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Podemos afirmar que existem duas unanimidades na teoria econômica, com resultados práticos inevitáveis. Salvo algumas poucas opiniões em contrário, a primeira delas diz respeito à neutralidade das atividades econômicas sobre a natureza e seus ecossistemas. Isto é, tudo que é feito neste mundo, em termos econômicos, seria incapaz de danificar a natureza, os elos biológicos e os ecossistemas. A maioria dos economistas acredita nisso, mas, olhando ao redor, nos perguntamos com base em que essa crença foi criada. A segunda unanimidade, derivada da primeira, é a obsessão pelo crescimento, como única forma de resolver os problemas humanos relacionados ao bem-estar e à felicidade. Por essa razão, a preocupação rotineira dos economistas em geral é a capacidade de as economias continuarem crescendo infinita e ininterruptamente. Vemos essa preocupação surgir nas justificativas de medidas governamentais, bem como nos textos de diversos autores no Brasil e fora dele. Um exemplo é o Consenso de Washington, cuja finalidade foi pavimentar nos países em desenvolvimento as condições necessárias para a expansão das atividades. No entanto, embora essa seja a preocupação mais corriqueira do mundo financeiro da atualidade, iniciamos o século XXI com enorme angústia em torno da nossa capacidade de crescer. Os riscos financeiros vêm se multiplicando, com ou sem as reformas do Consenso.
A situação econômica atual é crítica e vários economistas parecem deter a solução do problema: voltar a crescer. Precisamos tomar cuidado porque nem sempre os fins justificam os meios. Em primeiro lugar, não existe uma relação direta entre crescimento econômico e maior empregabilidade, já que o avanço tecnológico produz um crescimento de empregos que não alcança o da população. Além disso, o crescimento gerado com base na exaustão e degradação dos recursos naturais já está se mostrando inviável. Essa fórmula pode ser alentadora no curto prazo, mas fornece grande preocupação quanto ao futuro. Uma passagem de um célebre economista francês, Fréderic Bastiat, ilustra essa situação: “na esfera econômica, um ato, um hábito, uma instituição, uma lei não engendram apenas um efeito, mas uma série de efeitos. Desses, só o primeiro é imediato porque se manifesta junto com sua causa (se vê); os outros se desenrolarão sucessivamente (não se veem). Somos felizes se pudermos prevê-los.”
(Adaptado de Hugo Penteado. Ecoeconomia: uma nova abordagem. São Paulo, Lazuli Editora, 2008, p. 89-92)
Leia atentamente as afirmações abaixo.
I. Somos felizes se pudermos prevê-los. (final do texto)
De acordo com o contexto, o pronome grifado acima se refere a efeitos.
II. ... tudo que é feito neste mundo, em termos econômicos, seria incapaz de danificar a natureza... (1° parágrafo)
... nem sempre os fins justificam os meios. (2° parágrafo)
Ambos os verbos grifados nas frases acima exigem o mesmo tipo de complemento.
III. Uma passagem de um célebre economista francês, Fréderic Bastiat, ilustra essa situação: "na esfera econômica..." (2° parágrafo)
O sinal de dois-pontos empregado na frase acima introduz uma citação.
Está correto o que se afirma APENAS em
Podemos afirmar que existem duas unanimidades na teoria econômica, com resultados práticos inevitáveis. Salvo algumas poucas opiniões em contrário, a primeira delas diz respeito à neutralidade das atividades econômicas sobre a natureza e seus ecossistemas. Isto é, tudo que é feito neste mundo, em termos econômicos, seria incapaz de danificar a natureza, os elos biológicos e os ecossistemas. A maioria dos economistas acredita nisso, mas, olhando ao redor, nos perguntamos com base em que essa crença foi criada. A segunda unanimidade, derivada da primeira, é a obsessão pelo crescimento, como única forma de resolver os problemas humanos relacionados ao bem-estar e à felicidade. Por essa razão, a preocupação rotineira dos economistas em geral é a capacidade de as economias continuarem crescendo infinita e ininterruptamente. Vemos essa preocupação surgir nas justificativas de medidas governamentais, bem como nos textos de diversos autores no Brasil e fora dele. Um exemplo é o Consenso de Washington, cuja finalidade foi pavimentar nos países em desenvolvimento as condições necessárias para a expansão das atividades. No entanto, embora essa seja a preocupação mais corriqueira do mundo financeiro da atualidade, iniciamos o século XXI com enorme angústia em torno da nossa capacidade de crescer. Os riscos financeiros vêm se multiplicando, com ou sem as reformas do Consenso.
