Questões de Concurso Para arquiteto

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Q1704420 Arquitetura

Analise as afirmativas a seguir:


I. Em relação ao tratamento acústico dos espaços arquitetônicos, existem no mercado diversos materiais absorventes porosos utilizados para tratamento acústico de edifícios, como lã de vidro, lã de rocha, espuma de melamina e de poliuretano.

II. A divulgação dos coeficientes de absorção para cada frequência, em literatura específica ou catálogos técnicos, é de fundamental importância para o ajuste do balanço energético sonoro do ambiente. Devem ser omitidos da divulgação dos resultados as condições em que foi realizado o ensaio e por qual laboratório.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1704419 Arquitetura

Analise as afirmativas a seguir:


I. No tratamento acústico dos espaços arquitetônicos, a capacidade de absorção dos materiais de construção, denominado coeficiente de absorção alfa, varia de acordo com suas características físicas (porosidade, rigidez, forma de instalação etc.) e também com a frequência do som (graves, médios ou agudos).

II. A transmissão sonora é determinante do nível de ruído que se transmite através de esquadrias, paredes, lajes e forros, pois fonte e receptor encontram-se em ambientes distintos.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1704418 Arquitetura

Analise as afirmativas a seguir:


I. Para comparar e especificar apropriadamente qual material utilizar no tratamento acústico dos espaços arquitetônicos, onde e em que quantidade, foram determinados em normas internacionais ensaios e métodos de obtenção do coeficiente de absorção alfa.

II. As ondas sonoras, ao tocarem uma placa ou uma membrana, fazem vibrar o material da estrutura, ocorrendo a transformação de energia mecânica em energia térmica, que por sua vez se dissipa no ambiente em forma de energia sonora (ruídos), pelo amortecimento interno e rigidez do material.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1704417 Arquitetura

Analise as afirmativas a seguir:


I. Chama-se ruído aéreo todo ruído que se propaga pelo ar. A velocidade de transmissão no ar é de aproximadamente 340 km/h e isso determina se um ambiente terá uma acústica mais ou menos favorável para os fins aos quais foi projetado.

II. Para aumentar o isolamento acústico da parede deve-se aumentar a sua massa, aplicando a lei de massa para calcular seu desempenho; ou deve-se criar outra parede, transformando-a em parede dupla (executar a outra parede, deixando uma câmara de ar entre elas), e nesse caso aplicando a lei de massa-mola-massa para calcular seu desempenho.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1704416 Arquitetura

Analise as afirmativas a seguir:


I. No tratamento acústico dos espaços arquitetônicos, uma fonte sonora emite ondas de som (raios sonoros), que refletem nas diversas superfícies internas do ambiente analisado. A direção dessas reflexões é determinada pela geometria do local, e a intensidade de cada raio sonoro refletido é determinada pela capacidade de absorção do material onde ele reflete.

II. Como exemplos de ruído estrutural, têm-se as vibrações produzidas pelo deslocamento de veículos de carga sobre o pavimento das ruas e avenidas, a música emitida por uma caixa de som, o canto dos pássaros, centrais de ar condicionado, grupos geradores, bombas d’água, máquinas de elevadores e transformadores de subestação.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1704415 Arquitetura

Analise as afirmativas a seguir:


I. O coeficiente de absorção alfa igual a 0,01 significa absorção de 1% da energia do raio sonoro, e devolução de 99% para o ambiente. Esse coeficiente pode ser observado, por exemplo, no concreto liso.

II. A transmissão da energia sonora entre ambientes pode ser classificada em dois tipos, conforme o meio em que o ruído se propaga, sendo estes: ruído uniforme e ruído reverberante.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1704414 Arquitetura

Analise as afirmativas a seguir:


I. O coeficiente de absorção alfa igual a 1,00 significa absorção de 100% da energia do raio sonoro, e devolução de 0% para o ambiente. Esse efeito pode ser observado em uma janela aberta, por exemplo.

II. O coeficiente de absorção alfa varia de 0,00 a 1,00, indicando a quantidade da energia sonora que o material absorve em cada reflexão, por frequência (normalmente em 125, 250, 500, 1.000, 2.000 e 4.000 Hz).


