Questões de Concurso Para médico clínico

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Q3614560 Direito Constitucional
São competências do Município, segundo a Lei Orgânica, EXCETO:
Alternativas
Q3614559 História e Geografia de Estados e Municípios
Considerando a história do município de Santa Cruz de Monte Castelo, analise as opções abaixo:

I-Pela Lei Estadual nº 13 de 05 de agosto de 1953, o patrimônio de Santa Cruz de Monte Castelo, foi elevado à categoria de Distrito Administrativo, integrando o quadro administrativo do Município de Paranavaí.
II-Em virtude da Lei Estadual nº 253/54, de 26 de novembro de 1954 Santa Cruz de Monte Castelo, atingiu a categoria de Município, com território desmembrado de Paranavaí.
III-O Município de Paranavaí, criado em virtude do desmembramento do território de Mandaguari, primeira unidade administrativa fundada no Vale dos Rios Ivaí e Tibagí, pela Companhia de Terras Noroeste do Paraná, compreendida até o ano de 1953, a vasta região de onde saíram nada menos que uma dezena de novas comunidades municipais, inclusive a de Santa Cruz de Monte Castelo.

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3614558 História e Geografia de Estados e Municípios
Sobre o nome da cidade de Santa Cruz de Monte Castelo, analise as opções abaixo:

I-O nome Santa Cruz de Monte Castelo, foi extraído da primeira Companhia Imobiliária a operar na localidade que tinha o nome de "Companhia Comércio e Colonizadora Santa Cruz", e Monte Castelo, em homenagem aos pracinhas brasileiros que participaram da "Tomada de Monte Castelo," na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial.
II-A denominação foi idealizada pelo Júlio Mariucci, que era de origem italiana e um dos fundadores da Cidade.
III-O nome originou dos índios que povoavam a região.

Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3614557 Matemática Financeira
Caio emprestou R$ 2.400,00 de seu irmão e comprometeu-se a pagar juro simples de 2% ao mês. Ao final do empréstimo ele pagou R$ 576,00 de juros ao irmão. Nessa situação hipotética, qual foi o tempo do empréstimo? 
Alternativas
Q3614554 Matemática
Em uma escola há um total de 843 alunos matriculados. Desses, um terço está matriculado no período vespertino. Do restante, 310 estão matriculados no período diurno e os demais no período noturno. Se cada aluno matriculado fez matrícula em apenas um dos turnos de estudo, quantos são os alunos matriculados no período noturno?
Alternativas
Q3614552 Português
Texto 1

As calcinhas (fragmento)

Viriato Corrêa


Não me lembro qual a minha idade quando ficou decidido que, no ano seguinte, eu entraria para a escola. 

Mas eu devia ser muito e muito pequeno. Tão pequenino que não pronunciava direito as palavras e ainda chupava o dedo e vestia roupinhas de menina. Mas não imaginem que eu fosse um menino excepcional, desses meninos-prodígios, ajuizados e sisudos, que não riem, não brincam e não saltam, dando à gente a impressão de que já nasceram velhos. Pelo contrário. Eu era uma criança alegre, traquinas e estouvada, que vivia correndo pelo quintal e fazendo estripulias pela casa.

Dois motivos é que me deram vontade de estudar. O primeiro deles — as calças. Desde que me entendi, tive a preocupação de ser homem e nunca me pude ajeitar nos vestidinhos rendados de menina. Sempre olhei com inveja os garotos mais taludos do que eu, não porque eles fossem maiores e gozassem regalias que os garotinhos não gozam, mas porque usavam calças. Minha mãe prometia frequentemente: 

— Quando você entrar para a escola deixará dos vestidinhos.

E, por amor às calças, comecei a mostrar amor aos livros. 

O segundo motivo é que o primeiro contato que tive com uma escola foi através de uma festa. E ficou-me na cabeça a ideia de que a escola era um lugar de alegria.

Eu conto a vocês. 

Havia outrora nos sertões do Norte uma festa que hoje não mais existe em parte nenhuma. Chamava-se "festa da palmatória". 

As escolas antigamente não tinham, às vezes, mobiliário que prestasse, material de ensino que servisse, professores que cuidassem das lições, mas... uma palmatória, rija, feita de boa madeira, não havia escola que não tivesse.

No espírito das crianças a palmatória tomava a feição de um monstro. Punham-se-lhe em cima todos os nomes feios. Chamavam-lhe a "danada", a "tirana", a "malvada", a "bandida".

A meninada vingava-se dela no fim do ano, fazendo-lhe uma festa gaiata, com algazarra e cantoria.

Era isso a 7 de dezembro, justamente no dia em que se encerravam as aulas. Festa de infinita singeleza e de infinita ingenuidade, como costumavam ser as festas infantis.

A escola amanhecia enfeitada com ramos e palmas verdes. Flores, muitas flores na mesa e na cadeira do professor. A palmatória, amarrada com laços de fita, pendia dum prego, na parede. 

Os meninos, mais bem vestidos que nos outros dias, iam cedinho para a porta da escola, brincar. 

Quando o professor apontava ao longe, cessava o brinquedo. Faziam-se alas. Ele entrava comovido, ia para junto da mesa e encerrava as aulas com um discurso.

O discurso era, palavrinha por palavrinha, quase sempre o mesmo de todos os anos. Sempre conselhos: começava desejando que os alunos fossem felizes durante as férias e terminava lembrando-lhes que não se esquecessem das lições aprendidas e de nenhum dos deveres de moral e disciplina.

Em seguida, o professor abençoava os estudantes um por um e retirava-se. 

A escola ficava entregue à pequenada. O aluno mais velho tirava a palmatória do prego, amarrava-a num cabo de vassoura e empunhava-o como se empunha um estandarte.

As crianças formavam, então, duas a duas, e saíam em passeata pelas ruas da povoação ou da vila, gritando e pulando. No começo — uma ladainha triste, cantada em coro, a chorar a morte da palmatória. Depois, as emboladas, os desafios, as cantigas alegres do sertão.

Levaram-me, naquele ano, à porta da escola para assistir à festa.

(...)


Correia, Viriato. Cazuza. Cia. Editora Nacional. 37ª ed. 1992.


Levando-se em conta os aspectos morfossintáticos, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3614551 Português
Texto 1

As calcinhas (fragmento)

Viriato Corrêa


Não me lembro qual a minha idade quando ficou decidido que, no ano seguinte, eu entraria para a escola. 

Mas eu devia ser muito e muito pequeno. Tão pequenino que não pronunciava direito as palavras e ainda chupava o dedo e vestia roupinhas de menina. Mas não imaginem que eu fosse um menino excepcional, desses meninos-prodígios, ajuizados e sisudos, que não riem, não brincam e não saltam, dando à gente a impressão de que já nasceram velhos. Pelo contrário. Eu era uma criança alegre, traquinas e estouvada, que vivia correndo pelo quintal e fazendo estripulias pela casa.

Dois motivos é que me deram vontade de estudar. O primeiro deles — as calças. Desde que me entendi, tive a preocupação de ser homem e nunca me pude ajeitar nos vestidinhos rendados de menina. Sempre olhei com inveja os garotos mais taludos do que eu, não porque eles fossem maiores e gozassem regalias que os garotinhos não gozam, mas porque usavam calças. Minha mãe prometia frequentemente: 

— Quando você entrar para a escola deixará dos vestidinhos.

E, por amor às calças, comecei a mostrar amor aos livros. 

O segundo motivo é que o primeiro contato que tive com uma escola foi através de uma festa. E ficou-me na cabeça a ideia de que a escola era um lugar de alegria.

Eu conto a vocês. 

Havia outrora nos sertões do Norte uma festa que hoje não mais existe em parte nenhuma. Chamava-se "festa da palmatória". 

As escolas antigamente não tinham, às vezes, mobiliário que prestasse, material de ensino que servisse, professores que cuidassem das lições, mas... uma palmatória, rija, feita de boa madeira, não havia escola que não tivesse.

No espírito das crianças a palmatória tomava a feição de um monstro. Punham-se-lhe em cima todos os nomes feios. Chamavam-lhe a "danada", a "tirana", a "malvada", a "bandida".

A meninada vingava-se dela no fim do ano, fazendo-lhe uma festa gaiata, com algazarra e cantoria.

Era isso a 7 de dezembro, justamente no dia em que se encerravam as aulas. Festa de infinita singeleza e de infinita ingenuidade, como costumavam ser as festas infantis.

A escola amanhecia enfeitada com ramos e palmas verdes. Flores, muitas flores na mesa e na cadeira do professor. A palmatória, amarrada com laços de fita, pendia dum prego, na parede. 

Os meninos, mais bem vestidos que nos outros dias, iam cedinho para a porta da escola, brincar. 

Quando o professor apontava ao longe, cessava o brinquedo. Faziam-se alas. Ele entrava comovido, ia para junto da mesa e encerrava as aulas com um discurso.

O discurso era, palavrinha por palavrinha, quase sempre o mesmo de todos os anos. Sempre conselhos: começava desejando que os alunos fossem felizes durante as férias e terminava lembrando-lhes que não se esquecessem das lições aprendidas e de nenhum dos deveres de moral e disciplina.

Em seguida, o professor abençoava os estudantes um por um e retirava-se. 

A escola ficava entregue à pequenada. O aluno mais velho tirava a palmatória do prego, amarrava-a num cabo de vassoura e empunhava-o como se empunha um estandarte.

As crianças formavam, então, duas a duas, e saíam em passeata pelas ruas da povoação ou da vila, gritando e pulando. No começo — uma ladainha triste, cantada em coro, a chorar a morte da palmatória. Depois, as emboladas, os desafios, as cantigas alegres do sertão.

Levaram-me, naquele ano, à porta da escola para assistir à festa.

(...)


Correia, Viriato. Cazuza. Cia. Editora Nacional. 37ª ed. 1992.


Sobre os aspectos morfossintáticos e semânticos presentes no fragmento 1, assinale a única alternativa correta.
Alternativas
Q3614550 Português
Texto 1

As calcinhas (fragmento)

Viriato Corrêa


Não me lembro qual a minha idade quando ficou decidido que, no ano seguinte, eu entraria para a escola. 

Mas eu devia ser muito e muito pequeno. Tão pequenino que não pronunciava direito as palavras e ainda chupava o dedo e vestia roupinhas de menina. Mas não imaginem que eu fosse um menino excepcional, desses meninos-prodígios, ajuizados e sisudos, que não riem, não brincam e não saltam, dando à gente a impressão de que já nasceram velhos. Pelo contrário. Eu era uma criança alegre, traquinas e estouvada, que vivia correndo pelo quintal e fazendo estripulias pela casa.

Dois motivos é que me deram vontade de estudar. O primeiro deles — as calças. Desde que me entendi, tive a preocupação de ser homem e nunca me pude ajeitar nos vestidinhos rendados de menina. Sempre olhei com inveja os garotos mais taludos do que eu, não porque eles fossem maiores e gozassem regalias que os garotinhos não gozam, mas porque usavam calças. Minha mãe prometia frequentemente: 

— Quando você entrar para a escola deixará dos vestidinhos.

E, por amor às calças, comecei a mostrar amor aos livros. 

O segundo motivo é que o primeiro contato que tive com uma escola foi através de uma festa. E ficou-me na cabeça a ideia de que a escola era um lugar de alegria.

Eu conto a vocês. 

Havia outrora nos sertões do Norte uma festa que hoje não mais existe em parte nenhuma. Chamava-se "festa da palmatória". 

As escolas antigamente não tinham, às vezes, mobiliário que prestasse, material de ensino que servisse, professores que cuidassem das lições, mas... uma palmatória, rija, feita de boa madeira, não havia escola que não tivesse.

No espírito das crianças a palmatória tomava a feição de um monstro. Punham-se-lhe em cima todos os nomes feios. Chamavam-lhe a "danada", a "tirana", a "malvada", a "bandida".

A meninada vingava-se dela no fim do ano, fazendo-lhe uma festa gaiata, com algazarra e cantoria.

Era isso a 7 de dezembro, justamente no dia em que se encerravam as aulas. Festa de infinita singeleza e de infinita ingenuidade, como costumavam ser as festas infantis.

A escola amanhecia enfeitada com ramos e palmas verdes. Flores, muitas flores na mesa e na cadeira do professor. A palmatória, amarrada com laços de fita, pendia dum prego, na parede. 

Os meninos, mais bem vestidos que nos outros dias, iam cedinho para a porta da escola, brincar. 

Quando o professor apontava ao longe, cessava o brinquedo. Faziam-se alas. Ele entrava comovido, ia para junto da mesa e encerrava as aulas com um discurso.

O discurso era, palavrinha por palavrinha, quase sempre o mesmo de todos os anos. Sempre conselhos: começava desejando que os alunos fossem felizes durante as férias e terminava lembrando-lhes que não se esquecessem das lições aprendidas e de nenhum dos deveres de moral e disciplina.

Em seguida, o professor abençoava os estudantes um por um e retirava-se. 

A escola ficava entregue à pequenada. O aluno mais velho tirava a palmatória do prego, amarrava-a num cabo de vassoura e empunhava-o como se empunha um estandarte.

As crianças formavam, então, duas a duas, e saíam em passeata pelas ruas da povoação ou da vila, gritando e pulando. No começo — uma ladainha triste, cantada em coro, a chorar a morte da palmatória. Depois, as emboladas, os desafios, as cantigas alegres do sertão.

Levaram-me, naquele ano, à porta da escola para assistir à festa.

(...)


Correia, Viriato. Cazuza. Cia. Editora Nacional. 37ª ed. 1992.


Levando em conta os aspectos morfossintáticos presentes no fragmento, assinale a única alternativa incorreta. 
Alternativas
Q3614549 Português
Texto 1

As calcinhas (fragmento)

Viriato Corrêa


Não me lembro qual a minha idade quando ficou decidido que, no ano seguinte, eu entraria para a escola. 

Mas eu devia ser muito e muito pequeno. Tão pequenino que não pronunciava direito as palavras e ainda chupava o dedo e vestia roupinhas de menina. Mas não imaginem que eu fosse um menino excepcional, desses meninos-prodígios, ajuizados e sisudos, que não riem, não brincam e não saltam, dando à gente a impressão de que já nasceram velhos. Pelo contrário. Eu era uma criança alegre, traquinas e estouvada, que vivia correndo pelo quintal e fazendo estripulias pela casa.

Dois motivos é que me deram vontade de estudar. O primeiro deles — as calças. Desde que me entendi, tive a preocupação de ser homem e nunca me pude ajeitar nos vestidinhos rendados de menina. Sempre olhei com inveja os garotos mais taludos do que eu, não porque eles fossem maiores e gozassem regalias que os garotinhos não gozam, mas porque usavam calças. Minha mãe prometia frequentemente: 

— Quando você entrar para a escola deixará dos vestidinhos.

E, por amor às calças, comecei a mostrar amor aos livros. 

O segundo motivo é que o primeiro contato que tive com uma escola foi através de uma festa. E ficou-me na cabeça a ideia de que a escola era um lugar de alegria.

Eu conto a vocês. 

Havia outrora nos sertões do Norte uma festa que hoje não mais existe em parte nenhuma. Chamava-se "festa da palmatória". 

As escolas antigamente não tinham, às vezes, mobiliário que prestasse, material de ensino que servisse, professores que cuidassem das lições, mas... uma palmatória, rija, feita de boa madeira, não havia escola que não tivesse.

