Questões de Concurso Para analista técnico - administrativo

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Q4259013 Noções de Informática
Considere a situação em que um usuário está realizando a edição de um texto no ambiente de trabalho do programa MS-Word 2016, em sua configuração padrão, e analise o parágrafo a seguir:
Para selecionar um parágrafo de forma rápida, um usuário pode fazer __________ rápidos com o botão __________ do mouse sobre qualquer palavra do parágrafo desejado, ou fazer __________ rápidos com o mesmo botão na margem __________ desse parágrafo.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto. 
Alternativas
Q4259012 Noções de Informática
Um analista está usando o programa Explorador de Arquivos, que vem integrado ao MS-Windows 11 em sua configuração padrão, para visualizar uma pasta no disco rígido de seu computador, na qual estão gravados 6 arquivos de texto que aparecem listados na tela como segue:
Texto01.txt Texto02.txt Texto03.txt Texto04.txt Texto05.txt Texto06.txt
Para copiar os arquivos cujos nomes terminam em algarismos pares para outra pasta, o analista seleciona os arquivos desejados clicando com o botão principal do mouse em cada um deles, após acionar e manter acionada a tecla 
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Q4259011 Matemática
Em um terreno com formato de triângulo retângulo ABC, será delimitada a região ADEC para servir de depósito de materiais, que tem o formato de um quadrilátero com área de 66 m2 e corresponde à área sombreada da figura. Nesse terreno, os lados AB e BC medem, respectivamente, 18 m e 24 m:

24-25.jpg (323×235)
Sabe-se que o quadrilátero ADEC é um trapézio com bases AC e DE paralelas. Depois de uma medição, descobriu-se que DE mede 25 m, e por meio da aplicação do Teorema de Pitágoras, foi possível calcular a medida de AC. Com base nessas informações, bem como nos dados apresentados, é correto afirmar que a altura do trapézio ADEC, correspondente à distância entre as bases AC e DE, mede
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Q4259010 Matemática
Em um terreno com formato de triângulo retângulo ABC, será delimitada a região ADEC para servir de depósito de materiais, que tem o formato de um quadrilátero com área de 66 m2 e corresponde à área sombreada da figura. Nesse terreno, os lados AB e BC medem, respectivamente, 18 m e 24 m:

24-25.jpg (323×235)
A área do terreno ABC que não será ocupada pela região destinada ao depósito de materiais é
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Q4259009 Matemática
Os preços pelos quais o frasco de azeite de certa marca está sendo vendido em 5 supermercados estão listados a seguir:
R$ 21,00; R$ 26,00; R$ 27,00; R$ 24,00; R$ 25,00.

