Foram encontradas 381 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q2231834 Português
Leia o texto a seguir:

O inverno
Rubem Braga

Foi a mais estranha manhã que tenho visto no Rio, essa de sexta-feira. Depois de uma noite de lua veio um vento que amontoou nuvens baixas sobre a cidade e, de súbito, desfechou uma chuva forte, com jeito de chuva de verão. Mas sem aquela pressão e eletricidade desses temporais que se formam atrás das montanhas de pedras, como bandidos que se juntam para um assalto ― e de súbito rebentam sobre as casas, entre relâmpagos e trovoadas.

O temporal matutino veio com um vento quase frio, e às onze horas da manhã o ar estava escuro e ao mesmo tempo leve como de madrugada. Na minha rua, com a tristeza das árvores podadas, o asfalto molhado tinha um reflexo tão triste, uma luz pálida de olhos de pessoa doente.

E aquela escuridão era como um dia de fim de outono na França, esses dias em que a cidade grande assume um ar egoísta, apressado, ao mesmo tempo brutal e cheio de tédio. O inverno! Pode-se amá-lo nas montanhas cobertas de neve e de sol e nas noites urbanas, quando as mulheres esplendem entre os grandes casacos macios, no meio das luzes. Mas a rua diuturna é triste e feroz quando a neve se transforma em lama e o vento gelado esbofeteia o transeunte.

A tristeza pior, que mais de uma vez me apertou o coração, é, entretanto, a desse fim de outono, um desses dias escuros, molhados e frios, que dizem que o inverno vai começar, que ele já está chegando, e que é preciso dar adeus aos belos dias de sol em que é doce andar lentamente pelas ruas.

Essa estranha manhã do Rio me trouxe a mesma sensação desses dias sujos, deprimentes, do começo de inverno em Paris, em que nos dá uma vontade súbita de embarcar para um Brasil qualquer em que haja luz e calor, em que a gente possa sair com um calção de banho e andar na praia, ao sol ― o pobre condenado a meses de capote, cachecol, chapéu, sapato pesado, ar cheio de fumo e vento frio.

Mas o dia avançou um pouco e, como num milagre, as nuvens sumiram e veio um sol tão claro e fino sobre a cidade molhada que a cidade esplendeu no ar limpo, viva como risada de criança. E, por um instante, surpreendi nas pessoas um olhar novo, reconhecido, quase feliz, como se tivéssemos saído afinal da escuridão de um torpe, longo inverno. A cidade renascia com tanta beleza que dava vontade de fazer como na roça, e a todo ser humano que passasse dizer, com uma leve emoção ― bom dia.

Fonte: https://ocjht.mgmonline.online. Acesso em 20/05/2023 
Leia o trecho a seguir, para responder à questão:
O inverno! Pode-se amá-lo nas montanhas cobertas de neve e de sol e nas noites urbanas, quando as mulheres esplendem entre os grandes casacos macios, no meio das luzes. Mas a rua diuturna é triste e feroz quando a neve se transforma em lama e o vento gelado esbofeteia o transeunte (3º parágrafo).
Ao retratar a rua como “triste e feroz” e ao indicar que o vento gelado “esbofeteava o transeunte”, o cronista atribui ações ou características humanas à rua e ao vento. Essa estratégia discursiva é um exemplo de: 
Alternativas
Q2231833 Português
Leia o texto a seguir:

O inverno
Rubem Braga

Foi a mais estranha manhã que tenho visto no Rio, essa de sexta-feira. Depois de uma noite de lua veio um vento que amontoou nuvens baixas sobre a cidade e, de súbito, desfechou uma chuva forte, com jeito de chuva de verão. Mas sem aquela pressão e eletricidade desses temporais que se formam atrás das montanhas de pedras, como bandidos que se juntam para um assalto ― e de súbito rebentam sobre as casas, entre relâmpagos e trovoadas.

O temporal matutino veio com um vento quase frio, e às onze horas da manhã o ar estava escuro e ao mesmo tempo leve como de madrugada. Na minha rua, com a tristeza das árvores podadas, o asfalto molhado tinha um reflexo tão triste, uma luz pálida de olhos de pessoa doente.

E aquela escuridão era como um dia de fim de outono na França, esses dias em que a cidade grande assume um ar egoísta, apressado, ao mesmo tempo brutal e cheio de tédio. O inverno! Pode-se amá-lo nas montanhas cobertas de neve e de sol e nas noites urbanas, quando as mulheres esplendem entre os grandes casacos macios, no meio das luzes. Mas a rua diuturna é triste e feroz quando a neve se transforma em lama e o vento gelado esbofeteia o transeunte.

