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Q3487329 Português

Considere as seguintes sentenças:


I. Ele andou rapidamente em direção ao posto de gasolina.


II. Coincidentemente, nos encontramos no restaurante.


III. As coisas se resolveram naturalmente.


Nas sentenças dadas, a função de cada advérbio empregado é: 

Alternativas
Q3487328 Português

Considere as sentenças a seguir:


I. Ele escreveu uma carta à Ana.


II. Não trabalha e vive à custa dos pais.


III. Disse péssimas falas à sua namorada.


O emprego do acento indicativo de crase é facultativo apenas em: 

Alternativas
Q3487327 Português
Analise as sentenças a seguir e assinale a alternativa em que a regência verbal está incorreta.
Alternativas
Q3487326 Português
Analise as sentenças a seguir e assinale a alternativa em que ocorre desvio de concordância verbal ou nominal.
Alternativas
Q3487325 Português

Leia a tirinha a seguir para responder à questão.

WATTERSON, B. Calvin e Haroldo, 2010.

O verbo “conseguir”, que ocorre no último quadrinho, está conjugado no modo subjuntivo, e exprime uma ação: 
Alternativas
Q3487324 Português

Leia a tirinha a seguir para responder à questão.

WATTERSON, B. Calvin e Haroldo, 2010.

A palavra “minha”, no primeiro quadrinho, é classificada gramaticalmente como:
Alternativas
Q3487323 Português

Leia a tirinha a seguir para responder à questão.

WATTERSON, B. Calvin e Haroldo, 2010.

A fala de Calvin no último quadrinho da tira permite concluir que:
Alternativas
Q3487322 Português

Leia a tirinha a seguir para responder à questão.

WATTERSON, B. Calvin e Haroldo, 2010.

A definição de “pronome” sugerida por Haroldo: 
Alternativas
Q3487321 Português

Leia a tirinha a seguir para responder à questão.

WATTERSON, B. Calvin e Haroldo, 2010.

Sabendo-se que Calvin é o garoto e Haroldo, o tigre, na tirinha apresentada, o sentido de humor é provocado por:
Alternativas
Q3487320 Português

Leia o texto para responder à questão.


Histórias de verão: O quinto túnel


Três homens num compartimento de um trem que atravessa uma região montanhosa. Eles não se conhecem. Estão em silêncio desde que o trem saiu da estação. Um lê um jornal, outro olha pela janela, e outro parece dormir. Quando o trem entra num túnel e tudo fica escuro, ouve-se uma voz que diz:


— Estou aqui para matá-lo.


O trem sai do túnel. Os três continuam como antes. Um olhando pela janela, o outro lendo um jornal, o terceiro de olho fechado. O trem entra em outro túnel. Ouve-se outra voz.


— Por quê?


Silêncio. Depois:


— Você sabe.


O trem sai do túnel. Os três não se mexeram. O trem entra em outro túnel.


— Quando?


— No quinto túnel.


— Este túnel qual é, o terceiro?


— Você devia ter contado.


O trem sai do túnel. Os três homens na mesma posição. O homem que lê o jornal vira uma página. O trem entra em outro túnel. Ouvese um estampido.


Quando o trem sai, o homem que olhava pela janela está com uma pistola fumegante na mão, o jornal está com um buraco no meio e o homem que lia o jornal está morto. E o homem que dormia está de olhos arregalados.


— O que foi isso?


— Ele ia me matar. Eu o matei primeiro.


— Como você sabia que ele ia matá-lo?


— Ele disse, você não ouviu?


— Eu estava dormindo. Não ouvi nada. Acordei com o tiro.


— Ele ia me matar no próximo túnel, mas eu agi antes. Foi legítima defesa. Ele disse que ia me matar.


— Só se fosse com este charuto — diz o homem que dormia, depois de examinar os bolsos do morto. — É a única coisa remotamente letal que ele carregava.


— Ele podia me estrangular, sei lá. Mas eu o enganei e atirei um túnel antes. A vítima enganou o assassino.


