Questões de Concurso Para agente técnico

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Q1831549 Português

    Chão da infância. Algumas lembranças me parecem fixadas nesse chão movediço, as minhas pajens. Minha mãe fazendo seus cálculos na ponta do lápis ou mexendo o tacho da goiabeira ou ao piano, tocando suas valsas. E Tia Laura, a viúva eterna que foi morar na nossa casa e que repetia que meu pai era um homem instável. Eu não sabia o que queria dizer instável mas sabia que ele gostava de fumar charutos e gostava de jogar. A tia um dia explicou, esse tipo de homem não consegue parar muito tempo no mesmo lugar e por isso estava sempre sendo removido de uma cidade para a outra como promotor. Ou delegado. Então minha mãe fazia os tais cálculos de futuro, dava aquele suspiro e ia tocar piano. E depois arrumar as malas.

    - Escutei que a gente vai se mudar outra vez, vai mesmo? Perguntou minha pajem Maricota. Estávamos no quintal chupando os gomos de cana que ela ia descascando. Não respondi e ela fez outra pergunta: Sua tia vive falando que agora é tarde porque Inês é morta, quem é essa tal de Inês?

    Sacudi a cabeça, não sabia. Você é burra, Maricota resmungou cuspindo o bagaço. Fiquei olhando meu pé amarrado com uma tira de pano, tinha sempre um pé machucado (corte, espinho) onde ela pingava tintura de iodo (ai, ai!) e depois amarrava aquele pano. No outro pé, a sandália pesada de lama.

     [...]

(TELLES, Lygia Fagundes. Invenção e Memória.

Rio de Janeiro. Rocco, 2000, p.9)

No período “Sacudi a cabeça, não sabia.” (3º§), a vírgula marca uma pausa entre as orações que apresentam entre si um sentido implícito. A relação entre elas seria explicitada, adequadamente, através do emprego da seguinte conjunção:
Alternativas
Q1831548 Português

    Chão da infância. Algumas lembranças me parecem fixadas nesse chão movediço, as minhas pajens. Minha mãe fazendo seus cálculos na ponta do lápis ou mexendo o tacho da goiabeira ou ao piano, tocando suas valsas. E Tia Laura, a viúva eterna que foi morar na nossa casa e que repetia que meu pai era um homem instável. Eu não sabia o que queria dizer instável mas sabia que ele gostava de fumar charutos e gostava de jogar. A tia um dia explicou, esse tipo de homem não consegue parar muito tempo no mesmo lugar e por isso estava sempre sendo removido de uma cidade para a outra como promotor. Ou delegado. Então minha mãe fazia os tais cálculos de futuro, dava aquele suspiro e ia tocar piano. E depois arrumar as malas.

    - Escutei que a gente vai se mudar outra vez, vai mesmo? Perguntou minha pajem Maricota. Estávamos no quintal chupando os gomos de cana que ela ia descascando. Não respondi e ela fez outra pergunta: Sua tia vive falando que agora é tarde porque Inês é morta, quem é essa tal de Inês?

    Sacudi a cabeça, não sabia. Você é burra, Maricota resmungou cuspindo o bagaço. Fiquei olhando meu pé amarrado com uma tira de pano, tinha sempre um pé machucado (corte, espinho) onde ela pingava tintura de iodo (ai, ai!) e depois amarrava aquele pano. No outro pé, a sandália pesada de lama.

     [...]

(TELLES, Lygia Fagundes. Invenção e Memória.

Rio de Janeiro. Rocco, 2000, p.9)

O pronome possessivo manifesta-se em dois momentos na passagem “Minha mãe fazendo seus cálculos na ponta do lápis”. Sobre o emprego do pronome “seus”, é correto afirmar que ele estabelece relação de posse entre “cálculos” e:
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Q1831547 Português

    Chão da infância. Algumas lembranças me parecem fixadas nesse chão movediço, as minhas pajens. Minha mãe fazendo seus cálculos na ponta do lápis ou mexendo o tacho da goiabeira ou ao piano, tocando suas valsas. E Tia Laura, a viúva eterna que foi morar na nossa casa e que repetia que meu pai era um homem instável. Eu não sabia o que queria dizer instável mas sabia que ele gostava de fumar charutos e gostava de jogar. A tia um dia explicou, esse tipo de homem não consegue parar muito tempo no mesmo lugar e por isso estava sempre sendo removido de uma cidade para a outra como promotor. Ou delegado. Então minha mãe fazia os tais cálculos de futuro, dava aquele suspiro e ia tocar piano. E depois arrumar as malas.