Se Bruna decidir vender, em sua loja, esse mesmo frasco de azeite R$ 1,50 mais barato do que o preço médio desse produto nos 5 supermercados supracitados (calculado por meio da média aritmética simples), ela irá vendê-lo por
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Q4259008 Matemática
Sidney e Celso subiram juntos em uma balança, que indicou 134 kg. Em seguida, cada um deles subiu sozinho na balança, e, depois de medirem suas massas individuais, disseram à Patrícia que Celso é 4 kg mais pesado do que Sidney. Se Sidney perder 5 kg, e Celso ganhar 11 kg, a razão entre a massa de Sidney e a massa de Celso será igual a
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Q4259007 Matemática
Em um estoque, há algumas caixas de bombons, todas com a mesma quantidade de bombons. O número de caixas é 8 unidades maior do que o número de bombons por caixa. A quantidade total de bombons em todas essas caixas é igual a 560. Se uma dessas caixas for aberta, e todos os bombons forem vendidos a R$ 3,00 cada, o valor total arrecadado será 
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Q4259006 Matemática
Dentro da 1ª Zona Eleitoral de uma cidade, a seção eleitoral A tem 424 eleitores inscritos, e a seção eleitoral B, 530. Na última eleição, alguns eleitores não foram votar. Para a seção A, ao se dividir o número de eleitores que não votaram pelo número total de eleitores inscritos na seção, foi obtido o número racional 0,125. Para a seção B, o número de eleitores que não foram votar naquela eleição foi o mesmo da seção eleitoral A. Qual fração representa o número de eleitores da seção B que não votaram na última eleição em comparação com o número total de eleitores inscritos nessa seção?
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Q4259005 Matemática
Um par de alianças em ouro foi comprado, há alguns anos, em promoção, por um valor, V1 , 8% menor do que o valor correspondente à quantidade de ouro de que as alianças eram feitas, de acordo com a cotação oficial do ouro na data da compra. Depois de algum tempo, em data na qual o ouro estava 15% mais caro do que na data da compra das alianças, de acordo com a cotação oficial, esse par de alianças foi vendido por um valor, V2 , 10% menor do que o valor oficial correspondente a sua quantidade de ouro na data da venda. A partir dessas informações, é correto concluir que o valor de venda V2 corresponde, do valor de compra V1 , a 
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Q4259004 Matemática
Um concurso público para certo órgão estadual abriu R asc u nho vagas para os cargos A e B. Depois da homologação do concurso, foi publicada a lista de aprovados, com 104 aprovados para o cargo A e 182 aprovados para o cargo B, os quais serão convocados para tomar posse de acordo com os seguintes critérios:
I. em todas as convocações, serão convocados aprovados tanto do cargo A como do cargo B;
II. em todas as convocações, os números de convocados do cargo A serão iguais;
III. em todas as convocações, os números de convocados do cargo B serão iguais;
IV. todos os aprovados serão convocados;
V. número de convocações deve ser o maior possível dentro dessas condições.
Considerando a primeira convocação, o número de convocados do cargo B excede o número de convocados do cargo A em
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Q4259003 Matemática
Para responder a questão, considere o seguinte trecho de uma matéria sobre tecnologia: 

“A computação quântica representa um dos mais significativos avanços tecnológicos das últimas décadas, e mostra sinais significativos da revolução de campos tão diversos quanto a criptografia, a farmacologia e a inteligência artificial (…) Em 2019, a Google anunciou a ‘supremacia quântica’ com seu processador Sycamore, capaz de realizar, em 200 segundos, uma tarefa específica que levaria 10.000 anos para ser realizada por um supercomputador clássico.”

(Disponível em: https://www.defesaemfoco.com.br/a-origem-do-computador- -quantico-uma-jornada-da-teoria-a-pratica/#google_vignette, 24.05.2026. Adaptado)
Considere uma tarefa que, por um supercomputador clássico, levaria 6.750 anos para ser realizada. Partindo da relação estabelecida no texto entre os tempos de processamento dos dois modelos de computação apresentados, e considerando todos os anos como se 365 dias tivessem (dias de 24 horas), é correto afirmar que essa mesma tarefa seria realizada pelo processador Sycamore em
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Q4259002 Matemática
Para responder a questão, considere o seguinte trecho de uma matéria sobre tecnologia: 

“A computação quântica representa um dos mais significativos avanços tecnológicos das últimas décadas, e mostra sinais significativos da revolução de campos tão diversos quanto a criptografia, a farmacologia e a inteligência artificial (…) Em 2019, a Google anunciou a ‘supremacia quântica’ com seu processador Sycamore, capaz de realizar, em 200 segundos, uma tarefa específica que levaria 10.000 anos para ser realizada por um supercomputador clássico.”

(Disponível em: https://www.defesaemfoco.com.br/a-origem-do-computador- -quantico-uma-jornada-da-teoria-a-pratica/#google_vignette, 24.05.2026. Adaptado)
Para se ter uma noção do quão mais rápido é o computador quântico em relação ao supercomputador clássico, considere T1 o tempo que o processador Sycamore levou para realizar a referida tarefa, e T2 o tempo que um supercomputador clássico levaria para realizá-la, conforme informado no texto base. Expressando T1 e T2 em uma mesma unidade de tempo, e considerando todos os anos como se 365 dias tivessem (dias de 24 horas), o valor k, tal que T2 = k · T1 , é igual a 
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Q4259001 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


Uma noite, há anos, acordei bruscamente e uma estranha pergunta explodiu de minha boca. De que cor eram os olhos de minha mãe? Atordoada, custei a reconhecer o quarto da nova casa em que eu estava morando e não conseguia me lembrar de como havia chegado até ali. E a insistente pergunta martelando, martelando. De que cor eram os olhos de minha mãe? Aquela indagação havia surgido há dias, há meses, posso dizer. Entre um afazer e outro, eu me pegava pensando de que cor seriam os olhos de minha mãe. E o que a princípio tinha sido um mero pensamento interrogativo, naquela noite se transformou em uma dolorosa pergunta carregada de um tom acusativo. Então eu não sabia de que cor eram os olhos de minha mãe?


Sendo a primeira de sete filhas, desde cedo busquei dar conta de minhas próprias dificuldades, cresci rápido, passando por uma breve adolescência. Sempre ao lado de minha mãe, aprendi a conhecê-la. Decifrava o seu silêncio nas horas de dificuldades, como também sabia reconhecer, em seus gestos, prenúncios de possíveis alegrias. Naquele momento, entretanto, descobria-me cheia de culpa por não recordar de que cor seriam os seus olhos. Eu achava tudo muito estranho, pois me lembrava nitidamente de vários detalhes do corpo dela.


Eu me lembrava também de algumas histórias da infância de minha mãe; às vezes, essas histórias confundiam-se com as de minha própria infância. Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse, ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimento. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida.


(Conceição Evaristo, “Olhos d’água”, 19.05.2023. Disponível em: https://files.ufgd.edu.br. Adaptado)

A alternativa em que a colocação do pronome átono está em conformidade com a norma-padrão é:
Alternativas
Q4259000 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


Uma noite, há anos, acordei bruscamente e uma estranha pergunta explodiu de minha boca. De que cor eram os olhos de minha mãe? Atordoada, custei a reconhecer o quarto da nova casa em que eu estava morando e não conseguia me lembrar de como havia chegado até ali. E a insistente pergunta martelando, martelando. De que cor eram os olhos de minha mãe? Aquela indagação havia surgido há dias, há meses, posso dizer. Entre um afazer e outro, eu me pegava pensando de que cor seriam os olhos de minha mãe. E o que a princípio tinha sido um mero pensamento interrogativo, naquela noite se transformou em uma dolorosa pergunta carregada de um tom acusativo. Então eu não sabia de que cor eram os olhos de minha mãe?


Sendo a primeira de sete filhas, desde cedo busquei dar conta de minhas próprias dificuldades, cresci rápido, passando por uma breve adolescência. Sempre ao lado de minha mãe, aprendi a conhecê-la. Decifrava o seu silêncio nas horas de dificuldades, como também sabia reconhecer, em seus gestos, prenúncios de possíveis alegrias. Naquele momento, entretanto, descobria-me cheia de culpa por não recordar de que cor seriam os seus olhos. Eu achava tudo muito estranho, pois me lembrava nitidamente de vários detalhes do corpo dela.


Eu me lembrava também de algumas histórias da infância de minha mãe; às vezes, essas histórias confundiam-se com as de minha própria infância. Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse, ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimento. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida.