— Ou pode ter sido o contrário. O assassino enganou a vítima?


— Como?


— Você disse que ia matá-lo no quinto túnel, mas matou no quarto, antes que ele tivesse tempo de reagir ou fugir.


O trem entra no quinto túnel e tudo fica escuro. Ouve-se uma voz.


— Como você sabia que o túnel anterior era o quarto e este é o quinto, se estava dormindo?


Silêncio. Depois ouve-se um estampido.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

A palavra “túnel”, que ocorre no texto, tem a mesma tonicidade que a palavra:
Alternativas
Q3487319 Português

Leia o texto para responder à questão.


Histórias de verão: O quinto túnel


Três homens num compartimento de um trem que atravessa uma região montanhosa. Eles não se conhecem. Estão em silêncio desde que o trem saiu da estação. Um lê um jornal, outro olha pela janela, e outro parece dormir. Quando o trem entra num túnel e tudo fica escuro, ouve-se uma voz que diz:


— Estou aqui para matá-lo.


O trem sai do túnel. Os três continuam como antes. Um olhando pela janela, o outro lendo um jornal, o terceiro de olho fechado. O trem entra em outro túnel. Ouve-se outra voz.


— Por quê?


Silêncio. Depois:


— Você sabe.


O trem sai do túnel. Os três não se mexeram. O trem entra em outro túnel.


— Quando?


— No quinto túnel.


— Este túnel qual é, o terceiro?


— Você devia ter contado.


O trem sai do túnel. Os três homens na mesma posição. O homem que lê o jornal vira uma página. O trem entra em outro túnel. Ouvese um estampido.


Quando o trem sai, o homem que olhava pela janela está com uma pistola fumegante na mão, o jornal está com um buraco no meio e o homem que lia o jornal está morto. E o homem que dormia está de olhos arregalados.


— O que foi isso?


— Ele ia me matar. Eu o matei primeiro.


— Como você sabia que ele ia matá-lo?


— Ele disse, você não ouviu?


— Eu estava dormindo. Não ouvi nada. Acordei com o tiro.


— Ele ia me matar no próximo túnel, mas eu agi antes. Foi legítima defesa. Ele disse que ia me matar.


— Só se fosse com este charuto — diz o homem que dormia, depois de examinar os bolsos do morto. — É a única coisa remotamente letal que ele carregava.


— Ele podia me estrangular, sei lá. Mas eu o enganei e atirei um túnel antes. A vítima enganou o assassino.


— Ou pode ter sido o contrário. O assassino enganou a vítima?


— Como?


— Você disse que ia matá-lo no quinto túnel, mas matou no quarto, antes que ele tivesse tempo de reagir ou fugir.


O trem entra no quinto túnel e tudo fica escuro. Ouve-se uma voz.


— Como você sabia que o túnel anterior era o quarto e este é o quinto, se estava dormindo?


Silêncio. Depois ouve-se um estampido.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

No excerto “O trem entra em outro túnel”, o verbo “entrar” apresenta regência:
Alternativas
Q3487318 Português

Leia o texto para responder à questão.


Histórias de verão: O quinto túnel


Três homens num compartimento de um trem que atravessa uma região montanhosa. Eles não se conhecem. Estão em silêncio desde que o trem saiu da estação. Um lê um jornal, outro olha pela janela, e outro parece dormir. Quando o trem entra num túnel e tudo fica escuro, ouve-se uma voz que diz:


— Estou aqui para matá-lo.


O trem sai do túnel. Os três continuam como antes. Um olhando pela janela, o outro lendo um jornal, o terceiro de olho fechado. O trem entra em outro túnel. Ouve-se outra voz.


— Por quê?


Silêncio. Depois:


— Você sabe.


O trem sai do túnel. Os três não se mexeram. O trem entra em outro túnel.


— Quando?


— No quinto túnel.


— Este túnel qual é, o terceiro?


— Você devia ter contado.


O trem sai do túnel. Os três homens na mesma posição. O homem que lê o jornal vira uma página. O trem entra em outro túnel. Ouvese um estampido.