A tristeza pior, que mais de uma vez me apertou o coração, é, entretanto, a desse fim de outono, um desses dias escuros, molhados e frios, que dizem que o inverno vai começar, que ele já está chegando, e que é preciso dar adeus aos belos dias de sol em que é doce andar lentamente pelas ruas.

Essa estranha manhã do Rio me trouxe a mesma sensação desses dias sujos, deprimentes, do começo de inverno em Paris, em que nos dá uma vontade súbita de embarcar para um Brasil qualquer em que haja luz e calor, em que a gente possa sair com um calção de banho e andar na praia, ao sol ― o pobre condenado a meses de capote, cachecol, chapéu, sapato pesado, ar cheio de fumo e vento frio.

Mas o dia avançou um pouco e, como num milagre, as nuvens sumiram e veio um sol tão claro e fino sobre a cidade molhada que a cidade esplendeu no ar limpo, viva como risada de criança. E, por um instante, surpreendi nas pessoas um olhar novo, reconhecido, quase feliz, como se tivéssemos saído afinal da escuridão de um torpe, longo inverno. A cidade renascia com tanta beleza que dava vontade de fazer como na roça, e a todo ser humano que passasse dizer, com uma leve emoção ― bom dia.

Fonte: https://ocjht.mgmonline.online. Acesso em 20/05/2023 
Leia o trecho a seguir, para responder à questão:
O inverno! Pode-se amá-lo nas montanhas cobertas de neve e de sol e nas noites urbanas, quando as mulheres esplendem entre os grandes casacos macios, no meio das luzes. Mas a rua diuturna é triste e feroz quando a neve se transforma em lama e o vento gelado esbofeteia o transeunte (3º parágrafo).
A crônica é essencialmente um gênero narrativo, ou seja, cumpre o papel de relatar uma história real ou fictícia. Contudo, é possível haver trechos que cumpram outros papéis, como o de detalhar as características de elementos presentes no discurso. Considerando essas informações, o trecho destacado é predominantemente: 
Alternativas
Q2231832 Português
Leia o texto a seguir:

O inverno
Rubem Braga

Foi a mais estranha manhã que tenho visto no Rio, essa de sexta-feira. Depois de uma noite de lua veio um vento que amontoou nuvens baixas sobre a cidade e, de súbito, desfechou uma chuva forte, com jeito de chuva de verão. Mas sem aquela pressão e eletricidade desses temporais que se formam atrás das montanhas de pedras, como bandidos que se juntam para um assalto ― e de súbito rebentam sobre as casas, entre relâmpagos e trovoadas.

O temporal matutino veio com um vento quase frio, e às onze horas da manhã o ar estava escuro e ao mesmo tempo leve como de madrugada. Na minha rua, com a tristeza das árvores podadas, o asfalto molhado tinha um reflexo tão triste, uma luz pálida de olhos de pessoa doente.

E aquela escuridão era como um dia de fim de outono na França, esses dias em que a cidade grande assume um ar egoísta, apressado, ao mesmo tempo brutal e cheio de tédio. O inverno! Pode-se amá-lo nas montanhas cobertas de neve e de sol e nas noites urbanas, quando as mulheres esplendem entre os grandes casacos macios, no meio das luzes. Mas a rua diuturna é triste e feroz quando a neve se transforma em lama e o vento gelado esbofeteia o transeunte.

A tristeza pior, que mais de uma vez me apertou o coração, é, entretanto, a desse fim de outono, um desses dias escuros, molhados e frios, que dizem que o inverno vai começar, que ele já está chegando, e que é preciso dar adeus aos belos dias de sol em que é doce andar lentamente pelas ruas.

Essa estranha manhã do Rio me trouxe a mesma sensação desses dias sujos, deprimentes, do começo de inverno em Paris, em que nos dá uma vontade súbita de embarcar para um Brasil qualquer em que haja luz e calor, em que a gente possa sair com um calção de banho e andar na praia, ao sol ― o pobre condenado a meses de capote, cachecol, chapéu, sapato pesado, ar cheio de fumo e vento frio.

Mas o dia avançou um pouco e, como num milagre, as nuvens sumiram e veio um sol tão claro e fino sobre a cidade molhada que a cidade esplendeu no ar limpo, viva como risada de criança. E, por um instante, surpreendi nas pessoas um olhar novo, reconhecido, quase feliz, como se tivéssemos saído afinal da escuridão de um torpe, longo inverno. A cidade renascia com tanta beleza que dava vontade de fazer como na roça, e a todo ser humano que passasse dizer, com uma leve emoção ― bom dia.

Fonte: https://ocjht.mgmonline.online. Acesso em 20/05/2023 
O texto anterior retrata uma cena do cotidiano, uma manhã de sexta-feira, no Rio de Janeiro. Ao longo do texto, o cronista: 
Alternativas
Q2158119 Pedagogia
Em sua teoria do desenvolvimento infantil, Henri Wallon integra a afetividade e a inteligência. Assim, no primeiro estágio de desenvolvimento, nomeado pelo pesquisador como impulsivo-emocional, a criança:
Alternativas
Q2158118 Pedagogia
O Técnico em Desenvolvimento Infantil que desenvolveu uma argumentação flexível é capaz de:
Alternativas
Q2158117 Pedagogia
O ambiente da Educação Infantil não está isento de ocorrências de acidentes, mesmo seguindo recomendações de legislação específica para manutenção da segurança. Logo, há necessidade de capacitação e aperfeiçoamento constantes dos profissionais, tanto para prevenir quanto para prestar os primeiros socorros, entendidos como:
Alternativas
Q2158116 Pedagogia
Considerando os fundamentos teórico-metodológicos da Educação Infantil, a avaliação da aprendizagem, na primeira etapa da Educação Básica, ocorre:
Alternativas
Q2158115 Pedagogia
No que se refere aos cuidados físicos com as crianças na Educação Infantil, pode-se afirmar que são:
Alternativas
Q2158114 Pedagogia
Segundo Vygotsky, para o desenvolvimento da criança, em particular na primeira infância, os fatores mais importantes são:
Alternativas
Q2158113 Pedagogia
Uma boa prática de segurança alimentar na Educação Infantil é:
Alternativas
Q2158112 Pedagogia
Numa instituição escolar, é relevante desenvolver a sensibilidade ética nas relações pessoais, de modo que:
Alternativas
Q2158111 Pedagogia
Em seu livro Literatura Infantil, gostosuras e bobices (2016, p. 16), Fanny Abramovich afirma: “Ah, como é importante para a formação de qualquer criança ouvir muitas, muitas histórias... Escutá-las é o início da aprendizagem para ser um leitor”. Assim sendo, quando se vai ler uma história para crianças, é preciso alguns cuidados, como:
Alternativas
Q2158110 Pedagogia
O profissional que lida com crianças pequenas deve desenvolver a escuta sensível, que é a:
Alternativas
Q2158109 Pedagogia
A comunicação interpessoal é uma expressão que define a troca de informações entre duas ou mais pessoas, seja ela orientada por sinais verbais seja não verbais. Desse modo, quando um Técnico em Desenvolvimento Infantil busca comunicação efetiva com uma criança, deve entender que nem sempre o que se diz é o mais importante, pois:
Alternativas
Q2158108 Pedagogia
O conjunto de características pessoais e condutas adotadas pelo Técnico em Desenvolvimento Infantil (TDI) em seu ambiente de trabalho é chamado de postura profissional. Para que tenha uma boa postura profissional, é importante que o TDI desenvolva a empatia, que pode ser definida como a capacidade de:
Alternativas
Q2158107 Pedagogia
A atenção e o esforço empenhados por uma criança ao participar de um jogo de faz de conta dá pistas sobre o quão potente essa atividade é. Sendo assim, pode-se dizer que os jogos infantis têm significativa importância porque:
Alternativas
Q2158106 Pedagogia
Ao brincar, as crianças vivem de modo lúdico situações do cotidiano, o que favorece:
Alternativas
Q2158105 Pedagogia
Para a promoção e a manutenção da saúde das crianças na Educação Infantil, uma das condições essenciais é:
Alternativas
Q2158104 Pedagogia
Nas instituições de Educação Infantil, para que as relações entre crianças e adultos possam propiciar segurança, há necessidade de respeito, de atenção e de cuidado. Considerando as especificidades da infância e o direito à proteção que essa etapa exige, os adultos devem estar constantemente atentos:
Alternativas
Q2158103 Pedagogia
Quando a criança passa a frequentar a Educação Infantil, é preciso integrar as ações e os projetos educacionais das famílias e das instituições escolares. Um ponto inicial de trabalho integrado da instituição de Educação Infantil com as famílias pode ocorrer:
Alternativas
Respostas
241: D
242: B
243: C
244: B
245: B
246: D
247: C
248: A
249: C
250: A
251: B
252: C
253: A
254: B
255: A
256: D
257: C
258: B
259: A
260: D