No espírito das crianças a palmatória tomava a feição de um monstro. Punham-se-lhe em cima todos os nomes feios. Chamavam-lhe a "danada", a "tirana", a "malvada", a "bandida".

A meninada vingava-se dela no fim do ano, fazendo-lhe uma festa gaiata, com algazarra e cantoria.

Era isso a 7 de dezembro, justamente no dia em que se encerravam as aulas. Festa de infinita singeleza e de infinita ingenuidade, como costumavam ser as festas infantis.

A escola amanhecia enfeitada com ramos e palmas verdes. Flores, muitas flores na mesa e na cadeira do professor. A palmatória, amarrada com laços de fita, pendia dum prego, na parede. 

Os meninos, mais bem vestidos que nos outros dias, iam cedinho para a porta da escola, brincar. 

Quando o professor apontava ao longe, cessava o brinquedo. Faziam-se alas. Ele entrava comovido, ia para junto da mesa e encerrava as aulas com um discurso.

O discurso era, palavrinha por palavrinha, quase sempre o mesmo de todos os anos. Sempre conselhos: começava desejando que os alunos fossem felizes durante as férias e terminava lembrando-lhes que não se esquecessem das lições aprendidas e de nenhum dos deveres de moral e disciplina.

Em seguida, o professor abençoava os estudantes um por um e retirava-se. 

A escola ficava entregue à pequenada. O aluno mais velho tirava a palmatória do prego, amarrava-a num cabo de vassoura e empunhava-o como se empunha um estandarte.

As crianças formavam, então, duas a duas, e saíam em passeata pelas ruas da povoação ou da vila, gritando e pulando. No começo — uma ladainha triste, cantada em coro, a chorar a morte da palmatória. Depois, as emboladas, os desafios, as cantigas alegres do sertão.

Levaram-me, naquele ano, à porta da escola para assistir à festa.

(...)


Correia, Viriato. Cazuza. Cia. Editora Nacional. 37ª ed. 1992.


Sobre as palavras acentuadas no texto, assinale a única alternativa correta. 
Alternativas
Q3614548 Português
Texto 1

As calcinhas (fragmento)

Viriato Corrêa


Não me lembro qual a minha idade quando ficou decidido que, no ano seguinte, eu entraria para a escola. 

Mas eu devia ser muito e muito pequeno. Tão pequenino que não pronunciava direito as palavras e ainda chupava o dedo e vestia roupinhas de menina. Mas não imaginem que eu fosse um menino excepcional, desses meninos-prodígios, ajuizados e sisudos, que não riem, não brincam e não saltam, dando à gente a impressão de que já nasceram velhos. Pelo contrário. Eu era uma criança alegre, traquinas e estouvada, que vivia correndo pelo quintal e fazendo estripulias pela casa.

Dois motivos é que me deram vontade de estudar. O primeiro deles — as calças. Desde que me entendi, tive a preocupação de ser homem e nunca me pude ajeitar nos vestidinhos rendados de menina. Sempre olhei com inveja os garotos mais taludos do que eu, não porque eles fossem maiores e gozassem regalias que os garotinhos não gozam, mas porque usavam calças. Minha mãe prometia frequentemente: 

— Quando você entrar para a escola deixará dos vestidinhos.

E, por amor às calças, comecei a mostrar amor aos livros. 

O segundo motivo é que o primeiro contato que tive com uma escola foi através de uma festa. E ficou-me na cabeça a ideia de que a escola era um lugar de alegria.

Eu conto a vocês. 

Havia outrora nos sertões do Norte uma festa que hoje não mais existe em parte nenhuma. Chamava-se "festa da palmatória". 

As escolas antigamente não tinham, às vezes, mobiliário que prestasse, material de ensino que servisse, professores que cuidassem das lições, mas... uma palmatória, rija, feita de boa madeira, não havia escola que não tivesse.

No espírito das crianças a palmatória tomava a feição de um monstro. Punham-se-lhe em cima todos os nomes feios. Chamavam-lhe a "danada", a "tirana", a "malvada", a "bandida".

A meninada vingava-se dela no fim do ano, fazendo-lhe uma festa gaiata, com algazarra e cantoria.

Era isso a 7 de dezembro, justamente no dia em que se encerravam as aulas. Festa de infinita singeleza e de infinita ingenuidade, como costumavam ser as festas infantis.

A escola amanhecia enfeitada com ramos e palmas verdes. Flores, muitas flores na mesa e na cadeira do professor. A palmatória, amarrada com laços de fita, pendia dum prego, na parede. 

Os meninos, mais bem vestidos que nos outros dias, iam cedinho para a porta da escola, brincar. 

Quando o professor apontava ao longe, cessava o brinquedo. Faziam-se alas. Ele entrava comovido, ia para junto da mesa e encerrava as aulas com um discurso.

O discurso era, palavrinha por palavrinha, quase sempre o mesmo de todos os anos. Sempre conselhos: começava desejando que os alunos fossem felizes durante as férias e terminava lembrando-lhes que não se esquecessem das lições aprendidas e de nenhum dos deveres de moral e disciplina.

Em seguida, o professor abençoava os estudantes um por um e retirava-se. 

A escola ficava entregue à pequenada. O aluno mais velho tirava a palmatória do prego, amarrava-a num cabo de vassoura e empunhava-o como se empunha um estandarte.

As crianças formavam, então, duas a duas, e saíam em passeata pelas ruas da povoação ou da vila, gritando e pulando. No começo — uma ladainha triste, cantada em coro, a chorar a morte da palmatória. Depois, as emboladas, os desafios, as cantigas alegres do sertão.

Levaram-me, naquele ano, à porta da escola para assistir à festa.

(...)


Correia, Viriato. Cazuza. Cia. Editora Nacional. 37ª ed. 1992.


Depois de ler o fragmento do capítulo As calcinhas, do livro Cazuza, de Viriato Corrêa, assinale a única alternativa correta, levando-se em conta os aspectos gramaticais presentes no fragmento.
Alternativas
Q3607786 Medicina
A rinite alérgica pode ocorrer de maneira sazonal ou durante todo o ano (como uma forma de rinite perene). A rinite sazonal geralmente é alérgica. Pelo menos 25% das rinites perenes não são alérgicas.Leia as alternativas a seguir e assinale a correta:

I - A rinite alérgica sazonal (febre do feno) é mais frequentemente causada por alérgenos vegetais, que variam de acordo com a estação e localização geográfica.

II - A rinite perene é causada pela exposição durante o ano todo a alérgenos inalados em ambientes internos (p. ex., fezes de ácaros, componentes de baratas, pelos de animais) ou por reatividade forte ao pólen de plantas nas sucessivas estações.

III - A rinite alérgica frequentemente coexiste com asma; porém, não está claro se rinite e asma resultam do mesmo processo alérgico (hipótese de uma única via respiratória) ou se a rinite é um gatilho distinto da asma.
Alternativas
Q3607785 Medicina
O tratamento para fármacos sintomático e de suporte para as reações agudas pode incluir:

I - Anti-histamínicos para prurido. II - Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para artralgias. III - Corticoides para reações graves (p. ex., dermatite esfoliativa, broncoespasmo). IV - Adrenalina para anafilaxia.

Assinale a correta:
Alternativas
Q3607784 Medicina
Os sinais e sintomas das alergias a fármacos variam de acordo com o paciente e a fármaco, assinale a alternativa correta:

I - A mais grave é a anafilaxia (reação de hipersensibilidade tipo I); exantema (p. ex., erupção morbiliforme), urticária e febre são comuns.

II - Reações fixas a fármacos (reações que recorrem no mesmo local do corpo sempre que um paciente é exposto ao mesmo fármaco) são incomuns.

III - Algumas proteínas e polipeptídeos de alto peso molecular (p. ex., insulina, anticorpos terapêuticos) podem estimular diretamente a produção de anticorpos. 
Alternativas
Q3607783 Medicina
Os transtornos não mediados por insulina são:
Assinale (V) verdadeiro e (F) falso:
( ) Desnutrição ou inanição. ( ) Cirrose. ( ) Sepse. ( ) Doença renal em estágio terminal. ( ) Insuficiência cardíaca, se avançada. ( ) Insuficiência adrenal. ( ) Hipoglicemia por tumor de células não ilhotas. ( ) Uso de outros fármacos além de insulina ou sulfonilureia.
Alternativas
Q3607782 Medicina
As causas mediadas pela insulina são:
I - Insulina exógena, Insulina exógena. II - Insulinoma. III - Síndrome de hipoglicemia pancreogênica não insulinoma (SHPNI). IV - Hipoglicemia pós-cirurgia bariátrica. V - Hipoglicemia autoimune com anticorpos anti-insulina.
Assinale a correta:
Alternativas
Q3607781 Medicina
Sobre a prevenção dos cálculos renais leia as alternativas a seguir e assinale a correta:

I - Recomenda-se ingerir grandes quantidades de líquidos — 8 a 10 copos de 300 mililitros por dia é recomendado para a prevenção de todos os cálculos.

II - A prevenção de hiperoxalúria varia. Pacientes com doenças do intestino delgado podem ser tratados com uma associação de alta ingestão de líquidos, sobrecarga de cálcio (habitualmente na forma de citrato de cálcio, 400 mg por via oral duas vezes ao dia com as refeições), colestiramina e dieta pobre em oxalato e gorduras. Hiperoxalúria pode responder à piridoxina, 100 a 200 mg por via oral uma vez ao dia, possivelmente por aumentar a atividade de aminotransferase responsável pela conversão de glioxilato, o precursor imediato de oxalato para glicina.

III - Na hiperuricosúria, a ingestão de proteína animal deve ser reduzida. Se a dieta não puder ser alterada, a administração de 300 mg de alopurinol a cada manhã diminui a produção de ácido úrico. Para os cálculos de ácido úrico, o pH urinário deve ser elevado para 6 a 6,5 com fármacos orais alcalinizantes contendo potássio (p. ex., citrato de potássio, 20 mEq [20 mmol/L] duas vezes ao dia) juntamente com aumento da ingestão de líquidos.

IV - Infecção por bactérias que quebram a ureia necessita ser tratada com antibióticos e remoção completa do cálculo. Se a erradicação da infecção for impossível, pode ser necessário um tratamento supressor a longo prazo (p. ex., com nitrofurantoína). Adicionalmente, o ácido acetoidroxâmico pode ser usado para reduzir a recidiva de cálculos de estruvita.

V - Para prevenir cálculos de cistina recidivantes, os níveis de cistina urinária devem ser reduzidos para < 250 mg de cistina/l de urina. Qualquer associação de aumento do volume urinário com redução de excreção de cistina (p. ex., com alfamercaptopropionilglicina [tiopronina] ou D-penicilamina) deve reduzir a concentração de cistina urinária.
Alternativas
Q3607780 Medicina
Os cálculos urinários podem permanecer no interior do parênquima renal ou do sistema coletor renal ou atravessar os ureteres ou a bexiga. Durante a eliminação, cálculos podem irritar o ureter e podem ali se alojar, obstruindo o fluxo urinário e causando hidroureter e, algumas vezes, hidronefrose. A rapidez com que a obstrução se desenvolve determina a gravidade da cólica renal. Áreas comuns de impactação incluem:

I - Junção ureteropélvica.
II - Ureter distal (no nível dos vasos ilíacos).
III - Junção ureterovesical.

Assinale a alternativa correta
Alternativas
Respostas
5841: E
5842: D
5843: C
5844: D
5845: E
5846: C
5847: A
5848: B
5849: A
5850: B
5851: D
5852: E
5853: C
5854: D
5855: A
5856: E
5857: C
5858: A
5859: B
5860: E