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Q3689502 Matemática
Uma empresa possui 8 impressoras que imprimem 16 banners em 8 minutos. Ela recebeu uma encomenda de 176 banners. Se todas as suas impressoras vão imprimir, quantos minutos serão necessários para terminar a encomenda?
Alternativas
Q3689499 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



Médicos atribuem morte de 1º paciente

a receber coração de porco a múltiplos fatores



    Múltiplos fatores provocaram a morte da primeira pessoa no mundo a receber o transplante de um coração de porco geneticamente modificado. Além disso, vírus suínos detectados no órgão não se espalharam para outras partes do corpo do paciente. A conclusão consta de um estudo, publicado no último dia 29 na revista The Lancet, feito pela equipe médica responsável pela cirurgia.

    

    David Bennett, 57, tinha uma condição cardíaca que o levaria à morte caso não recebesse um transplante de coração. Com outras doenças crônicas, porém, ele não era elegível para um transplante de coração humano.


    Em 7 de janeiro de 2022, ele passou por uma operação de oito horas no Centro Médico da Universidade de Maryland para receber o transplante de coração suíno.


    O coração suíno foi geneticamente modificado para incluir genes humanos que tornam o órgão mais tolerável pelo nosso sistema imunológico. Outros genes suínos foram deletados para impedir o crescimento do órgão dentro do corpo e outras funções.


    A equipe de pesquisadores divulgou no estudo as principais lições aprendidas com o primeiro xenotransplante (nome dado ao procedimento que ocorre com órgãos de outras espécies animais) feito em um paciente ainda vivo.


    A ideia é que a pesquisa ajude a identificar possíveis falhas e aprimorar o caminho para novos procedimentos no futuro.


    A causa da morte de Bennett foi uma parada cardíaca dois meses depois do procedimento.


    Ao analisarem o órgão transplantado, os pesquisadores notaram endurecimento da parede do miocárdio, a musculatura que recobre o coração, danos múltiplos ao endotélio (parede mais fina e interna dos capilares sanguíneos) e inflamação do órgão, consequência provavelmente de uma resposta imune exacerbada desencadeada por uma possível rejeição ao órgão.


    Como a saúde do paciente estava deteriorada, os médicos administraram imunoglobulina intravenosa (IVIG, na sigla em inglês) para tentar ajudar a recuperar o sistema imune debilitado. Durante a administração, porém, os anticorpos podem ter reconhecido o órgão como um invasor e provocado a resposta imune contra o próprio tecido cardíaco.


        Além disso, foi detectada na análise genética do coração a presença de dois tipos de vírus suínos, o citomegalovírus suíno (PCMV) e o vírus da roséola suína (PRV), mas nenhum fragmento de DNA viral foi detectado em outros órgãos do paciente, o que descarta que uma provável infecção viral tenha causado a morte.


    De acordo com os cientistas, é provável que os vírus, que estavam dormentes no órgão, tenham sido liberados da parede do coração após a ação exagerada do sistema imune do paciente. Com a chamada síndrome inflamatória, o vírus pode ter provocado ainda mais deterioração na parede cardíaca.


     Um dos pontos levantados pelos autores no estudo é que não foi feito um teste na imunoglobulina intravenosa antes da administração ao paciente para investigar se haveria possibilidade de reação cruzada. Essa reação imune exacerbada poderia ter sido evitada caso células da veia aorta do porco tivessem sido testadas antes da cirurgia.


     "É provável que a reação imune tenha sido provocada só após a injeção no paciente, já que detectamos também uma diminuição na expressão gênica dos genes que supostamente previnem a rejeição e uma elevada expressão de genes que regulam a ação inflamatória humana nas células endoteliais", explicam os autores.


     "No futuro, pretendemos evitar usar imunoglobulina intravenosa e, se isso não for possível, vamos testar o lote total do medicamento contra células do porco doador antes de usá-lo. Além disso, desenvolvemos um teste e vamos também descartar órgãos de porcos que tenham algum dos vírus suínos que foram encontrados dormentes no órgão", disse Muhammad Mouhidini à Folha.


    Os cientistas afirmam, porém, que Bennett foi um herói que voluntariou a própria vida à ciência e esperam que o próximo paciente seja bem-sucedido. "Novos transplantes de porco geneticamente modificados em humanos podem melhorar nossa compreensão dos mecanismos de falha dos xenoenxertos e ajudar a lidar melhor com os procedimentos clínicos", completam os autores.


(Ana Bottallo. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/07/virussuino-nao-causou-morte-de-1a-pessoa-a-receber-transplante-de-coracao-deporco.shtml. 6.jul.2023) 




Ao analisarem o órgão transplantado, os pesquisadores notaram endurecimento da parede do miocárdio, a musculatura que recobre o coração, danos múltiplos ao endotélio (parede mais fina e interna dos capilares sanguíneos) e inflamação do órgão, consequência provavelmente de uma resposta imune exacerbada desencadeada por uma possível rejeição ao órgão. (L.30-36)


Os três termos sublinhados no período acima exercem função sintática, respectivamente, de

Alternativas
Q3689498 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



Médicos atribuem morte de 1º paciente

a receber coração de porco a múltiplos fatores



    Múltiplos fatores provocaram a morte da primeira pessoa no mundo a receber o transplante de um coração de porco geneticamente modificado. Além disso, vírus suínos detectados no órgão não se espalharam para outras partes do corpo do paciente. A conclusão consta de um estudo, publicado no último dia 29 na revista The Lancet, feito pela equipe médica responsável pela cirurgia.

    

    David Bennett, 57, tinha uma condição cardíaca que o levaria à morte caso não recebesse um transplante de coração. Com outras doenças crônicas, porém, ele não era elegível para um transplante de coração humano.


    Em 7 de janeiro de 2022, ele passou por uma operação de oito horas no Centro Médico da Universidade de Maryland para receber o transplante de coração suíno.


    O coração suíno foi geneticamente modificado para incluir genes humanos que tornam o órgão mais tolerável pelo nosso sistema imunológico. Outros genes suínos foram deletados para impedir o crescimento do órgão dentro do corpo e outras funções.


    A equipe de pesquisadores divulgou no estudo as principais lições aprendidas com o primeiro xenotransplante (nome dado ao procedimento que ocorre com órgãos de outras espécies animais) feito em um paciente ainda vivo.


    A ideia é que a pesquisa ajude a identificar possíveis falhas e aprimorar o caminho para novos procedimentos no futuro.


    A causa da morte de Bennett foi uma parada cardíaca dois meses depois do procedimento.


    Ao analisarem o órgão transplantado, os pesquisadores notaram endurecimento da parede do miocárdio, a musculatura que recobre o coração, danos múltiplos ao endotélio (parede mais fina e interna dos capilares sanguíneos) e inflamação do órgão, consequência provavelmente de uma resposta imune exacerbada desencadeada por uma possível rejeição ao órgão.


    Como a saúde do paciente estava deteriorada, os médicos administraram imunoglobulina intravenosa (IVIG, na sigla em inglês) para tentar ajudar a recuperar o sistema imune debilitado. Durante a administração, porém, os anticorpos podem ter reconhecido o órgão como um invasor e provocado a resposta imune contra o próprio tecido cardíaco.


        Além disso, foi detectada na análise genética do coração a presença de dois tipos de vírus suínos, o citomegalovírus suíno (PCMV) e o vírus da roséola suína (PRV), mas nenhum fragmento de DNA viral foi detectado em outros órgãos do paciente, o que descarta que uma provável infecção viral tenha causado a morte.


    De acordo com os cientistas, é provável que os vírus, que estavam dormentes no órgão, tenham sido liberados da parede do coração após a ação exagerada do sistema imune do paciente. Com a chamada síndrome inflamatória, o vírus pode ter provocado ainda mais deterioração na parede cardíaca.


     Um dos pontos levantados pelos autores no estudo é que não foi feito um teste na imunoglobulina intravenosa antes da administração ao paciente para investigar se haveria possibilidade de reação cruzada. Essa reação imune exacerbada poderia ter sido evitada caso células da veia aorta do porco tivessem sido testadas antes da cirurgia.


     "É provável que a reação imune tenha sido provocada só após a injeção no paciente, já que detectamos também uma diminuição na expressão gênica dos genes que supostamente previnem a rejeição e uma elevada expressão de genes que regulam a ação inflamatória humana nas células endoteliais", explicam os autores.


     "No futuro, pretendemos evitar usar imunoglobulina intravenosa e, se isso não for possível, vamos testar o lote total do medicamento contra células do porco doador antes de usá-lo. Além disso, desenvolvemos um teste e vamos também descartar órgãos de porcos que tenham algum dos vírus suínos que foram encontrados dormentes no órgão", disse Muhammad Mouhidini à Folha.


    Os cientistas afirmam, porém, que Bennett foi um herói que voluntariou a própria vida à ciência e esperam que o próximo paciente seja bem-sucedido. "Novos transplantes de porco geneticamente modificados em humanos podem melhorar nossa compreensão dos mecanismos de falha dos xenoenxertos e ajudar a lidar melhor com os procedimentos clínicos", completam os autores.


(Ana Bottallo. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/07/virussuino-nao-causou-morte-de-1a-pessoa-a-receber-transplante-de-coracao-deporco.shtml. 6.jul.2023) 




Além disso, foi detectada na análise genética do coração a presença de dois tipos de vírus suínos, o citomegalovírus suíno (PCMV) e o vírus da roséola suína (PRV), mas nenhum fragmento de DNA viral foi detectado em outros órgãos do paciente, o que descarta que uma provável infecção viral tenha causado a morte. (L.44-49)
No período acima há
Alternativas
Q3689497 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



Médicos atribuem morte de 1º paciente

a receber coração de porco a múltiplos fatores



    Múltiplos fatores provocaram a morte da primeira pessoa no mundo a receber o transplante de um coração de porco geneticamente modificado. Além disso, vírus suínos detectados no órgão não se espalharam para outras partes do corpo do paciente. A conclusão consta de um estudo, publicado no último dia 29 na revista The Lancet, feito pela equipe médica responsável pela cirurgia.

    

    David Bennett, 57, tinha uma condição cardíaca que o levaria à morte caso não recebesse um transplante de coração. Com outras doenças crônicas, porém, ele não era elegível para um transplante de coração humano.


    Em 7 de janeiro de 2022, ele passou por uma operação de oito horas no Centro Médico da Universidade de Maryland para receber o transplante de coração suíno.


    O coração suíno foi geneticamente modificado para incluir genes humanos que tornam o órgão mais tolerável pelo nosso sistema imunológico. Outros genes suínos foram deletados para impedir o crescimento do órgão dentro do corpo e outras funções.


    A equipe de pesquisadores divulgou no estudo as principais lições aprendidas com o primeiro xenotransplante (nome dado ao procedimento que ocorre com órgãos de outras espécies animais) feito em um paciente ainda vivo.


    A ideia é que a pesquisa ajude a identificar possíveis falhas e aprimorar o caminho para novos procedimentos no futuro.


    A causa da morte de Bennett foi uma parada cardíaca dois meses depois do procedimento.


    Ao analisarem o órgão transplantado, os pesquisadores notaram endurecimento da parede do miocárdio, a musculatura que recobre o coração, danos múltiplos ao endotélio (parede mais fina e interna dos capilares sanguíneos) e inflamação do órgão, consequência provavelmente de uma resposta imune exacerbada desencadeada por uma possível rejeição ao órgão.


    Como a saúde do paciente estava deteriorada, os médicos administraram imunoglobulina intravenosa (IVIG, na sigla em inglês) para tentar ajudar a recuperar o sistema imune debilitado. Durante a administração, porém, os anticorpos podem ter reconhecido o órgão como um invasor e provocado a resposta imune contra o próprio tecido cardíaco.


        Além disso, foi detectada na análise genética do coração a presença de dois tipos de vírus suínos, o citomegalovírus suíno (PCMV) e o vírus da roséola suína (PRV), mas nenhum fragmento de DNA viral foi detectado em outros órgãos do paciente, o que descarta que uma provável infecção viral tenha causado a morte.


    De acordo com os cientistas, é provável que os vírus, que estavam dormentes no órgão, tenham sido liberados da parede do coração após a ação exagerada do sistema imune do paciente. Com a chamada síndrome inflamatória, o vírus pode ter provocado ainda mais deterioração na parede cardíaca.


     Um dos pontos levantados pelos autores no estudo é que não foi feito um teste na imunoglobulina intravenosa antes da administração ao paciente para investigar se haveria possibilidade de reação cruzada. Essa reação imune exacerbada poderia ter sido evitada caso células da veia aorta do porco tivessem sido testadas antes da cirurgia.


