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Historicamente, o atendimento às crianças no Brasil foi construído em torno de dois princípios, quais sejam: cuidado e educação. Sobre a divisão entre essas práticas, Cerisara aponta: nesta "falsa divisão", ficava implícita a ideia de que haveria uma forma de trabalho mais ligada às atividades de assistência à criança pequena, as quais era dado um caráter não educativo, uma vez que traziam para as creches e pré-escolas as práticas sociais do modelo familiar e/ou hospitalar e, as outras, que trabalhavam em uma suposta perspectiva educativa, em geral trazendo para as creches e pré-escolas o modelo de trabalho escolar das escolas de ensino fundamental. Fonte: CERISARA, 1999. Sobre esse assunto, analise os itens a seguir que apontam a indissociabilidade entre o cuidar e o educar:
I.As manifestações advindas de grupos sociais e sociedade civil organizada que contribuíram para a compreensão do quanto as práticas, cuidar e educar se complementam no cotidiano das instituições.
II. A Constituição Federal de 1988 não considera a criança como sujeito histórico e de direitos.
III. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (1996) considera a Educação Infantil como primeira etapa da Educação Básica.
Fonte: Proposta Pedagógica Municipal para aEducação Infantil, Rio Grande do Sul, 2015.
É correto o que se afirma em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Óleo de copaíba pode ser alternativa aos antibióticos
Uma planta medicinal já muito usada na Amazônia pode ser a chave para enfrentar a resistência antibiótica - um fenômeno cada vez mais comum pelo uso repetido e indiscriminado de antibióticos farmacêuticos. O segredo está no óleo de copaíba.
O ácido poliáltico, substância presente no óleo de copaíba, apresenta efeitos antibacterianos e pode ser utilizado no desenvolvimento de medicamentos alternativos que podem contribuir para o enfrentamento da resistência antibiótica. A conclusão, divulgada na revista Antibiotics, é de um estudo conduzido por pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos.
Segundo o Centers for Disease Control and Prevention, agência de saúde norte-americana, todos os anos são contabilizados 2,8 milhões de casos de infecções resistentes a antibióticos e mais de 1 milhão de pessoas já morreram em decorrência do problema. Estima-se que, até 2050, a resistência microbiana deve se tornar a principal causa de morte no mundo.
Além da prescrição inadequada de antibióticos e do uso extensivo na agricultura, especialistas citam como causa para a crise o baixo número de fármacos do tipo utilizados. Tal fato decorre da interrupção da pesquisa de novas opções terapêuticas pelas principais farmacêuticas, devido ao alto custo e baixo retorno do investimento.
Nesse contexto, o uso de plantas na produção de novos fármacos tem se mostrado uma alternativa importante e promissora. Para estimular a produção de conhecimento na área, pesquisadores do Departamento de Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto e do Instituto de Física de São Carlos, ambos da USP (Universidade de São Paulo), e também da Universidade de Franca e da Faculdade de Farmácia da Western New England University (Estados Unidos) investigaram o óleo de copaíba, medicamento tradicional popular da Amazônia com propriedades cicatrizantes, anti-inflamatórias, leishmanicidas e antimicrobianas, graças a compostos conhecidos como sesquiterpenos e diterpenos - entre eles o ácido poliáltico.
Durante a pesquisa, apoiada pela FAPESP por meio de cinco projetos, foram sintetizados compostos análogos ao ácido poliáltico com modificações estruturais para aumentar sua atividade. Também se investigou seus efeitos antibacterianos em biofilmes de Staphylococcus epidermidis, causadora de infecções de pele e digestivas, e em bactérias gram-positivas (Enterococcus faecalis, Enterococcus faecium, S. epidermidis e Staphylococcus aureus). O grupo também determinou a concentração inibitória mínima contra células bacterianas planctônicas (que vivem livre em meio líquido).
Testes de atividade e comparativos com o ácido poliáltico original e com o fármaco mais utilizado clinicamente hoje em dia mostraram que os análogos desenvolvidos foram capazes de erradicar significativamente o biofilme de S. epidermidis, além de mostrar atividade contra todas as bactérias gram-positivas testadas. Apesar de a atividade observada ter sido menor que a do fármaco atualmente prescrito pelos médicos, os resultados reforçam a importância de testes adicionais in vitro e in vivo com a substância.