(Conceição Evaristo, “Olhos d’água”, 19.05.2023. Disponível em: https://files.ufgd.edu.br. Adaptado)

Observe a seguir os trechos em destaque na passagem do 1° parágrafo:
Atordoada, custei a reconhecer o quarto da nova casa em que eu estava morando e não conseguia me lembrar de como havia chegado até ali.
A substituição desses trechos atende à norma-padrão de regência e de crase, respectivamente, em:
Alternativas
Q4258999 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


Uma noite, há anos, acordei bruscamente e uma estranha pergunta explodiu de minha boca. De que cor eram os olhos de minha mãe? Atordoada, custei a reconhecer o quarto da nova casa em que eu estava morando e não conseguia me lembrar de como havia chegado até ali. E a insistente pergunta martelando, martelando. De que cor eram os olhos de minha mãe? Aquela indagação havia surgido há dias, há meses, posso dizer. Entre um afazer e outro, eu me pegava pensando de que cor seriam os olhos de minha mãe. E o que a princípio tinha sido um mero pensamento interrogativo, naquela noite se transformou em uma dolorosa pergunta carregada de um tom acusativo. Então eu não sabia de que cor eram os olhos de minha mãe?


Sendo a primeira de sete filhas, desde cedo busquei dar conta de minhas próprias dificuldades, cresci rápido, passando por uma breve adolescência. Sempre ao lado de minha mãe, aprendi a conhecê-la. Decifrava o seu silêncio nas horas de dificuldades, como também sabia reconhecer, em seus gestos, prenúncios de possíveis alegrias. Naquele momento, entretanto, descobria-me cheia de culpa por não recordar de que cor seriam os seus olhos. Eu achava tudo muito estranho, pois me lembrava nitidamente de vários detalhes do corpo dela.


Eu me lembrava também de algumas histórias da infância de minha mãe; às vezes, essas histórias confundiam-se com as de minha própria infância. Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse, ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimento. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida.


(Conceição Evaristo, “Olhos d’água”, 19.05.2023. Disponível em: https://files.ufgd.edu.br. Adaptado)

A passagem caracterizada pelo emprego de palavra(s) em sentido figurado é: 
Alternativas
Q4258998 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


Uma noite, há anos, acordei bruscamente e uma estranha pergunta explodiu de minha boca. De que cor eram os olhos de minha mãe? Atordoada, custei a reconhecer o quarto da nova casa em que eu estava morando e não conseguia me lembrar de como havia chegado até ali. E a insistente pergunta martelando, martelando. De que cor eram os olhos de minha mãe? Aquela indagação havia surgido há dias, há meses, posso dizer. Entre um afazer e outro, eu me pegava pensando de que cor seriam os olhos de minha mãe. E o que a princípio tinha sido um mero pensamento interrogativo, naquela noite se transformou em uma dolorosa pergunta carregada de um tom acusativo. Então eu não sabia de que cor eram os olhos de minha mãe?


Sendo a primeira de sete filhas, desde cedo busquei dar conta de minhas próprias dificuldades, cresci rápido, passando por uma breve adolescência. Sempre ao lado de minha mãe, aprendi a conhecê-la. Decifrava o seu silêncio nas horas de dificuldades, como também sabia reconhecer, em seus gestos, prenúncios de possíveis alegrias. Naquele momento, entretanto, descobria-me cheia de culpa por não recordar de que cor seriam os seus olhos. Eu achava tudo muito estranho, pois me lembrava nitidamente de vários detalhes do corpo dela.


Eu me lembrava também de algumas histórias da infância de minha mãe; às vezes, essas histórias confundiam-se com as de minha própria infância. Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse, ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimento. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida.


(Conceição Evaristo, “Olhos d’água”, 19.05.2023. Disponível em: https://files.ufgd.edu.br. Adaptado)

Os termos destacados na passagem – Naquele momento, entretanto, descobria-me cheia de culpa por não recordar de que cor seriam os seus olhos. Eu achava tudo muito estranho, pois me lembrava nitidamente de vários detalhes do corpo dela. – podem ser substituídos, sem prejuízo ao sentido e respectivamente, por:
Alternativas
Q4258997 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


Uma noite, há anos, acordei bruscamente e uma estranha pergunta explodiu de minha boca. De que cor eram os olhos de minha mãe? Atordoada, custei a reconhecer o quarto da nova casa em que eu estava morando e não conseguia me lembrar de como havia chegado até ali. E a insistente pergunta martelando, martelando. De que cor eram os olhos de minha mãe? Aquela indagação havia surgido há dias, há meses, posso dizer. Entre um afazer e outro, eu me pegava pensando de que cor seriam os olhos de minha mãe. E o que a princípio tinha sido um mero pensamento interrogativo, naquela noite se transformou em uma dolorosa pergunta carregada de um tom acusativo. Então eu não sabia de que cor eram os olhos de minha mãe?


