Questões de Concurso Para nível médio

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Q3717090 Matemática
O setor de planejamento de certo município está avaliando como uma transformação representada pela matriz M, quadrada de ordem 2 e invertível, altera e combina indicadores agregados em regiões. O determinante de M, denotado por det M, mede o fator de dilatação/compressão desses indicadores. Para calibrar o modelo, impõe-se que a equação a seguir tenha uma única raiz real para x:


2·det(2 √2x · M) + det( √x · M3) = detM2


A partir dos dados fornecidos, qual o determinante da matriz M?
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Q3717089 Raciocínio Lógico
Na secretaria de obras de um município, cada projeto licitado recebe um código numérico múltiplo de 5 para facilitar o agrupamento em lotes. Por norma, todos os algarismos do código devem ser distintos para evitar confusão em cadastros e etiquetas. Considerando que, por padronização, os códigos têm 3 ou 4 algarismos (isto é, variam de 100 a 9.999), quantos códigos válidos podem ser gerados? 
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Q3717088 Matemática
Certo engenheiro, durante um treinamento com sua equipe, propôs um desafio matemático sobre a logo de sua empresa, representada a seguir:



Imagem associada para resolução da questão

Ao observar a imagem e colocá-la em um plano cartesiano, o engenheiro identificou que a logo é dada pelo retângulo formado pelos pontos A = (–0.8,–0.3); B = (0.8,–0.3); C = (0.8, 0.9); D = (–0.8,0.9); e um semicírculo de diâmetro AB . Com base nessa informação, considerando π = 3, qual é a área aproximada da logo em unidades de área (u.a.)?
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Q3717087 Raciocínio Lógico
Durante um processo seletivo da secretaria do município de Indaiatuba, foi proposto um desafio lógico aos candidatos. Eles deveriam analisar o nome da cidade para codificar documentos administrativos. Considerando todos os anagramas possíveis da palavra “INDAIATUBA”, qual é a probabilidade de que um deles comece e termine com uma consoante?
Alternativas
Q3717086 Raciocínio Lógico
Determinada prefeitura está fazendo um cruzamento de dados sobre três programas sociais – A, B e C, e as operações com conjuntos representam a análise dos grupos contemplados pelo programa. Considere as afirmações a seguir relativas aos conjuntos A, B e C, não-vazios:

I. A ∩ (B U C) = (A ∩ B) U (A ∩ C). II. Negar que x ∈ A ∩ B  é dizer que x ∉ A ou x ∉ B  .


Como a precisão lógica nessas operações é essencial para evitar erros de inclusão ou exclusão nos relatórios e garantir a boa gestão de recursos públicos, é correto afirmar que:
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Q3717085 Português
As emoções também passam pelo estômago, revela estudo inédito


Pesquisa captou o “diálogo” entre o cérebro e o aparelho digestivo, fornecendo pistas mensuráveis sobre o impacto do estresse e da ansiedade no corpo


      Quantos de vocês já sentiram dor de barriga em uma semana estressante? Ou passaram dias sem conseguir ir ao banheiro antes de uma prova, de uma reunião ou de um encontro importante? Talvez até o contrário: precisaram correr para o banheiro justamente por estarem ansiosos? Essa ligação entre emoções e corpo é tão comum e fisiológica que praticamente todo mundo já passou por experiências do tipo. O que muitas vezes não se percebe é que há ciência por trás desses episódios – eles não são fruto de coincidência nem de simples “mania”.

      Esse entendimento começou a ganhar força quando os pesquisadores descobriram que trilhões de bactérias que vivem em nosso intestino – a microbiota – produzem substâncias que afetam diretamente o humor e a cognição. O que acontece nessa “amizade colorida”, denominada eixo intestino-cérebro, pode ajudar a determinar se nos sentimos mais deprimidos, ansiosos ou bem-dispostos.

     No dia a dia, costumamos associar o estômago e o intestino ao nervosismo e à ansiedade – basta lembrar de frases como “fiquei com um nó no estômago” ou “deu frio na barriga”. Mas, até agora, quase não havia estudos científicos investigando mais profundamente essa conexão.

      Uma pesquisa recém-publicada na Nature Mental Health amplia essa história ao apurar como essa sensação subjetiva lá na barriga está envolvida nas emoções e se traduz através de medidas objetivas na conversa entre o intestino e o cérebro. O trabalho foi liderado pela pesquisadora Leah Banellis, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca. Para investigar o papel do sistema digestivo nessa engrenagem, ela e seus colegas analisaram 243 voluntários.

     Cada participante passou por uma bateria de testes: registros da atividade elétrica do estômago por meio do eletrogastrograma, sessões de ressonância magnética funcional para mapear a atividade cerebral e questionários detalhados sobre saúde mental e emoções. Em seguida, todas essas informações foram cruzadas com a ajuda de técnicas avançadas de aprendizado de máquina, o que permitiu aos cientistas encontrar padrões até então invisíveis.

    O que essa pesquisa encontrou foi inédito: existe um acoplamento entre os ritmos elétricos do estômago e os padrões de atividade do cérebro. Em outras palavras, os dois órgãos “conversam” em termos de ritmo. E aí vem a surpresa: quanto mais forte essa coordenação, piores eram os indicadores de saúde mental.

     Mas como assim “piores”? Não aprendemos que, ao estar em sintonia com o corpo – a respiração e os batimentos cardíacos em ordem –, ganhamos recursos para regular as emoções e nos sentirmos mais saudáveis? Pois, no caso do estômago, os cientistas observaram o contrário. Pessoas cujo cérebro estava mais sincronizado com as ondas estomacais (que acontecem a cada 20 segundos, mesmo sem comida envolvida) relataram mais sintomas de ansiedade, depressão, estresse e fadiga. Já aqueles com comunicação mais fraca apresentaram maior bem-estar e qualidade de vida. Um paradoxo instigante: nem sempre mais diálogo entre corpo e cérebro significa um resultado melhor.

