de gagueira e disfluência, interferindo em sua comunicação e no desempenho escolar. Até então, Rafael não havia recebido nenhum tipo de acompanhamento pelo fato de a família entender a gagueira como uma característica comum entre seus parentes. Na montagem dessa campanha, a profissional chegou ao estudo realizado por Avilla et al. (2022) a respeito das alterações de fluência na fala caracterizada por repetições, prolongamentos e bloqueios em um outro município. A pesquisa demonstrou que a Secretaria de Saúde do local identificou que aproximadamente 5% das crianças em idade pré-escolar apresentam sinais de alterações na fluência da fala, embora apenas uma pequena parte tenha recebido avaliação fonoaudiológica formal.
Fonte: ÁVILA, N.S.F.; JUSTE, F.; COSTA, J.B.; ANDRADE, C.R.F.. Ensaio clínico de tratamento – em três modalidades – para crianças com distúrbios da fluência e gagueira. CoDAS, São Paulo, v. 34, n. 2, e20200264, 2022.
Considerando-se as evidências científicas mais atuais sobre a Gagueira Crônica do Desenvolvimento (GCD), assinale a alternativa CORRETA sobre os aspectos clínicos que podem guiar o alerta da campanha a ser levada para as escolas acerca da GCD na infância.
Dona Silvia, de 68 anos, tem histórico de tontura e episódios frequentes de instabilidade. Ao passar pela consulta médica, foi encaminhada ao serviço de fonoaudiologia para avaliação otoneurológica. Durante a anamnese, a paciente relatou quedas ocasionais, principalmente ao caminhar em superfícies irregulares. Ela também se queixa de uma sensação de desequilíbrio, que piora quando realiza movimentos bruscos com a cabeça. O fonoaudiólogo, levando em consideração os critérios fundamentados pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (2020), solicitou diversos testes otoneurológicos para avaliar a função vestibular e o risco de quedas desta idosa.
Com base no contexto clínico apresentado e no raciocínio clínico que o profissional fonoaudiólogo deve seguir para montar a avaliação de Dona Silvia, analise as assertivas a seguir:
I- O Dizziness Handicap Inventory (DHI) é um questionário utilizado para avaliar a percepção do paciente sobre os efeitos incapacitantes da tontura, sendo um importante instrumento na escolha do tratamento adequado e na evolução clínica desta paciente.
PORQUE
II- A Escala de Equilíbrio de Berg (EEB) não é adequada para a paciente, já que tem a limitação de ser recomendada apenas para pacientes de até 50 anos, pois o risco de queda em idosos é algo comum e tem relação exclusiva com o déficit motor e muscular.
A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA:
Em um município do interior do Brasil, a equipe de saúde auditiva da rede municipal está em processo de atualização dos protocolos clínicos para avaliação audiológica, conforme os parâmetros estabelecidos pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (2020). Afim de alinhar os procedimentos às diretrizes científicas e normativas mais recentes, nesta campanha, Marcos de 45 anos, trabalhador da construção civil, relatou dificuldade progressiva para compreender fala em ambientes ruidosos. Ao realizar a avaliação audiológica completa, foi identificado: condutos auditivos livres de obliterações, limiares auditivos de via aérea maiores que 25 dB NA, via óssea com limiares maiores que 15 dB NA, com gap aéreo-ósseo de até 10 dB em todas as frequências pesquisadas; configuração audiométrica descendente acentuada; média quadritonal de 500 Hz, 1 kHz, 2 kHz e 4kHz em 66,25 dB NA em ambas as orelhas; e Índice Percentual de Reconhecimento de Fala (IPRF) de 64%.
Com base nos achados audiológicos e nos critérios técnicos reconhecidos a respeito da Avaliação Auditiva realizada em Marcos, assinale a alternativa CORRETA.
De acordo com Altmann (2019), a Afasia é uma disfunção da linguagem que pode comprometer a comunicação verbal ou escrita. Esta clareza é importante para analisar o caso de Maria, de 58 anos, que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico há 6 meses e foi diagnosticada com afasia de Broca. Ela apresenta dificuldades significativas em expressar-se verbalmente, mas a sua compreensão de linguagem está preservada. Após uma avaliação fonoaudiológica detalhada, foi iniciado um tratamento terapêutico voltado para a recuperação das suas habilidades linguísticas. O fonoaudiólogo que acompanha Maria optou por uma abordagem que visa a estimulação intensiva da linguagem por meio de exercícios de nomeação, linguagem automática e uso de pistas facilitadoras.
Fonte ALTMANN, R.F.; SILVEIRA, A.B.; PAGLIARIN, K.C.. Intervenção fonoaudiológica na afasia expressiva: revisão integrativa. Audiology – Communication Research, São Paulo, v. 24, e2100, 2019.
Com base no quadro clínico apresentado e no contexto da afasia de Broca, assinale a alternativa CORRETA sobre os conceitos e abordagens no tratamento fonoaudiológico.
No Brasil, dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (2024) indicam que a população idosa crescerá 10 vezes mais que a de jovens até 2050. O envelhecimento populacional traz desafios à saúde pública, especialmente em relação aos distúrbios do sono e às alterações funcionais do sistema estomatognático. Esta situação é o que vem trazendo angústia à família do senhor Maurício de 75 anos, que recebeu diagnóstico de Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) moderada, IMC de 28,3 kg/m², hipertenso e em uso de medicação, relatava sonolência excessiva diurna, roncos intensos (confirmados pela esposa), dificuldade de concentração e fadiga ao acordar. Sem sucesso na adaptação ao CPAP, iniciou tratamento fonoaudiológico com foco miofuncional orofacial.
Considerando a atuação fonoaudiológica dentro do processo de envelhecimento e das disfunções associadas à AOS para dar suporte a esse paciente, assinale a alternativa CORRETA.