A situação econômica atual é crítica e vários economistas parecem deter a solução do problema: voltar a crescer. Precisamos tomar cuidado porque nem sempre os fins justificam os meios. Em primeiro lugar, não existe uma relação direta entre crescimento econômico e maior empregabilidade, já que o avanço tecnológico produz um crescimento de empregos que não alcança o da população. Além disso, o crescimento gerado com base na exaustão e degradação dos recursos naturais já está se mostrando inviável. Essa fórmula pode ser alentadora no curto prazo, mas fornece grande preocupação quanto ao futuro. Uma passagem de um célebre economista francês, Fréderic Bastiat, ilustra essa situação: “na esfera econômica, um ato, um hábito, uma instituição, uma lei não engendram apenas um efeito, mas uma série de efeitos. Desses, só o primeiro é imediato porque se manifesta junto com sua causa (se vê); os outros se desenrolarão sucessivamente (não se veem). Somos felizes se pudermos prevê-los.”
(Adaptado de Hugo Penteado. Ecoeconomia: uma nova abordagem. São Paulo, Lazuli Editora, 2008, p. 89-92)
No entanto, embora essa seja a preocupação mais corriqueira do mundo financeiro da atualidade... (1° parágrafo)
Mantendo-se a correção e a lógica, os elementos grifados podem ser substituídos, respectivamente, por:
Podemos afirmar que existem duas unanimidades na teoria econômica, com resultados práticos inevitáveis. Salvo algumas poucas opiniões em contrário, a primeira delas diz respeito à neutralidade das atividades econômicas sobre a natureza e seus ecossistemas. Isto é, tudo que é feito neste mundo, em termos econômicos, seria incapaz de danificar a natureza, os elos biológicos e os ecossistemas. A maioria dos economistas acredita nisso, mas, olhando ao redor, nos perguntamos com base em que essa crença foi criada. A segunda unanimidade, derivada da primeira, é a obsessão pelo crescimento, como única forma de resolver os problemas humanos relacionados ao bem-estar e à felicidade. Por essa razão, a preocupação rotineira dos economistas em geral é a capacidade de as economias continuarem crescendo infinita e ininterruptamente. Vemos essa preocupação surgir nas justificativas de medidas governamentais, bem como nos textos de diversos autores no Brasil e fora dele. Um exemplo é o Consenso de Washington, cuja finalidade foi pavimentar nos países em desenvolvimento as condições necessárias para a expansão das atividades. No entanto, embora essa seja a preocupação mais corriqueira do mundo financeiro da atualidade, iniciamos o século XXI com enorme angústia em torno da nossa capacidade de crescer. Os riscos financeiros vêm se multiplicando, com ou sem as reformas do Consenso.
A situação econômica atual é crítica e vários economistas parecem deter a solução do problema: voltar a crescer. Precisamos tomar cuidado porque nem sempre os fins justificam os meios. Em primeiro lugar, não existe uma relação direta entre crescimento econômico e maior empregabilidade, já que o avanço tecnológico produz um crescimento de empregos que não alcança o da população. Além disso, o crescimento gerado com base na exaustão e degradação dos recursos naturais já está se mostrando inviável. Essa fórmula pode ser alentadora no curto prazo, mas fornece grande preocupação quanto ao futuro. Uma passagem de um célebre economista francês, Fréderic Bastiat, ilustra essa situação: “na esfera econômica, um ato, um hábito, uma instituição, uma lei não engendram apenas um efeito, mas uma série de efeitos. Desses, só o primeiro é imediato porque se manifesta junto com sua causa (se vê); os outros se desenrolarão sucessivamente (não se veem). Somos felizes se pudermos prevê-los.”
(Adaptado de Hugo Penteado. Ecoeconomia: uma nova abordagem. São Paulo, Lazuli Editora, 2008, p. 89-92)
Como toda narração fantástica, a história da origem de Arthur Bispo do Rosário apresenta fatos difíceis de comprovar. Apelando para a imaginação, poderíamos começar assim: “Um dia eu simplesmente apareci no mundo.” Essa era a sua resposta a quem lhe perguntasse sobre sua origem. Ele se recusava a falar sobre sua família, suas raízes, sua cultura. Na sua história, ele era filho de Deus; havia sido adotado pela Virgem Maria e “aparecido” no mundo em seus braços.
Bispo nasceu em Japaratuba, no estado de Sergipe, na primeira semana de julho de 1909, e não foi registrado em cartório. Foi batizado três meses depois, em 5 de outubro, na Igreja Nossa Senhora da Saúde daquela cidade. Segundo o registro do livro de batismo da igreja, seu pai se chamava Claudino Bispo do Rosário e sua mãe, Blandina Francisca de Jesus. Todavia, no boletim oficial de sua passagem pela Marinha brasileira, o nome de seu pai consta como Adriano Bispo do Rosário e a sua data de nascimento, 14 de junho de 1909. Segundo o documento de sua admissão como lavador de bondes na Viação Excelsior, no Rio de Janeiro, ele teria nascido em 16 de março de 1911; e, na sua ficha de internação da Colônia Juliano Moreira, hospital psiquiátrico do qual foi paciente, o item filiação foi preenchido com a anotação “desconhecida”.
