Questões de Concurso
Para residência multiprofissional - nutrição
Foram encontradas 931 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Independentemente dos resultados da contagem de linfócitos T-CD4, pacientes infectados pelo HIV que estejam sintomáticos devem receber a TARV, ainda que essa terapia provoque alterações no metabolismo de glicose e de lipídeos.
A síndrome de lipodistrofia é caracterizada por alterações na distribuição da gordura corporal, lipoatrofia na face e nos membros, acompanhada de acúmulo de gordura no abdome, mamas e giba. O controle nutricional realizado por meio de exames periódicos e as indicações das melhores formas de alimentação auxiliam no controle das perdas de massas de gordura e na formação de massa muscular.
Para que o emagrecimento ocorra, é necessário promover um balanço energético negativo, o qual gera reduções proporcionais dos compartimentos corpóreos, independentemente de as reduções resultarem de tratamentos alternativos ou tradicionais.
Considerando-se o método científico, um tratamento de obesidade é considerado satisfatório se mais da metade da população estudada apresentar perda de peso maior que 5% e ausência de efeitos colaterais.
O efeito sanfona ou reganho de peso, comum em indivíduos obesos que emagrecem, está relacionado aos mecanismos hormonais compensatórios de insulina, leptina e grelina, que interferem no controle da fome, saciedade e taxa metabólica. Tais mecanismos nem sempre são modulados pelo tipo de dieta.
Indivíduos obesos que percam de 5% a 10% do peso corporal, mesmo que continuem com algum grau de excesso de peso ao final do tratamento, devem apresentar melhora dos parâmetros metabólicos, como pressão arterial, colesterol sérico e glicemia, devido à redução de gordura visceral abdominal.
Não se recomenda a administração de dose de glicose parenteral superior a 5 mg/kg A min a pacientes críticos, com falência respiratória, visto que isso provoca o aumento do consumo de oxigênio, da produção de CO2 — com elevação do quociente respiratório — e da lipogênese.
A restrição de proteína da dieta por via oral ou enteral, ainda que temporária, não traz benefícios para o tratamento de pacientes com encefalopatia hepática e pode até mesmo contribuir para a piora de seu estado.
Se esse paciente utilizar anti-hipertensivo inibidor da enzima conversora de angiotensina, haverá aumento do risco de hiperpotassemia, justificando-se, assim, o consumo de, no máximo, 50 mEq de potássio por dia como medida preventiva contra arritmia cardíaca.
Caso a taxa de filtração glomerular desse paciente esteja acima de 70 mL/min, será considerado adequado o consumo médio de 60 g de proteína por dia, o que corresponde à recomendação para indivíduos saudáveis.
Para evitar desnutrição, o valor energético da dieta desse paciente deve ser de, no mínimo, 2.450 kcal por dia.
Caso esse paciente não faça uso de eritropoietina humana recombinante e de ferro endovenoso para prevenir ou tratar anemia, o que é comum nesses casos, a recomendação de ferro dietético deve ser o dobro da quantidade indicada para indivíduos saudáveis.
A padronização de fórmulas pediátricas e de produtos disponibilizados pelo serviço médico-hospitalar impede a prescrição de dieta individualizada para o paciente, em situações especiais, como em casos de anorexia e de baixa aceitação da dieta hospitalar.
No resfriamento de fórmulas infantis, após preparo e autoclavagem, deve-se reduzir a temperatura do alimento a 21 ºC em 2 horas e, posteriormente, a 4 ºC em até 6 horas. Já no reaquecimento, as fórmulas devem atingir a temperatura de 74 ºC em 2 horas.
A fim de se evitarem contaminações, tanto a recepção quanto a lavagem de mamadeiras não devem ser realizadas no lactário, mas em área específica do setor de produção de refeições.
Quando a proteína é fornecida por via oral, o consumo de laticínios fermentados e de queijos deve ser evitado, visto que, por conterem alto teor de lactose, esses alimentos podem provocar diarreia. Como são facilmente absorvidos, os suplementos proteicos à base de peptídeos hidrolizados devem ser a primeira opção de dieta.
Se os triglicerídeos de cadeia média (TCM) forem o substrato preferencial fornecido por via oral ou enteral, um mínimo de 2% da ingestão energética total deve ser de ácidos graxos essenciais, que são triglicerídeos de cadeia longa.
Na ocorrência de SIC, a presença de nutrientes intraluminais é essencial para promover a adaptação intestinal. Fibras dietéticas, ácidos graxos de cadeia curta e glutamina são fatores tróficos da dieta enteral que melhoram a função da mucosa intestinal.
Na ocorrência de SIC, há risco de formação de cálculos de colesterol em razão da má absorção de sais biliares, presentes em menor concentração no organismo. Nessa situação, os lipídios provenientes da nutrição parenteral interferem nos níveis de bilirrubina total (BT) e devem ser eliminados enquanto valores de BT estiverem acima de 20 mmol/L.
A ressecção extensa do jejuno, a qual resulta em aproximadamente 100 cm do órgão remanescente, provoca má absorção, diarreia intensa e esteatorreia, necessitando de terapia nutricional parenteral por período superior ao necessário para ressecções completas do íleo.