     "É provável que a reação imune tenha sido provocada só após a injeção no paciente, já que detectamos também uma diminuição na expressão gênica dos genes que supostamente previnem a rejeição e uma elevada expressão de genes que regulam a ação inflamatória humana nas células endoteliais", explicam os autores.


     "No futuro, pretendemos evitar usar imunoglobulina intravenosa e, se isso não for possível, vamos testar o lote total do medicamento contra células do porco doador antes de usá-lo. Além disso, desenvolvemos um teste e vamos também descartar órgãos de porcos que tenham algum dos vírus suínos que foram encontrados dormentes no órgão", disse Muhammad Mouhidini à Folha.


    Os cientistas afirmam, porém, que Bennett foi um herói que voluntariou a própria vida à ciência e esperam que o próximo paciente seja bem-sucedido. "Novos transplantes de porco geneticamente modificados em humanos podem melhorar nossa compreensão dos mecanismos de falha dos xenoenxertos e ajudar a lidar melhor com os procedimentos clínicos", completam os autores.


(Ana Bottallo. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/07/virussuino-nao-causou-morte-de-1a-pessoa-a-receber-transplante-de-coracao-deporco.shtml. 6.jul.2023) 




Assinale a alternativa em que a palavra indicada tenha sido formada por processo distinto do das demais.
Alternativas
Q3689496 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



Médicos atribuem morte de 1º paciente

a receber coração de porco a múltiplos fatores



    Múltiplos fatores provocaram a morte da primeira pessoa no mundo a receber o transplante de um coração de porco geneticamente modificado. Além disso, vírus suínos detectados no órgão não se espalharam para outras partes do corpo do paciente. A conclusão consta de um estudo, publicado no último dia 29 na revista The Lancet, feito pela equipe médica responsável pela cirurgia.

    

    David Bennett, 57, tinha uma condição cardíaca que o levaria à morte caso não recebesse um transplante de coração. Com outras doenças crônicas, porém, ele não era elegível para um transplante de coração humano.


    Em 7 de janeiro de 2022, ele passou por uma operação de oito horas no Centro Médico da Universidade de Maryland para receber o transplante de coração suíno.


    O coração suíno foi geneticamente modificado para incluir genes humanos que tornam o órgão mais tolerável pelo nosso sistema imunológico. Outros genes suínos foram deletados para impedir o crescimento do órgão dentro do corpo e outras funções.


    A equipe de pesquisadores divulgou no estudo as principais lições aprendidas com o primeiro xenotransplante (nome dado ao procedimento que ocorre com órgãos de outras espécies animais) feito em um paciente ainda vivo.


    A ideia é que a pesquisa ajude a identificar possíveis falhas e aprimorar o caminho para novos procedimentos no futuro.


    A causa da morte de Bennett foi uma parada cardíaca dois meses depois do procedimento.


    Ao analisarem o órgão transplantado, os pesquisadores notaram endurecimento da parede do miocárdio, a musculatura que recobre o coração, danos múltiplos ao endotélio (parede mais fina e interna dos capilares sanguíneos) e inflamação do órgão, consequência provavelmente de uma resposta imune exacerbada desencadeada por uma possível rejeição ao órgão.


    Como a saúde do paciente estava deteriorada, os médicos administraram imunoglobulina intravenosa (IVIG, na sigla em inglês) para tentar ajudar a recuperar o sistema imune debilitado. Durante a administração, porém, os anticorpos podem ter reconhecido o órgão como um invasor e provocado a resposta imune contra o próprio tecido cardíaco.


        Além disso, foi detectada na análise genética do coração a presença de dois tipos de vírus suínos, o citomegalovírus suíno (PCMV) e o vírus da roséola suína (PRV), mas nenhum fragmento de DNA viral foi detectado em outros órgãos do paciente, o que descarta que uma provável infecção viral tenha causado a morte.


    De acordo com os cientistas, é provável que os vírus, que estavam dormentes no órgão, tenham sido liberados da parede do coração após a ação exagerada do sistema imune do paciente. Com a chamada síndrome inflamatória, o vírus pode ter provocado ainda mais deterioração na parede cardíaca.


     Um dos pontos levantados pelos autores no estudo é que não foi feito um teste na imunoglobulina intravenosa antes da administração ao paciente para investigar se haveria possibilidade de reação cruzada. Essa reação imune exacerbada poderia ter sido evitada caso células da veia aorta do porco tivessem sido testadas antes da cirurgia.


     "É provável que a reação imune tenha sido provocada só após a injeção no paciente, já que detectamos também uma diminuição na expressão gênica dos genes que supostamente previnem a rejeição e uma elevada expressão de genes que regulam a ação inflamatória humana nas células endoteliais", explicam os autores.


     "No futuro, pretendemos evitar usar imunoglobulina intravenosa e, se isso não for possível, vamos testar o lote total do medicamento contra células do porco doador antes de usá-lo. Além disso, desenvolvemos um teste e vamos também descartar órgãos de porcos que tenham algum dos vírus suínos que foram encontrados dormentes no órgão", disse Muhammad Mouhidini à Folha.


    Os cientistas afirmam, porém, que Bennett foi um herói que voluntariou a própria vida à ciência e esperam que o próximo paciente seja bem-sucedido. "Novos transplantes de porco geneticamente modificados em humanos podem melhorar nossa compreensão dos mecanismos de falha dos xenoenxertos e ajudar a lidar melhor com os procedimentos clínicos", completam os autores.


(Ana Bottallo. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/07/virussuino-nao-causou-morte-de-1a-pessoa-a-receber-transplante-de-coracao-deporco.shtml. 6.jul.2023) 




Assinale a alternativa em que a palavra indicada, no texto, não desempenhe papel adverbial.
Alternativas
Q3689495 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



Médicos atribuem morte de 1º paciente

a receber coração de porco a múltiplos fatores



    Múltiplos fatores provocaram a morte da primeira pessoa no mundo a receber o transplante de um coração de porco geneticamente modificado. Além disso, vírus suínos detectados no órgão não se espalharam para outras partes do corpo do paciente. A conclusão consta de um estudo, publicado no último dia 29 na revista The Lancet, feito pela equipe médica responsável pela cirurgia.

    

    David Bennett, 57, tinha uma condição cardíaca que o levaria à morte caso não recebesse um transplante de coração. Com outras doenças crônicas, porém, ele não era elegível para um transplante de coração humano.