[...]
Bispo não desenhou, não pintou nem esculpiu. Nenhuma dessas atividades expressivas tradicionais das “belas artes” foi utilizada por ele. Mas bordou, costurou, pregou, colou, talhou ou simplesmente compôs a partir de objetos já prontos. Nenhum dos materiais “dignos” das artes plásticas foi manipulado por ele; suas obras nasceram das coisas que recolheu por onde andava ou que adquiria no mercado negro do hospício. Na sua maioria, objetos sem vida útil, detritos, sucatas de toda espécie. Na sede compulsiva de criar, quase tudo ao seu redor se transformava em material para criação plástica e, quando necessitava de um tipo específico de material, obtinha-o transformando o que havia à mão: uniformes, lençóis, sacos de estopa. Era um artesão aficionado na ordenação, na catalogação, no preenchimento de espaços e no ato de envolver com fios o corpo dos objetos. Criou vitrines, miniaturas, painéis, estandartes, bordados, roupas e uma infinidade de outras coisas, difíceis de nomear. Uma aventura poética cuja beleza não é desinteressada, ao contrário: “o artista vê na sua própria obra somente uma promessa de felicidade” (Nietzsche).
(Fragmentos adaptados de Marta Dantas. Arthur Bispo do Rosário. S.Paulo, Editora UNESP, 2009, p.17 e 84)
Atente para as seguintes afirmações sobre a pontuação empregada no texto.
I. ... seu pai se chamava Claudino Bispo do Rosário e sua mãe, Blandina Francisca de Jesus.
... o nome de seu pai consta como Adriano Bispo do Rosário e a sua data de nascimento, 14 de junho de 1909...
Nos segmentos acima, as vírgulas são facultativas e poderiam ser retiradas sem prejuízo para o sentido original e a correção.
II. Nenhuma dessas atividades expressivas tradicionais das “belas artes” foi utilizada por ele.
Nenhum dos materiais “dignos” das artes plásticas foi manipulado por ele...
As aspas empregadas nas frases acima indicam a relativização com que devem ser lidos os termos destacados e a reserva que se faz quanto à sua utilização corrente.
III. Uma aventura poética cuja beleza não é desinteressada, ao contrário: “o artista vê na sua própria obra somente uma promessa de felicidade” (Nietzsche).
Os dois-pontos da frase acima poderiam ser substituídos por pois, antecedido de vírgula, mantendo-se a correção e, em linhas gerais, o sentido original.
Está correto o que se afirma em
Como toda narração fantástica, a história da origem de Arthur Bispo do Rosário apresenta fatos difíceis de comprovar. Apelando para a imaginação, poderíamos começar assim: “Um dia eu simplesmente apareci no mundo.” Essa era a sua resposta a quem lhe perguntasse sobre sua origem. Ele se recusava a falar sobre sua família, suas raízes, sua cultura. Na sua história, ele era filho de Deus; havia sido adotado pela Virgem Maria e “aparecido” no mundo em seus braços.
Bispo nasceu em Japaratuba, no estado de Sergipe, na primeira semana de julho de 1909, e não foi registrado em cartório. Foi batizado três meses depois, em 5 de outubro, na Igreja Nossa Senhora da Saúde daquela cidade. Segundo o registro do livro de batismo da igreja, seu pai se chamava Claudino Bispo do Rosário e sua mãe, Blandina Francisca de Jesus. Todavia, no boletim oficial de sua passagem pela Marinha brasileira, o nome de seu pai consta como Adriano Bispo do Rosário e a sua data de nascimento, 14 de junho de 1909. Segundo o documento de sua admissão como lavador de bondes na Viação Excelsior, no Rio de Janeiro, ele teria nascido em 16 de março de 1911; e, na sua ficha de internação da Colônia Juliano Moreira, hospital psiquiátrico do qual foi paciente, o item filiação foi preenchido com a anotação “desconhecida”.
[...]
Bispo não desenhou, não pintou nem esculpiu. Nenhuma dessas atividades expressivas tradicionais das “belas artes” foi utilizada por ele. Mas bordou, costurou, pregou, colou, talhou ou simplesmente compôs a partir de objetos já prontos. Nenhum dos materiais “dignos” das artes plásticas foi manipulado por ele; suas obras nasceram das coisas que recolheu por onde andava ou que adquiria no mercado negro do hospício. Na sua maioria, objetos sem vida útil, detritos, sucatas de toda espécie. Na sede compulsiva de criar, quase tudo ao seu redor se transformava em material para criação plástica e, quando necessitava de um tipo específico de material, obtinha-o transformando o que havia à mão: uniformes, lençóis, sacos de estopa. Era um artesão aficionado na ordenação, na catalogação, no preenchimento de espaços e no ato de envolver com fios o corpo dos objetos. Criou vitrines, miniaturas, painéis, estandartes, bordados, roupas e uma infinidade de outras coisas, difíceis de nomear. Uma aventura poética cuja beleza não é desinteressada, ao contrário: “o artista vê na sua própria obra somente uma promessa de felicidade” (Nietzsche).
