Questões de Concurso Para professor - libras

Foram encontradas 5.675 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4091811 Português
TEXTO

HANS STADEN, O AVENTUREIRO QUE APRESENTOU O BRASIL À EUROPA


   Era um tempo em que o lado americano do mundo era um universo misterioso, novo e instigante para o povo europeu. Então foi publicado um livro em que o autor-protagonista não só conta sobre fauna, flora e geografia dessas terras desconhecidas como ainda descreve o dia a dia, os costumes e as tradições de pessoas canibais, relatando ele próprio ter sido prisioneiro delas por nove meses.

  Não é à toa que o aventureiro mercenário alemão Hans Staden (1525-1576) se tornou tão importante. “Seu livro se tornou a única fonte de informação sobre esta parte do mundo”, diz a tradutora e editora Vanete Santana-Dezmann, pesquisadora colaboradora do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo.

   Isto porque, embora o escrivão Pero Vaz de Caminha (1450-1500) tenha registrado as primeiras impressões portuguesas no hoje território brasileiro, seus escritos ficaram por muito tempo restritos, sem terem sido publicados ao público em geral. Isso, aliás, torna a obra do aventureiro alemão ainda mais original. Conforme pontua o brasilianista alemão Franz Obermeier, em artigo acadêmico publicado em 2011, “o acesso de Staden a manuscritos sobre o Brasil é improvável”.

   A Verdadeira História dos Selvagens, Nus e Ferozes Devoradores de Homens, Encontrados no Novo Mundo, a América – também conhecida como Duas Viagens Ao Brasil – foi publicada em 1557 na antiga versão da Feira do Livro de Frankfurt e logo despertou a atenção do incipiente mercado editorial europeu.

  Esses “selvagens, nus e ferozes” antropófagos eram os tupinambás, também chamados de tamoios, grupo indígena que acabou completamente exterminado pelos colonizadores. Assim como a carta de Caminha, o relato de Staden traz a “marca de um relato inaugural, de notícia primeira, de abertura de um mundo de novas e até então inimagináveis possibilidades”, define a historiadora Miriam Elvira Junghans, doutora pela Casa de Oswaldo Cruz da Fundação Oswaldo Cruz.

  “As leituras feitas atualmente [da obra] procuram entendê-la a partir do contexto em que foi produzida: tratava-se de um homem do século 16, envolvido na empresa de expansão dos horizontes geográficos e do conhecimento sobre o mundo na qual o Ocidente se empenhou [na época]”, contextualiza a pesquisadora. “As expectativas sobre esse ‘novo mundo’ se traduziam, em especial, em formas de diferenciação, de estranhamento muito fortes.”

    É por isso que, explica ela, a narração dos “rituais de canibalismo praticados pelos tupinambás […] ressoaram intensamente no mundo europeu”.

   “O livro tornou-se um best-seller. No primeiro ano já teve uma segunda edição, lembrando que a impressão de livros em grande escala ainda era uma novidade na época”, afirma a historiadora Daniela Rothfuss, coordenadora cultural do Instituto Martius-Staden. “É preciso lembrar que as experiências vividas por Staden eram, até então, completamente desconhecidas na Europa do século 16.”

    De acordo com Rothfuss, entre 1625 e 1736, o relato do aventureiro foi publicado 16 vezes, “com traduções para várias línguas europeias”. Em português, a primeira tradução só foi publicada no século 19. “Este relato era interessante não só para dirigentes de nações europeias que tinham interesse comercial e econômico nessa parte do mundo, mas também a qualquer pessoa que tivesse curiosidade em saber sobre esse local então desconhecido”, diz Santana-Dezmann.

   Nascido há 500 anos em Homberg, hoje Alemanha – a data exata é desconhecida; sabe-se apenas o ano –, Staden esteve na então América portuguesa duas vezes entre 1548 e 1555. Na primeira, lutou junto a portugueses contra indígenas no Nordeste e, em seguida, contra franceses a bordo de um navio.

    Na outra viagem, o plano era chegar ao Rio da Prata, mas dois naufrágios sucessivos alteraram o destino. O primeiro fez com que Staden e o grupo ficassem por dois anos no atual litoral catarinense. De lá, embarcou com destino a São Vicente – um novo naufrágio ocorreu na região de Itanhaém.

   Staden acabou contratado pelos colonos portugueses para atuar como guarda artilheiro no Forte de São Filipe da Bertioga. “Ele manobrava canhão”, conta a pesquisadora Santana-Dezmann. Foi por conta desse trabalho de defesa que o aventureiro acabou capturado e aprisionado por indígenas tupinambás, que pretendiam devorá-lo em um ritual antropofágico.

   Durante nove meses foi prisioneiro dos nativos, que o preparavam para o ato canibal. Depois de diversas tentativas infrutíferas ao longo de mais de nove meses, conseguiu escapar: foi resgatado por um navio pirata francês. “Além de Hans Staden, ninguém nunca coletou informações tão precisas sobre os hábitos de uma tribo canibal”, afirma Santana-Dezmann.

    Na interpretação da pesquisadora, Staden só conseguiu escapar porque durante o período em que esteve preso demonstrou que não tinha as características desejadas pelos tupinambás – que acreditavam que a antropofagia era uma maneira de absorver qualidades do inimigo. Ele chorava quando rezava pedindo ajuda de Deus e em diversos episódios deu demonstrações de covardia, medo e fraquezas morais como o exercício da mentira. “Os tupinambás simplesmente perderam o interesse pela carne e pelas características de Staden”, resume ela.

  Suas experiências, únicas sob a perspectiva europeia da época, acabaram dando origem ao impressionante relato. Que, segundo o professor Augusto Rodrigues, arquivista e pesquisador no Instituto Martius-Staden, se tornou “importante referência da época” porque conta com “informações antropológicas, sociológicas, linguísticas, culturais e biológicas sobre indígenas da costa do Brasil, assim como dados geográficos da região, e foram relatos pioneiros, por assim dizer”.

   Curiosamente, a ideia inicial de Staden não era vir para o Brasil colonial. “Foi completamente por acaso. Ele queria aventura, mas estava pensando nas Índias Orientais, encantado pelas histórias daquela civilização milenar”, conta Santana-Dezmann. Mas quando ele soube que naquele ano todas as expedições para esse lugar já tinham partido, acabou embarcando na primeira oportunidade que lhe parecesse interessante o suficiente.

   “O relato de Staden não é visto em termos de verdadeiro ou falso, mas sim de significados. Dos significados do que descreveu para o mundo no qual vivia e para o mundo no qual vivemos agora”, pondera Junghans.

   O fascínio despertado pelo livro de Staden acabou criando no imaginário uma ideia de Brasil. O que precisa ser entendido com muitas ressalvas, é verdade. Primeiro porque o Brasil nem existia como nação – Staden esteve na colônia portuguesa localizada na América, um embrião do Brasil. Além disso, suas experiências foram localizadas, não compreendendo a diversidade dos povos indígenas que viviam no território. Por fim, era uma perspectiva que partia exclusivamente do ponto de vista de um homem branco europeu.

   Na avaliação de Rothfuss, a obra se popularizou justamente por falar “sobre um mundo novo e desconhecido para eles [europeus], tão exótico e primitivo, por isso fascinante”. No contexto da contrarreforma religiosa, também pesou o apelo protestante da obra – Staden atribui à ajuda de Deus a sua sobrevivência e, sendo ele um luterano, seu discurso não deixava de funcionar como uma propaganda cristã não-católica. “São descrições em primeira mão sobre a vida, as crenças e os costumes dos indígenas da época, feitas por um europeu eurocentrista. Isto, entre outras coisas, suscita uma análise crítica do discurso ‘europeu civilizado vs. indígena selvagem’”, comenta Rodrigues.

   O legado está presente até hoje, o que justifica Staden ser lembrado cinco séculos após seu nascimento. Além de diversos estudos acadêmicos, a obra foi adaptada para o público infanto-juvenil pelo escritor Monteiro Lobato (1882-1948). Junghans lembra ainda que essa narrativa ecoou em movimentos como o modernismo e o tropicalismo.

   “O livro traz Brasil no nome, embora Brasil como nação ainda não existisse. Mas ficou a impressão, no mundo inteiro, de que aquilo que o Hans Staden narrava se referia aos hábitos do Brasil”, analisa Santana-Dezmann. “Historicamente, acabou se tornando referência dos hábitos brasileiros.”

