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Q4026468 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Roteiros rasgados


    Formatura de terceiro ano do ensino médio e um ótimo laboratório antropológico musical. Foi o que pensei ao ver meu primo se formando no ano passado, quando honrei meu lugar de tiozão e sentei para assistir as entradas de cada aluno embaladas por músicas que eu jamais tinha ouvido - ou pelo menos era isso que eu imaginava. Mas não foi bem isso que aconteceu.


    Fui pego de surpresa quando começou a tocar Legião Urbana. Pensei ser um caso isolado, afinal, estamos falando de adolescentes de 17 anos e é totalmente compreensível que alguns tenham herdado o gosto musical dos pais. Mas logo veio uma não tão conhecida assim do ABBA, seguida por um clássico do Engenheiros do Hawaii. E nem entro no mérito de dizer que as playlists de ontem eram melhores. A surpresa mesmo veio da subversão do que era esperado: enquanto eu aguardava o funk que eu mal saberia identificar, aluno após aluno ceifou meu pré-conceito. Quando Elis Regina tomou conta daquele teatro, percebi que talvez eu estivesse menos atualizado sobre os jovens do que eles sobre o passado.


    Coisa parecida aconteceu dias atrás, quando respirei fundo e separei todo tipo de papelada possível antes de ligar para a empresa de gás e para a operadora de internet objetivando seus respectivos cancelamentos. A gente já sabe, a gente já está acostumado: o contratar e fácil, o rescindir e um teste de paciência. Preparei-me psicologicamente para a transferência de setor em setor, para a oferta insistente de descontos imperdíveis e para aquela frase clássica que sempre começa com "mas o senhor tem certeza?". Porém, poucos minutos ou alguns simples cliques depois, tudo estava suspenso. Sem drama. Sem resistência. A facilidade pareceu um soco que chega de surpresa quando você está esperando um cafuné. Ou vice-versa.


    Talvez eu pudesse dizer que nos acostumamos com as coisas de um jeito que não deveríamos ter nos acostumado. Decoramos situações com a expectativa que nos cabe, enfiando cada uma delas em espaços limitados onde o inesperado nem mesmo foi cogitado. Criamos atalhos mentais para economizar energia e, de quebra, economizamos também a chance de sermos surpreendidos para melhor. E é exatamente quando isso acontece que ficamos desconcertados - não pela música oitentista ser melhor que um funk atual, por exemplo, e sim porque estamos sempre prontos para confirmar o que já acreditamos mas raramente para sermos desmentidos.


    Seja um atendimento público que funciona, um grupo de WhatsApp que não vira caos, um comentário gentil na internet ou um adolescente que segura a porta enquanto você atravessa carregado de certezas. a vida sabe quando desmontar nossos pequenos rótulos. No fim, quem sabe o mundo não esteja tão empenhado em confirmar nossos preconceitos quanto nos estamos em cultivá-los. As vezes, o inesperado não e revolucionário. E apenas o lembrete silencioso de que nem tudo precisa caber nas categorias que criamos para nos sentirmos no controle.


Autor. Pedro Guerra Kuman - GZH (adaptado)



A respeito da construção de sentido do último parágrafo do texto, analise as assertivas:
I. Ao mencionar situações como um atendimento público que funciona e um comentário gentil na internet, o autor sugere que certos fatos parecem improváveis menos por sua natureza extraordinária do que pelas expectativas negativas que projetamos sobre eles.
II. Ao afirmar que o inesperado não é revolucionário, o cronista defende que as surpresas do cotidiano são irrelevantes, pois não alteram concretamente a maneira como interpretamos o mundo.
Das assertivas, pode-se afirmar que: 
Alternativas
Q4026467 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Roteiros rasgados


    Formatura de terceiro ano do ensino médio e um ótimo laboratório antropológico musical. Foi o que pensei ao ver meu primo se formando no ano passado, quando honrei meu lugar de tiozão e sentei para assistir as entradas de cada aluno embaladas por músicas que eu jamais tinha ouvido - ou pelo menos era isso que eu imaginava. Mas não foi bem isso que aconteceu.