Quando o trem sai, o homem que olhava pela janela está com uma pistola fumegante na mão, o jornal está com um buraco no meio e o homem que lia o jornal está morto. E o homem que dormia está de olhos arregalados.


— O que foi isso?


— Ele ia me matar. Eu o matei primeiro.


— Como você sabia que ele ia matá-lo?


— Ele disse, você não ouviu?


— Eu estava dormindo. Não ouvi nada. Acordei com o tiro.


— Ele ia me matar no próximo túnel, mas eu agi antes. Foi legítima defesa. Ele disse que ia me matar.


— Só se fosse com este charuto — diz o homem que dormia, depois de examinar os bolsos do morto. — É a única coisa remotamente letal que ele carregava.


— Ele podia me estrangular, sei lá. Mas eu o enganei e atirei um túnel antes. A vítima enganou o assassino.


— Ou pode ter sido o contrário. O assassino enganou a vítima?


— Como?


— Você disse que ia matá-lo no quinto túnel, mas matou no quarto, antes que ele tivesse tempo de reagir ou fugir.


O trem entra no quinto túnel e tudo fica escuro. Ouve-se uma voz.


— Como você sabia que o túnel anterior era o quarto e este é o quinto, se estava dormindo?


Silêncio. Depois ouve-se um estampido.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Analise as sentenças a seguir, retiradas do texto, e assinale a alternativa em que a palavra em destaque é um advérbio que exprime restrição.
Alternativas
Q3487317 Português

Leia o texto para responder à questão.


Histórias de verão: O quinto túnel


Três homens num compartimento de um trem que atravessa uma região montanhosa. Eles não se conhecem. Estão em silêncio desde que o trem saiu da estação. Um lê um jornal, outro olha pela janela, e outro parece dormir. Quando o trem entra num túnel e tudo fica escuro, ouve-se uma voz que diz:


— Estou aqui para matá-lo.


O trem sai do túnel. Os três continuam como antes. Um olhando pela janela, o outro lendo um jornal, o terceiro de olho fechado. O trem entra em outro túnel. Ouve-se outra voz.


— Por quê?


Silêncio. Depois:


— Você sabe.


O trem sai do túnel. Os três não se mexeram. O trem entra em outro túnel.


— Quando?


— No quinto túnel.


— Este túnel qual é, o terceiro?


— Você devia ter contado.


O trem sai do túnel. Os três homens na mesma posição. O homem que lê o jornal vira uma página. O trem entra em outro túnel. Ouvese um estampido.


Quando o trem sai, o homem que olhava pela janela está com uma pistola fumegante na mão, o jornal está com um buraco no meio e o homem que lia o jornal está morto. E o homem que dormia está de olhos arregalados.


— O que foi isso?


— Ele ia me matar. Eu o matei primeiro.


— Como você sabia que ele ia matá-lo?


— Ele disse, você não ouviu?


— Eu estava dormindo. Não ouvi nada. Acordei com o tiro.


— Ele ia me matar no próximo túnel, mas eu agi antes. Foi legítima defesa. Ele disse que ia me matar.


— Só se fosse com este charuto — diz o homem que dormia, depois de examinar os bolsos do morto. — É a única coisa remotamente letal que ele carregava.


— Ele podia me estrangular, sei lá. Mas eu o enganei e atirei um túnel antes. A vítima enganou o assassino.


— Ou pode ter sido o contrário. O assassino enganou a vítima?


— Como?


— Você disse que ia matá-lo no quinto túnel, mas matou no quarto, antes que ele tivesse tempo de reagir ou fugir.


O trem entra no quinto túnel e tudo fica escuro. Ouve-se uma voz.


— Como você sabia que o túnel anterior era o quarto e este é o quinto, se estava dormindo?


Silêncio. Depois ouve-se um estampido.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Analise as sentenças a seguir, retiradas do texto:


I. Os três não se mexeram.


II. Eu o matei primeiro.


III. Ele ia me matar no próximo túnel, mas eu agi antes.


Em todas as sentenças dadas, o pronome pessoal oblíquo ocorre em posição de próclise. A(s) sentença(s) que apresenta(m) condições que permitiriam também a ênclise é (são):

Alternativas
Q3487316 Português

Leia o texto para responder à questão.


Histórias de verão: O quinto túnel


Três homens num compartimento de um trem que atravessa uma região montanhosa. Eles não se conhecem. Estão em silêncio desde que o trem saiu da estação. Um lê um jornal, outro olha pela janela, e outro parece dormir. Quando o trem entra num túnel e tudo fica escuro, ouve-se uma voz que diz:


— Estou aqui para matá-lo.


O trem sai do túnel. Os três continuam como antes. Um olhando pela janela, o outro lendo um jornal, o terceiro de olho fechado. O trem entra em outro túnel. Ouve-se outra voz.


— Por quê?


Silêncio. Depois:


— Você sabe.


O trem sai do túnel. Os três não se mexeram. O trem entra em outro túnel.


— Quando?


— No quinto túnel.


— Este túnel qual é, o terceiro?


— Você devia ter contado.


O trem sai do túnel. Os três homens na mesma posição. O homem que lê o jornal vira uma página. O trem entra em outro túnel. Ouvese um estampido.


Quando o trem sai, o homem que olhava pela janela está com uma pistola fumegante na mão, o jornal está com um buraco no meio e o homem que lia o jornal está morto. E o homem que dormia está de olhos arregalados.


— O que foi isso?


— Ele ia me matar. Eu o matei primeiro.


— Como você sabia que ele ia matá-lo?


— Ele disse, você não ouviu?


— Eu estava dormindo. Não ouvi nada. Acordei com o tiro.


— Ele ia me matar no próximo túnel, mas eu agi antes. Foi legítima defesa. Ele disse que ia me matar.


— Só se fosse com este charuto — diz o homem que dormia, depois de examinar os bolsos do morto. — É a única coisa remotamente letal que ele carregava.


— Ele podia me estrangular, sei lá. Mas eu o enganei e atirei um túnel antes. A vítima enganou o assassino.


— Ou pode ter sido o contrário. O assassino enganou a vítima?


— Como?


— Você disse que ia matá-lo no quinto túnel, mas matou no quarto, antes que ele tivesse tempo de reagir ou fugir.


O trem entra no quinto túnel e tudo fica escuro. Ouve-se uma voz.


— Como você sabia que o túnel anterior era o quarto e este é o quinto, se estava dormindo?


Silêncio. Depois ouve-se um estampido.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Considere o seguinte excerto: “E o homem que dormia está de olhos arregalados.” Neste contexto, a palavra “que”, em destaque, atua gramaticalmente como: 
Alternativas
Q3487315 Português

Leia o texto para responder à questão.


Histórias de verão: O quinto túnel


Três homens num compartimento de um trem que atravessa uma região montanhosa. Eles não se conhecem. Estão em silêncio desde que o trem saiu da estação. Um lê um jornal, outro olha pela janela, e outro parece dormir. Quando o trem entra num túnel e tudo fica escuro, ouve-se uma voz que diz:


— Estou aqui para matá-lo.


O trem sai do túnel. Os três continuam como antes. Um olhando pela janela, o outro lendo um jornal, o terceiro de olho fechado. O trem entra em outro túnel. Ouve-se outra voz.


— Por quê?


Silêncio. Depois:


— Você sabe.


O trem sai do túnel. Os três não se mexeram. O trem entra em outro túnel.


— Quando?


— No quinto túnel.


— Este túnel qual é, o terceiro?


— Você devia ter contado.


O trem sai do túnel. Os três homens na mesma posição. O homem que lê o jornal vira uma página. O trem entra em outro túnel. Ouvese um estampido.


Quando o trem sai, o homem que olhava pela janela está com uma pistola fumegante na mão, o jornal está com um buraco no meio e o homem que lia o jornal está morto. E o homem que dormia está de olhos arregalados.


— O que foi isso?


— Ele ia me matar. Eu o matei primeiro.