Sendo a primeira de sete filhas, desde cedo busquei dar conta de minhas próprias dificuldades, cresci rápido, passando por uma breve adolescência. Sempre ao lado de minha mãe, aprendi a conhecê-la. Decifrava o seu silêncio nas horas de dificuldades, como também sabia reconhecer, em seus gestos, prenúncios de possíveis alegrias. Naquele momento, entretanto, descobria-me cheia de culpa por não recordar de que cor seriam os seus olhos. Eu achava tudo muito estranho, pois me lembrava nitidamente de vários detalhes do corpo dela.


Eu me lembrava também de algumas histórias da infância de minha mãe; às vezes, essas histórias confundiam-se com as de minha própria infância. Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse, ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimento. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida.


(Conceição Evaristo, “Olhos d’água”, 19.05.2023. Disponível em: https://files.ufgd.edu.br. Adaptado)

São sinônimos dos termos destacados nas passagens – “E o que a princípio tinha sido um mero pensamento interrogativo...” e “... sabia reconhecer, em seus gestos, prenúncios de possíveis alegrias.” –, respectivamente:
Alternativas
Q4258996 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


Uma noite, há anos, acordei bruscamente e uma estranha pergunta explodiu de minha boca. De que cor eram os olhos de minha mãe? Atordoada, custei a reconhecer o quarto da nova casa em que eu estava morando e não conseguia me lembrar de como havia chegado até ali. E a insistente pergunta martelando, martelando. De que cor eram os olhos de minha mãe? Aquela indagação havia surgido há dias, há meses, posso dizer. Entre um afazer e outro, eu me pegava pensando de que cor seriam os olhos de minha mãe. E o que a princípio tinha sido um mero pensamento interrogativo, naquela noite se transformou em uma dolorosa pergunta carregada de um tom acusativo. Então eu não sabia de que cor eram os olhos de minha mãe?


Sendo a primeira de sete filhas, desde cedo busquei dar conta de minhas próprias dificuldades, cresci rápido, passando por uma breve adolescência. Sempre ao lado de minha mãe, aprendi a conhecê-la. Decifrava o seu silêncio nas horas de dificuldades, como também sabia reconhecer, em seus gestos, prenúncios de possíveis alegrias. Naquele momento, entretanto, descobria-me cheia de culpa por não recordar de que cor seriam os seus olhos. Eu achava tudo muito estranho, pois me lembrava nitidamente de vários detalhes do corpo dela.


Eu me lembrava também de algumas histórias da infância de minha mãe; às vezes, essas histórias confundiam-se com as de minha própria infância. Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse, ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimento. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida.


(Conceição Evaristo, “Olhos d’água”, 19.05.2023. Disponível em: https://files.ufgd.edu.br. Adaptado)

Ao relatar fatos de sua infância ao lado da mãe, a narradora revela,
Alternativas
Q4258995 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


Uma noite, há anos, acordei bruscamente e uma estranha pergunta explodiu de minha boca. De que cor eram os olhos de minha mãe? Atordoada, custei a reconhecer o quarto da nova casa em que eu estava morando e não conseguia me lembrar de como havia chegado até ali. E a insistente pergunta martelando, martelando. De que cor eram os olhos de minha mãe? Aquela indagação havia surgido há dias, há meses, posso dizer. Entre um afazer e outro, eu me pegava pensando de que cor seriam os olhos de minha mãe. E o que a princípio tinha sido um mero pensamento interrogativo, naquela noite se transformou em uma dolorosa pergunta carregada de um tom acusativo. Então eu não sabia de que cor eram os olhos de minha mãe?


