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Q3691712 Português
Quem sabe Deus está ouvindo


          Outro dia eu estava distraído, chupando um caju na varanda, e fiquei com a castanha na mão, sem saber onde botar. Perto de mim havia um vaso de antúrio; pus a castanha ali, calcandoa um pouco para entrar na terra, sem sequer me dar conta do que fazia.

           Na semana seguinte a empregada me chamou a atenção: a castanha estava brotando. Alguma coisa verde saía da terra, em forma de concha. Dois ou três dias depois acordei cedo, e vi que durante a noite aquela coisa verde lançara para o ar um caule com pequenas folhas. É impressionante a rapidez com que essa plantinha cresce e vai abrindo folhas novas. Notei que a empregada regava com especial carinho a planta, e caçoei dela:

           — Você vai criar um cajueiro aí?

           Embaraçada, ela confessou: tinha de arrancar a mudinha, naturalmente; mas estava com pena.

          — Mas é melhor arrancar logo, não é? Fiquei em silêncio. Seria exagero dizer: silêncio criminoso — mas confesso que havia nele um certo remorso. Um silêncio covarde. Não tenho terra onde plantar um cajueiro, e seria uma tolice permitir que ele crescesse ali mais alguns centímetros, sem nenhum futuro. Eu fora o culpado, com meu gesto leviano de enterrar a castanha, mas isto a empregada não sabe: ela pensa que tudo foi obra do acaso. Arrancar a plantinha com a minha mão — disso eu não seria capaz; nem mesmo dar ordem para que ela o fizesse. Se ela o fizer, darei de ombros e não pensarei mais no caso; mas que o faça com sua mão, por sua iniciativa. Para a castanha e sua linda plantinha seremos dois deuses contrários, mas igualmente ignaros: eu, o deus da Vida; ela, o da Morte.

           Hoje pela manhã ela começou a me dizer alguma coisa — “seu Rubem, o cajueiro…” — mas o telefone tocou, fui atender, e a frase não se completou. Agora mesmo ela voltou da feira; trouxe um pequeno vaso com terra e transplantou para ele a mudinha. Veio me mostrar: 

         — Eu comprei um vaso.
       
         — Ahn...
         
          Depois de um silêncio, eu disse:
 
         — Cajueiro sente muito a mudança, morre à toa... Ela olhou a plantinha e disse com convicção: — Esse aqui não vai morrer, não senhor.

          Eu devia lhe perguntar o que ela vai fazer com aquilo, daqui a uma, duas semanas. Ela espera, talvez, que eu o leve para o quintal de algum amigo; ela mesma não tem onde plantá-lo. Senti que ela tivera medo de que eu a censurasse pela compra do vaso e ficara aliviada com minha indiferença. Antes de me sentar para escrever, eu disse, sorrindo, uma frase profética, dita apenas por dizer:

         — Ainda vou chupar muito caju desse cajueiro!

          Ela riu muito, depois ficou séria, levou o vaso para a varanda, e, ao passar por mim na sala, disse baixo, com certa gravidade:

          — É capaz mesmo, seu Rubem; quem sabe Deus está ouvindo o que o senhor está dizendo...

        Mas eu acho, sem falsa modéstia, que Deus deve andar muito ocupado com as bombas de hidrogênio e outros assuntos maiores.



BRAGA, R. Ai de ti, Copacabana! Rio de Janeiro, 1960. Disponível em < https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12044/quemsabe-deus-esta-ouvindo>. 
Identifique o único excerto a seguir em que o vocábulo “o” é empregado como pronome demonstrativo.
Alternativas
Q3691711 Português
Quem sabe Deus está ouvindo


          Outro dia eu estava distraído, chupando um caju na varanda, e fiquei com a castanha na mão, sem saber onde botar. Perto de mim havia um vaso de antúrio; pus a castanha ali, calcandoa um pouco para entrar na terra, sem sequer me dar conta do que fazia.

           Na semana seguinte a empregada me chamou a atenção: a castanha estava brotando. Alguma coisa verde saía da terra, em forma de concha. Dois ou três dias depois acordei cedo, e vi que durante a noite aquela coisa verde lançara para o ar um caule com pequenas folhas. É impressionante a rapidez com que essa plantinha cresce e vai abrindo folhas novas. Notei que a empregada regava com especial carinho a planta, e caçoei dela:

           — Você vai criar um cajueiro aí?

           Embaraçada, ela confessou: tinha de arrancar a mudinha, naturalmente; mas estava com pena.