"A vantagem de estudarmos o ácido poliáltico é que já há estudos mostrando que alguns terpenos não perdem sua atividade e, portanto, seu uso contínuo não faz com que as bactérias desenvolvam resistência", diz Cássia Suemi Mizuno, professora da Faculdade de Farmácia da Western New England University e autora correspondente do estudo.
Um estudo de hemólise (destruição de células vermelhas) também determinou a segurança dos análogos.
Retirado e adaptado de: REDAÇÃO. Óleo de copaíba pode ser alternativa aos antibióticos. CicloVivo. https://ciclovivo.com.br/planeta/desenvolvimento/oleo-de-copaiba-podeser-alternativa-aos-farmacos-antibioticos/ Acesso em: 29 out., 2023.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Óleo de copaíba pode ser alternativa aos antibióticos
Uma planta medicinal já muito usada na Amazônia pode ser a chave para enfrentar a resistência antibiótica - um fenômeno cada vez mais comum pelo uso repetido e indiscriminado de antibióticos farmacêuticos. O segredo está no óleo de copaíba.
O ácido poliáltico, substância presente no óleo de copaíba, apresenta efeitos antibacterianos e pode ser utilizado no desenvolvimento de medicamentos alternativos que podem contribuir para o enfrentamento da resistência antibiótica. A conclusão, divulgada na revista Antibiotics, é de um estudo conduzido por pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos.
Segundo o Centers for Disease Control and Prevention, agência de saúde norte-americana, todos os anos são contabilizados 2,8 milhões de casos de infecções resistentes a antibióticos e mais de 1 milhão de pessoas já morreram em decorrência do problema. Estima-se que, até 2050, a resistência microbiana deve se tornar a principal causa de morte no mundo.
Além da prescrição inadequada de antibióticos e do uso extensivo na agricultura, especialistas citam como causa para a crise o baixo número de fármacos do tipo utilizados. Tal fato decorre da interrupção da pesquisa de novas opções terapêuticas pelas principais farmacêuticas, devido ao alto custo e baixo retorno do investimento.
Nesse contexto, o uso de plantas na produção de novos fármacos tem se mostrado uma alternativa importante e promissora. Para estimular a produção de conhecimento na área, pesquisadores do Departamento de Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto e do Instituto de Física de São Carlos, ambos da USP (Universidade de São Paulo), e também da Universidade de Franca e da Faculdade de Farmácia da Western New England University (Estados Unidos) investigaram o óleo de copaíba, medicamento tradicional popular da Amazônia com propriedades cicatrizantes, anti-inflamatórias, leishmanicidas e antimicrobianas, graças a compostos conhecidos como sesquiterpenos e diterpenos - entre eles o ácido poliáltico.
Durante a pesquisa, apoiada pela FAPESP por meio de cinco projetos, foram sintetizados compostos análogos ao ácido poliáltico com modificações estruturais para aumentar sua atividade. Também se investigou seus efeitos antibacterianos em biofilmes de Staphylococcus epidermidis, causadora de infecções de pele e digestivas, e em bactérias gram-positivas (Enterococcus faecalis, Enterococcus faecium, S. epidermidis e Staphylococcus aureus). O grupo também determinou a concentração inibitória mínima contra células bacterianas planctônicas (que vivem livre em meio líquido).
Testes de atividade e comparativos com o ácido poliáltico original e com o fármaco mais utilizado clinicamente hoje em dia mostraram que os análogos desenvolvidos foram capazes de erradicar significativamente o biofilme de S. epidermidis, além de mostrar atividade contra todas as bactérias gram-positivas testadas. Apesar de a atividade observada ter sido menor que a do fármaco atualmente prescrito pelos médicos, os resultados reforçam a importância de testes adicionais in vitro e in vivo com a substância.
"A vantagem de estudarmos o ácido poliáltico é que já há estudos mostrando que alguns terpenos não perdem sua atividade e, portanto, seu uso contínuo não faz com que as bactérias desenvolvam resistência", diz Cássia Suemi Mizuno, professora da Faculdade de Farmácia da Western New England University e autora correspondente do estudo.
Um estudo de hemólise (destruição de células vermelhas) também determinou a segurança dos análogos.
Retirado e adaptado de: REDAÇÃO. Óleo de copaíba pode ser alternativa aos antibióticos. CicloVivo. https://ciclovivo.com.br/planeta/desenvolvimento/oleo-de-copaiba-podeser-alternativa-aos-farmacos-antibioticos/ Acesso em: 29 out., 2023.
