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( )I-O princípio fundamental da escola inclusiva é o de que todas as crianças deveriam aprender juntas, independentemente de quaisquer dificuldades ou diferenças que podem ter.
( )II-As escolas inclusivas devem reconhecer e responder às diversas necessidades de seus alunos, acomodando tanto estilos como ritmos diferentes de aprendizagem e assegurando uma educação de qualidade à todos por meio de currículo comum a todos os alunos, as mesmas estratégias de ensino, uso de recursos e parcerias com a comunidade.
( )III-Dentro das escolas inclusivas, as crianças com necessidades educacionais especiais deveriam receber qualquer apoio extra que possam precisar, para que se lhes assegure uma educação efetiva.
Sobre esse contexto, complete as lacunas corretamente:
( ) Relações de colaboração e respeito com as famílias
( ) Relações com a comunidade
( ) Relações com o Sistema Estadual de Ensino
( ) Relações que promovem o desenvolvimento comunitário
( ) Relações com amigos para promover o respeito mútuo
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo:
A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.
Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteuse pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tornou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: O conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerara invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há, estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não deem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas leem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. É esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.
Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.
(Guiomarde Grammon)
Considere a última frase do texto para responder à questão
“Ler pode tornar o homem perigosamente humano. ”
Sobre a palavra “perigosamente”, identifique a opção em que se faz, corretamente, uma análise morfossintática e semântica, respectivamente:
I. Para Vigotski a linguagem possui duas funções básicas: o intercâmbio social e o pensamento generalizante.
II. A criança primeiramente utiliza a fala socializada, com a função de comunicar, de manter um contato social.
III. Conforme a perspectiva vigotskiana, a fala egocêntrica é o discurso da criança quando dialoga alto consigo própria, quando fala sozinha ou “pensa alto".
Está(ão) correta(s) apenas:
I. O brinquedo cria zona de desenvolvimento proximal na criança.
II. Na faz de conta, a criança é levada a agir num mundo imaginário, onde a situação é definida pelo significado atribuído à brincadeira e não pelos elementos reais, concretamente presentes no meio social.
III. Enquanto uma situação imaginária, a brincadeira também é uma atividade livre, regida independentemente de regras.
A alternativa CORRETA é:
I. A zona de desenvolvimento proximal apresenta-se como uma região dinâmica em que se pode realizar a transição desde o funcionamento intermental até o intramental;
II. O nível de desenvolvimento real corresponde às capacidades que o indivíduo já adquiriu e usa de uma maneira individual, autônoma.
III. O nível de desenvolvimento proximal é relativo às capacidades que o indivíduo pode desenvolver mediante a ajuda, a orientação e a colaboração de indivíduos mais especializados que ele.
Está(ão) correta(s) apenas:
I. Conforme a perspectiva teórica de Vigotski, os processos psicológicos superiores têm uma origem social.
II. De acordo com Vigotski, é o desenvolvimento que possibilita o despertar de processos internos do aprendizado.
III. Para Vigotski o uso de sistemas de signos que servem de mediadores é, precisamente, o que origina a emergência dos processos psicológicos superiores.
A alternativa correta é:
I. Conforme a perspectiva piagetiana, a inteligência humana não representa uma forma de adaptação biológica.
II. Para Piaget, as pessoas não nascem providas das noções e categorias de pensamento, mas estas são elaboradas no decorrer do desenvolvimento.
III. De acordo com o pensamento piagetiano o processo de desenvolvimento é definido como uma sucessão de estágios qualitativamente diferentes e que se vinculam na aparição das diferentes estruturas.
Está(ão) correta(s) apenas:
I. A avaliação formativa é a forma de avaliação em que a preocupação central reside em medir as capacidades dos alunos em relação ao processo de aprendizagem.
II. A avaliação na escola não pode ser compreendida como algo à parte, isolado, já que tem subjacente uma concepção de educação e uma estratégia pedagógica.
III. Fundamentando-se numa perspectiva histórico-cultural, é possível afirmar que o objetivo da avaliação escolar é verificar as modificações do comportamento do aluno, a partir de objetivos pré-estabelecidos.
A alternativa CORRETA é:
I. De acordo com a perspectiva de Paulo Freire, a relação entre cultura e educação é dialética.
II. Conforme o pensamento freiriano, uma prática educativa que se queira democrática não pode ser invasiva, sobrepor-se à realidade cultural em que está se dando.
III. A abordagem multicultural enfatiza a importância de se respeitar as diferentes culturas no processo educativo, fundamentando-se na perspectiva transcultural; isto é na justaposição das diferentes culturas.
Está(ão) correta(s) apenas:
I. A perspectiva psicogenética da aprendizagem da leitura provocou mudanças significativas nos objetivos e nas estratégias metodológicas utilizadas na educação infantil.
II. A perspectiva histórico cultural contribuiu para novas formas de conceber e trabalhar a oralidade na educação infantil.
III. Na perspectiva behaviorista o desenvolvimento da oralidade da criança está diretamente relacionado às trocas discursivas entre o adulto e a criança.
A alternativa correta é:
I. A doutrina liberal apareceu como justificação do sistema capitalista que, ao defender a predominância da liberdade e dos interesses individuais da sociedade, estabeleceu uma forma de organização social baseada na propriedade privada dos meios de produção.
II. A pedagogia liberal sustenta a ideia de que a escola tem por função preparar os indivíduos para o desempenho de papéis sociais, de acordo com as aptidões individuais e as diferenças de classe.
III. A tendência liberal tecnicista subordina a educação à sociedade, tendo como função a preparação de "recursos humanos" (mão de obra para a indústria).
Está(ão) correta(s) apenas: