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Q3782334 Português

Debaixo da casca


    Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar? 


    Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido. 


    Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter. 


    Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue. 


    Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita. 



Autor: Pedro Guerra (adaptado). 


Na oração “Reconhecer-se como um humano que erra pode se tornar porta de entrada”, os termos “que erra” exercem a função sintática de: 
Alternativas
Q3782333 Português

Debaixo da casca


    Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar? 


    Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido. 


    Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter. 


    Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue. 


    Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita. 



Autor: Pedro Guerra (adaptado). 


No trecho “Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem”, a palavra “seu” estabelece relação com um termo anterior do texto e classifica-se, gramaticalmente, como: 
Alternativas
Q3782332 Português

Debaixo da casca


    Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar? 


    Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido. 


    Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter. 


    Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue. 


    Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita. 



Autor: Pedro Guerra (adaptado). 


No trecho “é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo”, a expressão “pena de si mesmo” pode ser compreendida, no contexto do texto, como: 
Alternativas
Q3782331 Português

Debaixo da casca


    Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar? 


    Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido. 


    Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter. 


    Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue. 


    Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita. 



Autor: Pedro Guerra (adaptado). 


Na passagem “Reconhecer-se como ser humano errante dói”, a palavra “errante” assume valor semântico específico. Assinale a alternativa que poderia substituí-la, no contexto, sem prejuízo relevante de sentido:
Alternativas
Q3782330 Português

Debaixo da casca


    Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar? 


    Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido. 


    Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter. 


    Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue. 


    Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita. 



Autor: Pedro Guerra (adaptado). 


No trecho “preferimos permanecer no raso, onde dá pé”, a expressão “no raso, onde dá pé” é empregada em sentido figurado. No contexto do texto, essa expressão indica: 
Alternativas
Q3782329 Português

Debaixo da casca


    Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar? 


    Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido. 


    Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter. 


    Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue. 


    Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita. 



Autor: Pedro Guerra (adaptado). 


No desenvolvimento do texto, o autor articula conceitos da psicologia, como a projeção, para aprofundar sua argumentação. A partir dessa articulação, infere-se que o texto defende a ideia de que o verdadeiro autoconhecimento: 
Alternativas
Q3782328 Português

Debaixo da casca


    Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar? 


    Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido. 


    Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter. 


    Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue. 


    Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita. 



Autor: Pedro Guerra (adaptado). 


Ao afirmar que “preferimos permanecer no raso, onde dá pé”, o autor sugere uma atitude humana recorrente diante do autoconhecimento. Essa atitude caracteriza-se principalmente por: 
Alternativas
Q3782327 Português

Debaixo da casca


    Olhar-se no espelho pode ser uma aventura muito mais radical do que um passeio de montanha-russa. Digo isso com intenção, quando encaramos de verdade o nosso reflexo e percebemos muito além da superfície, muito além da casca. A infinidade de mundos paralelos e detalhes únicos que nos formam como indivíduos nem sempre é observada, e talvez seja por isso que preferimos permanecer no raso, onde dá pé. Mergulhar em seu próprio reflexo é um ato de coragem, mais ainda quando o mergulho vem acompanhado de questionamentos. Um deles: o que ainda mora em mim e já não deveria mais morar? 


    Abrigamos quase 40 trilhões de bactérias no corpo e cerca de 30 trilhões de células. Junto a isso, dezenas (ou centenas, quiçá milhares) de erros e deslizes e momentos que não nos orgulhamos. Aqui se esconde mais um motivo pelo qual o espelho só serve para avaliar a armadura na maioria das vezes: reconhecer-se como ser humano errante dói, principalmente quando sabemos que já passamos por cima de tal erro. Contudo, enterrar o que já aconteceu não ignora o fato de ter acontecido. 


    Assumidamente humanos, vez que outra espelhamos (!) no outro justamente o que nos falta ou o que nos apavora. É a tal da projeção que a psicologia tanto fala. São sentimentos, desejos ou falhas que nos competem, mas que acabam servindo melhor ao outro quando o nosso mecanismo de defesa é ativado. Afinal, é muito mais fácil sentir raiva do outro do que pena de si mesmo, não é? Esse autorreconhecimento para muito além da casca envolve tornar consciente a própria vulnerabilidade e um apanhado de responsabilidades que nem sempre gostaríamos de ter. 


    Ao admitirmos falhas e deslizes, nosso ego é abatido, mas essa é uma ferida que não precisa necessariamente ser apenas dor. Reconhecer-se como um humano que erra (e que ainda vai errar muito) pode se tornar porta de entrada para um encontro mais honesto consigo mesmo. Entre o desconforto e a aceitação, passa a existir um espaço e uma vontade para abraçar a si próprio, acolhendo-se como alguém que visualiza suas imperfeições e mesmo assim segue. 