Analise a sintaxe do seguinte trecho, retirado de "Óleo de copaíba pode ser alternativa aos antibióticos": Uma planta medicinal já muito usada na Amazônia pode ser a chave para enfrentar a resistência antibiótica. Agora, analise as afirmações:
I.Trata-se de um período composto por subordinação.
II. O período é composto por três orações.
III. "Uma planta medicinal já muito usada na Amazônia" exerce a função de sujeito da oração subordinada.
É correto o que se afirma em:
Nos casos graves, nas quais há necessidade de se evacuar do veículo, será necessário utilizar a(s) ___________. Estas estão indicadas, dentro dos ônibus, por adesivos fixados no interior do veículo. Para utilizá-las, basta seguir as instruções indicadas nas janelas, como acionar a alavanca de emergência e empurrar para fora o vidro. Outra forma de sair do veículo é por meio de outra : os alçapões do teto; ao lado deles, estão fixadas informações de como proceder para utilizá-lo.
Fonte: Disponível em: < https://transatransporte.com.br/dispositivos-de-seguranca-dos-onibus/>.
Assinale a alternativa que corretamente preenche as lacunas no excerto:
Alguns itens existem nos transportes coletivos para promover a maior segurança dos passageiros. Dentre eles, podem-se citar:
I-Os degraus dos veículos possuem tarjas que facilitem a visualização pelos passageiros, para evitar uma queda.
II-O assoalho dos ônibus possui uma superfície mais texturizada e antiderrapante para a prevenção das quedas.
III-As barras servem para dar maior apoio no interior do veículo.
É correto o que se afirma em:
Observe a figura a seguir:

Fonte: Bianchi, A.S.; Weis, L.C.G. Projeto Cirandado Trânsito.Disponível em: https://crppr.org.br/wp-content/uploads/2018/10/CARTILHA-BEM-VIND O-AO-TR%C3%82NSITO-Manual-de-Sobreviv%C3%AAncia-para-Pais -doc_web.pdf>.
A criança da figura está utilizando dispositivos de segurança para um transporte seguro. Identifique a alternativa correta que os descreve:
As fraturas são interrupções na continuidade dos ossos, ocorrem quando um osso está sujeito a um estresse maior do que ele pode aguentar. Dentre as causas de fraturas, podemos citar o impacto direto, o esmagamento, os movimentos de torção súbitos e contrações musculares extremas.
Fonte: Lia Gonçalves Possuelo [et al.].Primeiros socorros na educação infantil.Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2022 (modificado).
Caso uma criança seja alvo de uma fratura, identifique a seguir uma atitude correta nos primeiros socorros prestados:
Para Souza (2013), primeiros socorros são procedimentos e cuidados de urgência, prestados de início a uma pessoa, em situações de acidentes ou mal súbito no lugar onde o caso está acontecendo. Os primeiros socorros podem salvar vidas e evitar que condições mais graves aconteçam.
Fonte: Lia Gonçalves Possuelo [et al.].Primeiros socorros na educação infantil.Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2022.
Dentre as situações a seguir, identifique aquela que se trata de um problema relacionado aos primeiros socorros:
( ) Mantém a pessoa no lugar. Em caso de colisão ou freada brusca, o cinto evita o deslocamento dentro do veículo.
( ) O cinto de segurança não evita que a pessoa seja lançada para fora do veículo.
( ) Impede que a pessoa se choque com outros ocupantes de dentro do veículo.
Assinale a alternativa que apresenta a ordem correta:
No ambiente de trabalho, existem vários problemas que podem surgir nas relações entre as pessoas, muitas vezes resultando em conflitos e desafios. Sobre esse tema, associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que apresenta tipos de discriminação:
Coluna I:
1.Discriminação de gênero.
2.Discriminação racial.
3.Discriminação de classe social.
Coluna II:
( )Acontece quando apenas funcionários que moram em bairros menos favorecidos economicamente não têm acesso a programas de treinamento, oportunidades de promoção ou desenvolvimento de carreira.
( )Acontece quando funcionários são submetidos a avanços sexuais indesejados, comentários inapropriados ou outros comportamentos hostis com conotação sexual no ambiente de trabalho.
( )Acontece quando funcionários são alvo de comentários sobre a cor de sua pele, piadas ou insultos no local de trabalho que dizem respeito a seus traços.
Assinale a alternativa que associação entre as colunas:
O Prêmio Nacional de Inovação é considerado a mais importante inciativa de reconhecimento e estímulo à prática da inovação no país. A iniciativa reconhece os esforços bem-sucedidos de inovação e gestão da inovação das empresas, ecossistemas de inovação e pesquisadores que atuam no Brasil. Ao encontro disso, a região _____________ é responsável pela maior fatia de empresas de tecnologia no Estado de Santa Catarina.
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna no excerto:
"O conceito estabelece que os impactos ambientais não são distribuídos de forma homogênea entre a população, uma vez que pessoas em situação de vulnerabilidade são mais afetadas por mazelas ambientais como poluição, descarte de resíduos tóxicos, exposição a trabalhos em ambientes insalubres, enchentes, eventos climáticos extremos, entre outras".
O trecho trata de uma explicação dada por Jokura (2023) e se refere:
Em 19/07/2023, um documento foi apresentado pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, que proferiu as seguintes palavras: "Estamos aqui para vivenciar um momento de restauração, de promover escuta e debate intercultural, porque a Constituição não é meramente um texto escrito, mas, sim, um sentimento, enquanto alicerce da nossa democracia constitucional" (Agência Brasil e STF, 2023).
Esse documento é a tradução da Constituição brasileira de 1988. Assinale a alternativa que indica corretamente a língua para a qual a Constituição foi traduzida:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que temos lembranças falsas mesmo com uma boa memória?
Já aconteceu de você se lembrar perfeitamente de ter deixado as chaves em um certo lugar de forma que, se elas não estão ali, é porque alguém as pegou e depois descobrir que elas estavam todo o tempo no seu bolso? Ou você, alguma vez, ouvir um amigo contar algo que aconteceu com você e a história dele ser bem diferente do que você se recorda?
Essas experiências nos deixam um tanto perturbados. Mas elas ocorrem com frequência e, às vezes, nem as percebemos.
"Todas as pessoas têm recordações falsas o tempo todo, mesmo as que acreditam ter a melhor memória do mundo", garante a psicóloga Julia Shaw, do University College de Londres.
Shaw se refere particularmente à memória autobiográfica, "as lembranças das nossas vidas que vêm frequentemente acompanhadas de um rodapé intitulado 'componentes multissensoriais': recordar como se sentia, o que sabia, como via a si, como sonhava... com emoções fortes".
"Essas [lembranças] são muito mais complexas do que [recordar] um evento", explicou Shaw ao programa Life Scientific, da BBC.
Para se recordar de um evento — por exemplo, "no dia 11 de setembro de 2001, houve um ataque às Torres Gêmeas em Nova York" — não é preciso acessar muitos locais do cérebro.
Mas, quando revivemos uma experiência própria, é preciso conectar todas as partes do cérebro responsáveis pelas diferentes sensações, formando uma grande e complicada rede de neurônios.
Shaw adverte que as lembranças não são o registro exato do passado, como gostaríamos de imaginar. Segundo ela, estudos científicos já confirmaram, mais de uma vez, que a forma como recordamos é inevitavelmente defeituosa e costuma guardar pouca relação com eventos que podem ser verificados.
Crise de identidade
"Somos a nossa memória, somos esse imenso museu de formas inconstantes, essa porção de espelhos quebrados", disse o escritor argentino Jorge Luis Borges (1899-1986). Ele conseguiu compreender muito bem que as recordações são realidades dinâmicas, mutantes e imprecisas. Mas, se "somos a nossa memória" e ela é tão pouco confiável... será que nós somos mentiras?
Em certo sentido, sim. Porém, o fato de que nunca poderemos ter a certeza de que o que recordamos está certo não deve nos preocupar, segundo a especialista em lembranças falsas. "Acredito que é uma visão muito importante de como funciona o nosso cérebro", explica Shaw. "E, em última instância, o nosso cérebro não existe simplesmente para registrar o passado de forma perfeita e confiável. Ele está ali para navegar pelo presente e pensar no futuro".
"Estas coisas maravilhosas e criativas são excelentes para resolver problemas, permitem que sejamos inteligentes, recombinam criativamente informações recolhidas no passado e as unem de forma que nunca havíamos feito antes, para criar uma nova história, uma nova solução ou uma nova ideia."
"É para isso que ele é adaptado e, portanto, coisas como falsas recordações são um subproduto dessa incrível capacidade de inteligência", afirma a psicóloga [...] "Você retira e coloca partes, porque esquece algumas ou toma emprestadas recordações de outras pessoas, ou de outras fontes", explica ela. "O que é intrigante sobre as recordações é que nós não temos acesso à versão original, mas apenas àquela que fizemos da última vez".
Retirado e adaptado de: BBC News Brasil. Por que temos lembranças falsas mesmo com uma boa memória. BBC News Brasil. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g6yyrgqwgo Acesso em: 29 out., 2023.
Analise o seguinte trecho, retirado de "Por que temos lembranças falsas mesmo com uma boa memória?":
... a forma como recordamos é inevitavelmente defeituosa e costuma guardar pouca relação com eventos que podem ser verificados.
Assinale a alternativa que poderia substituir a expressão em destaque no trecho sem prejuízo de valor:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que temos lembranças falsas mesmo com uma boa memória?
Já aconteceu de você se lembrar perfeitamente de ter deixado as chaves em um certo lugar de forma que, se elas não estão ali, é porque alguém as pegou e depois descobrir que elas estavam todo o tempo no seu bolso? Ou você, alguma vez, ouvir um amigo contar algo que aconteceu com você e a história dele ser bem diferente do que você se recorda?
Essas experiências nos deixam um tanto perturbados. Mas elas ocorrem com frequência e, às vezes, nem as percebemos.
"Todas as pessoas têm recordações falsas o tempo todo, mesmo as que acreditam ter a melhor memória do mundo", garante a psicóloga Julia Shaw, do University College de Londres.
Shaw se refere particularmente à memória autobiográfica, "as lembranças das nossas vidas que vêm frequentemente acompanhadas de um rodapé intitulado 'componentes multissensoriais': recordar como se sentia, o que sabia, como via a si, como sonhava... com emoções fortes".
"Essas [lembranças] são muito mais complexas do que [recordar] um evento", explicou Shaw ao programa Life Scientific, da BBC.
Para se recordar de um evento — por exemplo, "no dia 11 de setembro de 2001, houve um ataque às Torres Gêmeas em Nova York" — não é preciso acessar muitos locais do cérebro.
Mas, quando revivemos uma experiência própria, é preciso conectar todas as partes do cérebro responsáveis pelas diferentes sensações, formando uma grande e complicada rede de neurônios.
Shaw adverte que as lembranças não são o registro exato do passado, como gostaríamos de imaginar. Segundo ela, estudos científicos já confirmaram, mais de uma vez, que a forma como recordamos é inevitavelmente defeituosa e costuma guardar pouca relação com eventos que podem ser verificados.
Crise de identidade
"Somos a nossa memória, somos esse imenso museu de formas inconstantes, essa porção de espelhos quebrados", disse o escritor argentino Jorge Luis Borges (1899-1986). Ele conseguiu compreender muito bem que as recordações são realidades dinâmicas, mutantes e imprecisas. Mas, se "somos a nossa memória" e ela é tão pouco confiável... será que nós somos mentiras?
Em certo sentido, sim. Porém, o fato de que nunca poderemos ter a certeza de que o que recordamos está certo não deve nos preocupar, segundo a especialista em lembranças falsas. "Acredito que é uma visão muito importante de como funciona o nosso cérebro", explica Shaw. "E, em última instância, o nosso cérebro não existe simplesmente para registrar o passado de forma perfeita e confiável. Ele está ali para navegar pelo presente e pensar no futuro".
"Estas coisas maravilhosas e criativas são excelentes para resolver problemas, permitem que sejamos inteligentes, recombinam criativamente informações recolhidas no passado e as unem de forma que nunca havíamos feito antes, para criar uma nova história, uma nova solução ou uma nova ideia."
"É para isso que ele é adaptado e, portanto, coisas como falsas recordações são um subproduto dessa incrível capacidade de inteligência", afirma a psicóloga [...] "Você retira e coloca partes, porque esquece algumas ou toma emprestadas recordações de outras pessoas, ou de outras fontes", explica ela. "O que é intrigante sobre as recordações é que nós não temos acesso à versão original, mas apenas àquela que fizemos da última vez".
Retirado e adaptado de: BBC News Brasil. Por que temos lembranças falsas mesmo com uma boa memória. BBC News Brasil. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g6yyrgqwgo Acesso em: 29 out., 2023.