    Fui pego de surpresa quando começou a tocar Legião Urbana. Pensei ser um caso isolado, afinal, estamos falando de adolescentes de 17 anos e é totalmente compreensível que alguns tenham herdado o gosto musical dos pais. Mas logo veio uma não tão conhecida assim do ABBA, seguida por um clássico do Engenheiros do Hawaii. E nem entro no mérito de dizer que as playlists de ontem eram melhores. A surpresa mesmo veio da subversão do que era esperado: enquanto eu aguardava o funk que eu mal saberia identificar, aluno após aluno ceifou meu pré-conceito. Quando Elis Regina tomou conta daquele teatro, percebi que talvez eu estivesse menos atualizado sobre os jovens do que eles sobre o passado.


    Coisa parecida aconteceu dias atrás, quando respirei fundo e separei todo tipo de papelada possível antes de ligar para a empresa de gás e para a operadora de internet objetivando seus respectivos cancelamentos. A gente já sabe, a gente já está acostumado: o contratar e fácil, o rescindir e um teste de paciência. Preparei-me psicologicamente para a transferência de setor em setor, para a oferta insistente de descontos imperdíveis e para aquela frase clássica que sempre começa com "mas o senhor tem certeza?". Porém, poucos minutos ou alguns simples cliques depois, tudo estava suspenso. Sem drama. Sem resistência. A facilidade pareceu um soco que chega de surpresa quando você está esperando um cafuné. Ou vice-versa.


    Talvez eu pudesse dizer que nos acostumamos com as coisas de um jeito que não deveríamos ter nos acostumado. Decoramos situações com a expectativa que nos cabe, enfiando cada uma delas em espaços limitados onde o inesperado nem mesmo foi cogitado. Criamos atalhos mentais para economizar energia e, de quebra, economizamos também a chance de sermos surpreendidos para melhor. E é exatamente quando isso acontece que ficamos desconcertados - não pela música oitentista ser melhor que um funk atual, por exemplo, e sim porque estamos sempre prontos para confirmar o que já acreditamos mas raramente para sermos desmentidos.


    Seja um atendimento público que funciona, um grupo de WhatsApp que não vira caos, um comentário gentil na internet ou um adolescente que segura a porta enquanto você atravessa carregado de certezas. a vida sabe quando desmontar nossos pequenos rótulos. No fim, quem sabe o mundo não esteja tão empenhado em confirmar nossos preconceitos quanto nos estamos em cultivá-los. As vezes, o inesperado não e revolucionário. E apenas o lembrete silencioso de que nem tudo precisa caber nas categorias que criamos para nos sentirmos no controle.


Autor. Pedro Guerra Kuman - GZH (adaptado)



A acentuação gráfica de palavras obedece a regras específicas da norma-padrão. Nesse sentido, é INCORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4026466 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Roteiros rasgados


    Formatura de terceiro ano do ensino médio e um ótimo laboratório antropológico musical. Foi o que pensei ao ver meu primo se formando no ano passado, quando honrei meu lugar de tiozão e sentei para assistir as entradas de cada aluno embaladas por músicas que eu jamais tinha ouvido - ou pelo menos era isso que eu imaginava. Mas não foi bem isso que aconteceu.


    Fui pego de surpresa quando começou a tocar Legião Urbana. Pensei ser um caso isolado, afinal, estamos falando de adolescentes de 17 anos e é totalmente compreensível que alguns tenham herdado o gosto musical dos pais. Mas logo veio uma não tão conhecida assim do ABBA, seguida por um clássico do Engenheiros do Hawaii. E nem entro no mérito de dizer que as playlists de ontem eram melhores. A surpresa mesmo veio da subversão do que era esperado: enquanto eu aguardava o funk que eu mal saberia identificar, aluno após aluno ceifou meu pré-conceito. Quando Elis Regina tomou conta daquele teatro, percebi que talvez eu estivesse menos atualizado sobre os jovens do que eles sobre o passado.


    Coisa parecida aconteceu dias atrás, quando respirei fundo e separei todo tipo de papelada possível antes de ligar para a empresa de gás e para a operadora de internet objetivando seus respectivos cancelamentos. A gente já sabe, a gente já está acostumado: o contratar e fácil, o rescindir e um teste de paciência. Preparei-me psicologicamente para a transferência de setor em setor, para a oferta insistente de descontos imperdíveis e para aquela frase clássica que sempre começa com "mas o senhor tem certeza?". Porém, poucos minutos ou alguns simples cliques depois, tudo estava suspenso. Sem drama. Sem resistência. A facilidade pareceu um soco que chega de surpresa quando você está esperando um cafuné. Ou vice-versa.