    Não se trata, exatamente, de o estômago “causar” ansiedade ou depressão. O que os dados sugerem é que o padrão de comunicação entre estômago e cérebro pode influenciar – para mais ou para menos – como sentimos nossas emoções. Se essa linha de pesquisa se confirmar (na ciência, tudo depende de vários estudos replicando os mesmos achados), tal sincronia poderá servir como um biomarcador objetivo de saúde mental. Isso significaria que, além da descrição subjetiva dos sintomas, psicólogos e médicos poderiam contar com uma medida fisiológica, obtida por aparelhos relativamente simples. O caminho abriria possibilidades tanto para diagnósticos mais precisos quanto para intervenções inovadoras – de medicamentos e alimentos que modulam o ritmo gástrico a dispositivos capazes de estimular ou regular essa comunicação. O estudo de Lenah Banellis é apenas um entre muitos projetos fascinantes do Center of Functionally Integrative Neuroscience.


(Por Ilana Pinsky. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/mens-sana. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
Sabe-se que os advérbios são classificados de acordo com “a denominação da circunstância ou de outra ideia acessória que expressam” (CUNHA; CINTRA. 2016). Considerando o exposto, analise os advérbios destacados nos trechos a seguir.


I. “Isso significaria que, além da descrição subjetiva dos sintomas, [...]” (8º§) II. “[...] o que permitiu aos cientistas encontrar padrões até então invisíveis.” (5º§) III. “Essa ligação entre emoções e corpo é tão comum e fisiológica [...]” (1º§) IV. “Mas, até agora, quase não havia estudos científicos investigando mais profundamente essa conexão.” (3º§)

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3717084 Português
As emoções também passam pelo estômago, revela estudo inédito


Pesquisa captou o “diálogo” entre o cérebro e o aparelho digestivo, fornecendo pistas mensuráveis sobre o impacto do estresse e da ansiedade no corpo


      Quantos de vocês já sentiram dor de barriga em uma semana estressante? Ou passaram dias sem conseguir ir ao banheiro antes de uma prova, de uma reunião ou de um encontro importante? Talvez até o contrário: precisaram correr para o banheiro justamente por estarem ansiosos? Essa ligação entre emoções e corpo é tão comum e fisiológica que praticamente todo mundo já passou por experiências do tipo. O que muitas vezes não se percebe é que há ciência por trás desses episódios – eles não são fruto de coincidência nem de simples “mania”.

      Esse entendimento começou a ganhar força quando os pesquisadores descobriram que trilhões de bactérias que vivem em nosso intestino – a microbiota – produzem substâncias que afetam diretamente o humor e a cognição. O que acontece nessa “amizade colorida”, denominada eixo intestino-cérebro, pode ajudar a determinar se nos sentimos mais deprimidos, ansiosos ou bem-dispostos.

     No dia a dia, costumamos associar o estômago e o intestino ao nervosismo e à ansiedade – basta lembrar de frases como “fiquei com um nó no estômago” ou “deu frio na barriga”. Mas, até agora, quase não havia estudos científicos investigando mais profundamente essa conexão.

      Uma pesquisa recém-publicada na Nature Mental Health amplia essa história ao apurar como essa sensação subjetiva lá na barriga está envolvida nas emoções e se traduz através de medidas objetivas na conversa entre o intestino e o cérebro. O trabalho foi liderado pela pesquisadora Leah Banellis, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca. Para investigar o papel do sistema digestivo nessa engrenagem, ela e seus colegas analisaram 243 voluntários.

     Cada participante passou por uma bateria de testes: registros da atividade elétrica do estômago por meio do eletrogastrograma, sessões de ressonância magnética funcional para mapear a atividade cerebral e questionários detalhados sobre saúde mental e emoções. Em seguida, todas essas informações foram cruzadas com a ajuda de técnicas avançadas de aprendizado de máquina, o que permitiu aos cientistas encontrar padrões até então invisíveis.

    O que essa pesquisa encontrou foi inédito: existe um acoplamento entre os ritmos elétricos do estômago e os padrões de atividade do cérebro. Em outras palavras, os dois órgãos “conversam” em termos de ritmo. E aí vem a surpresa: quanto mais forte essa coordenação, piores eram os indicadores de saúde mental.

     Mas como assim “piores”? Não aprendemos que, ao estar em sintonia com o corpo – a respiração e os batimentos cardíacos em ordem –, ganhamos recursos para regular as emoções e nos sentirmos mais saudáveis? Pois, no caso do estômago, os cientistas observaram o contrário. Pessoas cujo cérebro estava mais sincronizado com as ondas estomacais (que acontecem a cada 20 segundos, mesmo sem comida envolvida) relataram mais sintomas de ansiedade, depressão, estresse e fadiga. Já aqueles com comunicação mais fraca apresentaram maior bem-estar e qualidade de vida. Um paradoxo instigante: nem sempre mais diálogo entre corpo e cérebro significa um resultado melhor.

    Não se trata, exatamente, de o estômago “causar” ansiedade ou depressão. O que os dados sugerem é que o padrão de comunicação entre estômago e cérebro pode influenciar – para mais ou para menos – como sentimos nossas emoções. Se essa linha de pesquisa se confirmar (na ciência, tudo depende de vários estudos replicando os mesmos achados), tal sincronia poderá servir como um biomarcador objetivo de saúde mental. Isso significaria que, além da descrição subjetiva dos sintomas, psicólogos e médicos poderiam contar com uma medida fisiológica, obtida por aparelhos relativamente simples. O caminho abriria possibilidades tanto para diagnósticos mais precisos quanto para intervenções inovadoras – de medicamentos e alimentos que modulam o ritmo gástrico a dispositivos capazes de estimular ou regular essa comunicação. O estudo de Lenah Banellis é apenas um entre muitos projetos fascinantes do Center of Functionally Integrative Neuroscience.