    Em 7 de janeiro de 2022, ele passou por uma operação de oito horas no Centro Médico da Universidade de Maryland para receber o transplante de coração suíno.


    O coração suíno foi geneticamente modificado para incluir genes humanos que tornam o órgão mais tolerável pelo nosso sistema imunológico. Outros genes suínos foram deletados para impedir o crescimento do órgão dentro do corpo e outras funções.


    A equipe de pesquisadores divulgou no estudo as principais lições aprendidas com o primeiro xenotransplante (nome dado ao procedimento que ocorre com órgãos de outras espécies animais) feito em um paciente ainda vivo.


    A ideia é que a pesquisa ajude a identificar possíveis falhas e aprimorar o caminho para novos procedimentos no futuro.


    A causa da morte de Bennett foi uma parada cardíaca dois meses depois do procedimento.


    Ao analisarem o órgão transplantado, os pesquisadores notaram endurecimento da parede do miocárdio, a musculatura que recobre o coração, danos múltiplos ao endotélio (parede mais fina e interna dos capilares sanguíneos) e inflamação do órgão, consequência provavelmente de uma resposta imune exacerbada desencadeada por uma possível rejeição ao órgão.


    Como a saúde do paciente estava deteriorada, os médicos administraram imunoglobulina intravenosa (IVIG, na sigla em inglês) para tentar ajudar a recuperar o sistema imune debilitado. Durante a administração, porém, os anticorpos podem ter reconhecido o órgão como um invasor e provocado a resposta imune contra o próprio tecido cardíaco.


        Além disso, foi detectada na análise genética do coração a presença de dois tipos de vírus suínos, o citomegalovírus suíno (PCMV) e o vírus da roséola suína (PRV), mas nenhum fragmento de DNA viral foi detectado em outros órgãos do paciente, o que descarta que uma provável infecção viral tenha causado a morte.


    De acordo com os cientistas, é provável que os vírus, que estavam dormentes no órgão, tenham sido liberados da parede do coração após a ação exagerada do sistema imune do paciente. Com a chamada síndrome inflamatória, o vírus pode ter provocado ainda mais deterioração na parede cardíaca.


     Um dos pontos levantados pelos autores no estudo é que não foi feito um teste na imunoglobulina intravenosa antes da administração ao paciente para investigar se haveria possibilidade de reação cruzada. Essa reação imune exacerbada poderia ter sido evitada caso células da veia aorta do porco tivessem sido testadas antes da cirurgia.


     "É provável que a reação imune tenha sido provocada só após a injeção no paciente, já que detectamos também uma diminuição na expressão gênica dos genes que supostamente previnem a rejeição e uma elevada expressão de genes que regulam a ação inflamatória humana nas células endoteliais", explicam os autores.


     "No futuro, pretendemos evitar usar imunoglobulina intravenosa e, se isso não for possível, vamos testar o lote total do medicamento contra células do porco doador antes de usá-lo. Além disso, desenvolvemos um teste e vamos também descartar órgãos de porcos que tenham algum dos vírus suínos que foram encontrados dormentes no órgão", disse Muhammad Mouhidini à Folha.


    Os cientistas afirmam, porém, que Bennett foi um herói que voluntariou a própria vida à ciência e esperam que o próximo paciente seja bem-sucedido. "Novos transplantes de porco geneticamente modificados em humanos podem melhorar nossa compreensão dos mecanismos de falha dos xenoenxertos e ajudar a lidar melhor com os procedimentos clínicos", completam os autores.


(Ana Bottallo. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/07/virussuino-nao-causou-morte-de-1a-pessoa-a-receber-transplante-de-coracao-deporco.shtml. 6.jul.2023) 




Com outras doenças crônicas, porém, ele não era elegível para um transplante de coração humano. (L.11-12)


O segmento sublinhado no período acima, no âmbito do que se informa na sequência, apresenta valor

Alternativas
Q3689494 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



Médicos atribuem morte de 1º paciente

a receber coração de porco a múltiplos fatores



    Múltiplos fatores provocaram a morte da primeira pessoa no mundo a receber o transplante de um coração de porco geneticamente modificado. Além disso, vírus suínos detectados no órgão não se espalharam para outras partes do corpo do paciente. A conclusão consta de um estudo, publicado no último dia 29 na revista The Lancet, feito pela equipe médica responsável pela cirurgia.

    

    David Bennett, 57, tinha uma condição cardíaca que o levaria à morte caso não recebesse um transplante de coração. Com outras doenças crônicas, porém, ele não era elegível para um transplante de coração humano.


    Em 7 de janeiro de 2022, ele passou por uma operação de oito horas no Centro Médico da Universidade de Maryland para receber o transplante de coração suíno.


    O coração suíno foi geneticamente modificado para incluir genes humanos que tornam o órgão mais tolerável pelo nosso sistema imunológico. Outros genes suínos foram deletados para impedir o crescimento do órgão dentro do corpo e outras funções.


    A equipe de pesquisadores divulgou no estudo as principais lições aprendidas com o primeiro xenotransplante (nome dado ao procedimento que ocorre com órgãos de outras espécies animais) feito em um paciente ainda vivo.


    A ideia é que a pesquisa ajude a identificar possíveis falhas e aprimorar o caminho para novos procedimentos no futuro.


    A causa da morte de Bennett foi uma parada cardíaca dois meses depois do procedimento.


    Ao analisarem o órgão transplantado, os pesquisadores notaram endurecimento da parede do miocárdio, a musculatura que recobre o coração, danos múltiplos ao endotélio (parede mais fina e interna dos capilares sanguíneos) e inflamação do órgão, consequência provavelmente de uma resposta imune exacerbada desencadeada por uma possível rejeição ao órgão.


    Como a saúde do paciente estava deteriorada, os médicos administraram imunoglobulina intravenosa (IVIG, na sigla em inglês) para tentar ajudar a recuperar o sistema imune debilitado. Durante a administração, porém, os anticorpos podem ter reconhecido o órgão como um invasor e provocado a resposta imune contra o próprio tecido cardíaco.


        Além disso, foi detectada na análise genética do coração a presença de dois tipos de vírus suínos, o citomegalovírus suíno (PCMV) e o vírus da roséola suína (PRV), mas nenhum fragmento de DNA viral foi detectado em outros órgãos do paciente, o que descarta que uma provável infecção viral tenha causado a morte.