— Como você sabia que ele ia matá-lo?


— Ele disse, você não ouviu?


— Eu estava dormindo. Não ouvi nada. Acordei com o tiro.


— Ele ia me matar no próximo túnel, mas eu agi antes. Foi legítima defesa. Ele disse que ia me matar.


— Só se fosse com este charuto — diz o homem que dormia, depois de examinar os bolsos do morto. — É a única coisa remotamente letal que ele carregava.


— Ele podia me estrangular, sei lá. Mas eu o enganei e atirei um túnel antes. A vítima enganou o assassino.


— Ou pode ter sido o contrário. O assassino enganou a vítima?


— Como?


— Você disse que ia matá-lo no quinto túnel, mas matou no quarto, antes que ele tivesse tempo de reagir ou fugir.


O trem entra no quinto túnel e tudo fica escuro. Ouve-se uma voz.


— Como você sabia que o túnel anterior era o quarto e este é o quinto, se estava dormindo?


Silêncio. Depois ouve-se um estampido.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

Analise as sentenças a seguir, retiradas do texto:


I. Os três não se mexeram.


II. Ouve-se uma voz.


III. Eles não se conhecem.


O pronome pessoal “se”, que ocorre nas sentenças dadas, é empregado com sentido reflexivo recíproco apenas em: 

Alternativas
Q3487314 Português

Leia o texto para responder à questão.


Histórias de verão: O quinto túnel


Três homens num compartimento de um trem que atravessa uma região montanhosa. Eles não se conhecem. Estão em silêncio desde que o trem saiu da estação. Um lê um jornal, outro olha pela janela, e outro parece dormir. Quando o trem entra num túnel e tudo fica escuro, ouve-se uma voz que diz:


— Estou aqui para matá-lo.


O trem sai do túnel. Os três continuam como antes. Um olhando pela janela, o outro lendo um jornal, o terceiro de olho fechado. O trem entra em outro túnel. Ouve-se outra voz.


— Por quê?


Silêncio. Depois:


— Você sabe.


O trem sai do túnel. Os três não se mexeram. O trem entra em outro túnel.


— Quando?


— No quinto túnel.


— Este túnel qual é, o terceiro?


— Você devia ter contado.


O trem sai do túnel. Os três homens na mesma posição. O homem que lê o jornal vira uma página. O trem entra em outro túnel. Ouvese um estampido.


Quando o trem sai, o homem que olhava pela janela está com uma pistola fumegante na mão, o jornal está com um buraco no meio e o homem que lia o jornal está morto. E o homem que dormia está de olhos arregalados.


— O que foi isso?


— Ele ia me matar. Eu o matei primeiro.


— Como você sabia que ele ia matá-lo?


— Ele disse, você não ouviu?


— Eu estava dormindo. Não ouvi nada. Acordei com o tiro.


— Ele ia me matar no próximo túnel, mas eu agi antes. Foi legítima defesa. Ele disse que ia me matar.


— Só se fosse com este charuto — diz o homem que dormia, depois de examinar os bolsos do morto. — É a única coisa remotamente letal que ele carregava.


— Ele podia me estrangular, sei lá. Mas eu o enganei e atirei um túnel antes. A vítima enganou o assassino.


— Ou pode ter sido o contrário. O assassino enganou a vítima?


— Como?


— Você disse que ia matá-lo no quinto túnel, mas matou no quarto, antes que ele tivesse tempo de reagir ou fugir.


O trem entra no quinto túnel e tudo fica escuro. Ouve-se uma voz.


— Como você sabia que o túnel anterior era o quarto e este é o quinto, se estava dormindo?


Silêncio. Depois ouve-se um estampido.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

O adjetivo “letal”, que ocorre em “— É a única coisa remotamente letal que ele carregava.”, é relativo à palavra:
Alternativas
Q3487313 Português

Leia o texto para responder à questão.