(Por Ilana Pinsky. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/mens-sana. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
Qual palavra do 1º§, transcrita a seguir, NÃO possui dígrafo para representar vogal nasal?
Alternativas
Q3717083 Português
As emoções também passam pelo estômago, revela estudo inédito


Pesquisa captou o “diálogo” entre o cérebro e o aparelho digestivo, fornecendo pistas mensuráveis sobre o impacto do estresse e da ansiedade no corpo


      Quantos de vocês já sentiram dor de barriga em uma semana estressante? Ou passaram dias sem conseguir ir ao banheiro antes de uma prova, de uma reunião ou de um encontro importante? Talvez até o contrário: precisaram correr para o banheiro justamente por estarem ansiosos? Essa ligação entre emoções e corpo é tão comum e fisiológica que praticamente todo mundo já passou por experiências do tipo. O que muitas vezes não se percebe é que há ciência por trás desses episódios – eles não são fruto de coincidência nem de simples “mania”.

      Esse entendimento começou a ganhar força quando os pesquisadores descobriram que trilhões de bactérias que vivem em nosso intestino – a microbiota – produzem substâncias que afetam diretamente o humor e a cognição. O que acontece nessa “amizade colorida”, denominada eixo intestino-cérebro, pode ajudar a determinar se nos sentimos mais deprimidos, ansiosos ou bem-dispostos.

     No dia a dia, costumamos associar o estômago e o intestino ao nervosismo e à ansiedade – basta lembrar de frases como “fiquei com um nó no estômago” ou “deu frio na barriga”. Mas, até agora, quase não havia estudos científicos investigando mais profundamente essa conexão.

      Uma pesquisa recém-publicada na Nature Mental Health amplia essa história ao apurar como essa sensação subjetiva lá na barriga está envolvida nas emoções e se traduz através de medidas objetivas na conversa entre o intestino e o cérebro. O trabalho foi liderado pela pesquisadora Leah Banellis, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca. Para investigar o papel do sistema digestivo nessa engrenagem, ela e seus colegas analisaram 243 voluntários.

     Cada participante passou por uma bateria de testes: registros da atividade elétrica do estômago por meio do eletrogastrograma, sessões de ressonância magnética funcional para mapear a atividade cerebral e questionários detalhados sobre saúde mental e emoções. Em seguida, todas essas informações foram cruzadas com a ajuda de técnicas avançadas de aprendizado de máquina, o que permitiu aos cientistas encontrar padrões até então invisíveis.

    O que essa pesquisa encontrou foi inédito: existe um acoplamento entre os ritmos elétricos do estômago e os padrões de atividade do cérebro. Em outras palavras, os dois órgãos “conversam” em termos de ritmo. E aí vem a surpresa: quanto mais forte essa coordenação, piores eram os indicadores de saúde mental.

     Mas como assim “piores”? Não aprendemos que, ao estar em sintonia com o corpo – a respiração e os batimentos cardíacos em ordem –, ganhamos recursos para regular as emoções e nos sentirmos mais saudáveis? Pois, no caso do estômago, os cientistas observaram o contrário. Pessoas cujo cérebro estava mais sincronizado com as ondas estomacais (que acontecem a cada 20 segundos, mesmo sem comida envolvida) relataram mais sintomas de ansiedade, depressão, estresse e fadiga. Já aqueles com comunicação mais fraca apresentaram maior bem-estar e qualidade de vida. Um paradoxo instigante: nem sempre mais diálogo entre corpo e cérebro significa um resultado melhor.

    Não se trata, exatamente, de o estômago “causar” ansiedade ou depressão. O que os dados sugerem é que o padrão de comunicação entre estômago e cérebro pode influenciar – para mais ou para menos – como sentimos nossas emoções. Se essa linha de pesquisa se confirmar (na ciência, tudo depende de vários estudos replicando os mesmos achados), tal sincronia poderá servir como um biomarcador objetivo de saúde mental. Isso significaria que, além da descrição subjetiva dos sintomas, psicólogos e médicos poderiam contar com uma medida fisiológica, obtida por aparelhos relativamente simples. O caminho abriria possibilidades tanto para diagnósticos mais precisos quanto para intervenções inovadoras – de medicamentos e alimentos que modulam o ritmo gástrico a dispositivos capazes de estimular ou regular essa comunicação. O estudo de Lenah Banellis é apenas um entre muitos projetos fascinantes do Center of Functionally Integrative Neuroscience.


(Por Ilana Pinsky. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/mens-sana. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
Analise a pontuação empregada nos trechos a seguir e marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Em “Talvez até o contrário: precisaram correr para o banheiro justamente por estarem ansiosos?” (1º§), os dois-pontos foram utilizados para dar ênfase à última frase.

( ) As aspas foram empregadas ao longo do texto para destacar palavras e expressões de uso coloquial da língua.

( ) No trecho “O que os dados sugerem é que o padrão de comunicação entre estômago e cérebro pode influenciar – para mais ou para menos – como sentimos nossas emoções.” (8º§), os travessões desempenham função análoga à dos parênteses.

( ) Os parênteses do trecho “Pessoas cujo cérebro estava mais sincronizado com as ondas estomacais (que acontecem a cada 20 segundos, mesmo sem comida envolvida) relataram mais sintomas de ansiedade, depressão, estresse e fadiga.” (7º§) intercalam uma explicação acessória.

( ) No período “O que muitas vezes não se percebe é que há ciência por trás desses episódios – eles não são fruto de coincidência [...]” (1º§), o travessão foi empregado com o intuito de interromper a ideia apresentada anteriormente.

A sequência está correta em
Alternativas
Q3717082 Português
As emoções também passam pelo estômago, revela estudo inédito


Pesquisa captou o “diálogo” entre o cérebro e o aparelho digestivo, fornecendo pistas mensuráveis sobre o impacto do estresse e da ansiedade no corpo


      Quantos de vocês já sentiram dor de barriga em uma semana estressante? Ou passaram dias sem conseguir ir ao banheiro antes de uma prova, de uma reunião ou de um encontro importante? Talvez até o contrário: precisaram correr para o banheiro justamente por estarem ansiosos? Essa ligação entre emoções e corpo é tão comum e fisiológica que praticamente todo mundo já passou por experiências do tipo. O que muitas vezes não se percebe é que há ciência por trás desses episódios – eles não são fruto de coincidência nem de simples “mania”.

      Esse entendimento começou a ganhar força quando os pesquisadores descobriram que trilhões de bactérias que vivem em nosso intestino – a microbiota – produzem substâncias que afetam diretamente o humor e a cognição. O que acontece nessa “amizade colorida”, denominada eixo intestino-cérebro, pode ajudar a determinar se nos sentimos mais deprimidos, ansiosos ou bem-dispostos.

     No dia a dia, costumamos associar o estômago e o intestino ao nervosismo e à ansiedade – basta lembrar de frases como “fiquei com um nó no estômago” ou “deu frio na barriga”. Mas, até agora, quase não havia estudos científicos investigando mais profundamente essa conexão.

      Uma pesquisa recém-publicada na Nature Mental Health amplia essa história ao apurar como essa sensação subjetiva lá na barriga está envolvida nas emoções e se traduz através de medidas objetivas na conversa entre o intestino e o cérebro. O trabalho foi liderado pela pesquisadora Leah Banellis, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca. Para investigar o papel do sistema digestivo nessa engrenagem, ela e seus colegas analisaram 243 voluntários.

     Cada participante passou por uma bateria de testes: registros da atividade elétrica do estômago por meio do eletrogastrograma, sessões de ressonância magnética funcional para mapear a atividade cerebral e questionários detalhados sobre saúde mental e emoções. Em seguida, todas essas informações foram cruzadas com a ajuda de técnicas avançadas de aprendizado de máquina, o que permitiu aos cientistas encontrar padrões até então invisíveis.

    O que essa pesquisa encontrou foi inédito: existe um acoplamento entre os ritmos elétricos do estômago e os padrões de atividade do cérebro. Em outras palavras, os dois órgãos “conversam” em termos de ritmo. E aí vem a surpresa: quanto mais forte essa coordenação, piores eram os indicadores de saúde mental.

     Mas como assim “piores”? Não aprendemos que, ao estar em sintonia com o corpo – a respiração e os batimentos cardíacos em ordem –, ganhamos recursos para regular as emoções e nos sentirmos mais saudáveis? Pois, no caso do estômago, os cientistas observaram o contrário. Pessoas cujo cérebro estava mais sincronizado com as ondas estomacais (que acontecem a cada 20 segundos, mesmo sem comida envolvida) relataram mais sintomas de ansiedade, depressão, estresse e fadiga. Já aqueles com comunicação mais fraca apresentaram maior bem-estar e qualidade de vida. Um paradoxo instigante: nem sempre mais diálogo entre corpo e cérebro significa um resultado melhor.

    Não se trata, exatamente, de o estômago “causar” ansiedade ou depressão. O que os dados sugerem é que o padrão de comunicação entre estômago e cérebro pode influenciar – para mais ou para menos – como sentimos nossas emoções. Se essa linha de pesquisa se confirmar (na ciência, tudo depende de vários estudos replicando os mesmos achados), tal sincronia poderá servir como um biomarcador objetivo de saúde mental. Isso significaria que, além da descrição subjetiva dos sintomas, psicólogos e médicos poderiam contar com uma medida fisiológica, obtida por aparelhos relativamente simples. O caminho abriria possibilidades tanto para diagnósticos mais precisos quanto para intervenções inovadoras – de medicamentos e alimentos que modulam o ritmo gástrico a dispositivos capazes de estimular ou regular essa comunicação. O estudo de Lenah Banellis é apenas um entre muitos projetos fascinantes do Center of Functionally Integrative Neuroscience.


(Por Ilana Pinsky. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/mens-sana. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
Conforme as regras de acentuação, “todas as palavras proparoxítonas devem ser acentuadas graficamente; recebem acento as que têm, na antepenúltima sílaba, a vogal _____________, como é o caso dos vocábulos _____________ e _____________”. Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior.
Alternativas
Q3717080 Português
As emoções também passam pelo estômago, revela estudo inédito


Pesquisa captou o “diálogo” entre o cérebro e o aparelho digestivo, fornecendo pistas mensuráveis sobre o impacto do estresse e da ansiedade no corpo


      Quantos de vocês já sentiram dor de barriga em uma semana estressante? Ou passaram dias sem conseguir ir ao banheiro antes de uma prova, de uma reunião ou de um encontro importante? Talvez até o contrário: precisaram correr para o banheiro justamente por estarem ansiosos? Essa ligação entre emoções e corpo é tão comum e fisiológica que praticamente todo mundo já passou por experiências do tipo. O que muitas vezes não se percebe é que há ciência por trás desses episódios – eles não são fruto de coincidência nem de simples “mania”.

      Esse entendimento começou a ganhar força quando os pesquisadores descobriram que trilhões de bactérias que vivem em nosso intestino – a microbiota – produzem substâncias que afetam diretamente o humor e a cognição. O que acontece nessa “amizade colorida”, denominada eixo intestino-cérebro, pode ajudar a determinar se nos sentimos mais deprimidos, ansiosos ou bem-dispostos.

     No dia a dia, costumamos associar o estômago e o intestino ao nervosismo e à ansiedade – basta lembrar de frases como “fiquei com um nó no estômago” ou “deu frio na barriga”. Mas, até agora, quase não havia estudos científicos investigando mais profundamente essa conexão.

      Uma pesquisa recém-publicada na Nature Mental Health amplia essa história ao apurar como essa sensação subjetiva lá na barriga está envolvida nas emoções e se traduz através de medidas objetivas na conversa entre o intestino e o cérebro. O trabalho foi liderado pela pesquisadora Leah Banellis, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca. Para investigar o papel do sistema digestivo nessa engrenagem, ela e seus colegas analisaram 243 voluntários.

     Cada participante passou por uma bateria de testes: registros da atividade elétrica do estômago por meio do eletrogastrograma, sessões de ressonância magnética funcional para mapear a atividade cerebral e questionários detalhados sobre saúde mental e emoções. Em seguida, todas essas informações foram cruzadas com a ajuda de técnicas avançadas de aprendizado de máquina, o que permitiu aos cientistas encontrar padrões até então invisíveis.

    O que essa pesquisa encontrou foi inédito: existe um acoplamento entre os ritmos elétricos do estômago e os padrões de atividade do cérebro. Em outras palavras, os dois órgãos “conversam” em termos de ritmo. E aí vem a surpresa: quanto mais forte essa coordenação, piores eram os indicadores de saúde mental.

     Mas como assim “piores”? Não aprendemos que, ao estar em sintonia com o corpo – a respiração e os batimentos cardíacos em ordem –, ganhamos recursos para regular as emoções e nos sentirmos mais saudáveis? Pois, no caso do estômago, os cientistas observaram o contrário. Pessoas cujo cérebro estava mais sincronizado com as ondas estomacais (que acontecem a cada 20 segundos, mesmo sem comida envolvida) relataram mais sintomas de ansiedade, depressão, estresse e fadiga. Já aqueles com comunicação mais fraca apresentaram maior bem-estar e qualidade de vida. Um paradoxo instigante: nem sempre mais diálogo entre corpo e cérebro significa um resultado melhor.

    Não se trata, exatamente, de o estômago “causar” ansiedade ou depressão. O que os dados sugerem é que o padrão de comunicação entre estômago e cérebro pode influenciar – para mais ou para menos – como sentimos nossas emoções. Se essa linha de pesquisa se confirmar (na ciência, tudo depende de vários estudos replicando os mesmos achados), tal sincronia poderá servir como um biomarcador objetivo de saúde mental. Isso significaria que, além da descrição subjetiva dos sintomas, psicólogos e médicos poderiam contar com uma medida fisiológica, obtida por aparelhos relativamente simples. O caminho abriria possibilidades tanto para diagnósticos mais precisos quanto para intervenções inovadoras – de medicamentos e alimentos que modulam o ritmo gástrico a dispositivos capazes de estimular ou regular essa comunicação. O estudo de Lenah Banellis é apenas um entre muitos projetos fascinantes do Center of Functionally Integrative Neuroscience.


(Por Ilana Pinsky. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/mens-sana. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
Quanto ao acento indicativo de crase em “No dia a dia, costumamos associar o estômago e o intestino ao nervosismo e à ansiedade [...]” (3º§), analise as afirmativas a seguir.

I. Empregou-se devido à regência do verbo “associar”. II. Foi utilizado devido à exigência de locução adverbial. III. Caso “ansiedade” seja substituída por “emoções”, o acento grave será mantido, ficando “às emoções”. IV. Se o verbo “associar” for substituído por “vincular”, o acento grave será mantido.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q3717079 Português
As emoções também passam pelo estômago, revela estudo inédito


Pesquisa captou o “diálogo” entre o cérebro e o aparelho digestivo, fornecendo pistas mensuráveis sobre o impacto do estresse e da ansiedade no corpo


      Quantos de vocês já sentiram dor de barriga em uma semana estressante? Ou passaram dias sem conseguir ir ao banheiro antes de uma prova, de uma reunião ou de um encontro importante? Talvez até o contrário: precisaram correr para o banheiro justamente por estarem ansiosos? Essa ligação entre emoções e corpo é tão comum e fisiológica que praticamente todo mundo já passou por experiências do tipo. O que muitas vezes não se percebe é que há ciência por trás desses episódios – eles não são fruto de coincidência nem de simples “mania”.

      Esse entendimento começou a ganhar força quando os pesquisadores descobriram que trilhões de bactérias que vivem em nosso intestino – a microbiota – produzem substâncias que afetam diretamente o humor e a cognição. O que acontece nessa “amizade colorida”, denominada eixo intestino-cérebro, pode ajudar a determinar se nos sentimos mais deprimidos, ansiosos ou bem-dispostos.

     No dia a dia, costumamos associar o estômago e o intestino ao nervosismo e à ansiedade – basta lembrar de frases como “fiquei com um nó no estômago” ou “deu frio na barriga”. Mas, até agora, quase não havia estudos científicos investigando mais profundamente essa conexão.

      Uma pesquisa recém-publicada na Nature Mental Health amplia essa história ao apurar como essa sensação subjetiva lá na barriga está envolvida nas emoções e se traduz através de medidas objetivas na conversa entre o intestino e o cérebro. O trabalho foi liderado pela pesquisadora Leah Banellis, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca. Para investigar o papel do sistema digestivo nessa engrenagem, ela e seus colegas analisaram 243 voluntários.

     Cada participante passou por uma bateria de testes: registros da atividade elétrica do estômago por meio do eletrogastrograma, sessões de ressonância magnética funcional para mapear a atividade cerebral e questionários detalhados sobre saúde mental e emoções. Em seguida, todas essas informações foram cruzadas com a ajuda de técnicas avançadas de aprendizado de máquina, o que permitiu aos cientistas encontrar padrões até então invisíveis.

    O que essa pesquisa encontrou foi inédito: existe um acoplamento entre os ritmos elétricos do estômago e os padrões de atividade do cérebro. Em outras palavras, os dois órgãos “conversam” em termos de ritmo. E aí vem a surpresa: quanto mais forte essa coordenação, piores eram os indicadores de saúde mental.

     Mas como assim “piores”? Não aprendemos que, ao estar em sintonia com o corpo – a respiração e os batimentos cardíacos em ordem –, ganhamos recursos para regular as emoções e nos sentirmos mais saudáveis? Pois, no caso do estômago, os cientistas observaram o contrário. Pessoas cujo cérebro estava mais sincronizado com as ondas estomacais (que acontecem a cada 20 segundos, mesmo sem comida envolvida) relataram mais sintomas de ansiedade, depressão, estresse e fadiga. Já aqueles com comunicação mais fraca apresentaram maior bem-estar e qualidade de vida. Um paradoxo instigante: nem sempre mais diálogo entre corpo e cérebro significa um resultado melhor.

    Não se trata, exatamente, de o estômago “causar” ansiedade ou depressão. O que os dados sugerem é que o padrão de comunicação entre estômago e cérebro pode influenciar – para mais ou para menos – como sentimos nossas emoções. Se essa linha de pesquisa se confirmar (na ciência, tudo depende de vários estudos replicando os mesmos achados), tal sincronia poderá servir como um biomarcador objetivo de saúde mental. Isso significaria que, além da descrição subjetiva dos sintomas, psicólogos e médicos poderiam contar com uma medida fisiológica, obtida por aparelhos relativamente simples. O caminho abriria possibilidades tanto para diagnósticos mais precisos quanto para intervenções inovadoras – de medicamentos e alimentos que modulam o ritmo gástrico a dispositivos capazes de estimular ou regular essa comunicação. O estudo de Lenah Banellis é apenas um entre muitos projetos fascinantes do Center of Functionally Integrative Neuroscience.


(Por Ilana Pinsky. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/mens-sana. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
De acordo com Cunha e Cintra (2016), “tempo é a variação que indica o momento em que se dá o fato expresso pelo verbo”. Nesse sentido, assinale o trecho cujo verbo destacado está conjugado no futuro do pretérito do indicativo. 
Alternativas
Q3717077 Português
As emoções também passam pelo estômago, revela estudo inédito


Pesquisa captou o “diálogo” entre o cérebro e o aparelho digestivo, fornecendo pistas mensuráveis sobre o impacto do estresse e da ansiedade no corpo


      Quantos de vocês já sentiram dor de barriga em uma semana estressante? Ou passaram dias sem conseguir ir ao banheiro antes de uma prova, de uma reunião ou de um encontro importante? Talvez até o contrário: precisaram correr para o banheiro justamente por estarem ansiosos? Essa ligação entre emoções e corpo é tão comum e fisiológica que praticamente todo mundo já passou por experiências do tipo. O que muitas vezes não se percebe é que há ciência por trás desses episódios – eles não são fruto de coincidência nem de simples “mania”.

      Esse entendimento começou a ganhar força quando os pesquisadores descobriram que trilhões de bactérias que vivem em nosso intestino – a microbiota – produzem substâncias que afetam diretamente o humor e a cognição. O que acontece nessa “amizade colorida”, denominada eixo intestino-cérebro, pode ajudar a determinar se nos sentimos mais deprimidos, ansiosos ou bem-dispostos.

     No dia a dia, costumamos associar o estômago e o intestino ao nervosismo e à ansiedade – basta lembrar de frases como “fiquei com um nó no estômago” ou “deu frio na barriga”. Mas, até agora, quase não havia estudos científicos investigando mais profundamente essa conexão.

      Uma pesquisa recém-publicada na Nature Mental Health amplia essa história ao apurar como essa sensação subjetiva lá na barriga está envolvida nas emoções e se traduz através de medidas objetivas na conversa entre o intestino e o cérebro. O trabalho foi liderado pela pesquisadora Leah Banellis, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca. Para investigar o papel do sistema digestivo nessa engrenagem, ela e seus colegas analisaram 243 voluntários.

     Cada participante passou por uma bateria de testes: registros da atividade elétrica do estômago por meio do eletrogastrograma, sessões de ressonância magnética funcional para mapear a atividade cerebral e questionários detalhados sobre saúde mental e emoções. Em seguida, todas essas informações foram cruzadas com a ajuda de técnicas avançadas de aprendizado de máquina, o que permitiu aos cientistas encontrar padrões até então invisíveis.

    O que essa pesquisa encontrou foi inédito: existe um acoplamento entre os ritmos elétricos do estômago e os padrões de atividade do cérebro. Em outras palavras, os dois órgãos “conversam” em termos de ritmo. E aí vem a surpresa: quanto mais forte essa coordenação, piores eram os indicadores de saúde mental.

     Mas como assim “piores”? Não aprendemos que, ao estar em sintonia com o corpo – a respiração e os batimentos cardíacos em ordem –, ganhamos recursos para regular as emoções e nos sentirmos mais saudáveis? Pois, no caso do estômago, os cientistas observaram o contrário. Pessoas cujo cérebro estava mais sincronizado com as ondas estomacais (que acontecem a cada 20 segundos, mesmo sem comida envolvida) relataram mais sintomas de ansiedade, depressão, estresse e fadiga. Já aqueles com comunicação mais fraca apresentaram maior bem-estar e qualidade de vida. Um paradoxo instigante: nem sempre mais diálogo entre corpo e cérebro significa um resultado melhor.

    Não se trata, exatamente, de o estômago “causar” ansiedade ou depressão. O que os dados sugerem é que o padrão de comunicação entre estômago e cérebro pode influenciar – para mais ou para menos – como sentimos nossas emoções. Se essa linha de pesquisa se confirmar (na ciência, tudo depende de vários estudos replicando os mesmos achados), tal sincronia poderá servir como um biomarcador objetivo de saúde mental. Isso significaria que, além da descrição subjetiva dos sintomas, psicólogos e médicos poderiam contar com uma medida fisiológica, obtida por aparelhos relativamente simples. O caminho abriria possibilidades tanto para diagnósticos mais precisos quanto para intervenções inovadoras – de medicamentos e alimentos que modulam o ritmo gástrico a dispositivos capazes de estimular ou regular essa comunicação. O estudo de Lenah Banellis é apenas um entre muitos projetos fascinantes do Center of Functionally Integrative Neuroscience.


(Por Ilana Pinsky. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/mens-sana. Acesso em: agosto de 2025. Adaptado.)
O texto aborda os trabalhos realizados na Universidade de Aarhus, na Dinamarca, liderados pela pesquisadora Leah Banellis. Após a leitura, é possível inferir que foram feitos estudos sobre:
Alternativas
Q3716545 Educação Artística

Na análise da linguagem musical, a compreensão das formas é essencial para o intérprete e o ouvinte, pois revela a arquitetura da obra. Estruturas como a binária (AB), a ternária (ABA) e as formas de variação organizam o material temático de maneiras distintas. Uma forma específica, muito popular no período Clássico, baseia-se no retorno cíclico de um tema principal (estribilho ou 'ritornello') intercalado por episódios contrastantes (coplas).


Acerca das formas musicais, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


(__)A forma binária simples, comumente encontrada em danças barrocas, apresenta uma estrutura A-B onde a seção A termina na dominante, mas a seção B retorna ao material de A na tônica, caracterizando um 'retorno' temático.

(__)A forma 'tema e variações' se enquadra na categoria de formas de variação contínuas, como a passacaglia, onde o tema (geralmente um baixo) se repete incessantemente sem interrupções.

(__)A forma sonata, principal estrutura do Classicismo, é essencialmente uma forma ternária (ABA), onde a Exposição (A) é repetida, o Desenvolvimento (B) explora os temas, e a Recapitulação (A) é idêntica à Exposição.

(__)A forma Rondó é caracterizada pela repetição de uma seção principal (A), que atua como refrão, alternada com seções contrastantes (B, C, etc.), seguindo estruturas como A-B-A-C-A ou A-B-A-B-A.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:

Alternativas
Q3716544 Música

A organização rítmica na música ocidental baseia-se na divisão regular do tempo, estabelecida pela fórmula de compasso. No entanto, a complexidade e o interesse rítmico frequentemente surgem da *alteração* dessa pulsação regular. Recursos como o contratempo, a síncope e as quiálteras criam deslocamentos e tensões que desafiam a expectativa do ouvinte. O contratempo, por exemplo, enfatiza o tempo fraco ou parte fraca do tempo quando o tempo forte (ou parte forte) é ocupado por pausa, enquanto as quiálteras introduzem divisões atípicas no pulso.


Acerca desses elementos rítmicos, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


(__)Quiálteras são grupos de notas que alteram a divisão rítmica padrão do compasso, como uma tercina (três notas) ocupando o tempo que normalmente seria de duas, sendo chamadas de 'regulares' quando aumentam o número de notas no pulso.


(__)O contratempo ocorre quando uma nota é executada na parte fraca do tempo, e a parte forte correspondente é preenchida por outra nota de igual ou maior duração, mantendo a pulsação constante.


(__)A síncope e o contratempo são termos idênticos, ambos definindo o ataque de uma nota em tempo fraco que se prolonga para o tempo forte seguinte, criando um deslocamento do acento métrico.


(__)Uma quiáltera como a 'duina' (duas notas) aplicada em um compasso composto (como 6/8), onde a unidade de tempo é uma semínima pontuada (dividida em três colcheias), faz com que duas notas ocupem o espaço que normalmente seria de três.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:

Alternativas
Q3716543 Música

O violão é um instrumento de extrema versatilidade, transitando entre o acompanhamento harmônico, a execução melódica e a complexidade contrapontística. Para dominar essa versatilidade, o instrumentista precisa desenvolver técnicas específicas tanto para a mão direita (responsável pela produção sonora, ritmo e articulação) quanto para a mão esquerda (responsável pela altura das notas e ligados). Técnicas como o 'vibrato', 'ligado' (hammer-on/pull-off) e 'harmônicos' são essenciais para a expressividade. Assim, analise as afirmativas a seguir.


I.A técnica de 'ligado' descendente (pull-off) no violão consiste em pressionar duas notas na mesma corda com a mão esquerda e, em seguida, puxar o dedo da nota mais aguda para que a nota mais grave soe sem a necessidade de um novo ataque da mão direita. 


II.O 'vibrato' no violão clássico é predominantemente executado através de um movimento lateral (paralelo aos trastes) do dedo da mão esquerda que pressiona a corda, alterando sutilmente a tensão e, consequentemente, a afinação da nota.


III.Os 'harmônicos artificiais' (oitavados) são produzidos exclusivamente pela mão esquerda, tocando levemente a corda sobre o traste (nó) correspondente à oitava da nota pressionada, enquanto a mão direita executa um pizzicato.


Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3716542 Educação Artística

O ensino coletivo de música, como em orquestras jovens, bandas ou coros, apresenta desafios pedagógicos e de gestão distintos do ensino individual. O instrutor ou regente precisa equilibrar o desenvolvimento técnico individual com a coesão do grupo, trabalhando aspectos como afinação, equilíbrio sonoro, articulação e interpretação conjunta. A clareza gestual do regente é fundamental para comunicar o 'tempo', as entradas, as dinâmicas e o caráter da música.


Assim, analise as afirmativas a seguir.


I.Na prática da regência, o gesto do 'levare' (preparação) é crucial, pois antecede o primeiro tempo do compasso (o 'ictus') e deve indicar simultaneamente o andamento, a dinâmica e a articulação desejada para o ataque do som.


II.O ensino coletivo de instrumentos de cordas (como o violino) geralmente adota a 'afinação relativa' entre os instrumentos do naipe antes da 'afinação absoluta' (pelo diapasão ou piano), para desenvolver a percepção intervalar e a responsabilidade mútua pela sonoridade do grupo.


III.Em um coral, o regente deve focar exclusivamente na precisão rítmica e na afinação, deixando a articulação das consoantes e a abertura das vogais a critério de cada cantor, para preservar a naturalidade da emissão vocal.


Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3716541 Música

A cifragem de acordes é um sistema de notação que representa a harmonia de uma música, sendo fundamental para músicos populares, arranjadores e improvisadores. Existem diferentes sistemas de análise dessas cifras: a análise 'cordal' (ou 'literal') apenas nomeia o acorde (ex: G7), enquanto a análise 'gradual' usa algarismos romanos para indicar o grau na escala (ex: V7). A análise 'funcional' vai além, interpretando a 'função' (T, S, D) daquele acorde no contexto tonal. Acerca da análise e cifragem de acordes, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:


(__)Na análise gradual da tonalidade de Sol Maior, o acorde E7 (Mi com Sétima) seria cifrado como VI7 (sexto grau com sétima), sendo um acorde diatônico da escala.


(__)Um acorde cifrado como C7M(#11) (Dó com sétima maior e décima primeira aumentada) é tipicamente usado sobre o IV grau (Subdominante) de uma tonalidade maior (ex: F7M(#11) em Dó Maior), pois a #11 (Si) é a sensível da tonalidade.


(__)Na análise funcional, um acorde 'dominante secundário' (ex: A7 em Dó Maior) é o V7 de um grau diatônico que não é a tônica (neste caso, A7 é V7/ii, pois prepara para Dm).


(__)A cifra 'Am/G' (Lá menor com baixo em Sol) representa um acorde híbrido, onde a mão esquerda (baixo) toca a tônica (Lá) e a mão direita toca o acorde de Sol Maior.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: 

Alternativas
Q3716540 Educação Artística

A estruturação da música ao longo do tempo dá origem às formas musicais, que funcionam como moldes arquitetônicos para as ideias do compositor. As formas mais fundamentais, como a binária e a ternária, são a base para estruturas mais complexas. A forma binária (AB) geralmente apresenta duas seções complementares, enquanto a forma ternária (ABA) introduz o princípio do retorno, onde a seção inicial (A) retorna após uma seção contrastante (B), criando uma sensação de fechamento e simetria.


Acerca das formas musicais, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


(__)A 'Forma Lied', ou Canção, é a designação germânica para a forma ternária simples (A-B-A), onde A é uma ideia musical, B é uma seção contrastante (Trio) e A é o retorno da ideia inicial.


(__)Na forma binária arredondada (rounded binary), a seção B conclui com o retorno do material temático da seção A, mas permanece na tonalidade da dominante, adiando a resolução final.


(__)A forma Rondó-Sonata, utilizada frequentemente nos finais de sinfonias clássicas, combina a estrutura do rondó (A-B-A-C-A) com os princípios da forma sonata, onde a seção C funciona como o Desenvolvimento.


(__)A forma binária contínua é aquela em que a primeira seção (A) termina com uma cadência autêntica perfeita na tônica, permitindo que a seção B se inicie em qualquer outra tonalidade.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:

Alternativas
Q3716539 Música

A classificação vocal é um processo complexo que visa identificar o tipo de voz de um cantor, não apenas para papéis em ópera, mas também para a pedagogia vocal e a saúde da voz. Esta classificação não se baseia apenas na 'extensão' (o conjunto total de notas que a voz pode produzir), mas crucialmente na 'tessitura' (a região da extensão onde a voz soa melhor, com mais conforto e qualidade), além do 'timbre' e dos 'pontos de passagem' (passaggio).


Assim, analise as afirmativas a seguir.


I.A 'extensão vocal' refere-se ao registro total de notas que um indivíduo pode emitir, desde a mais grave até a mais aguda, enquanto a 'tessitura' é a faixa de notas mais confortável e qualitativa dessa extensão, onde a voz opera idealmente.

II.As vozes masculinas são tipicamente classificadas, da mais aguda para a mais grave, como: Tenor, Contratenor, Barítono e Baixo.

III.O 'passaggio' (ponto de passagem) é um termo usado para descrever a transição entre os registros vocais (ex: da voz de peito para a voz de cabeça), sendo um indicador técnico crucial para a correta classificação vocal.


Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3716538 Música
Todo som musical pode ser analisado com base em quatro propriedades fundamentais que o definem. Essas propriedades são interdependentes e essenciais para a teoria musical, a orquestração e a acústica. A percepção dessas qualidades permite ao músico controlar e manipular o som para fins expressivos. A 'Altura', por exemplo, é determinada pela frequência da onda sonora (medida em Hertz), diferenciando sons graves de agudos. A 'Intensidade' refere-se à amplitude da onda, percebida como volume (forte ou fraco). Assinale a alternativa que descreve corretamente as outras duas propriedades fundamentais do som.
Alternativas
Respostas
6261: C
6262: C
6263: B
6264: D
6265: D
6266: A
6267: A
6268: C
6269: D
6270: C
6271: A
6272: B
6273: A
6274: E
6275: B
6276: A
6277: E
6278: B
6279: D
6280: A