    - Escutei que a gente vai se mudar outra vez, vai mesmo? Perguntou minha pajem Maricota. Estávamos no quintal chupando os gomos de cana que ela ia descascando. Não respondi e ela fez outra pergunta: Sua tia vive falando que agora é tarde porque Inês é morta, quem é essa tal de Inês?

    Sacudi a cabeça, não sabia. Você é burra, Maricota resmungou cuspindo o bagaço. Fiquei olhando meu pé amarrado com uma tira de pano, tinha sempre um pé machucado (corte, espinho) onde ela pingava tintura de iodo (ai, ai!) e depois amarrava aquele pano. No outro pé, a sandália pesada de lama.

     [...]

(TELLES, Lygia Fagundes. Invenção e Memória.

Rio de Janeiro. Rocco, 2000, p.9)

Considere o fragmento abaixo para responder à questão seguinte.


“E Tia Laura, a viúva eterna que foi morar na nossa casa e que repetia que meu pai era um homem instável.” (1º§)


A referência à tia como “a viúva eterna” expõe uma caracterização subjetiva da personagem e permite ao leitor inferir a:

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Q1831546 Português

    Chão da infância. Algumas lembranças me parecem fixadas nesse chão movediço, as minhas pajens. Minha mãe fazendo seus cálculos na ponta do lápis ou mexendo o tacho da goiabeira ou ao piano, tocando suas valsas. E Tia Laura, a viúva eterna que foi morar na nossa casa e que repetia que meu pai era um homem instável. Eu não sabia o que queria dizer instável mas sabia que ele gostava de fumar charutos e gostava de jogar. A tia um dia explicou, esse tipo de homem não consegue parar muito tempo no mesmo lugar e por isso estava sempre sendo removido de uma cidade para a outra como promotor. Ou delegado. Então minha mãe fazia os tais cálculos de futuro, dava aquele suspiro e ia tocar piano. E depois arrumar as malas.

    - Escutei que a gente vai se mudar outra vez, vai mesmo? Perguntou minha pajem Maricota. Estávamos no quintal chupando os gomos de cana que ela ia descascando. Não respondi e ela fez outra pergunta: Sua tia vive falando que agora é tarde porque Inês é morta, quem é essa tal de Inês?

    Sacudi a cabeça, não sabia. Você é burra, Maricota resmungou cuspindo o bagaço. Fiquei olhando meu pé amarrado com uma tira de pano, tinha sempre um pé machucado (corte, espinho) onde ela pingava tintura de iodo (ai, ai!) e depois amarrava aquele pano. No outro pé, a sandália pesada de lama.

     [...]

(TELLES, Lygia Fagundes. Invenção e Memória.

Rio de Janeiro. Rocco, 2000, p.9)

Considere o fragmento abaixo para responder à questão seguinte.


“E Tia Laura, a viúva eterna que foi morar na nossa casa e que repetia que meu pai era um homem instável.” (1º§)


As duas construções destacadas na passagem acima são oracionais e relacionam-se entre si cumprindo, no fragmento, um papel sintático: 

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Q1831545 Português

    Chão da infância. Algumas lembranças me parecem fixadas nesse chão movediço, as minhas pajens. Minha mãe fazendo seus cálculos na ponta do lápis ou mexendo o tacho da goiabeira ou ao piano, tocando suas valsas. E Tia Laura, a viúva eterna que foi morar na nossa casa e que repetia que meu pai era um homem instável. Eu não sabia o que queria dizer instável mas sabia que ele gostava de fumar charutos e gostava de jogar. A tia um dia explicou, esse tipo de homem não consegue parar muito tempo no mesmo lugar e por isso estava sempre sendo removido de uma cidade para a outra como promotor. Ou delegado. Então minha mãe fazia os tais cálculos de futuro, dava aquele suspiro e ia tocar piano. E depois arrumar as malas.

    - Escutei que a gente vai se mudar outra vez, vai mesmo? Perguntou minha pajem Maricota. Estávamos no quintal chupando os gomos de cana que ela ia descascando. Não respondi e ela fez outra pergunta: Sua tia vive falando que agora é tarde porque Inês é morta, quem é essa tal de Inês?