    Somos complexos, somos múltiplos, somos tudo aquilo que ainda não descobrimos ser. E tal qual conhecer uma nova pessoa que acaba de entrar em nossa vida, acostumar-se com o reconhecer-se rotineiramente é tarefa individual imprescindível. Nem sempre gostaremos de algumas versões nossas de imediato, mas ainda bem que temos o espelho como suporte para penetrar a casca. Seja na dor ou na felicidade de ser quem se é, o urgente é conhecer quem nos habita. 



Autor: Pedro Guerra (adaptado). 


No texto, a metáfora da “casca” é recorrente e estrutura grande parte da reflexão proposta pelo autor. Considerando o contexto em que esse termo é empregado, a “casca” representa, sobretudo: 
Alternativas
Q3781091 Enfermagem
O processamento de materiais nos serviços de saúde envolve um conjunto de etapas sistematizadas destinadas a garantir limpeza, desinfecção ou esterilização eficazes, assegurando a segurança do paciente e dos profissionais. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A etapa de limpeza é fundamental, pois a presença de matéria orgânica pode reduzir a eficácia de agentes desinfetantes e esterilizantes, tornando indispensável sua remoção completa antes das etapas subsequentes.
(__)Indicadores biológicos são considerados o padrão-ouro para monitorar a efetividade dos processos de esterilização, pois avaliam diretamente a capacidade do ciclo de destruir microrganismos altamente resistentes.
(__)A secagem dos artigos após a limpeza não é obrigatória, já que resíduos de umidade não interferem no processo de esterilização por vapor saturado sob pressão.
(__)O armazenamento dos materiais esterilizados deve ocorrer em ambiente limpo e organizado, sendo aceitável o empilhamento direto de pacotes sem cuidado com ventilação ou risco de compressão, desde que o material esteja dentro do prazo de validade.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3781090 Enfermagem
Durante uma rotina de atendimento em uma unidade de saúde, um técnico de enfermagem observa que um paciente recém-atendido apresenta sinais compatíveis com uma doença transmissível de investigação obrigatória e percebe que o serviço possui diferentes fluxos de comunicação para agravos que variam conforme protocolos nacionais, estaduais e municipais; diante da necessidade de registrar e comunicar adequadamente o caso suspeito, considere as normas vigentes sobre os sistemas de vigilância e assinale a única alternativa correta sobre os procedimentos formais aplicáveis ao processo de notificação. 
Alternativas
Q3781086 Enfermagem
As ações de prevenção do câncer do colo do útero e do câncer de mama envolvem estratégias combinadas de detecção precoce, rastreamento e promoção da saúde. Sobre os principais protocolos adotados na atenção à saúde da mulher, analise as afirmativas a seguir.

I.A mamografia de rastreamento deve iniciar-se para todas as mulheres aos 30 anos, independentemente da presença de fatores de risco adicionais.
II.A vacinação contra o HPV é recomendada rotineiramente para mulheres acima de 45 anos como principal medida preventiva do câncer do colo do útero.
III.O exame citopatológico do colo do útero é recomendado para mulheres entre 25 e 64 anos, sendo parte do rastreamento sistemático mesmo em mulheres assintomáticas.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3781084 Enfermagem
A limpeza e o preparo da unidade do paciente são etapas essenciais para garantir segurança, prevenção de infecções e conforto durante o cuidado. Esses procedimentos envolvem técnicas específicas de higienização, organização ambiental e manipulação adequada de materiais. Considerando as recomendações de boas práticas em saúde, avalie as afirmativas abaixo e assinale a correta.
Alternativas
Q3781082 Enfermagem
A assistência de enfermagem no pré-parto, parto, puerpério e nas emergências obstétricas envolve vigilância contínua, identificação precoce de riscos materno-fetais, adoção de práticas seguras e comunicação efetiva com a equipe multiprofissional. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas: 

(__)Na fase latente do trabalho de parto, a equipe de enfermagem deve priorizar medidas de conforto, estímulo à mobilidade e hidratação, evitando intervenções desnecessárias e respeitando o tempo fisiológico da parturiente.
(__)No puerpério imediato, a verificação do tônus uterino e avaliação do sangramento devem ser realizadas rotineiramente, pois a atonia uterina é a principal causa de choque séptico nesse período.
(__)Na hemorragia pós-parto, a administração de ocitocina é medida de primeira linha, e a enfermagem deve atuar imediatamente no controle do sangramento, monitorização dos sinais vitais e preparação para condutas adicionais.
(__)Nos casos de eclâmpsia, a medida prioritária é proteção da via aérea e prevenção de lesões durante a crise convulsiva, seguida da administração de sulfato de magnésio conforme protocolo.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3781080 Enfermagem
A realização de curativos envolve conhecimento aprofundado das técnicas limpas e estéreis, da prevenção de contaminação cruzada e dos princípios de controle de infecção relacionados ao cuidado com feridas. Considerando as boas práticas recomendadas para a assistência de enfermagem, avalie as afirmativas abaixo e assinale a correta.
Alternativas
Q3781079 Enfermagem
A avaliação de sinais vitais e medidas antropométricas constitui prática essencial na atenção à saúde, permitindo monitoramento clínico, detecção precoce de agravos e acompanhamento do estado nutricional. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)Para medir a temperatura axilar de um adulto, é suficiente apenas posicionar o termômetro na axila sem necessidade de garantir o contato firme com a pele, já que a temperatura corporal central se transmite facilmente ao dispositivo.
(__)A aferição da frequência respiratória deve ser realizada após informar ao paciente que sua respiração será contada, para evitar alterações involuntárias do padrão respiratório e facilitar a cooperação.

(__)Durante a medida do perímetro cefálico em crianças, a fita deve ser posicionada na região frontal baixa e passar por cima das orelhas, sem necessidade de incluir a região occipital, pois esta variação não influencia o resultado.
(__)A aferição da pressão arterial deve ser realizada com o braço do paciente apoiado, na altura do coração, pois essa posição evita erros de leitura relacionados à coluna hidrostática.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3781078 Enfermagem
O planejamento familiar, o acompanhamento pré-natal, a atenção ao parto e o acompanhamento do puerpério constituem eixos essenciais da assistência integral à saúde da mulher. Esses cuidados devem garantir autonomia reprodutiva, vigilância de riscos materno-fetais e adoção de condutas baseadas em evidências para redução da morbimortalidade. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A escolha do método contraceptivo deve ser exclusivamente determinada pela equipe de saúde, considerando o nível cultural da paciente e a disponibilidade na unidade, mesmo que isso limite a autonomia da mulher.
(__)No pré-natal, é recomendada a realização mínima de seis consultas, com início preferencial no primeiro trimestre, para adequada vigilância materno-fetal.
(__)A velocidade de dilatação cervical no trabalho de parto deve seguir padrões rígidos e uniformes, sendo considerada obrigatoriamente patológica qualquer evolução que não obedeça ao ritmo de 1 cm/h.
(__)No puerpério imediato, a amamentação precoce contribui para a involução uterina e redução do risco de hemorragia pós-parto.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3781075 Enfermagem
A assistência de enfermagem em pediatria exige compreensão das particularidades fisiológicas, comportamentais e comunicacionais da criança, assim como da participação ativa da família durante todo o processo de cuidado. Dado o contexto, analise as afirmativas a seguir.

I.A avaliação da dor na criança deve basear-se em parâmetros fisiológicos, pois escalas comportamentais não possuem validade para crianças menores de dois anos.
II.A restrição física em pediatria deve ser utilizada apenas após esgotadas alternativas menos invasivas, sempre com registro, justificativa e autorização da equipe multiprofissional. 
III.A administração de medicamentos em pediatria requer apenas ajuste proporcional do peso corporal, sendo desnecessária a análise de fatores como maturidade hepática e renal na determinação da dose segura.

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3781072 Enfermagem
Diversas posições são utilizadas na prática de enfermagem para a realização de exames físicos, procedimentos e avaliações diagnósticas. O conhecimento adequado dessas posições permite melhorar o acesso às áreas examinadas, otimizar técnicas e garantir conforto e segurança ao paciente. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A posição de Trendelenburg é empregada para melhor avaliação dos pulmões e ausculta respiratória, oferecendo maior expansão torácica.
(__)A posição ginecológica, ou litotômica, é indicada para inspeção da genitália feminina, realização de exames pélvicos e procedimentos como coleta de citologia oncótica.
(__)A posição de Fowler, em ângulos entre 45° e 60°, é utilizada para exame da região abdominal profunda e palpação de órgãos pélvicos.
(__)A posição genupeitoral facilita a exposição da região sacral e lombar, sendo útil em exames retais e procedimentos que necessitam acesso ao cólon sigmoide.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3781071 Direito Administrativo
Após aprovação em concurso público, Ana foi nomeada para cargo efetivo na Prefeitura de Morro da Fumaça, mas não compareceu para tomar posse dentro do prazo legal. O setor de Recursos Humanos questionou à Procuradoria se o ato de nomeação ainda teria validade. Segundo o Estatuto dos Servidores, o não comparecimento para posse no prazo de 30 dias:
Alternativas
Q3781068 Direito Administrativo
Em processo de reorganização administrativa, a Prefeitura precisou deslocar servidores entre órgãos municipais, mantendo seus cargos e vencimentos. De acordo com o Estatuto dos Servidores, analise:

I.A redistribuição consiste no deslocamento do cargo efetivo, juntamente com o servidor que o ocupa, para outro órgão do mesmo Poder Municipal.
II.O servidor redistribuído mantém integralmente seu cargo efetivo de origem e a remuneração correspondente, sem prejuízo de seus direitos funcionais.
III.A redistribuição pode ocorrer apenas mediante concurso público.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
6361: C
6362: B
6363: C
6364: A
6365: B
6366: C
6367: A
6368: B
6369: C
6370: A
6371: B
6372: C
6373: A
6374: C
6375: A
6376: A
6377: B
6378: E
6379: E
6380: C