Histórias de verão: O quinto túnel


Três homens num compartimento de um trem que atravessa uma região montanhosa. Eles não se conhecem. Estão em silêncio desde que o trem saiu da estação. Um lê um jornal, outro olha pela janela, e outro parece dormir. Quando o trem entra num túnel e tudo fica escuro, ouve-se uma voz que diz:


— Estou aqui para matá-lo.


O trem sai do túnel. Os três continuam como antes. Um olhando pela janela, o outro lendo um jornal, o terceiro de olho fechado. O trem entra em outro túnel. Ouve-se outra voz.


— Por quê?


Silêncio. Depois:


— Você sabe.


O trem sai do túnel. Os três não se mexeram. O trem entra em outro túnel.


— Quando?


— No quinto túnel.


— Este túnel qual é, o terceiro?


— Você devia ter contado.


O trem sai do túnel. Os três homens na mesma posição. O homem que lê o jornal vira uma página. O trem entra em outro túnel. Ouvese um estampido.


Quando o trem sai, o homem que olhava pela janela está com uma pistola fumegante na mão, o jornal está com um buraco no meio e o homem que lia o jornal está morto. E o homem que dormia está de olhos arregalados.


— O que foi isso?


— Ele ia me matar. Eu o matei primeiro.


— Como você sabia que ele ia matá-lo?


— Ele disse, você não ouviu?


— Eu estava dormindo. Não ouvi nada. Acordei com o tiro.


— Ele ia me matar no próximo túnel, mas eu agi antes. Foi legítima defesa. Ele disse que ia me matar.


— Só se fosse com este charuto — diz o homem que dormia, depois de examinar os bolsos do morto. — É a única coisa remotamente letal que ele carregava.


— Ele podia me estrangular, sei lá. Mas eu o enganei e atirei um túnel antes. A vítima enganou o assassino.


— Ou pode ter sido o contrário. O assassino enganou a vítima?


— Como?


— Você disse que ia matá-lo no quinto túnel, mas matou no quarto, antes que ele tivesse tempo de reagir ou fugir.


O trem entra no quinto túnel e tudo fica escuro. Ouve-se uma voz.


— Como você sabia que o túnel anterior era o quarto e este é o quinto, se estava dormindo?


Silêncio. Depois ouve-se um estampido.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

A palavra “estampido”, empregada no texto, pode ser entendida como um: 
Alternativas
Q3487312 Português

Leia o texto para responder à questão.


Histórias de verão: O quinto túnel


Três homens num compartimento de um trem que atravessa uma região montanhosa. Eles não se conhecem. Estão em silêncio desde que o trem saiu da estação. Um lê um jornal, outro olha pela janela, e outro parece dormir. Quando o trem entra num túnel e tudo fica escuro, ouve-se uma voz que diz:


— Estou aqui para matá-lo.


O trem sai do túnel. Os três continuam como antes. Um olhando pela janela, o outro lendo um jornal, o terceiro de olho fechado. O trem entra em outro túnel. Ouve-se outra voz.


— Por quê?


Silêncio. Depois:


— Você sabe.


O trem sai do túnel. Os três não se mexeram. O trem entra em outro túnel.


— Quando?


— No quinto túnel.


— Este túnel qual é, o terceiro?


— Você devia ter contado.


O trem sai do túnel. Os três homens na mesma posição. O homem que lê o jornal vira uma página. O trem entra em outro túnel. Ouvese um estampido.


Quando o trem sai, o homem que olhava pela janela está com uma pistola fumegante na mão, o jornal está com um buraco no meio e o homem que lia o jornal está morto. E o homem que dormia está de olhos arregalados.


— O que foi isso?


— Ele ia me matar. Eu o matei primeiro.


— Como você sabia que ele ia matá-lo?


— Ele disse, você não ouviu?


— Eu estava dormindo. Não ouvi nada. Acordei com o tiro.


— Ele ia me matar no próximo túnel, mas eu agi antes. Foi legítima defesa. Ele disse que ia me matar.


— Só se fosse com este charuto — diz o homem que dormia, depois de examinar os bolsos do morto. — É a única coisa remotamente letal que ele carregava.