Sendo a primeira de sete filhas, desde cedo busquei dar conta de minhas próprias dificuldades, cresci rápido, passando por uma breve adolescência. Sempre ao lado de minha mãe, aprendi a conhecê-la. Decifrava o seu silêncio nas horas de dificuldades, como também sabia reconhecer, em seus gestos, prenúncios de possíveis alegrias. Naquele momento, entretanto, descobria-me cheia de culpa por não recordar de que cor seriam os seus olhos. Eu achava tudo muito estranho, pois me lembrava nitidamente de vários detalhes do corpo dela.


Eu me lembrava também de algumas histórias da infância de minha mãe; às vezes, essas histórias confundiam-se com as de minha própria infância. Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse, ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimento. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida.


(Conceição Evaristo, “Olhos d’água”, 19.05.2023. Disponível em: https://files.ufgd.edu.br. Adaptado)

A constatação de que não consegue se lembrar da cor dos olhos da mãe leva a narradora a
Alternativas
Q4258994 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


        Mais cedo ou mais tarde vai bater um desespero na humanidade em relação às mudanças climáticas. E, então, vamos procurar soluções radicais e arriscadas. Um grupo de cientistas já está desenvolvendo essas soluções. A questão é se teremos coragem de tirá-las da prateleira.


        Do ponto de vista científico, o aquecimento global é um fenômeno com causas já conhecidas e solução já identificada. Hoje, o problema é convencer a humanidade a fazer o óbvio e adotar a solução. Mas isso tem sido impossível. Nossa espécie parece incapaz de sacrificar o presente por um futuro melhor. E, por esse motivo, estamos sentados vendo o problema se agravar, na esperança de morrermos de morte natural antes de a situação ficar desesperadora.


        Na história do planeta, uma quantidade enorme de material orgânico produzido por seres vivos ao longo de milhões de anos foi enterrada em grandes depósitos. É o que chamamos de petróleo e outros combustíveis fósseis. Outro nome adequado é hidrocarbonetos, pois são constituídos por moléculas que possuem carbono reduzido, fruto de milhões de anos de fotossíntese que aos poucos foi retirando carbono oxidado da atmosfera, reduzindo a quantidade de gás carbônico.


        Há aproximadamente 150 anos, a humanidade descobriu os combustíveis fósseis e passou a queimá-los de forma desenfreada. Uma energia barata enterrada pelos seres vivos que nos antecederam no planeta. E, com isso, estamos liberando quantidades crescentes de gás carbônico na atmosfera. E esse é um dos gases responsáveis pelo efeito estufa, outro nome perfeito. Esses gases permitem que a luz solar entre na atmosfera, mas impedem que o calor gerado volte para o espaço sideral. Eles funcionam como o vidro de uma estufa, deixam a luz entrar, mas impedem a saída do calor. E o planeta vai esquentando aos poucos. Mas, como o sapo na panela, estamos sentindo o calor aumentar sem tomar providências.


        A receita para interromper esse processo é simples. Basta deixar de queimar combustíveis fósseis e buscar outras formas de energia. Mas, como o sapo, ficamos esperando que alguma coisa aconteça, talvez que o fogo sob a panela se apague sozinho. Como o sapo, um dia vamos perceber que a situação é desesperadora.


(Fernando Reinach, “Uma solução para quando o desespero chegar”, 18.05.2026. Disponível em: www.estadao.com.br. Adaptado)

A passagem em que, na reescrita, o emprego dos sinais de pontuação se mostra de acordo com a norma-padrão e com o sentido do texto é:
Alternativas
Respostas
61: D
62: B
63: B
64: E
65: B
66: B
67: A
68: C
69: E
70: A
71: C
72: D
73: D
74: B
75: E
76: E
77: A
78: C
79: B
80: C