          — Mas é melhor arrancar logo, não é? Fiquei em silêncio. Seria exagero dizer: silêncio criminoso — mas confesso que havia nele um certo remorso. Um silêncio covarde. Não tenho terra onde plantar um cajueiro, e seria uma tolice permitir que ele crescesse ali mais alguns centímetros, sem nenhum futuro. Eu fora o culpado, com meu gesto leviano de enterrar a castanha, mas isto a empregada não sabe: ela pensa que tudo foi obra do acaso. Arrancar a plantinha com a minha mão — disso eu não seria capaz; nem mesmo dar ordem para que ela o fizesse. Se ela o fizer, darei de ombros e não pensarei mais no caso; mas que o faça com sua mão, por sua iniciativa. Para a castanha e sua linda plantinha seremos dois deuses contrários, mas igualmente ignaros: eu, o deus da Vida; ela, o da Morte.

           Hoje pela manhã ela começou a me dizer alguma coisa — “seu Rubem, o cajueiro…” — mas o telefone tocou, fui atender, e a frase não se completou. Agora mesmo ela voltou da feira; trouxe um pequeno vaso com terra e transplantou para ele a mudinha. Veio me mostrar: 

         — Eu comprei um vaso.
       
         — Ahn...
         
          Depois de um silêncio, eu disse:
 
         — Cajueiro sente muito a mudança, morre à toa... Ela olhou a plantinha e disse com convicção: — Esse aqui não vai morrer, não senhor.

          Eu devia lhe perguntar o que ela vai fazer com aquilo, daqui a uma, duas semanas. Ela espera, talvez, que eu o leve para o quintal de algum amigo; ela mesma não tem onde plantá-lo. Senti que ela tivera medo de que eu a censurasse pela compra do vaso e ficara aliviada com minha indiferença. Antes de me sentar para escrever, eu disse, sorrindo, uma frase profética, dita apenas por dizer:

         — Ainda vou chupar muito caju desse cajueiro!

          Ela riu muito, depois ficou séria, levou o vaso para a varanda, e, ao passar por mim na sala, disse baixo, com certa gravidade:

          — É capaz mesmo, seu Rubem; quem sabe Deus está ouvindo o que o senhor está dizendo...

        Mas eu acho, sem falsa modéstia, que Deus deve andar muito ocupado com as bombas de hidrogênio e outros assuntos maiores.



BRAGA, R. Ai de ti, Copacabana! Rio de Janeiro, 1960. Disponível em < https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12044/quemsabe-deus-esta-ouvindo>. 
A figura de linguagem presente no trecho “— Cajueiro sente muito a mudança, morre à toa...” é a de:
Alternativas
Q3691710 Português
Quem sabe Deus está ouvindo


          Outro dia eu estava distraído, chupando um caju na varanda, e fiquei com a castanha na mão, sem saber onde botar. Perto de mim havia um vaso de antúrio; pus a castanha ali, calcandoa um pouco para entrar na terra, sem sequer me dar conta do que fazia.

           Na semana seguinte a empregada me chamou a atenção: a castanha estava brotando. Alguma coisa verde saía da terra, em forma de concha. Dois ou três dias depois acordei cedo, e vi que durante a noite aquela coisa verde lançara para o ar um caule com pequenas folhas. É impressionante a rapidez com que essa plantinha cresce e vai abrindo folhas novas. Notei que a empregada regava com especial carinho a planta, e caçoei dela:

           — Você vai criar um cajueiro aí?

           Embaraçada, ela confessou: tinha de arrancar a mudinha, naturalmente; mas estava com pena.

          — Mas é melhor arrancar logo, não é? Fiquei em silêncio. Seria exagero dizer: silêncio criminoso — mas confesso que havia nele um certo remorso. Um silêncio covarde. Não tenho terra onde plantar um cajueiro, e seria uma tolice permitir que ele crescesse ali mais alguns centímetros, sem nenhum futuro. Eu fora o culpado, com meu gesto leviano de enterrar a castanha, mas isto a empregada não sabe: ela pensa que tudo foi obra do acaso. Arrancar a plantinha com a minha mão — disso eu não seria capaz; nem mesmo dar ordem para que ela o fizesse. Se ela o fizer, darei de ombros e não pensarei mais no caso; mas que o faça com sua mão, por sua iniciativa. Para a castanha e sua linda plantinha seremos dois deuses contrários, mas igualmente ignaros: eu, o deus da Vida; ela, o da Morte.