    De acordo com os cientistas, é provável que os vírus, que estavam dormentes no órgão, tenham sido liberados da parede do coração após a ação exagerada do sistema imune do paciente. Com a chamada síndrome inflamatória, o vírus pode ter provocado ainda mais deterioração na parede cardíaca.


     Um dos pontos levantados pelos autores no estudo é que não foi feito um teste na imunoglobulina intravenosa antes da administração ao paciente para investigar se haveria possibilidade de reação cruzada. Essa reação imune exacerbada poderia ter sido evitada caso células da veia aorta do porco tivessem sido testadas antes da cirurgia.


     "É provável que a reação imune tenha sido provocada só após a injeção no paciente, já que detectamos também uma diminuição na expressão gênica dos genes que supostamente previnem a rejeição e uma elevada expressão de genes que regulam a ação inflamatória humana nas células endoteliais", explicam os autores.


     "No futuro, pretendemos evitar usar imunoglobulina intravenosa e, se isso não for possível, vamos testar o lote total do medicamento contra células do porco doador antes de usá-lo. Além disso, desenvolvemos um teste e vamos também descartar órgãos de porcos que tenham algum dos vírus suínos que foram encontrados dormentes no órgão", disse Muhammad Mouhidini à Folha.


    Os cientistas afirmam, porém, que Bennett foi um herói que voluntariou a própria vida à ciência e esperam que o próximo paciente seja bem-sucedido. "Novos transplantes de porco geneticamente modificados em humanos podem melhorar nossa compreensão dos mecanismos de falha dos xenoenxertos e ajudar a lidar melhor com os procedimentos clínicos", completam os autores.


(Ana Bottallo. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/07/virussuino-nao-causou-morte-de-1a-pessoa-a-receber-transplante-de-coracao-deporco.shtml. 6.jul.2023) 




Os cientistas afirmam, porém, que Bennett foi um herói que voluntariou a própria vida à ciência e esperam que o próximo paciente seja bem-sucedido. (L.75-77)
A grafia correta do contrário da palavra sublinhada no período acima é 
Alternativas
Q3689493 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



Médicos atribuem morte de 1º paciente

a receber coração de porco a múltiplos fatores



    Múltiplos fatores provocaram a morte da primeira pessoa no mundo a receber o transplante de um coração de porco geneticamente modificado. Além disso, vírus suínos detectados no órgão não se espalharam para outras partes do corpo do paciente. A conclusão consta de um estudo, publicado no último dia 29 na revista The Lancet, feito pela equipe médica responsável pela cirurgia.

    

    David Bennett, 57, tinha uma condição cardíaca que o levaria à morte caso não recebesse um transplante de coração. Com outras doenças crônicas, porém, ele não era elegível para um transplante de coração humano.


    Em 7 de janeiro de 2022, ele passou por uma operação de oito horas no Centro Médico da Universidade de Maryland para receber o transplante de coração suíno.


    O coração suíno foi geneticamente modificado para incluir genes humanos que tornam o órgão mais tolerável pelo nosso sistema imunológico. Outros genes suínos foram deletados para impedir o crescimento do órgão dentro do corpo e outras funções.


    A equipe de pesquisadores divulgou no estudo as principais lições aprendidas com o primeiro xenotransplante (nome dado ao procedimento que ocorre com órgãos de outras espécies animais) feito em um paciente ainda vivo.


    A ideia é que a pesquisa ajude a identificar possíveis falhas e aprimorar o caminho para novos procedimentos no futuro.


    A causa da morte de Bennett foi uma parada cardíaca dois meses depois do procedimento.


    Ao analisarem o órgão transplantado, os pesquisadores notaram endurecimento da parede do miocárdio, a musculatura que recobre o coração, danos múltiplos ao endotélio (parede mais fina e interna dos capilares sanguíneos) e inflamação do órgão, consequência provavelmente de uma resposta imune exacerbada desencadeada por uma possível rejeição ao órgão.


    Como a saúde do paciente estava deteriorada, os médicos administraram imunoglobulina intravenosa (IVIG, na sigla em inglês) para tentar ajudar a recuperar o sistema imune debilitado. Durante a administração, porém, os anticorpos podem ter reconhecido o órgão como um invasor e provocado a resposta imune contra o próprio tecido cardíaco.


        Além disso, foi detectada na análise genética do coração a presença de dois tipos de vírus suínos, o citomegalovírus suíno (PCMV) e o vírus da roséola suína (PRV), mas nenhum fragmento de DNA viral foi detectado em outros órgãos do paciente, o que descarta que uma provável infecção viral tenha causado a morte.


    De acordo com os cientistas, é provável que os vírus, que estavam dormentes no órgão, tenham sido liberados da parede do coração após a ação exagerada do sistema imune do paciente. Com a chamada síndrome inflamatória, o vírus pode ter provocado ainda mais deterioração na parede cardíaca.


     Um dos pontos levantados pelos autores no estudo é que não foi feito um teste na imunoglobulina intravenosa antes da administração ao paciente para investigar se haveria possibilidade de reação cruzada. Essa reação imune exacerbada poderia ter sido evitada caso células da veia aorta do porco tivessem sido testadas antes da cirurgia.


     "É provável que a reação imune tenha sido provocada só após a injeção no paciente, já que detectamos também uma diminuição na expressão gênica dos genes que supostamente previnem a rejeição e uma elevada expressão de genes que regulam a ação inflamatória humana nas células endoteliais", explicam os autores.


     "No futuro, pretendemos evitar usar imunoglobulina intravenosa e, se isso não for possível, vamos testar o lote total do medicamento contra células do porco doador antes de usá-lo. Além disso, desenvolvemos um teste e vamos também descartar órgãos de porcos que tenham algum dos vírus suínos que foram encontrados dormentes no órgão", disse Muhammad Mouhidini à Folha.


    Os cientistas afirmam, porém, que Bennett foi um herói que voluntariou a própria vida à ciência e esperam que o próximo paciente seja bem-sucedido. "Novos transplantes de porco geneticamente modificados em humanos podem melhorar nossa compreensão dos mecanismos de falha dos xenoenxertos e ajudar a lidar melhor com os procedimentos clínicos", completam os autores.


(Ana Bottallo. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/07/virussuino-nao-causou-morte-de-1a-pessoa-a-receber-transplante-de-coracao-deporco.shtml. 6.jul.2023) 




A ideia é que a pesquisa ajude a identificar possíveis falhas e aprimorar o caminho para novos procedimentos no futuro. (L.25- 27) A respeito do período acima, analise as afirmativas a seguir:

I. O período é composto por coordenação e subordinação.
II. Há duas orações reduzidas.
III. As orações subordinadas são todas substantivas.

Assinale
Alternativas
Q3689492 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



Médicos atribuem morte de 1º paciente

a receber coração de porco a múltiplos fatores



    Múltiplos fatores provocaram a morte da primeira pessoa no mundo a receber o transplante de um coração de porco geneticamente modificado. Além disso, vírus suínos detectados no órgão não se espalharam para outras partes do corpo do paciente. A conclusão consta de um estudo, publicado no último dia 29 na revista The Lancet, feito pela equipe médica responsável pela cirurgia.

    

    David Bennett, 57, tinha uma condição cardíaca que o levaria à morte caso não recebesse um transplante de coração. Com outras doenças crônicas, porém, ele não era elegível para um transplante de coração humano.


    Em 7 de janeiro de 2022, ele passou por uma operação de oito horas no Centro Médico da Universidade de Maryland para receber o transplante de coração suíno.


    O coração suíno foi geneticamente modificado para incluir genes humanos que tornam o órgão mais tolerável pelo nosso sistema imunológico. Outros genes suínos foram deletados para impedir o crescimento do órgão dentro do corpo e outras funções.


    A equipe de pesquisadores divulgou no estudo as principais lições aprendidas com o primeiro xenotransplante (nome dado ao procedimento que ocorre com órgãos de outras espécies animais) feito em um paciente ainda vivo.


    A ideia é que a pesquisa ajude a identificar possíveis falhas e aprimorar o caminho para novos procedimentos no futuro.


    A causa da morte de Bennett foi uma parada cardíaca dois meses depois do procedimento.


    Ao analisarem o órgão transplantado, os pesquisadores notaram endurecimento da parede do miocárdio, a musculatura que recobre o coração, danos múltiplos ao endotélio (parede mais fina e interna dos capilares sanguíneos) e inflamação do órgão, consequência provavelmente de uma resposta imune exacerbada desencadeada por uma possível rejeição ao órgão.


    Como a saúde do paciente estava deteriorada, os médicos administraram imunoglobulina intravenosa (IVIG, na sigla em inglês) para tentar ajudar a recuperar o sistema imune debilitado. Durante a administração, porém, os anticorpos podem ter reconhecido o órgão como um invasor e provocado a resposta imune contra o próprio tecido cardíaco.


        Além disso, foi detectada na análise genética do coração a presença de dois tipos de vírus suínos, o citomegalovírus suíno (PCMV) e o vírus da roséola suína (PRV), mas nenhum fragmento de DNA viral foi detectado em outros órgãos do paciente, o que descarta que uma provável infecção viral tenha causado a morte.


    De acordo com os cientistas, é provável que os vírus, que estavam dormentes no órgão, tenham sido liberados da parede do coração após a ação exagerada do sistema imune do paciente. Com a chamada síndrome inflamatória, o vírus pode ter provocado ainda mais deterioração na parede cardíaca.


     Um dos pontos levantados pelos autores no estudo é que não foi feito um teste na imunoglobulina intravenosa antes da administração ao paciente para investigar se haveria possibilidade de reação cruzada. Essa reação imune exacerbada poderia ter sido evitada caso células da veia aorta do porco tivessem sido testadas antes da cirurgia.


     "É provável que a reação imune tenha sido provocada só após a injeção no paciente, já que detectamos também uma diminuição na expressão gênica dos genes que supostamente previnem a rejeição e uma elevada expressão de genes que regulam a ação inflamatória humana nas células endoteliais", explicam os autores.


     "No futuro, pretendemos evitar usar imunoglobulina intravenosa e, se isso não for possível, vamos testar o lote total do medicamento contra células do porco doador antes de usá-lo. Além disso, desenvolvemos um teste e vamos também descartar órgãos de porcos que tenham algum dos vírus suínos que foram encontrados dormentes no órgão", disse Muhammad Mouhidini à Folha.


    Os cientistas afirmam, porém, que Bennett foi um herói que voluntariou a própria vida à ciência e esperam que o próximo paciente seja bem-sucedido. "Novos transplantes de porco geneticamente modificados em humanos podem melhorar nossa compreensão dos mecanismos de falha dos xenoenxertos e ajudar a lidar melhor com os procedimentos clínicos", completam os autores.


(Ana Bottallo. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/07/virussuino-nao-causou-morte-de-1a-pessoa-a-receber-transplante-de-coracao-deporco.shtml. 6.jul.2023) 




Assinale a alternativa em que a palavra indicada tenha sido acentuada seguindo regra distinta da das demais.
Alternativas
Q3689491 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



Médicos atribuem morte de 1º paciente

a receber coração de porco a múltiplos fatores



    Múltiplos fatores provocaram a morte da primeira pessoa no mundo a receber o transplante de um coração de porco geneticamente modificado. Além disso, vírus suínos detectados no órgão não se espalharam para outras partes do corpo do paciente. A conclusão consta de um estudo, publicado no último dia 29 na revista The Lancet, feito pela equipe médica responsável pela cirurgia.

    

    David Bennett, 57, tinha uma condição cardíaca que o levaria à morte caso não recebesse um transplante de coração. Com outras doenças crônicas, porém, ele não era elegível para um transplante de coração humano.


    Em 7 de janeiro de 2022, ele passou por uma operação de oito horas no Centro Médico da Universidade de Maryland para receber o transplante de coração suíno.


    O coração suíno foi geneticamente modificado para incluir genes humanos que tornam o órgão mais tolerável pelo nosso sistema imunológico. Outros genes suínos foram deletados para impedir o crescimento do órgão dentro do corpo e outras funções.


    A equipe de pesquisadores divulgou no estudo as principais lições aprendidas com o primeiro xenotransplante (nome dado ao procedimento que ocorre com órgãos de outras espécies animais) feito em um paciente ainda vivo.


    A ideia é que a pesquisa ajude a identificar possíveis falhas e aprimorar o caminho para novos procedimentos no futuro.


    A causa da morte de Bennett foi uma parada cardíaca dois meses depois do procedimento.