   Em seu doutorado, defendido em 2007 na Universidade Estadual de Campinas, a pesquisadora estudou justamente esse imaginário criado. Para ela, o livro acabou contribuindo para a construção “da identidade nacional brasileira” na perspectiva do europeu. “Até hoje somos vistos como selvagens puros […]. Não é uma definição desejável para a sociedade dita civilizada, porque somos canibais, ainda que hoje só metaforicamente. O brasileiro ainda é visto na Europa como essa coisa carnavalesca, cheia de plumas coloridas na cabeça […], esse ser meio em estado infantil que não tem muita noção das coisas, que não tem muita instrução.”


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/hans-stadeno-aventureiro-que-apresentou-o-brasil-à-europa/a71617647>. Adaptado. Acesso em: 08 de setembro de
2025.
Assinale a alternativa que apresenta o significado CORRETO da palavra destacada no trecho: “logo despertou a atenção do incipiente mercado editorial europeu”.
Alternativas
Q4091810 Português
TEXTO

HANS STADEN, O AVENTUREIRO QUE APRESENTOU O BRASIL À EUROPA


   Era um tempo em que o lado americano do mundo era um universo misterioso, novo e instigante para o povo europeu. Então foi publicado um livro em que o autor-protagonista não só conta sobre fauna, flora e geografia dessas terras desconhecidas como ainda descreve o dia a dia, os costumes e as tradições de pessoas canibais, relatando ele próprio ter sido prisioneiro delas por nove meses.

  Não é à toa que o aventureiro mercenário alemão Hans Staden (1525-1576) se tornou tão importante. “Seu livro se tornou a única fonte de informação sobre esta parte do mundo”, diz a tradutora e editora Vanete Santana-Dezmann, pesquisadora colaboradora do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo.

   Isto porque, embora o escrivão Pero Vaz de Caminha (1450-1500) tenha registrado as primeiras impressões portuguesas no hoje território brasileiro, seus escritos ficaram por muito tempo restritos, sem terem sido publicados ao público em geral. Isso, aliás, torna a obra do aventureiro alemão ainda mais original. Conforme pontua o brasilianista alemão Franz Obermeier, em artigo acadêmico publicado em 2011, “o acesso de Staden a manuscritos sobre o Brasil é improvável”.

   A Verdadeira História dos Selvagens, Nus e Ferozes Devoradores de Homens, Encontrados no Novo Mundo, a América – também conhecida como Duas Viagens Ao Brasil – foi publicada em 1557 na antiga versão da Feira do Livro de Frankfurt e logo despertou a atenção do incipiente mercado editorial europeu.

  Esses “selvagens, nus e ferozes” antropófagos eram os tupinambás, também chamados de tamoios, grupo indígena que acabou completamente exterminado pelos colonizadores. Assim como a carta de Caminha, o relato de Staden traz a “marca de um relato inaugural, de notícia primeira, de abertura de um mundo de novas e até então inimagináveis possibilidades”, define a historiadora Miriam Elvira Junghans, doutora pela Casa de Oswaldo Cruz da Fundação Oswaldo Cruz.

  “As leituras feitas atualmente [da obra] procuram entendê-la a partir do contexto em que foi produzida: tratava-se de um homem do século 16, envolvido na empresa de expansão dos horizontes geográficos e do conhecimento sobre o mundo na qual o Ocidente se empenhou [na época]”, contextualiza a pesquisadora. “As expectativas sobre esse ‘novo mundo’ se traduziam, em especial, em formas de diferenciação, de estranhamento muito fortes.”

    É por isso que, explica ela, a narração dos “rituais de canibalismo praticados pelos tupinambás […] ressoaram intensamente no mundo europeu”.

   “O livro tornou-se um best-seller. No primeiro ano já teve uma segunda edição, lembrando que a impressão de livros em grande escala ainda era uma novidade na época”, afirma a historiadora Daniela Rothfuss, coordenadora cultural do Instituto Martius-Staden. “É preciso lembrar que as experiências vividas por Staden eram, até então, completamente desconhecidas na Europa do século 16.”

    De acordo com Rothfuss, entre 1625 e 1736, o relato do aventureiro foi publicado 16 vezes, “com traduções para várias línguas europeias”. Em português, a primeira tradução só foi publicada no século 19. “Este relato era interessante não só para dirigentes de nações europeias que tinham interesse comercial e econômico nessa parte do mundo, mas também a qualquer pessoa que tivesse curiosidade em saber sobre esse local então desconhecido”, diz Santana-Dezmann.