(Fragmentos adaptados de Marta Dantas. Arthur Bispo do Rosário. S.Paulo, Editora UNESP, 2009, p.17 e 84)
Como toda narração fantástica, a história da origem de Arthur Bispo do Rosário apresenta fatos difíceis de comprovar. Apelando para a imaginação, poderíamos começar assim: “Um dia eu simplesmente apareci no mundo.” Essa era a sua resposta a quem lhe perguntasse sobre sua origem. Ele se recusava a falar sobre sua família, suas raízes, sua cultura. Na sua história, ele era filho de Deus; havia sido adotado pela Virgem Maria e “aparecido” no mundo em seus braços.
Bispo nasceu em Japaratuba, no estado de Sergipe, na primeira semana de julho de 1909, e não foi registrado em cartório. Foi batizado três meses depois, em 5 de outubro, na Igreja Nossa Senhora da Saúde daquela cidade. Segundo o registro do livro de batismo da igreja, seu pai se chamava Claudino Bispo do Rosário e sua mãe, Blandina Francisca de Jesus. Todavia, no boletim oficial de sua passagem pela Marinha brasileira, o nome de seu pai consta como Adriano Bispo do Rosário e a sua data de nascimento, 14 de junho de 1909. Segundo o documento de sua admissão como lavador de bondes na Viação Excelsior, no Rio de Janeiro, ele teria nascido em 16 de março de 1911; e, na sua ficha de internação da Colônia Juliano Moreira, hospital psiquiátrico do qual foi paciente, o item filiação foi preenchido com a anotação “desconhecida”.
[...]
Bispo não desenhou, não pintou nem esculpiu. Nenhuma dessas atividades expressivas tradicionais das “belas artes” foi utilizada por ele. Mas bordou, costurou, pregou, colou, talhou ou simplesmente compôs a partir de objetos já prontos. Nenhum dos materiais “dignos” das artes plásticas foi manipulado por ele; suas obras nasceram das coisas que recolheu por onde andava ou que adquiria no mercado negro do hospício. Na sua maioria, objetos sem vida útil, detritos, sucatas de toda espécie. Na sede compulsiva de criar, quase tudo ao seu redor se transformava em material para criação plástica e, quando necessitava de um tipo específico de material, obtinha-o transformando o que havia à mão: uniformes, lençóis, sacos de estopa. Era um artesão aficionado na ordenação, na catalogação, no preenchimento de espaços e no ato de envolver com fios o corpo dos objetos. Criou vitrines, miniaturas, painéis, estandartes, bordados, roupas e uma infinidade de outras coisas, difíceis de nomear. Uma aventura poética cuja beleza não é desinteressada, ao contrário: “o artista vê na sua própria obra somente uma promessa de felicidade” (Nietzsche).
(Fragmentos adaptados de Marta Dantas. Arthur Bispo do Rosário. S.Paulo, Editora UNESP, 2009, p.17 e 84)
Criou vitrines, miniaturas, painéis, estandartes...
O segmento em destaque exerce na oração acima a mesma função sintática que o elemento grifado exerce em:
Como toda narração fantástica, a história da origem de Arthur Bispo do Rosário apresenta fatos difíceis de comprovar. Apelando para a imaginação, poderíamos começar assim: “Um dia eu simplesmente apareci no mundo.” Essa era a sua resposta a quem lhe perguntasse sobre sua origem. Ele se recusava a falar sobre sua família, suas raízes, sua cultura. Na sua história, ele era filho de Deus; havia sido adotado pela Virgem Maria e “aparecido” no mundo em seus braços.
Bispo nasceu em Japaratuba, no estado de Sergipe, na primeira semana de julho de 1909, e não foi registrado em cartório. Foi batizado três meses depois, em 5 de outubro, na Igreja Nossa Senhora da Saúde daquela cidade. Segundo o registro do livro de batismo da igreja, seu pai se chamava Claudino Bispo do Rosário e sua mãe, Blandina Francisca de Jesus. Todavia, no boletim oficial de sua passagem pela Marinha brasileira, o nome de seu pai consta como Adriano Bispo do Rosário e a sua data de nascimento, 14 de junho de 1909. Segundo o documento de sua admissão como lavador de bondes na Viação Excelsior, no Rio de Janeiro, ele teria nascido em 16 de março de 1911; e, na sua ficha de internação da Colônia Juliano Moreira, hospital psiquiátrico do qual foi paciente, o item filiação foi preenchido com a anotação “desconhecida”.
