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Por recusar-se a aceitar um caminho dedutivo e racional para a compreensão do Universo, Descartes assegura ser impossível proceder-se a modificações nos mecanismos naturais.
À maneira de uma máquina, Descartes traduz as funções animais e humanas em ações mecânicas.
A expressão “indústria dos homens”, no contexto em que foi elaborada, refere-se à Revolução Industrial.
Descartes afasta a transcendência de qualquer participação na criação e na condução do universo e dos homens.
Conquanto criativo, o método de Francis Bacon não permite a formulação de leis gerais por não partir de fatos concretos, mas transita do geral para o particular, em um processo efetivamente descendente.
O método de investigação proposto por Bacon eliminava todo e qualquer exercício de inquirição à natureza por acreditar na impossibilidade ontológica de se chegar à verdade plena.
Negando ao desenvolvimento técnico-científico e seus avanços uma relação direta com o desenvolvimento econômico, Bacon acabou por se tornar um dos responsáveis pelo atraso da entrada da Inglaterra na industrialização capitalista.
A revolução científica da Idade Moderna desenvolveu uma visão da natureza como possuidora de uma linguagem matemática.
Ao afirmar que a natureza é um livro escrito em linguagem geométrica, bastando, para compreendê-la, aprender a ler essa linguagem, Galileu afastou-se de toda e qualquer visão mecanicista acerca do modelo físico do universo.
Um instrumento aperfeiçoado e usado por Galileu, o telescópio, foi decisivo para a comprovação empírica do modelo copernicano.
Promover a convergência entre o saber teórico (ciência) e a técnica foi o desafio que começou a ser vencido na Idade Moderna e que se prolonga na contemporaneidade.
Conceitualmente, a importância conferida à observação e ao método experimental na Idade Moderna permite que se fale em ciência ativa, contrapondo-se à ciência contemplativa da Antiguidade.
A ideia de um universo infinito, em vez de um cosmo fechado, surgiu com Copérnico e rompeu instantaneamente com as teses a esse respeito, defendidas na Antiguidade e na Europa medieval.
A ciência moderna pressupõe a substituição do mero argumento metafísico, comum no passado, pela adoção da experimentação e da verificação de hipóteses como critérios fundamentais para a produção do conhecimento.
Admitindo-se ser a pesquisa experimental elemento essencial ao conceito de ciência que se constrói na Idade Moderna, é possível identificar, pela própria leitura do texto, alguma relação entre essa revolução científica e um tipo de reflexão já estabelecida na Antiguidade.
A revolução científica moderna, tal como entendida no texto, significou a integral ruptura com toda e qualquer forma de pensamento em vigor na Europa no período anterior à Renascença, mesmo aquele presente nos séculos finais da Idade Média.
O texto deixa implícito que, sob o ponto de vista do desenvolvimento da ciência, a presença árabe na Europa foi fator de entrave à expansão do conhecimento e, por isso mesmo, retardou o início da era das grandes viagens ultramarinas e dos descobrimentos.
Ao romper com o sistema de Ptolomeu, segundo o qual a Terra estava em contínuo movimento, Copérnico abandonou a tradição cultural da Antiguidade, mas reiterou sua concordância com a cosmologia medieval.
Publicada na primeira metade do século XVI, como afirmado no texto, a obra de Copérnico inseriu-se no movimento renascentista que, na Europa, desvelou a modernidade.
Ao mencionar a defesa matemática do sistema heliocêntrico, o texto se reporta aos cálculos dos movimentos dos corpos celestes efetuados por Copérnico.