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1704413 Arquitetura

Analise as afirmativas a seguir:


I. Quando o som atinge uma superfície, como uma parede de alvenaria, parte da energia sonora reflete de volta ao ambiente; parte da energia é retida pela parede, que se transforma em calor sendo dissipado no ambiente; e parte se transmite ao outro lado da parede.

II. A instalação de material fono-absorvente na superfície da parede ajuda a controlar a parcela de energia refletida para o ambiente, influindo no condicionamento acústico desse ambiente, mas a energia que se transmite (isolamento) permanece praticamente a mesma.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1704412 Arquitetura

Analise as afirmativas a seguir:


I. Os componentes de uma instalação elétrica são itens da instalação que, dependendo do contexto, podem compreender materiais, acessórios, dispositivos, instrumentos, equipamentos (de geração, conversão, transformação, transmissão, armazenamento, distribuição ou utilização de eletricidade), máquinas, conjuntos ou mesmo segmentos ou partes da instalação (por exemplo, linhas elétricas).

II. A designação “barramento” está associada ao papel de via de interligação, ou seja, a uma configuração particular do elemento. Portanto, em princípio, o barramento de equipotencialização principal deve ser sempre uma barra.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1704411 Arquitetura

Analise as afirmativas a seguir:


I. A proteção adicional contra choques elétricos em uma instalação elétrica é o meio destinado a garantir a proteção contra choques elétricos em situações de maior risco de perda ou anulação das medidas normalmente aplicáveis, de dificuldade no atendimento pleno das condições de segurança associadas a determinada medida de proteção e/ou, ainda, em situações ou locais em que os perigos do choque elétrico são particularmente graves.

II. Em uma instalação elétrica, o SELV (do inglês “separated extra-low voltage”) é o sistema de extrabaixa tensão que é eletricamente separado da terra, de outros sistemas e de tal modo que a ocorrência de uma única falta não resulta em risco de choque elétrico.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1704410 Arquitetura

Analise as afirmativas a seguir:


I. Os revestimentos devem ser executados estritamente de acordo com as determinações do projeto arquitetônico, no que diz respeito aos tipos de acabamentos a serem utilizados.

II. Os revestimentos devem ser executados rigorosamente de acordo com as especificações técnicas ou, em casos não especificados, de acordo com as recomendações dos respectivos fabricantes e/ou da fiscalização.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1700575 Matemática
Ao concluir o ensino médio, Valéria fará uma viagem de comemoração com suas amigas e, desde que combinaram, ela tem contado o tempo que falta para o passeio. Sabendo que o dia em que fez a última contagem era uma terça-feira e a viagem aconteceria dali a 12 semanas e 3 dias, qual dia da semana Valéria viajará com suas amigas?
Alternativas
Q1700574 Matemática

Observe a figura abaixo e responda.


Imagem associada para resolução da questão


Qual a inclinação da escada em relação ao piso?

Alternativas
Q1700573 Matemática
Com o intuito de conhecer melhor seus consumidores, um mercado realizou pesquisa de público com 2.000 pessoas. O resultado revelou os seguintes perfis de idade e gasto médio por compra:
Imagem associada para resolução da questão

Sabendo que o valor das vendas do último mês totalizou R$100.000,00, que o perfil C foi responsável pelo dobro de gastos em relação ao perfil B, e que o perfil C gastou metade do valor gasto pelo perfil B, qual foi, aproximadamente, a quantidade de compras realizadas por pessoas com idade entre 32 e 65 anos?
Alternativas
Q1700572 Português

Sobre o ouvir


    O ato de ouvir exige humildade de quem ouve. E a humildade está nisso: saber, não com a cabeça, mas com o coração, que é possível que o outro veja mundos que nós não vemos. Mas isso, admitir que o outro vê coisas que nós não vemos, implica reconhecer que somos meio cegos… Vemos pouco, vemos torto, vemos errado.

    Bernardo Soares diz que aquilo que nós vemos é aquilo que nós somos. Assim, para sair do círculo fechado de nós mesmos, em que só vemos nosso próprio rosto refletido nas coisas, é preciso que nos coloquemos fora de nós mesmos. Nós não somos o umbigo do mundo. E isso é muito difícil: reconhecer que não somos o umbigo do mundo! Para se ouvir de verdade, isso é, para nos colocarmos dentro do mundo do outro, é preciso colocar entre parêntesis, ainda que provisoriamente, as nossas opiniões.

    Minhas opiniões! É claro que eu acredito que as minhas opiniões são a expressão da verdade. Se eu não acreditasse na verdade daquilo que penso, trocaria meus pensamentos por outros. E, se falo, é para fazer com que aquele que me ouve acredite em mim, troque os seus pensamentos pelos meus. É norma de boa educação ficar em silêncio enquanto o outro fala. Mas esse silêncio não é verdadeiro. É apenas um tempo de espera: estou esperando que ele termine de falar para que eu, então, diga a verdade. A prova disto está no seguinte: se levo a sério o que o outro está dizendo, que é diferente do que penso, depois de terminada a sua fala eu ficaria em silêncio, para ruminar aquilo que ele disse, que me é estranho. Mas isso jamais acontece. A resposta vem sempre rápida e imediata. A resposta rápida quer dizer: “Não preciso ouvi-lo. Basta que eu me ouça a mim mesmo. Não vou perder tempo ruminando o que você disse. Aquilo que você disse não é o que eu diria, portanto está errado…”.


Rubem Alves, no livro “Ostra feliz não faz pérola”. Editora Planeta, 2008.

Pode-se dizer que o texto defende a ideia de que:
Alternativas
Q1700571 Português

Sobre o ouvir


    O ato de ouvir exige humildade de quem ouve. E a humildade está nisso: saber, não com a cabeça, mas com o coração, que é possível que o outro veja mundos que nós não vemos. Mas isso, admitir que o outro vê coisas que nós não vemos, implica reconhecer que somos meio cegos… Vemos pouco, vemos torto, vemos errado.

    Bernardo Soares diz que aquilo que nós vemos é aquilo que nós somos. Assim, para sair do círculo fechado de nós mesmos, em que só vemos nosso próprio rosto refletido nas coisas, é preciso que nos coloquemos fora de nós mesmos. Nós não somos o umbigo do mundo. E isso é muito difícil: reconhecer que não somos o umbigo do mundo! Para se ouvir de verdade, isso é, para nos colocarmos dentro do mundo do outro, é preciso colocar entre parêntesis, ainda que provisoriamente, as nossas opiniões.

    Minhas opiniões! É claro que eu acredito que as minhas opiniões são a expressão da verdade. Se eu não acreditasse na verdade daquilo que penso, trocaria meus pensamentos por outros. E, se falo, é para fazer com que aquele que me ouve acredite em mim, troque os seus pensamentos pelos meus. É norma de boa educação ficar em silêncio enquanto o outro fala. Mas esse silêncio não é verdadeiro. É apenas um tempo de espera: estou esperando que ele termine de falar para que eu, então, diga a verdade. A prova disto está no seguinte: se levo a sério o que o outro está dizendo, que é diferente do que penso, depois de terminada a sua fala eu ficaria em silêncio, para ruminar aquilo que ele disse, que me é estranho. Mas isso jamais acontece. A resposta vem sempre rápida e imediata. A resposta rápida quer dizer: “Não preciso ouvi-lo. Basta que eu me ouça a mim mesmo. Não vou perder tempo ruminando o que você disse. Aquilo que você disse não é o que eu diria, portanto está errado…”.


Rubem Alves, no livro “Ostra feliz não faz pérola”. Editora Planeta, 2008.

A expressão em destaque em “Não vou perder tempo ruminando o que você disse.” Poderia ser substituída, sem alteração de sentido e fazendo as alterações necessárias, por:
Alternativas
Q1700570 Português

Sobre o ouvir


    O ato de ouvir exige humildade de quem ouve. E a humildade está nisso: saber, não com a cabeça, mas com o coração, que é possível que o outro veja mundos que nós não vemos. Mas isso, admitir que o outro vê coisas que nós não vemos, implica reconhecer que somos meio cegos… Vemos pouco, vemos torto, vemos errado.

    Bernardo Soares diz que aquilo que nós vemos é aquilo que nós somos. Assim, para sair do círculo fechado de nós mesmos, em que só vemos nosso próprio rosto refletido nas coisas, é preciso que nos coloquemos fora de nós mesmos. Nós não somos o umbigo do mundo. E isso é muito difícil: reconhecer que não somos o umbigo do mundo! Para se ouvir de verdade, isso é, para nos colocarmos dentro do mundo do outro, é preciso colocar entre parêntesis, ainda que provisoriamente, as nossas opiniões.

    Minhas opiniões! É claro que eu acredito que as minhas opiniões são a expressão da verdade. Se eu não acreditasse na verdade daquilo que penso, trocaria meus pensamentos por outros. E, se falo, é para fazer com que aquele que me ouve acredite em mim, troque os seus pensamentos pelos meus. É norma de boa educação ficar em silêncio enquanto o outro fala. Mas esse silêncio não é verdadeiro. É apenas um tempo de espera: estou esperando que ele termine de falar para que eu, então, diga a verdade. A prova disto está no seguinte: se levo a sério o que o outro está dizendo, que é diferente do que penso, depois de terminada a sua fala eu ficaria em silêncio, para ruminar aquilo que ele disse, que me é estranho. Mas isso jamais acontece. A resposta vem sempre rápida e imediata. A resposta rápida quer dizer: “Não preciso ouvi-lo. Basta que eu me ouça a mim mesmo. Não vou perder tempo ruminando o que você disse. Aquilo que você disse não é o que eu diria, portanto está errado…”.


Rubem Alves, no livro “Ostra feliz não faz pérola”. Editora Planeta, 2008.

Considerando o contexto e o uso dos tempos e dos modos verbais, o termo em destaque em “se levo a sério o que o outro está dizendo, que é diferente do que penso, depois de terminada a sua fala eu ficaria em silêncio, para ruminar aquilo que ele disse, que me é estranho” estabelece ideia de:
Alternativas
Q1700569 Português

Sobre o ouvir


    O ato de ouvir exige humildade de quem ouve. E a humildade está nisso: saber, não com a cabeça, mas com o coração, que é possível que o outro veja mundos que nós não vemos. Mas isso, admitir que o outro vê coisas que nós não vemos, implica reconhecer que somos meio cegos… Vemos pouco, vemos torto, vemos errado.

    Bernardo Soares diz que aquilo que nós vemos é aquilo que nós somos. Assim, para sair do círculo fechado de nós mesmos, em que só vemos nosso próprio rosto refletido nas coisas, é preciso que nos coloquemos fora de nós mesmos. Nós não somos o umbigo do mundo. E isso é muito difícil: reconhecer que não somos o umbigo do mundo! Para se ouvir de verdade, isso é, para nos colocarmos dentro do mundo do outro, é preciso colocar entre parêntesis, ainda que provisoriamente, as nossas opiniões.

    Minhas opiniões! É claro que eu acredito que as minhas opiniões são a expressão da verdade. Se eu não acreditasse na verdade daquilo que penso, trocaria meus pensamentos por outros. E, se falo, é para fazer com que aquele que me ouve acredite em mim, troque os seus pensamentos pelos meus. É norma de boa educação ficar em silêncio enquanto o outro fala. Mas esse silêncio não é verdadeiro. É apenas um tempo de espera: estou esperando que ele termine de falar para que eu, então, diga a verdade. A prova disto está no seguinte: se levo a sério o que o outro está dizendo, que é diferente do que penso, depois de terminada a sua fala eu ficaria em silêncio, para ruminar aquilo que ele disse, que me é estranho. Mas isso jamais acontece. A resposta vem sempre rápida e imediata. A resposta rápida quer dizer: “Não preciso ouvi-lo. Basta que eu me ouça a mim mesmo. Não vou perder tempo ruminando o que você disse. Aquilo que você disse não é o que eu diria, portanto está errado…”.


Rubem Alves, no livro “Ostra feliz não faz pérola”. Editora Planeta, 2008.

O gênero textual desenvolvido por Rubem Alves autoriza o uso da 1ª. pessoa, em um movimento de subjetividade evidente. Assinale a alternativa em que o termo destacado intensifica essa subjetividade:
Alternativas
Q1700568 Português

Sobre o ouvir


    O ato de ouvir exige humildade de quem ouve. E a humildade está nisso: saber, não com a cabeça, mas com o coração, que é possível que o outro veja mundos que nós não vemos. Mas isso, admitir que o outro vê coisas que nós não vemos, implica reconhecer que somos meio cegos… Vemos pouco, vemos torto, vemos errado.

    Bernardo Soares diz que aquilo que nós vemos é aquilo que nós somos. Assim, para sair do círculo fechado de nós mesmos, em que só vemos nosso próprio rosto refletido nas coisas, é preciso que nos coloquemos fora de nós mesmos. Nós não somos o umbigo do mundo. E isso é muito difícil: reconhecer que não somos o umbigo do mundo! Para se ouvir de verdade, isso é, para nos colocarmos dentro do mundo do outro, é preciso colocar entre parêntesis, ainda que provisoriamente, as nossas opiniões.

    Minhas opiniões! É claro que eu acredito que as minhas opiniões são a expressão da verdade. Se eu não acreditasse na verdade daquilo que penso, trocaria meus pensamentos por outros. E, se falo, é para fazer com que aquele que me ouve acredite em mim, troque os seus pensamentos pelos meus. É norma de boa educação ficar em silêncio enquanto o outro fala. Mas esse silêncio não é verdadeiro. É apenas um tempo de espera: estou esperando que ele termine de falar para que eu, então, diga a verdade. A prova disto está no seguinte: se levo a sério o que o outro está dizendo, que é diferente do que penso, depois de terminada a sua fala eu ficaria em silêncio, para ruminar aquilo que ele disse, que me é estranho. Mas isso jamais acontece. A resposta vem sempre rápida e imediata. A resposta rápida quer dizer: “Não preciso ouvi-lo. Basta que eu me ouça a mim mesmo. Não vou perder tempo ruminando o que você disse. Aquilo que você disse não é o que eu diria, portanto está errado…”.


Rubem Alves, no livro “Ostra feliz não faz pérola”. Editora Planeta, 2008.

Ainda considerando a passagem “E a humildade está nisso: saber, não com a cabeça, mas com o coração, que é possível que o outro veja mundos que nós não vemos”, o termo em destaque estabelece ideia de:
Alternativas
Q1700567 Português

Sobre o ouvir


    O ato de ouvir exige humildade de quem ouve. E a humildade está nisso: saber, não com a cabeça, mas com o coração, que é possível que o outro veja mundos que nós não vemos. Mas isso, admitir que o outro vê coisas que nós não vemos, implica reconhecer que somos meio cegos… Vemos pouco, vemos torto, vemos errado.

    Bernardo Soares diz que aquilo que nós vemos é aquilo que nós somos. Assim, para sair do círculo fechado de nós mesmos, em que só vemos nosso próprio rosto refletido nas coisas, é preciso que nos coloquemos fora de nós mesmos. Nós não somos o umbigo do mundo. E isso é muito difícil: reconhecer que não somos o umbigo do mundo! Para se ouvir de verdade, isso é, para nos colocarmos dentro do mundo do outro, é preciso colocar entre parêntesis, ainda que provisoriamente, as nossas opiniões.

    Minhas opiniões! É claro que eu acredito que as minhas opiniões são a expressão da verdade. Se eu não acreditasse na verdade daquilo que penso, trocaria meus pensamentos por outros. E, se falo, é para fazer com que aquele que me ouve acredite em mim, troque os seus pensamentos pelos meus. É norma de boa educação ficar em silêncio enquanto o outro fala. Mas esse silêncio não é verdadeiro. É apenas um tempo de espera: estou esperando que ele termine de falar para que eu, então, diga a verdade. A prova disto está no seguinte: se levo a sério o que o outro está dizendo, que é diferente do que penso, depois de terminada a sua fala eu ficaria em silêncio, para ruminar aquilo que ele disse, que me é estranho. Mas isso jamais acontece. A resposta vem sempre rápida e imediata. A resposta rápida quer dizer: “Não preciso ouvi-lo. Basta que eu me ouça a mim mesmo. Não vou perder tempo ruminando o que você disse. Aquilo que você disse não é o que eu diria, portanto está errado…”.


Rubem Alves, no livro “Ostra feliz não faz pérola”. Editora Planeta, 2008.

Em “E a humildade está nisso: saber, não com a cabeça, mas com o coração, que é possível que o outro veja mundos que nós não vemos”, se o verbo ver, em destaque, fosse substituído pelo verbo assistir, com o mesmo sentido, e se o termo mundos, também em destaque, fosse substituído por realidades, teríamos:
Alternativas
Respostas
12701: B
12702: A
12703: B
12704: C
12705: B
12706: B
12707: A
12708: A
12709: B
12710: A
12711: A
12712: D
12713: B
12714: C
12715: C
12716: B
12717: B
12718: C
12719: B
12720: C