[...]
Bispo não desenhou, não pintou nem esculpiu. Nenhuma dessas atividades expressivas tradicionais das “belas artes” foi utilizada por ele. Mas bordou, costurou, pregou, colou, talhou ou simplesmente compôs a partir de objetos já prontos. Nenhum dos materiais “dignos” das artes plásticas foi manipulado por ele; suas obras nasceram das coisas que recolheu por onde andava ou que adquiria no mercado negro do hospício. Na sua maioria, objetos sem vida útil, detritos, sucatas de toda espécie. Na sede compulsiva de criar, quase tudo ao seu redor se transformava em material para criação plástica e, quando necessitava de um tipo específico de material, obtinha-o transformando o que havia à mão: uniformes, lençóis, sacos de estopa. Era um artesão aficionado na ordenação, na catalogação, no preenchimento de espaços e no ato de envolver com fios o corpo dos objetos. Criou vitrines, miniaturas, painéis, estandartes, bordados, roupas e uma infinidade de outras coisas, difíceis de nomear. Uma aventura poética cuja beleza não é desinteressada, ao contrário: “o artista vê na sua própria obra somente uma promessa de felicidade” (Nietzsche).
(Fragmentos adaptados de Marta Dantas. Arthur Bispo do Rosário. S.Paulo, Editora UNESP, 2009, p.17 e 84)
Como toda narração fantástica, a história da origem de Arthur Bispo do Rosário apresenta fatos difíceis de comprovar. Apelando para a imaginação, poderíamos começar assim: “Um dia eu simplesmente apareci no mundo.” Essa era a sua resposta a quem lhe perguntasse sobre sua origem. Ele se recusava a falar sobre sua família, suas raízes, sua cultura. Na sua história, ele era filho de Deus; havia sido adotado pela Virgem Maria e “aparecido” no mundo em seus braços.
Bispo nasceu em Japaratuba, no estado de Sergipe, na primeira semana de julho de 1909, e não foi registrado em cartório. Foi batizado três meses depois, em 5 de outubro, na Igreja Nossa Senhora da Saúde daquela cidade. Segundo o registro do livro de batismo da igreja, seu pai se chamava Claudino Bispo do Rosário e sua mãe, Blandina Francisca de Jesus. Todavia, no boletim oficial de sua passagem pela Marinha brasileira, o nome de seu pai consta como Adriano Bispo do Rosário e a sua data de nascimento, 14 de junho de 1909. Segundo o documento de sua admissão como lavador de bondes na Viação Excelsior, no Rio de Janeiro, ele teria nascido em 16 de março de 1911; e, na sua ficha de internação da Colônia Juliano Moreira, hospital psiquiátrico do qual foi paciente, o item filiação foi preenchido com a anotação “desconhecida”.
[...]
Bispo não desenhou, não pintou nem esculpiu. Nenhuma dessas atividades expressivas tradicionais das “belas artes” foi utilizada por ele. Mas bordou, costurou, pregou, colou, talhou ou simplesmente compôs a partir de objetos já prontos. Nenhum dos materiais “dignos” das artes plásticas foi manipulado por ele; suas obras nasceram das coisas que recolheu por onde andava ou que adquiria no mercado negro do hospício. Na sua maioria, objetos sem vida útil, detritos, sucatas de toda espécie. Na sede compulsiva de criar, quase tudo ao seu redor se transformava em material para criação plástica e, quando necessitava de um tipo específico de material, obtinha-o transformando o que havia à mão: uniformes, lençóis, sacos de estopa. Era um artesão aficionado na ordenação, na catalogação, no preenchimento de espaços e no ato de envolver com fios o corpo dos objetos. Criou vitrines, miniaturas, painéis, estandartes, bordados, roupas e uma infinidade de outras coisas, difíceis de nomear. Uma aventura poética cuja beleza não é desinteressada, ao contrário: “o artista vê na sua própria obra somente uma promessa de felicidade” (Nietzsche).
(Fragmentos adaptados de Marta Dantas. Arthur Bispo do Rosário. S.Paulo, Editora UNESP, 2009, p.17 e 84)
Para a resolução das questões desta prova,considere os seguintes detalhes: (1) o mouse esta configurado para uma pessoa que o utiliza com a mão direita (destro) e usa, com maior frequência, o botão esquerdo, que possui as funcionalidades de seleção ou de arrastar normal, entre outras. O botão da direita serve para ativar o menu de contexto ou de arrastar especial; (2) os botões do mouse estão devidamente configurados com a velocidade de duplo clique; (3) os programas utilizados nesta prova foram instalados com todas as suas configurações padrão, entretanto, caso tenham sido realizadas alterações que impactem a resolução da questão, elas serão alertadas no texto da questão ou mostradas visualmente, se necessário; (4) no enunciado e nas respostas de algumas questões, existem palavras que foram digitadas entre aspas, apenas para destaca-las. Neste caso, para resolver as questões,desconsidere as aspas e atente somente para o texto propriamente dito; e (5) para resolver as questões desta prova, considere, apenas, os recursos disponibilizados para os candidatos,tais como as presentes orientações, os textos introdutórios das questões, os enunciados propriamente ditos e os dados e informações disponíveis nas Figuras das questões, se houver.
A questão baseia-se nas Figuras 17(a) e 17(b) que mostram o Internet Explorer 8, com as mesmas páginas eletrônicas, com a única diferença de que na Figura 17(a) estão sendo exibidas as guias rápidas.

Para que a janela principal do Internet Explorer, da Figura 17(a), passasse a ser exibida como mostrado na Figura 17(b), bastou, antes, na Figura 17(a), dar um clique, com o botão esquerdo do mouse, sobre o local apontado pela seta n°
I - 1 .
II -2.
III-3.
IV-4.
Quais estão corretas?
A questão baseia-se nas Figuras 16(a) e 16(b), do BrOffice.org Writer. A Figura 16(a) mostra um documento elaborado nesse editor de texto sobre o qual observa-se a barra de ferramentas "Padrão". A Figura 16(b) mostra, intencionalmente, apenas parte da caixa de diálogo "Zoom e visualização do layout", ativada a partir da Figura 16(a).

Para que fosse mostrada a caixa de diálogo da Figura 16(b), bastou, antes, na Figura 16(a), do BrOffice.org Writer, dar um clique, com o botão esquerdo do mouse, sobre o ícone apontado pela seta n°
A questão baseia-se na Figura 15, do Windows Vista, que mostra, intencionalmente, apenas, parte de uma de suas janelas. Nessa Figura, estão sendo mostradas todas as pastas existentes em um disco removível.

Após observar a Figura 15, do Windows Vista, pode-se afirmar que, ao ser dado um clique, com o botão esquerdo do mouse, sobre o local apontado pela seta n°
I. 1, serão mostrados, no local apontado pela seta n° 4, as seguintes pastas: "P2" e "S1".
II. 2, será mostrado, no local apontado pela seta n° 4, a seguinte pasta: "S2".
III. 3, será mostrado um menu, no qual sera exibido o nome das seguintes pastas: "T1", "T2", "T3" e "T4".
Quais completam corretamente o enunciado?
A questão baseia-se nas Figuras 14(a), 14(b)e 14(c), do Excel 2007. As Figuras 14(a) e 14(b) mostram a mesma janela principal do Excel 2007 e o mesmo documento com uma pequena diferença entre elas. A Figura 14(a) mostra esse documento antes de ser ativado determinado recurso do Excel 2007. A Figura 14(b) mostra o resultado obtido após ter sido ativado determinado recurso do Excel 2007, na Figura 14(a), o qual encontra-se apontado pela seta n°4. A Figura 14(c) exibe o grupo "Classificar e filtrar".

Para que fosse exibido o recurso apontado pela seta n° 4 (Figura 14(b)), bastou, antes, na Figura 14(a), selecionar a guia
Para a resolução das questões desta prova,considere os seguintes detalhes: (1) o mouse esta configurado para uma pessoa que o utiliza com a mão direita (destro) e usa, com maior frequência, o botão esquerdo, que possui as funcionalidades de seleção ou de arrastar normal, entre outras. O botão da direita serve para ativar o menu de contexto ou de arrastar especial; (2) os botões do mouse estão devidamente configurados com a velocidade de duplo clique; (3) os programas utilizados nesta prova foram instalados com todas as suas configurações padrão, entretanto, caso tenham sido realizadas alterações que impactem a resolução da questão, elas serão alertadas no texto da questão ou mostradas visualmente, se necessário; (4) no enunciado e nas respostas de algumas questões, existem palavras que foram digitadas entre aspas, apenas para destaca-las. Neste caso, para resolver as questões,desconsidere as aspas e atente somente para o texto propriamente dito; e (5) para resolver as questões desta prova, considere, apenas, os recursos disponibilizados para os candidatos,tais como as presentes orientações, os textos introdutórios das questões, os enunciados propriamente ditos e os dados e informações disponíveis nas Figuras das questões, se houver.
A questão baseia-se na Figura 13 que mostra, intencionalmente, apenas parte da janela principal do Word 2007. Nessa Figura destacam-se os seguintes aspectos: (1) a seta n° 2 aponta para um parágrafo que se encontra selecionado; e (2) a seta n° 3 aponta para um ícone que foi ampliado e destacado logo abaixo da janela principal desse editor de texto, de modo a facilitar a visualização e a resolução da questão.