    Ao analisarem o órgão transplantado, os pesquisadores notaram endurecimento da parede do miocárdio, a musculatura que recobre o coração, danos múltiplos ao endotélio (parede mais fina e interna dos capilares sanguíneos) e inflamação do órgão, consequência provavelmente de uma resposta imune exacerbada desencadeada por uma possível rejeição ao órgão.


    Como a saúde do paciente estava deteriorada, os médicos administraram imunoglobulina intravenosa (IVIG, na sigla em inglês) para tentar ajudar a recuperar o sistema imune debilitado. Durante a administração, porém, os anticorpos podem ter reconhecido o órgão como um invasor e provocado a resposta imune contra o próprio tecido cardíaco.


        Além disso, foi detectada na análise genética do coração a presença de dois tipos de vírus suínos, o citomegalovírus suíno (PCMV) e o vírus da roséola suína (PRV), mas nenhum fragmento de DNA viral foi detectado em outros órgãos do paciente, o que descarta que uma provável infecção viral tenha causado a morte.


    De acordo com os cientistas, é provável que os vírus, que estavam dormentes no órgão, tenham sido liberados da parede do coração após a ação exagerada do sistema imune do paciente. Com a chamada síndrome inflamatória, o vírus pode ter provocado ainda mais deterioração na parede cardíaca.


     Um dos pontos levantados pelos autores no estudo é que não foi feito um teste na imunoglobulina intravenosa antes da administração ao paciente para investigar se haveria possibilidade de reação cruzada. Essa reação imune exacerbada poderia ter sido evitada caso células da veia aorta do porco tivessem sido testadas antes da cirurgia.


     "É provável que a reação imune tenha sido provocada só após a injeção no paciente, já que detectamos também uma diminuição na expressão gênica dos genes que supostamente previnem a rejeição e uma elevada expressão de genes que regulam a ação inflamatória humana nas células endoteliais", explicam os autores.


     "No futuro, pretendemos evitar usar imunoglobulina intravenosa e, se isso não for possível, vamos testar o lote total do medicamento contra células do porco doador antes de usá-lo. Além disso, desenvolvemos um teste e vamos também descartar órgãos de porcos que tenham algum dos vírus suínos que foram encontrados dormentes no órgão", disse Muhammad Mouhidini à Folha.


    Os cientistas afirmam, porém, que Bennett foi um herói que voluntariou a própria vida à ciência e esperam que o próximo paciente seja bem-sucedido. "Novos transplantes de porco geneticamente modificados em humanos podem melhorar nossa compreensão dos mecanismos de falha dos xenoenxertos e ajudar a lidar melhor com os procedimentos clínicos", completam os autores.


(Ana Bottallo. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/07/virussuino-nao-causou-morte-de-1a-pessoa-a-receber-transplante-de-coracao-deporco.shtml. 6.jul.2023) 




Como texto dissertativo, ele se vale de outras tipologias para discutir as ideias que o compõem. Para tal, é correto afirmar que a tipologia que se privilegia é a 
Alternativas
Q3689490 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



Médicos atribuem morte de 1º paciente

a receber coração de porco a múltiplos fatores



    Múltiplos fatores provocaram a morte da primeira pessoa no mundo a receber o transplante de um coração de porco geneticamente modificado. Além disso, vírus suínos detectados no órgão não se espalharam para outras partes do corpo do paciente. A conclusão consta de um estudo, publicado no último dia 29 na revista The Lancet, feito pela equipe médica responsável pela cirurgia.

    

    David Bennett, 57, tinha uma condição cardíaca que o levaria à morte caso não recebesse um transplante de coração. Com outras doenças crônicas, porém, ele não era elegível para um transplante de coração humano.


    Em 7 de janeiro de 2022, ele passou por uma operação de oito horas no Centro Médico da Universidade de Maryland para receber o transplante de coração suíno.


    O coração suíno foi geneticamente modificado para incluir genes humanos que tornam o órgão mais tolerável pelo nosso sistema imunológico. Outros genes suínos foram deletados para impedir o crescimento do órgão dentro do corpo e outras funções.


    A equipe de pesquisadores divulgou no estudo as principais lições aprendidas com o primeiro xenotransplante (nome dado ao procedimento que ocorre com órgãos de outras espécies animais) feito em um paciente ainda vivo.


    A ideia é que a pesquisa ajude a identificar possíveis falhas e aprimorar o caminho para novos procedimentos no futuro.


    A causa da morte de Bennett foi uma parada cardíaca dois meses depois do procedimento.


    Ao analisarem o órgão transplantado, os pesquisadores notaram endurecimento da parede do miocárdio, a musculatura que recobre o coração, danos múltiplos ao endotélio (parede mais fina e interna dos capilares sanguíneos) e inflamação do órgão, consequência provavelmente de uma resposta imune exacerbada desencadeada por uma possível rejeição ao órgão.


    Como a saúde do paciente estava deteriorada, os médicos administraram imunoglobulina intravenosa (IVIG, na sigla em inglês) para tentar ajudar a recuperar o sistema imune debilitado. Durante a administração, porém, os anticorpos podem ter reconhecido o órgão como um invasor e provocado a resposta imune contra o próprio tecido cardíaco.


        Além disso, foi detectada na análise genética do coração a presença de dois tipos de vírus suínos, o citomegalovírus suíno (PCMV) e o vírus da roséola suína (PRV), mas nenhum fragmento de DNA viral foi detectado em outros órgãos do paciente, o que descarta que uma provável infecção viral tenha causado a morte.


    De acordo com os cientistas, é provável que os vírus, que estavam dormentes no órgão, tenham sido liberados da parede do coração após a ação exagerada do sistema imune do paciente. Com a chamada síndrome inflamatória, o vírus pode ter provocado ainda mais deterioração na parede cardíaca.


     Um dos pontos levantados pelos autores no estudo é que não foi feito um teste na imunoglobulina intravenosa antes da administração ao paciente para investigar se haveria possibilidade de reação cruzada. Essa reação imune exacerbada poderia ter sido evitada caso células da veia aorta do porco tivessem sido testadas antes da cirurgia.


     "É provável que a reação imune tenha sido provocada só após a injeção no paciente, já que detectamos também uma diminuição na expressão gênica dos genes que supostamente previnem a rejeição e uma elevada expressão de genes que regulam a ação inflamatória humana nas células endoteliais", explicam os autores.