           Hoje pela manhã ela começou a me dizer alguma coisa — “seu Rubem, o cajueiro…” — mas o telefone tocou, fui atender, e a frase não se completou. Agora mesmo ela voltou da feira; trouxe um pequeno vaso com terra e transplantou para ele a mudinha. Veio me mostrar: 

         — Eu comprei um vaso.
       
         — Ahn...
         
          Depois de um silêncio, eu disse:
 
         — Cajueiro sente muito a mudança, morre à toa... Ela olhou a plantinha e disse com convicção: — Esse aqui não vai morrer, não senhor.

          Eu devia lhe perguntar o que ela vai fazer com aquilo, daqui a uma, duas semanas. Ela espera, talvez, que eu o leve para o quintal de algum amigo; ela mesma não tem onde plantá-lo. Senti que ela tivera medo de que eu a censurasse pela compra do vaso e ficara aliviada com minha indiferença. Antes de me sentar para escrever, eu disse, sorrindo, uma frase profética, dita apenas por dizer:

         — Ainda vou chupar muito caju desse cajueiro!

          Ela riu muito, depois ficou séria, levou o vaso para a varanda, e, ao passar por mim na sala, disse baixo, com certa gravidade:

          — É capaz mesmo, seu Rubem; quem sabe Deus está ouvindo o que o senhor está dizendo...

        Mas eu acho, sem falsa modéstia, que Deus deve andar muito ocupado com as bombas de hidrogênio e outros assuntos maiores.



BRAGA, R. Ai de ti, Copacabana! Rio de Janeiro, 1960. Disponível em < https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12044/quemsabe-deus-esta-ouvindo>. 
Pela última fala da empregada, conclui-se que, para ela:
Alternativas
Q3688124 Enfermagem
Analise o quadro clínico abaixo:

Situação:
Paciente do sexo Feminino, 65 anos de idade, obesa, sendentária, portadora de Hipertensão Arterial Sistêmica e Diabetes Mellitus Tipo II, em uso irregular de medicamentos. Admitida em uma Unidade de Saúde com suspeita de Acidente Vascular Encefálico (AVE), avaliada pelo enfermeiro da unidade.

Sinais clínicos:
* Hemiparesia à direita
* Desvio de rima labial
* Fala arrastada
* Confusão mental
* Pupilas isocóricas e fotorreativas

Achados da Escala de Coma de Glasgow (ECGL):
Abertura ocular: em resposta à voz
Resposta verbal: discurso confuso
Resposta motora: localiza os estímulos

Mediante ao quadro neurológico, marque a opção CORRETA referente à Escala de Coma de Glasgow (ECGL) da paciente durante a avaliação do enfermeiro:
Alternativas
Q3688123 Enfermagem
A Resolução de Diretoria Colegiada - RDC Nº 222, que Regulamenta as Boas Práticas de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde, é de extrema importância na área da saúde, pois dispõe sobre os requisitos de Boas Práticas de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde.
Em relação à classe de riscos, analise as asserções abaixo:

I. Classe de risco 2 (moderado risco individual e limitado risco para a comunidade): inclui os agentes biológicos que provocam infecções no homem ou nos animais, cujo potencial de propagação na comunidade e de disseminação no meio ambiente é limitado, e para os quais existem medidas terapêuticas e profiláticas eficazes.
II. Classe de risco 4 (elevado risco individual e elevado risco para a comunidade): classificação do Ministério da Saúde que inclui agentes biológicos que representam grande ameaça para o ser humano e para os animais, implicando grande risco a quem os manipula, com grande poder de transmissibilidade de um indivíduo a outro, não existindo medidas preventivas e de tratamento para esses agentes.
III. Classe de risco 3 (moderado risco individual e moderado risco para a comunidade): inclui os agentes biológicos que possuem capacidade de transmissão por vias respiratória e cutânea e que causam patologias humanas ou animais, potencialmente letais, para as quais não existem usualmente medidas de tratamento ou de prevenção. Representam risco se disseminados na comunidade e no meio ambiente, podendo se propagar de pessoa a pessoa.
IV. Classe de risco 1 (baixo risco individual e para a comunidade): agentes biológicos conhecidos por não causarem doenças no homem ou nos animais adultos sadios.

A respeito dessas asserções, estão CORRETAS: 
Alternativas
Q3688122 Saúde Pública
Os Eventos Adversos Pós-Vacinação (EAPV) compatíveis com as definições estabelecidas devem ser notificados segundo os fluxos aos níveis local, municipal, regional, estadual e nacional. Analise as asserções abaixo:

I- Cabe à Unidade de Saúde local identificar o EAPV e notificá-lo à Coordenação de Imunizações e/ou Serviço de Vigilância referência do município, mediante o preenchimento do formulário de notificação/investigação de evento adverso pós-vacinação ou registro no eSUS Notifica.
II- Cabe à instância municipal de saúde supervisionar as atividades da vigilância dos EAPV no nível local.
III- Cabe à instância Regional de Saúde (quando houver), notificar tardiamente o caso ao nível nacional mediante registro no eSUS Notifica.
IV- Cabe à instância estadual de saúde, assessorar as regionais e os municípios na investigação dos casos quando necessário, orientando condutas no âmbito de sua competência, incentivando e apoiando-os na análise de dados.
V- Cabe à instância nacional de saúde garantir apoio técnico aos estados em conjunto com os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Cries), participando inclusive da investigação epidemiológica de campo, quando necessário, e orientando a conduta adequada no âmbito de sua competência.

A respeito dessas asserções, estão CORRETAS:
Alternativas
Q3688121 Enfermagem
Foi prescrito para um paciente internado em uma Clínica Médica o esquema de Soroterapia: SGI 5%: 500 mL + SGH 50%: 40 mL + Kcl 10%: 10 mL+ Nacl 10%: 10 mL para ser infundido a 30 macrogotas/min.

Qual o tempo de infusão do esquema de soroterapia?
Alternativas
Q3688120 Enfermagem
A atuação do enfermeiro na monitorização cardíaca exige não apenas habilidade técnica, mas também sólido embasamento teórico. A avaliação clínica fundamentada nos sinais vitais, especialmente nos ritmos cardíacos, é indispensável para uma assistência eficaz e segura. Nesse contexto, o conhecimento das arritmias cardíacas assume papel crucial nos diversos níveis de atenção, uma vez que permite a identificação precoce de situações de risco iminente e favorece a tomada de decisões assertivas em conjunto com a equipe multiprofissional, promovendo, assim, uma assistência integral à saúde.

A seguir, apresentam-se cinco traçados cardíacos que devem ser analisados quanto à sua morfologia e frequência, a fim de identificar corretamente o tipo de arritmia associado a cada um, respectivamente. 
Imagem associada para resolução da questão Imagem associada para resolução da questão
Assinale a opção CORRETA, referente à sequência das arritmias apresentadas:
Alternativas
Q3688119 Enfermagem
Diante da terminalidade da vida, o profissional de saúde se depara com desafios éticos e clínicos que envolvem decisões sobre intervenções terapêuticas, conforto do paciente e limites da tecnologia. Nesse contexto, práticas como cuidados paliativos, distanásia, ortotanásia e eutanásia suscitam reflexões profundas sobre a dignidade humana, a autonomia do paciente e os limites da intervenção na contemporaneidade.

Considerando a legislação brasileira e os princípios bioéticos, assinale a alternativa que MELHOR representa a conduta ética e legalmente recomendada no Brasil:
Alternativas
Q3688118 Saúde Pública
Referente à Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), analise as asserções abaixo:

I- A Atenção Básica é o conjunto de ações de saúde individuais, familiares e coletivas que envolvem os seguintes tópicos: proteção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos e vigilância em saúde, desenvolvida por meio de práticas de cuidado integrado e gestão qualificada, realizada com equipe multiprofissional e dirigida à população em território definido, sobre as quais as equipes assumem responsabilidade sanitária.
II- A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) é resultado da experiência acumulada por um conjunto de atores envolvidos historicamente com o desenvolvimento e a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS), como movimentos sociais, população e gestores das duas esferas de governo.
III- A organização em Redes de Atenção à Saúde (RAS) como estratégia para um cuidado integral e direcionado às necessidades de saúde da população destaca a Atenção Básica como primeiro ponto de atenção e porta de entrada preferencial do sistema, que deve ordenar os fluxos e contrafluxos de pessoas, produtos e informações em todos os pontos de atenção à saúde.
IV- A integração entre a Vigilância em Saúde e Atenção Básica é condição essencial para o alcance de resultados que atendam às necessidades de saúde da população, na ótica da integralidade da atenção à saúde e visa estabelecer processos de trabalho que consideremos determinantes os riscos e danos à saúde, na perspectivada intra e intersetorialidade.

A respeito dessas asserções, estão CORRETAS: 
Alternativas
Q3688117 Enfermagem
Trata-se de uma vítima do sexo feminino, 75 anos de idade, portadora de miocardiopatia chagásica, que apresentou quadro de mal súbito associado a rebaixamento do nível de consciência. A paciente foi abordada em sua residência, encontrando-se em decúbito ventral e em parada cardiorrespiratória (PCR), momento em que a equipe do Atendimento Pré-Hospitalar (APH) iniciou as manobras de reanimação. O atendimento foi realizado pela equipe multiprofissional da Unidade de Suporte Avançado (USA), composta por enfermeiro, médico e condutor socorrista.
A rápida identificação do ritmo pelo monitor cardíaco e a aplicação precoce do protocolo de reanimação são essenciais para aumentar as chances de sucesso na restauração da circulação espontânea e minimizar sequelas neurológicas. Diante o ritmo apresentado no traçado eletrocardiográfico, conforme evidenciado pela equipe (Figura 01), e em conformidade com as diretrizes de Reanimação Cardiopulmonar (RCP), analise as seguintes asserções:

Imagem associada para resolução da questão

I. O ritmo de PCR mostrado no eletrocardiograma é a Fibrilação Ventricular (FV). A equipe deve realizar condutas efetivas durante o atendimento à PCR, com ênfase nas compressões torácicas de alta qualidade. Nesse contexto, é importante o posicionamento de forma correta com os braços eretos, observar o retorno da parede do tórax e a velocidade de 100 a 120 compressões por minuto, destacam-se a importância do uso do desfibrilador e o uso de adrenalina e amiodarona.
II. O ritmo apresentado é o de Taquicardia Ventricular sem Pulso. A equipe da Unidade de Suporte Avançado (USA) deve se atentar para os ritmos de PCR, para o manejo correto de todas as intervenções. Nesse contexto, é importante entender os ritmos chocáveis: Fibrilação Ventricular (FV), Taquicardia Ventricular sem Pulso e Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) e o ritmo não chocável: Assistolia.
III. O ritmo de PCR mostrado no eletrocardiograma é a Taquicardia Ventricular sem Pulso. A equipe multiprofissional deve realizar condutas efetivas durante o atendimento à PCR, recomenda-se a desfibrilação e, no caso do desfibrilador bifásico, a carga é de 360 joules, além do uso de adrenalina e amiodarona.
IV. O ritmo de PCR mostrado no eletrocardiograma é a Taquicardia Ventricular sem Pulso. A equipe multiprofissional deve realizar condutas efetivas durante o atendimento à PCR, atentar para uma compressão torácica de alta qualidade. Nesse contexto, é importante o posicionamento de forma correta com os braços eretos, observar o retorno da parede do tórax e a velocidade de 100 a 120 compressões por minuto, recomenda-se a cardioversão elétrica de forma sincrônica e o uso de amiodarona, sulfato de atropina e adrenalina.

A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA.
Alternativas
Q3688116 Enfermagem
A Resolução COFEN nº 736/2024 estabelece que o Processo de Enfermagem deve ser implementado obrigatoriamente em todos os ambientes de prática profissional da Enfermagem. Esse Processo é organizado em cinco etapas interrelacionadas, interdependentes, cíclicas e recorrentes, as quais garantem a segurança, a qualidade e a individualização do cuidado prestado. São elas: Avaliação de Enfermagem; Diagnóstico de Enfermagem; Planejamento de Enfermagem; Implementação de Enfermagem e Evolução de Enfermagem.
Sobre essas cinco etapas, analise as assertivas a seguir:

I. A Avaliação de Enfermagem compreende a coleta inicial e contínua de dados subjetivos (exame físico) e objetivos (entrevista), complementada por exames laboratoriais, testes clínicos, escalas validadas e protocolos institucionais, buscando identificar as necessidades reais do cuidado da pessoa, família ou coletividade.
II. O Diagnóstico de Enfermagem é a identificação dos problemas, riscos e potenciais de saúde, constituindo julgamento clínico privativo do enfermeiro, que não pode ser delegado a outros membros da equipe, mesmo sob supervisão.
III. O Planejamento de Enfermagem deve ser compartilhado com os sujeitos do cuidado e a equipe multiprofissional, englobando a priorização dos diagnósticos, definição de resultados quantitativos e qualitativos, e prescrição das intervenções necessárias para a promoção da saúde.
IV. A Implementação de Enfermagem é a etapa de execução das intervenções planejadas, observando os padrões de cuidados autônomos do enfermeiro, interprofissionais e vinculados a programas de saúde, respeitando competências técnicas e garantindo comunicação constante entre a equipe.
V. A Evolução de Enfermagem consiste na avaliação contínua dos resultados do cuidado prestado, permitindo a análise crítica e a reformulação do Processo de Enfermagem para assegurar a efetividade das intervenções.

