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Q3217091 Português
           A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo anunciou a venda de sete imóveis no centro de São Paulo. O objetivo é arrecadar R$ 200 milhões e quitar parte dos R$ 650 milhões em dívidas da instituição. Trata-se de um paliativo que não estancará o sangramento sofrido não apenas pela Santa Casa de São Paulo, mas por toda a rede de hospitais filantrópicos do País em razão do subfinanciamento crônico imposto pela incúria do poder público e o oportunismo de seus agentes.

         O Sistema Único de Saúde (SUS) é fundamentalmente um serviço público prestado por entes privados. Hospitais estatais são, em geral, insuficientes, ineficientes e caros. As Santas Casas e os hospitais filantrópicos respondem por quase metade dos leitos do SUS. Em quase 900 municípios, essas entidades são o único serviço de saúde. Segundo a Confederação das Santas Casas (CMB), em 2023 a rede pública foi responsável por apenas 27% das internações de alta complexidade do País, enquanto os hospitais filantrópicos responderam por 61%. Mas esses hospitais são vitimados pelo próprio sucesso.

       Em teoria, o SUS seria um exemplo de cooperação entre o público e o privado para outros serviços públicos do País e para sistemas de saúde de todo o mundo: o Estado recolhe o dinheiro do contribuinte e o repassa a entidades sem fins lucrativos com o alcance e a expertise que ele não tem, garantindo a prestação de serviços de qualidade a todos os cidadãos. Mas como, na prática, os repasses não cobrem os serviços, os hospitais são obrigados a pagá-los.

      Há décadas os valores de repasse da Tabela do SUS estão defasados. Hoje, os repasses não cobrem mais que 50% do custo dos procedimentos. Segundo a CMB, em 18 anos a dívida desses hospitais dobrou. Muitos não resistiram à pressão. Estima-se que, entre 2017 e 2021, 500 Santas Casas fecharam as portas. Na maior parte do País, em especial nas regiões mais carentes, o sistema está ruindo aos poucos, e a continuar assim o colapso pode ser súbito e brutal.

     Há uma luz no fim do túnel. No início de 2024 finalmente foi sancionada uma lei federal estabelecendo a revisão periódica da tabela. A proposta da CMB é que a partir de 2025 o reajuste corresponda, no mínimo, ao valor da inflação médica. Não é suficiente para recompor as perdas de anos de hemorragia financeira, mas ao menos a estancaria.


(O Estado de SP. “Luz no fim do túnel para as Santas Casas”.
Disponível em: https://www.estadao.com.br, 06.11.2024. Adaptado.)
Assinale a alternativa em que a palavra destacada foi empregada em sentido próprio. 
Alternativas
Q3217090 Português
           A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo anunciou a venda de sete imóveis no centro de São Paulo. O objetivo é arrecadar R$ 200 milhões e quitar parte dos R$ 650 milhões em dívidas da instituição. Trata-se de um paliativo que não estancará o sangramento sofrido não apenas pela Santa Casa de São Paulo, mas por toda a rede de hospitais filantrópicos do País em razão do subfinanciamento crônico imposto pela incúria do poder público e o oportunismo de seus agentes.

         O Sistema Único de Saúde (SUS) é fundamentalmente um serviço público prestado por entes privados. Hospitais estatais são, em geral, insuficientes, ineficientes e caros. As Santas Casas e os hospitais filantrópicos respondem por quase metade dos leitos do SUS. Em quase 900 municípios, essas entidades são o único serviço de saúde. Segundo a Confederação das Santas Casas (CMB), em 2023 a rede pública foi responsável por apenas 27% das internações de alta complexidade do País, enquanto os hospitais filantrópicos responderam por 61%. Mas esses hospitais são vitimados pelo próprio sucesso.

       Em teoria, o SUS seria um exemplo de cooperação entre o público e o privado para outros serviços públicos do País e para sistemas de saúde de todo o mundo: o Estado recolhe o dinheiro do contribuinte e o repassa a entidades sem fins lucrativos com o alcance e a expertise que ele não tem, garantindo a prestação de serviços de qualidade a todos os cidadãos. Mas como, na prática, os repasses não cobrem os serviços, os hospitais são obrigados a pagá-los.

      Há décadas os valores de repasse da Tabela do SUS estão defasados. Hoje, os repasses não cobrem mais que 50% do custo dos procedimentos. Segundo a CMB, em 18 anos a dívida desses hospitais dobrou. Muitos não resistiram à pressão. Estima-se que, entre 2017 e 2021, 500 Santas Casas fecharam as portas. Na maior parte do País, em especial nas regiões mais carentes, o sistema está ruindo aos poucos, e a continuar assim o colapso pode ser súbito e brutal.

     Há uma luz no fim do túnel. No início de 2024 finalmente foi sancionada uma lei federal estabelecendo a revisão periódica da tabela. A proposta da CMB é que a partir de 2025 o reajuste corresponda, no mínimo, ao valor da inflação médica. Não é suficiente para recompor as perdas de anos de hemorragia financeira, mas ao menos a estancaria.


(O Estado de SP. “Luz no fim do túnel para as Santas Casas”.
Disponível em: https://www.estadao.com.br, 06.11.2024. Adaptado.)
No trecho “… em razão do subfinanciamento crônico imposto pela incúria do poder público e o oportunismo de seus agentes” (1° parágrafo), os termos destacados significam, respectivamente:
Alternativas
Q3217089 Português
           A Santa Casa de Misericórdia de São Paulo anunciou a venda de sete imóveis no centro de São Paulo. O objetivo é arrecadar R$ 200 milhões e quitar parte dos R$ 650 milhões em dívidas da instituição. Trata-se de um paliativo que não estancará o sangramento sofrido não apenas pela Santa Casa de São Paulo, mas por toda a rede de hospitais filantrópicos do País em razão do subfinanciamento crônico imposto pela incúria do poder público e o oportunismo de seus agentes.

         O Sistema Único de Saúde (SUS) é fundamentalmente um serviço público prestado por entes privados. Hospitais estatais são, em geral, insuficientes, ineficientes e caros. As Santas Casas e os hospitais filantrópicos respondem por quase metade dos leitos do SUS. Em quase 900 municípios, essas entidades são o único serviço de saúde. Segundo a Confederação das Santas Casas (CMB), em 2023 a rede pública foi responsável por apenas 27% das internações de alta complexidade do País, enquanto os hospitais filantrópicos responderam por 61%. Mas esses hospitais são vitimados pelo próprio sucesso.

       Em teoria, o SUS seria um exemplo de cooperação entre o público e o privado para outros serviços públicos do País e para sistemas de saúde de todo o mundo: o Estado recolhe o dinheiro do contribuinte e o repassa a entidades sem fins lucrativos com o alcance e a expertise que ele não tem, garantindo a prestação de serviços de qualidade a todos os cidadãos. Mas como, na prática, os repasses não cobrem os serviços, os hospitais são obrigados a pagá-los.

      Há décadas os valores de repasse da Tabela do SUS estão defasados. Hoje, os repasses não cobrem mais que 50% do custo dos procedimentos. Segundo a CMB, em 18 anos a dívida desses hospitais dobrou. Muitos não resistiram à pressão. Estima-se que, entre 2017 e 2021, 500 Santas Casas fecharam as portas. Na maior parte do País, em especial nas regiões mais carentes, o sistema está ruindo aos poucos, e a continuar assim o colapso pode ser súbito e brutal.

     Há uma luz no fim do túnel. No início de 2024 finalmente foi sancionada uma lei federal estabelecendo a revisão periódica da tabela. A proposta da CMB é que a partir de 2025 o reajuste corresponda, no mínimo, ao valor da inflação médica. Não é suficiente para recompor as perdas de anos de hemorragia financeira, mas ao menos a estancaria.


(O Estado de SP. “Luz no fim do túnel para as Santas Casas”.
Disponível em: https://www.estadao.com.br, 06.11.2024. Adaptado.)
É correto afirmar, a partir das informações do texto, que
Alternativas
Q3213534 Enfermagem
Um paciente com infecção hospitalar é identificado durante o turno de trabalho. O técnico de enfermagem deve:
Alternativas
Q3213533 Enfermagem
No manejo de um paciente diabético em estado de hipoglicemia severa, a primeira intervenção do técnico de enfermagem é:
Alternativas
Q3213532 Enfermagem
Ao acompanhar um paciente em uso de cateter nasogástrico, o técnico de enfermagem deve monitorar continuamente: 
Alternativas
Q3213531 Enfermagem
Durante o atendimento de um paciente com lesão por pressão em estágio avançado, o técnico de enfermagem deve:
Alternativas
Q3213530 Enfermagem
Para garantir a segurança do paciente e evitar erros no preparo de medicamentos injetáveis, o técnico de enfermagem deve:
Alternativas
Q3213529 Enfermagem
Ao atender um paciente em parada cardiorrespiratória, o técnico de enfermagem inicia o suporte básico de vida. Uma das prioridades na execução da reanimação cardiopulmonar é: 
Alternativas
Q3213528 Enfermagem
Durante a administração de oxigenoterapia em um paciente com insuficiência respiratória, o técnico de enfermagem nota que o paciente apresenta sinais de desconforto respiratório e hipoxemia persistente. A conduta mais adequada é:
Alternativas
Q3213527 Enfermagem
Um técnico em enfermagem está acompanhando um paciente com diagnóstico de coma diabético. O monitoramento contínuo desse paciente deve priorizar:
Alternativas
Q3213526 Enfermagem
Um paciente internado apresenta febre e sinais de infecção no local de um curativo recente. O técnico de enfermagem, ao realizar a troca do curativo, deve:
Alternativas
Q3213525 Medicina
Na coleta de material para exame microbiológico de urina, a principal recomendação para evitar contaminação é: 
Alternativas
Q3213524 Enfermagem
Em uma emergência obstétrica, um técnico de enfermagem é chamado para auxiliar no parto de uma paciente com trabalho de parto prematuro. A principal medida inicial a se adotar é:
Alternativas
Q3213523 Enfermagem
Ao administrar medicamentos intravenosos em um paciente com hipertensão arterial e diabetes mellitus, o técnico de enfermagem percebe sinais de infiltração no local do cateter. A conduta correta é:
Alternativas
Q3213521 Noções de Informática
No Microsoft Word, um usuário deseja criar um sumário automático para facilitar a navegação em seu documento extenso. Para isso, ele precisa garantir que os títulos principais sejam reconhecidos corretamente no sumário. Qual é o procedimento mais adequado para criar um sumário automático?
Alternativas
Q3213518 Noções de Informática
Antivírus é um software que protege computadores e dispositivos móveis de ameaças. Assim, das alternativas apresentadas abaixo, qual corresponde a um exemplo de antivírus?
Alternativas
Q3213516 Legislação dos Municípios do Estado do Acre
De acordo com a Política de Governança Pública do Poder Executivo do Município de Marechal Thaumaturgo, marque a alternativa que indica um dos objetivos dos Comitês Internos de Governança Pública (CIG).
Alternativas
Q3213515 Legislação dos Municípios do Estado do Acre
De acordo com a Política de Governança Pública do Poder Executivo do Município de Marechal Thaumaturgo, o que significa "Compliance Público"?
Alternativas
Respostas
10461: B
10462: C
10463: D
10464: C
10465: C
10466: A
10467: C
10468: B
10469: C
10470: D
10471: B
10472: D
10473: C
10474: B
10475: A
10476: B
10477: A
10478: C
10479: A
10480: A