     "No futuro, pretendemos evitar usar imunoglobulina intravenosa e, se isso não for possível, vamos testar o lote total do medicamento contra células do porco doador antes de usá-lo. Além disso, desenvolvemos um teste e vamos também descartar órgãos de porcos que tenham algum dos vírus suínos que foram encontrados dormentes no órgão", disse Muhammad Mouhidini à Folha.


    Os cientistas afirmam, porém, que Bennett foi um herói que voluntariou a própria vida à ciência e esperam que o próximo paciente seja bem-sucedido. "Novos transplantes de porco geneticamente modificados em humanos podem melhorar nossa compreensão dos mecanismos de falha dos xenoenxertos e ajudar a lidar melhor com os procedimentos clínicos", completam os autores.


(Ana Bottallo. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/07/virussuino-nao-causou-morte-de-1a-pessoa-a-receber-transplante-de-coracao-deporco.shtml. 6.jul.2023) 




Em relação à leitura do texto e suas possíveis inferências, analise as afirmativas a seguir:


I. O que levou à decisão de transplante de um coração suíno modificado geneticamente em um humano foi a sua condição de não ser elegível para um transplante de coração humano.


II. Um dos fatores que colaboraram para a morte do paciente é que o coração suíno não foi analisado quanto a genes da espécie que poderiam provocar danos, após transplantado.


III. O que acabou contribuindo para a morte do paciente é que o medicamento para atacar remanescentes de vírus fortaleceram o sistema imunológico do paciente e com isso o sistema de defesa interpretou o coração novo como um intruso.


Assinale

Alternativas
Q1011985 Pedagogia

Para Perrenoud (1999, p. 10), “a avaliação está no âmago das contradições do sistema educativo, constantemente na articulação da seleção e da formação, do reconhecimento e da negação das desigualdades”.

Conforme o autor, poderá ocorrer ruptura da avaliação da lógica formativa com a da lógica seletiva caso a avaliação formativa não evolua para

Alternativas
Q1011984 Pedagogia

Segundo Dalben (2004), o conselho de classe é uma instância coletiva que apresenta características básicas distintas de outras instâncias presentes na organização escolar.

Analise as seguintes afirmativas sobre o conselho de classe.

I. Ao analisarem e discutirem o processo de trabalho em sala de aula, os docentes, de modo indireto, terão a sua própria prática como objeto de reflexão.

II. Entre as características do conselho de classe está a de ser vinculado à direção da escola, com o papel de auxiliar na administração global.

III. É um espaço interdisciplinar de estudo e tomadas de decisão sobre o trabalho pedagógico realizado na instituição.

Estão corretas as afirmativas

Alternativas
Q1011983 Pedagogia
Acerca das atribuições do supervisor na organização do trabalho pedagógico apresentadas por Rangel (2005) e Vasconcellos (2009), é incorreto afirmar:
Alternativas
Q1011982 Pedagogia

Em relação à influência nas variáveis metodológicas dos critérios para o ensino e aprendizagem das competências apresentada por Zabala e Arnau (2010), analise as afirmativas a seguir e assinale com V as verdadeiras e com F as falsas.

( ) Independentemente do modo em que se realizem, as sequências didáticas deverão conter entre as suas fases a identificação das questões ou problemas que a situação da realidade apresenta.

( ) Para o ensino de valores como a solidariedade, é suficiente a promoção de atividades de debate e reflexão sobre esse comportamento de cooperação em diferentes contextos e bases sociais.

( ) Das relações interativas necessárias para favorecimento da aprendizagem pressupõem-se várias funções dos professores tal como planejar a sua atuação de modo flexível, possibilitando a adaptação às necessidades dos alunos no processo de ensino-aprendizagem.

( ) A metodologia para a aprendizagem das competências tem que abranger uma organização social da aula com a coexistência, em sua totalidade, de: o grande grupo, as equipes heterogêneas fixas e o trabalho individual.

Assinale a sequência correta.

Alternativas
Q1011981 Pedagogia

Tardif (2002) e Vasconcellos (2009) pontuam a importância na formação dos professores de se considerar os saberes que possuem, utilizam e produzem em seu trabalho cotidiano.

Tendo como base as reflexões desses autores e os aspectos relevantes a serem considerados na formação de professores, assinale a alternativa incorreta.

Alternativas
Q1011980 Pedagogia

Zabala (1998) assinala que qualquer prática educativa traz uma resposta a “por que ensinamos” e “como se aprende”, seja de modo explícito ou não.

Considerando os princípios dos processos de aprendizagem citados por esse autor, não se pode afirmar que a(s)

Alternativas
Q1011979 Pedagogia

Para Candau (2012), a educação intercultural é vista como fundamental para a promoção da inclusão numa lógica emancipadora, buscando a vinculação de políticas de igualdade com políticas de reconhecimento.

Sobre o tema da inclusão social e da educação intercultural, assinale a alternativa que não apresenta uma das reflexões da autora nesse contexto.

Alternativas
Q1011978 Pedagogia

No livro Nove olhares sobre a supervisão, Medina (2008) faz um paralelo entre a ação supervisora tradicional e a renovada, baseando-se em sua pesquisa sobre a atuação do supervisor escolar para o ensino e educação de qualidade.

Nesse contexto, relacione a COLUNA II com a COLUNA I, associando a ação supervisora tradicional e a renovada às características correspondentes a cada uma.

COLUNA I

1. Ação supervisora tradicional

2. Ação supervisora renovada

COLUNA II

( ) Busca explicitar as contradições, lidando com o conflito com o intuito de estabelecer relações de trabalho no grupo da escola.

( ) Atua visando um tipo ideal de homem.

( ) Dá ênfase a procedimentos linearizados.

( ) Reconhece na proposta pedagógica uma oportunidade de reconstrução da escola.

( ) Leva em consideração a singularidade da escola ao fazer a leitura dessa.

( ) Tem a concepção do conhecimento como um dado absoluto.

Assinale a sequência correta.

Alternativas
Q1011977 Pedagogia

Coll e Monereo (2010) analisam o impacto das tecnologias da informação e da comunicação (TIC) na sociedade atual e as modificações das práticas sociais e educacionais resultantes dele.

Acerca dos papéis do professor e do aluno com o uso das TIC na educação, é correto afirmar:

Alternativas
Respostas
61: D
62: B
63: C
64: D
65: C
66: A
67: C
68: D
69: B
70: C
71: B
72: B
73: B
74: A
75: B
76: C
77: A
78: D
79: A
80: C