    Talvez eu pudesse dizer que nos acostumamos com as coisas de um jeito que não deveríamos ter nos acostumado. Decoramos situações com a expectativa que nos cabe, enfiando cada uma delas em espaços limitados onde o inesperado nem mesmo foi cogitado. Criamos atalhos mentais para economizar energia e, de quebra, economizamos também a chance de sermos surpreendidos para melhor. E é exatamente quando isso acontece que ficamos desconcertados - não pela música oitentista ser melhor que um funk atual, por exemplo, e sim porque estamos sempre prontos para confirmar o que já acreditamos mas raramente para sermos desmentidos.


    Seja um atendimento público que funciona, um grupo de WhatsApp que não vira caos, um comentário gentil na internet ou um adolescente que segura a porta enquanto você atravessa carregado de certezas. a vida sabe quando desmontar nossos pequenos rótulos. No fim, quem sabe o mundo não esteja tão empenhado em confirmar nossos preconceitos quanto nos estamos em cultivá-los. As vezes, o inesperado não e revolucionário. E apenas o lembrete silencioso de que nem tudo precisa caber nas categorias que criamos para nos sentirmos no controle.


Autor. Pedro Guerra Kuman - GZH (adaptado)



No trecho em que o autor afirma que criamos atalhos mentais para economizar energia e, de quebra, economizamos também a chance de sermos surpreendidos para melhor, a crítica central do cronista dirige-se: 
Alternativas
Q4026465 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Roteiros rasgados


    Formatura de terceiro ano do ensino médio e um ótimo laboratório antropológico musical. Foi o que pensei ao ver meu primo se formando no ano passado, quando honrei meu lugar de tiozão e sentei para assistir as entradas de cada aluno embaladas por músicas que eu jamais tinha ouvido - ou pelo menos era isso que eu imaginava. Mas não foi bem isso que aconteceu.


    Fui pego de surpresa quando começou a tocar Legião Urbana. Pensei ser um caso isolado, afinal, estamos falando de adolescentes de 17 anos e é totalmente compreensível que alguns tenham herdado o gosto musical dos pais. Mas logo veio uma não tão conhecida assim do ABBA, seguida por um clássico do Engenheiros do Hawaii. E nem entro no mérito de dizer que as playlists de ontem eram melhores. A surpresa mesmo veio da subversão do que era esperado: enquanto eu aguardava o funk que eu mal saberia identificar, aluno após aluno ceifou meu pré-conceito. Quando Elis Regina tomou conta daquele teatro, percebi que talvez eu estivesse menos atualizado sobre os jovens do que eles sobre o passado.


    Coisa parecida aconteceu dias atrás, quando respirei fundo e separei todo tipo de papelada possível antes de ligar para a empresa de gás e para a operadora de internet objetivando seus respectivos cancelamentos. A gente já sabe, a gente já está acostumado: o contratar e fácil, o rescindir e um teste de paciência. Preparei-me psicologicamente para a transferência de setor em setor, para a oferta insistente de descontos imperdíveis e para aquela frase clássica que sempre começa com "mas o senhor tem certeza?". Porém, poucos minutos ou alguns simples cliques depois, tudo estava suspenso. Sem drama. Sem resistência. A facilidade pareceu um soco que chega de surpresa quando você está esperando um cafuné. Ou vice-versa.


    Talvez eu pudesse dizer que nos acostumamos com as coisas de um jeito que não deveríamos ter nos acostumado. Decoramos situações com a expectativa que nos cabe, enfiando cada uma delas em espaços limitados onde o inesperado nem mesmo foi cogitado. Criamos atalhos mentais para economizar energia e, de quebra, economizamos também a chance de sermos surpreendidos para melhor. E é exatamente quando isso acontece que ficamos desconcertados - não pela música oitentista ser melhor que um funk atual, por exemplo, e sim porque estamos sempre prontos para confirmar o que já acreditamos mas raramente para sermos desmentidos.