   Nascido há 500 anos em Homberg, hoje Alemanha – a data exata é desconhecida; sabe-se apenas o ano –, Staden esteve na então América portuguesa duas vezes entre 1548 e 1555. Na primeira, lutou junto a portugueses contra indígenas no Nordeste e, em seguida, contra franceses a bordo de um navio.

    Na outra viagem, o plano era chegar ao Rio da Prata, mas dois naufrágios sucessivos alteraram o destino. O primeiro fez com que Staden e o grupo ficassem por dois anos no atual litoral catarinense. De lá, embarcou com destino a São Vicente – um novo naufrágio ocorreu na região de Itanhaém.

   Staden acabou contratado pelos colonos portugueses para atuar como guarda artilheiro no Forte de São Filipe da Bertioga. “Ele manobrava canhão”, conta a pesquisadora Santana-Dezmann. Foi por conta desse trabalho de defesa que o aventureiro acabou capturado e aprisionado por indígenas tupinambás, que pretendiam devorá-lo em um ritual antropofágico.

   Durante nove meses foi prisioneiro dos nativos, que o preparavam para o ato canibal. Depois de diversas tentativas infrutíferas ao longo de mais de nove meses, conseguiu escapar: foi resgatado por um navio pirata francês. “Além de Hans Staden, ninguém nunca coletou informações tão precisas sobre os hábitos de uma tribo canibal”, afirma Santana-Dezmann.

    Na interpretação da pesquisadora, Staden só conseguiu escapar porque durante o período em que esteve preso demonstrou que não tinha as características desejadas pelos tupinambás – que acreditavam que a antropofagia era uma maneira de absorver qualidades do inimigo. Ele chorava quando rezava pedindo ajuda de Deus e em diversos episódios deu demonstrações de covardia, medo e fraquezas morais como o exercício da mentira. “Os tupinambás simplesmente perderam o interesse pela carne e pelas características de Staden”, resume ela.

  Suas experiências, únicas sob a perspectiva europeia da época, acabaram dando origem ao impressionante relato. Que, segundo o professor Augusto Rodrigues, arquivista e pesquisador no Instituto Martius-Staden, se tornou “importante referência da época” porque conta com “informações antropológicas, sociológicas, linguísticas, culturais e biológicas sobre indígenas da costa do Brasil, assim como dados geográficos da região, e foram relatos pioneiros, por assim dizer”.

   Curiosamente, a ideia inicial de Staden não era vir para o Brasil colonial. “Foi completamente por acaso. Ele queria aventura, mas estava pensando nas Índias Orientais, encantado pelas histórias daquela civilização milenar”, conta Santana-Dezmann. Mas quando ele soube que naquele ano todas as expedições para esse lugar já tinham partido, acabou embarcando na primeira oportunidade que lhe parecesse interessante o suficiente.

   “O relato de Staden não é visto em termos de verdadeiro ou falso, mas sim de significados. Dos significados do que descreveu para o mundo no qual vivia e para o mundo no qual vivemos agora”, pondera Junghans.

   O fascínio despertado pelo livro de Staden acabou criando no imaginário uma ideia de Brasil. O que precisa ser entendido com muitas ressalvas, é verdade. Primeiro porque o Brasil nem existia como nação – Staden esteve na colônia portuguesa localizada na América, um embrião do Brasil. Além disso, suas experiências foram localizadas, não compreendendo a diversidade dos povos indígenas que viviam no território. Por fim, era uma perspectiva que partia exclusivamente do ponto de vista de um homem branco europeu.

   Na avaliação de Rothfuss, a obra se popularizou justamente por falar “sobre um mundo novo e desconhecido para eles [europeus], tão exótico e primitivo, por isso fascinante”. No contexto da contrarreforma religiosa, também pesou o apelo protestante da obra – Staden atribui à ajuda de Deus a sua sobrevivência e, sendo ele um luterano, seu discurso não deixava de funcionar como uma propaganda cristã não-católica. “São descrições em primeira mão sobre a vida, as crenças e os costumes dos indígenas da época, feitas por um europeu eurocentrista. Isto, entre outras coisas, suscita uma análise crítica do discurso ‘europeu civilizado vs. indígena selvagem’”, comenta Rodrigues.

   O legado está presente até hoje, o que justifica Staden ser lembrado cinco séculos após seu nascimento. Além de diversos estudos acadêmicos, a obra foi adaptada para o público infanto-juvenil pelo escritor Monteiro Lobato (1882-1948). Junghans lembra ainda que essa narrativa ecoou em movimentos como o modernismo e o tropicalismo.

   “O livro traz Brasil no nome, embora Brasil como nação ainda não existisse. Mas ficou a impressão, no mundo inteiro, de que aquilo que o Hans Staden narrava se referia aos hábitos do Brasil”, analisa Santana-Dezmann. “Historicamente, acabou se tornando referência dos hábitos brasileiros.”

   Em seu doutorado, defendido em 2007 na Universidade Estadual de Campinas, a pesquisadora estudou justamente esse imaginário criado. Para ela, o livro acabou contribuindo para a construção “da identidade nacional brasileira” na perspectiva do europeu. “Até hoje somos vistos como selvagens puros […]. Não é uma definição desejável para a sociedade dita civilizada, porque somos canibais, ainda que hoje só metaforicamente. O brasileiro ainda é visto na Europa como essa coisa carnavalesca, cheia de plumas coloridas na cabeça […], esse ser meio em estado infantil que não tem muita noção das coisas, que não tem muita instrução.”


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/hans-stadeno-aventureiro-que-apresentou-o-brasil-à-europa/a71617647>. Adaptado. Acesso em: 08 de setembro de
2025.
Assinale a alternativa CORRETA em relação ao uso da palavra ‘aliás’ no trecho: “Isso, aliás, torna a obra do aventureiro alemão ainda mais original”.
Alternativas
Q3982688 Libras
De acordo com a BNCC, a valorização da diversidade cultural implica considerar a cultura surda no processo educativo. Nesse contexto, é papel da escola:
Alternativas
Q3982687 Libras

Segundo os princípios da BNCC e da educação inclusiva, a construção de práticas pedagógicas para estudantes surdos deve:


Alternativas
Q3982686 Libras
A BNCC reconhece a importância da LIBRAS no processo de inclusão escolar. Considerando a identidade e a cultura surda, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3982685 Libras
Entre as práticas educacionais que favorecem a aprendizagem dos estudantes surdos no Ensino Fundamental, de acordo com a BNCC, destaca-se:
Alternativas
Q3982684 Libras

No Ensino Fundamental, o trabalho pedagógico com Libras deve estar fundamentado na BNCC e tem como objetivo principal:


Alternativas
Q3982683 Libras

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) orienta que a inclusão de estudantes surdos no Ensino Fundamental deve considerar:


Alternativas
Ano: 2025 Banca: Prefeitura de Itapoá - SC Órgão: Prefeitura de Itapoá - SC Provas: Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Administrador(a) Escolar | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - AEE | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Anos Iniciais | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Artes | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Ciências | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Educação Física | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Educação Infantil | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Geografia | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - História | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Inglês | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Libras | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Matemática | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Música | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Português | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Coordenador(a) Pedagógico | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Orientador(a) Escolar | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Supervisor(a) Escolar |
Q3982562 Pedagogia
Ao tratar das Competências Gerais da BNCC, a competência que mais diretamente se relaciona à diversidade e inclusão é:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Prefeitura de Itapoá - SC Órgão: Prefeitura de Itapoá - SC Provas: Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Administrador(a) Escolar | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - AEE | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Anos Iniciais | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Artes | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Ciências | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Educação Física | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Educação Infantil | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Geografia | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - História | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Inglês | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Libras | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Matemática | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Música | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Português | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Coordenador(a) Pedagógico | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Orientador(a) Escolar | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Supervisor(a) Escolar |
Q3982561 Pedagogia
Conforme o ECA, é dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente o acesso à educação, garantindo, entre outros aspectos:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Prefeitura de Itapoá - SC Órgão: Prefeitura de Itapoá - SC Provas: Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Administrador(a) Escolar | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - AEE | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Anos Iniciais | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Artes | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Ciências | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Educação Física | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Educação Infantil | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Geografia | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - História | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Inglês | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Libras | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Matemática | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Música | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Português | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Coordenador(a) Pedagógico | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Orientador(a) Escolar | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Supervisor(a) Escolar |
Q3982560 Pedagogia
De acordo com a LDB (Lei nº 9.394/1996), a Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica e tem como finalidade:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Prefeitura de Itapoá - SC Órgão: Prefeitura de Itapoá - SC Provas: Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Administrador(a) Escolar | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - AEE | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Anos Iniciais | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Artes | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Ciências | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Educação Física | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Educação Infantil | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Geografia | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - História | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Inglês | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Libras | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Matemática | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Música | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Português | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Coordenador(a) Pedagógico | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Orientador(a) Escolar | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Supervisor(a) Escolar |
Q3982559 Pedagogia
De acordo com a BNCC, a inclusão escolar deve estar pautada no atendimento às necessidades específicas de cada estudante. Nesse sentido, cabe ao professor:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Prefeitura de Itapoá - SC Órgão: Prefeitura de Itapoá - SC Provas: Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Administrador(a) Escolar | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - AEE | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Anos Iniciais | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Artes | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Ciências | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Educação Física | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Educação Infantil | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Geografia | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - História | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Inglês | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Libras | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Matemática | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Música | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Português | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Coordenador(a) Pedagógico | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Orientador(a) Escolar | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Supervisor(a) Escolar |
Q3982558 Pedagogia
Segundo a LDB, o Ensino Fundamental, que atende crianças a partir dos 6 anos completos até, em média, os 14 anos, deve assegurar:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Prefeitura de Itapoá - SC Órgão: Prefeitura de Itapoá - SC Provas: Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Administrador(a) Escolar | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - AEE | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Anos Iniciais | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Artes | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Ciências | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Educação Física | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Educação Infantil | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Geografia | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - História | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Inglês | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Libras | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Matemática | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Música | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Professor - Português | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Coordenador(a) Pedagógico | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Orientador(a) Escolar | Prefeitura de Itapoá - SC - 2025 - Prefeitura de Itapoá - SC - Supervisor(a) Escolar |
Q3982557 Pedagogia
A BNCC enfatiza a importância de trabalhar a diversidade no ambiente escolar. Nesse contexto, um dos princípios fundamentais é:
Alternativas
Q3894651 Libras
A atuação do professor de Libras no Ensino Fundamental Bilíngue de Surdos exige uma compreensão profunda sobre as diferenças metodológicas entre o ensino de Libras como L1 (Primeira Língua) para alunos surdos e o ensino de Libras como L2 (Segunda Língua) para alunos ouvintes (que também pode ocorrer na escola inclusiva). A abordagem L1 foca na aquisição natural e no desenvolvimento da identidade, enquanto a abordagem L2 foca no aprendizado de uma língua adicional, muitas vezes com base em traduções ou comparações com a L1 (Português).
Assim, analise as afirmativas a seguir sobre as metodologias de ensino de Libras:

I.No ensino de Libras como L1 para surdos, a metodologia deve ser imersiva e visual, usando a própria língua como meio de instrução e focando no desenvolvimento discursivo e cognitivo através dela.

II.No ensino de Libras como L2 para ouvintes, é comum e pedagogicamente aceitável utilizar o Português (L1 do ouvinte) como língua de instrução e mediação, especialmente nos níveis iniciais.

III.A metodologia de ensino de L1 para surdos e L2 para ouvintes é idêntica, devendo ambas focar na memorização de vocabulário e na tradução direta do Português.


Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3894650 Libras
O estudo da linguística das línguas de sinais, iniciado por William Stokoe, revelou que elas possuem uma estrutura gramatical complexa e organizada, equivalente às línguas orais, embora em modalidade visual-espacial. A fonologia da Libras, por exemplo, não se baseia em sons, mas em unidades mínimas visuais que se combinam para formar os sinais. Tradicionalmente, esses elementos são conhecidos como os 'parâmetros' do sinal. A alteração de apenas um desses parâmetros pode mudar completamente o significado de um sinal, similar à troca de um fonema em português (como 'pata' e 'bata'). A literatura acadêmica consolidou a existência de cinco parâmetros principais. Assinale a alternativa que lista corretamente esses cinco parâmetros fundamentais da Libras.
Alternativas
Q3894649 Pedagogia
A história da educação de surdos no Brasil está intrinsecamente ligada à fundação de uma instituição pioneira no Rio de Janeiro, em 1857, durante o Segundo Reinado. Esta instituição foi criada por iniciativa de D. Pedro II, que convidou o professor surdo francês Ernest Huet. Huet trouxe para o Brasil a metodologia que utilizava na França, baseada na Língua de Sinais Francesa (LSF). A partir da mistura da LSF com os sinais já utilizados pelos surdos brasileiros (Língua de Sinais Urbana), começou a se formar o que hoje conhecemos como Libras. Esta instituição foi o berço da comunidade surda brasileira e, apesar de ter adotado o oralismo puro décadas depois, por influência do Congresso de Milão, sua fundação é o marco inicial da educação formal de surdos no país. Assinale a alternativa que indica corretamente o nome dessa instituição.
Alternativas
Q3894648 Pedagogia
Nos estudos socioantropológicos da surdez, é fundamental diferenciar dois conceitos que, embora relacionados, não são sinônimos: 'Cultura Surda' e 'Comunidade Surda'. A compreensão dessa diferença impacta diretamente a prática pedagógica do professor de Libras, que atua não apenas no ensino da língua, mas na interseção dessas esferas sociais e identitárias. A 'Cultura' refere-se aos artefatos, valores e experiências, enquanto a 'Comunidade' refere-se ao grupo social.
Assim, analise as afirmativas a seguir sobre esses conceitos:

I.A 'Cultura Surda' (com 'S' maiúsculo) refere-se ao conjunto de experiências visuais, valores, comportamentos, artefatos culturais (como piadas, poesias, histórias em Libras) e a própria língua de sinais, que unem um povo.

II.A 'Comunidade Surda' é um conceito que inclui exclusivamente pessoas surdas que são filhas de pais surdos e que utilizam a Libras como L1 desde o nascimento.

III.A 'Comunidade Surda' é um espaço de encontro social e político, composto por pessoas surdas e também por ouvintes (como intérpretes, familiares, professores, amigos) que participam, utilizam a Libras e compartilham dos mesmos ideais e objetivos daquele grupo.


Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3894647 Pedagogia
O Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005, regulamentou a Lei nº 10.436/2002 e detalhou profundamente a formação dos profissionais envolvidos na educação de surdos, bem como a garantia de acesso em diversas esferas. Este decreto foi um passo essencial para tirar a Lei de Libras do papel, estabelecendo diretrizes claras para a inclusão da Libras como disciplina curricular, a formação do tradutor e intérprete de Libras (TILSP) e a formação específica dos docentes para o ensino de Libras e dos instrutores de Libras. A diferenciação entre esses profissionais e suas respectivas formações é um ponto central do decreto.
Acerca do que dispõe o Decreto nº 5.626/2005 sobre a formação desses profissionais, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O decreto estabelece que a formação do 'Instrutor de Libras' em nível médio deve ser realizada exclusivamente por meio de cursos de graduação em Letras-Libras.

(__)Segundo o decreto, o 'Professor de Libras' para atuar nas séries finais do ensino fundamental, no ensino médio e na educação superior deve ter formação em nível superior, em curso de graduação de licenciatura plena em Letras: Libras.

(__)O decreto prioriza a contratação de instrutores de Libras ouvintes, desde que possuam certificação de proficiência (PROLIBRAS), para atuar na educação infantil e séries iniciais.

(__)O decreto define que o 'Instrutor de Libras' é o profissional ouvinte responsável por traduzir a Libras para o Português nas salas de aula regulares.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3894646 Pedagogia
A Resolução CNE/CEB nº 04, de 2 de outubro de 2009, instituiu as Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado (AEE) na Educação Básica, regulamentando o que fora proposto pela Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (PNEEPEI) de 2008. Este documento é fundamental para a organização da oferta do AEE nas redes de ensino, definindo seu público-alvo, seus objetivos e sua articulação com o ensino regular. É um documento extenso que detalha o funcionamento das Salas de Recursos Multifuncionais (SRM) e os centros de AEE.
Acerca do que dispõe a Resolução CNE/CEB nº 04/2009, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O AEE é definido pela resolução como uma atividade substitutiva ao ensino regular, devendo ocorrer no mesmo turno da matrícula do aluno na classe comum.

(__)A resolução define o público-alvo do AEE como sendo exclusivamente os alunos com deficiência física e intelectual, excluindo os surdos e os alunos com altas habilidades.

(__)A função do AEE é complementar ou suplementar a formação do aluno, disponibilizando serviços, recursos de acessibilidade e estratégias para eliminar barreiras, não devendo ser confundido com reforço escolar.

(__)A resolução determina que o AEE para alunos surdos deve focar exclusivamente no ensino do Português oral, em detrimento do ensino da Libras, que deve ocorrer na classe comum.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Respostas
461: B
462: C
463: D
464: B
465: C
466: A
467: B
468: C
469: B
470: C
471: D
472: C
473: A
474: B
475: D
476: D
477: C
478: A
479: B
480: B