Para a resolução das questões desta prova,considere os seguintes detalhes: (1) o mouse esta configurado para uma pessoa que o utiliza com a mão direita (destro) e usa, com maior frequência, o botão esquerdo, que possui as funcionalidades de seleção ou de arrastar normal, entre outras. O botão da direita serve para ativar o menu de contexto ou de arrastar especial; (2) os botões do mouse estão devidamente configurados com a velocidade de duplo clique; (3) os programas utilizados nesta prova foram instalados com todas as suas configurações padrão, entretanto, caso tenham sido realizadas alterações que impactem a resolução da questão, elas serão alertadas no texto da questão ou mostradas visualmente, se necessário; (4) no enunciado e nas respostas de algumas questões, existem palavras que foram digitadas entre aspas, apenas para destaca-las. Neste caso, para resolver as questões,desconsidere as aspas e atente somente para o texto propriamente dito; e (5) para resolver as questões desta prova, considere, apenas, os recursos disponibilizados para os candidatos,tais como as presentes orientações, os textos introdutórios das questões, os enunciados propriamente ditos e os dados e informações disponíveis nas Figuras das questões, se houver.
A questão baseia-se na Figura 13 que mostra, intencionalmente, apenas parte da janela principal do Word 2007. Nessa Figura destacam-se os seguintes aspectos: (1) a seta n° 2 aponta para um parágrafo que se encontra selecionado; e (2) a seta n° 3 aponta para um ícone que foi ampliado e destacado logo abaixo da janela principal desse editor de texto, de modo a facilitar a visualização e a resolução da questão.

Para a resolução das questões desta prova,considere os seguintes detalhes: (1) o mouse esta configurado para uma pessoa que o utiliza com a mão direita (destro) e usa, com maior frequência, o botão esquerdo, que possui as funcionalidades de seleção ou de arrastar normal, entre outras. O botão da direita serve para ativar o menu de contexto ou de arrastar especial; (2) os botões do mouse estão devidamente configurados com a velocidade de duplo clique; (3) os programas utilizados nesta prova foram instalados com todas as suas configurações padrão, entretanto, caso tenham sido realizadas alterações que impactem a resolução da questão, elas serão alertadas no texto da questão ou mostradas visualmente, se necessário; (4) no enunciado e nas respostas de algumas questões, existem palavras que foram digitadas entre aspas, apenas para destaca-las. Neste caso, para resolver as questões,desconsidere as aspas e atente somente para o texto propriamente dito; e (5) para resolver as questões desta prova, considere, apenas, os recursos disponibilizados para os candidatos,tais como as presentes orientações, os textos introdutórios das questões, os enunciados propriamente ditos e os dados e informações disponíveis nas Figuras das questões, se houver.
A questão baseia-se na Figura 12, na qual destaca-se um tipo especial de servidor (seta n°1), montado em um chassi, onde já se encontram instalados diversos outros servidores iguais. Apenas como exemplo desse tipo de servidor, cita-se o IBM HC10.

Para a resolução das questões desta prova,considere os seguintes detalhes: (1) o mouse esta configurado para uma pessoa que o utiliza com a mão direita (destro) e usa, com maior frequência, o botão esquerdo, que possui as funcionalidades de seleção ou de arrastar normal, entre outras. O botão da direita serve para ativar o menu de contexto ou de arrastar especial; (2) os botões do mouse estão devidamente configurados com a velocidade de duplo clique; (3) os programas utilizados nesta prova foram instalados com todas as suas configurações padrão, entretanto, caso tenham sido realizadas alterações que impactem a resolução da questão, elas serão alertadas no texto da questão ou mostradas visualmente, se necessário; (4) no enunciado e nas respostas de algumas questões, existem palavras que foram digitadas entre aspas, apenas para destaca-las. Neste caso, para resolver as questões,desconsidere as aspas e atente somente para o texto propriamente dito; e (5) para resolver as questões desta prova, considere, apenas, os recursos disponibilizados para os candidatos,tais como as presentes orientações, os textos introdutórios das questões, os enunciados propriamente ditos e os dados e informações disponíveis nas Figuras das questões, se houver.
A questão baseia-se na Figura 11 que mostra a tela do monitor de um computador no qual é possível observar que se encontram instalados e funcionando, adequadamente, os sistemas operacionais Linux, distribuição Ubuntu (seta n°2) e, também, o Windows XP, apontado pela seta n° 1. Nesse caso, sabe-se que foi instalado,inicialmente, o Ubuntu e, somente após ter-se instalado um determinado software, foi possível, posteriormente, ativar e executar,simultaneamente, o Windows XP.

I - O Windows XP pôde ser executado, no computador mostrado na Figura 11, após a instalação, nesse computador, do software "Windows Server Terminal Services", que possibilita a execução da máquina virtual Windows em "desktops", cujo sistema operacional hospedeiro seja o Linux.
II - A ativação e execução do Windows XP, no computador da Figura 11, pode ter sido feita através do software VMware Workstation.
III - Na Figura 11, observa-se um exemplo de virtualização de hardware. Nesse caso, uma das grandes desvantagens dessa solução tecnológica é que os sistemas operacionais instalados nesse computador tornam-se altamente dependentes do hardware.
Quais estão corretas?
A questão baseia-se na Figura 10 que mostra uma mensagem de alerta que foi exibida em um computador ao ser detectado um malware.

Como exemplos de malware podem-se citar os seguintes:
I - Virus.
II - Cavalos de Troia.
III - Backdoors.
IV - Rootkits
Quais estão corretas?
Essa questão baseia-se na palestra intitulada "A Arte de Enganar", ministrada pelo ex hacker e atual consultor de segurança Kevin Mitnick, durante o Campus Party 2010, que ocorreu em São Paulo, em janeiro desse ano. Nessa palestra, Mitnick abordou métodos usados por hackers para obter informações sigilosas. Segundo ele "Muitos ataques de hackers não necessitam de grande conhecimento técnico, mas sim de poder de convencimento para que a própria vítima forneça as informações desejadas". Mitnick admitiu que, muitas vezes, se valeu de truques de convencimento verbal e mentiras que o levaram a invadir diversos sistemas nos quinze anos em que se manteve nesta atividade. Na opinião de Mitnick, bastava persuadir funcionários mais desavisados a compartilharem informações vitais, como nomes de login e senhas; foi assim que ele afirma ter invadido a rede da empresa Sprint, se passando por um engenheiro da firma Nortel Networks para o qual os funcionários passaram dezenas de logins e senhas para o acesso aos switches. Nesse caso, a utilização da persuasão, dissimulação e mentiras verbais para convencer funcionários a compartilharem informações vitais, como nomes de login e senhas, para ter acesso não autorizado a diversos ativos de redes, como, por exemplo, switches, caracteriza-se por ser um método de ataque denominado
Entre os padrões IEEE 802, há uma arquitetura de rede de computadores que utiliza o método de acesso CSMA/CD, o qual emprega o conceito de múltiplo acesso ao meio físico com detecção de colisão. Nesse caso, os computadores somente podem enviar dados para a rede quando o cabo de rede estiver livre. Caso dois ou mais computadores enviem dados ao mesmo tempo na rede, haverá uma colisão e as placas de rede aguardam um período de tempo aleatório até tentarem reenviar novamente o pacote para o cabo de rede. Essa arquitetura de rede, padrão IEEE, é conhecida como
Para a resolução das questões desta prova,considere os seguintes detalhes: (1) o mouse esta configurado para uma pessoa que o utiliza com a mão direita (destro) e usa, com maior frequência, o botão esquerdo, que possui as funcionalidades de seleção ou de arrastar normal, entre outras. O botão da direita serve para ativar o menu de contexto ou de arrastar especial; (2) os botões do mouse estão devidamente configurados com a velocidade de duplo clique; (3) os programas utilizados nesta prova foram instalados com todas as suas configurações padrão, entretanto, caso tenham sido realizadas alterações que impactem a resolução da questão, elas serão alertadas no texto da questão ou mostradas visualmente, se necessário; (4) no enunciado e nas respostas de algumas questões, existem palavras que foram digitadas entre aspas, apenas para destaca-las. Neste caso, para resolver as questões,desconsidere as aspas e atente somente para o texto propriamente dito; e (5) para resolver as questões desta prova, considere, apenas, os recursos disponibilizados para os candidatos,tais como as presentes orientações, os textos introdutórios das questões, os enunciados propriamente ditos e os dados e informações disponíveis nas Figuras das questões, se houver.
A questão baseia-se nas Figuras 9(a), 9(b) e 9(c). A Figura 9(a) mostra,esquematicamente, de acordo com as normas ANSI/EIA/TIA-586-B, o cabeamento horizontal de um sistema de cabeamento estruturado, que se estende da saída dos equipamentos instalados no Armário de Telecomunicação, situado na Sala de Telecomunicação, até as Estações de Trabalho, passando pelas tomadas e conectores. As Figuras 9(b) e 9(c) mostram dois hardwares de conexão, muito utilizados em Armário de Telecomunicação, em sistemas de cabeamento estruturado. Esses hardwares, apesar de serem diferentes, estão sendo mostrados para facilitar o entendimento e a resolução da questão.

I - 10.254.254.254 é reservado para redes privadas.
II - 198.254.254.254 é reservado para redes privadas.
III - 254.254.254.254 é reservado para redes privadas.
Quais completam corretamente o enunciado?