Questões de Concurso
Para médico hematologista
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A presença da mutação T315I do BCR-ABL é um critério objetivo para indicar o transplante de medula óssea em paciente jovem recém-diagnosticado com leucemia mieloide crônica e com doador relacionado HLA compatível.
Pacientes que, ao diagnóstico, apresentam-se em fase acelerada e são tratados com doses superiores de mesilato de imatinibe, por exemplo, 600 mg, têm evolução semelhante aos de fase crônica tratados com dose padrão.
No momento de transformação de fase crônica para fase acelerada ou para crise blástica, cerca de 80% dos pacientes apresentam alterações citogenéticas adicionais.
Conforme os critérios atuais da OMS, em todos os casos de leucemia mieloide crônica é possível detectar o cromossomo Philadelphia, decorrente da translocação t(9;22).
A doença linfoproliferativa pós-transplante, que ocorre nos primeiros anos após o transplante, está frequentemente associada à infecção pelo vírus de Epstein-Bar.
A leucemia linfocítica crônica é a neoplasia hematológica que apresenta maior predisposição genética.
Em cerca de um terço dos pacientes com linfoma esplênico da zona marginal é possível detectar uma proteína monoclonal. Esses casos estão associados a uma alta incidência de síndrome de hiperviscosidade.
Uma das características do imunofenótipo da leucemia linfocítica crônica é a presença de cadeia de imunoglobulina monoclonal de expressão forte.
A leucemia prolinfocítica crônica caracteriza-se por células maiores, de aspecto mais imaturo e nucléolo proeminente, quando comparada com a leucemia linfocítica crônica.
A doença de Hodgkin tipo predomínio linfocítico localizada pode ser tratada com excisão cirúrgica seguida de observação.
Segundo o estadiamento de Costwold, um paciente com diagnóstico de doença de Hodgkin com envolvimento de linfonodos em ambos os lados do diafragma, comprometimento de lifonodos para-aórticos, febre, doença extensa (bulky) no mediastino e sem acometimento extranodal ou de medula óssea deve ser categorizado como III1XB.
As células de Hodgkin e as células de Reed Sternberg são caracteristicamente positivas para CD30, CD15 e CD45.
O uso de quimioterapia no tratamento das síndromes mielodisplásicas pode levar a remissão em 40% a 80% dos pacientes, mas é de curta duração.
A maior parte dos pacientes com síndrome mielodisplásica apresenta medula óssea normo ou hipercelular.
O uso da lenalinomida pode induzir a supressão do clone anormal em alguns pacientes com síndrome mielodisplásica com deleção isolada do braço longo do cromossomo 5 (5q), mas esse fenômeno não tem correlação com a redução da necessidade de transfusão de glóbulos vermelhos.
Segundo a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), um indivíduo que apresente leucopenia com ausência de blastos no sangue periférico, displasia em menos de 10% da linhagem granulocítica e 2% de blastos ao mielograma, e deleção do cromossomo 5 no cariótipo da medula óssea deve ser diagnosticado como portador de síndrome mielodisplásica – inclassificável.
Compõem fases do teste para pesquisa de anticorpos irregulares: temperatura ambiente, incubação a 37 ºC e fase antiglobulina.
Fazem parte dos tipos de prova de compatibilidade: a imediata, importante na detecção de incompatibilidade ABO, e a completa, que, além da incompatibilidade ABO, detecta outros anticorpos contra antígenos de outros grupos sanguíneos.
Suponha que, durante um procedimento cirúrgico intrauterino, uma gestante Rh negativo, com 24 semanas de gestação, passou por uma imunização por contato com o sangue fetal, que, após resultado de amostragem, foi confirmado ser Rh positivo. Nesse caso, como o contato aconteceu durante a gestação não há o risco de a gestante desenvolver anticorpo anti-D.
Tipagens direta e reversa são testes utilizados para classificação ABO, sendo que, na tipagem direta que determina a presença ou ausência de anticorpos plasmáticos, são utilizados como reagentes os soros anti-A, anti-B, anti-AB e Anti-O, licenciados pelo Ministério da Saúde.