    Sacudi a cabeça, não sabia. Você é burra, Maricota resmungou cuspindo o bagaço. Fiquei olhando meu pé amarrado com uma tira de pano, tinha sempre um pé machucado (corte, espinho) onde ela pingava tintura de iodo (ai, ai!) e depois amarrava aquele pano. No outro pé, a sandália pesada de lama.

     [...]

(TELLES, Lygia Fagundes. Invenção e Memória.

Rio de Janeiro. Rocco, 2000, p.9)

O texto é narrativo e possui um caráter memorialístico. Desse modo, é correto afirmar que:
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Ano: 2019 Banca: FCC Órgão: CEASA-CAMPINAS
Q1220256 Administração Geral
Qualquer que seja sua natureza ou tamanho, as organizações possuem três níveis diferentes para lidar com os desafios externos e internos. O nível responsável por transformar as diretrizes elaboradas em programas de ação corresponde ao nível 
Alternativas
Ano: 2019 Banca: FUNRIO Órgão: Prefeitura de Porto de Moz - PA
Q1188461 Técnicas em Laboratório
A separação do soro ou plasma das células sanguíneas deve ser realizada o mais rápido possível. Um tempo máximo de duas horas para essa separação deve ser seguido a fim de evitar interferências. Alguns parâmetros não sofrem interferências quando não se atende ao prazo de duas horas para centrifugação, tais como:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: FUNRIO Órgão: Prefeitura de Porto de Moz - PA
Q1188408 Técnicas em Laboratório
O micro-hematócrito é realizado em tubo capilar. Utiliza-se de microcentrífuga onde o tubo é colocado à:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: FUNRIO Órgão: Prefeitura de Porto de Moz - PA
Q1188147 Engenharia Agrícola
Assinale uma alternativa que contenha um controle alternativo eficaz no controle do oídio (Sphaerotheca fuliginea) em abobora.
Alternativas
Q1038154 Mecânica

O ângulo de inclinação λ de uma ferramenta de corte é definido como o ângulo entre o gume principal de corte e o plano de referência, medido no plano de corte conforme se apresenta abaixo.


Imagem associada para resolução da questão


Ao se usinar um aço ABNT 1020 a 1040 deve-se utilizar um ângulo de inclinação

Alternativas
Q1038153 Mecânica
Ao se utilizar bits de usinagem para produção de rosca métrica com passo de rosca 1,0 mm sobre um eixo de aço ABNT 1040 utiliza-se
Alternativas
Q1038152 Mecânica

Considere uma broca conforme ilustração abaixo.


Imagem associada para resolução da questão


O ângulo da ponta recomendado para usinar ferro fundido é

Alternativas
Q1038151 Mecânica

A representação de uma medida de comprimento utilizando um micrômetro (com coincidência na escala rotativa indicada por •) apresentou:


Imagem associada para resolução da questão


A leitura correspondente, em mm, é

Alternativas
Q1038150 Mecânica
Metrologia significa
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Q1038149 Mecânica
O nome do instrumento de medição que permite determinar os diâmetros internos de orifícios, a análise de sua conicidade, a ovalização e a cilindricidade é
Alternativas
Q1038148 Mecânica

O valor da leitura apresentada na imagem abaixo foi extraída de uma medida utilizando o relógio comparador.


Imagem associada para resolução da questão


A partir da ilustração, o valor da medida, em mm, é

Alternativas
Q1038147 Mecânica

Considere a ilustração abaixo.


Imagem associada para resolução da questão


Trata-se do instrumento de medição:

Alternativas
Q1038146 Mecânica
Considere os múltiplos e submúltiplos das unidades de medida de comprimento no SI. A conversão INCORRETA é:
Alternativas
Q1038145 Mecânica
A rotação do mandril que contém uma broca em uma furadeira é de 300 rpm, a espessura da peça é de 10 mm e a velocidade de avanço é de 0,2 mm/rotação. Nessas condições, o tempo para perfurar a peça, em segundos, é
Alternativas
Q1038144 Mecânica
Um eixo de bronze de diâmetro 25 mm tem velocidade de corte de 31,4 m/min. Nessas condições (utilizando π = 3,14) a rotação do eixo, em rpm, é
Alternativas
Respostas
281: D
282: D
283: B
284: C
285: A
286: A
287: A
288: E
289: A
290: B
291: D
292: B
293: E
294: C
295: D
296: A
297: E
298: B
299: A
300: E