Com base na análise das assertivas, estão CORRETAS apenas:
Alternativas
Q3688115 Enfermagem
A aplicação das penalidades disciplinares no âmbito da Enfermagem segue critérios normativos claros, estabelecidos pelo Sistema Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) e Conselho Regional de Enfermagem (COREN). Tais penalidades variam conforme a natureza e gravidade da infração, observando-se também os antecedentes do profissional e o impacto do ato praticado.
Com base nas disposições do Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (Resolução COFEN nº 564/2017), analise as assertivas a seguir:

I. A penalidade de cassação do exercício profissional da Enfermagem é a mais grave sanção prevista no Código de Ética, podendo durar até 30 anos. Sua aplicação é de competência exclusiva do Conselho Federal de Enfermagem e deve ser amplamente divulgada, inclusive em jornais de grande circulação.
II. A penalidade de suspensão do exercício profissional é temporária, limitada a um período máximo de 29 dias, podendo ser prorrogada mediante deliberação da Assembleia de Presidentes dos Conselhos Regionais.
III. As penalidades de advertência verbal, multa, censura e suspensão do exercício profissional são registradas no prontuário do profissional, sendo aplicadas no âmbito do Conselho Regional de Enfermagem.
IV. A classificação da infração como leve, moderada, grave ou gravíssima dependerá da avaliação da gravidade do dano, da natureza do ato, da presença de circunstâncias agravantes ou atenuantes, e da análise dos antecedentes do profissional.

Com base na análise das assertivas acima, estão CORRETAS:
Alternativas
Q3688114 Saúde Pública
Conforme o conceito de vigilância em saúde, o 'território' é compreendido não apenas como um espaço geográfico, mas também como uma construção social e histórica.

A respeito da abordagem territorial na saúde, qual a principal distinção entre o conceito de 'Território-área' e o de 'Território-processo'?
Alternativas
Q3688113 Saúde Pública
A história das políticas de saúde no Brasil é marcada por diferentes modelos.

A transição do modelo sanitarista campanhista para a Reforma Sanitária Brasileira foi impulsionada por qual característica do modelo sanitarista?
Alternativas
Q3688112 Saúde Pública
O Planejamento em Saúde no SUS deve ser ascendente, do nível local ao nacional. Qual é o papel da Programação Anual de Saúde (PAS) nesse processo?
Alternativas
Q3688111 Saúde Pública
A Vigilância em Saúde é uma das atribuições do SUS.
Qual dos campos de prática da Vigilância em Saúde se refere ao conjunto de ações que proporcionam o conhecimento, a detecção ou a prevenção de qualquer mudança nos fatores determinantes e condicionantes de saúde individual ou coletiva, com a finalidade de recomendar e adotar medidas de prevenção e controle das doenças ou agravos?
Alternativas
Q3688110 Saúde Pública
A Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) é uma das estratégias do SUS. Qual de suas diretrizes, dentre as opções abaixo, enfatiza a importância de considerar o contexto social, econômico e ambiental na produção de saúde, indo além da abordagem individual?
Alternativas
Q3688109 Saúde Pública
O financiamento do SUS é tripartite, ou seja, é realizado com recursos provenientes das esferas federal, estadual e municipal.

Qual documento, revisado anualmente, é utilizado para a aplicação dos recursos públicos em saúde e deve ser aprovado pelo Conselho de Saúde?
Alternativas
Q3688108 Saúde Pública
Com base em princípios e diretrizes, a Política Nacional de Humanização (PNH) do SUS propõe a humanização da atenção e da gestão no SUS.

Qual diretriz da PNH busca a qualificação da relação entre profissionais, usuários e gestores, valorizando a autonomia e o protagonismo dos sujeitos?
Alternativas
Respostas
8641: B
8642: D
8643: B
8644: A
8645: C
8646: B
8647: C
8648: B
8649: D
8650: C
8651: D
8652: B
8653: B
8654: C
8655: A
8656: D
8657: C
8658: B
8659: A
8660: A