Analise o seguinte trecho, retirado de "Por que temos lembranças falsas mesmo com uma boa memória?":
Para se recordar de um evento — por exemplo, "no dia 11 de setembro de 2001, houve um ataque às Torres Gêmeas em Nova York" — não é preciso acessar muitos locais do cérebro.
Considerando a pontuação do excerto (travessão, vírgula e aspas), na ordem que aparecem no trecho, assinale a alternativa que correta e respectivamente apresenta a função desses sinais de pontuação:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que temos lembranças falsas mesmo com uma boa memória?
Já aconteceu de você se lembrar perfeitamente de ter deixado as chaves em um certo lugar de forma que, se elas não estão ali, é porque alguém as pegou e depois descobrir que elas estavam todo o tempo no seu bolso? Ou você, alguma vez, ouvir um amigo contar algo que aconteceu com você e a história dele ser bem diferente do que você se recorda?
Essas experiências nos deixam um tanto perturbados. Mas elas ocorrem com frequência e, às vezes, nem as percebemos.
"Todas as pessoas têm recordações falsas o tempo todo, mesmo as que acreditam ter a melhor memória do mundo", garante a psicóloga Julia Shaw, do University College de Londres.
Shaw se refere particularmente à memória autobiográfica, "as lembranças das nossas vidas que vêm frequentemente acompanhadas de um rodapé intitulado 'componentes multissensoriais': recordar como se sentia, o que sabia, como via a si, como sonhava... com emoções fortes".
"Essas [lembranças] são muito mais complexas do que [recordar] um evento", explicou Shaw ao programa Life Scientific, da BBC.
Para se recordar de um evento — por exemplo, "no dia 11 de setembro de 2001, houve um ataque às Torres Gêmeas em Nova York" — não é preciso acessar muitos locais do cérebro.
Mas, quando revivemos uma experiência própria, é preciso conectar todas as partes do cérebro responsáveis pelas diferentes sensações, formando uma grande e complicada rede de neurônios.
Shaw adverte que as lembranças não são o registro exato do passado, como gostaríamos de imaginar. Segundo ela, estudos científicos já confirmaram, mais de uma vez, que a forma como recordamos é inevitavelmente defeituosa e costuma guardar pouca relação com eventos que podem ser verificados.
Crise de identidade
"Somos a nossa memória, somos esse imenso museu de formas inconstantes, essa porção de espelhos quebrados", disse o escritor argentino Jorge Luis Borges (1899-1986). Ele conseguiu compreender muito bem que as recordações são realidades dinâmicas, mutantes e imprecisas. Mas, se "somos a nossa memória" e ela é tão pouco confiável... será que nós somos mentiras?
Em certo sentido, sim. Porém, o fato de que nunca poderemos ter a certeza de que o que recordamos está certo não deve nos preocupar, segundo a especialista em lembranças falsas. "Acredito que é uma visão muito importante de como funciona o nosso cérebro", explica Shaw. "E, em última instância, o nosso cérebro não existe simplesmente para registrar o passado de forma perfeita e confiável. Ele está ali para navegar pelo presente e pensar no futuro".
"Estas coisas maravilhosas e criativas são excelentes para resolver problemas, permitem que sejamos inteligentes, recombinam criativamente informações recolhidas no passado e as unem de forma que nunca havíamos feito antes, para criar uma nova história, uma nova solução ou uma nova ideia."
"É para isso que ele é adaptado e, portanto, coisas como falsas recordações são um subproduto dessa incrível capacidade de inteligência", afirma a psicóloga [...] "Você retira e coloca partes, porque esquece algumas ou toma emprestadas recordações de outras pessoas, ou de outras fontes", explica ela. "O que é intrigante sobre as recordações é que nós não temos acesso à versão original, mas apenas àquela que fizemos da última vez".
Retirado e adaptado de: BBC News Brasil. Por que temos lembranças falsas mesmo com uma boa memória. BBC News Brasil. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g6yyrgqwgo Acesso em: 29 out., 2023.
A partir da leitura de "Por que temos lembranças falsas mesmo com uma boa memória?", analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:
( )O cérebro humano não é confiável, pois ele não armazena corretamente as informações do passado.
( )Sempre que retomamos uma lembrança, o fazemos a partir da última versão que salvamos em nossa memória.
( )Recordar de alguma coisa que vivenciamos é diferente de recordar informações no geral.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: