Questões de Concurso Para vestibular

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Q3813518 Filosofia
“A burguesia despojou de sua auréola todas as atividades até então reputadas como dignas e encaradas com piedoso respeito. Fez do médico, do jurista, do sacerdote, do poeta, do sábio seus servidores assalariados. A burguesia não pode existir sem revolucionar incessantemente os instrumentos de produção, por conseguinte, as relações de produção e, com isso, todas as relações sociais. E isto se refere tanto à produção material como à produção intelectual.”

MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto Comunista. Trad. Manifesto Álvaro Pina e Ivana Jinkings. São Paulo: Boitempo, 2010., p. 42s (Adaptado).

A compreensão da produção intelectual é parte considerável da teoria marxista da reprodução social, sendo inalienável da reflexão da Teoria Crítica. A produção artística, nesse sentido, não passa despercebida. Diante disso, é correto afirmar que
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Q3813517 Filosofia
“O panteísmo grego, representado pela Escola Eleática, explica, em virtude da doutrina adotada por esta, uma das fases mais progressistas, senão a mais progressista, do pensamento helênico. Seu aspecto crítico à orientação que seguia, até então, a filosofia pré-socrática, traduz o início da resistência objetiva ao caráter mítico-religioso que inspirava as ideias da época, apesar de algumas transformações já havidas.”

NOGUEIRA, Alcantara. Ideias vivas e ideias mortas. Rio de Janeiro: Simões Editora, 1957. p. 88. (Adaptado).

A Escola Eleática, representada por Parmênides, Zenão e Melisso, se notabiliza por uma doutrina que separa o saber da verdade (alétheia) do saber da opinião (dóxa). O saber da verdade é aquele que busca aquilo que é, ou seja, o Ser, que é uno, imutável, eterno e incorruptível. A opinião se sustenta no conhecimento sensível e na concepção de mudança e movimento das coisas. Portanto, a crítica ganha um caráter central na doutrina dos eleatas. Isso posto, na perspectiva de Nogueira,
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Q3813516 Filosofia
“A referência à arte pode, então, ser estrategicamente utilizada tanto como exemplo de um ato de resistência contra os dispositivos de poder em ação, isto é, acentuando a dimensão crítica do gesto criador, seja como observação, em contraposição, daquilo em que se concentrou e se tornou tangível, a episteme de uma época.”

RAVEL, Judith. Dicionário Foucault. Trad. Anderson Alexandre da Silva. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2011., p. 14. (Adaptado).

A arte é um tema recorrente da primeira fase do pensamento de Foucault, sendo inseparável de sua teoria da disciplina. Diante disso, a arte é entendida como
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Q3813515 Filosofia
“Corre à boca pequena que Lilith, após assaltar o paraíso, vive em todos os lugares, em todos os espíritos livres e em todos os sonhos de liberdade. Lilith é a festa que não dorme nos céus, na terra e nos infernos, o que seria alegria de viver o que é DEUS.”

BRAGA, Eduardo Nobre. O fascismo para além da circunscrição ética. 2018. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Curso de Mestrado Acadêmico em Filosofia, Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, 2018., p. 34. (Adaptado).

Eduardo Braga apresenta uma alegoria da liberdade em seu texto, onde subjaz uma compreensão marxista da divisão do trabalho masculino e feminino. Lilith, a primeira mulher na Kabbalah judaica, que vinda do pó como Adão, não se submeteu ao domínio patriarcal e se rebelou, simboliza, nessa proposta narrativa, a liberdade. Com base nessa alegoria, assinale a afirmação verdadeira.
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Q3813514 Sociologia
“Ora, na medida em que nós negros estamos na lata de lixo da sociedade brasileira, pois assim o determina a lógica da dominação, caberia uma indagação: por que o negro é isso que a lógica da dominação tenta (e consegue muitas vezes, nós o sabemos) domesticar? E o risco que assumimos aqui é o ato de falar com todas as implicações. Exatamente porque temos sido falados, infantilizados, que neste trabalho assumimos nossa própria fala. Ou seja, o lixo vai falar, e numa boa.”

GONZALEZ, Lélia. Racismo e sexismo na cultura brasileira. In: Lélia Gonzalez. Primavera para as rosas negras: Lélia Gonzalez em primeira pessoa. Diáspora Africana: Editora Filhos da África, 2018., p. 193. (Adaptado).

Lélia Gonzalez (1935-1994) propõe, no trecho acima, uma contranarrativa sobre a emancipação dos negros no Brasil, com a compreensão de que
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Q3813513 Filosofia
No Banquete (203b-204a), Platão nos remete à concepção de Amor (Eros) proposta pela filósofa Diotima de Mantineia, que ensinou Sócrates sobre tal assunto: “porque filho do Diligente (Póros) e da Pobreza (Pênia), tocaram-lhe os seguintes predicados: tendo herdado a natureza da mãe, é companheiro eterno da indigência. Por outro lado, como filho de tal pai, vive a cogitar ardis para apanhar tudo o que é belo e bom; é bravo, audaz, expedito, excelente caçador de homens, fértil em artifícios, amigo da sabedoria, sagaz, mágico e sofista. Por natureza, nem é mortal nem imortal, porém num só dia floresce e vive, ou morre para renascer logo depois. O que adquire hoje, perde amanhã, de forma que Amor nunca é rico nem pobre e se encontra sempre a meio caminho da sabedoria e da ignorância”.

PLATÃO. O banquete. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: Ed.UFPA, 2018., p. 145ss. (Adaptado).

Sobre a perspectiva de Diotima, segundo Platão, é correto afirmar que o amor é
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Q3813512 Filosofia
Judá Abravanel (1460-1530), também conhecido como Leão Hebreu, foi um judeu sefardita nascido em Lisboa e reconhecido por seu Diálogo sobre o Amor, onde afirma que “o mundo é produzido à maneira de um filho, a partir da beleza suprema do pai e da sabedoria suprema da mãe, que gera o belo universo. E este é o significado do enamoramento de que fala Salomão no Cântico dos Cânticos: a sabedoria ama o belo, pois é produzida e inferior ao pai, portanto você verá que ela sempre o chama de ‘meu amado’ como inferior, e ele nunca a chama de ‘amada’, mas ‘minha companheira, minha pomba, minha perfeita, minha irmã’, como superior. Mas com seu amor ela se torna plena; e remove a esterilidade ao engravidar, e dá à luz a perfeição do universo: mas o amor nele não é para adquirir a perfeição, porque ele não pode alcançá-la, mas para adquiri-la para o universo, gerando-o como filho de ambos”.

ABRAVANEL, Judá. Dialoghi d'amore. Roma: Gius. Laterza & Figli, 2008., p. 342. (Adaptado).

Abravanel reconstrói a concepção platônica de amor, juntando isso com o Ketuvim (Escritos) do Tanah (Bíblia Judaica). Isso posto, é correto dizer que
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Q3813511 Filosofia
“O conhecimento de causa e efeito que surge da empiria não é, em nenhum caso, alcançado por meio de raciocínios analíticos a priori (necessários), mas provém inteiramente da experiência, sendo sintéticos a posteriori (contingentes).”

HUME, David. Investigações sobre o entendimento humano e sobre os princípios morais. Trad. José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: Ed.UNESP, 2004., p. 55. (Adaptado).

Marcondes Falcão Maia, cantor, compositor e humorista cearense, conhecido nacionalmente como Falcão, costuma usar redundâncias e tautologias (A=A) em suas músicas, com fins cômicos. Os exemplos (i) “homem é homem, menino é menino” e (ii) “a minha mãe é a mulher do meu pai” são, respectivamente, juízos afirmativos dos tipos 
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Q3813510 Direito Internacional Público
“234. De acordo com a Convenção sobre Genocídio, um Estado-Parte é obrigado a prevenir o genocídio, a não cometer ou incitar a prática de genocídio e a punir. Um Estado é responsável por um ato ou omissão de um órgão cuja conduta lhe seja imputável, por sua falha em prevenir o genocídio, pela prática ou incitação ao genocídio, ou por sua falha em punir a prática de genocídio. (...) 240. A Comissão conclui, portanto, que o Estado de Israel é responsável pela prática de genocídio contra os palestinos em Gaza como um grupo, nomeadamente pelos atos enumerados nos artigos II(a)-(d) da Convenção sobre Genocídio: (a) matar membros do grupo; (b) causar danos físicos ou mentais graves aos membros do grupo; (c) impor deliberadamente ao grupo condições de vida calculadas para provocar sua destruição física, no todo ou em parte; e (d) impor medidas destinadas a impedir nascimentos dentro do grupo”.

UN, HUMAN RIGHTS COUNCIL. Legal analysis of the conduct of Israel in Gaza pursuant to the Convention on the Prevention and Punishment of the Crime of Genocide. In: Conference room paper of the Independent International Commission of Inquiry on the Occupied Palestinian Territory, including East Jerusalem, and Israel. 16 September 2025., §234, §240. (Adaptado).

“Se o Direito internacional e o Direito nacional formam um sistema unitário, então a relação entre eles tem de ajustar-se a uma das duas formas expostas. O Direito internacional tem de ser concebido, ou como uma ordem jurídica delegada pela ordem jurídica estatal e, por conseguinte, como incorporada nesta, ou como uma ordem jurídica total que delega nas ordens jurídicas estatais, supraordenada a estas e abrangendo-as a todas como ordens jurídicas parciais. Ambas estas interpretações da relação que intercede entre o Direito internacional e o Direito nacional representam uma construção monista. A primeira significa o primado da ordem jurídica de cada Estado, a segunda traduz o primado da ordem jurídica internacional”.

KELSEN, Hans. Teoria Pura do Direito. Trad. João Baptista Machado. São Paulo: Martins Fontes, 2003., p. 369s. (Adaptado).

Acima, o primeiro texto estabelece as linhas de um caso particular em que o Estado e a Lei internacional se encontram em conflito. O segundo texto traz duas interpretações segundo as quais os Direitos internacional e nacional constituem uma unidade normativa. Com base nos textos, é correto dizer, sobre a eficácia do Direito internacional (Declaração dos Direitos Humanos, Convenção sobre o Genocídio etc.) e os Estados particulares, que
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Q3813509 Filosofia
Sobre a Guerra Civil que levou à decapitação do Rei Charles (o primeiro do seu nome) e o início da República da Inglaterra, Thomas Hobbes (1588-1679) afirma: “se aqueles soldados e todos os súditos tivessem agido sob o comando de Sua Majestade, a paz e a felicidade deixadas pelo Rei James teriam permanecido. Mas o povo estava corrompido, e os desobedientes eram considerados os melhores patriotas. Mas como o povo se corrompeu tanto? E que tipo de pessoas eram aquelas que os seduziram assim? Os sedutores eram de diversos tipos. Uns eram ministros de Cristo, como se autodenominavam; e, às vezes, em seus sermões ao povo, embaixadores de Deus; fingindo ter o direito, concedido por Deus, de governar cada um a sua paróquia, a sua assembleia e a nação inteira”.

HOBBES, Thomas. Behemoth. In: Thomas Hobbes. The english work of Thomas Hobbes. Vol. VI. London: John Bohn, 1840., p. 166s. (Adaptado).

Sobre a relação da vontade pública e a retórica do patriotismo e do uso de Deus no discurso político, é correto afirmar que
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Q3813508 Filosofia
Sobre as visões alegóricas de Hildegard von Bingen (1098- 1179), filósofa e mística medieval, pode-se dizer que “animais e monstros aparecem como sinais da natureza e de Deus que a razão precisa compreender. Animais desfilam como formas significativas, unindo os mundos inferior e superior. Símbolos animais que apresentam seus elementos para produzir monstros na arte combinatória da alegoria, imagens da mais radical dissimilaridade, adequadas para representar tanto o diabo quanto Deus”.

CIRLOT, Victoria. Hildegard von Bingen y la tradición visionaria de Occidente. Barcelona: Herder Editorial, S.L., 2005., p. 94. (Adaptado).

Santa Hildegard se insere na grande tradição da filosofia alegórica. Sobre o trecho acima, é correto dizer que
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Q3813507 Sociologia
“O abolicionismo não se contenta em ser o advogado ex officio da porção da raça negra ainda escravizada; não reduz a sua missão a promover e conseguir – no mais breve prazo possível resgate dos escravos e dos ingênuos. Essa obra – de reparação, vergonha ou arrependimento, como a queiram chamar – da emancipação dos atuais escravos e seus filhos é apenas a tarefa imediata do abolicionismo. Além dessa, há outra maior, a do futuro: a de apagar todos os efeitos de um regime que, há três séculos, é uma escola de desmoralização e inércia, de servilismo e irresponsabilidade para a casta dos senhores, e que fez do Brasil a pátria da escravidão.”

NABUCO, Joaquim. Que é o abolicionismo? São Paulo: Companhia das Letras, 2011., p. 12. (Adaptado).

Sobre o trecho de Joaquim Nabuco (1849-1910), um clássico pensador liberal brasileiro, é correto afirmar que
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Q3813506 Antropologia
“O tempo é um conceito-chave para o entendimento do ritmo de vida, do pensamento e das ações existentes no terreiro de Candomblé e na sociedade global. Com o advento da sociedade industrial surge uma nova concepção de trabalho e de tempo incompatíveis com as sociedades norteadas por outras relações de produção, onde o trabalho constituía parte essencial da vida cotidiana e o tempo era marcado segundo o ritmo das tarefas diárias necessárias e das estações do ano.”

GONÇALVES, Maria Alice Rezende. A vida lúdica de uma comunidade de Candomblé no Cubango: um estudo sobre a categoria "brincadeira". Cadernos CERU, v. 10, 1999., p. 48s. (Adaptado).

Com base no texto, sobre as diferentes formas de lidar com o tempo, é correto afirmar que
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Q3813505 Filosofia
“Como os laços tradicionais dos nativos constituem a muralha mais forte de sua organização social e a base de suas condições materiais de existência, o método inicial do capital é a destruição e o aniquilamento sistemáticos das estruturas sociais não capitalistas, com que tropeça em sua expansão. Cada nova expansão colonial é acompanhada, naturalmente, dessa luta encarniçada do capital contra a situação social e econômica dos nativos. O capital só conhece, como solução para esse problema, o uso da violência, que constitui um método permanente da acumulação de capital no processo histórico, desde sua origem até os nossos dias. Mas, para as sociedades arcaicas, trata-se de uma questão de vida ou morte, e como não há outra saída, resiste e luta até o seu total esgotamento ou extinção.”

LUXEMBURGO, Rosa. A acumulação do capital. Trad. Luiz Alberto Moniz Bandeira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2021., p. 367s. (Adaptado).

Sobre a perspectiva de Rosa Luxemburgo (1871-1919), é correto dizer que
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Q3813504 Sociologia
“Padeceis de muitos erros e enganos sem vos perceber por causa da ignorante devoção com que vossos doutores vos trazem cegos, não vos permitindo, de maneira nenhuma, a tão proveitosa, saudável e totalmente necessária lição da Sagrada Escritura em língua vulgar, em que bem clara e distintamente, para vossa própria Salvação, a possais entender. Esses doutores, pintando a Sagrada Escritura de forma tão cheia de faltas, tão feia, tão monstruosa, tão horrível, tão medonha e tão perigosa, que nem ainda para ela quereis vós olhar.”

D’ALMEIDA, João Ferreira Annes. Differença d'a Christandade. Batávia: Henrique Brando e João Bruyningo, 1668., p. s.p. (Adaptado).

O missionário protestante João Ferreira de Almeida (1628-1691), além de ter sido o primeiro tradutor da Bíblia cristã para o português, tendo publicado o Novo Testamento em 1681, em Amsterdã, também editou o opúsculo intitulado Diferença da Cristandade, direcionado “a todos os Católicos Romanos da nação portuguesa”, em 1668. Sobre isso, é correto afirmar que
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Q3813503 Filosofia
Atente para o seguinte trecho da canção Alucinação do cantor e compositor cearense Belchior (1946-2017):

Eu não estou interessado em nenhuma teoria
Nem nessas coisas do Oriente, romances astrais
A minha alucinação é suportar o dia a dia
E meu delírio é a experiência com coisas reais

Um preto, um pobre, um estudante, uma mulher sozinha
Blue jeans e motocicletas, pessoas cinzas normais
Garotas dentro da noite, revólver, cheira a cachorro
Os humilhados do parque com os seus jornais

Mas eu não estou interessado em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia, nem no algo mais
Longe, o profeta do terror que a Laranja Mecânica anuncia
Amar e mudar as coisas me interessa mais

BELCHIOR. Alucinação, álbum Alucinação. Rio de Janeiro: PolyGram, 1976.

Essas três quadras da canção Alucinação apresentam uma compreensão “micrológica”, ou seja, uma metafísica que parte das coisas pequenas, ordinárias e cotidianas. Trata-se de um entendimento materialista que se desenvolve dentro da Teoria Crítica. Com base nisso, é correto afirmar que
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Q3813502 Filosofia
“O pecado não é senão o consentimento vicioso da vontade livre ao nos inclinarmos àquelas coisas que a justiça proíbe, e das quais o homem é livre de se abster; ou seja, o mal não está nessas coisas, mas no seu uso não legítimo. O uso das coisas é legítimo, contanto que a alma permaneça na lei de Deus e esteja sujeita ao Deus único com um amor perfeito, e se sirva das demais coisas, que lhe estão sujeitas, sem cupidez e sem luxúria, ou seja, de acordo com o preceito de Deus.”

AGOSTINHO. Comentário ao Gênesis. Trad. Agustinho Belmonte. São Paulo: Paulus, 2005., p. 349.

Considerando o texto de Agostinho, é correto afirmar que
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Q3813501 Raciocínio Lógico
“Foi Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716) quem primeiro dedicou um estudo sério à análise de proposições lógicas por meio de diagramas”, mais tarde desenvolvidos por Euler e Venn. Para Leibniz, um silogismo aristotélico clássico poderia ser perfeitamente expresso na forma de círculos.

BARON, Margaret E. A note on the historical development of logic diagrams: Leibniz, Euler and Venn. The Mathematical Gazette, v. 53, n. 384, 1969, p. 116s.

Atente, então, para os círculos excêntricos A e B, que contêm parcialmente um ao outro.

Imagem associada para resolução da questão

A relação entre os conjuntos A e B pode ser expressa na seguinte sentença: 
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Q3813500 Sociologia
“A relação entre cultura, poder e território compõe, para o discurso da nova geografia urbana, uma rede conceitual a partir da qual emergem sentidos outros para a cidade, além do sentido nomoespacial (lei-território) tradicional. No discurso da nova geografia urbana, a cidade se elabora a partir não de individualidades autônomas, mas de sujeitos coletivos que, agindo sobre o espaço urbano, são agentes que efetivam a territorialização dele. A noção de territorialização, portanto, pressupõe sujeitos sociais que se agrupam a partir de uma identidade e promovem a ação de marcar, no território da cidade, essa identidade.”

COSTA, Êmy Virgínia Oliveira da. Topografias e cronografias urbanas: o discurso da cidade às páginas do Caderno3. 2015. Dissertação (Mestrado Acadêmico em Letras) – Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Pau dos Ferros, 2015., p. 65s. (Adaptado).

Para a Profa. Êmy Costa, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), o discurso-saber-poder da nova geografia compreende o espaço urbano como um campo, em que 
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Q3813499 Sociologia
“Em seu famoso discurso no Vale do Anhangabaú, em 1945, Luís Carlos Prestes ensaiava o delineamento de uma proposta, destacando a necessidade de se criar uma legislação que disciplinasse a propriedade da terra e coibisse a existência de latifúndios improdutivos próximos aos grandes centros consumidores e às vias de comunicação.”

MEDEIROS, Leonilde Servolo de. Luta por terra e organização dos trabalhadores rurais: a esquerda no campo nos anos 50/60. In: Moraes, João Quartim; Roio, Marcos del (Org.). História do marxismo no Brasil. Campinas: Ed. Unicamp, 2000., p. 214s.

O discurso marxista brasileiro encontra, na questão agrária, um ponto nodal de reflexão, pois 
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Respostas
1061: D
1062: A
1063: A
1064: A
1065: C
1066: B
1067: B
1068: A
1069: D
1070: D
1071: A
1072: B
1073: D
1074: C
1075: C
1076: B
1077: A
1078: C
1079: B
1080: D