— Ele podia me estrangular, sei lá. Mas eu o enganei e atirei um túnel antes. A vítima enganou o assassino.


— Ou pode ter sido o contrário. O assassino enganou a vítima?


— Como?


— Você disse que ia matá-lo no quinto túnel, mas matou no quarto, antes que ele tivesse tempo de reagir ou fugir.


O trem entra no quinto túnel e tudo fica escuro. Ouve-se uma voz.


— Como você sabia que o túnel anterior era o quarto e este é o quinto, se estava dormindo?


Silêncio. Depois ouve-se um estampido.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

A extensão do sentido primitivo ou original de determinada palavra, determinada pelos contextos de uso, é denominada sentido figurado. Um exemplo de uso em que a palavra exprime sentido figurado, e não próprio, ocorre no excerto “Ele podia me estrangular, sei lá.”, com a palavra: 
Alternativas
Q3487311 Português

Leia o texto para responder à questão.


Histórias de verão: O quinto túnel


Três homens num compartimento de um trem que atravessa uma região montanhosa. Eles não se conhecem. Estão em silêncio desde que o trem saiu da estação. Um lê um jornal, outro olha pela janela, e outro parece dormir. Quando o trem entra num túnel e tudo fica escuro, ouve-se uma voz que diz:


— Estou aqui para matá-lo.


O trem sai do túnel. Os três continuam como antes. Um olhando pela janela, o outro lendo um jornal, o terceiro de olho fechado. O trem entra em outro túnel. Ouve-se outra voz.


— Por quê?


Silêncio. Depois:


— Você sabe.


O trem sai do túnel. Os três não se mexeram. O trem entra em outro túnel.


— Quando?


— No quinto túnel.


— Este túnel qual é, o terceiro?


— Você devia ter contado.


O trem sai do túnel. Os três homens na mesma posição. O homem que lê o jornal vira uma página. O trem entra em outro túnel. Ouvese um estampido.


Quando o trem sai, o homem que olhava pela janela está com uma pistola fumegante na mão, o jornal está com um buraco no meio e o homem que lia o jornal está morto. E o homem que dormia está de olhos arregalados.


— O que foi isso?


— Ele ia me matar. Eu o matei primeiro.


— Como você sabia que ele ia matá-lo?


— Ele disse, você não ouviu?


— Eu estava dormindo. Não ouvi nada. Acordei com o tiro.


— Ele ia me matar no próximo túnel, mas eu agi antes. Foi legítima defesa. Ele disse que ia me matar.


— Só se fosse com este charuto — diz o homem que dormia, depois de examinar os bolsos do morto. — É a única coisa remotamente letal que ele carregava.


— Ele podia me estrangular, sei lá. Mas eu o enganei e atirei um túnel antes. A vítima enganou o assassino.


— Ou pode ter sido o contrário. O assassino enganou a vítima?


— Como?


— Você disse que ia matá-lo no quinto túnel, mas matou no quarto, antes que ele tivesse tempo de reagir ou fugir.


O trem entra no quinto túnel e tudo fica escuro. Ouve-se uma voz.


— Como você sabia que o túnel anterior era o quarto e este é o quinto, se estava dormindo?


Silêncio. Depois ouve-se um estampido.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.

De acordo com o texto, pode-se concluir que: 
Alternativas
Q3481900 Direito Administrativo
Considere as afirmativas relacionadas às modalidades de impugnação e recursos administrativos, apresentadas a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

()Os recursos administrativos opostos em face do auto de infração são julgados pela mesma autoridade que proferiu a decisão.
()A impugnação é a defesa que pode ser oposta em face do auto de infração.
()Os pedidos de reconsideração feitos acerca de decisões que desfavorecem o contribuinte são julgados sempre por autoridade superior àquela que proferiu a decisão impugnada.

Assinale a alternativa com a sequência correta:
Alternativas
Respostas
521: A
522: E
523: A
524: C
525: A
526: C
527: A
528: E
529: A
530: B
531: C
532: D
533: E
534: B
535: C
536: C
537: A
538: E
539: B
540: C