    Seja um atendimento público que funciona, um grupo de WhatsApp que não vira caos, um comentário gentil na internet ou um adolescente que segura a porta enquanto você atravessa carregado de certezas. a vida sabe quando desmontar nossos pequenos rótulos. No fim, quem sabe o mundo não esteja tão empenhado em confirmar nossos preconceitos quanto nos estamos em cultivá-los. As vezes, o inesperado não e revolucionário. E apenas o lembrete silencioso de que nem tudo precisa caber nas categorias que criamos para nos sentirmos no controle.


Autor. Pedro Guerra Kuman - GZH (adaptado)



Ao relatar a experiência na formatura e, em seguida, a facilidade inesperada para cancelar serviços, o cronista articula episódios distintos para sustentar uma reflexão mais ampla. Nesse contexto, a relação entre essas cenas serve, principalmente, para evidenciar que:
Alternativas
Q4025619 Psicologia

De acordo com a Resolução CFP nº 007/2003, sobre a elaboração de documentos psicológicos, assinale a alternativa correta:

 

Alternativas
Q4025618 Psicologia
Durante o atendimento psicológico infantil, o psicólogo utiliza brinquedos, jogos e atividades lúdicas como forma de compreender e intervir nas questões emocionais da criança. 
Sobre a ludoterapia, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4025617 Psicologia

No contexto escolar, o psicólogo é chamado para avaliar um aluno com suspeita de altas habilidades (superdotação). 


Assinale a alternativa correta:

 

Alternativas
Q4025616 Psicologia
Uma família procura atendimento psicológico devido a conflitos frequentes entre pais e filhos adolescentes.

Nesse contexto, a atuação do psicólogo deve: 
Alternativas
Q4025615 Psicologia
Durante atuação em uma equipe multiprofissional, o psicólogo identifica informações relevantes sobre o paciente que podem impactar o plano de cuidado. Assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4025614 Psicologia
Sobre o sigilo profissional do psicólogo, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4025613 Psicologia
Um paciente apresenta crises recorrentes de ansiedade intensa, acompanhadas de sintomas físicos como taquicardia, sudorese e sensação de falta de ar, sem causa médica aparente.
Esses episódios são mais compatíveis com: 
Alternativas
Q4025612 Psicologia
Durante um processo de avaliação psicológica, o profissional utiliza entrevistas, testes psicológicos e observação clínica para compreender a demanda do paciente.
Sobre o psicodiagnóstico, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4025611 Psicologia
Um paciente procura atendimento psicológico relatando pensamentos automáticos negativos frequentes, como “não sou capaz de fazer nada direito”, associados a sentimentos de ansiedade e baixa autoestima.
Considerando as abordagens psicológicas, assinale a alternativa que melhor representa a intervenção da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): 
Alternativas
Q4025610 Psicologia
Um psicólogo está avaliando a melhor modalidade de atendimento para um grupo de pacientes com dificuldades semelhantes relacionadas à ansiedade social. Sobre a psicoterapia em grupo, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4025364 Segurança da Informação

Sobre procedimentos de backup e segurança da informação, analise as alternativas e assinale a correta:


Alternativas
Q4025363 Sistemas Operacionais
Sistemas operacionais modernos, como Windows, Linux e macOS, possuem diversas funções. Assinale a alternativa que melhor descreve uma dessas funções:
Alternativas
Q4025362 Noções de Informática

A organização de arquivos em sistemas computacionais é fundamental para a gestão de informações. Assinale a alternativa correta:

 

Alternativas
Q4025361 Noções de Informática

Sobre os aplicativos de planilhas eletrônicas, como o Microsoft Excel, analise as afirmações e assinale a correta:

 

Alternativas
Q4025360 Noções de Informática

Em relação aos aplicativos comerciais para edição de textos, como o Microsoft Word, é correto afirmar que:

 

Alternativas
Respostas
1601: B
1602: D
1603: A
1604: C
1605: A
1606: A
1607: C
1608: D
1609: B
1610: C
1611: B
1612: C
1613: A
1614: B
1615: C
1616: B
1617: A
1618: A
1619: B
1620: A