Questões de Concurso Para nível médio

Foram encontradas 16.303 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3642466 Matemática
Uma torneira enche uma caixa d'água em 12 horas. Outra torneira enche a mesma caixa em 6 horas. Se as duas torneiras forem ligadas juntas, em quanto tempo a caixa d'água estará cheia?
Alternativas
Q3642465 Matemática
Em uma sala de aula, a razão entre o número de alunos e o número de alunas é de 7 para 13. Se há 39 alunas na sala, qual o número de alunos?
Alternativas
Q3642464 Matemática
Se um capital de R$ 8.000,00 é aplicado a juros simples, com uma taxa de 1,2% ao mês, por um período de 5 anos, qual o montante final?
Alternativas
Q3642463 Matemática
Um trem com 200 metros de comprimento passa por um túnel de 800 metros. Qual a distância total que o trem percorre para atravessar completamente o túnel?
Alternativas
Q3642462 Direito Constitucional
Sobre os direitos da população LGBTQIA+ no Brasil, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3642461 Geografia
O Brasil enfrenta um aumento significativo da população em situação de rua. Sobre esse tema, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3642460 Geografia
Sobre a matriz energética brasileira, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3642459 Geografia
O Brasil enfrenta dilemas ao conciliar desenvolvimento econômico e preservação ambiental. Sobre esse tema, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3642458 Geografia
O conceito de desenvolvimento sustentável é fundamental para o Brasil, país com forte base agrícola e florestal. Sobre esse tema, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3642457 Geografia
Sobre o desenvolvimento econômico brasileiro, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3642456 Geografia
Sobre as desigualdades regionais brasileiras, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3642455 Geografia
Assinale a alternativa correta sobre a relação entre infraestrutura e desigualdades regionais no Brasil.
Alternativas
Q3642454 Geografia
Sobre a infraestrutura brasileira, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3642453 Geografia
O processo de urbanização brasileira foi um dos mais acelerados do mundo no século XX. Sobre seus efeitos, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3642452 Geografia
O processo de urbanização brasileiro apresenta peculiaridades em relação a outros países em desenvolvimento. Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3642451 Geografia
A matriz energética brasileira apresenta características particulares no cenário mundial. Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3642450 Geografia
Analise a relação entre desenvolvimento econômico e concentração de renda no Brasil.
Alternativas
Q3642449 Direito Constitucional
Sobre os desafios da inclusão de grupos vulnerabilizados no Brasil, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3642448 Geografia
A persistência da desigualdade no Brasil desafia explicações simplistas e exige compreensão de fatores estruturais. Considerando a estratificação social, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3642447 Português
Amor ao fracasso

Publicado em 15/03/2017 - 00:05
Por Arnaldo Jabor


Assim como o ‘atraso’ sempre foi uma escolha consciente, o ‘abismo’ é um desejo secreto.

     Há um grande amor brasileiro pelo fracasso. Quando ele acontece, é um alívio. O fracasso é bom porque nos tira a ansiedade da luta. Se já perdemos, para que lutar?

     Sempre que há uma crise ou uma catástrofe nacional, irrompe uma euforia de cabeça para baixo. É como se a opinião pública dissesse: “Eu não avisei? Não adianta tentar que sempre dá tudo errado”...

     Nada como um desastre ou escândalo para acalmar a plateia. Danem-se as questões importantes, dane-se a crise econômica, dane-se tudo. Bom é fofoca e denúncia. Nada acontece, dando a impressão de que muito está acontecendo.

    Temos a velha crença colonial de que nossa vida é um conto do vigário em que caímos. Somos sempre vítimas de alguém. Nunca somos nós mesmos. Ninguém se sente vigarista.

    O fracasso nos enobrece. O culto português das impossibilidades é famoso. Numa sociedade patrimonialista como Portugal do século 16, onde só o Estado-rei valia, a sociedade era uma massa sem vida própria. Suas derrotas eram vistas com bons olhos, pois legitimavam a dependência ao rei. Fomos educados para o fracasso.

    Quem tem coragem de ir à TV e dizer: “O Brasil está melhorando!”, mesmo que esteja? Ninguém diz. É feio. Falar mal do País é uma forma de se limpar. Sentimo-nos fora do poder, logo é normal sabotar.

    O fracasso é uma vitória para muitos. “Não fui eu que fracassei; foi o governo, o neoliberalismo, sei lá.” Nossos heróis todos fracassaram. 

    Enforcados, esquartejados, revoltas abortadas, revoluções perdidas lhes dão uma aura de martírio e santidade. Peguem um herói norte-americano: Paul Revere, por exemplo. Cavalgou 24 horas e conseguiu salvar tropas americanas na Guerra da Independência. Foi o herói da eficiência. Aqui, só os fracassados verão Deus.

     “Seja marginal, seja herói.” O fracasso é legal, a vitória é careta. A vitória dá culpa; o fracasso é um alívio.

     A crise, a catástrofe têm um sabor de “revolução”. É como se a explosão “revelasse” algo, uma tempestade de merda purificadora – depois de tudo arrasado, a pureza renasceria do zero.

     Agora, com a denúncia da Odebrecht, a denúncia do fim do mundo, não há mais o que analisar, o que prever, o que vai acontecer... Temos de nos calar diante do inenarrável. Estamos sem palavras diante da mais louca crise institucional que já vimos. Os escândalos “parecem” acontecimentos.

    A Lava Jato foi nosso grande ‘acontecimento’. Mas, agora, que a luta contra a corrupção já aconteceu, é preciso que as descobertas, as condenações levem a algum outro lugar além da moralidade pública, além da sensação de purificação da política. Espalhou-se a teoria de que o problema do Brasil é moral. Assim, muitos lutam pela moral, mas são contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. A Lava Jato tem de ser o começo da mudança de uma estrutura burocrática feita para dar errado sempre.

     Não nos esqueçamos que o Atraso é um desejo, não um acidente de percurso.

     Assim como o ‘atraso’ sempre foi uma escolha consciente no passado, o ‘abismo’, o brejo para nós são um desejo secreto. Há a esperança inconsciente de que do fundo do caos surja uma solução divina. Antigamente, achávamos que os fatos nos levariam a um futuro harmônico, que a vida era uma linha reta, que ia desde os macacos até o paraíso cristão ou, recentemente, ao fim da história.

    Não são as décadas que nos transformam; são os fatos. Eles cavam buracos no tempo e criam caminhos que não podemos prever. Há épocas lentas, há épocas sangrentas, épocas eufóricas e ingênuas, há épocas que parecem ataques epiléticos da história.

     Nossos intelectuais se deliciam numa teoria barroca da “zona” geral. O Brasil é visto como um grande bode sem solução, para a felicidade dos velhos militantes imaginários. Quem quiser positividade é traidor. Recebe um rótulo de neoliberal ou reacionário na hora. Não ocorre aos velhos comunas que pessoas possam evoluir politicamente, buscando soluções pragmáticas, mais possíveis. Não; é um dogma. A miséria tem de ser mantida in vitro, para justificar teorias e absolver incompetência. A Academia cultiva o insolúvel como uma flor. “Qual a solução para o Brasil?”, perguntam. Mas a própria ideia de ‘solução’ é um culto ao fracasso. Não lhes ocorre que a vida seja um processo, vicioso ou virtuoso, e que só a morte de uma pessoa ou de um país é a solução.

    Há um negativismo crônico no pensamento brasileiro. Paulo Prado contra Gilberto Freyre. Para eles, a esperança é ingênua; a desconfiança é sábia: “Aí tem dente de coelho, alguma ele fez...”.

   Jamais perdoaram o FHC por ter abandonado a utopia tradicional e aderido à ‘realpolitik’ da socialdemocracia.

    Foi queimado como traidor pela gangue de canalhas e ignorantes. Foi um dos maiores erros da chamada ‘esquerda’, talvez a maior perda de oportunidade da história. Foi aí que o PT iniciou sua rota para o nada.

    Agora, temos o ridículo fenômeno do ‘Fora Temer’, o mantra dos imbecis, que não conseguem entender que nosso problema é econômico – se o Temer pusesse o demônio no Congresso, valeria a pena.

    Se as reformas da Previdência e trabalhista e fiscal não forem feitas, bye bye Brazil...

     Repito o assessor do Clinton, James Carville: “Trata-se da Economia, estúpidos!”.

    As velhas categorias para explicar o Brasil morreram. Já há uma pós-corrupção, uma pós-direita (disfarçada de “esquerda”). Mas a burrice é uma força da natureza.

    Vejam como o Brasil se animou com a crise atual. Manifestações populares, panelas batendo, bandeiras brasileiras. Tudo bem, mas o que fazer estruturalmente? Além das reformas óbvias, ninguém sabe nada.

   Aliás, acho que estávamos precisando mesmo de um beco sem saída. Ele está chegando.

    Ninguém sabe o que vai acontecer. Se o governo Temer não conseguir reformar o Estado, será o primeiro grande trauma que os privilegiados sentirão. Os miseráveis já estão acostumados
No trecho “O fracasso nos enobrece. O culto português das impossibilidades é famoso. Numa sociedade patrimonialista como Portugal do século 16, onde só o Estado-rei valia, a sociedade era uma massa sem vida própria. Suas derrotas eram vistas com bons olhos, pois legitimavam a dependência ao rei. Fomos educados para o fracasso.” , o termo em destaque é formado por uma composição. Assinale a alternativa em que há um vocábulo o qual é formado pelo mesmo processo vocabular.
Alternativas
Respostas
6561: B
6562: B
6563: E
6564: D
6565: A
6566: C
6567: A
6568: D
6569: D
6570: B
6571: A
6572: B
6573: B
6574: C
6575: B
6576: B
6577: C
6578: B
6579: C
6580: A